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A QUÍMICA DIRETO
ATÉ VOCÊ.
Importante!
A polaridade das substâncias ajuda a prever a sua solubilidade.
Solvente polar H2O o�tende a dissolver substâncias polares.
Solvente apolar CC"4 o�tende a dissolver substâncias apolares.
Em geral:
“Semelhante tende a se dissolverem semelhante”.
Questão 1 
(UFRJ) Um professor decidiu decorar seu laboratório comum “relógio de Química” no qual, no 
lugar das horas, estivessem alguns elementos, dispostos de acordo com seus respectivos números 
atômicos, como mostra a fi gura a seguir.
Mg
Na
Ne
F
O
N
C
B
Be
Li
He
H
INDIQUE a fórmula mínima e o tipo de ligação do composto eletricamente neutro que é formado 
quando o relógio do professor marca:
A) nove horas:
B) Sete horas e cinco minutos:
Questão 2 
(UNESP) Linus Pauling, falecido em 1994, recebeu o Prêmio Nobel de Química em 1954, por seu 
trabalho sobre a natureza das ligações químicas. Através dos valores das eletronegatividades dos 
elementos químicos, calculados por Pauling, é possível prever se uma ligação terá caráter covalente 
ou iônico.
Com base nos conceitos de eletronegatividade e de ligação química, pede-se:
A) IDENTIFICAR dois grupos de elementos da Tabela Periódica que apresentam, respectivamente, 
as maiores e as menores eletronegatividades. 
Maior: 
Menor: 
Questão 1 
Questão 2 
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A QUÍMICA DIRETO
ATÉ VOCÊ.
B) Que tipo de ligação apresentará uma substância binária, formada por um elemento de cada um 
dos dois grupos identifi cados?
Questão 3 
(UNICAMP) Observe as seguintes fórmulas eletrônicas
C
H
H H
H
NH H
H
O H
H
F H
Consulte a Classifi cação Periódica dos Elementos e ESCREVA as fórmulas eletrônicas das moléculas 
formadas pelos seguintes elementos:
A) Fósforo e hidrogênio
B) Enxofre e hidrogênio
C) Flúor e carbono
Questão 4 
(PUC) Analise as propriedades físicas na tabela abaixo:
Condução de corrente elétrica
Amostra T.F. (ºC) T.E. (ºC) A 25º A 100º
A 801 1413 Isolante Condutor
B 45 182 Isolante -
C 1535 2 761 Condutor Condutor
Questão 3 
Questão 4 
89
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A QUÍMICA DIRETO
ATÉ VOCÊ.
Segundo a tabela, as substâncias A, B e C podem apresentar estados físicos diferentes devido ao tipo 
de ligação. Conclui-se e ntão que o composto iônico, o molecular e o metálico são, respectivamente:
A) A, B, C 
B) B, C, A
C) C, A, B
D) C, B, A
E) A, C, B
Questão 5 
(UFMG) A fi gura que melhor representa a evaporação do metanol – CH3OH – é:
A) OH
CH3
CH
3
CH
3OHCH3OH
CH3OH
OH
B) CH3
CH3
CH
3OHCH3OH
CH3OH
O
O
H
H
C) 
CH3
–CH3
–
OH–
OH–
CH
3OH
CH3
OH
CH3OH
CH3OH
D) 
CH
3O
H
CH3OH
CH3OH
CH
3
OH
CH3OH
CH3OH
E) 
CH
3OH
CH 3
OH CH 3
OH
CH3OH
O
O
H
H
H
C
C H
H
H
H
Questão 5 
90
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ATÉ VOCÊ.
Questão 6 
(UFPE) Considerando os seguintes haletos de hidrogênio HF, HC" e HBr, pode-se afi rmar que:
A) a molécula mais polar é HF
B) a molécula mais polar é HCl
C) todos os três são compostos iônicos
D) somente HF é iônico, pois o fl úor é muito eletronegativo
E) somente HBr é covalente, pois o bromo é um átomo muito grande para formar ligações iônicas.
Questão 7 
(UFLA-MG) O alumínio e o cobre são largamente empregados na produção de fi os e cabos elétricos. 
A condutividade elétrica é uma propriedade comum dos metais. Este fenômeno deve-se:
A) à presença de impurezas de ametais que fazem a transferência de elétrons.
B) ao fato de os elétrons nos metais estarem fracamente atraídos pelo núcleo.
C) à alta afi nidade eletrônica desses elementos.
D) à alta energia de ionização dos metais.
E) ao tamanho reduzido dos núcleos dos metais.
Questão 8 
(UERJ) Um laboratório recebe três amostras para análise. A tabela a seguir descreve alguns de suas 
principais características.
Amostra
Aspecto 
do 
material
Condutividade 
elétrica à temperatura 
ambiente
T.F.
(ºC)
T.E.
(ºC)
I Sólido Alta - -
II Pó 
Branco
Muito baixa 194 -
III Pó 
Branco
Muito baixa 714 1 412
Três elementos químicos fazem parte da constituição das amostras; no entanto, cada uma composta 
por apenas dois deles. Os átomos desses três elementos, no estado fundamental, possuem 2, 3 e 7 
elétrons de valência situados na terceira camada eletrônica.
EXPLIQUE a alta condutividade elétrica da amostra I, a partir de sua composição química, e INDIQUE 
as fórmulas das substâncias presentes nas amostras II e III.
Questão 6 
Questão 7 
Questão 8 
91
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Questão 9 
(UNESP) Considere os seguintes compostos, todos contendo cloro: BaC"2; CH3C"; CC"4 e NaC"
Sabendo que o sódio pertence ao grupo 1, o bário ao grupo 2, o carbono ao grupo 14, o cloro ao grupo 17
da Tabela Periódica e que o hidrogênio tem número atômico igual a 1:
A) TRANSCREVA a fórmula química dos compostos iônicos e IDENTIFIQUE-os, fornecendo seus 
nomes
B) APRESENTE a fórmula estrutural para os compostos moleculares e IDENTIFIQUE a molécula 
que apresenta o momento dipolar resultante diferente de zero.
Questão 10 
Considerando os seguintes elementos: hidrogênio (Z=1), sódio (Z=11), carbono (z=6) e enxofre (z=16), 
é CORRETO afi rmar que:
A) a ligação formada entre átomos de carbono e enxofre é iônica
B) a ligação formada entre hidrogênio e sódio é covalente.
C) o composto formado por hidrogênio e enxofre tem fórmula S2H.
D) o composto formado por sódio e enxofre é sólido em condição ambiente.
E) o composto CH4, formado entre carbono e hidrogênio, é polar.
Questão 11 
(UFU-MG) A molécula apolar que possui ligações polares é
A) CH3C"
B) CHC"3
C) C"2
D) CC"4
Questão 12 
A fosfatidilserina é um fosfolipídio aniônico cuja interação com cálcio livre regula processos de 
transdução celular e vem sendo estudada no desenvolvimento de biossensores nanométricos.
A fi gura representa a estrutura da fosfatidilserina:
H3C
O
O
O
H NH3
+
H
O O
–
CH3
O
O
Questão 9 
Questão 10 
Questão 11 
Questão 12 
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Com base nas informações do texto, a natureza da interação da fosfatidilserina com o cálcio livre 
é do tipo:
Dado: número atômico do elemento cálcio: 20
A) iônica somente com o grupo aniônico fosfato, já que o cálcio livre é um cátion monovolante.
B) iônica com o cátion amônio, porque o cálcio livre é representado como um ânion monovalente.
C) iônica com os grupos aniônicos fosfato e carboxila, porque o cálcio em sua forma livre é um 
cátion divalente.
D) covalente com qualquer dos grupos não carregados da fosfatidilserina, uma vez que estes 
podem doar elétrons ao cálcio livre para formar a ligação.
E) covalente com qualquer grupo catiônico da fosfatidilserina, visto que o cálcio na sua forma 
livre poderá compartilhar seus elétrons com tais grupos.
Questão 13 
(PUC/2009) Analise as propriedades físicas na tabela a seguir. 
Considerando-se os modelos de ligação A , B e C podem ser classifi cados, respectivamente, como 
compostos:
Condução de 
corrente elétrica
Amostra T.F. (°C) T.E. (°C) 25° 1 000°
A 805 1 413 Isolante Condutor
B 45 180 Isolante -
C 1 540 2800 Condutor Condutor
A) iônico, metálico e molecular. 
B) metálico, molecular e iônico. 
C) molecular, metálico e iônico. 
D) iônico, molecular e metálico. 
Questão 14 
(UFMG) Algumas propriedades físicas são características do conjunto das moléculas de uma substância, 
enquanto outras são atributos intrínsecos a moléculas individuais. Assim sendo, é CORRETO afi rmar 
que uma propriedade intrínseca de uma molécula de água é a:
A) densidade.
B) polaridade.
C) pressão de vapor.
D) temperatura de ebulição.
Questão 13 
Questão 14 
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Questão 15 
(PUC) Para o estudo das relações entre o tipo de ligação química e as propriedades físicas das 
substâncias X e Y, sólidas à temperatura ambiente, foram realizados experimentos que permitiram 
concluir que: 
• A substância X conduz corrente elétrica no estado líquido, mas não no estado sólido. 
• A substância Y nãoconduz corrente elétrica em nenhum estado. 
Considerando-se essas informações, é CORRETO afi rmar que: 
A) a substância X é molecular e a substância Y é iônica. 
B) a substância X é iônica e a substância Y é metálica. 
C) a substância X é iônica e a substância Y é molecular. 
D) as substâncias X e Y são moleculares. 
Questão 16 
Relacione a fórmula, forma geométrica e polaridade a seguir, assinalando a opção CORRETA: 
Fórmula Forma Geométrica Polaridade
A) CO2 Linear Polar
B) CC"4 Tetraédrica Polar
C) NH3 Piramidal Apolar
D) BeH2 Linear Apolar
Questão 17 
Questão 18 (PUC) Sejam dadas as seguintes moléculas: H2O, BeH2, BC"3 e CC"4. 
As confi gurações espaciais dessas moléculas são, respectivamente: 
A) angular, linear, trigonal, tetraédrica 
B) angular, trigonal, linear, tetraédrica 
C) angular, linear, piramidal, tetraédrica 
D) trigonal, linear, angular, tetraédrica 
Questão 19 
(ENEM) Quando defi nem moléculas, os livros geralmente apresentam conceitos como: “a menor 
parte da substância capaz de guardar suas propriedades”. A partir de defi nições desse tipo, a ideia 
transmitida ao estudante é a de que o constituinte isolado (moléculas) contém os atributos do 
todo. É como dizer que uma molécula de água possui densidade, pressão de vapor, tensão superfi cial, 
ponto de fusão, ponto de ebulição, etc. Tais propriedades pertencem ao conjunto, isto é, manifestam-se 
nas relações que as moléculas mantêm entre si. 
 (Adaptado de OLIVEIRA, R. J. O Mito da Substância. Química Nova na Escola, no 1, 1995.) 
Questão 15 
Questão 16 
Questão 17 
Questão 19 
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O texto evidencia a chamada visão substancialista que ainda se encontra presente no ensino da 
Química. A seguir estão relacionadas algumas afi rmativas pertinentes ao assunto. 
I. O ouro é dourado, pois seus átomos são dourados. 
II. Uma substância “macia” não pode ser feita de moléculas “rígidas”. 
III. Uma substância pura possui pontos de ebulição e fusão constantes, em virtude das interações 
entre suas moléculas. 
IV. A expansão dos objetos com a temperatura ocorre porque os átomos se expandem. 
Dessas afi rmativas, estão apoiadas na visão substancialista criticada pelo autor apenas: 
A) I e II. 
B) III e IV. 
C) I, II e III. 
D) I, II e IV. 
E) II, III e IV.
Questão 20 
A curva abaixo mostra a variação da energia potencial Ep em função da distância entre os átomos, 
durante a formação da molécula H2 a partir de dois átomos de hidrogênio, inicialmente a uma 
distância infi nita um do outro.
Ep (kJ/mol)
H-H
0
0
-458
0,074
distância interatômica (nm)
Em relação às informações obtidas da análise do gráfi co, assinale a afi rmativa FALSA.
A) A energia potencial diminui na formação da ligação química.
B) A quebra da ligação H-H consome 458 kJ/mol.
C) O comprimento de ligação da molécula H2 é de 0,074nm.
D) Os átomos separados por uma distância infi nita se atraem mutuamente.
Questão 21 
(UFMG) Considere as variações de entalpia de alguns processos químicos:
I. H2O (") o H2O (g) 'H = 44kJ/mol
II. H2O (g) o 2H(g) + O (g) 'H = 934 kJ/mol
III. NaF (s) o Na+ (g) + F– (g) 'H = 912 kJ/mol
IV. N2 (g)�o 2N (g) 'H = 945 kJ/mol
Questão 20 
Questão 21 
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A) Explique, em termos moleculares, qual é a diferença entre os processos I e II que justifi ca a 
grande diferença de energia entre eles.
B) Considerando-se os dados fornecidos para os processos III e IV, analise a afi rmativa: “Ligações 
covalentes são muito mais fracas do que ligações iônicas.”
Decida se essa afi rmativa é verdadeira ou falsa e justifi que sua resposta.
Questão 22 
 (UFMG) Nas fi guras I e II, estão representados dois sólidos cristalinos, sem defeitos, que exibem 
dois tipos diferentes de ligação química.
Considerando-se essas informações, é correto afi rmar que
A) A fi gura II corresponde a um sólido condutor de eletricidade
B) A fi gura I corresponde a um sólido condutor de eletricidade
C) A fi gura I corresponde a um material que, no estado líquido, é um isolante elétrico
D) A fi gura II corresponde a um material que, no estado líquido, é um isolante elétrico.
Questão 23 
(PUC Minas) Considere os compostos
CH4 H2S H2O H2Te H2Se
I II III IV V
Questão 22 
Questão 23 
Nuvem de elétrons
Figura I
Figura II
+ + + +
+ + + +
+ + + +
+– +– +– +– –
+– +– +– +– –
+ –+– +– +– +–
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A ordem decrescente dos ângulos entre os átomos de hidrogênio nos compostos é
A) I > II > III > IV > V
B) I > III > II > V > IV
C) IV > V > III > II > I
D) IV > V > II > III > I
E) III > II > IV > V > I
Questão 24 
(CMMG) Utilizando o modelo de repulsão de pares de elétrons, um estudante preparou a tabela a 
seguir, que relaciona algumas espécies químicas e suas respectivas geometrias.
Espécie química Geometria
H3O
+ Piramidal trigonal
CO2 Linear
SO4
2– Tetraédrica
O número de erros cometidos pelo estudante é
A) 0 B) 1 C) 2 D) 3
Questão 25 
O fosgênio (COC"2) é um gás incolor, tóxico, asfi xiante e de cheiro penetrante. Esse gás, utilizado 
como arma na Primeira Guerra Mundial, era produzido a partir da reação do monóxido de carbono 
(CO) e do gás cloro (C"2). Qual é a geometria de cada uma dessas moléculas, respectivamente?
A) Linear, trigonal plana e tetraédrica.
B) Angular, linear e linear.
C) Trigonal plana, angular e linear
D) Tetraédrica, linear, angular.
E) Trigonal plana, linear e linear.
Questão 26 
O hexafl uoreto de enxofre (SF6) é um gás incolor, inodoro, não infl amável e inerte utilizado 
como isolante em transformadores de alta tensão elétrica e em equipamentos de distribuição de 
eletricidade. A respeito do SF6, é correto afi rmar que:
A) apresenta geometria molecular octaédrica.
B) apresenta geometria molecular bipirâmide trigonal.
C) apresenta átomos de fl úor e de enxofre unidos entre si por meio de ligações iônicas.
D) tem geometria molecular idêntica à da amônia (NH3).
E) é uma substância simples
Questão 24 
Questão 25 
Questão 26 
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Questão 27 
Sabe-se que a atmosfera do nosso planeta é composta por uma mistura gasosa que apresenta, 
por exemplo, os gases CH4, O3, N2 e SO3. As moléculas desses gases, respectivamente, apresentam 
quais geometrias moleculares?
A) Tetraédrica, Trigonal, Linear e Trigonal.
B) Trigonal, Angular, Angular e Tetraédrica.
C) Trigonal, Linear, Tetraédrica e Angular.
D) Tetraédrica, Angular, Linear e Trigonal.
Questão 28 
Questão 29 (ENEM–2015) Pesticidas são substâncias utilizadas para promover o controle de pragas. 
No entanto, após sua aplicação em ambientes abertos, alguns pesticidas organoclorados são arrastados 
pela água até lagos e rios e, ao passar pelas guelras dos peixes, podem difundir-se para seus tecidos 
lipídicos e lá se acumularem. A característica desses compostos, responsável pelo processo descrito 
no texto, é o(a) 
A) baixa polaridade. 
B) baixa massa molecular. 
C) ocorrência de halogênios. 
D) tamanho pequeno das moléculas. 
E) presença de hidroxilas nas cadeias.
Questão 30 
(CFTMG) A relação entre a molécula, sua geometria e sua polaridade está representada 
corretamente em
A) CC"4, tetraédrica e polar.
B) PBr3, piramidal e apolar.
C) BeF2, angular e polar.
D) CO2, linear e apolar.
E) NH3, angular e apolar.
Questão 27 
Questão 28 
Questão 30 
98
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Questão 31 
(Unifesp 2009) Na fi gura, são apresentados os desenhos de algumas geometrias moleculares
I: Linear
III: Piramidal IV: Trigonal
II: Angular
SO3, H2S e BeC"2 apresentam, respectivamente, as geometrias moleculares: 
A) III, I e II.
B) III, I e IV. 
C) III, II e I. 
D) IV, I e II. 
E) IV, II e I.
Questão 32 
(UFRS) As substâncias SO2 e CO2 apresentam moléculas que possuem ligações polarizadas. Sobre 
as moléculas destas substâncias é correto afi rmar-seque 
A) ambas são polares, pois apresentam ligações polarizadas. 
B) ambas são apolares, pois apresentam geometria linear. 
C) apenas o CO2 é apolar, pois apresenta geometria linear. 
D) ambas são polares, pois apresentam geometria angular. 
E) apenas o SO2 é apolar, pois apresenta geometria linear.
Questão 31 
Questão 32 
GABARITOGABARITO
1) A) MgF2: ligação iônica 
B) NH3: ligação covalente
2) A) maior eletronegatividade: VIIA
menor eletronegatividade: IA
B) Ligação iônica, pois elementos com alta eletronegatividade tendem a formar íons e os baixa eletronegatividade 
tendem a formar cátions, ocorrendo a atração eletrostática.
3) A) PH H (PH3)
H
B) S H (H2S)
H
C) 
CF F (CF4)
F
F
4) A
5) D
99
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A QUÍMICA DIRETO
ATÉ VOCÊ.
6) A
7) B
8) A amostra I é constituída por material sólido com alta condutividade elétrica; portanto apresenta elétrons livres para 
movimentar-se. Conclui-se que é formada por elementos cujos átomos apresentam pequenos números de elétrons na 
última camada, ou seja, metais: Mg e A". No 3º período o elemento com 7 elétrons na camada de valência é o cloro, com 
3 é o Alumínio e com 2 é o magnésio. Portanto:
Amostra II: A"Cl3 
Amostra III: MgC"2
9) A) BaCl2: cloreto de bário
NaCl: cloreto de sódio
B) O tetraclorometano é polar; não há pares de elétrons não ligantes e tem todos os ligantes iguais; portanto é uma 
molécula apolar. O clorometano tem um ligante diferente; portanto é uma molécula polar.
10) D
11) D
12) C
13) D
14) B
15) C
16) D
17) A
18) D
19) D
20) A) O processo I representa uma mudança de estado, em que são rompidas interações intermoleculares, no 
caso, ligações de hidrogênio, que são muito mais fracas que as ligações covalentes rompidas no processo II. Assim, 
a energia gasta no processo I é menor que a energia gasta no processoII.
B) Falsa. Ambas ligações são muito fortes. Isso pode ser verifi cado na baixa diferença de energia envolvida 
nos dois processos.
21) A
22) B
23) A
24) E
25) A
26) D
27) A
28) D
29) E
30) C
100
101
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ATÉ VOCÊ.
Interações Intermoleculares
As propriedades físicas de líquidos e sólidos moleculares são 
relativas, em grande parte, às forças ou interações intermoleculares, 
as forças que existem entre as moléculas.
A intensidade das forças intermoleculares em diferentes 
substâncias varia em uma grande faixa, mas elas são muito mais 
fracas que as ligações iônicas e covalentes. Dessa forma, é necessário 
menos energia para vaporizar um líquido ou fundir um sólido do que 
para quebrar ligações covalentes em moléculas.
Quanto mais forte as forças de atração, maior é a temperatura na qual o líquido entra em ebulição. 
De forma similar, o ponto de fusão de um sólido aumenta à medida que as forças intermoleculares 
fi cam mais fortes. Sabe-se que existem três tipos de forças atrativas entre moléculas neutras: 
forças dipolo-dipolo, de dispersão de London e de ligação de hidrogênio. Essas forças são também 
chamadas forças de Van de Waals em homenagem a Johannes Van der Waals. Todas essas forças são 
eletrostáticas por natureza, envolvendo atrações entre espécies positivas e negativas. Todas tendem 
a ser até 15% menos fortes que as ligações covalente e iônica.
1.1 Dipolos Instantâneos Dipolos Induzidos ou Forças de Dispersão 
de London
As interações dipolos instantâneos dipolos 
induzidos são as atrações existentes entre 
átomos e moléculas apolares. A origem de 
suas atrações foi inicialmente proposta em 
1930 por Fritz London. London identifi cou que 
o movimento de elétrons em um átomo ou 
molécula pode criar um momento de dipolo 
instantâneo. Em uma coleção de moléculas de 
H2, por exemplo, a distribuição média de elétrons 
em cada molécula é simétrica. As moléculas são apolares e não possuem dipolo permanente. Entretanto, 
a distribuição instantânea dos elétrons pode ser diferente da distribuição média. Se pudéssemos congelar 
o movimento de elétrons de uma molécula em determinado instante, a nuvem eletrônica poderia estar 
deslocada para um lado da molécula. Apenas nesse momento, então, a molécula teria um momento de 
dipolo instantâneo.
Como os elétrons se repelem, os movimentos em uma molécula infl uenciam os movimentos dos 
elétrons em seus vizinhos. Assim, o dipolo temporário em uma molécula pode induzir um dipolo 
similar em uma molécula adjacente, fazendo com que as moléculas sejam atraídas entre si, como 
mostrado na fi gura acima.
G–
G–G+ G+ G– G+
Uma distorção momentânea
da nuvem eletrênica produz
um dipolo instantâneo... 
Molécula Molécula
... que induz o
aparencimento
de um dipolo na
molécula vizinha.
Molécula
102
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ATÉ VOCÊ.
Essa interação atrativa é chamada força de dispersão de London. Tal força é signifi cativa tão 
somente quando as moléculas estão próximas.
A facilidade com que a distribuição de cargas em uma molécula pode ser distorcida por um 
campo elétrico externo é chamada polarizabilidade. Podemos pensar na polarizabilidade de uma 
molécula como uma medida da ‘maciez’ de sua nuvem eletrônica; quanto maior a polarizabilidade de 
uma molécula, mais facilmente sua nuvem eletrônica será distorcida para dar um dipolo momentâneo.
Dessa forma, moléculas mais polarizáveis têm forças de dispersão de London mais fortes. Em geral, 
moléculas maiores tendem a ter maiores polarizabilidades porque elas têm maior número de elétrons, 
que estão mais afastados do núcleo. A intensidade das forças de dispersão de London, portanto, 
tendem a aumentar com o aumento do tamanho molecular. Uma vez que o tamanho molecular e a 
massa geralmente assemelham-se, as forças de dispersão tendem a aumentar em intensidade com 
o aumento da massa molecular. 
Quando duas moléculas apolares se aproximam, tornam- se momentaneamente polarizadas 
e se atraem. Essa polarização se dá porque, em uma das moléculas, os elétrons podem estar 
momentaneamente localizados em um lado da molécula, criando um dipolo instantâneo e, na outra 
molécula, cria-se um dipolo induzido.
As substâncias que fazem esse tipo de interação possuem baixos pontos de fusão e ebulição e 
tendem a ser pouco solúveis em água.
Exemplos de substâncias que podem fazer interações dipolos induzidos.
H2, O2, N2, hidrocarbonetos
1. Dipolos Permanentes ou Dipolo-Dipolo
Essas interações ocorrem entre moléculas polares, nas quais o pólo positivo de uma molécula 
atrai o negativo de outra. As forças dipolo-dipolo são efetivas tão somente quando moléculas polares 
estão mais próximas.
Representação:
+ – –+
Molécula polar x molécula polar
(dipolo x dipolo)
Quanto maiores forem os momentos dipolares (criados pela diferença de eletronegatividade 
entre os átomos), maior é a força de atração intermolecular.
As substâncias que fazem esse tipo de interação tendem a possuir pontos de fusão e pontos 
de ebulição mais altos que aquelas que fazem interações dipolos instantâneos (comprando-se 
substâncias com massas molares semelhantes) e tendem a se dissolver em água, pois interagem com 
a mesma.
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2. Ligações de Hidrogênio
Essas interações ocorrem entre moléculas que possuem o hidrogênio 
diretamente ligado a átomos muito eletronegativos, como fl úor, oxigênio e 
nitrogênio e ela ocorre devido à atração do próton exposto H+ por um de alta 
eletronegatividade da molécula vizinha.
O diagrama a seguir representa as temperaturas de ebulição de compostos 
moleculares binários nos quais um dos elementos é o hidrogênio.
H20
HF
NH3
CH4
SiH4
PH3
HCA3
H3S
HBr
H2Se
H2Te
HI
SbH3
SnH3
AsH3GeH3
100
–100
–200
Período
2 3 4 5
Po
nt
o 
de
 e
bu
liç
ão
 / 
°C
Ao analisarmos as temperaturas de ebulição para a maioria desses compostos, verifi camos 
que moléculas maiores e polares apresentam interações mais intensas. Entretanto, três compostos 
parecem destoar da análise geral – NH3, HF e H2O.
Poderíamos, a princípio, esperar que suas interações intermoleculares fossem mais fracasdevido 
às suas menores nuvens eletrônicas. Todavia, suas temperaturas de ebulição são consideravelmente 
mais elevadas que o previsto, sugerindo que tais moléculas realizam entre si ligações de hidrogênio.
Abaixo, estão representadas as possibilidades de ligação de hidrogênio envolvendo os três 
elementos mais eletronegativos (fl úor, oxigênio e nitrogênio).
Uma Molécula Outra Molécula (Polar)
Ligação de hidrogênio
N – H N
N – H O
N – H F
As ligações de hidrogênio podem ser consideradas atrações dipolo-dipolo especiais. Como F, N 
e O são muito eletronegativos, uma ligação entre o hidrogênio e qualquer um desses três elementos 
é bastante polar, com o hidrogênio no lado positivo. 
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Observe os exemplos da água e da amônia:
+ +
+
+
+ +
I
–
– H H H
N N
H H H
H
L.H.
H H
O átomo de hidrogênio possui apenas um elétron. Assim, o lado positivo do dipolo da ligação 
tem a carga concentrada parcialmente exposta, quase exibindo o próton do núcleo do hidrogênio. 
Essa carga positiva é atraída pela carga negativa de um átomo eletronegativo em uma molécula 
próxima. Como o hidrogênio pobre em elétrons é muito pequeno, ele pode aproximar-se muito de 
um átomo eletronegativo para, em seguida, interagir fortemente com ele. Em virtude de as ligações 
de hidrogênio serem geralmente mais fortes que as forças dipolo-dipolo e de dispersão (dipolo 
instantâneo-dipolo induzido), elas têm papel importante em muitos sistemas químicos, incluindo os 
de signifi cância biológica. Por exemplo, as ligações de hidrogênio ajudam a estabilizar as estruturas 
das proteínas, que são partes principais da pele, músculos e outros componentes estruturais dos 
tecidos animais. Elas são também responsáveis pela maneira como o DNA é capaz de transportar a 
informação genética.
3. Ligações de Hidrogênio Intramoleculares
Em muitas moléculas orgânicas ocorre a formação da ligação de hidrogênio intramolecular que 
acontece entre grupos próximos da mesma molécula.
Substâncias que fazem ligações de hidrogênio intramoleculares possuem temperatura de fusão 
e de ebulição menores se comparadas a estruturas similares que não fazem ligações de hidrogênio 
intramoleculares. Isso ocorre porque substâncias que fazem ligações de hidrogênio intramoleculares 
fazem interações intermoleculares menos intensas. Observe:
Orto-aminofenol:
OH
OH
NH2
NH2
Para-aminofenol:
Orto-aminofenol:
Os grupos hidroxila e amino fazem ligações de hidrogênio intramoleculares devido a proximidade 
dos mesmos. A temperatura de ebulição é menor que a do para-aminofenol.
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Para-aminofenol:
OH
OH
NH2
NH2
Para-aminofenol:
Orto-aminofenol:
Os grupos hidroxila e amino não fazem ligações de hidrogênio entre si. Esses grupos fazem 
interações com outras moléculas. Assim, a temperatura de ebulição é maior que a do orto-aminofenol.
4. Força Dipolo Permanente – Dipolo Induzido
Existe ainda um tipo de interação que pode ocorrer entre uma molécula polar e uma apolar. 
Uma molécula com um dipolo permanente pode induzir um dipolo em uma segunda molécula que 
esteja localizada próxima no espaço. A força desta interação irá depender do momento de dipolo da 
primeira molécula e da polarizabilidade da segunda molécula. A polarizabilidade de uma molécula 
é uma grandeza física que indica com que facilidade a densidade eletrônica da molécula pode ser 
polarizada, isto é, formando uma distribuição assimétrica de densidade eletrônica (cargas) e, por 
conseguinte, ocorrendo a formação de dipolos instantâneos na molécula. Estes dipolos instantâneos 
podem então se alinhar de várias maneiras com o dipolo permanente da primeira molécula, originando 
a interação dipolo permanente-dipolo induzido.
Exemplo: interação entre as moléculas de água (polar) e oxigênio (apolar).
O
H
H
G–
G+
O O
G– G+
O O
Dipolo induzido–dipolo induzido
Dipolo induzido na molécula
de oxigênio, pela aproximação
da molécula de água
Dipolo permanente da
molécula de água (polar)
Molécula de
Oxigênio (apolar)
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5. Força Íon-dipolo
Uma força íon-dipolo existe entre íon e carga parcial oposta em certo lado de uma molécula polar. 
As moléculas polares são dipolo; elas têm um lado positivo e outro negativo. Os íons positivos são 
atraídos pelo pólo negativo de um dipolo, enquanto os 
negativos são atraídos pelo pólo positivo. A magnitude 
da atração aumenta conforme a carga do íon ou 
magnitude do dipolo aumenta. As forças íon-dipolo são 
especialmente importantes em soluções.
Exemplo: a água (molécula polar) solvatando os 
íons do cloreto de sódio (NaC").
6. Cristais Covalentes
Alguns compostos formados por não metais apresentam uma rede indefi nida de átomos, unidos 
por ligações covalentes. Esses são chamados de sólidos ou cristais covalentes.
Nessas substâncias, o compartilhamento de elétrons ocorre interligando todos os átomos, formando 
um retículo cristalino e não sendo possível identifi car moléculas independentes.
São substâncias covalentes, o diamante (C), grafi ta (C), sílica (SiO2) e carbeto de silício (SiC).
O diamante – usado industrialmente como abrasivo e em ferramentas de corte por causa de sua 
dureza – possui uma estrutura em que cada átomo, considerado no centro de um tetraedro, liga-se 
covalentemente a quatro outros, situados nos vértices.
O carboneto do silício, um abrasivo industrial comum, possui a estrutura do diamante, em que 
cada átomo de silício liga-se tetraedricamente a quatro átomos de carbono e vice-versa.
B
ra
si
l E
sc
o
la
O dióxido de silício ou sílica, SiO2, existe em várias formas cristalinas. Todas apresentam uma 
rede tridimensional de ligações Si-O. A forma mais comum é a do quartzo, cuja estrutura pode ser 
considerada semelhante ao do diamante.
A grafi ta é também um cristal covalente. Entretanto, contrastando com as substâncias que 
acabamos de discutir, sua estrutura apresenta átomos de carbono dispostos em camadas planas 
paralelas. Cada átomo de carbono liga-se covalentemente a três outros, de sua própria camada, 
formando uma rede infi nita de anéis de seis membros. Entre as camadas, existem forças menos 
intensas denominadas dipolo instantâneo – dipolo induzido.
Na+
H2ONa
CA–
CA
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Estrutura da grafi ta:
7. Propriedades dos Compostos Covalentes
• São sólidos a temperatura ambiente.
• São insolúveis em todo tipo de solvente.
• Apresentam elevadas temperaturas de fusão e ebulição.
• São quebradiços.
• Não são condutores de eletricidade, exceto o grafi te.
 EXERCÍCIOSEXERCÍCIOS
Questão 1 
(UFC-CE) As forças intermoleculares são responsáveis por várias propriedades físicas e químicas 
das moléculas, como, por exemplo, a temperatura de ebulição. Considere as moléculas de F2, Cl2
e Br2
A) Quais as principais forças intermoleculares presentes nessas espécies?
B) ORDENE essas espécies em ordem crescente de temperatura de ebulição e JUSTIFIQUE sua 
resposta.
Ordem: 
Justifi cativa: 
Questão 1 
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Questão 2 
(UNICAMP) Considere três substâncias: CH4, NH3 e H2O e três temperaturas de ebulição: 373K, 112K 
e 240K. Levando-se em conta a estrutura e a polaridade das moléculas dessas substâncias, pede-
se:
A) CORRELACIONE as temperaturas de ebulição às substâncias
CH4: 
NH3: 
H2O: 
B) JUSTIFIQUE a correlação que você estabeleceu
Questão 3 
(UFBA) FORNEÇA a ordem crescente de temperaturas de ebulição das substâncias com as 
fórmulas moleculares abaixo, JUSTIFICANDO sua escolha.
CH3–CH2–OH CH4 CH3–CH3
I II III
Ordem: 
Justifi cativa: 
Questão 4 
(FGV-SP) O conhecimento dasestruturas das moléculas é um assunto bastante relevante, já que 
as formas das moléculas determinam propriedades das substâncias, como odor, sabor, coloração 
e solubilidade.
As fi guras apresentam as estruturas das moléculas CO2, H2O, NH3, CH4, H2S e PH3.
Questão 2 
Questão 3 
Questão 4 
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Quanto às forças intermoleculares, a molécula que melhor interage com a água através de ligações 
de hidrogênio é:
A) H2S
B) CH4
C) NH3
D) PH3
E) CO2
Questão 5 
(PUC-MG) Analise o gráfi co, que apresenta as temperaturas de ebulição de 
compostos binários do hidrogênio com elementos do grupo 16 (coluna VIA),
à pressão de 1 atm.
H2O
Massa Molar
Temperatura (°C)
H2S
H2Se
H2Te
0
0
50
80604020
–50
–100
100
150
100 120 140
A partir das informações apresentadas, é INCORRETO afi rmar que:
A) a substância mais volátil é o H2S, pois apresenta menor temperatura de ebulição
B) a água apresenta maior temperatura de ebulição, pois realiza ligações de hidrogênio.
C) todos os hidretos são gases à temperatura ambiente, exceto a água, que é líquida.
D) a 100º, a água ferve, rompendo as ligações covalentes antes das intermoleculares.
Questão 6 
(UFScar) A tabela apresenta valores de temperatura de ebulição de alguns compostos com 
hidrogênio com elementos dos grupos 14, 15 e 16 da Tabela Periódica.
Grupo 14 Grupo 15 Grupo 16
Composto T.E. (º) Composto T.E. (ºC) Composto T.E.(º)
2ºP CH4 X NH3 Y H2O 100
3ºP SiH4 –111 PH3 –88 H2S –60
4ºP GeH4 –88 AsH3 –62 H2Se Z
Os compostos do grupo 14 são formados por moléculas apolares, enquanto os compostos dos 
grupos 15 e 16 são formados por moléculas polares.
Considerando as forças intermoleculares existentes nestes compostos, as faixas estimadas para os 
valores de X, Y e Z são, respectivamente:
A) > –111, > –88 e > –60
B) > –111, > –88 e < –60
C) < –111, < –88 e > –60
D) < –111, < –88 e < –60
E) < –111, > –88 e > –60
Questão 5 
Questão 6 
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Questão 7 
A pele humana, quando está bem hidratada, adquire boa elasticidade e aspecto macio e suave. Em 
contrapartida, quando está ressecada, perde sua elasticidade e se apresenta opaca e áspera. Para 
evitar o ressecamento da pele é necessário, sempre que possível, utilizar hidratantes umectantes, 
feitos geralmente à base de glicerina e polietilenoglicol:
HO – CH2 – CH2 [ O – CH2 – CH2]n – O – CH2 – CH2 – OH
HO OH OH
H2C CH CH2
Glicerina
Polietilenoglicol
 
