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Obstetrícia e fertilidade em bovinos

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e novilhas; isto pode ter efeitos de longo e curto
prazo na libido.
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. Barulho e distrações.
. Ambientes estranhos, manejadores ou métodos de contenção.
. Tédio: algumas variações na rotina de serviço pode ser vantajoso.
. Falta de exercício.
. Excesso de peso.
. Debilidade grave.
. Excesso de uso.
. Doenças intercorrentes.
. Dor intensa no sistema locomotor e dorso e também pênis, onde
agentes infecciososcomo Herpes Virus I Bovino (lPV - seção 8.7)
podem causar grave inflamação e ulceração da glande do pênis e
prepúcio (balanopostite).
. Ruptura do corpo cavernoso do pênis (seções 13.3 e 15.5).
. Deficiência no apoio.
. Esteróides anabólicos.
Tratamento para deficiência da livido
Em muitos casos isto envolve deficiência no acasalamento, des-
canso sexual e tratamento de doenças intercorrentes. Touros com
libido deficiente não devem ser usados para cobertura devido à
possibilidade de ser herdado.
Tratamento com gonadotrofina coriônica humana (HCG) ou
testosterona é de pouco valor.
15.4 Impotência associada a libido normal
o touro tem bom nível de libido, mas não serve a vaca, isto é,
ele é impotente. Uma descrição acurada e detalhada do comporta-
mento do touro em tentativa de serviço deve ser obtida. Pode
ser necessário observar o touro em várias ocasiões.
15.5 Impotência associada a falha na protrusão do pênis
. Fimose (estenose do orifício prepucial). Em exploração digital o
orifício deve aceitar pelo menos 3 dedos simultaneamente. Pode ser
congênito em touros jovens e não deve ser tratado cirurgicamente
devido a possível hereditariedade. Pode ser condição adquirida em
touros jovens e outros touros devido ao uso excessivo, trauma e
balanopostite crônica.
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. Falha na ereção. Isto pode ser congênito ou, mais comumente a
lesões vasculares adquiridas, as quais permitem que o sangue es-
cape do corpo cavernoso do pênis, impedindo assim a ereção nor-
mal (seção 13.1). A porção parcialmente protusa é flexível e flá-
cida; não há tratamento. Trombose da vascularização peniana tam-
bém pode ser responsável.
. Tumores penianos. Usualmente fibropapilomas, os quais são bem
mais comuns, podem impedir a protusão quando grande.
. Encurtamento congênito do pênis. Alguma dúvida se isto ocorre
ou se é meramente uma falha na ereção. O pênis de um touro adul-
to é de cerca de 90cm de comprimento.
. Aderênciasentre pênis e prepúcio. Balanopostite crônica devido
a trauma ou infecções como IPV. Tratamento por separação cirúr-
gica das aderências raramente tem sucesso.
. Falha da separação do pênis e prepúcio na puberdade.
. Frênulo persistente (seção 15.5).
. Ruptura do corpo cavernoso do pênis. Usualmente diagnosticado
mais cedo por causa do efeito sobre a libido e evidência de dor.
Edema cranialmente à flexura sigmóide e escroto.
. Desvioespiraldentro do prepúcio (seção 15.5). Pode ser inter-
mitente dentro do prepúcio, conseqüentemente às vezes irá ocorrer
movimento do pênis ereto pode ser visto e palpado dentro do
prepúcio.
15.6 Impotência associada à falha na introdução
O touro monta e expõe o pênis, mas é incapaz de introdução
Isto pode ser devido a:
. Desvio espiral do pênis (seção 15.5). O pênis normalmente
espirala dentro da vagina após a introdução; se espiralar antes,
esta não é possível. O pênis é defletido ventralmente e para
a direita e pode se tornar uma espiral anti-horária completa. B de-
vido ao deslizamento do ligamento apical dorsal do pênis. Corre-
ção cirúrgica é possível (vide Bovine Surgery and Lamenesspor
Weaver), mas deve ser realizada somente em touros usados para
cruzamento. Pode ocorrer intermitentemente.
. Desvio ventral do pênis (pênis em arco). O pênis curvado ven-
tralmente sem espiralar; é devido ao ligamento apical dorsal fraco
ou trauma.
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. Frênulo persistente. Pode impedir a protusão completa ou cau-
ser algum grau de desvio peniano. É devido à falha na completa
separação de pênis e prepúcio na puberdade e pode ser caracte-
rística herdada.
