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Obstetrícia e fertilidade em bovinos

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progestágeno sintético que é dispo-
nível como polímero de implante subcutâneo contendo 6mg da
substância ativa.
. A vaca ou novilha não deve estar gestante e ter boas condições
físicas.
. O implante de 6mg de Norgestamet é inserido subcutaneamente
na base da orelha e, imediatamente após, 3mg de Norgestamet e 5mg
de Valerato de estradiol são injetados via intramuscular.
. O implante é removido 9 dias depois.
. O estro ocorre 2-3 dias após e a IA pode ser feita com 48 e 60
horas ou 48 e 72 horas após a remoção do implante.
Melhor sincronização pode ser consegui da ~e a PGF2a for in-
jetada 24 horas antes da remoção do implante, já que o valerato
de estradiol é um fraco luteolítico, especialmente no início do diestro.
1. 13 Sincronização de estro com PGF 2a e análogos
Para conseguir sincronização,
injetada em duas doses separadas,
aplicações, assegurando assim que
a 2.a injeção.
Antes de iniciar o procedimento de sincronização:
. Checar a condição física dos animais no início do procedimento,
especialmente no caso de novilhas. Devem estar em boa condição fí-
sica, crescendo a uma taxa de 0,7kgjdia.
. Assegurar que não hajam animais gestantes e, no caso de novi-
lhas, que o trato genital esteja normal, por palpação retal. .
. Informar à central de IA local as datas previstas da IA assegu-
rando que haja sêmen adequado e pessoal disponível.
a PGF2,a ou análogo deve ser
com 11 dias de intervalo entre
o estro ocorrerá 2-4 dias após
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Então:
. Aplicar em todos os animais PGF2aou análogo (PGl).
. Repetir 11 dias após PGl (PG2).
. A IA pode ser realizada 78 horas após PG2 ou em duas insemi-
nações 72 e 96 horas ou 72 e 90 horas após PG2.
. IA em qualquer animal que seja visto em estro 5-6 dias após
a PG2.
A sincronização será melhor em novilhas do que em vacas.
Razões para baixa sincronização
. Técnica de injeção ineficiente, se PGF2,a foi depositada na gordura
ou uma grande parte do volume da injeção se perdeu.
. Uma parcela dos animais são acíclicos.
. Há atraso na formação de corpo lúteo que ir.á responder a PFG2X.
Isto é mais provável que ocorra em vacas onde as concentrações
de progesterona permanecem baixas por longo período pós-ovulação
(progesterona baixa por longo tempo).
Razões de baixas taxas de concepção (taxa de gestação)
. Nutrição insatisfatória, especialmente em novilhas e vacas de alta
produção.
. Estresse associado a manejo e mistura de diferentes grupos de
animais.
. Sincronização de animais recém-adquiridos, porque eles teriam se
estressado durante o transporte.
. Fadiga do inseminador.
Método de trabalho
Melhores taxas de concepção podem ser freqüentemente obtidas,
especialmente se há boa e precisa detecção de estro, se o método
de trabalho a seguir for utilizado:
. Injetar todos os animais com PGF2a ou análogo (PG1).
. Observar sinais deestro e inseminar qualquer vaca ou novilha
normalmente.
. Animais que não tenham sido observados em estro após 11 dias
são injetados com 2.a dose de PGF2aou análogos (PG2).
. Horário fixo de inseminaçãocomo descrito na seção 1.3 .
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Este esquema também reduz o manuseio dos animais e a quanti-
dade de prostaglandina utilizada.
Prostaglandina e análogos disponíveis para bovinos
. Dinoprost (UpJohn Ltd. "Lutalyse"). Prostaglandina (PGF2IX)na-
tural sintética, dose indicada 25mg.
. Cloprostenol (Coopers Animal Health, "Estrumate"). Análogo sinté-
tico, dose indicada 500fJ.g.
. Fenprostalene (Syntex Pharmaceuticals Ltd., "Synchrocept B").
Dose indicada 1,Omg.
. Luprostiol (lntervet Laboratories Ltd., "Prosolvin"). Dose indica-
da 15mg para vacas e 7,5mg para novilhas.
1.14 Exame clínico do sistema genital
o sistema genital pode ser examinado por palpação retal, e o
vestíbulo, vagina e abertura externa da cérvix por palpação manual
ou, visualmente, com o auxílio de espéculo. Antes de iniciar estes
procedimentos, inspeção cuidadosa da vulva, períneo e superfícies
do corpo é importante.
