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Libras: A Relevância da Aprendizagem na Inclusão A Libras – Língua Brasileira de Sinais é uma forma de linguagem criada para promover a inclusão social de deficientes auditivos. O que torna a Língua de Sinais distinta das demais e que, no lugar do som, se utilizam os gestos para realizar a comunicação, e também movimentos específicos realizados com as mãos e combinados com expressões faciais e corporais. Sabe-se que a LIBRAS para ser reconhecida como a língua materna do deficiente auditivo fez uma grande trajetória desde a segregação até oposições de métodos desumanos para com o surdo, onde foram marginalizados pela sociedade e sofreram preconceitos de toda espécie, sendo, comumente, excluídos do convívio social e proibidos de exercerem direitos como: o recebimento de heranças e o casamento. A história da educação do surdo começa primeiro pelo oralismo, onde o surdo era praticamente obrigado a treinar a oralidade, sendo proibido de utilizar sinais e gestos para sua comunicação. Após decreto que fornece bases legais para a utilização da LIBRAS é que o surdo passa a ter seus direitos respeitados. O segundo método utilizado na Educação de Surdos, na verdade, é resultado da junção da Língua Oral com a Língua de Sinais, sendo chamado de método da comunicação total. Lembrando que a Língua de Sinais tem características gestuais-visuais, diferenciando-se da Língua Oral. Esse método, na verdade, pouco contribuiu, podendo até mesmo ter levado ao uso inadequado da Língua de Sinais, pois deu origem ao que denominamos, atualmente, de português sinalizado; utilizado por quem não conhece verdadeiramente a Língua de Sinais em sua estrutura e características próprias. O terceiro método denomina-se bilinguismo, sendo baseado no aprendizado da Língua de Sinais como primeira Língua do Surdo. Segundo essa proposta, a criança surda deve iniciar precocemente o contato com adultos Surdos, que a ensinem a Língua de Sinais, sua Língua natural e, somente a partir desse momento, terá condições de iniciar o aprendizado da Língua Oral como segunda Língua. No geral, a trajetória das pessoas com necessidades educativas especiais, ou seja, pessoas com deficiência, é marcada pela exclusão. Por isso, a inclusão é um assunto de grande relevância e merece ser destacada nos debates sociais atuais para que seja observada com o devido respeito não só pela comunidade escolar, mas por toda sociedade, pois se percebe que está sendo interpretada equivocadamente, não conferindo os devidos papéis a cada um dos envolvidos no processo. Por isso, atualmente, aprender Libras é de extrema importância para o desenvolvimento tanto nos aspectos sociais, quanto emocionais, não apenas do deficiente auditivo, mas também de todos que fazem parte do seu dia a dia e círculo social. Entretanto, a inclusão tanto escolar como social não é um assunto moderno, e a atenção que à pessoa com deficiência merece, está sendo encoberta, abrindo espaço naturalmente para a exclusão. No decorrer de toda história houveram várias mudanças, algumas favoráveis e outras que acabam camuflando o verdadeiro sentido da inclusão, onde isso, muitas vezes acaba deixando o deficiente a mercê do faz de conta. Porém, sabe-se que para o processo de inclusão escolar acontecer é preciso que haja uma transformação no sistema de ensino que venha beneficiar toda e qualquer pessoa, com escola adaptada, pessoal preparado para trabalhar, material acessível ao aluno, melhorar e colocar em prática as leis existentes, garantindo ensino digno e de qualidade a todo. Mas, infelizmente, os espaços escolares estão preparados para receber o aluno surdo, mas numa estrutura para ensinar e aprender em português. Essa situação se constitui um grande problema para a pessoa que vive em um universo sem som, cuja língua primeira é a Língua de Sinais. A educação inclusiva deve fazer parte do projeto político pedagógico das escolas públicas, a fim de inserir o portador de deficiência auditiva no seu quadro de alunos regulares. E o docente, deve estar atualizando-se constantemente, buscando novas fontes de conhecimento, trabalhando melhor as diferenças em sala de aula, e isso só é possível com reciclagem, capacitação, aprimoramento através de cursos de pós-graduação em linguagem de sinais, a fim de que possam comunicar-se diretamente com os alunos surdos dentro ou fora do espaço escolar. Os docentes também devem ajudar por meio de suas experiências pessoais, procurando interessar-se pelo que eles chamam de “diferente”, de forma que o ensino-aprendizagem envolva a todos: alunos e professores, fazendo o possível para que o deficiente auditivo se sinta como parte integrante da sala de aula. Portanto, para termos uma escola que seja considerada inclusiva, é necessário que as práticas sejam diferenciadas, o currículo, a metodologia de ensino, a avaliação, dentre outros aspectos, que realmente implementam a inclusão. É preciso acreditar que se pode melhorar a educação, com gestos e formas simples, que além de trazerem vários benefícios às crianças, ainda é uma das formas expressivas da manifestação da alma infantil. Romper barreiras do ensino tradicional, favorecendo de alguma forma a comunicação e possibilitando a participação do estudante surdo na construção de sua aprendizagem.