HO – CH2 – CH2 [ O – CH2 – CH2]n – O – CH2 – CH2 – OH
HO OH OH
H2C CH CH2
Glicerina
Polietilenoglicol
A retenção de água na superfície da pele promovida pelos hidratantes é consequência da interação 
dos grupos hidroxila dos agentes umectantes com a umidade contida no ambiente por meio de
A) ligações iônicas.
B) forças de London.
C) ligações covalentes.
D) forças dipolo-dipolo.
E) ligações de hidrogênio.
Questão 8 
(ENEM) As fraldas descartáveis que contêm o polímero polia-crilato de sódio (1) são mais efi cientes 
na retenção de água que as fraldas de pano convencionais, constituídas de fi bras de celulose (2).
A maior efi ciência dessas fraldas descartáveis, em relação às de pano, deve-se às 
A) Interações dipolo-dipolo mais fortes entre o poliacrilato e a água, em relação às ligações de 
hidrogênio entre a celulose e as moléculas de água. 
B) Interações íon-íon mais fortes entre o poliacrilato e as moléculas de água, em relação às 
ligações de hidrogênio entre a celulose e as moléculas de água. 
C) Ligações de hidrogênio mais fortes entre o poliacrilato e a água, em relação às interações íon-
dipolo entre a celulose e as moléculas de água. 
D) Ligações de hidrogênio mais fortes entre o poliacrilato e as moléculas de água, em relação as 
interações dipolo induzido-dipolo induzido entre a celulose e as moléculas de água. 
E) Interações íon-dipolo mais fortes entre o poliacrilato e as moléculas de água, em relação às 
ligações de hidrogênio entre a celulose e as moléculas de água. 
Questão 9 
A fosfatidilserina é um fosfolipídio aniônico cuja interação com cálcio livre regula processos de 
transdução celular e vem sendo estudada no desenvolvimento de biossensores nanométricos.
A fi gura representa a estrutura da fosfatidilserina:
Questão 7 
Questão 8 
Questão 9 
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Com base nas informações do texto, a natureza da interação da fosfatidilserina com o cálcio livre 
é do tipo:
Dado: número atômico do elemento cálcio: 20
A) iônica somente com o grupo aniônico fosfato, já que o cálcio livre é um cátion monovolante.
B) iônica com o cátion amônio, porque o cálcio livre é representado como um ânion monovalente.
C) iônica com os grupos aniônicos fosfato e carboxila, porque o cálcio em sua forma livre é um 
cátion divalente.
D) covalente com qualquer dos grupos não carregados da fosfatidilserina, uma vez que estes 
podem doar elétrons ao cálcio livre para formar a ligação.
E) covalente com qualquer grupo catiônico da fosfatidilserina, visto que o cálcio na sua forma livre 
poderá compartilhar seus elétrons com tais grupos.
Questão 10 
(UFMG) Algumas propriedades físicas são características do conjunto das moléculas de 
uma!substância, enquanto outras são atributos intrínsecos a moléculas individuais. Assim sendo, 
é CORRETO afi rmar que uma propriedade intrínseca de uma molécula de água é a:
A) densidade.
B) polaridade.
C) pressão de vapor.
D) temperatura de ebulição.
Questão 11 
(CMMG) Em relação às propriedades de substâncias, assinale a alternativa INCORRETA. 
A) Quando átomos se ligam através de ligações covalentes, as substâncias resultantes podem 
existir, na temperatura ambiente, em qualquer um dos estados físicos. 
B) Grafi ta e diamante apresentam diferente condutividade elétrica, devido à existência de 
diferentes ligações entre os átomos que as constituem. 
C) A temperatura de fusão pode ser usada para distinguir uma substância covalente de uma 
molecular. 
D) O arranjo das moléculas no gelo é o responsável por sua menor densidade em relação à água líquida. 
Questão 12 
(FCMMG) No início do século XX surgiram os primeiros modelos consistentes de ligações químicas, 
quando o químico norte-americano Lewis e o químico alemão Kossel propuseram, respectivamente, 
as teorias da ligação covalente e da ligação iônica. 
Com relação às ligações químicas, assinale a alternativa INCORRETA.
A) Os cristais iônicos são, em geral, bons condutores de eletricidade. 
B) A ligação iônica não é a transferência de elétrons de um átomo para o outro. 
C) No processo de ebulição do hidrogênio (H2) são rompidas forças dipolo induzido. 
D) Todas as moléculas diatômicas de átomos de igual eletronegatividade são moléculas apolares. 
Questão 10 
Questão 11 Questão 11 Questão 11 
Questão 12 
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Questão 13 
O gráfi co a seguir mostra a variação dos pontos de ebulição (T.E.) dos hidretos dos elementos do 
grupo do carbono e do nitrogênio.
0
2 3 4 5
–50
–100
–200
–250
–150
NH3
AsH3
PH3
CH4
SbH3
SnH4
GeH4
SiH4
Período
Po
nt
os
 d
e 
eb
ul
iç
ão
 (°
C)
Pede-se
EXPLIQUE a variação das T.E. dos hidretos dos elementos do grupo do carbono.
EXPLIQUE por que a T.E. dos hidretos dos elementos do grupo do carbono são menores que as T.E. 
dos hidretos dos elementos do mesmo período do grupo do nitrogênio.
EXPLIQUE por que NH3 apresenta T.E. superior aos dos demais hidretos do grupo e por que essa 
discrepância não é observada para o CH4 em relação aos demais hidretos do seu grupo.
Questão 14 
(UFMG) Observe as formas de uma gota de água e de uma gota de dodecano, CH3(CH2)10CH3, colocada 
sobre uma superfície de polietileno, um polímero de fórmula –(CH2CH2)–, mostradas nesta fi gura:
Água Dodecano
Polietileno
Questão 13 
Questão 14 
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A) Considerando as interações intermoleculares entre a água e a superfície do polietileno e as 
interações das moléculas de água entresi, JUSTIFIQUE o fato de a gota de água apresentar uma 
pequena área de contato com o polietileno.
B) Considerando as interações intermoleculares entre o dodecano e a superfície do polietileno 
e as interações das moléculas de dodecano entre si, JUSTIFIQUE o fato de a gota de dodecano 
apresentar uma grande área de contato com o polietileno.
C) Nesta fi gura, está representada uma gota de água depositada sobre uma superfície de vidro 
limpo:
Água
Vidro
INDIQUE se, nesse caso, a superfície do vidro apresenta características polares ou apolares
Questão 15 
(UFPE-2003) A compreensão das interações intermoleculares é importante para a racionalização 
das propriedades físico-químicas macroscópicas, bem como para o entendimento dos processos 
de reconhecimento molecular que ocorrem nos sistemas biológicos. A tabela abaixo apresenta as 
temperaturas de ebulição (TE), para três líquidos à pressão atmosférica.
Líquido Fórmula Química TE(°C)
Acetona (CH3)2CO 56
Água H2O 100
Etanol CH3CH2OH 78
Com relação aos dados apresentados na tabela acima, podemos afi rmar que:
A) as interações intermoleculares presentes na acetona são mais fortes que aquelas presentes 
na água.
B) as interações intermoleculares presentes no etanol são mais fracas que aquelas presentes na 
acetona. 
C) dos três líquidos, a acetona é o que apresenta ligações de hidrogênio mais fortes. 
D) a magnitude das interações intermoleculares é a mesma para os três líquidos. 
E) as interações intermoleculares presentes no etanol são mais fracas que aquelas presentes na 
água.
Questão 15 
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Questão 16 
(UFSCar-2002) A sacarose (açúcar comum), cuja estrutura é mostrada na fi gura, é um dissacarídeo 
constituído por uma unidade de glicose ligada à frutose.
A solubilidade da sacarose em água deve-se 
A) ao rompimento da ligação entre as unidades de glicose e frutose. 
B) às ligações de hidrogênio resultantes da interação da água com a sacarose. 
C) às forças de van der Waals, resultantes da interação da água com a unidade de glicose 
desmembrada. 
D) às forças de dipolo-dipolo, resultantes da interação da água com a unidade de frutose 
desmembrada. 
E) às forças de natureza íon-dipolo, resultantes da interação do dipolo da água com a sacarose.
Questão 17 
(UFC-1999) A temperatura normal de ebulição do 1- propanol, CH3CH2CH2OH, é 97,2 °C, enquanto o 
composto metoxietano, CH3CH2OCH3, de mesma composição química, entra em ebulição normal 
em 7,4 °C. 
Assinale a alternativa que é compatível com esta observação experimental. 
A) O mais elevado ponto de ebulição do 1-propanol deve-se principalmente às ligações de 
hidrogênio. 
B) O 1-propanol e o metoxietano ocorrem no estado líquido, à temperatura ambiente. 
C) Geralmente, os álcoois são mais voláteis do que os éteres, por dissociarem mais facilmente o 
íon H+. 
D) Em valores de temperatura abaixo de 7,4 oC, a pressão de vapor do metoxietano é maior do 
que a pressão atmosférica. 
E) Em valores de temperatura entre 7,4 e 96 oC, a pressão de vapor do 1-propanol é sempre 
maior do que a de igual quantidade do metoxietano.
Questão 18 
(UERJ-1997) Água e etanol são dois líquidos miscíveis em quaisquer proporções devido a ligações 
intermoleculares, denominadas: 
A) iônicas. 
B) ligações de hidrogênio. 
C) covalentes coordenadas. 
D) dipolo induzido - dipolo induzido. 
E) dipolo permanente
Questão 16 
Questão 17 
Questão 18 
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Questão 19 
(Fuvest-2002) Alguns alimentos são enriquecidos pela adição de vitaminas, que podem ser 
solúveis em gordura ou em água. As vitaminas solúveis em gordura possuem uma estrutura 
molecular com poucos átomos de oxigênio, semelhante à de um hidrocarboneto de longa 
cadeia, predominando o caráter apolar. Já as vitaminas solúveis em água têm estrutura com 
alta proporção de átomos eletronegativos, como o oxigênio e o nitrogênio, que promovem forte 
interação com a água. 
Abaixo estão representadas quatro vitaminas:
H3C CH3
CH3
CH3
CH3
CH3
CH3
COOH
CH3
CH3 CH3 CH3
CH2
CH3
(I)
(II)
(III)
(IV)
Dentre elas, é adequado adicionar, respectivamente, a sucos de frutas puros e a margarinas, as 
seguintes:
A) I e IV 
B) II e III 
C) II e IV 
D) III e I 
E) IV e II
Questão 20 
As colas são produzidas de forma a ter afi nidade com os materiais que devem ser colados.
Questão 19 
Questão 20 
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ATÉ VOCÊ.
Quando passamos cola em dois objetos a fi m de uni-los as moléculas da cola interagem fortemente, 
por meio de interações com as moléculas de ambos os objetos. 
A palavra correta da lacuna é:
A) iônicas 
B) intermoleculares 
C) covalentes 
D) metálicas
Questão 21 
(UFMG-1997) Foram apresentadas a um estudante as fórmulas de quatro pares de substâncias. Foi 
pedido a ele que, considerando os modelos de ligações químicas e de interações intermoleculares 
apropriados a cada caso, indicasse, em cada par, a substância que tivesse a temperatura de fusão 
mais baixa. O estudante propôs o seguinte:
Pares de substâncias Substâncias de temperatura de fusão mais baixa
CH4,CH3OH CH4
NaC",HC" NaC"
SiO2, H2O SiO2
I2, Fe I2
A alternativa que apresenta o número de previsões corretas feitas pelo estudante é 
A) 0 
B) 1 
C) 2 
D) 3
Questão 21 
GABARITOGABARITO
1) A) As interações intermoleculares são do tipo dipolo instantâneo-dipolo induzido.
2) B) F2 – Cl2 – Br2. As interações do tipo dipolo instantâneo-dipolo induzido depende da polarizabilidade. Quanto 
maior o número de elétrons, maior a polarizabilidade e mais intensas são as interações dipolo instantâneo-dipolo 
induzido. Assim, o Br2 apresenta maior número de elétrons que o Cl2, que apresenta maior número de elétrons que o F2.
3) 
A) CH4: 112k; NH3: 240K; H2): 273K
B) CH4: interações mais fracas do tipo dipolo instantâneo--dipolo induzido. H2O e NH3: Ambas realizam Ligações 
de Hidrogênio entre suas moléculas, entretanto, as ligações de hidrogênio na água são mais fortes, uma vez que, 
que são feitas com o oxigênio, que é mais eletronegativo que o nitrogênio. 
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ATÉ VOCÊ.
4) II – III- I : A substância I apresenta maior temperatura de ebulição, já que entre as sua moléculas realizam-se interações 
do tipo ligações de hidrogênio que são mais fortes que as dipolo instantâneo-dipolo induzido realizadas pelas substâncias 
II e III. A substância III apresenta maior temperatura de ebulição que a II, pois, apresenta maior número de elétrons, o que 
acarreta maior polarizabilidade da sua nuvem eletrônica, intensifi cando suas interações intermoleculares.
5) C
6) D
7) E
8) E
9) E
10) C
11) b
12) b
13) a
14) 
A) Os hidretos do grupo do carbono possuem geometria tetraédrica e natureza elétrica apolar, estabelecendo 
entre si interações intermoleculares do tipo dipolo instantâneo-dipolo induzido. À medida que a nuvem eletrônica 
da molécula aumenta, aumenta a sua polarizabilidade, o que intensifi ca as sua interações. Logo, maiores serão 
as temperaturas de ebulição.
B) Os hidretos dos elementos do grupo são apolares, estabelecendo entre si interações mais fracas que as 
estabelecidas pelos hidretos da família do nitrogênio, que são polares.
C) As moléculas de NH3 estabelecem entre si ligações de hidrogênio, mais fortes que as dipolo permanente-
dipolo permanente estabelecidas entre os demais hidretos da mesma família.
15) 
A) As Interações intermoleculares – Ligações de Hidrogênio- entre as moléculas de água são mais intensas que 
as interações intermoleculares entre as moléculas e a superfície de polietileno. Assim, as moléculas tendem a 
fi car mais próximas entre si, tendo uma pequena área com a superfície do polietileno.
B) As interações intermoleculares entre as moléculas de dodecano são mais fracas que as interações entre o 
dodecano e o polietileno. Logo, a área de contato como polietileno se torna maior.
C) Polares
16) E
17) B
18) A
19)B
20) E
21) B
22) C
118
119
Introdução à Química Orgânica
1 HISTÓRICO 
 Em meados do século XVIII, Torbern 
Olof Bergman definia a Química Orgânica 
como a área de estudos das substâncias 
advindas de seres vivos, e a Inorgânica 
como a Química dos seres inanimados. Em 
1807, Jöns Jacob Berzelius admitia que 
somente os organismos vivos eram 
capazes de produzir compostos orgânicos 
(Teoria da Força Vital ou Vitalismo). 
 Entretanto, em 1828, Friedrich Wöhler, 
aluno de Berzelius, sintetizou a ureia, um 
composto orgânico, a partir de reagentes 
inorgânicos (cianato de amônio), refutando 
a teoria do Vitalismo. 
 
