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sociologia aplicada à saúde

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01. Por que tanto o determinismo geográfico como o determinismo biológico foram 
incapazes de explicar as diferenças de comportamento entre os homens? 
 
Pode-se observar que, de fato, o determinismo biológico, por sua vez, envolve o aspecto de que 
as diferenças genéticas determinam as diferenças culturais. Entretanto, verifica-se que o 
determinismo geográfico aborda que o meio ambiente influência e determina de forma 
significativa a diversidade cultural, visto que, por exemplo, o homem é fruto do meio e, dessa 
forma, as características do ambiente em que o individuo se encontra inserido, certamente, irá 
influenciar de maneira forte as atitudes do mesmo. Nessa perspectiva, tais teorias mencionadas 
anteriormente, estão, fortemente, relacionadas ao etnocentrismo, pois determinado grupo 
acredita que a sua cultura, por exemplo, é superior à de outros grupos. Dessa maneira, fica 
nítido que a cultura, certamente, não pode ser observada pelo viés biológico ou geográfico, mas 
sim pelo aprendizado. 
 
 
02. De acordo com Roque Laraia (2001) “a grande qualidade da espécie humana foi a de 
romper com suas próprias limitações: um animal frágil, provido de insignificante força 
física dominou toda a natureza e se transformou no mais temível dos predadores. Sem 
asas, dominou os ares; sem guelras ou membranas próprias, conquistou os mares. Tudo 
isso porque difere dos outros animais por ser o único que possui cultura”. Mas o que é 
cultura? 
 
Cultura é, na verdade, todo complexo que inclui conhecimentos, crenças, arte, moral, leis 
costumes ou qualquer outra capacidade ou hábitos adquiridos pelo homem como membro de 
uma sociedade. Nesse viés, pode-se perceber que nenhum indivíduo não tem cultura, já que 
ninguém nasce e permanece fora de um contexto social. 
 
 
 
03. Disserte como David Le Breton (2016) aborda o sentimento de REPUGNÂNCIA em 
várias culturas e épocas, por meio, da noção do simbólico e da moral. 
 
Segundo David Le Breton repugnância é uma ameaça real ou simbólica ao sentimento de 
identidade. Nesse sentido, o simbólico é quando, por exemplo, o individuo imagina que o 
alimento é algum ruim, ou seja, ele faz um pensamento negativo daquele alimento e, 
consequentemente, tal alimento não serve para ser consumido, haja vista que para uma 
determinada sociedade um certo alimento é considerado estranho e ruim, logo, essa visão em 
grande parte dos casos é ocasionada pela imaginação. O moral está relacionado, por exemplo, 
quando o individuo acredita que um determinado alimento é visto como algo ruim e, 
consequentemente, o mesmo acredita que o alimento ao ser consumido irá, de fato, contaminá-
lo. 
 
 
04. Para Georges Canguilhem o patológico é realmente o anormal? 
Não, pois pra Canguilhem o patológico é visto como uma normatividade biológica que aceita 
as leis dentro do funcionamento do organismo. Portanto, pode-se concluir que o anormal é 
quando o indivíduo tem uma excelente saúde, já o normal se dá por meio do patológico, o qual 
é entendido no viés individual da normatividade biológica. 
 
05. A partir do livro “O Nervo Cala, O Nervo Fala: a linguagem da doença” de Maria 
Silveira (2000) recupere a discussão sobre como o campo biomédico (científico) produz a 
verdade sobre o que é o corpo, a saúde e a doença, sem incluir a experiência concreta do 
ser vivo (o doente), e como tal pressuposto é abordado como algo tão problemático. 
 
Ao analisar o livro de Maria Silveira, a autora cita a doença de nervos, a qual é uma doença 
popular com uma constelação sintomática que constitui uma síndrome socialmente conhecida, 
à qual, correspondem uma abordagem terapêutica e padrões de comportamento: tabus, regras 
de respeito ou de tolerância para com o doente etc. Entretanto, do ponto de vista biomédico, 
não existe como síndrome ou entidade noológica, o que pode ser comprovado na consulta. 
Nesse sentido, a consulta medica esvazia, desmerece o sofrimento do doente: isso é só um 
nervoso e, dessa forma, há a redução do contexto pessoal, ou seja, o impedimento de 
associações extra-biológicas intervenientes na determinação da doença que, afinal, promove a 
falta de articulação entre o nível biológico e o marco das determinações sociais da doença. 
Nessa perspectiva, portanto, nota-se que a doença é realmente negligenciada tanto pela a 
população, quanto pelo o médico, haja vista que o o sofrimento é desmerecido. 
 
 
06. Cecil Helman (2009) em seu texto “Cuidado e cura: os setores de atenção à saúde” nos 
apresenta que a medicina ocidental tem a sua singularidade em cada local/país, desse 
modo ele nos ajuda a romper com a ideia de que a medicina ocidental é praticada de 
maneira universal. Recupere como o autor argumenta tal acepção. 
Ao analisar o texto ‘‘Cuida e cura: ao setores de atenção à saúde’’, de Cecil Helman, pode-se 
verifica-se que ao longo da discussão, a autora aborda que cada sociedade tem a sua forma, 
visão e concepção de como retratar a saúde, como também cada grupo tem a seus respectivos 
agentes que cuidam da saúde, os quais são organizados em associações profissionais. Nessa 
lógica, apesar da alegação de universalidade da medicina ocidental, vários estudos têm ilustrado 
diferenças significativas nos tipos de diagnósticos fornecido e no tratamento prescrito nos 
diferentes sistemas médicos ocidentais. Por exemplo, em 1984, uma comparação dos padrões 
de prescrição de cinco diferentes pises europeus encontrou variações marcantes entre eles. 
Dessa maneira, verifica-se que essas diferenças estão relacionadas a fatores culturais, haja vista, 
por exemplo, que os norte-americanos não querem só fazer algo, mas fazer algo rápido e, assim, 
os médicos fazem mais cirurgias do que os médicos de outros países. 
 
 
07. Como os medicamentos modernos constituem uma maneira original de lidar o 
biológico e o social? 
O medicamentos modernos, por sua vez, podem ser relacionados com ao aspectos biológicos e 
sociais, visto que um determinado fármaco, por exemplo, tem um princípio ativo e ,assim, tem 
um certo objetivo no organismo do indivíduo, porém também o medicamento pode ser 
relacionando ao viés social, visto que o individuo pode influenciar o efeito do medicamento por 
fatores psicológicos, ou seja, o placebo.

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