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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 2ª 
VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE SANTOS/SP 
 
 
Processo nº XXXXXXXX 
 
 
 
 
 
 
MARCOS PAULO MENDONÇA, brasileiro, divorciado, 
profissão, CPF nº XXXXXXXXXXXXXX e RG nº XXXXXXXXXXXXX, 
residente e domiciliado em XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX, nº 
XXX, apto XXXX, CEP: XXXXXXXX, Cidade/UF, endereço eletrônico 
XXX, vêm, respeitosamente perante Vossa Excelência, devidamente 
representado por seu procurador infra-assinado, com endereço 
profissional em XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX, nº XXX, apto 
XXXX, CEP: XXXXXXXX, Cidade/UF, e endereço eletrônico onde 
receberá intimações XXX, propor a presente 
CONTESTAÇÃO 
na ação que lhe move A.B.A.A, menor impúbere, brasileira, CPF nº 
XXXXXXXXXXXXXX e RG nº XXXXXXXXXXXXX, aqui representada 
por sua genitora, CYNTHIA CRUZ, já qualificada nos autos, pelos 
fatos e fundamentos jurídicos que passa a expor. 
 
I – DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA 
 
 Requer a Vossa Excelência que seja deferido o benefício da 
Gratuidade de Justiça, com fulcro no art. 98 do Código de Processo 
Civil, e também no inciso LXXIV, do art. 5º Constituição Federal, por 
não ter condições de arcar com as custas processuais e honorários 
 
advocatícios sem prejuízo do próprio sustento, conforme declaração 
de pobreza em anexo. 
 
II – DO PRAZO EM DOBRO 
 
 Conforme dispõe o Código de Processo Civil, aos Escritórios 
de Prática Jurídica das faculdades de Direito, conveniadas com a 
Defensoria Pública, também fazem jus ao prazo em dobro, conforme 
o art. 186, in verbis: 
Art. 186. A Defensoria Pública gozará de prazo em 
dobro para todas as suas manifestações. 
[...] 
§3º. O disposto no caput aplica-se aos escritórios 
de prática jurídica das faculdades de Direito 
reconhecidas na forma da lei e às entidades que 
prestam assistência jurídica gratuita em razão de 
convênios firmados com a Defensoria Pública. 
 
III – DOS FATOS 
 
As partes são genitores de A.B.A.A, que possui 13 (treze) anos. 
Após a separação do requerido e da genitora do autor, estes 
ingressaram com ação de alimentos, em 2009, na qual se estipulou 
ao requerido o pagamento de 20% (vinte por cento) dos rendimentos 
líquidos em caso de vínculo empregatício e 25% (vinte e cinco por 
cento) do salário mínimo vigente em caso de desemprego. 
Após seis anos da fixação dos alimentos, a requerente propõe 
a presente revisional de alimentos, argumento estar enfrentando 
aumento dos gastos da criança: roupas, escola, alimentação. 
A requerente pediu para que os alimentos sejam majorados 
para 01 (um) salário mínimo vigente. 
O requerido se socorre diante do Poder Judiciário, pois 
atualmente encontra-se desempregado, realizando apenas bicos de 
cabelereiro, ganhando em média R$ 500,00 (quinhentos reais). 
Informa, ainda, que está em um novo relacionamento - união 
estável – e que possui mais dois filhos menores – 07 (sete) anos e 
 
01 (um) ano – com sua atual companheira, que trabalha como 
vendedora e possui renda de R$ 1.000,00 (mil reais). 
Com isso, o requerido informa que não tem possibilidade de 
pagar o que a requerente pede e informa que só pode pagar 30% do 
salário mínimo vigente. 
 
IV – DO DIREITO 
 
a) DA OBRIGAÇÃO ALIMENTAR: 
Nos termos do art. 1.694 do CC, é dever dos parentes prestar 
alimentos, de modo a arcar com as necessidades dos demais. O réu 
é pai da autora, como se percebe pela carteira de identidade da 
menor em questão (doc. X). Vale lembrar que o § 1º do art. 1.694 é 
claro ao afirmar que os alimentos devem ser fixados à luz do binômio 
necessidade - possibilidade, sendo este verificado à luz da 
proporcionalidade. 
Nos termos do Art. 1.695 do CC, os alimentos quando fixados 
deverão sempre obedecer ao binômio necessidade – possibilidade, 
não devendo desfalcar o necessário ao sustento do devedor, 
devendo ser, como amplo entendimento jurisprudencial e doutrinário, 
fixados de acordo com percentual dos rendimentos do requerido, 
neste sentido: 
TJ-RS - Agravo de Instrumento AI 70062800537 RS (TJ-
RS) Data de publicação: 27/04/2015 Ementa: AGRAVO DE 
INSTRUMENTO. ALIMENTOS. FIXAÇÃO EM 
PERCENTUALDO SALÁRIO MÍNIMO. Os alimentos devem ser 
fixados de acordo com o percentual dos rendimentos do 
agravante porque, assim, melhor atendem ao binômio 
necessidade-possibilidade. DERAM PARCIAL PROVIMENTO 
AO AGRAVO DE INSTRUMENTO. (Agravo de Instrumento Nº 
70062800537, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, 
Relator: Alzir Felippe Schmitz, Julgado em 23/04/2015). 
TJ-RS - Apelação Cível AC 70067045476 RS (TJ-RS) 
Data de publicação: 01/12/2015 Ementa: APELAÇÃO. 
REVISIONAL DE ALIMENTOS. PERCENTUAL SOBRE 
RENDIMENTOS EM CASO DE ALIMENTANTE COM 
EMPREGO FIXO.PERCENTUAL SOBRE SALÁRIO-MÍNIMO 
EM CASO DE DESEMPREGO. A fixação em 30% sobre os 
rendimentos do pai/alimentante, para o caso dele ter emprego 
fixo e formal, considerando que são alimentos destinados para 
02 filhas menores, está em consonância com o que este 
colegiado tem fixado em casos análogos. Precedentes. A 
 
