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É uma síndrome clínica atribuída à ascensão de microorganismos no trato genital inferior. • Espontânea • Manipulação (inserção de DIU, biópsia de endométrio, curetagem) Compromete endométrio (endometrite), trompas de Falópio, anexos uterinos e/ou estruturas contínguas (salpingite, miometrite, ooforite, parametrite, pelviperitonite) • Mulheres que já tiveram um episódio de DIP tem chance de 12% a 15% de ter gravidez ectópica no futuro. • A taxa de infertilidade é de 12% a 50%, aumentando com o número de episódios Faixa etária: adolescentes e adultas jovens (vida sexual ativa e maior propensão à infecção) ISTs prévias ou atuais – pessoas com clamídia, micoplasmas ou gonococos na cérvice uterina A infecção por C. trachomatis tem a possibilidade de desenvolver ITU superior Salpingite prévia tem 23% de chance de desenvolvimento de novo episório Parceiro sexual atual portador de uretrite Múltiplos parceiros sexuais Uso de DIU, 3x a 5x > risco Infecção polimicrobiana, envolvendo organismos sexualmente transmissíveis. • Neisseria gonorrohae, Clamydia trachomatis Bactérias anaeróbias da microbiota vaginal também podem causar a DIP. Confirmação: • 3 critérios maiores + 1 menor • 1 critério elaborado Critérios maiores: • Dor no hipogástrico o Pct refere dor à palpação • Dor à palpação dos anexos (útero e ovários) • Dor à mobilização do colo uterino (ao toque vaginal) Critérios menores • Tax > 37,5º C • Conteúdo vaginal ou secreção endocervical anormal • Massa pélvica • Mais de cinco leucócitos por campo de imersão em material de endocérvice • Leucocitose em sangue periférico • PCR ou VHS elevada • Comprovação laboratorial de infecção cervical pelo gonococo, clamídia ou micoplasmas Critérios elaborados • Evidência histológica de endometrite • Presença de abcesso tubo-ovariano ou de fundo de saco de Douglas em estudo de imagem • Laparoscopia com evidência de DIP • Sangramento vaginal anormal de pouca quantidade (spotting) • Dispareunia • Descarga vaginal • Dor pélvica • Dor em abdome inferior • Dor à mobilização do colo do útero ao toque Classificação Estágio I: leve, tratamento ambulatorial Estágio II: salpingite com irritação peritoneal Estágio III: salpingite + abcesso Estágio IV: abcesso tubo-ovariano roto, sinais de choque séptico Início imediato de tratamento antimicrobiano nas mulheres jovens, sexualmente ativas que preenchem os critérios clínicos. Tratamento ambulatorial • Paciente com quadro clínico leve, exame abdominal e ginecológico sem sinais de pelveperitonite. Laparotomia • Indicada nos casos de massas anexiais não responsivas ao tratamento ou ruptura das mesmas