. Fibropgpiloma grande.
. Causas indeterminadas. O pênis parece normalmente ereto e pro-
tuso mas introduções não ocorrem por dor, deficiência no apoio,
disparidade no tamanho da vaca ou novilha, problemas comporta-
mentais ou anormalidades neurológicas.
15.7 Introdução sem ejaculação
Introdução ocorre mas o touro não impulsiona e nem ejacula
(vide seção 13.3).
É usualmente impossível determinar a causa precisa. Pode ser
devido à dor, deficiência no apoio, problema comportamental ou
anormalidade neurológica.
Tratar com descanso sexual e mudança na rotina de serviço.
15.8 Redução ou falha da fertilização
O touro tem libido e comportamento copulatório normal, mas
não fertiliza.
Detalhado exame clínico do sistema genital é necessário com
coleta de sêmen e avaliação em pelo menos três ocasiões especiais
com intervalo de 30 dias (seção 13.1). Causas de baixa qualidade
do sêmen são:
. Temperaturaambientalelevada.
. Doenças intercorrentes,especialmente se há pirexia.
. Estresse associado com transporte, novo ambiente e casqueamento.
. Uso excessivo (seção 13.8).
. Infecção do sistema genital. Pus pode ser observado noejaculado
ou elevado número de leucócitos no esfregaço de sêmen, o local da
infecçãopode ser o testículo, epidídimos ou vesículas seminais. A pal-
pação irá usualmente revelar a mudança na consistência do órgão.
Tratamento prolongado com antibioticoterapia.
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. Mastite das glândulas mamárias vestigiais.
Hipoplasia testicular. Isto é observado em touros jovens onde os
testículos são pequenos e macios, embora a libido seja normal;
há geralmente ejaculado azoospérmico. É possível que seja condi-
ção herdada. Nãp há tratamento.
. Degeneração testicular. Há histórico de fertilidade normal segui-
da de declínio gradual e ultimamente falha completa para gerar
bezerros. Libido normal. Testículos são pequenos, inicialmente ma-
cios, tornando-se atrofiados e endurecidos. Inicialmente ejaculado
pobre é obtido, com baixa densidade espermática e grande número
de espermatozóides mortos e anormais; eventualmente azoospermia
é total. Não há tratamento.
. Doenças venéreas. Estas são improváveis em produzir efeito so-
bre os espermatozóides. Palha no desenvolvimento da gestação
precoce, resultado de ambiente uterino desfavorável (seções 7.7,
7.9 e 8.2).
. Aplasia segmentar dos ductos de Wolff. Palha no desenvolvimento
embriológico normal do sistema de ductos, o que iria permitir o
transporte dos espermatozóides dos testículos. Aplasia unilateral
teria pouco ou nenhum efeito na fertilidade; a bilateral resultaria no
touro ser estéril já na puberdade.
. Espermatozóides morfologicamente anormais. Alguns defeitos ocor-
rem devido a manipulação grosseira do sêmen, outros ocorrem de-
vido a falhas na espermatogênese e maturação espermática. A inter-
pretação da significância de leves defeitos na morfologia espermá-
tica requer opinião de especialista.
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LEITURA COMPLEMENTAR
ARTHUR, G. H., NOAKES, D. E. & PEARSON, H. (1982), Veterinarll
Reproduction and Obstetrics, 5th ed., Bailliere Tindall, Eastbourne.
AUSTIN, C. R. & SHORT, R. V. (1982), Reproduction in Mammals,
2nd ed., vols. 1-5. Cambridge University Press, Cambridge.
COX, J. E. (1982), Surgery Df the Reproductive Tract of Large Animals.
Liverpool University Press, Liverpool.
EDDY, R. G. & DUCKER, M. J. (eds.) (1984), Dairy Cow Fertility.
British Veterinary Association, London.
ESSLEMONT, R. J., BAILIE, J. H. & COOPER, M. J. (1985), Fertility
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Books, London.
HAFEZ, E. S. E. (ed.) (1980), Reproduction in Farm Animals, 4th ed.
Lea & Febiger, Philadelphia.
HUNTER., R. F. H. (1982), Physiology and Technology 01 Reproduction
in Female Domestic Animals. Academic Press, London.
McDONALD, L. E. (1980), Veterinary Endocrinology and Reproduction,
3rd ed. Lea & Febinger, Philadelphia.
Ministry of Agriculture, Fisheries and Food (1984), Dairy Herd Fertility:
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Ministry af Agriculture,

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