 Em 1858, Friedrich August Kekulé 
formulou a Teoria Estrutural. De acordo 
com ela, a Química Orgânica seria a área 
de estudos dos compostos do carbono. 
Atenção: todos os compostos orgânicos 
são formados por átomos de carbono, mas 
nem todo composto com carbono é 
orgânico. Exemplos de compostos que são 
inorgânicos: CO2, HCN, CCl4, CaCO3, etc. 
2 CARACTERÍSTICAS GERAIS 
DOS COMPOSTOS 
ORGÂNICOS 
a) Estado físico: são encontrados, à 
temperatura ambiente, nos três estados 
físicos (sólido, líquido, gasoso). Ex: glicose 
(sólida), etanol (líquido) e metano (gás). 
b) Solubilidade: compostos orgânicos 
apolares são praticamente insolúveis em 
água, mas solúveis em solventes apolares 
(por exemplo, graxa – hidrocarbonetos de 
cadeia longa – pode ser removida com 
gasolina). Já os polares podem ser solúveis 
em água, tais como açúcar, etanol e ácido 
acético (contido no vinagre). 
c) Combustibilidade: a grande maioria dos 
compostos que sofrem combustão 
(queima) são de origem orgânica. 
Exemplo: Combustão completa do etanol 
 CH3CH2OH(l)+3O2(g)→2CO2(g)+ 3H2O(v) + energia 
d) Encadeamento: os átomos de carbono 
têm a propriedade de se unir, formando 
estruturas denominadas cadeia carbônicas. 
Essa propriedade é a principal responsável 
pela existência de milhões de compostos 
orgânicos. 
Exemplos: cadeia linear, cadeia ramificada, 
cadeia heterogênea (presença de oxigênio, 
chamado de heteroátomo) 
 
3 ESTUDO DO CARBONO 
 De acordo com a Teoria da Ligação de 
Valência, o carbono hibridizado apresenta 
quatro elétrons desemparelhados, sendo, 
portanto, tetravalente (realiza quatro 
ligações). Ele pode ser encontrado em três 
formas hibridizadas distintas, de acordo 
com os tipos de ligações químicas 
realizadas, conforme ilustrado na tabela 
baixo: 
 
[NH4]+ [OCN]-
H2N
C
O
NH2
Δ
Cianato de amônio
(sal inorgânico)
Ureia
(substância orgânica)
120
Introdução à Química Orgânica
Atenção : l embre-se da o rdem do 
comprimento da ligação: C-C > C=C > C≡C. 
A ordem da energia de ligação é o inverso: 
C≡C > C=C > C-C. 
4 REPRESENTAÇÃO 
a) Fórmula Molecular: mostra a quantidade 
de átomos de uma substância, porém não 
evidencia as ligações entre eles. Sua 
utilização em química orgânica é limitada 
pois muitos compostos orgânicos podem 
apresentar a mesma fórmula molecular 
(isômeros). 
Ex: C5H12 
b) Fórmula Estrutural Plana, de Traço ou de 
Kekulé: mostra a conectividade entre todos 
os átomos de um composto orgânico, 
porém sem demonstrar a geometria 
adequada. 
 
c) Fórmula Estrutural Condensada: forma 
de representação de compostos orgânicos 
em que nem todas as ligações são 
explicitamente evidenciadas. 
Ex: CH3CH2CH2CH2CH3 ou CH3(CH2)3CH3 
d) Fórmula Estrutural de Linhas ou de 
Bastão: mostra a conectividade entre 
todos os átomos, omitindo a escrita dos 
átomos de carbono e de hidrogênio a eles 
ligados. 
 
 Atenção: Ao escrever a fórmula de 
linhas para um composto que possui 
carbono que faz uma ligação tripla, muitos 
alunos cometem erros. Veja um exemplo 
abaixo: 
 
 A representação acima está errada, pois 
os carbonos da ligação tripla devem ter 
geometria linear. O correto seria: 
 
e) Fórmula Espacial: destaca a geometria 
das ligações em um composto orgânico. 
 
 
Tente relacionar a representação espacial 
acima com a seguinte figura: 
 
5 CLASSIFICAÇÃO DO 
CARBONO 
a) Quanto ao número de átomos de 
carbono ligantes: 
C
H
CH3
F
Cl
 Classificação do 
Carbono
Definição
Primário Ligado a nenhum ou a 1 
outro átomo de 
carbono.
Secundário Ligado a 2 outros 
átomos de carbono.
Terciário Ligado a 3 outros 
átomos de carbono.
Quaternário Ligado a 4 outros 
átomos de carbono.
Tanto o hidrogênio 
quanto o grupo CH3 
e s t ã o n o m e s m o 
plano. O flúor está 
para frente (cunha 
cheia) e o cloro para 
trás (linha tracejada). 
121
Introdução à Química Orgânica
Atenção: substâncias orgânicas que 
apresentam um carbono, como o metano 
CH4, é classificado como primário, porém 
também pode ser chamado de metílico. 
Veja, o exemplo abaixo: 
 
b) Carbono assimétrico ou quiral: é 
chamado de carbono assimétrico um 
átomo de carbono sp3 que faz ligações 
com quatro ligantes diferentes. 
 Ligantes são considerados toda a parte 
da cadeia que se estende de uma ligação. 
Na figura abaixo, o carbono destacado é 
assimétrico, e circulados estão os seus 
quatro ligantes: 
 
Atenção: por convenção, o carbono 
assimétrico ou quiral pode ser destacado 
com um asterisco. 
6 CLASSIFICAÇÕES DA 
CADEIA CARBÔNICA 
 A cadeia carbônica é o conjunto de 
átomos de carbono e heteroátomos 
(átomos diferentes de carbono que se 
encontram entre carbonos) que constituem 
a molécula. Os principais heteroátomos são 
O, N, P e S. 
Atenção: não confunda cadeia carbônica 
com cadeia principal. 
a) Cadeia aberta (acíclica), fechada 
(cíclica) ou mista: as cadeias abertas são 
aquelas em que existem pelo menos dois 
carbonos primários, que constituem as 
extremidades da cadeia, não podendo 
haver nenhum encadeamento dos átomos, 
ou seja, não há a presença de nenhum 
fechamento. Exemplo: 
 
 Já as cadeias fechadas ocorrem quando 
há um fechamento na cadeia, formando-se 
um ciclo, núcleo ou anel. Exemplo: 
 
 As cadeias mistas são aquelas que 
apresentam partes abertas e partes 
fechadas ligadas entre si. Exemplo: 
 
b) Cadeia homogênea ou heterogênea: a 
cadeia é homogênea quando, na cadeia, só 
existem átomos de carbono. Exemplo: 
 
 A cadeia é heterogênea quando ela 
possuir pelo menos um heteroátomo. 
Exemplo: 
 
C∗ CC
H
OHH
H
H O
H
O
122
Introdução à Química Orgânica
Atenção: a cadeia carbônica da molécula 
abaixo é homogênea, pois o oxigênio não é 
um heteroátomo, já que não está entre 
átomos de carbono. Veja: 
 
c) Saturada ou Insaturada: cadeias 
saturadas são aquelas em que os átomos 
da cadeia estão ligados somente por 
ligações simples. Exemplo: 
 
ou 
 Cadeias insaturadas são aquelas em que 
alguns dos átomos da cadeia estão ligados 
por uma ou mais ligações duplas ou triplas. 
Exemplo: 
 
ou 
Atenção: não confunda (in)saturação da 
cadeia carbônica com a da molécula. 
Perceba que a molécu la aba ixo é 
insaturada, entretanto a sua cadeia 
carbônica é saturada. Veja: 
 
d) Normal ou Ramificada: cadeia normal 
( o u l i n e a r ) é a q u e l a e m q u e o 
encadeamento segue uma sequência única. 
Na realidade, não existem cadeias retas, 
pois os átomos de carbono irão se dispor 
na geometria correspondente à sua 
hibridização (tópico 1.3). Dessa forma, a 
l igação entre átomos da cadeia é 
representada em ziguezague Exemplo: 
 
 Cadeia ramificada é aquela em que 
apresentam "ramos" ou "ramificações" de 
átomos de carbono ligados à cadeia. 
Exemplo: 
 
Atenção: Toda cadeia mista é ramificada. 
Exemplo: 
 
Cuidado: Quando somente átomos 
diferentes de carbono estão ramificados, a 
classificação da cadeia carbónica é normal 
ou linear. molécula abaixo possui cadeia 
carbônica normal. Veja: 
 
e) Aromática ou Al i fát ica: cadeias 
aromáticas apresentam ao menos um anel 
aromático. O anel aromático mais comum é 
o núcleo benzênico, que é um sistema 
hexagonal insaturado. Veja: 
 
O
O
OH
C
C
C
C
C
C
123
Introdução à Química Orgânica
 O benzeno, comercialmente denominado 
benzol, é uma substâncialíquida a 
temperatura ambiente, e sua estrutura 
apresenta um núcleo benzênico com todos 
átomos de carbono ligados somente a 
á to m o s d e h i d ro g ê n i o . P o d e s e r 
representado de duas formas: 
 ou 
 As cadeias aromáticas podem ainda ser 
classificadas como: 
• cadeias aromáticas mononucleares: 
apresentam apenas um anel aromático. 
 ou 
• cadeias aromáticas polinucleares: 
apresentam dois ou mais anéis 
aromáticos. Conforme a disposição dos 
anéis, teremos núcleos isolados, em 
que os anéis são separados por alguma 
ligação química entre eles, ou núcleos 
condensados, em que dois ou mais 
átomos de carbono fazem parte de 
mais de um anel aromático. 
Exemplo cadeias aromáticas polinucleares 
isoladas: 
 
 
Exemplo cadeias aromáticas polinucleares 
condensadas: 
 
 
 As cadeias alifáticas são quaisquer 
cadeias que não sejam aromáticas, ou seja, 
não possuem anel aromático. 
Exemplo: 
 
 
Atenção: cadeias al i fát icas cícl icas 
( a l i c í c l i c a s ) p o d e m t a m b é m s e r 
classificadas como polinucleares isoladas 
ou condensadas. 
Exemplo cadeias alifáticas polinucleares 
isoladas: 
 
 
Exemplo cadeias alifáticas polinucleares 
condensadas: 
 
CH3 CH3
O
O
NH
O
O
124
Introdução à Química Orgânica
Lembre-se: 
• Cadeia fechada = cadeia cíclica 
• Cadeia fechada e ramificada = 
cadeia mista 
• Cadeia fechada e homogênea = 
homocíclica 
• Cadeia fechada e heterogênea = 
heterocíclica 
• Os compostos alifáticos são aqueles 
que não são aromáticos. 
• Cadeia fechada e al i fát ica = 
alicíclico. 
• C a d e i a m o n o c í c l i c a o u 
mononucleada = cadeia fechada 
com apenas um ciclo. 
• Cadeia policíclica condensada ou 
polinucleada condensada = cadeia 
fechada com mais de um ciclo, em 
que há átomos de carbono em 
comum. 
• Cadeia policíclica não condensada 
(isolada) ou polinucleada não 
condensada (isolada) = cadeia 
fechada com mais de um ciclo, em 
que não há átomos de carbono em 
comum. 
EXERCÍCIOS 
Questão 01 - (UNIFOR CE/2020) 
O geraniol é um líquido amarelado que 
apresenta um agradável odor de rosas, 
sendo utilizado na fabricação de 
fragrâncias e perfumes, de fórmula 
estrutural: 
 
Em relação à cadeia carbônica, pode-
se afirmar que é 
a) acíclica, ramificada, saturada, 
heterogênea. 
b) c í c l i c a , l i n e a r , s a t u r a d a , 
homogênea. 
c) acíclica, ramificada, insaturada, 
homogênea. 
d) cíclica, ramificada, insaturada, 
heterogênea. 
e) acíclica, ramificada, saturada, 
homogênea. 
Questão 02 - (FGV SP/2019) 
A mandioca contém linamarina em 
to d a s a s p a r te s d a p l a n t a . A 
decomposição da linamarina por 
enzimas produz o ácido cianídrico 
(HCN), que é um ácido fraco com 
constante de ionização (Ka) igual a 5
10–10 a 25 ºC. A fabricação de farinha 
da mandioca é feita com a prensagem 
da massa obtida por meio da ralação 
das raízes descascadas. A água 
resultante desse processo arrasta a 
linamarina e os seus produtos de 
decomposição, podendo causar 
contaminação do meio ambiente e 
intoxicação em animais e plantas. 
(OLIVEIRA, Suzy Sarzi. Metabolismo da linamarina 
em reator de digestão

anaeróbia com separação de fases. 2003. xiv, 88 
f. Tese (doutorado) –

Universidade Estadual Paulista, Faculdade de 
Ciências Agronômicas, 2003. 

Disponível em: <http://hdl.handle.net/
11449/101739>. Adaptado) 
 
(https://openi.nlm.nih.gov/detailedresult.php?
img=PMC3475106_1476-511X-11-74-1&req=4. 
Adaptado) 
Sobre o tipo de ligação dos átomos de 
carbono na molécula da linamarina, 
aquele identificado por I e o átomo de 
carbono identificado por II fazem, 
respectivamente 
125
Introdução à Química Orgânica
a) quatro ligações sigma – duas 
ligações sigma e duas ligações pi. 
b) quatro ligações sigma – três 
ligações sigma e uma ligação pi. 
c) quatro ligações sigma – uma 
ligação sigma e três ligações pi. 
d) quatro ligações pi – duas ligações 
sigma e duas ligações pi. 
e) quatro ligações pi – uma ligação 
sigma e três ligações pi. 
Questão 03 - (UECE/2019) 
O átomo de carbono tem quatro 
elétrons externos e pode formar 
q u a t r o l i g a ç õ e s c o v a l e n t e s , 
distribuídas em geometrias distintas, 
que resultam estruturas espaciais 
d i fe rentes . Cons iderando essa 
informação, analise os três itens a 
seguir: 
 
Está correto somente o que consta em 
a) I. 
b) I e III. 
c) II e III. 
d) II. 
Questão 04 - (PUC SP/2018) 
O Tamiflu ou fosfato de oseltamivir, 
utilizado para o tratamento da gripe, é 
produzido do composto ativo do anis-
estrelado, também conhecido como 
ácido shikimico. Esse ácido é um 
potente ant iv i ra l . Sua fórmula 
estrutural está representada abaixo. 
 
Sobre esse composto, é CORRETO 
afirmar que 
a) é um composto aromático. 
b) p o s s u i a p e n a s c a r b o n o s 
secundários e terciários. 
c) p o s s u i c a d e i a c a r b ô n i c a 
homocíclica. 
d) p o s s u i c a d e i a c a r b ô n i c a 
ramificada. 
Questão 05 - (UFRGS RS/2018) 
Considere o composto representado 
abaixo. 
 
Os ângulos aproximados, em graus, 
das l igações ent re os á tomos 
representados pelas letras a, b e c, 
são, respectivamente, 
a) 109,5 – 120 – 120. 
b) 109,5 – 120 – 180. 
c) 120 – 120 – 180. 
d) 120 – 109,5 – 120. 
e) 120 – 109,5 – 180. 
Questão 06 - (ENEM/2018) 
O grafeno é uma forma alotrópica 
do carbono constituído por uma folha 
planar (arranjo bidimensional) de 
átomos de carbono compactados e 
com a espessura de apenas um átomo. 
126
Introdução à Química Orgânica
Sua estrutura é hexagonal, conforme a 
figura. 
 
Nesse arranjo, átomos de carbono 
possuem hidridação 
a) sp de geometria linear. 
b) sp2 de geometria trigonal planar. 
c) sp3 alternados com carbonos com 
hibridização sp de geometria 
linear. 
d) sp3d de geometria planar. 
e) sp3d2 com geometria hexagonal 
planar. 
Questão 07 - (ENEM/2018) 
A r a d i a ç ã o n a r e g i ã o d o 
i n f rave rme lho i n te rage com a 
oscilação do campo elétrico gerada 
pelo movimento vibracional de 
átomos de uma ligação química. 
Quanto mais fortes forem as ligações 
e mais leves os átomos envolvidos, 
maior será a energia e, portanto, maior 
a f r e q u ê n c i a d a r a d i a ç ã o n o 
infravermelho associada à vibração da 
ligação química. A estrutura química 
da molécula 2-amino-6-cianopiridina é 
mostrada. 
 
A ligação química dessa molécula, 
envolvendo átomos diferentes do 
hidrogênio, que absorve a radiação no 
infravermelho com maior frequência é: 
a) C – C 
b) C – N 
c) C = C 
d) C = N 
e) C N 
Questão 08 - (ENEM/2017) 
O hidrocarboneto representado 
pela estrutura química a seguir pode 
ser isolado a partir das folhas ou das 
flores de determinadas plantas. Além 
disso, sua função é relacionada, entre 
outros fatores, a seu perf i l de 
insaturações. 
 
Considerando esse perfil específico, 
quantas ligações pi a moléculas 
contém? 
a) 1 
b) 2 
c) 4 
d) 6 
e) 7 
Questão 09 - (ENEM/2013) 
As moléculas de nanoputians 
lembram figuras humanas e foram 
criadas para estimular o interesse de 
jovens na compreensão da linguagem 
expressa em fórmulas estruturais, 
muito usadas em química orgânica. 
U m e x e m p l o é o N a n o K i d , 
representado na figura: 
127
Introdução à Química Orgânica
 
CHANTEAU, S. H. TOUR. J.M. The Journal of Organic 

Chemistry, v. 68, n. 23. 2003 (adaptado). 
Em que parte do corpo do NanoKid 
existe carbono quaternário? 
a) Mãos. 
b) Cabeça. 
c) Tórax. 
d) Abdômen. 
e) Pés. 
Questão 10 - (FCM MG/) 
A cafeína, um estimulante bastante 
comum no café, chá, guaraná etc., tem 
a seguinte fórmula estrutural: 
 
Podemos afirmar corretamente que a 
fórmula molecular da cafeína é: 
a) C5H9N4O2 
b) C6H10N4O2 
c) C6H9N4O2 
d) C3H9N4O2 
e) C8H10N4O2 
Questão 11 - (UEA AM/2017) 
Em uma cadeia carbônica, um átomo 
de carbono é considerado quaternário 
quando está ligado diretamente a 
quatro 
a) funções orgânicasdiferentes. 
b) outros átomos de carbono. 
c) átomos de hidrogênio. 
d) pares de elétrons. 
e) íons positivos. 
Questão 12 - (FAMERP SP/2016) 
Considere a liotironina, um hormônio 
produzido pela glândula tireoide, 
também conhecido como T3. 
 
A molécula da liotironina apresenta 
128
Introdução à Química Orgânica
a) átomo de carbono assimétrico. 
b) cadeia carbônica homogênea. 
c) cadeia carbônica alifática. 
d) dois heterociclos. 
e) quatro átomos de hidrogênio. 
Questão 13 - (UERN/2014) 
“A morfina é uma substância narcótica 
e sintética (produzida em laboratório), 
derivada do ópio retirado do leite da 
papoula. Com uma grande utilidade na 
medicina, a morfina é usada como 
analgésico em casos extremos, como 
traumas, partos, dores pós-operativas, 
graves queimaduras etc.” 
(Disponível em: http://www.mundoeducacao.com/
drogas/morfina.htm.) 
 
Com relação à morfina, é correto 
afirmar que 
a) possui 4 carbonos secundários. 
b) não possui carbono quartenário. 
c) s u a f ó r m u l a m o l e c u l a r é 
C17H19NO3. 
d) possui 5 carbonos com hibridação 
sp2. 
Questão 14 - (FM Petrópolis RJ/2013) 
A anemia falciforme é uma doença 
provocada por uma mutação no 
cromossomo 11. Caracteriza-se pela 
substituição de um ácido glutâmico 
por uma valina em uma das cadeias 
q u e co m p õ e m a m o l é c u l a d e 
hemoglobina. Essa alteração provoca 
a mudança da forma das hemácias 
fazendo com que elas apresentem 
uma estrutura em forma de foice, o 
que gera graves dificuldades para a 
sua circulação pelos vasos sanguíneos. 
Abaixo, estão as estruturas químicas 
do ácido glutâmico e da valina. 
 
a) Quantos carbonos primários, 
secundários e terciários existem 
na estrutura do ácido glutâmico e 
da valina? 
b) Qual é a função da molécula de 
h e m o g l o b i n a p re s e n te n a s 
hemácias? 
129
Introdução à Química Orgânica
Questão 15 - (UFRN/2008) 
P ro d u t o s a g r í c o l a s s ã o m u i t o 
importantes em uma dieta alimentar. O 
tomate, por exemplo, é fonte de 
vitaminas e contém licopeno – de ação 
antioxidante –, cuja estrutura é: 
 
a) Apresente quatro classificações da 
cadeia carbônica do licopeno. 
b) Qual o tipo de hibridização dos 
carbonos (a e b) indicados na 
figura? Justifique sua resposta 
baseando-se no número e no tipo 
de l igações formadas nesses 
carbonos. 
GABARITO: 
1) Gab: C 
2) Gab: A 
3) Gab: D 
4) Gab: C 
5) Gab: B 
6) Gab: B 
7) Gab: E 
8) Gab: C 
9) Gab: A 
10) Gab: E 
11) Gab: B 
12) Gab: A 
13) Gab: C 
14) Gab: 
a) ácido glutâmico: 2 primários e 3 
secundários; valina: 3 primários, 1 
secundário e 1 terciários. 
b) interargir com moléculas dos 
gases oxigênio e gás carbônico, 
efetuando assim, o transporte de 
gases. 
15) Gab: 
a) cadeia aberta, alifática ou acíclica; 
ramificada; insaturada e homogênea. 
b) Ca possui hibridização sp3 porque 
apresenta 4 ligações sigmas (ou 4 
ligações simples). 
Cb possui hibridação sp2 porque 
apresenta 3 ligações sigmas (ou 3 
ligações simples) e 1 ligação pi (ou 1 
ligação dupla).
130
131
Hidrocarbonetos
1 FUNÇÕES ORGÂNICAS 
 Diversas propriedades fisico-químicas de 
compostos orgânicos, como por exemplo 
solubi l idade, reat iv idade, ac idez e 
b a s i c i d a d e , e s t ã o m u i t a s v e z e s 
relacionadas a grupos substituintes 
existentes em suas estruturas químicas. 
Dessa forma, substâncias que apresentem 
grupos substituintes específicos, os 
chamados grupos funcionais, apresentarão 
características similares entre si. 
 Função orgânica é definida, portanto, 
como um grupo de compostos orgânicos 
que apresentam similaridade fisico-química 
devido à presença de um grupo funcional 
em comum. 
 Neste e nos próximos capítulos daremos 
ênfase ao estudo das diferentes funções 
orgânicas e suas principais características 
fisico-químicas. 
2 HIDROCARBONETOS 
 Apesar de alguns livros apresentarem os 
hidrocarbonetos como uma grande função 
orgânica, na verdade esta classe de 
compostos orgânicos abrange quatro 
funções orgânicas distintas. 
 Devemos nos atentar, portanto, que os 
hidrocarbonetos NÃO correspondem a 
uma função orgânica, e sim a uma classe 
de compostos que abrange quatro funções 
orgânicas: os alcanos, os alcenos, os 
alcinos e os arenos. 
 Por terem sido agrupados em uma única 
classe, os diferentes hidrocarbonetos 
apresentam algumas semelhanças fisico-
químicas entre seus integrantes. Dentre as 
pr incipais caracter íst icas podemos 
destacar: 
a) Os hidrocarbonetos são formados 
exclusivamente por átomos de 
carbono (C) e de hidrogênio (H). 
b) C o m o a d i f e r e n ç a d e 
eletronegatividade entre átomos de 
carbono é zero, e entre átomos de 
carbono e hidrogênio é muito 
pequena, considera-se que todas as 
l i g a ç õ e s c o v a l e n t e s e m 
h idrocarbonetos apresentam 
caráter fortemente apolar. Dessa 
forma, os hidrocarbonetos são 
APOLARES. 
c) Como consequência da baixa 
polaridade de hidrocarbonetos, 
estes apresentam baix íss ima 
solubi l idade em água, sendo 
classificados como hidrofóbicos, 
lipofílicos, ou ainda lipossolúveis. 
2.1 ALCANOS 
 Os alcanos, conhecidos também como 
parafinas, são hidrocarbonetos alifáticos 
(ou seja, não aromáticos) que apresentam 
somente l igações simples em suas 
estruturas. Dessa forma, dentre as 
principais características, os alcanos se 
destacam por: 
a) Apresentarem somente átomos de 
carbono sp3. 
b) Serem pouco reativos: parafina = 
sem afinidade. 
c) S e r e m s a t u r a d o s , o u s e j a , 
apresentam o maior número 
possível de átomos de hidrogênio 
em relação ao de carbono. 
d) Apresentarem fórmula molecular 
CnH2n+2. 
 Exemplo: Qual a fórmula molecular do 5-
etil-4-isopropil-3metileptano? 
 