fixação para o caso do alimentante não ter emprego fixou ou 
estar desempregado deve se dar em 30% do salário-mínimo, 
pois esse foi o valor pedido pelas alimentadas; e esse foi o valor 
ofertado pelo próprio alimentante em audiência, com 
concordância expressa das alimentadas. DERAM PARCIAL 
PROVIMENTO. (Apelação Cível Nº 70067045476, Oitava 
Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: José Pedro 
de Oliveira Eckert, Julgado em 26/11/2015). 
 b) DAS NECESSIDADES DA ALIMENTANDA E DAS 
POSSIBILIDADES DO ALIMENTANTE 
Por todo exposto resta claro que as necessidades 
apresentadas pela Genitora não são suficientemente comprovadas, 
sendo os valores expostos meras alegações. Cabe aqui ressaltar 
decisão jurisprudencial que coaduna-se ao presente caso: 
TJ-RS - Apelação Cível AC 70059132746 RS (TJ-RS) 
Data de publicação: 13/05/2014 Ementa: APELAÇÃO. 
ALIMENTOS. ALIMENTANTE SEM EMPREGO FORMAL. 
INDEXAÇÃO EM PERCENTUAL SOBRE O SALÁRIO-MÍNIMO. 
REDUÇÃO DOPERCENTUAL. CABIMENTO. Se o 
pai/alimentante não tem emprego formal, mas labora como 
"motoboy" sem vínculo empregatício, então não há falar ou 
cogitar em indexação dos alimentos em percentual sobre 
rendimentos, nem para o caso eventual futuro e incerto de que 
ele possa um dia vir a ter emprego formal. O pai/alimentante 
provou auferir renda de aproximadamente 01 salário-mínimo, e 
provou ter outros dois filhos menores para sustentar, de forma 
que é evidentemente excessiva a fixação sentencial dos 
alimentos em 22% do salário-mínimo. Cabível a redução para 
15% sobre o salário-mínimo, tal qual postulou e ofertou o 
alimentante. NEGARAM PROVIMENTO AO APELO DO 
AUTOR, E DERAM PROVIMENTO AO APELO DO RÉU. 
Requer-se assim a declaração de improcedência dos pedidos 
deduzidos pela requerente, fixando-se quantum alimentício dentro 
dos parâmetros legais, que assegure a assistência real necessária a 
requerente, a vida digna do requerido e o auxílio aos demais filhos 
deste, qual seja, o valor de 30% (trinta por cento) do salário mínimo 
vigente. 
 
V – DOS PEDIDOS E REQUERIMENTOS 
Diante do exposto, requer-se que Vossa Excelência se digne a: 
A) Os benefícios da justiça gratuita, por ser juridicamente 
hipossuficiente nos termos do art. 98 do Código de Processo Civil; 
 
B) Concessão do prazo em dobro à parte, por estar sendo 
representada pelo Escritório de Prática Jurídica da Universidade São 
Judas Tadeu – Campus Unimonte, conveniada com a Defensoria 
Pública do Estado de São Paulo, consoante o §3º, art. 186 do Código 
de Processo Civil; 
C) Concessão do direito de serem intimados pessoalmente 
de todos os atos processuais, e de prazo em dobro para todas as 
manifestações dos patronos da autora, nos exatos termos do artigo 
186, §3º, do Código de Processo Civil/2015; 
D) Seja declarada a IMPROCEDÊNCIA dos pedidos 
deduzidos pela requerente; 
E) Subsidiariamente, em caso de procedência do pedido 
principal, o que se admite apenas em atenção ao princípio da 
eventualidade, sejadiminuído o valor da pensão requerida, 
condenando o requerido ao pagamento de pensão alimentícia no 
valor de 30% salário mínimo vigente; 
F) Ao final, a condenação da requerente a arcar com o ônus 
da sucumbência atinente a custas, despesas e honorários 
advocatícios. 
G) Requer provar o alegado por todos os meios em direito 
admitidos, pugnando-se desde já pela distribuição dinâmica do ônus 
da prova (CPC/2015, art. 373, § 1º) em relação aos fatos de prova 
inviável pela alimentante. 
 
Termos em que pede e espera deferimento. 
 
Local e data. 
 
ADVOGADO 
OAB/UF xxx.xxx

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