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Fraturas faciais - Hupp

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adversos do estado nutricional do paciente e alcançar os objetivos do tratamento com o 
mínimo possível de desconforto e inconveniências. 
Para chegar a esses objetivos, os seguintes princípios cirúrgicos básicos devem servir de 
guia para o tratamento das fraturas faciais: 
 
✓ Redução da fratura (ou seja, reposição dos segmentos ósseos em suas corretas 
posições anatômicas) 
✓ Fixação dos segmentos ósseos para imobilizá-los no local da fratura. 
✓ A oclusão original deve ser restaurada e qualquer infecção na área da fratura, 
erradicada ou prevenida. 
Tradicionalmente, o plano de cuidado da maioria das fraturas faciais tinha início com a 
redução das fraturas mandibulares, seguindo sequencialmente pelo terço médio da face. 
Os motivos para isso eram que a mandíbula podia ser mais facilmente estabilizada e que 
a oclusão e o restante do esqueleto facial serem reduzidos de acordo com a mandíbula. 
Entretanto, com o advento e desenvolvimento das técnicas de fixação rígida (placa e 
parafuso), é possível iniciar o tratamento das fraturas pelas áreas de mais fácil 
estabilização, progredindo para as áreas mais instáveis. 
Na abordagem das fraturas faciais, o cirurgião-dentista tenta reconstruir a face 
fundamentando-se no conceito de que certas estruturas ósseas do esqueleto facial 
fornecem o suporte primário nos sentidos vertical e anteroposterior. Três pilares existem 
bilateralmente, formando o suporte primário vertical da face: (1) o nasomaxilar [canino], 
(2) o zigomático e (3) o pterigomaxilar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As estruturas que suportam a projeção facial no sentido anteroposterior incluem a barra 
frontal, o arco e o complexo zigomático, os alvéolos maxilares e o palato e o segmento 
basal da mandíbula. Independentemente do tipo de fratura ou da abordagem cirúrgica 
usada, o procedimento inicial deve ser o posicionamento dos dentes em sua oclusão 
 
correta e, a seguir, a redução apropriada das fraturas ósseas. O reparo ósseo deve sempre 
preceder o reparo do tecido mole.