A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
37 pág.
Trabalho APS - Fichamento por citação

Pré-visualização | Página 1 de 12

CAMPUS PINHEIROS 
SERVIÇO SOCIAL 
 
 
ALEXANDRE JOSÉ DE FREITAS 
GABRIEL RAUSCH COGO 
JANAÌNA VITÓRIA DE OLIVEIRA ANDRADE 
MARIA PAULA DE JESUS SILVA 
THAÍS RIBEIRO DE ANDRADE 
 
 
 
 
 
 
 
TRABALHO DE APS – ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS 
FICHAMENTO LIVRO – “QUESTÃO SOCIAL” Particularidades no Brasil 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO PAULO 
2020 
2 
 
 
CAMPUS PINHEIROS 
SERVIÇO SOCIAL 
 
 
ALEXANDRE JOSÉ DE FREITAS 
GABRIEL RAUSCH COGO 
JANAÌNA VITÓRIA DE OLIVEIRA ANDRADE 
MARIA PAULA DE JESUS SILVA 
THAÍS RIBEIRO DE ANDRADE 
 
 
 
 
 
 
 
TRABALHO DE APS – ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS 
FICHAMENTO LIVRO – “QUESTÃO SOCIAL” Particularidades no Brasil 
 
 
Trabalho de Atividades Práticas 
Supervisionadas para obtenção do titulo de 
graduação em Serviço Social, apresentado á 
Universidade Paulista – Unip, orientado pela 
Prof.ª Raquel Azevedo. 
 
 
 
 
SÃO PAULO 
2020 
3 
 
SUMÁRIO 
 
1. INTRODUÇÃO..................................................................................................... 04 
2. MODO DE PRODUÇÃO, FORMAÇÃO SOCIAL E ALGUNS MARCOS 
HISTORICOS SOBRE O BRASIL ......................................................................... 05 
2.1 Modos de produção capitalista e formações sociais particulares............ 05 
2.2 Breve retomada de marcos históricos da constituição do 
 capitalismo na formação social brasileira................................................ 07 
 
3. PARTICULARIDADES DO CAPITALISMO NA FORMAÇÃO 
 SOCIAL BRASILEIRA............................................................................................ 10 
 3.1 Caráter conservador da modernização operada pelo 
capitalismo brasileiro.................................................................................... 10 
3.2 Os processos de "revolução passiva"..................................................... 14 
3.3 A centralidade da ação estatal para a constituição do 
capitalismo brasileiro..................................................................................... 17 
 
4. PARTICULARIADES DA “QUESTÃO SOCIAL” NO BRASIL............................ 20 
 
5. APROXIMAÇÕES À “QUETÃO SOCIAL” NO 
BRASIL CONTEMPORÂNEO.................................................................................. 21 
5.1 Crise capitalista e crise do padrão de desenvolvimento do 
capitalismo brasileiro...................................................................................... 23 
5.2 Particularidades recentes do desemprego no Brasil............................... 26 
6. DETERMINANTES DO DEMPREGO NOS ANOS 1980 E 1990......................... 28 
6.1 O desemprego nos anos de 1980 e a relação com a crise do 
desenvolvimento............................................................................................ 28 
6.2 O desemprego nos anos de 1990 e a relação com as políticas 
 de ajuste neoliberais..................................................................................... 30 
 
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................. 33 
8. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS.................................................................... 37 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
Na tese de Josiane Santos que virou o livro Particularidades da "questão 
social" no Brasil, retrata e analisa o debate em torno da "Questão Social" no Brasil, 
dando luz e preenchendo lacunas a respeito da reprodução da relação entre o 
capital e trabalho, permitindo o compreendimento e desvendamento das 
particularidades do fenômenos sociais brasileiros e da reprodução do sistema 
capitalista no meio da produção e as relações sociais. E de seus desdobramentos 
em meio ao desenvolvimento de uma crise econômica e suas consequentes 
expressões sociais, o alto índice de desemprego e a precarização do trabalho, 
atribuídos a dinâmica capitalista em pleno desenvolvimento no Brasil, contribuindo 
a manifestação das lutas sociais do proletariado contra a exploração do trabalho 
existente no sistema capitalista. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
2 MODOS DE PRODUÇÃO, FORMAÇÃO SOCIAL E ALGUNS MARCOS 
HISTORICOS SOBRE O BRASIL. 
 
