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Via Aérea

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orotraqueal, deve ser dada preferência à técnica com duas pessoas, com imobilização da coluna cervical devidamente alinhada.
A colocação correta do tubo na traquéia é sugerida, porém não confirmada, pela ausculta de MV em ambos os campos pulmonares e pela inexistência de borborigmo no epigástrio.
Para confirmar a intubação correta da via aérea, é útil o uso de um detector de dióxido de carbono, um capnógrafo.
A radiografia de tórax é o método mais adequado para confirmar se o tubo está em posição correta.
Quando se concluir que o tubo está em posição correta, ele deve ser fixado.
A intubação nasotraqueal às cegas exige que o doente esteja respirando espontaneamente, sendo contraindicada no doente em apnéia.
Fraturas de face, dos seios frontais, da base do crânio e da placa crivosa são contraindicações relativas para intubação nasotraqueal.
Os doentes que chegam ao hospital já intubados devem ser examinados para confirmar se a posição do tubo endotraqueal está correta.
Fatores que podem prever dificuldades com as manobras da via aéreas incluem lesões da coluna cervical, artrite avançada da coluna cervical, trauma mandibular ou maxilofacial significativo, limitação na abertura da boca e variações anatômicas.
OBS: LEMON Avaliação de Intubação Difícil
· L = Procure externamente características relacionadas à intubação difícil ou ventilação difícil
· E = Avalie a regra 3-3-2
· Distância entre os dentes incisivos < 3 dedos
· Distância entre o osso hióide e a mandíbula < 3 dedos
· Distância entre a proeminência tireóidea e o assoalho da boca < 2 dedos
· M = Mallampati
· Quando possível devemos solicitar ao doente para sentar, abrir totalmente a boca e protuir a língua o máximo possível
O uso de drogas anestésicas, sedativas e bloqueadoras neuromusculares, para facilitar a intubação endotraqueal no traumatizado, é potencialmente perigoso
A técnica para proceder a uma intubação de sequência rápida inclui os aspectos
· Estar preparado para abordar cirurgicamente a via aérea caso não se consiga de outra forma
· Certificar-se de que o aspirador e um dispositivo para fornecer ventilação com pressão positiva estejam prontos
· Pré-oxigenar o doente com oxigênio a 100%
· Administrar um sedativo
· Administrar 1 a 2 mg/kg de succinilcolina por via endovenosa
· Obtido o relaxamento do doente, intubá-lo por via orotraqueal
· Insuflar o balão e confirmar a posição do tubo (auscultar o tórax do doente e determinar a presença de CO2 no ar expirado)
· Interromper a compressão da cricóide
· Ventilar o doente 
Os 7 P’s da Intubação
1) Preparação
2) Pré-oxigenação
3) Pré-tratamento
4) Posicionamento
5) Paralisia com indução
6) Passe o tubo
7) Pós-intubação
3.2.2 Via Aérea Cirúrgica
Quando a via aérea estiver obstruída por edema de glote, fratura de laringe ou hemorragia orofaríngea grave e o tubo endotraqueal não puder ser posicionado entre as cordas vocais, deve-se proceder à abordagem cirúrgica da via aérea.
3.2.2.1 Cricotireoidostomia por Punção
Inserção de uma agulha através da membrana cricotireoideana ou diretamente na traquéia.
A insuflação em jato é obtida com a colocação de um cateter plástico de grosso calibre, de diâmetro de 12 a 14 em adultos e 16 a 18 em crianças.
O tubo é conectado a uma fonte de oxigênio a 15L/min (40 a 50 psi) diretamente, através de um tubo dotado de um orifício lateral, ou por meio de uma conexão em Y.
A insuflação intermitente, um segundo sim e quatro segundos não, é feita pela colocação do dedo polegar sobre a extremidade aberta do conector em Y, ou sobre o orifício lateral.
Utilizando essa técnica, o doente pode ser oxigenado adequadamente por apenas 30 a 45 minutos.
OBS: Durante os quatro segundos em que o oxigênio não está sendo insuflado sob pressão, ocorre alguma expiração. Como essa expiração não é adequada, existe um acúmulo lento e gradativo de CO2, o que limita o uso desta técnica
OBS: Quando houver obstrução glótica, deve ser usado baixo fluxo (5 a 7L/min)
3.2.2.2 Cricotireoidostomia Cirúrgica
É realizada a partir de uma incisão na pele, que se estende através da membrana cricotireoideana. Uma pinça hemostática curva pode ser usada para dilatar a abertura, após o que se introduz uma sonda endotraqueal ou um tubo de traqueostomia de pequeno calibre.
Deve-se tomar muito cuidado para evitar lesão da cartilagem cricóide, que é o único suporte circunferencial para a parte superior da traquéia.
A cricotireoidostomia cirúrgica não é recomendada para crianças com idade inferior a 12 anos.
4. Tratamento da Oxigenação
A melhor oferta de ar oxigenado inspirado é obtida com um fluxo de oxigênio de 11L/min, através de uma máscara facial dotada de um reservatório de oxigênio e devidamente adaptado.
Deve-se considerar a utilização da oximetria de pulso sempre que forem previstas dificuldades na intubação ou na ventilação.
A oximetria de pulso requer perfusão periférica intacta. A anemia profunda (hemoglobina<5g/dL), e a hipotermia (<30ºC) reduzem a confiabilidade do método.
	
	
	Gabriel GALEAZZI	7