N ã o p re c i s a m o s co n t a r to d o s o s 
hidrogênios e correr risco de esquecer 
algum na contagem. Somente contamos o 
número de carbonos e aplicamos à fórmula 
CnH2n+2. 
O composto apresenta 13 C. Logo, C13H28 
Atenção: os cicloalcanos, ou ciclanos – 
alcanos que apresentam cadeia alicíclica – 
vão ter fórmula molecular diferenciada de 
acordo com o número de ciclos. A fórmula 
132
Hidrocarbonetos
geral é CnH2n+2-2X em que X equivale ao 
número de ciclos. Portanto: 
2.2 ALCENOS OU ALQUENOS 
 Os alcenos também são hidrocarbonetos 
alifáticos, e se diferenciam dos alcanos pois 
apresentam ao menos uma dupla ligação 
C=C em sua estrutura. Podem ser 
c h a m a d o s d e o l e fi n a s . P o r t a n t o , 
caracterizam-se por: 
a) Apresentarem ao menos um par de 
carbonos com hibridização sp2. 
b) Serem mais reativos que alcanos, 
devido à presença da ligação Pi. 
c) Apresentarem fórmula molecular 
g e r a l C n H 2 n + 2 - 2 X e m q u e X 
corresponde ao número de duplas 
E ciclos. 
Exemplo: Quais as fórmulas moleculares 
dos alcenos abaixo? 
2.3 ALCINOS OU ALQUINOS 
 Os alcinos são hidrocarbonetos alifáticos 
que apresentam ao menos uma ligação 
tripla C≡C em sua estrutura. Podem ser 
chamados de acetilenos. 
Portanto, os alcinos caracterizam-se por: 
a) Apresentarem ao menos um par de 
carbonos com hibridização sp. 
b) Serem menos reativos que alcenos 
e mais reativos que alcanos. Ou 
seja, a escala de reatividade relativa 
é: 
 alceno > alcino > alcano 
c) Apresentam fórmula molecular 
g e r a l C n H 2 n + 2 - 4 Y e m q u e Y 
corresponde ao número de triplas. 
E x e m p l o : Q u a i s a s f ó r m u l a s 
moleculares dos alcenos abaixo? 
Observação: devemos nos atentar ao 
comprimento relativo dos diferentes tipos 
de ligação entre átomos de carbono. 
2.4 ARENOS 
 Muitos não estão familiarizados com a 
função orgânica “Areno” por conhecerem o 
nome mais usual desta função, os 
aromáticos. O principal integrante desta 
função é o benzeno, porém existem 
diversos outros anéis aromáticos já 
conhecidos. Para que um composto seja 
Total de C: 6 
No de ciclos: 1 
Fórmula: 
C6H12
Total de C: 8 
No de ciclos: 2 
Fórmula: 
C8H14
Total de C: 
11 
No de ciclos: 2 
Fórmula: 
C11H20Total de C: 8 
No de ciclos e 
duplas: 2 
Fórmula: 
C8H14
Total de C: 6 
No de ciclos e 
duplas: 3 
Fórmula: C6H8
 
 
Total de C: 6 
No de triplas: 
1 
Fórmula: 
C6H10
Total de C: 6 
No de triplas: 
2 
Fórmula: C6H6
 
 
mais longa mais curta
 
C C C C C C> >
σ σ
π
σ
π
π
133
Hidrocarbonetos
classificado como aromático existem 4 
regras a serem respeitadas: 
a) O composto deve ser cíclico, 
podendo apresentar cadeia cíclica 
ou mista. 
b) A parte cíclica do composto deve 
ser plana, ou seja, todos os átomos 
d o c i c l o d eve m a p re s e n t a r 
hibridização sp2 (geometria trigonal 
plana). 
c) Todos os elétrons Pi do ciclo devem 
estar conjugados, ou seja, em 
ressonância. 
d) O número de elétrons Pi deve 
seguir a regra de Hückel 
4n+2=no e- π ꓯ n Є N (números naturais) 
Exemplos: Todas as estruturas abaixo 
apresentam anéis planos em que todos os 
elétrons Pi estão conjugados. Determine 
quem é aromático segundo a regra de 
Hückel. 
2.4.1 NOMENCLATURA DE 
ARENOS 
 A p r e n d e m o s a t é o m o m e n t o a 
nomenclatura de compostos orgânicos que 
apresentavam cadeia principal alifática. 
Veremos como dar nomes às substâncias 
orgânicas quando a cadeia principal for um 
anel aromático. 
a) NÃO SUBSTITUÍDOS 
b) MONOSSUBSTITUÍDOS 
Benzeno 
no e- π: 6 
4n+2=6 
n=1 
é aromático
Naftaleno 
no e- π: 10 
4n+2=10 
n=2 
é aromático
Piridina 
no e- π: 6 
4n+2=6 
n=1 
é aromático
Pirrol 
no e- π: 6 
4n+2=6 
n=1 
é aromático
 
 
N
H
 
 N
Furano 
no e- π: 6 
4n+2=6 
n=1 
é aromático
Imidazol 
no e- π: 6 
4n+2=6 
n=1 
é aromático
Ciclobutadieno 
no e- π: 4 
4n+2=4 
n=1/2 
não é aromático
 
 O
 
N
N
H
benzeno naftaleno antraceno
 
tolueno ou 
metilbenzeno 
vinilbenzeno ou 
estireno
 
134
Hidrocarbonetos
c) DISSUBSTITUÍDOS 
 A nomenclatura de derivados benzênicos 
dissubstituídos pode seguir a regra IUPAC 
para numeração dos grupos substituintes 
ou a numeração pode ser substituída por 
um prefixo de posição, como apresentado 
na tabela abaixo: 
 
Exemplos: 
d) TRISSUBSTITUÍDOS 
3 ESTABILIDADE DO ANEL 
BENZÊNICO 
 O composto mais simples dessa 
família é o benzeno de fórmula C6H6. 
 No anel benzênico, as seis ligações 
carbono-carbono apresentam o mesmo 
comprimento (140pm). Essa distância é 
intermediária entre uma ligação simples C-
C (~153 pm) e uma ligação dupla C=C 
(~134pm). Dessa forma, o anel benzênico 
representa um híbrido de ressonância, em 
q u e o s s e i s e l é t r o n s π e s t ã o 
deslocalizados, em contraste com a 
situação dos alquenos, nos quais os 
elétrons estão localizados em ligação dupla 
entre dois carbonos. 
anilina fenol
 
OH
 
NH2
Posição dos 
substituintes
Prefixo
1,2 orto ou o
1,3 meta ou m
1,4 para ou p
1
2
3
4
1,2-dimetilbenzeno 
2-metiltolueno 
o-dimetilbenzeno 
o-metiltolueno 
o-xileno
1,3-dimetilbenzeno 
3-metiltolueno 
m-dimetilbenzeno 
m-metiltolueno 
m-xileno
1,4-dimetilbenzeno 
4-metiltolueno 
p-dimetilbenzeno 
p-metiltolueno 
p-xileno
 
 
 
1-etil-2-
isopropilbenzeno 
orto-
etilisopropilbenzeno 
obs: em caso de empate 
na numeração, considera-
se a ordem alfabética. 
3-etil-1-isopropil-2-
metilbenzeno 
obs: deve-se usar a 
m e n o r n u m e r a ç ã o 
possível (seção 1.3, 
capítulo 2)
 
135
Hidrocarbonetos
Nenhuma das estruturas contribuintes de 
ressonância representa verdadeiramente a 
estrutura do benzeno. A estrutura 
verdadeira – híbrido de ressonância – é 
d a d a p o r u m a m é d i a d o s d o i s 
contribuintes de ressonância. 
 A seguinte analogia i lustra a 
d i f e re n ç a e n t re co n t r i b u i n te s d e 
ressonância e híbrido de ressonância. 
O rinoceronte poderia ser resultado do 
cruzamento entre um unicórnio e um 
dragão. Entretanto, o unicórnio e o dragão 
não existem realmente, portanto, são 
contribuintes de ressonância. Como o 
rinoceronte é real, ele seria um híbrido de 
ressonância. 
As ligações do benzeno são representadas 
da seguinte forma: 
Ligações σ carbono-
carbono e carbono - 
hidrogênio 
O orbital p em cada 
carbono do benzeno pode se sobrepor 
com dois orbitais p adjacentes. 
Nuvens de elétrons acima e 
abaixo do plano do anel de 
benzeno 
Essa última representação demonstra que 
os seis elétrons π estão deslocalizados – 
eles vagam livremente dentro das nuvens 
eletrônicas que existem acima e abaixo do 
anel de átomos de carbono. 
4 PRINCIPAIS 
HIDROCARBONETOS 
a) Gás natural 
 O Gás natural corresponde ao gás 
metano (CH4), que é incolor e inodoro que 
pode ser obtido a partir da extração de 
jazidas marítimas de petróleo, minas de 
carvão mineral ou da decomposição de 
matéria orgânica em aterros sanitários 
(denominado biogás). Também é um 
subproduto da digestão de herbívoros e 
pode ser lançado na atmosfera devido à 
atividade vulcânica. 
 Pode ser utilizado como combustível de 
automóveis e até de termelétricas. 
b) GLP (gás liquefeito de petróleo) 
 O GLP é formado principalmente pelos 
gases butano (C4H10) e propano (C3H8) e 
são utilizados como combustíveis em 
cozinhas domésticas e industriais. São 
incolores e inodoros, e, exatamente por 
esse motivo, são adicionadas mercaptanas 
voláteis – compostos orgânicos que 
apresentam grupo funcional (R-SH) – que, 
devido ao seu forte odor, ajudam a 
identificar algum vazamento. 
c) Gasolina 
 A gasolina é um combustível líquido 
largamente ut i l izados em veículos 
automotores e é constituída basicamente 
por uma mistura de dois hidrocarbonetos 
principais: heptano (C7H16) e isoctano 
(2,2,3-trimetilpentano, C8H18). Quanto 
maior a porcentagem de isoctano, maior a 
octanagem e melhor a qualidade do 
combustível. 
d) Etileno 
 O etileno ou eteno (C2H4) é um gás 
incolor e inodoro que já foi muito utilizado 
como gás anestésico. É produzido por 
136
Hidrocarbonetos
plantas, e é um hormônio vegetal que tem 
papel no amadurecimento de frutos. 
e) Acetileno 
 O acetileno ou etino (C2H2) é um gás 
inco lo r e i nodoro u t i l i zado como 
combustível de maçaricos, pois suas 
chamas atingem temperaturas superiores a 
3000 oC . O acet i l eno é u t i l i zado 
industrialmente como mimético hormonal 
do etileno, apresentando atividade similar 
ao hormônio vegetal no amadurecimento 
de frutos. 
f) Benzeno 
O benzeno (C6H6) é um líquido incolor e 
com odor bastante agradável (foi a 
primeira substância identificada do grupo 
dos aromáticos) e ainda é utilizado em 
alguns processos como solvente apolar. 
Devido sua alta toxicidade e elevado 
potencial carcinogênico, vem sendo 
substituído por outros solventes, como 
tolueno e éter de petróleo (mistura de 
alcanos de 5 e 6 carbonos). 
g) Tolueno 
 O tolueno (metilbenzeno) é um líquido 
incolor com um odor característico. Ocorre 
na forma natural no petróleo e na árvore 
tolú. Também é produzido durante a 
manufatura da gasolina e de outros 
combustíveis a partir do petróleo cru e na 
manufatura do coque a partir do carvão. 
É u s a d o c o m o a n t i d e t o n a n t e d e 
combustíveis e solvente para tintas. Está 
presente em cola de sapateiro. 
h) Naftaleno ou naftalina 
 É vendida com o nome de naftalina 
sendo um hidrocarboneto aromático 
formado por dois anéis benzênicos 
condensados de fórmula molecular C10H8. 
Trata-se de uma substância sólida cristalina 
a temperatura ambiente, de cor branca, 
odor muito forte, solúvel em água, infl 
amável e tóxica. 
Uma das principais formas de obtenção do 
naftaleno é a partir da destilação do 
alcatrão de hulha (um tipo de carvão 
mineral, também conhecido como carvão 
de pedra). 
A naftalina é caracterizada, principalmente, 
pela sua capacidade de sublimação, que é 
a passagem direta do estado sólido para o 
gasoso, sem passar pelo estado líquido. 
Sob a forma de gás, a substância produz 
um vapor tóxico, e, devido a essa 
propriedade, é há muito tempo utilizada 
como repelente de traças e baratas. No 
comércio, é encontrada sob a forma de 
bolinhas de naftalina, que são colocadas 
em armários e gavetaspara proteger 
roupas, tecidos e papéis do ataque desses 
insetos. 
Exercícios 
Questão 01 - (UEA AM) 
Entre os hidrocarbonetos indicados 
nas alternativas, o único que apresenta 
geometria molecular linear é o 
a) etano. 
b) eteno. 
c) etino. 
d) metano. 
e) propeno. 
Questão 02 - (UECE) 
Assinale a opção que completa correta 
e re spec t i vamente o segu in te 
enunciado: “Muitas substâncias 
orgânicas têm em sua estrutura um 
ciclo formado por _____________1 
átomos de carbono com três ligações 
duplas _____________2. 
Compostos que têm esse ciclo são 
chamados de _____________3”. 
a) seis1, alternadas2, parafínicos3 
b) cinco1, contínuas2, aromáticos3 
c) cinco1, contínuas2, parafínicos3 
d) seis1, alternadas2, aromáticos3 
137
Hidrocarbonetos
Questão 03 - (UNCISAL) 
Nas proximidades de uma indústria 
q u í m i c a , f o i c o n s t a t a d a a 
contaminação do so lo por um 
composto orgânico que vazou de um 
dos tanques de armazenamento da 
indústria, que ficam enterrados, por 
questão de segurança, e, portanto, são 
de difícil acesso. Na indústria, havia um 
total de cinco tanques, contendo, cada 
u m d e l e s , u m d o s s e g u i n t e s 
c o m p o s t o s , t o d o s p o s s í v e i s 
contaminantes: benzeno, n-hexano, 
c i c l o e x a n o , c i c l o e x e n o e 
ciclopentadieno. Para a identificação 
do tanque a partir do qual ocorreu o 
v a z a m e n t o , o c o n t a m i n a n t e 
encontrado no solo foi isolado e 
analisado, sendo determinado que sua 
fórmula mínima era CH2. 
Na situação descrita no texto, o 
vazamento ocorreu a partir do tanque 
que continha 
a) benzeno. 
b) n-hexano. 
c) cicloexano. 
d) cicloexeno. 
e) ciclopentadieno. 
Questão 04 - (UNIFOR CE) 
Os hidrocarbonetos aromáticos 
policíclicos, também conhecidos como 
HPAs (hidrocarbonetos policíclicos 
aromáticos), são compostos químicos 
que constituem vários tipos de 
combustíveis, e são responsáveis por 
boa parte da poluição atmosférica que 
a f e t a o m e i o a m b i e n t e . O s 
h i d r o c a r b o n e t o s p o l i c í c l i c o s 
a ro m á t i co s s ã o p re j u d i c i a i s e 
altamente tóxicos ao organismo. Sua 
toxicidade depende da presença de 
HAPs específicos, variando seu grau de 
toxicidade moderada a extremamente 
tóxico. Atualmente existem sete HPAs 
mais conhecidos por serem altamente 
cancerígenos; esses hidrocarbonetos 
policíclicos aromáticos específicos têm 
sido associados a uma variedade de 
cânceres, incluindo câncer de mama e 
de pulmão. São poluentes orgânicos 
de g rande pe r s i s tênc i a (POP) 
ambiental, e muitos deles e/ou seus 
de r i vados são potenc i a lmente 
carcinogênicos e ou/ mutagênicos. O 
HPAs são formados durante processos 
de combustão incompleta, incineração 
de matér ia orgânica , erupções 
vulcânicas, assim como resultado de 
processos industr iais ou outras 
atividades humanas, incluindo o 
processamento e preparação de 
alimentos. Um dos principais HPA 
apresenta a seguinte estrutura: 
 
D e a c o r d o c o m a I U P A C , a 
nomenclatura correta para o composto 
acima é 
a) Trataceno. 
b) Pireno. 
c) Antraceno. 
d) Naftaleno. 
e) Fenantreno. 
Questão 05 - (UFRGS RS) 
C o n s i d e r e a r e p r e s e n t a ç ã o 
tridimensional da molécula orgânica 
mostrada abaixo. 
 
Sobre essa molécula, é correto afirmar 
que 
a) é um hidrocarboneto saturado de 
cadeia homogênea e ramificada. 
138
Hidrocarbonetos
b) possui todos os átomos de 
carbono com geometria trigonal 
plana. 
c) tem, na nomenclatura oficial 
IUPAC, o nome 2-metilbut-1-eno. 
d) apresenta isomeria geométrica. 
e) possui fórmula molecular C5H12. 
Questão 06 - (UERN) 
Hidrocarbonetos são compostos que 
apresentam em sua composição 
átomos de carbono e hidrogênio. Um 
caso de hidrocarboneto são os alcinos 
que apresentam cadeias alifáticas 
insaturadas por uma tripla ligação. 
Considere o alcino apresentado na 
figura. 
 
Afirma-se que o composto está 
INCORRETO, pois 
a) possui 1 carbono a menos. 
b) o nome não está adequado. 
c) não poderia ser representado por 
linhas. 
d) o ângulo entre os carbonos que 
possuem a tripla não está correto. 
Questão 07 - (UFRR) 
O Menteno, é um hidrocarboneto 
encontrado na hortelã, tem o nome 
sistemático 1 – isopropi l – 4 – 
metilciclohexeno. Com base nessa 
informação, assinale a alternativa em 
que aparece a fórmula molecular: 
a) C9H16 
b) C10H18O 
c) C9H18 
d) C10H17 
e) C10H18 
Questão 08 - (UEL PR) 
A gasolina é uma mistura de vários 
compostos. Sua qualidade é medida 
e m o c t a n a s , q u e d e fi n e m s u a 
capacidade de ser comprimida com o 
ar, sem detonar, apenas em contato 
com uma faísca elétrica produzida 
pelas velas existentes nos motores de 
veículos. Sabe-se que o heptano 
apresenta octanagem 0 (zero) e o 
2,2,4-trimetilpentano (isoctano) tem 
octanagem 100. Assim, uma gasolina 
com octanagem 80 é como se fosse 
uma mistura de 80% de isoctano e 
20% de heptano. 
Com base nos dados apresentados e 
n o s c o n h e c i m e n t o s s o b r e 
hidrocarbonetos, responda aos itens a 
seguir. 
a) Quais são as fórmulas estruturais 
simplificadas dos compostos 
orgânicos citados? 
b) Escreva a equação química 
b a l a n c e a d a d a r e a ç ã o d e 
combustão completa de cada um 
dos hidrocarbonetos usados. 
Questão 09 - (UNITAU SP) 
O gás l iquefeito de petróleo é 
composto por uma mistura cujos 
componentes principais são 
a) C3H8 e C4H10 
b) C6H14 e C12H26 
c) C10H22 e C16H34 
d) C5H12 e C6H14 
e) CH3 e CH4 
139
Hidrocarbonetos
Questão 10 - (PUC RJ) 
Considere as afirmativas a seguir sobre 
o 2-metilpentano. 
I. Possui cadeia carbônica normal. 
II. Possui fórmula molecular C6H14. 
III. É um hidrocarboneto insaturado. 
IV. Possui três átomos de carbono 
primários. 
É correto o que se afirma somente em: 
a) I e II 
b) I e III 
c) I e IV 
d) II e III 
e) II e IV 
Questão 11 - (UNITAU SP) 
O acetileno (C2H2), gás de propriedade 
anestésica, admite diversas aplicações 
industriais. Assinale a alternativa 
INCORRETA em relação ao acetileno. 
a) É um hidrocarboneto. 
b) Apresenta uma ligação tripla entre 
os carbonos. 
c) Seu nome oficial é etino. 
d) A p r e s e n t a c a d e i a a c í c l i c a 
ramificada. 
e) A p r e s e n t a d o i s c a r b o n o s 
primários. 
Questão 12 - (UFCG PB) 
Octanagem é o índice de resistência à 
detonação da gasolina. O índice faz 
relação da equivalência à resistência de 
detonação de uma mistura percentual 
de isoctano (2,2,4- trimetilpentano) de 
fórmula molecular C8H18. 
Considerando os três compostos de 
mesma fórmula molecular que o 
isoctano, quais são os radicais que 
podem ser identificados? 
 
 
 
a) Os radicais metila, etila e séc-butila. 
b) Os radicais metila, etila e propila. 
c) Os radicais metila, etila e isobutila. 
d) Os radicais metila e etila. 
e) Os radicais metila, etila e isopropila. 
Questão 13 - (UDESC SC/2011) 
Analise o composto representado na figura 
abaixo: 
 
Sobre o composto, é incorreto afirmar que: 
a) o seu nome é 2,2,4- trimetil-4-
penteno. 
b) apresenta dois carbonos com 
hibridização sp2. 
c) é um alceno ramificado de cadeia 
aberta. 
d) é um hidrocarboneto ramificado 
de cadeia aberta. 
e) apresenta seis carbonos com 
hibridização sp3. 
Questão 14 - (UFPB/2010) 
Gigantes reservas de petróleo foram 
encontradas recentemente no Brasil. Essas 
reservas situam-se em regiões de grandes 
profundidades em águas oceânicas e 
H3C C
CH3
CH3
CH2 C CH2
CH3
 
140
Hidrocarbonetos
abaixo de uma camada de sal, por isso, 
denominadas de pré-sal. Com a exploração 
dessas reservas, o Brasil aumentará 
significativamente a produção de petróleo. 
Após a extração, o petróleo é transportado 
até as refinarias, onde passará por uma 
sér ie de processos de pur ificação 
denominada de refino, em que o petróleo 
entra na fornalha, é aquecido e segue para 
a torre de destilação, onde serão separadas 
as diversas frações. 
Os hidrocarbonetos correspondentesàs 
frações pesadas do petróleo (moléculas 
maiores) podem ser quebrados em frações 
mais leves (moléculas menores) pelo 
processo de craqueamento conforme 
representação abaixo: 
 
Considerando que os compostos A, B e C 
são hidrocarbonetos de cadeia aberta sem 
ramificações, julgue as afirmativas: 
I. O composto A apresenta 7 ligações 
simples entre os carbonos. 
II. O composto A apresenta 6 ligações 
simples e 1 ligação dupla entre os 
carbonos. 
III. O composto B apresenta 1 ligação 
simples e 1 ligação dupla entre os 
carbonos. 
IV. O composto C apresenta 1 ligação 
tripla entre os carbonos. 
V. O composto B apresenta 1 ligação 
simples e 1 ligação tripla entre os 
carbonos. 
É correto o que se afirma em 
a) I, II, III e V 
b) II, III e IV 
c) I, II e IV 
d) III e IV 
e) I, II, IV e V 
Questão 15 - (UEA AM/2014) 
Considere o acetileno, C2H2, um gás 
extremamente inflamável, empregado em 
maçaricos oxi-acetileno, que os funileiros 
utilizam para corte e solda de metais. Esse 
gás pode ser obtido pela reação de 
carbeto de cálcio com água, de acordo 
com a equação: 
CaC2(s) + 2 H2O(l) C2H2(g) + Ca(OH)2(s) 
Quanto à polaridade e à geometria 
molecular, é correto afirmar que as 
moléculas de acetileno são 
a) apolares e lineares. 
b) apolares e angulares. 
c) apolares e tetraédricas. 
d) polares e lineares. 
e) polares e tetraédricas. 
Questão 16 - (UERJ/2018) 
A exposição ao benzopireno é associada 
ao aumento de casos de câncer. Observe a 
fórmula estrutural dessa substância: 
 
Com base na fórmula, a razão entre o 
número de átomos de carbono e o de 
hidrogênio, presentes no benzopireno, 
corresponde a: 
a) 
b) 
c) 
d) 
(C) (B) (A) 
H2CHCHCHCHC 222631883014 ++++→
→
7
3
5
6
6
7
3
5
141
Hidrocarbonetos
GABARITO: 
1) Gab: C 
2) Gab: D 
3) Gab: C 
4) Gab: C 
5) Gab: C 
6) Gab: D 
7) Gab: E 
8) Gab: 
a) CH3–CH2– CH2– CH2– CH2– CH2– 
CH3 e 
 
b) C7H16 + 11O2 → 7CO2 + 8H2O 
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Gasolinas (automotivas e aviação) 21,31
Naftas e solventes 8,96
Querosenes (iluminação e aviação) 4,36
Óleo diesel 34,86
Óleo combustíveis 16,85
Outros 4,91
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151
Reações orgânicas
1. REAÇÕES DE ADIÇÃO 
 As reações de adição podem ser 
caracterizadas pela quebra de uma ligação 
! para a formação de duas novas ligações 
δ e consequente adição de dois grupos a 
uma molécula orgânica. 
 
 Dentre as principais reações de adição, 
se destacam: 
• Hidrogenação catalítica: adição de 
H2; 
• Halogenação: adição de X2; 
• Hidroalogenação: adição de HX; 
• Hidratação: adição de H2O. 
1.1. HIDROGENAÇÃO CATALÍTICA 
 As reações de hidrogenação catalítica 
envolvem a adição de gás hidrogênio (H2) 
à compostos orgânicos de cadeia 
carbônica insaturada, na presença de 
catalisadores metálicos (Ni, Pt, Pd). Esses 
catalisadores apresentam a função de 
adsorver o H2(g) e os compostos orgânicos 
insaturados à superfície sólida do metal, 
enfraquecendo as ligações !C-C e δH-H, 
acelerando a formação de duas ligações 
δC-H. 
 
Obs 1: Para cada mol de ligação ! 
rompida, consome-se 1 mol de gás 
hidrogênio. 
Obs 2: Para que um alcino forme um 
alceno como produto (exemplo 3), é 
necessár io que o cata l isador se ja 
“e nve n e n a d o ” , o u s e j a , d eve s e r 
adicionado ao catalisador um uma 
substância inerte que consiga diminuir a 
eficiência catalítica, tornando possível a 
hidrogenação parcial. 
1.2. HALOGENAÇÃO 
 As reações de halogenação envolvem a 
adição de halogênios (F2, Cl2, Br2 ou I2) 
dissolvidos em solvente inerte (geralmente 
CCl4). 
 