Exame clínico externo:
. Examinar a base da cauda, verificando se os pêlos estão eriçados
ou lesados, sugerindo que a vaca possa ter sido montada por outras
vacas e possivelmente estado em estro.
. Examinar os flancos para sinais de lama ou sujeira de casco indi-
cativo de estar sendo montada por outras vacas.
. Examinar o períneo e a cauda para sinais de corrimentos. Este
pode ser normal, fisiológico, associado ao estro, metaestro, ou lóquio
pós-parto (olhar a seção 5.5), ou ser patológico, associado a exsu-
dato inflamatório ou pus.
. Examinar a vulva para evidência de lesões recentes ou cicatrizadas.
Os lábios devem ser afastados e a mucosa deve ser examinada quanto
a cor, presença de pápulas, pústulas, vesículas, úlceras ou lesões gra-
nulomatosas provocadas.
. Examinar a glândula mamária para determinar o estágio de lactação.
. Examinar a pelve e os ligamentos pélvicos para determinar o grau
de relaxamento no caso da vaca estar próxima ao parto.
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Exame vaginal utilizando espéculo:
Quando o espéculo é usado ele deve estar estéril para cada
vaca ou, como alternativa, um tubo porta-espéculo estéril pode ser
usado (Fig. 1.5) - estes geralmente têm sua fonte de luz própria.
O espéculo convencional requer lanterna ou outra fonte de luz na
outra mão.
Fig. 1.5.
Espéculo vaginal.
O procedimento para o uso de espéculo com iluminação pró-
pria está a seguir:
. A vulva é rigorosamente limpa.
. Os lábios são afastados e o espéculo lubrificado é cuidadosamente
inserido num ângulo de cerca de 30° do plano horizontal subindo
ao entrar no vestíbulo e depois horizontalmente acima do assoalho
da pelve.
. Assim que o espéculo é inserido, a cor, a aparência de mucosa
vaginal e o fluido devem ser vistos, como também qualquer estru-
tura aberrante.
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. A cor, forma e grau de dilatação da abertura externa da cérvix
deve ser observada, assim como a presença e aparecimento de qual-
quer fluido que escape do canal cervical.
. Notar a presença de qualquer fluído que acumule na região cra-
nial da vagina.
Exame manual da vagina:
. Isto não é possível numa novilha nulípara.
. Uma luva limpa e lubrificada é cuidadosamente inserida na vagina.
. Evidências de estenose, abscesso e outras anormalidades podem
ser observadas.
. A cérvix é palpada para evidenciar rupturas, lesões e o grau de
dilatação da abertura externa. .
. Qualquer fluido acumulado no assoalho da região cranial da va-
gina deve ser drenado para a palma da mão e examinado quando
retirado.
Palpação retal
Uma rotina regular é requerida e a vulva deve ser observada
para evidências, de secreções ou descargas ocorridas durante o processo.
. A vagina é de difícil identificação porque tem parede flácida
e delgada, a não ser que um exame vaginal prévio tenha resultado
numa pneumovagina temporária quando estará distendida.
. A cérvix é um limite importante. Notar sua posição em relação
à borda da pelve, seu formato, tamanho e grau de mobilidade. Em
novilhas não-gestantes a cérvix tem cerca de 2-3cm de diâmetro e
5-6cm de comprimento. Durante a gestação torna-se aumentada e, em-
bora rígida no pós-parto, o tamanho total aumenta com gestações
sucessivas. Em vacas multíparas velhas, tem cerca de 5-6cm de diâ-
metro e até lOcm de comprimento. A cérvix afila-se de forma leve
cranialmente, e é, freqüentemente possível palpar as pregas anela-
res. Abscessos associados à parição ou injúrias por Inseminação Ar-
tificial causam marcadas distorções.
A cérvix na novilha é sempre intrapélvica enquanto em ani-
mais multíparos normais não-gestantes é localizada na borda cranial
da pelve ou em frente. Com o desenvolvimento .da gestação ela é
tracionada para além do bordo pélvico.
No animal não-gestante normal é livrementé móvel lateral
e crânio-caudalmente. A medida que a gestação progride, a disten-
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são do útero grávido reduz a mobilidade, como ocorre em algumas
condições patológicas como aderências, piometrae tumores.
. A bifurcação dos cornos uterinos pode ser identificada logo cra-
nialmente à cérvix, especialmente se forem comprimidos contra o
bordo pélvico, como uma fissura ou

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