2.1 Modos de produção capitalista e formações sociais 
particulares. 
 
[...] a problematização de categorias que lhes são essenciais, quais sejam, 
as de “modo de produção” e as de “formação social”. 
Na vasta biografia que trata direta ou indiretamente dessas categorias a 
partir da matriz marxiana ou da tradição marxista comparecem os mais 
diferentes níveis de apropriação. No caso da tradição marxista, esse debate 
é frequentemente marcado por simplificações e reduções de várias ordens 
sendo possível observar que os esquemas de base “marxista-leninista” nele 
comparecem fortemente, indicando uma leitura mecânico/evolutiva dos 
modos de produção que minimiza várias mediações, inclusive o papel dos 
sujeitos políticos organizados neste tipo de transformação social.( JOSIANE 
S.S, 2012 p.49) 
 
“Aspecto por demais vulgarizado desse debate é a tão teorizada transição do 
capitalismo ao comunismo: neste caso, é como se o comunismo fosse necessária e 
inadiavelmente o modo de produção que sucederá o capitalismo.” (JOSIANE S.S, 
2012 p.49) 
[...] “modo de produção” tende a aparecer como um conceito teórico: uma 
representação esquemática, ideal, das diversas formas de organização da 
vida material e social, bem como das bases estruturais de sua 
transformação. É preciso dizer que, na gênese de tais interpretações, 
encontra-se uma concepção reducionista acerta das contribuições 
marxianas no debate sobre o desenvolvimento da história social que ficam, 
no linguajar “científico”, enquadradas a formulações do campo da economia. 
(JOSIANE S.S, 2012 p.51) 
 
[...] compreende-se aqui “modo de produção” como categoria que é muito 
mais que um “modelo ou “instrumento de análise” e de interpretação de uma 
determinada realidade social. Antes de sua existência como categoria 
reflexiva, corresponde a uma realidade ontológico-social, cujas relações 
com a práxis são inelimináveis. (JOSIANE S.S, 2012 p.51) 
 
[...] Logo, para entender não só os modos de produção, mas suas 
“encarnações reais”, há que recorrer a uma categoria que, embora não 
esteja originalmente formulada em Marx do ponto de vista reflexivo, o está 
do ponto de vista ontológico: a de “formação social” (JOSIANE S.S, 2012 p 
.52) 
 
[...] a análise histórica demonstra que, nas sociedades que sucederam a 
comunidade primitiva, havendo sempre um modo de produção dominante, 
ele subordina formas remanescentes dos modos já substituídos, formas do 
passado – podendo mesmo, em certos casos, ocorrer a combinação de 
formas de mais de um modo de produção numa sociedade determinada. 
Por isso, emprega-se a expressão formação econômico-social (ou, 
simplesmente, formação social) para designar a estrutura econômico-social 
especifica de uma sociedade determinada, em que um modo de produção 
dominante pode coexistir com formas precedentes(e mesmo, com formas 
que prenunciam elementos a se desenvolverem posteriormente). 
(JOSIANE S.S, 2012 apud Netto; Braz, 2006, p.62-63, grifos originais dos 
autores) 
6 
 
 
Respondendo por diferentes níveis de constituição dos processos histórico-
sociais, as categorias “modo de produção” e “formação social” querem, 
imperativamente, a mediação uma da outra para uma adequada 
compreensão das relações sociais. (JOSIANE S.S, 2012 p.53) 
 
Essas breves considerações pretendem indicar [...] a insuficiência do 
tratamento da “questão social” a partir somente da categoria “modo de 
produção”. Ou seja, não é o bastante apenas remeter a “questão social” às 
relações de exploração do trabalho pelo capital. Isso porque estas 
categorias (trabalho, capital), sendo universais e abstratas – posto que 
pertencem ao conjunto de mediações do “modo de produção” – não são 
capazes de elucidar,

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.