Obs 1: a adição de cada átomos de 
halogênio de X2 ocorre por faces inversas 
(chama adição anti). Dessa forma, a adição 
de X2 a alcinos na proporção 1:1 (como no 
exemplo 2) dará sempre o produto com 
estereoquímica E (trans). 
Obs 2: Br2 é um líquido de cor castanha. 
Dessa forma, para identificação de 
insaturações em compostos orgânicos, 
pode-se realizar o chamado Teste de 
B r o m o . Q u a n d o u m a s u b s t â n c i a 
apresentar cadeia insaturada, a solução 
ficará incolor devido ao consumo de Br2, 
conforme observado na reação de adição 
acima. 
1.3. HIDROALOGENAÇÃO (ADIÇÃO 
DE HX) 
 
As reações de hidroalogenação envolvem 
a adição de haletos de hidrogênio (HF, 
HCl, HBr ou HI). 
 
Quando consideramos alcenos ou alcinos 
não simétricos, a adição de HX pode levar 
a dois isômeros de posição distintos. 
H2C CH2
HC CH
HC CH
+ H H
H H+
HH
H H+
HC CH
HC CH
H2C CH2
H H
H H
HH
H H
Pd ou Pt
Ni
Pd/C
eteno
eteno
etino
etino
etano
etano
H
C CH2
C CH
+ Cl Cl
Br Br+ C C
C
H
CH2
Cl
Br
propeno
E-1,2-dibromopropeno
propino
1,2-dicloropropano
CCl4
CCl4
H3C
H3C
Br
H3C
H3C
H
Cl
H2C CH2 + H Cl H2C CH2
H Cl
eteno cloroetano
152
Reações orgânicas
 
 No entanto, somente um dos produtos 
é formado major i tar iamente. Essa 
tendência está relacionada à Regra de 
Markovnikov. Essa regra diz que o átomo 
de hidrogênio é adicionado ao carbono 
mais hidrogenado da instauração. Dessa 
forma, o produto principal da reação é 
chamado de produto Markovnikov. 
 
Obs: a adição de HX (principalmente HBr e 
HCl) na presença de peróxidos (H2O2 ou 
peróxidos orgânicos) leva à formação do 
produto ant i -Markovn ikov, po is o 
hidrogênio é adicionado no carbono 
menos hidrogenado da insaturação (Regra 
de Karash). 
 
1.4. HIDRATAÇÃO (ADIÇÃO DE 
H2O) 
 As reações de hidratação envolvem a 
adição de água (H2O). Essa reação deve 
ser realizada em meio ácido, pois o íon 
hidrônio (H3O+) é catalisador. 
 
 Pode-se observar que a adição de água 
em alcenos não simétricos obedece à 
Regra de Markovnikov: o hidrogênio é 
adicionado ao carbono mais hidrogenado 
da instauração. 
 
2. REAÇÕES DE ELIMINAÇÃO 
 As reações de eliminação irão ocorrer 
de forma oposta às de adição: elas são 
caracterizadaspela quebra de duas 
ligações δ para a formação de uma nova 
ligação ! e consequente eliminação de 
dois grupos que estavam ligados a uma 
molécula orgânica. 
 As principais reações de eliminação 
são: 
• Desidrogenação: eliminação de H2; 
• Desalogenação: eliminação de X2 
• Desidroalogenação: eliminação de 
HX; 
• Desidratação intramolecular : 
eliminação de H2O; 
2.1. DESIDROGENAÇÃO 
(ELIMINAÇÃO DE H2) 
 Essa reação é caracterizada pela 
obtenção de um alceno a partir de um 
alcano, com respectiva perda de H2 a 
partir de um processo de aquecimento 
chamado craqueamento. 
 
H
C CH2 + H Cl
C
H
CH2
H
propeno
1-cloropropano
(produto minoritário)
H3C
H3C
Cl
C
H
CH2
Cl
2-cloropropano
(produto majoritário)
H3C
H
H2C CH2 + H OH H2C CH2
H OH
eteno etanol
H3O+
153
Reações orgânicas
2.2. DESALOGENAÇÃO 
(ELIMINAÇÃO DE X2) 
 Essa reação consiste na eliminação de 
X2 a partir de haletos orgânicos vicinais, ou 
s e j a , c o m p o s t o s o r g â n i c o s q u e 
apresentem átomos de halogênio em 
carbonos vizinhos. Trata-se de uma reação 
de oxirredução, portanto, o metal utilizado 
(geralmente o zinco) é consumido na 
reação. Dessa forma, o metal NÃO é um 
catalisador. 
 
2.3. DESIDROALOGENAÇÃO 
(ELIMINAÇÃO DE HX) 
 Essa reação consiste na eliminação de 
HX em meio básico, levando a formação 
de compostos insaturados. 
 
Obs: Apesar de no balanceamento 
representarmos a eliminação de HX, como 
o meio está básico, HX reage com a base 
(geralmente KOH), formando água e um 
sal (KX). 
 A eliminação de HX em alguns 
compostos organoalogenados podem dar 
origem a dois isômeros de posição em 
relação à formação da nova ligação !. O 
produto principal formado será aquele em 
que o alceno apresentar o maior número 
de substituintes. 
 Dessa forma, o átomo de H a ser 
e l iminado sa i do carbono MENOS 
hidrogenado. Isso está de acordo com a 
regra de Zaitsev. 
 
2.4. DESIDRATAÇÃO 
INTRAMOLECULAR (ELIMINAÇÃO 
DE H2O) 
 A reação de desidratação intramolecular 
ocorre a partir da eliminação de uma 
molécula de água a partir de um álcool, 
levando à formação de um alceno. Para 
que essa reação ocorra, é necessário que 
se adicione um agente desidratante, 
geralmente ácido sulfúrico concentrado, e 
a reação deve ser aquecida a 180 oC. 
 
 Como é uma reação análoga à 
desidroalogenação, a desidratação 
intramolecular de á lcoois também 
obedece à regra de Zaitsev. 
 
3. REAÇÕES DE OXIDAÇÃO 
 As reações de oxidação envolvem a 
transferência de elétrons de átomos de 
carbono em uma substância orgânica para 
agentes oxidantes. Dessa forma, haverá 
um aumento no valor dos números de 
oxidação (NOx) dos átomos de carbono 
envolvidos na reação. 
 Dentre as principais reações de 
oxidação destacam-se as oxidações de 
álcoois, aldeídos, alcenos e alcinos. 
3.1 OXIDAÇÃO EM ÁLCOOIS 
 As oxidações de álcoois podem levar a 
formação de diferentes produtos de 
acordo com sua classificação em relação 
ao grupo hidroxila. 
 Os principais agentes oxidantes de 
álcoois são substâncias contendo Mn(VII) 
e Cr(VI), como por exemplo KMnO4, 
K2Cr2O7, H2CrO4, entre outros. 
C
H
Cl
2-clorobutano
H
CH3C
H
CH2
H
K+ -OH
C
H
H2
CH3C CH2
C
H
H
CH3C CH3
but-1-eno
but-2-eno
(produto majoritário)
dupla 
monossubstituída
dupla 
dissubstituída
+ H2O + KCl
C
H
OH
butan-2-ol
C
H
H3C
H
CH3 C
H
H
CH3C CH3
but-2-eno
(produto majoritário)
dupla 
dissubstituída
+ H2O
H2SO4 conc.
180 oC
154
Reações orgânicas
 
Exemplo: 
 
3.2 OXIDAÇÃO EM ALDEÍDOS 
 Como observado anteriormente, 
aldeídos podem 
ser oxidados a ácidos carboxílicos, ao 
passo que cetonas não sofrem oxidação 
subsequente. Dessa forma, diversos testes 
qualitativos que envolvem reações de 
oxidação de aldeídos foram criados com o 
intuito de determinar e diferenciar os 
grupos funcionais cetona e aldeído. 
a) Oxidação com Reativo de Tollens: Teste 
do espelho de Prata, utilizando para 
diferenciar aldeídos de cetonas. 
 
b) Oxidação com Reativo de Fehling: 
Identificação e diferenciação de açúcares 
redutores (aldoses) de não-redutores 
(cetoses). 
 
c) Teste de Benedict: Identificação e 
diferenciação de açúcares redutores 
(aldoses) de não-redutores (cetoses). 
Solução desta reação é mais estável que o 
reativo de Fehling. 
 
3.3 OXIDAÇÃO EM ALCENOS E 
ALCINOS 
 A oxidação de alcenos e alcinos utiliza 
como agentes oxidantes o ozônio (O3) ou 
o permanganato de potássio (KMnO4). 
E s t e t e m s e u p o d e r o x i d a t i v o 
potencializado ou reduzido dependendo 
do pH do meio: em meio ácido o KMnO4 é 
um oxidante mais brando, ao passo que 
em meio ácido esse se torna um potente 
agente de oxidação. 
a) Oxidação Branda: Teste de Bayer, 
utilizado para identificar a presença de 
insaturação na cadeia carbônica. 
 Em meio básico o Mn(VII) é reduzido a 
Mn(IV), ou seja, a capacidade oxidativa 
não atinge o máximo de seu potencial. 
Dessa forma, considera-se uma oxidação 
branda pois somente as ligações ! C-C 
são rompidas. 
 
155
Reações orgânicas
Exemplos: 
 
 
b) Oxidação enérgica: Em meio ácido o 
Mn(VII) é reduzido a Mn(II), ou seja, a 
capacidade oxidativa atinge o máximo de 
seu potencial. Dessa forma, considera-se 
uma oxidação enérgica pois tanto as 
ligações ! quanto δ entre carbonos 
insaturados são rompidas. 
 Os produtos formados dependem da 
classificação do carbono insaturado: 
1) Carbono primário – forma H2O e 
CO2 
2) Carbono secundário – forma ácido 
carboxílico 
3) Carbono terciário – forma cetona 
Exemplos: 
 
 
c ) O z o n ó l i s e : A o z o n ó l i s e t e m 
características semelhantes à oxidação 
enérgica, pois observam-se as quebras de 
ligações ! e δ entre carbonos insaturados. 
No entanto o produto da oxidação por 
ozonólise se limita aos grupos aldeído ou 
cetona. 
Os produtos formados dependem da 
classificação do carbono insaturado: 
1) Carbono primário – forma aldeído 
2) Carbono secundário – forma 
aldeído 
3) Carbono terciário – forma cetona 
Exemplos: 
 
4. REAÇÕES DE SUBSTITUIÇÃO 
 As reações de substituição são aquelas 
em que um um átomo (ou um grupo de 
á to m o s) d a m o l é c u l a o rg â n i c a é 
substituído por outro átomo (ou grupo de 
átomos). 
 
As principais reações de substituição são: 
• Substituição nucleofílica; 
• Substituição radicalar em alcanos; 
• Substituição eletrofílica aromática. 
4.1 SUBSTITUIÇÃO NUCLEOFÍLICA 
(SN) 
 Para que uma reação de substituição 
ocorra, é necessário ter um NUCLEOFÍLO 
(Z:), que é uma base de Lewis, que reagirá 
com um composto orgânico, que será 
chamado de ELETRÓFILO (C com δ+), que 
é um ácido de Lewis. Como se trata de 
uma reação de substituição, algo deve sair 
para Z: entrar. Dessa forma, ligado ao 
composto orgânico existe um GRUPO 
ABANDONADOR (Y) que será substituído. 
 
156
Reações orgânicas
a) Esterificação e hidrólise ácida de 
ésteres 
 
Exemplo: 
 
OBS: Perceba que a reação de hidrólise 
ácida de ésteres está em equilíbrio 
químico com a esterificação em meio 
ácido. Dessa forma, deve-se utilizar algum 
dos princípios de Le Chatelier para se 
deslocar o equilíbrio para a formação do 
produto de interesse em maior proporção. 
No exemplo acima, para se obter o éster 
(produto de interesse), adicionou-se álcool 
em excesso para deslocar o equilíbrio para 
a d i r e i t a . P o d e r i a s e r f e i t o , 
concomitantemente, a retirada de água do 
meio. 
b) Hidrólise básica de ésteres 
 
Exemplo: Reação de Saponificação 
 
c) Transesterificação: 
 Éster 1 + Álcool 1 → Éster 2 
+ Álcool 2 
 
Exemplo 1: 
 
Exemplo 2: Produção de Biodiesel 
 
4.2 SUBSTITUIÇÃO RADICALAR 
EM ALCANOS 
 Reações radicalares envolvem a quebra 
homolítica de uma ligação C-H, formando 
um radical livre orgânico, que reagirá com 
outro grupo radical, levando à formação 
de um produto de substituição. 
 
 Carbonos terciários sofrem reações de 
substituiçãoradicalar mais facilmente que 
secundários, e esses, mais facilmente que 
primários. 
 
a) Halogenação: Envolve a troca de um 
átomo de H por um de halogênio (X). 
Exemplo 1: 
 
Exemplo 2: o produto principal da 
h a l o g e n a ç ã o d o p ro p a n o é o 2 -
cloropropano pois carbonos secundários 
são mais susceptíveis a substituição 
radicalar do que carbonos primários. 
 
157
Reações orgânicas
b) Nitração: Envolve a substituição de um 
átomo de hidrogênio de uma substância 
orgânica por um grupo nitro (-NO2) 
advindo do ácido nítrico (HNO3 ou HO-
NO2) 
 
c) Sulfonação: Envolve a substituição de 
um átomo de h idrogênio de uma 
substância orgânica por um grupo 
sulfônico (-SO3H) advindo do ácido 
sulfúrico (H2SO4 ou HO-SO3H) 
 
4.3 SUBSTITUIÇÃO ELETROFÍLICA 
AROMÁTICA (SEA) 
 Diferentemente das SN, em que o 
composto orgânico age como ácido de 
Lewis, nas SEA a substância orgânica é a 
base de Lewis e, portanto, esta age como 
doadora de par de elétrons, num primeiro 
momento, para uma estrutura química 
deficiente em elétrons chamada Eletrófilo 
(E+). O mecanismo genérico para as SEA é 
apresentado no esquema abaixo. 
 Pode-se observar que inicialmente uma 
ligação ! do anel aromático age como 
base de Lewis, se ligando a um eletrófilo, 
formando um intermediário instável devido 
à quebra momentânea de aromaticidade. 
Essa aromaticidade é regenerada com a 
saída de H+ e formação da ligação ! 
novamente. 
 Dessa fora, o que observamos é uma 
reação de substituição, em que um 
eletrófilo E+ substitui um íon H+ que sai do 
anel aromático. 
 
As principais reações de SEA são: 
 
 
 
ATENÇÃO! 
Efeito do substituinte 
Grupos ativadores: aumentam a densidade 
eletrônica no anel, aceleram a reação de 
SEA e orientam a substituição nas posições 
orto-para. 
Grupos desativadores: diminuem a 
dens idade e letrônica , d iminuem a 
velocidade da reação de SEA e orientam a 
substituição na posição meta, exceto os 
halogênios que são desativadores e 
orientadores orto-para. 
 
158
Reações orgânicas
Exemplos: 
 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 
Questão 01 - (FM Petrópolis RJ) O 
estireno é um hidrocarboneto obtido a 
partir da desti lação fracionada do 
petróleo, tem odor característico e seu 
ponto de ebulição é baixo, a ele conferindo 
uma volatilidade elevada. É empregado 
industrialmente como isolante térmico e 
nas reações de polimerização para a 
fabricação de plásticos e borrachas. 
 
O produto da reação de adição do 
ácido clorídrico à parte alifática do 
estireno está representado em 
a)
 
b)
 
c)
 
d)
 
e)
 
Questão 02 - (UEA AM) Um exemplo de 
reação orgânica classificada como adição 
é a que ocorre entre 
a) ácido oleico e soda cáustica, 
produzindo água e oleato de 
sódio. 
b) ácido acético e etanol, produzindo 
acetato de etila e água. 
c) metano e oxigênio, produzindo 
dióxido de carbono e água. 
d) benzeno e cloro, produzindo 
monoclorobenzeno. 
e) etileno e água, produzindo etanol. 
Questão 03 - (FPS PE) Álcoois, haletos de 
alquila e dihaletos de alquila podem ser 
preparados a partir de alcenos, através de 
reações de adição à ligação dupla. Com 
base nessa informação, assinale a 
alternativa correta. 
a) A reação de hidratação catalisada 
por ácido do 1-penteno gera como 
produto o 1-pentanol. 
b) A adição de HBr ao 1-metil-
cicloex-1-eno segue a regra de 
Estireno 
Cl
 
 
Cl
Cl
 
 
Cl
 
Cl
Cl
 
 
Cl
 
159
Reações orgânicas
Markovnikov, gerando 1-bromo-1-
metilcicloexano. 
c) A reação 1-hexeno com bromo 
(Br2), em um solvente apolar, 
como o tetracloreto de carbono, 
ge ra como produto o 2 , 2 -
dibromohexano. 
d) A reação de h id rogenação 
catalítica do 1-hexeno não é um 
exemplo de reação de adição à 
ligação dupla. 
Questão 4 - (FGV SP) O sucesso da 
experiência brasileira do Pró-álcool e do 
desenvolvimento da tecnologia de 
motores bicombustíveis é reconhecido 
mundialmente. Países europeus usam a 
experiência brasileira como base para 
projetos de implantação da tecnologia de 
veículos movidos a células a combustível, 
que produzem energia usando hidrogênio. 
Como o H2 não existe livre na natureza, ele 
pode ser obtido a partir do etanol de 
acordo com a reação: 
H3C-CH2-OH (l) + 2 H2O(g) + ½O2 (g) → 5 
H2(g) + 2 CO2(g) 
Dentre as reações que podem ocorrer com 
o etanol, está a reação de eliminação 
intramolecular. Nela o produto orgânico 
formado é 
a) um éter. 
b) um éster. 
c) um alceno. 
d) uma cetona. 
e) um ácido carboxílico. 
Questão 5 - (Unimontes MG) O estireno é 
matéria-prima para a fabricação do 
polímero poliestireno, muito utilizado na 
indústria para produzir vários utensílios 
domésticos. O processo de síntese do 
e s t i r e n o é m o s t r a d o , d e f o r m a 
simplificada, a seguir: 
 
Sabendo-se que o nome sistemático do 
estireno é etenilbenzeno (vinilbenzeno), a 
reação usada para se chegar ao estireno, a 
partir do etilbenzeno, é a 
a) acilação de Friedel-Crafts. 
b) desidrogenação catalítica. 
c) substituição aromática. 
d) hidrogenação catalítica. 
Questão 06 - (UNITAU SP) O aroma do 
fruto morango pode estar relacionado à 
presença de butanoato de meti la , 
butanoato de etila e hexanoato de metila, 
e mais dezenas de outros compostos 
voláteis. Os três compostos citados 
poderiam ser formados, respectivamente, 
a partir de uma reação entre 
a) metanona e butanol, etanona e 
butanol, hexanona e metanol. 
b) butanal e metanol, butanal e 
etanol, hexanal e metanol. 
c) butanona e metanol, butanona e 
etanol, hexanona e metanol. 
d) metanal e ácido butanoico, etanal 
e ácido butanoico, hexanal e ácido 
metanoico. 
e) ácido butanoico e metanol, ácido 
b u t a n o i co e e t a n o l , á c i d o 
hexanoico e metanol. 
Questão 07 - (UNIFOR CE) Os ésteres são 
compostos orgânicos que apresentam o 
g r u p o f u n c i o n a l R ’ C O O R ” , s ã o 
empregados como aditivos de alimentos e 
conferem sabor e aroma artificiais aos 
produtos industrializados, imitam o sabor 
de frutas em sucos, chicletes e balas. Os 
compostos orgânicos que podem reagir 
para produzir o seguinte éster, por meio de 
uma reação de ester i f icação são, 
respectivamente, 
 
a) ácido benzóico e etanol. 
b) ácido butanóico e etanol. 
c) ácido etanóico e butanol. 
d) ácido metanóico e butanol. 
e) ácido etanóico e etanol. 
CH2CH3
estireno
H3C O CH3
O
éster que apresenta aroma de abacaxi
 
160
Reações orgânicas
Questão 08 - (UECE) O produto orgânico 
o b t i d o p r e f e r e n c i a l m e n t e n a 
monocloração do 2,4-dimetilpentano é o 
a) 1-cloro-2,4-dimetilpentano. 
b) 5-cloro-2,4-dimetilpentano. 
c) 3-cloro-2,4-dimetilpentano. 
d) 2-cloro-2,4-dimetilpentano. 
Questão 09 - (FGV SP) O hidrogênio para 
células a combustível de uso automotivo 
poderá ser obtido futuramente a partir da 
reação de reforma do etanol. Atualmente, 
nessa reação, são gerados subprodutos 
indesejados: etanal (I) e etanoato de etila 
(II). Porém, pesquisadores da UNESP de 
Araraquara verificaram que, com o uso de 
um catalisador adequado, a produção de 
h id rogên io do e tano l poderá se r 
viabilizada sem subprodutos. 
(Revista Pesquisa Fapesp, 234, agosto de 2015. 
Adaptado) 
A reação da transformação de etanol no 
subproduto I e a substância que reage 
co m o e t a n o l p a ra fo r m a ç ã o d o 
s u b p r o d u t o I I s ã o , c o r r e t a e 
respectivamente, 
a) substituição e etanal. 
b) redução e etanal. 
c) redução e ácido acético. 
d) oxidação e etanal. 
e) oxidação e ácido acético. 
Questão 10 - (ENEM) O permanganato de 
potássio (KMnO4) é um agente oxidante 
forte muito empregado tanto em nível 
laboratorial quanto industrial. Na oxidação 
de alcenos de cadeia normal, como o 1-
fenil-1-propeno, ilustrado na figura, o 
KMnO4 é utilizado para a produção de 
ácidos carboxílicos. 
 
Os produtos obtidos na oxidação do 
alceno representado, em solução 
aquosa de KMnO4, são: 
a) Á c i d o b e n zo i co e á c i d o 
etanoico. 
b) Á c i d o b e n zo i co e á c i d opropanoico. 
c) Ácido etanoico e ácido 2-
feniletanoico. 
d) Ácido 2-feniletanoico e ácido 
metanoico. 
e) Ácido 2-feniletanoico e ácido 
propanoico. 
GABARITO 
1. C 
2. E 
3. B 
4. C 
5. B 
6. E 
7. B 
8. D 
9. E 
10. A 
EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES 
Questão 01 - (ENEM) 
O ácido acetilsalicílico é um 
analgésico que pode ser obtido 
pela reação de esterificação do 
á c i d o s a l i c í l i c o . Q u a n d o 
armazenado em condições de 
elevadas temperaturas e umidade, 
ocorrem mudanças f ís icas e 
qu ímicas em sua est rutura , 
gerando um odor característico. A 
f igura representa a fórmula 
estrutural do ácido acetilsalicílico. 
 
Esse odor é provocado pela 
liberação de 
1-fenil-1-propeno
 
 
161
Reações orgânicas
a) etanol. 
b) etanal. 
c) ácido etanoico. 
d) etanoato de etila. 
e) benzoato de etila. 
Questão 02 - (ENEM) 
A ozonólise, reação utilizada na 
indúst r ia madei re i ra para a 
produção de papel, é também 
utilizada em escala de laboratório 
na síntese de aldeídos e cetonas. 
As duplas ligações dos alcenos são 
clivadas pela oxidação com o 
ozônio (O3), em presença de água 
e zinco metálico, e a reação produz 
aldeídos e/ou cetona, dependendo 
do grau de substituição da ligação 
d u p l a . L i g a ç õ e s d u p l a s 
dissubstituídas geram cetonas, 
enquanto as l igações duplas 
terminais ou monossubstituídas 
dão origem a aldeídos, como 
mostra o esquema. 
 
C o n s i d e r e a o z o n ó l i s e d o 
composto 1-fenil-2-metilprop-1-
eno: 
 
MARTINO, A. Química, a ciência global. Goiânia: 
Editora W, 2014 (adaptado). 
Quais são os produtos formados 
nessa reação? 
a) Benzaldeído e propanona. 
b) Propanal e benzaldeído. 
c) 2-fenil-etanal e metanal. 
d) Benzeno e propanona. 
e) Benzaldeído e etanal. 
Questão 03 - (ENEM) 
O trinitrotolueno (TNT) é um 
poderoso explosivo obtido a partir 
da reação de nitração do tolueno, 
como esquematizado. 
 
A síntese do TNT é um exemplo de 
reação de 
a) neutralização. 
b) desidratação. 
c) substituição. 
d) eliminação. 
e) oxidação. 
Questão 04 - (ENEM) 
A maioria dos alimentos contém 
substânc ias o rgân icas , que 
possuem grupos funcionais e/ou 
ligações duplas, que podem ser 
alteradas pelo contato com o ar 
a t m o s f é r i co , re s u l t a n d o n a 
mudança do sabor, aroma e 
aspecto do alimento, podendo 
também produzir substâncias 
tóxicas ao organismo. Essas 
alterações são conhecidas como 
rancificação do alimento. 
Essas modificações são resultantes 
de ocorrência de reações de 
a) oxidação. 
b) hidratação. 
c) neutralização. 
d) hidrogenação. 
e) tautomerização. 
162
Reações orgânicas
Questão 05 - (ENEM) 
Nucleófilos (Nu–) são bases de 
Lewis que reagem com haletos de 
alquila, por meio de uma reação 
chamada substituição nucleofílica 
(SN), como mostrado no esquema: 
R–X + Nu– R–Nu + X– 
(R = grupo alquila e X = halogênio) 
A reação de SN entre metóxido de 
sódio (Nu– = CH3O–) e brometo de 
metila fornece um composto 
orgânico pertencente à função 
a) éter. 
b) éster. 
c) álcool. 
d) haleto. 
e) hidrocarboneto. 
Questão 06 - (ENEM) 
Um bafômetro simples consiste 
em um tubo contendo uma mistura 
sólida de dicromato de potássio 
em sílica umedecida com ácido 
sulfúrico. Nesse teste, a detecção 
da embriaguez por consumo de 
álcool se dá visualmente, pois a 
reação que ocorre é a oxidação do 
álcool a aldeído do dicromato 
(alaranjado) a cromo(III) (verde) 
ou cromo(II) (azul). 
 
