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Abrangência e função da relação terapêutica na terapia comportamental O processo de terapia vem em conjunto das intervenções, técnicas e a habilidade do terapeuta. Um momento importante da pesquisa empírica sobre a psicoterapia foi um artigo publicado por Eysenck(1952) onde foi documentado que os tratamentos da época não era eficazes, como foi informado na teoria, e que houve ausência de experimentos necessários para comprovação dos resultados fidedignos. Foi definido duas opções de tratamento proposta por Eysenck (1959) de procedimento de extinção e processo de treinamento denominado de terapia comportamental, o psicólogo precisava apenas ser hábil para planejar e executar um programa comportamental. Os anos pioneiros da terapia comportamental foram às décadas de 50 e 60 foi constituído como o auge do pensamento mecanicista. Na década de 70 foram implantados procedimentos mais sofisticados, para definição da eficácia das técnicas aplicadas, as informações indicaram e apenas as técnicas não seria os únicos fatores relevantes seria necessário à inclusão de uma discursão para o auxilio. Na terapia comportamental clássica a relação entre o profissional é pouco considerada, as terapias de segunda geração cognitiva comportamental constrói a relação terapêutica. Houve uma revolta da terapia comportamental contra o subjetivismo e a ineficácia da psicoterapia, a terapia comportamental da terceira geração foi definida como análise clínica do comportamento, (Kohlengber, Tsai&Dougher,1993) resgata a subjetividade entre cliente e terapeuta na relação interpessoal onde e constituído o processo terapêutico. A Psicoterapia Analítica Funcional (FAP) é uma sistematização onde visa o teórico e pratico para análise das relações terapêuticas tornou-se um marco para a análise clínica, é observado o comportamento durante a sessão e são classificados pela indicação de comportamento clinicamente relevante (CCR) seguindo dessa forma CCR1: comportamentos problemáticos que devem ser enfraquecidos, CCR2: comportamentos que fazem parte do progresso, CCR3: interpretação do próprio paciente faz do seu comportamento, quando o CCR3 é produtivo é correspondente á aprendizagem da análise do paciente, o terapeuta deve observar o CCR e através das informações realizar uma construção de um ambiente favorável, e levado em consideração os comportamentos das terapias passadas, as mudanças terapêuticas também podem influenciar as contingencias do reforço. A relação entre paciente e terapeuta vai ser definida de acordo como contexto, esse tipo de abordagem busca a explicação de problemas comportamentais e como se porta no meio social, a FAP leva em consideração as demonstrações sentimentais que acontecem durante uma sessão, assim e levado em consideração o sentimentalismo como pré-requisito para o entendimento da relação entre o paciente e terapeuta. (Banaco 1997) informa a diferença nas relações terapêuticas do cotidiano e que (Skinner 1953) denominou de audiência não punitiva, onde o terapeuta compreende os comportamentos do paciente sem realizar nenhum tipo de julgamento, sendo assim tornando mais agradável a terapia e estabelecendo m vinculo maior com seu paciente. (Vandenberghe e Reis 2004) observaram que em uma entrevista com antigos pacientes de uma clinica escola, onde a maioria já passou por alguma discussão em sessão sobre os acontecimentos traumáticos com envolvimento emocional com o terapeuta, e todos relatam ter tido m resultado bem melhor através desta relação, porém alguns pacientes se negam a revelar algumas coisas do passado, pois já foram punidos por conta disso. A FAP utiliza o espaço terapêutico para estabelecer e promover uma relação intima com seu paciente, as emoções que são provocadas pela psicoterapia podem ser bem dolorosas, sendo assim o terapeuta tem que trabalhar com o bloqueio da esquiva ate eu a resposta da emoção perca a intensidade, é entendido que o trabalho de bloqueio da esquiva mesmo com um efeito punitivo dentro do contexto e da intimidade o paciente terá uma estrutura e condições maiores de superar e suportar esse tipo de frustação. O processo de psicoterapia é complexo e precisa de um contexto interpessoal onde o terapeuta precisa interagir com o seu paciente para desenvolver um trabalho que visa uma mudança no seu paciente, porem o profissional também precisa se precaver, pois da mesma forma que a terapia provoca impacto com o paciente também provoca no profissional. (Banaco1993) sempre enfatiza a importância de emoções, raiva, ansiedade entre outras, a análise das emoções eu são provocadas pelo comportamento durante a sessão é umas das principais estratégias para ter acesso a informações mais precisas auxiliando na terapia. Análise do comportamento: Behaviorismo radical, análise experimental do comportamento e análise aplicada do comportamento. Fundação oficial do behaviorismo A psicologia é descrita como a ciência da mente no inicio. No século 20 a psicologia acadêmica recebeu o auxilio de métodos e instrumentos da fisiologia juntamente com os aspectos da filosofia e principalmente com relação do conhecimento humano. Wundt e Titchener definem a psicologia como uma experiência e depende de um sujeito onde busca justificativas fisiológicas para fenômenos da vida mental, em uma pesquisa foram examinados pessoas através do relato verbal o objeto de estudo de uma ciência psicológica. (Watson, 1965) realizou a publicação de um artigo “A psicologia como o Behaviorista a vê” conhecido hoje em dia como o manifesto behaviorista, onde informa o rompimento da forma de fazer