A equação balanceada da reação 
química que representa esse teste 
é: 
a) Cr2O72– (aq) + 2 H+ (aq) + 3 
CH3–CH2–OH (g) 2 Cr2+ (aq) 
+ 4 H2O (l) + 3 CH3–COOH (g) 
b) Cr2O72– (aq) + 8 H+ (aq) + 3 
CH3–CH2–OH (g) 2 Cr3+ (aq) 
+ 7 H2O (l) + 3 CH3–CHO (g) 
c) CrO42– (aq) + 2 H+ (aq) + 3 
CH3–CH2–OH (g) Cr3+ (aq) + 
4 H2O (l) + 3 CH3–CHO (g) 
d) Cr2O72– (aq) + 8 H+ (aq) + 3 
CH3–CHO (g) 2 Cr3+ (aq) + 4 
H2O (l) + 3 CH3–COOH (g) 
e) CrO42– (aq) + 2 H+ (aq) + 3 
CH3–CHO (g) Cr2+ (aq) + 
H2O (l) + 3 CH3–COOH (g) 
Questão 07 - (ENEM) 
O permanganato de potássio 
(KMnO4) é um agente oxidante 
forte muito empregado tanto em 
nível laboratorial quanto industrial. 
Na oxidação de alcenos de cadeia 
normal, como o 1-fenil-1-propeno, 
ilustrado na figura, o KMnO4 é 
utilizado para a produção de 
ácidos carboxílicos. 
 
Os produtos obtidos na oxidação 
do alceno representado, em 
solução aquosa de KMnO4, são: 
a) Á c i d o b e n zo i co e á c i d o 
etanoico. 
b) Á c i d o b e n zo i co e á c i d o 
propanoico. 
c) Ácido etanoico e ácido 2-
feniletanoico. 
163
Reações orgânicas
d) Ácido 2-feniletanoico e ácido 
metanoico. 
e) Ácido 2-feniletanoico e ácido 
propanoico. 
Questão 08 - (ENEM) 
Hidrocarbonetos podem ser 
obt idos em laboratór io por 
descarboxilação oxidativa anódica, 
p r o c e s s o c o n h e c i d o c o m o 
eletrossíntese de Kolbe. Essa 
reação é utilizada na síntese de 
hidrocarbonetos diversos, a partir 
de óleos vegetais, os quais podem 
ser empregados como fontes 
a l ternat ivas de energia , em 
substituição aos hidrocarbonetos 
f ó ss e i s . O e s q u e m a i l u s t ra 
simplificadamente esse processo. 
 
AZEVEDO, D. C.; GOULART, M. O. F. 
Estereosseletividade em reações 
eletródicas.

Química Nova, n. 2, 1997 (adaptado). 
Com base nesse processo, o 
hidrocarboneto produzido na 
eletrólise do ácido 3,3-dimetil-
butanoico é o 
a) 2,2,7,7-tetrametil-octano. 
b) 3,3,4,4-tetrametil-hexano. 
c) 2,2,5,5-tetrametil-hexano. 
d) 3,3,6,6-tetrametil-octano. 
e) 2,2,4,4-tetrametil-hexano. 
Questão 09 - (ENEM) 
O benzeno é um hidrocarboneto 
aromático presente no petróleo, no 
carvão e em condensados de gás 
natural. Seus metabólitos são 
altamente tóxicos e se depositam 
na medula óssea e nos tecidos 
gordurosos. O limite de exposição 
pode causar anemia, câncer 
( l e u ce m i a ) e d i s t ú r b i o s d o 
comportamento. Em termos de 
reatividade química, quando um 
eletrófilo se liga ao benzeno, 
o c o r r e a f o r m a ç ã o d e u m 
intermediário, o carbocátion. Por 
f i m , o c o r r e a a d i ç ã o o u 
substituição eletrofílica. 
Disponível em: www.sindipetro.org.br. 

Acesso em: 1 mar. 2012 (adaptado). 
 
Disponível em: www.qmc.ufsc.br. 

Acesso em: 1 mar. 2012 (adaptado). 
Com base no texto e no gráfico do 
progresso da reação apresentada, 
as estruturas químicas encontradas 
em I, II e III são, respectivamente: 
a)
 
b)
 
c)
 
164
Reações orgânicas
d)
 
e)
 
Questão 10 - (ENEM) 
A própolis é um produto natural 
conhecido por suas propriedades 
anti-inflamatórias e cicatrizantes. 
Esse material contém mais de 200 
compostos identificados até o 
momento. Dentre eles, alguns são 
de estrutura simples, como é o 
caso do C6H5CO2CH2CH3, cuja 
estrutura está mostrada a seguir. 
 
O ácido carboxílico e o álcool 
capazes de produzir o éster em 
apreço por meio da reação de 
esterificação são, respectivamente, 
a) ácido benzoico e etanol. 
b) ácido propanoico e hexanol. 
c) ácido fenilacético e metanol. 
d) ácido propiônico e cicloexanol. 
e) ácido acético e álcool benzílico. 
Questão 11 - (Mackenzie SP) 
Em condições apropriadas, são 
realizadas três reações orgânicas, 
representadas abaixo. 
 
Assim, os reagentes X, Y e Z, são 
respectivamente, 
a) bromometano, propan-2-ol e 
metilbut-2-eno. 
b) brometo de et i la , á lcoo l 
isopropílico e but-2-eno. 
c) bromometano, isobutanol e 2-
metilbut-2-eno. 
d) brometo de metila, isopropanol 
e ácido but-2-enoico. 
e) brometo de metila, propanol e 
2-metilbut-2-eno. 
Questão 12 - (UERJ) 
A reação química de adição entre 
haletos orgânicos e magnésio 
produz compostos de Grignard. 
Um exemplo desses compostos é o 
brometo de etilmagnésio. 
Em um experimento, a pentan-2-
ona reagiu com o brometo de 
etilmagnésio. Posteriormente, o 
p r o d u t o d e s s a r e a ç ã o f o i 
submetido à hidrólise. 
Apresente a fórmula estrutural do 
reagente oxigenado, empregando 
a notação em linha de ligação. 
Considerando os dois produtosformados ao final da hidrólise, 
nomeie o produto orgânico e 
indique a fórmula química do 
produto inorgânico. 
Questão 13 - (UFGD MS) 
Os ésteres é uma classe muito 
i m p o r t a n te p a ra a q u í m i c a 
orgânica, pois desempenha um 
165
Reações orgânicas
papel importante na indústria 
farmacêutica, de perfumes, de 
polímeros, de cosméticos. São 
geralmente obtidos pelo método 
de esterificação de Fischer, e 
possui esse nome em homenagem 
a Emil Fisher, que realizou em 1895 
essa reação pela primeira vez 
utilizando catálise ácida. Ésteres 
também estão presentes em 
gorduras animais e em polímeros 
como o poliéster, e acetato de 
celulose, presente em fi lmes 
fotográficos. Muitos ésteres são 
utilizados como flavorizantes como 
o acetato de benzila (Estrutura 1), 
que é um dos componentes de 
medicamentos com sabores 
artificiais de cereja e morango. 
 
Para a síntese do acetato de 
benzila, via esterif icação de 
Fischer, são necessários: 
a) ácido acético, álcool benzílico 
e hidróxido de sódio. 
b) ácido benzoico, álcool etílico e 
ácido sulfúrico. 
c) ácido acético, álcool benzílico 
e água. 
d) ácido benzoico, álcool etílico e 
água. 
e) ácido acético, álcool benzílico 
e ácido sulfúrico. 
Questão 14 - (UERJ) 
Ao abrir uma embalagem de 
chocolate, pode-se perceber seu 
aroma. Esse fato é explicado pela 
presença de mais de duzentos 
tipos de compostos voláteis em 
sua composição. As fórmulas A, B 
e C, apresentadas a seguir, são 
exemplos desses compostos. 
 
Escreva o nome do composto A e 
a fórmula estrutural do isômero 
plano funcional do composto B. 
Utilizando fórmulas estruturais, 
escreva, também, a equação 
química completa da reação do 
etanol com o composto C. Em 
seguida, nomeie o composto 
orgânico formado nessa reação. 
Questão 15 - (PUC Camp SP) 
A margarina é produzida a partir 
de óleo vegetal, por meio da 
hidrogenação. Esse processo é 
uma reação de I na qual uma 
cadeia carbônica II se transforma 
em outra III saturada. 
As lacunas I, II e III são correta e 
respectivamente substituídas por 
a) adição − insaturada − menos 
b) adição − saturada − mais 
c) adição − insaturada − mais 
d) substituição − insaturada − 
menos 
e) substituição − saturada − mais 
Questão 16 - (Mackenzie SP) 
Os detergentes são substâncias 
orgânicas sintéticas que possuem 
como principal característica a 
capacidade de promover limpeza 
p o r m e i o d e s u a a ç ã o 
emulsificante, isto é, a capacidade 
de promover a dissolução de uma 
s u b s t â n c i a . A b a i x o , e s t ã o 
representadas uma sér ie de 
equações de reações químicas, 
envolvidas nas diversas etapas de 
síntese de um detergente, a partir 
do benzeno, rea l i zadas em 
condições ideais de reação. 
166
Reações orgânicas
1)
 
2)
 
3)
 
A respeito das equações acima, 
são feitas as seguintes afirmações: 
I. A equação 1 representa uma 
alquilação de Friedel-Crafts. 
II. A equação 2 é uma reação de 
substituição, que produz um 
ácido meta substituído. 
III. A equação 3 trata-se de uma 
reação de neutralização com a 
formação de uma substância 
orgânica de característica 
anfipática. 
Sendo assim, 
a) apenas a afirmação I está 
correta. 
b) apenas a afirmação II está 
correta. 
c) apenas a afirmação III está 
correta. 
d) apenas as afirmações I e III 
estão corretas. 
e) todas as afirmações estão 
corretas. 
Questão 17 - (FUVEST SP) 
Pequenas mudanças na estrutura 
molecular das substâncias podem 
produzir grandes mudanças em 
seu odor. São apresentadas as 
fórmulas estruturais de dois 
c o m p o s t o s u t i l i z a d o s p a ra 
p r e p a r a r a r o m a t i z a n t e s 
empregados na indústr ia de 
alimentos. 
 
Esses compostos podem sofrer as 
seguintes transformações: 
I. O álcool isoamílico pode ser 
transformado em um éster que 
apresenta odor de banana. 
Esse éster pode ser hidrolisado 
com uma solução aquosa de 
ácido sulfúrico, liberando odor 
de vinagre. 
II. O ácido butírico tem odor de 
manteiga rançosa. Porém, ao 
r e a g i r c o m e t a n o l , 
transformase em um composto 
que apresenta odor de abacaxi. 
a) Escreva a fórmula estrutural do 
composto que tem odor de 
banana e a do composto com 
odor de abacaxi. 
b) Escreva a equação química que 
representa a transformação em 
que houve liberação de odor 
de vinagre. 
Questão 18 - (PUC SP) 
A reação entre ácido etanóico e 
propan-2-ol, na presença de ácido 
sulfúrico, produz 
a) propanoato de etila. 
b) ácido etanóico de propila. 
c) ácido pentanóico. 
d) etanoato de isopropila. 
Questão 19 - (UCB DF) 
As reações de oxidação formam 
uma importante classe dentro dos 
variados fenômenos químicos que 
podem ocorrer nos materiais. A 
equação apresentada corresponde 
à oxidação de um álcool primário, 
sob a ação de permanganato de 
potássio em meio ácido. 
167
Reações orgânicas
 
Considerando essa informação e as 
reações com álcoois, assinale a 
alternativa correta. 
a) O álcool em questão é o 
pentan-2-ol. 
b) As substâncias A e B podem 
ser, respectivamente, o butanal 
e o ácido butanoico. 
c) As substâncias A e B podem 
ser, respectivamente, o ácido 
pentanoico e o dióxido de 
carbono. 
d) No álcool, a ligação C-C-O tem 
ângulo igual a 120º, uma vez 
que um dos carbonos tem 
hibridação sp2. 
e) No dióxido de carbono, o 
carbono é bivalente e tem 
hibridação sp. 
Questão 20 - (FCM PB) 
As reações de subst i tu ição 
aromática eletrofílica, assim como 
as de substituição nucleofólica 
envolvendo haletos de alquila, são 
muito importantes, pois permitem 
a adição de diversos grupos 
funcionais ao anel benzênico 
permitindo a formação de várias 
substâncias orgânicas que podem 
ser importantes na área da 
medicina. Partindo de um benzeno 
é p o s s í v e l s i n t e t i z a r o s 
medicamentos mais utilizados pela 
população, como o paracetamol ou 
o á c i d o a c e t i l s a l i c í l i c o . 
Suponhamos que se dese ja 
sintetizar um derivado benzênico 
com três substituintes e a reação 
apresentou três etapas que 
ocorreram na seguinte ordem: 
 Primeira etapa: Nitração 
 Segunda etapa: Halogenação 
com bromo 
 Terceira etapa: Alquilação com 
grupo metila 
Qual substância seria formada 
como produto principal? 
a) 5-bromo-3-metil-nitrobenzeno 
b) 3-bromo-4-metil-nitrobenzeno 
c) 3-bromo-5-metil-nitrobenzeno 
d) 5-bromo-4-metil-nitrobenzeno 
e) 3-bromo-6-metil-nitrobenzeno 
GABARITO: 
1) Gab: C 
2) Gab: A 
3) Gab: C 
4) Gab: A 
5) Gab: A 
6) Gab: B 
7) Gab: A 
8) Gab: C 
9) Gab: A 
10) Gab: A 
11) Gab: A 
168
Reações orgânicas
12) Gab: 
Reagente oxigenado: 
 
Produto orgânico: 3-metil-hexan-3-
ol. 
Produto inorgânico: MgOHBr. 
13) Gab: E 
14) Gab: 
Composto A: 2-fenil etanol. 
 
Composto orgânico: etanoato de 
etila. 
15) Gab: C 
16) Gab: D 
17) Gab: 
a) O éster com odor de banana é 
formado pela reação de um 
ácido carboxílico com o álcool 
isoamílico. Na hidrólise desse 
éster, percebe-se a formação 
de ácido acético (vinagre), 
indicando o ácido em questão. 
Assim, a fórmula estrutural do 
éster é: 
 
O éster com odor de abacaxi é 
formado pela reação do ácido 
butírico com etanol. Portanto, 
a fórmula estrutural do éster é: 
 
b) A reação de hidrólise é: 
 
 
18) Gab: D 
19) Gab: B 
20) Gab: C
169
170
 
 
S
 
171
 
172
 
 
173
 
174
 
175
 
176
 
177
 
2(CO ).
( )π
178
 
benzeno-1,4-dioico.
179
180
Biomoléculas
Lipídios 
Definem um conjunto de substâncias 
químicas que, ao contrário das outras 
classes de compostos orgânicos, não são 
caracterizadas por algum grupo funcional 
comum, e sim pela sua alta solubilidade 
e m s o l ve n t e s o r g â n i c o s e b a i x a 
solubilidade em água. Juntamente com as 
proteínas, ácidos nucleicos e carboidratos, 
os lipídios são componentes essenciais das 
estruturas biológicas. Os lipídios se 
encontram distribuídos em todos os 
tecidos, principalmente nas membranas 
celulares e nas células de gordura. 
Existemdiversos tipos de moléculas 
diferentes que pertencem à classe dos 
lipídios. Embora não apresentem nenhuma 
característica estrutural comum todas elas 
possuem muito mais ligações carbono-
hidrogênio do que as outras biomoléculas, 
e a grande maioria possui poucos 
heteroátomos. Isto faz com que estas 
moléculas sejam pobres em dipolos 
localizados. 
Os lipídios são altamente energéticos 
(fornecem 9,0 kcal/g) e pouco solúveis, 
por isso constituem a maior forma de 
armazenamento de energia do organismo. 
O tecido adiposo ajuda a manter os órgãos 
e nervos no lugar, protegendo-os contra 
choques e lesões traumáticas. A camada 
subcutânea de gordura isola o organismo, 
preservando o calor do corpo e mantendo 
a temperatura constante. Os lipídios ainda 
auxiliam no transporte e na absorção de 
vitaminas lipossolúveis (A, D e E), 
amenizam as secreções gástricas e 
produzem sensação de saciedade. 
Algumas classificações de lipídios: 
1. Ácidos graxos 
Os ácidos graxos são ácidos carboxílicos 
formados por uma cadeia hidrocarbonada 
com variados índices de insaturações. Os 
ácidos graxos comuns, presentes em 
sistemas biológicos, apresentam de 16 a 24 
átomos de carbono. 
 
Este grupo é geralmente chamado de 
lipídios saponificáveis, porque a reação 
destes com uma solução quente de 
h i d r ó x i d o d e s ó d i o p r o d u z o 
correspondente sal sódico do ácido 
carboxílico, isto é, o sabão. 
 
181
Biomoléculas
 
2. Cerídeos 
Os cerídeos são ésteres formados a partir 
de um ácido graxo e de um álcool 
(monoálcool) graxo. 
São conhecidos como ceras e podem ser 
de origem animal ou vegetal. São usados 
na fabricação de cosméticos, velas, 
sabões, graxas de sapato e ceras de 
assoalho, entre outras aplicações. 
 
3. Triacilgliceróis (triacilglicerídeos ou 
glicerídeos) 
Os glicerídeos são triésteres formados a 
partir de três moléculas de ácidos graxos 
(iguais ou diferentes) e uma molécula do 
triálcool glicerol (propanotriol). A hidrólise 
ácida dos triacilglicerídeos leva aos 
correspondentes ácidos carboxílicos. 
 
Os triacilgliceróis líquidos na temperatura 
ambiente são chamados, em geral, óleos; 
os que são sól idos são chamados 
gorduras. 
São os óleos de vegetais ou as gorduras 
de origem animal. Entre eles estão 
substâncias comuns como o óleo de 
amendoim, o óleo de soja, o óleo de milho, 
o óleo de semente de girassol, a manteiga, 
o toucinho e o sebo. 
 
Obs: Gordura trans 
 
Carboidratos 
São os principais substratos energéticos 
da célula, através da degradação da 
glicose por via anaeróbia e aeróbia. 
Popularmente são chamados de açúcares 
em virtude do seu mais conhecido 
representante, a sacarose, formada por um 
molécula de glicose e outra de frutose 
com sabor doce característico. O amido 
(um polímero linear ou ramificado de 
glicose), entretanto, é a forma de 
carboidrato mais comum na alimentação, 
representando cerca de 90% dos 
182
Biomoléculas
carboidratos da dieta. Em mamíferos, a 
lactose (formada por glicose e galactose) 
é importante fonte energética presente no 
leite, apesar da maioria dos mamíferos 
utilizarem o leite como única fonte de 
alimento somente em seus primeiros 
períodos de vida (em ratos alguns dias, em 
humanos cerca de um ano). 
De qualquer forma, os carboidratos são as 
principais biomoléculas energéticas, uma 
vez o metabolismo glicolítico anaeróbio é 
via comum de todos os seres vivos (à 
exceção dos vírus por não terem estrutura 
celular). 
Monossacarídeos 
São os carboidratos mais simples. 
Possuem de 3 a 8 carbonos, sendo 
denominado, respectivamente, trioses, 
tetroses, pentoses, hexoses, heptoses e 
octoses. 
Têm uma única unidade cetônica ou 
aldeídica, possuindo pelo menos um 
átomo de carbono assimétrico (C*) 
e x i s t i n d o , p o r t a n t o , f o r m a s 
estereoisoméricas, com exceção da 
dihidróxicetona, que não possui C*. 
 
As pentoses e as hexoses, em solução 
aquosa, existem em equilíbrio com suas 
formas cíclicas, que são mais estáveis. A 
forma mais estável é obtida por uma 
reação intramolecular que ocorre entre a 
carbonila do grupamento funcional de 
aldeídos ou cetonas com uma das muitas 
hidroxilas da molécula, formando um 
composto cíclico denominado hemiacetal 
ou hemicetal, respectivamente. 
 
 
Dissacarídeos 
São formados por dois monossacarídeos 
unidos por ligação covalente (ligação 
glicosídica). A ligação glicosídica ocorre 
ent re as h id rox i l a s do C 1 de um 
monossacarído com qualquer um outro 
carbono do outro monossacarídeo. 
Sacarose = glicose + frutose α (1→2), a 
forma mais comum de açúcar, obtida da 
cana-de-açúcar, beterraba etc. 
183
Biomoléculas
 
Obs: A hidrólise da sacarose produz 
açúcar invertido. 
 
A solução aquosa do açúcar invertido 
mantém-se no estado l íquido sob 
condições ambientes, pois possui menor 
temperatura de congelamento do que a do 
açúcar comum. 
Polissacarídeos 
Os polissacarídeos são polímeros de 
monossacarídeos (hexoses) unidos por 
ligação glicosídicas na forma α ou β. 
Alguns funcionam como reserva de 
carboidratos, outros atuam na morfologia 
celular. 
Os polissacarídeos de reserva mais 
importantes são o amido e o glicogênio, 
ambos de alto peso molecular e polímeros 
da glicose em ligações α(1→4) nas cadeias 
principais e ligações α(1→6) nos pontos de 
ramificação, sendo o glicogênio mais 
c o m p a c t o p o r a p r e s e n t a r m a i s 
ramificações em sua molécula. 
 
Apenas a forma de amilose do amido não 
é ramificada, pois possui somente ligações 
do tipo α(1→4); a forma amilopectina do 
amido é semelhante à molécula de 
glicogênio (ramificada). 
 
 
 
A molécula de amilose não se dispõe em 
linha reta, como, por simplificação, 
aparece na figura acima, mas forma uma 
espiral devido às ligações de hidrogênio 
entre grupos da cadeia. Devido a essa 
estrutura é que se deve o mais simples 
teste de identificação do amido, pois o 
iodo se liga a distâncias fixas em cada 
volta da hélice, produzindo uma intensa 
coloração azul. 
184
Biomoléculas
 
Outros polissacarídeos possuem papel 
estrutural nas paredes celulares. A 
celulose é formada por moléculas de 
glicose unidas por ligações β(1 → 4) e é o 
principal constituinte estrutural da parede 
celular dos vegetais, responsável por 
extrema resistência. 
 
Graças à natureza da ligação β(1→4) entre 
as unidades de glicose, há a formação de 
pontes de hidrogênio dentro da molécula, 
o que torna a molécula de celulose 
bastante rígida e plana, permitindo o 
empilhamento de várias cadeias formando 
uma estrutura polimérica extremamente 
resistente. 
 
É impregnada por outras substâncias 
poliméricas, não sendo digerida pelos 
animais, que não apresentam enzimas para 
quebrar este tipo de ligação, a exceção de 
animais herbívoros e cupins, que possuem 
bactérias e protozoários que digerem a 
celulose no aparelho digestivo desses. 
A celulose, como fibras vegetais, é 
importante na composição dos alimentos 
por manterem o trânsito intestinal e 
melhorar o metabolismo de proteínas, 
carboidratos e lipídios. 
Proteínas 
As proteínas são macromoléculas de alto 
peso molecular, polímeros de compostos 
orgânicos simples, os α-aminoácidos. 
 
Aminoácidos 
São conhecidos 20 aminoácidos (Alanina, 
Arginina, Aspartato, Asparagina, Cisteína, 
Fenilalanina, Glicina, Glutamato, Glutamina, 
Histidina, Isoleucina, Leucina, Lisina, 
Metinonina, Prolina, Serina, Tirosina, 
Treonina, Triptofano e Valina) encontrados 
nas moléculas de proteínas, com sua 
síntese controlada por mecanismos 
genéticos, envolvendo a replicação do 
DNA e transcrição do RNA. 
A metade dos aminoácidos é sintetizada 
p e l o o r g a n i s m o e v a i s u p r i r a s 
necessidades celulares; aqueles que não 
são sintetizados precisam estar presentes 
na dieta e são chamados de aminoácidos 
essenciais e os aminoácidos não-essenciais 
aque les que são s i n te t i zados no 
organismo. 
O grupamento funcional (amino e ácido) é 
constante em todos os aminoácidos, 
var iandoa composição da cadeia 
carbonada, denominada de grupamento R. 
O estudo da composição e polaridade do 
grupamento R permite agrupar os 
aminoácidos em quatro classes distintas: 
a) Aminoácidos com grupamento R 
apolar ou hidrofóbico: são os menos 
s o l ú v e i s , d e v i d o à a u s ê n c i a d e 
185
Biomoléculas
grupamentos hidrofílicos no grupamento 
R. São eles: 
 
 
b) Aminoácidos com grupamento R polar 
não-carregado: possuem grupamentos 
hidrofílicos na cadeia carbonada que não 
se ionizam, porém conferem maior 
solubilidade ao aminoácido. São eles: 
 
c) Aminoácidos com grupamento R polar 
carregado positivamente (básicos): lisina, 
arginina e histidina; todos possuem 
grupamento R de 6 carbonos e a carga 
positiva localiza-se em um átomo de 
nitrogênio do R. 
 
d) Aminoácidos com grupamento R polar 
carregado negativamente (ácidos): ácido 
aspártico e ácido glutâmico. São citados 
como aspartato e glutamato em virtude de 
se ionizarem em pH fisiológico adquirindo 
carga negativa no grupamento carboxila (-
COO-). 
 
Propriedades ácido-básicas dos 
aminoácidos 
Os grupamentos amino e ácido encontram 
- se na forma ionizada quando em solução. 
Dependendo do pH, o grupamento amino 
com carga positiva (forma catiônica) ou o 
grupamento ácido com carga negativa 
(forma aniônica), podem predominar. 
P o r é m , e m d e t e r m i n a d o p H ( p H 
isoelétrico), haverá somente uma forma 
dipolar (ou seja, positiva e negativa ao 
mesmo tempo), onde será observada uma 
neutralidade elétrica na molécula. 
Estes íons dipolares , são também 
chamados de zwitterions (expressão alemã 
que ao pé da letra significaria algo como 
"íons hermafroditas"), predominam no pH 
isoelétrico (pHi). A forma catiônica 
predominará em pH abaixo do pHi, 
e n q u a n t o q u e a f o r m a a n i ô n i c a 
predominará em pH acima do pHi, uma 
vez que abaixo ou acima do pHi haverá 
deficiência ou excesso de H+ na solução, 
respectivamente, o que varia a carga 
elétrica pois o grupamento COO- receberá 
H+ e o NH3+ doará ser H+. 
186
Biomoléculas
 
Ligações peptídicas 
Nas moléculas protéicas os aminoácidos 
se ligam covalentemente, formando longas 
cadeias não ramificadas, através de 
ligações peptídicas envolvendo o radical 
amino (-NH2) de um aminoácido e o 
radical ácido (-COOH) de um outro, 
havendo a liberação de uma molécula de 
água durante a reação. 
 