psicologia, era divergente sobre a relação do objeto a ser adotado fazendo a substituição da consciência pelo comportamento, foi incluída a experimentação de processos observação de um organismo e o seu ambiente, logo após o estudo realizado denomino essa nova psicologia como Behaviorismo, estabelecendo a justificativa filosófica para essa nova psicologia, utilizando estratégias do empirismo nos laboratórios, criando estratégias e intervenções relacionadas ao assunto . O behaviorismo skinneriano e a proposta de classificação de tourinho Por volta da década de 30, Skinner inicio seus trabalhos em Psicologia com duas linhas de pensaentos , realizou uma pesquisa histórica e conceitual sobre a noção de “reflexo” na Fisiologia e na Psicologia (uma tentativa de dar uma roupagem operacional ou estritamente funcional ao termo e adotá-lo como ferramenta explicativa em sua ciência), também criou e adotou recursos metodológicos e técnicos em uma ampla linha de pesquisa experimental em laboratório (as duas facetas são apresentadas de forma clara em Skinner, 1938/1966). Skinner também aborda outros tipos modalidades de conhecimento convivendo no mesmo espaço. Em 1945 o mesmo chama a sua versão de Behaviorismo de “Behaviorismo Radical” e o faz para diferenciar-se do Behaviorismo de Boring e Stevens, inde são denominados de behavioristas, apenas, “metodológicos”. O Behaviorismo Radical seria a filosofia por trás da Ciência do Comportamento que ele estava tentando erguer e que deveria no futuro substituir a própria Psicologia, profunda e irremediavelmente impregnada por pressupostos. Tal ciência foi chamada de “Análise Experimental do Comportamento”. o Behaviorismo Radical, da mesma forma, uma análise epistemológica ou cultural. O Behaviorismo Radical (BR) O Behaviorismo Radical, ou como é sugerido simplesmente BR, foi definido por Skinner como já foi dito como a filosofia de sua Ciência do Comportamento. Isso significa que as razões pelas quais uma ciência dessa natureza seria pretendida e justificada em seus pressupostos e objetivos seria objeto de uma subárea específica dentro desse arranjo mais amplo. Abib (2001) sugere que o Behaviorismo Radical não seria apenas a filosofia de uma Ciência do Comportamento. Seria para ele sim, uma filosofia da ciência, pois teria pretensões de ir além do seu âmbito estritamente psicológico e teria o que dizer sobre a natureza, produção e legitimação do próprio conhecimentocientífico. as áreas de controle de estímulo e de efeitos da conseqüenciação, em especial da conseqüenciação contígua, produzindo os chamados comportamentos “supersticiosos”, Quando Skinner diferencia a sua versão de Behaviorismo, Radical, da defendida por Boring & Stevens, Metodológico, o que está centralmente em jogo é a concepção de ciência e suas implicações para uma ciência psicológica. Como conciliar uma rigorosa investigação científica nos moldes das ciências naturais com a incorporação de problemas clássicos da filosofia, como a natureza. Parte IV: A Análise Experimental do Comportamento (AEC) Análise Experimental do Comportamento, ou simplesmente AEC, é a subárea encarregada de conduzir a produção e validação de dados empíricos em uma ciência autônoma do comportamento. O termo “Análise” explicita que o objetivo dessa ciência está estreitamente vinculado a uma tradição reducionista e indutiva, ou seja, acessar inicialmente o todo complexo pela investigação minuciosa de suas partes. Obviamente, trata-se apenas de um primeiro passo na investigação. A finalidade dessa ciência não é separar e manter os aspectos estudados eternamente separados e desconectados em sua simplicidade cômoda. O comportamento humano não exige a adoção de um paradigma diferente de ciência. É preciso sim ampliar o conhecimento das variáveis que afetam o sistema inteiro e a criação de técnicas e tecnologias capazes de alimentar constantemente um banco de informações a ser usado na previsão de eventos comportamentais particulares. O determinismo assumido não é o absoluto, mas sim, o probabilístico (Skinner, 1953/1965; Bacharach, 1965/1975). Mas o percentual de erro não seria gerado por inexplicáveis características intrínsecas ao objeto, como o apelo equivocado ao princípio da incerteza de Heisenberg (para uma crítica aos abusos desse princípio da física nas ciências humanas, ver Marx e Hillix, 1963/1993 e Sokal e Bricmont, 1999). As barreiras estão na pesquisa (método e momento da organização teórica) e não no objeto, e por isso podem ser superadas com trabalho e criatividade. O termo “Experimental” diz respeito à produção do conhecimento de forma empírica que adota um planejamento de manipulação de variáveis em um contexto controlado e deliberadamente simplificado e artificial. Parte V: A Análise Aplicada do Comportamento (AAC) A analise aplicada do comportamento(AAC) esta n o campo de intervenção planejada dos analistas do comportamento, nela são realizadas as práticas profissionais mais tradicionalmente identificadas como psicológicas, como o trabalho na clínica, escola, saúde pública, organização e onde mais houver comportamento a ser explicado e Nessas áreas, há uma exigência por resultados e uma relação diferente da acadêmica que, por vezes, torna a produção de conhecimentos metodológica e eticamente delicadas A batalha de Skinner contra o Mentalismo, em grande parte das vezes, tomou esse formato e um dos critérios que o autor defendia para avaliar a veracidade maior das asserções feitas pelos analistas do comportamento sobre os fenômenos comportamentais estaria em sua capacidade de gerar uma efetiva tecnologia comportamental (Carvalho Neto, 2001).