A união entre dois aminoácidos forma um 
dipeptídeo, assim como três unem-se 
formando um tr ipept ídeo e ass im 
sucessivamente, sendo que a união de 
vários aminoácidos irá dar origem a uma 
cadeia polipeptídica. 
Ácidos Nucléicos 
Nos seres vivos, há 2 tipos de ácidos 
nucleicos: o ácido desoxirribonucléico 
(DNA ou ADN) e o ácido ribonucléico 
(RNA ou ARN) com funções distintas. O 
DNA é encontrado nos cromossomos, 
dirige a síntese das enzimas e, desta 
forma, controla as atividades metabólicas 
da célula. O RNA transfere as informações 
do DNA para os ribossomos, onde as 
enzimas e outras proteínas são produzidas. 
Os ácidos nucléicos são formados pela 
união de nucleotídeos. Cada nucleotídeo 
tem três subunidades: um grupo fosfato, 
uma pentose e uma base nitrogenada. 
 
O grupo fosfato se origina do ácido 
fosfórico (H3PO4). Há duas pentoses que 
podem participar da estrutura dos 
nucleot ídeos: a r ibose (RNA) e a 
desoxirribose (DNA). 
 
As bases nitrogenadas possuem estrutura 
em anel, com átomos de nitrogênio na 
molécula. Classificam-se em bases púricas 
(adenina e guanina) e bases pirimídicas 
[citosina, timina(DNA) e uracila(RNA)]. 
 
 
187
Biomoléculas
O Ácido Desoxirribonucléico (DNA) 
Estudando a composição de moléculas de 
DNA de diferentes espécies, Erwin 
Charga! determinou, em todas, uma 
relação constante: 
 
 
Composição de bases do DNA de algumas 
espécies: 
 
Estudos com difração de raio X, nos anos 
50, mostravam que a molécula do DNA 
deveria ter a estrutura de uma grande 
hélice. James D. Watson e Francis Crick 
propuseram um modelo para a molécula 
do DNA, visando a explicar tanto suas 
características químicas quanto seus 
papéis biológicos. Segundo o modelo de 
Watson e Crick, a molécula do DNA tem a 
estrutura de uma dupla hélice, como uma 
escada retorcida, com dois filamentos de 
nucleotídeos. 
 
 
Os corrimãos da escada do modelo de 
Watson e Crick são formados pelas 
unidades açúcar-fosfato dos nucleotídeos. 
Cada degrau é constituído por um par de 
bases nitrogenadas (uma de cada 
filamento), sempre uma base púrica 
pareada com uma base pirimídica. 
Fig BFig A
Fig C
188
Biomoléculas
Observe, no esquema anterior (fig. C), 
que os dois filamentos complementares 
"correm" em sentido contrário. 
A partir das relações descobertas por 
Chargaff, e estudando os possíveis locais 
de estabelecimento de pontes de 
h i d r o g ê n i o e n t r e d u a s b a s e s 
nitrogenadas, Watson e Crick concluíram 
que as duas cadeias paralelas de 
nucleotídeos permanecem unidas por 
pontes de hidrogênio entre as bases, 
sempre da mesma maneira: adenina com 
t i m i n a e c i t o s i n a c o m g u a n i n a . 
Independentemente de qual seja a 
seqüência de bases em um filamento, o 
outro tem seqüênc ia exatamente 
complementar. Por exemplo, se em um 
filamento se encontra a seqüência: 
 
o f i l a m e n t o c o m p l e m e n t a r t e r á , 
obrigatoriamente: 
 
Os dois filamentos da molécula poderiam 
ser assim representados: 
 
Uma propriedade importante do material 
genético é conter toda a informação 
genética. 
A seqüência de bases do DNA é um 
"alfabeto" com quatro letras (A, T, C e G), 
nas mais diversas combinações. Um vírus 
tem filamentos de DNA com 10.000 
nucleotídeos, enquanto o DNA presente 
nos 46 cromossomos humanos possui 
cerca de 3,2 bilhões de nucleotídeos. 
Outra propr iedade importante da 
molécula de DNA é a capacidade de se 
autoduplicar, gerando cópias perfeitas de 
si mesma. A expressão autoduplicação 
não é totalmente correta, pois, sem as 
enzimas e a matéria-prima necessárias, 
ela não ocorre. 
Durante a duplicação do DNA, os dois 
filamentos se separam (por ruptura das 
pontes de hidrogênio), e a enzima DNA-
polimerase utiliza cada filamento como 
"molde" para a montagem de um 
filamento novo. Os novos nucleotídeos 
são unidos entre si, obedecendo à 
seqüência ditada pelo filamento original. 
Em frente a uma adenina, posiciona-se 
uma timina (ou vice-versa) e, em frente a 
uma citosina, coloca-se uma guanina (ou 
vice-versa). 
Dessa forma, quando o processo se 
completa, cada filamento original serviu 
de molde para a montagem de um 
filamento novo. Cada nova molécula de 
DNA tem, portanto, um filamento recém-
formado e um filamento remanescente da 
mo lécu la in ic ia l . A dup l i cação é 
semiconservativa. 
 
Ácido Ribonucléico 
A molécula de RNA é formada por um 
único filamento, que pode estar dobrado 
sobre si mesmo. 
Existem três tipos de RNA. 
I. RNA mensageiro (RNAm): é um único e 
longo filamento de RNA. Forma-se a 
partir de um filamento de DNA, que lhe 
serve de molde. Sua formação chama-se 
transcrição, e esse filamento é catalisado 
pela enzima RNA-polimerase. Por ruptura 
de pontes de hidrogênio, os filamentos de 
DNA se separam. Nucleotídeos de RNA 
emparelham-se aos seus complementares 
do DNA e unem-se para formar o 
filamento de RNA. No final do processo, o 
filamento recém-formado de RNA se 
desprende e os dois filamentos de DNA 
voltam a se ligar. 
 
189
Biomoléculas
As mensagens no RNAm são transmitidas 
em seqüências de três nucleotídeos, os 
códons 
II. RNA de transferência ou transportador 
(RNAt): suas moléculas também são 
formadas a partir de um molde de DNA, 
mas com 80 a 100 nucleotídeos apenas. 
Constitui-se de um único filamento 
dobrado sobre si mesmo, com aspecto de 
"folha de trevo". 
Todas as moléculas de RNAt são 
semelhantes. Existe pouco mais de vinte 
tipos de RNAt, um para cada tipo de 
aminoácido encontrado nas proteínas. A 
f u n ç ã o d o R N A t é t r a n s p o r t a raminoácidos presentes no citoplasma da 
célula e fazer a ligação dos aminoácidos 
com o RNAm na síntese de proteínas. 
 
III. RNA ribossômico (RNAr): forma-se a 
partir do DNA da região organizadora do 
n u c l é o l o , p r e s e n t e e m a l g u n s 
cromossomos. Junto com as proteínas, são 
componentes estruturais dos ribossomos. 
Embora não totalmente clara, a função do 
RNAr parece orientar o RNAm, os RNAt e 
os aminoácidos durante o processo de 
síntese de proteínas. 
EXERCÍCIOS 
Questão 01 - (ENEM/2018) 
Para serem absorvidos pelas células 
do intestino humano, os lipídios 
ingeridos precisam ser primeiramente 
emuls i f icados . Nessa etapa da 
digestão, torna-se necessária a ação 
dos ácidos biliares, visto que os 
lipídios apresentam uma natureza 
apolar e são insolúveis em água. 
Esses ácidos atuam no processo de 
modo a 
a) hidrolisar os lipídios. 
b) agir como detergentes. 
c) tornar os lipídios anfifílicos. 
d) promover a secreção de lipases. 
e) estimular o trânsito intestinal dos 
lipídios. 
Questão 02 - (ENEM/2018) 
Te n s o a t i vo s s ã o co m p o sto s 
o r g â n i c o s q u e p o s s u e m 
comportamento anfifílico, isto é, 
p o s s u e m d u a s r e g i õ e s , u m a 
hidrofóbica e outra hidrofílica. O 
principal tensoativo aniônico sintético 
surgiu na década de 1940 e teve 
grande aceitação no mercado de 
detergentes em razão do melhor 
desempenho comparado ao do sabão. 
No entanto, o uso desse produto 
p r ovo c o u g ra n d e s p r o b l e m a s 
ambientais, dentre eles a resistência à 
degradação biológica, por causa dos 
diversos carbonos terciários na cadeia 
que compõe a porção hidrofóbica 
desse tensoat ivo an iôn ico. As 
ramificações na cadeia dificultam sua 
degradação, levando à persistência no 
meio ambiente por longos períodos. 
Isso levou a sua substituição na 
maioria dos países por tensoativos 
biodegradáveis, ou seja, com cadeias 
alquílicas lineares. 
PENTEADO, J. C. P.; EL SEOUD, O. A.; CARVALHO, L. 
R. F. […]: 

uma abordagem ambiental e analítica. Química 
Nova, n. 5, 2006 (adaptado). 
Q u a l a f ó r m u l a e s t r u t u ra l d o 
tensoativo persistente no ambiente 
mencionado no texto? 
190
Biomoléculas
a)
 
b)
 
c)
 
d)
 
e)
 
Questão 03 - (ENEM/2018) 
Em derramamentos de óleo no mar, 
os produtos conhec idos como 
“dispersantes” são usados para reduzir 
a tensão superficial do petróleo 
derramado, permitido que o vento e 
as ondas “quebrem” a mancha em 
gotículas microscópicas. Estas são 
dispensadas pela água do mar antes 
que a mancha de petróleo atinja a 
costa. Na tentativa de fazer uma 
reprodução do efeito desse produto 
em casa, um estudante prepara um 
recipiente contendo água e gotas de 
óleo de soja. Há disponível apenas 
azeite, vinagre, detergente, água 
sanitária e sal de cozinha. 
Qual dos mater ia is disponíveis 
provoca uma ação semelhante à 
situação descrita? 
a) Azeite. 
b) Vinagre. 
c) Detergente. 
d) Água sanitária. 
e) Sal de cozinha. 
Questão 04 - (ENEM/2016) 
O esquema representa, de maneira 
simplificada, o processo de produção 
de etanol utilizando milho como 
matéria-prima. 
 
A etapa de hidrólise na produção de 
etanol a partir do milho é fundamental 
para que 
a) a glicose seja convertida em 
sacarose. 
b) as enzimas dessa planta sejam 
ativadas. 
c) a m a c e r a ç ã o f a v o r e ç a a 
solubilização em água. 
d) o amido seja transformado em 
s u b st ra to s u t i l i z á ve i s p e l a 
levedura. 
e) o s g r ã o s c o m d i f e r e n t e s 
composições químicas sejam 
padronizados. 
Questão 05 - (ENEM/2016) 
Recentemente um estudo feito em 
campos de trigo mostrou que níveis 
elevados de dióxido de carbono na 
atmosfera prejudicam a absorção de 
n i t r a t o p e l a s p l a n t a s . 
Consequentemente, a qualidade 
nutricional desses alimentos pode 
diminuir à medida que os níveis de 
dióxido de carbono na atmosfera 
atingirem as estimativas para as 
próximas décadas. 
191
Biomoléculas
BLOOM, A. J. et al. Nitrate assimilation is inhibited by 
elevated CO2 in field-grown wheat 

Nature Climate Change, n. 4, abr. 2014 
(adaptado). 
N e s s e c o n t e x t o , a q u a l i d a d e 
nutricional do grão de trigo será 
modif icada pr imariamente pela 
redução de 
a) amido. 
b) frutose. 
c) lipídeos. 
d) celulose. 
e) proteínas. 
Questão 06 - (ENEM/2016) 
Os tensoativos são compostos 
capazes de interagir com substâncias 
polares e apolares. A parte iônica dos 
tensoativos interage com substâncias 
polares, e a parte lipofílica interage 
com as apolares. A estrutura orgânica 
d e u m t e n s o a t i v o p o d e s e r 
representada por: 
 
Ao adicionar um tensoativo sobre a 
água, suas moléculas formam um 
arranjo ordenado. 
E s s e a r r a n j o é r e p r e s e n t a d o 
esquematicamente por: 
a)
 
b)
 
c)
 
d)
 
e)
 
Questão 07 - (ENEM/2014) 
A capacidade de limpeza e a 
eficiência de um sabão dependem de 
sua propriedade de formar micelas 
estáveis, que arrastam com facilidade 
as moléculas impregnadas no material 
a ser limpo. Tais micelas têm em sua 
estrutura partes capazes de interagir 
com substâncias polares, como a 
água, e partes que podem interagir 
com substâncias apolares, como as 
gorduras e os óleos. 
SANTOS, W. L. P.; MÓL, G. S. (Coords.). Química e 
sociedade.

São Paulo: Nova Geração, 2005 (adaptado). 
192
Biomoléculas
A substância capaz de formar as 
estruturas mencionadas é 
a) C18H36. 
b) C17H33COONa. 
c) CH3CH2COONa. 
d) CH3CH2CH2COOH. 
e) CH3CH2CH2CH2OCH2CH2CH2CH3. 
Questão 08 - (ENEM/2013) 
A qualidade de óleos de cozinha, 
compostos pr inc ipa lmente por 
moléculas de ácidos graxos, pode ser 
medida pelo índice de iodo. Quanto 
maior o grau de insaturação da 
molécula, maior o índice de iodo 
determinado e melhor a qualidade do 
óleo. Na figura, são apresentados 
alguns compostos que podem estar 
presentes em diferentes óleos de 
cozinha: 
 
Dentre os compostos apresentados, os 
dois que proporcionam melhor 
qualidade para os óleos de cozinha 
são os ácidos 
a) esteárico e oleico. 
b) linolênico e linoleico. 
c) palmítico e esteárico. 
d) palmítico e linolênico. 
e) linolênico e esteárico. 
Questão 09 - (ENEM/2012) 
Quando colocados em água, os 
fosfolipídeos tendem a for mar 
lipossomos, estruturas formadas por 
uma bicamada lipídica, conforme 
mostrado na figura. Quando rompida, 
essa estrutura tende a se reorganizar 
em um novo lipossomo. 
 
Disponível em: http://course1.winona.edu. 

Acesso em 1 mar. 2012 (adaptado). 
Esse arranjo característico se deve ao 
fato de os fosfolipídios apresentarem 
uma natureza 
a) polar, ou seja, serem inteiramente 
solúveis em água. 
b) apolar, ou seja, não serem solúveis 
em solução aquosa. 
c) anfotér ica , ou se ja , podem 
comportar-se como ácidos e 
bases. 
d) insaturada, ou seja, possuírem 
duplas ligações em sua estrutura. 
e) anfifílica, ou seja, possuírem uma 
parte hidrofílica e o u t r a 
hidrofóbica. 
Questão 10 - (ENEM/2011) 
A bile é produzida pelo fígado, 
armazenada na vesícula biliar e tem 
papel fundamental na digestão de 
lipídeos. Os sais biliares são esteroides 
sintetizados no fígado a partir do 
colesterol, e sua rota de síntese 
envolve várias etapas. Partindo do 
ácido cólico representado na figura, 
ocorre a formação dos ácidos glicólico 
e taurocólico; o prefixo glico- significa 
a presença de um res íduo do 
aminoácido glicina e o prefixo tauro-, 
do aminoácido taurina. 
193
Biomoléculas
 
UCKO, D. A. Química para as Ciências da Saúde: uma 
Introdução à Química Geral, Orgânica e 
Biológica. São Paulo: Manole,1992 (adaptado). 
A combinação entre o ácido cólico e a 
glicina ou taurina origina a função 
amida, formada pela reação entre o 
grupo amina desses aminoácidos e o 
grupo 
a) carboxila do ácido cólico. 
b) aldeído do ácido cólico. 
c) hidroxila do ácido cólico. 
d) cetona do ácido cólico. 
e) éster do ácido cólico. 
Questão 11 - (ENEM/2009) 
Sabões são sais de ácidos carboxílicosde cadeia longa utilizados com a 
f ina l idade de fac i l i tar, durante 
processos de lavagem, a remoção de 
substâncias de baixa solubilidade em 
água, por exemplo, óleos e gorduras. A 
figura a seguir representa a estrutura 
de uma molécula de sabão. 
 
Em solução, os ânions do sabão podem 
hidrolisar a água e, desse modo, formar 
o ácido carboxílico correspondente. 
Por exemplo, para o estearato de 
sódio, é estabelecido o seguinte 
equilíbrio: 
 
Uma vez que o ácido carboxílico 
formado é pouco solúvel em água e 
menos eficiente na remoção de 
gorduras, o pH do meio deve ser 
controlado de maneira a evitar que o 
equilíbrio acima seja deslocado para a 
direita. 
Com base nas informações do texto, é 
correto concluir que os sabões atuam 
de maneira 
a) mais eficiente em pH básico. 
b) mais eficiente em pH ácido. 
c) mais eficiente em pH neutro. 
d) eficiente em qualquer faixa de pH. 
e) mais eficiente em pH ácido ou 
neutro. 
Questão 12 - (UNIFOR CE/2018) 
Observe as estruturas dos ácido 
graxos abaixo denominados A, B e C. 
 
Considerando a estrutura dos três 
ácidos graxos acima (A, B e C), pode-
se afirmar que 
a) o ácido graxo “A” tem o ponto de 
fusão mais alto e, por isso, 
encontra-se no estado líquido a 
temperatura ambiente. 
ácido cólico
H2C
CH
C
H2
C
H
C
H2
C
C
H2
CHOH
C
H
C
H
C
CH
H2C
CH2
CH2
C
H
CH3
HO
OH
CH3
CH
CH3 CH2CH2C OH
O
H
C
 
 
−→
←
− ++ OHCOOH)CH(CHOHCOO)CH(CH 162321623
194
Biomoléculas
b) o ácido graxo “B” apresenta 
estrutura t rans e é o mais 
saudável para a dieta humana, 
sendo comumente encontrado em 
azeite de oliva. 
c) os ácidos graxos A e C são 
estruturalmente semelhantes, 
portanto têm exatamente os 
m e s m o s e f e i t o s s o b r e o 
organismo humano. 
d) o ácido graxo “B” apresenta ponto 
de fusão mais baixo que o ácido 
graxo “C” e apresentam impactos 
diferentes sobre a saúde humana. 
e) o ácido graxo “C” apresenta 
e s t r u t u r a c i s e p o d e s e r 
e n c o n t r a d o e m p r o d u t o s 
alimentícios como margarinas, 
gordura vegetal hidrogenadas e 
sorvetes. 
Questão 13 - (UECE/2016) 
Em nossa alimentação, é comum 
inger i rmos a l imentos f r i tos em 
gorduras e óleos de origem animal e 
vegetal, tais como: banha, óleo de 
milho, óleo de caroço de algodão, etc. 
Atente ao que se diz a respeito de 
gorduras e óleos a seguir, e assinale 
com V o que for verdadeiro e com F o 
que for falso. 
( ) Possuem, em suas estruturas, a 
mistura de parafina e glicerina. 
( ) S ã o c o n s t i t u í d o s p o r 
hidrocarbonetos não saturados. 
( ) Pertencem à família dos glicídios. 
( ) São ésteres de ácidos carboxílicos 
de número de carbonos variável e 
glicerina. 
( ) Em geral são ésteres de ácidos 
graxos com os mais variados 
álcoois. 
A sequência correta, de cima para 
baixo, é: 
a) F, F, V, V, V. 
b) V, F, V, V, F. 
c) F, F, F, V, V. 
d) F, V, F, F, V. 
Questão 14 - (UNITAU SP/2015) 
O consumo elevado de gorduras trans 
na dieta tem sido associado à 
ocorrência de doenças cardíacas 
coronarianas e aterosclerose. Um 
fosfolipídeo (FL) de membranas 
contendo ácidos graxos cis e um outro 
contendo ácidos graxos trans foram 
sintetizados artificialmente, e suas 
propriedades determinadas, conforme 
tabela abaixo. 
 
Com relação aos ácidos graxos cis e 
trans, afirma-se: 
I. Ácidos graxos cis e trans são 
isômeros geométricos que surgem 
devido à impossibilidade de 
rotação dos carbonos da dupla 
ligação. 
II. A tabe la ac ima ind ica que 
membranas contendo FL trans 
serão menos fluídas, pois o seu 
ponto de fusão é mais elevado, e a 
permeabilidade é menor. 
III. A diminuição da área molecular 
do FL trans indica que a sua 
densidade pode diminuir. 
IV. Os ácidos graxos cis e trans estão 
representados pelas figuras A e B, 
respectivamente. 
195
Biomoléculas
 
 
Dentre as afirmativas anteriores, quais 
estão CORRETAS? 
a) I e IV, apenas. 
b) I, III e IV, apenas. 
c) II e III, apenas. 
d) I, II e IV, apenas. 
e) II, III e IV, apenas. 
Questão 15 - (FAMERP SP/2019) 
A remoção da lactose de leite e 
derivados, necessária para que 
pessoas com intolerância a essa 
substância possam consumir esses 
produtos, é feita pela adição da 
enzima lactase no leite, que quebra a 
molécula de lactose, formando duas 
moléculas menores, conforme a 
equação: 
 
As substâncias 1 e 2 produzidas na 
quebra da lactose pertencem ao 
grupo de moléculas conhecidas como 
a) glicerídeos. 
b) lipídeos. 
c) polímeros. 
d) aminoácidos. 
e) glicídios. 
Questão 16 - (UCS RS/2019) 
Desde os tempos mais antigos, o 
h o m e m ve m d e s e n h a n d o n a s 
superfícies de diferentes materiais. 
Nessa atividade, tão intimamente 
ligada ao raciocínio, ele utilizou 
inicialmente as superfícies daqueles 
materiais que a natureza oferecia 
praticamente prontos para seu uso, 
tais como paredes rochosas, ossos e 
f o l h a s d e c e r t a s p l a n t a s . 
Acompanhando a evo lução da 
i n t e l i g ê n c i a h u m a n a , a s 
representações gráficas foram se 
tornando cada vez mais complexas, 
passando a significar ideias. Esse 
processo evolutivo possibilitou o 
desenvolvimento de suportes mais 
adequados para essa finalidade, tais 
como tabletes de barro cozido, 
tecidos de fibras diversas, papiros, 
pergaminhos e, finalmente, papel. A 
maioria dos historiadores concorda em 
atribuir ao chinês Tsai Lun (105 d. C.), 
um dos ministros do Imperador Ho, a 
primazia de ter produzido papel pela 
primeira vez, a partir de redes de 
pesca e trapos, e mais tarde usando 
f ibras vegetais . Tamanha foi a 
importância que o papel tomou na 
vida cotidiana do homem que o 
consumo por indivíduo passou a ser 
considerado como um dos índices de 
avaliação do padrão de vida de uma 
região. Atualmente, a celulose, cuja 
est rutura qu ímica encont ra-se 
representada acima, é o principal 
componente do papel comum, como 
este que você está utilizando para 
fazer a sua prova. 
 
C
HH
O
OH
A
 
 
C
H
H
O
OH
B
 
196
Biomoléculas
Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/
Celulose>;<https://
riannedissertation.wordpress.com/online-
materials/history/>;<http://
www.madeira.ufpr.br/disciplinasklock/
polpaepapel/manualpolpa2013.pdf>.

Acesso em: 21 ago. 18. (Parcial e adaptado.) 
Em relação à celulose, é correto 
afirmar que 
a) é um polissacarídeo formado por 
moléculas de frutose, unidas entre 
s i p o r m e i o d e l i g a ç õ e s 
glicosídicas. 
b) é muito solúvel em água, em 
função da sua alta hidrofilicidade 
e baixa polaridade. 
c) é facilmente metabolizada pelo 
organismo humano, devido à 
presença de enzimas altamente 
específicas que se encontram no 
sistema digestório. 
d) constitui a principal reserva 
alimentar dos animais, podendo 
ser facilmente hidrolisada, em 
meio ácido, em moléculas de 
glicose. 
e) produz uma substância explosiva, 
ao reagir com uma mistura de 
ácido nítrico e ácido sulfúrico 
concentrados, conhecida como 
trinitrocelulose. 
Questão 17 - (UNCISAL/2018) 
A cana-de-açúcar é matéria-prima 
para a obtenção da sacarose, também 
conhecida como açúcar comum. Além 
do açúcar, com o caldo de cana, pode-
se obter o etanol, cuja produção por 
meio da fermentação alcoólica tenta 
atender à demanda por energia 
alternativa no setor de transporte do 
Brasil. Considerando o processo de 
fermentação alcoólica, as substâncias 
nele envolvidas e a importância de 
combustíveis no cotidiano, assinale a 
alternativa correta. 
a) A sacarose é classificada como 
um polissacarídeo, pois é um 
carboidrato formado por cinco 
unidades de monossacarídeos. 
b) A f r u to s e e a g l i co s e s ã o 
hidrocarbonetos de alto ponto de 
fusão e que, em contato com 
fermento biológico, produzem 
álcool. 
c) A cana-de-açúcar apresenta 
grande teor de sacarose que, ao 
ser hidrolisada, produz glicose e 
frutose, que são isômeros de 
função. 
d) O etanol obtido pela fermentação 
alcoólica da sacarose tem um 
poder calorífico maior que o da 
gasolina e do diesel,o que gera 
maior energia e faz com que ele 
tenha um maior rendimento em 
termos de quilometragem. 
e) Na síntese do etanol, feita pela 
fermentação alcoólica, a sacarose 
presente no caldo da cana é 
convertida em glicose e frutose 
(pela enzima invertase) que, 
p o s t e r i o r m e n t e , s ã o 
t ransformadas em etanol e 
dióxido de carbono. 
Questão 18 - (PUC Camp SP/2017) 
O amido, um carboidrato presente em 
grande quantidade na farinha, é a 
principal forma de armazenamento de 
energia das plantas, ocorrendo 
principalmente nas raízes, frutos e 
sementes. Nos mamíferos, a reserva de 
carboidratos que corresponde ao 
amido 
a) são os lipídeos, acumulados no 
tecido adiposo. 
b) são os triglicérides, abundantes 
no plasma sanguíneo. 
c) é o glicogênio, encontrado no 
fígado e nos músculos. 
197
Biomoléculas
d) é a glicose, armazenada no 
c i t o p l a s m a d a s c é l u l a s 
pancreáticas. 
e) é o ATP, que é a principal fonte de 
energia de todas as células. 
Questão 19 - (UEA AM/2017) 
Considere as substâncias a seguir e as 
suas fórmulas estruturais. 
 
 
A t r i o l e í n a e a m a l t o s e s ã o , 
respectivamente, 
a) uma proteína e um lípídeo. 
b) um lipídeo e um glicídio. 
c) um aminoácido e uma proteína. 
d) um lipídeo e um aminoácido. 
e) uma proteína e um glicídio. 
Questão 20 - (UECE/2017) 
A g l i co s e e a f r u to s e s ã o a s 
substâncias responsáveis pelo sabor 
doce do mel e das frutas. São 
isômeros, de fórmula C6H12O6. Na 
digestão, a frutose é transformada em 
glicose, substância capaz de gerar 
energia para as atividades corporais. 
Essas substâncias são chamadas de 
hidratos de carbono ou carboidratos. 
G l i c o s e e f r u t o s e p o s s u e m 
respectivamente os seguintes grupos 
funcionais: 
a) álcool e ácido carboxílico; álcool e 
cetona. 
b) álcool e cetona; álcool e ácido 
carboxílico. 
c) álcool e cetona; álcool e aldeído. 
d) álcool e aldeído; álcool e cetona. 
Questão 21 - (UFPR/2020) 
A estrutura química mostrada abaixo é 
a de um neurotransmissor que age 
como inibidor no sistema nervoso 
central. Quando esse neurotransmissor 
se liga ao seu receptor cerebral, 
experimenta-se um efeito calmante, 
que ajuda em casos de ansiedade, 
estresse ou medo. Trata-se de um γ-
aminoácido comumente conhecido 
como GABA, do inglês Gamma 
AminoButyric Acid. 
 
O nome desse composto, segundo a 
nomenclatura da IUPAC, é: 
a) ácido 1-aminobutanoico. 
b) ácido 2-aminobutanoico. 
c) ácido 3-aminobutanoico. 
d) ácido 4-aminobutanoico. 
e) ácido 5-aminobutanoico. 
Questão 22 - (FCM MG/2020) 
Proteínas, carboidratos e ácidos 
n u c l é i c o s ( D N A e R N A ) s ã o 
biopolímeros essenciais para a vida. 
Em relação a esses biopolímeros, 
foram feitas as seguintes afirmativas: 
198
Biomoléculas
I. Á c i d o n u c l é i c o 
desoxirribonucléico (DNA) é o 
responsável pelo armazenamento 
de informação genética. 
II. G l icer ídeos são os ó leos – 
compostos saturados – e as 
gorduras – espécies insaturadas. 
III. Aminoácidos são substâncias 
q u i r a i s e s e u s p o l í m e r o s 
constituem as proteínas. 
IV. Glicídeos, como glicose, são 
a l d e í d o s o u c e t o n a s 
monohidroxilados, sendo fonte de 
energia. 
Estão CORRETAS as afirmativas: 
a) II, III e IV, apenas. 
b) I, III e IV, apenas. 
c) II e IV, apenas. 
d) I e III, apenas. 
Questão 23 - (UFRGS RS/2020) 
Na coluna da direita, são apresentados 
compostos de origem natural (fontes 
renováveis); na da esquerda, o 
p r i n c i p a l c o m p o n e n t e d e s s e s 
compostos. 
Associe adequadamente a coluna da 
direita à da esquerda. 
(1) Glicídios 
(2) Proteínas 
(3) Lipídios 
( ) Melaço de cana 
( ) Cera de abelha 
( ) Amido de milho 
( ) Clara de ovo 
( ) Banha de porco 
A sequência correta de preenchimento 
dos parênteses, de cima para baixo, é 
a) 1 – 3 – 1 – 2 – 3. 
b) 1 – 3 – 3 – 2 – 3. 
c) 2 – 3 – 1 – 3 – 1. 
d) 2 – 1 – 1 – 2 – 3. 
e) 3 – 1 – 2 – 3 – 1. 
Questão 24 - (FCM MG/2019) 
Na anemia falciforme, as moléculas de 
hemoglobina são anormais, tendo 
baixa solubilidade e, dessa forma, 
ocorre cristalização na solução. 
Analise parte de cadeias laterais e 
aminoácidos e assinale a alternativa 
em que a cade ia latera l ser ia 
responsável pela anemia falciforme. 
a)
 
b)
 
c)
 
d)
 
Questão 25 - (UEG GO/2019) 
A creatina e a L-carnitina, moléculas 
orgânicas largamente utilizadas por 
atletas e esportistas para elevarem 
s u a s p e r f o r m a n ce s , t ê m s u a s 
estruturas químicas apresentadas a 
seguir. 
199
Biomoléculas
 
E m c o m u m , e s s a s m o l é c u l a s 
apresentam 
a) ligações glicosídicas. 
b) grupo hidroxila. 
c) a mesma fórmula mínima. 
d) carbono trigonal planar. 
e) carbono com quatro ligantes 
diferentes. 
GABARITO: 
1) Gab: B 
2) Gab: B 
3) Gab: C 
4) Gab: D 
5) Gab: E 
6) Gab: C 
7) Gab: B 
8) Gab: B 
9) Gab: E 
10) Gab: A 
11) Gab: A 
12) Gab: D 
13) Gab: C 
14) Gab: D 
15) Gab: E 
16) Gab: E 
17) Gab: E 
18) Gab: C 
19) Gab: B 
20) Gab: D 
21) Gab: D 
22) Gab: D 
23) Gab: A 
24) Gab: C 
25) Gab: D 
200
201
 
 
 
 
 
 
 
 
202
 
 
 
 
→
 
→
 
→
→
203
 
α
α
α α
204
 
α
= 0 ( Fraco) 
= 1 (Moderado) 
=2 ( Forte) 
=3 ( Muito forte) 
 
205
 
Per __________________ ico (7+) 
 Nome do elemento 
 __________________ ico (5+) 
 Nome do elemento 
 __________________oso (3+) 
 Nome do elemento 
Hipo ________________ oso (1+) 
206
 
→
→
207
 
α
α
α
Hidróxido de _________________________ 
 Nome do cátion ligado ao ânion 
208
 
→
→
→
 Ácido + Base → Sal + H2O 
 Nome do ânion + de + nome do cátion 
( ácido) (base) 
209
 
 
 
210
 
→
211
 
→
→
212
 
→
→
→
→
→
→
→
→
Óxido básico + água → Hidróxido 
Óxido básico + ácido → sal + água 
Óxido ácido + água → ácido 
Óxido ácido + base → sal + água 
213
 
Óxido ácido de ________________ 
 nome do elemento 
Óxido ácido de ________________ (NOx) 
 nome do elemento 
214
 
→
 
 
 
 
 
 
215
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
α
α α α
α α
 
 
 
 
 
216
 
α
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
217
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
218
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
219
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 →
 →
 →
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
220
 
 
 
 
 
 →
 →
 →
 →
 
 
 
 
 
 
221
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
222
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 →
→
→
→
→
→
→
→
→
→
 →
→
→
 
 
 
 
223
 
 
 
 
 
 
 →
→
224
225
 
 
226
 
• 
 
227
 
 
 
 
 
 
 
 
228
 
 
 
 
x 
x 
x 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
229
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
230
 
 
 
→
→
→
→
→
→
 
 
 
231
 
Æ
Æ
 
→
→
 
→
 
 
 
 
 
232
 
o
Æ
Æ
• 
• 
• 
 Æ
 Æ
Æ
 
o
o
 
 
 
233
 
→
→
 
Æ
Æ
Æ
 
 
234
 
 
→ ℓ
 
→
 
→
 
 
 
235
 
Æ
 
→
 
Æ
 
→
 
 
 
236
 
Æ
≠
Æ
Æ
Æ
1 
2 
 
Æ
Æ
 
237
 
 
 
238
 
o
o
239
 
o
o
o
o
o
o
o
240
 
o
o
o
241
242
Soluções
1 - DEFINIÇÃO 
As soluções químicas são misturas 
homogêneas formadas por duas ou 
mais substâncias. 
Os componentes de uma solução 
são denominados de soluto e solvente: 
• Soluto:! representa a substância 
dissolvida. 
• Solvente:! é a substância que 
dissolve. 
 
Geralmente, o soluto de uma solu-
ção está presente em menor quanti-
dade que o solvente. 
Um exemplo de solução é a mistura 
de água com açúcar dissolvido, sendo 
a água o solvente e o açúcar,o soluto. 
Atenção! 
A água é considerada o solvente 
universal, devido ao fato de dissolver 
uma grande quantidade de substânci-
as. 
2 - CLASSIFICAÇÃO DAS SOLUÇÕES 
1. Quanto à natureza do soluto 
• Soluções eletrolíticas (iônicas): a 
solução é condutora de corrente 
elétrica devido a presença de íons 
livres. 
• Soluções não-eletrolíticas (molecu-
lares): a solução não é condutora de 
corrente elétrica. O soluto é consti-
tuído de moléculas que não sofre-
ram ionização. 
 
A figura anterior, representa três so-
luções. A primeira (figura a) mostra 
uma solução molecular. As outras 
duas são eletrolíticas, porém a terceira 
(figura c) é mais condutora que a se-
gunda (figura b), devido a maior con-
centração iônica. 
2. Quanto ao estado físico 
• Soluções sólidas: ligas metálicas. 
Ex.: latão (Cu + Zn). 
 
• Soluções líquidas: soluções aquo-
sas. 
Ex.: soro fisiológico. 
 
• Soluções gasosas: toda mistura ga-
sosa é uma solução. 
Ex.: ar atmosférico purificado. 
243
Soluções
3. Quanto a quantidade de soluto em 
relação ao solvente 
• Solução diluída: a quantidade de 
soluto é pequena em relação a de 
solvente. 
• Solução concentrada: a quantidade 
de soluto é elevada em relação a de 
solvente. 
3 - COEFICIENTE DE SOLUBILIDADE 
(CS) 
É a quantidade máxima de soluto 
que uma quantidade padrão de sol-
vente consegue dissolver a uma dada 
temperatura. 
Ex.: CS NaCl (a 20 °C) = 36g/100 
mL H2O 
Dependendo da quantidade de so-
luto dissolvida podemos classificar a 
solução em: 
• Insaturada: quando a quantidade de 
soluto dissolvida é menor que o co-
eficiente de solubilidade. 
• Saturada: quando a quantidade de 
soluto dissolvida é igual ao coefici-
ente de solubilidade. 
Atenção! 
Quando, numa dada temperatu-
ra, a quantidade de soluto que foi 
adicionada ao solvente é maior que 
o coeficiente de solubilidade, o solu-
to em excesso se deposita no fundo 
do recipiente. Nesse caso, classifi-
camos a solução como saturada e o 
sistema é formado por uma solução 
saturada com corpo de fundo. 
• Supersaturada: quando uma quan-
tidade maior que o coeficiente de 
solubilidade é dissolvida. Para que 
isso aconteça, geralmente, aquece-
se o solvente a fim de aumentar o 
coeficiente de solubilidade. Nesta 
temperatura, todo o soluto adicio-
nado é dissolvido. Após a dissolu-
ção total do soluto, a solução é res-
friada cautelosamente. Se não acon-
tecer nenhuma perturbação, todo o 
soluto continua dissolvido, ou seja, 
não formará corpo de fundo com a 
diminuição da temperatura. 
• Entretanto, se ocorrer uma pertur-
bação, a solução formará um preci-
pitado e deixará de ser supersatu-
rada, tornando-se saturada com 
corpo de fundo. Observe o exemplo, 
a seguir, que ilustra o preparo de 
uma solução supersaturada. 
 O coeficiente de solubilidade de-
pende pouco da pressão em solução 
líquida, no entanto, a sua dependência 
da temperatura é muito grande. Por 
isso, podemos expressar essa relação 
em um gráfico denominado curva de 
solubilidade. 
Veja, a seguir, a influência da tempe-
ratura no coeficiente de solubilidade 
de alguns sais: 
244
Soluções
 
Quando a elevação da temperatura 
aumenta o coeficiente de solubilidade 
da substância, favorecendo a dissolu-
ção, diz-se que a dissolução é endo-
térmica, por exemplo, o KNO3. Entre-
tanto, quando um aumento da tempe-
ratura diminui a solubilidade, diz-se 
que a dissolução é exotérmica, por 
exemplo, o Ca(C2H3O2)2. 
No caso de sais hidratados, a curva 
de solubilidade apresenta pontos de 
inflexão que representam uma mudan-
ça na estrutura do soluto e, conseque-
temente, uma alteração na sua solubil-
didade. Essa mudança corresponde à 
eliminação da água de hidratação que 
interagia com os íons do soluto no es-
tado sólido. 
Ex.: No gráfico anterior, a dissolução 
do Na2SO4.10H2O é endotérmica e 
após a eliminação das molécuculas de 
hidratação ela passa a ser exotérmica. 
É importante lembrar que os gases 
têm sua solubilidade aumentada 
quando estão à baixa temperatura e 
sob elevada pressão. Isso explica o 
derramamento de refrigerante ao 
abrirmos uma garrafa. 
4 CONCENTRAÇÃO DE SOLUÇÕES 
Expressa a quantidade de soluto 
presente numa certa quantidade de 
solução. 
1. Concentração comum - C 
Indica a massa, em gramas, do solu-
to presente em 1,0 litro de solução. 
 
Ex.: uma solução 30 g/L é uma so-
lução que contém 30 gramas de soluto 
em 1,0 L de solução. 
Atenção! 
Não confunda concentração comum 
com densidade. Densidade é a razão 
entre a massa de uma solução pelo vo-
lume ocupado pela mesma. 
2. Concentração molar ou molaridade 
– [ ] ou M 
É a quantidade de matéria do soluto 
(mol) presente em 1,0 L de solução. 
 
Lembre-se de que: 
 
Em que: 
n = número de mols, 
m = massa em gramas, 
M = massa molar (g/mol). 
3. Concentração Percentual 
• Percentual massa por volume (%m/
V ou %p/V): corresponde à massa, 
em gramas, do soluto presente em 
100 mL de solução. 
Ex.: O soro fisiológico é uma solu-
ção à 0,9 %m/V de cloreto de sódio. 
Assim, pode-se realizar a seguinte in-
terpretação: a cada 100 mL de soro 
fisiológico há 0,9 g de NaCl. 
245
Soluções
 
• Percentual em massa (%m/m ou 
%p/p): corresponde à massa, em 
gramas, do soluto presente em 100 
g de solução. 
Ex.: Na embalagem do anestésico 
tópico Xylocaína observa-se que a 
concentração do anestésico é de 5% 
em massa. Isso significa que a cada 
100 gramas da pomada, há 5 gramas 
do princípio ativo (lidocaína). 
 
• Percentual em volume (%v/v): indi-
ca o volume, em mL, do so-
luto em 100 mL de solução. 
Ex.: Vodka 40% em volume 
ou 40 oGL (Gay-Lussac): A 
cada 100 mL da bebida há 40 
mL de álcool etílico. 
Atenção! 
A água oxigenada é uma solução 
aquosa que à temperatura ambiente 
sofre decomposição, conforme a 
equação: 
H2O2(aq) → H2O(l) + O2(g) 
! 
As soluções de água oxigenada são 
comercializadas com as seguintes 
concentrações: 10, 20, 30 e 40 volu-
mes. Essa concentração indica o volu-
me, em litros, de O2 produzido, nas 
CNTP, após a decomposição de toda a 
água oxigenda presente em 1,0 litro de 
solução. 
Ex.: Água oxigenada 
10 volumes 
Cada 1,0 L de solução 
de H2O2 produz 10 L de 
O2(g) nas CNTP (0 °C e 
1,0 atm). 
Devido a liberação do oxigênio, esta 
solução é utilizada como antisséptico 
na limpeza de ferimentos, pois o oxi-
gênio liberado elimina as bactérias ae-
róbicas, que causam o apodrecimento 
do tecido. 
4. Partes por milhão (ppm), por bi-
lhão (ppb) ou por trilhão (ppt) 
Indicam a quantidade de partes do 
soluto presente em um milhão (106), 
em um bilhão (109) ou em um trilhão 
(1012) de partes da solução. 
 
 ou 
Essas unidades de concentração são 
utilizadas quando as soluções são 
muito diluídas. Por isso, caso a solução 
seja aquosa, a sua densidade será 
aproximadamente igual a da água, 
logo, a concentração pode ser expres-
sa em partes de soluto, em massa, e 
partes da solução em volume. Além 
disso, no caso de soluções gasosas, 
essas concentrações também podem 
ser calculadas utilizando-se os dados 
relativos aos volumes do soluto e da 
solução. 
Ex.: A concentração de CO2 na at-
mosfera vem aumentando e, atualmen-
te, atinge recordes de 410 ppm no ar 
atmosférico, ou seja, a cada 1 m3 (106 
mL) de ar atmosférico filtrado, 410 mL 
são de gás carbônico. 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 
01. (Unimontes-MG–2009) Em algu-
mas circunstâncias, pode-se preparar 
soluções com mais ou menos soluto 
do que o necessário para preparar uma 
solução saturada, a uma dada tempe-
ratura. A solubilidade do sulfato de 
cobre (II), a 20 ºC, é cerca de 21 g por 
100 g de água. Se uma solução foi 
246
Soluções
preparada pela adição de 2,5 g desse 
sal a 10 g de água, a solução é, a 20 ºC, 
A) insaturada. C) saturada. 
B) supersaturada. D) heterogê-
nea. 
2. (UFV-MG) A solubilidade do nitrato 
de potássio (KNO3), em função da 
temperatura, é representada no gráfico 
a seguir: 
 
De acordo com o gráfico, assinale a 
alternativa que indica CORRETAMEN-
TE amassa de KNO3, em gramas, pre-
sente em 750g de solução, na tempe-
ratura de 30 °C. 
A) 250 D) 100 
B) 375 E) 500 
C) 150 
3. (UNIFESP) A contaminação de 
águas e solos por metais pesados tem 
recebido grande atenção dos ambien-
talistas, devido à toxicidade desses 
metais ao meio aquático, às plantas, 
aos animais e à vida humana. Entre os 
metais pesados há o chumbo, que é 
um elemento relativamente abundante 
na crosta terrestre, tendo uma concen-
tração ao redor de 20 ppm. Uma 
amostra de 100 g da crosta terrestre 
contém um valor médio, em mg de 
chumbo, igual a 
A) 20. B) 10. C) 5. D) 
2. E) 1. 
 
 
4. (Ueg 2011) A figura abaixo mostra 
três soluções com as respectivas quan-
tidades de solutos, utilizados em sua 
preparação. 
 
A análise da figura permite concluir 
que os valores das concentrações a, b 
e c são, respectivamente, 
Dados: 
a) 0,2; 2,0; 0,30 c) 0,4; 4,0; 
0,10 
b) 0,4; 2,0; 0,01 d) 0,6; 3,0; 
0,02 
5. (FATEC SP/2015) O uso de flúor é 
eficaz no combate à cárie dentária. Por 
isso, foram estabelecidos protocolos 
de utilização do flúor na área de saúde 
bucal como a adição de flúor na água 
de abastecimento público e em pastas 
dentais. A escovação dental é conside-
rada um dos métodos mais eficazes na 
prevenção da cárie, ao aliar a remoção 
da placa à exposição constante ao 
flúor. 
Todavia, a exposição excessiva pode 
causar alguns malefícios à saúde. Para 
isso, foram estabelecidos níveis segu-
ros de consumo do flúor, quando este 
oferece o máximo benefício sem risco 
à saúde. As pastas de dente apresen-
tam uma concentração de flúor que 
varia entre 1 100 e 1 500 ppm. 
É importante ressaltar que as pastas 
de dente com flúor devem ser utiliza-
das durante a escovação e não ingeri-
das. 
(http://tinyurl.com/ovrxl8b Acesso 
em: 29.08.2014. Adaptado) 
A concentração máxima de flúor 
presente nas pastas de dente mencio-
nada no texto, em porcentagem em 
massa, corresponde a 
Na 23; C 35,5; O 16; H 1.= = = =�
Introdução ao estu-
do de soluções 
Introdução ao estu-
do de soluções 
247
Soluções
a) 0,0015%. 
b) 0,015%. 
c) 0,15%. 
d) 1,5%. 
e) 15%. 
GABARITO 
EXERCÍCIOS PROPOSTOS 
Questão 01 - (FGV SP) Foram prepa-
radas quatro soluções aquosas satura-
das a 60 ºC, contendo cada uma delas 
100 g de água e um dos sais: iodeto de 
potássio, KI, nitrato de potássio, KNO3, 
nitrato de sódio, NaNO3, e cloreto de 
sódio, NaCl. Na figura, são representa-
das as curvas de solubilidade desses 
sais: 
 
Em seguida, essas soluções foram res-
friadas até 20 ºC, e o sal cristalizado 
depositou-se no fundo de cada recipi-
ente. 
Considerando-se que a cristalização 
foi completa, a maior e a menor massa 
de sal cristalizado correspondem, res-
pectivamente, aos sais 
a) KI e NaCl. 
b) KI e KNO3. 
c) NaNO3 e NaCl. 
d) KNO3 e NaNO3. 
e) KNO3 e NaCl. 
Questão 02 - (FPS PE) Considere a 
curva de solubilidade do cloreto de 
amônio em água: 
 
Um técnico de laboratório preparou 
uma solução saturada deste sal a 60 
ºC e removeu todo o corpo de fundo. 
Após resfriamento, a temperatura che-
gou em 30 ºC. O técnico filtrou o NH4-
Cl sólido que havia precipitado e veri-
ficou que sua massa era igual a 60 g. 
Qual foi o volume aproximado de água 
utilizada no preparo da solução? 
a) 400 mL 
b) 350 mL 
c) 250 mL 
d) 200 mL 
e) 150 mL 
Questão 03 - (UNITAU SP) Um laticí-
nio recebeu dois caminhões (caminhão 
1 e caminhão 2) carregados com 4.000 
e 6.100 litros de leite, respectivamente, 
provenientes da coleta de diversos 
produtores rurais. O laboratório de 
análises químicas do laticínio fez uma 
análise do leite recebido. Os resultados 
estão descritos na tabela abaixo. 
 
O leite dos dois caminhões é mis-
turado em um único recipiente e, 
posteriormente, passa pelo pro-
cesso de pasteurização, no qual há 
evaporação de 1% de água do leite. 
1. 
C
2. 
A
3. 
D
4. 
B
5. 
C
248
Soluções
Assinale a alternativa que apresen-
ta a soma CORRETA da massa de 
sólidos (carboidratos + proteínas + 
cálcio), por porção de 1000 mL de 
leite, obtida a partir da mistura do 
leite contido nos dois caminhões. 
a) 81,1 g 
b) 76,7 g 
c) 87,3 g 
d) 37,9 g 
e) 70,6 g 
Questão 04 - (Unievangélica GO) 
Atualmente, a população brasileira tem 
consumido uma quantidade conside-
rável de refrigerantes, o que tem cau-
sado obesidade e muitos outros male-
fícios, devido, principalmente, à con-
centração média do açúcar. No rótulo 
de um determinado refrigerante infor-
ma-se que 200 mL do produto contém 
27 gramas de açúcar. Houve um anún-
cio de que o fabricante desse mesmo 
refrigerante, usando essa concentra-
ção, reduziu aproximadamente 10 to-
neladas de açúcar de seus refrigeran-
tes, mas não se informa há quanto 
tempo isso aconteceu. 
Com essa quantidade de açúcar 
que ele economizou, o volume de 
refrigerantes que o mesmo produ-
ziria é de aproximadamente 
a) 74 mil litros 
b) 148 mil litros 
c) 124 mil litros 
d) 1,450 mil litros 
Questão 05 - (PUC Camp SP) Os xa-
ropes são soluções concentradas de 
açúcar (sacarose). Em uma receita ca-
seira, são utilizados 500 g de açúcar 
para cada 1,5 L de água. Nesse caso, a 
concentração mol/L de sacarose nesse 
xarope é de, aproximadamente,Dado: 
Massa molar da sacarose = 342 g/mol 
a) 2,5. 
b) 1,5. 
c) 2,0. 
d) 1,0. 
e) 3,0. 
Questão 06 - (UNIRG TO) Os polivi-
tamínicos apresentam vitaminas e oli-
goelementos em sua composição. Um 
certo polivitamínico apresenta 600 mg 
de ácido ascórbico, de fórmula mole-
cular C6H8O6, em sua formulação. 
Após dissolver um comprimido desse 
produto comercial em 200 mL de 
água, considerando-se que todo o áci-
do ascórbico tenha dissolvido nesse 
volume de água e que não ocorreu 
mudança de volume, assinale a única 
alternativa que apresenta a concentra-
ção, em mol.L–1, de ácido ascórbico na 
solução: 
Dados: massas atômicas de C = 12, 
O = 16 e H = 1. 
a) 0,017. 
b) 0,010. 
c) 0,015. 
d) 0,021. 
Questão 07 - (UFRGS RS) O soro fisio-
lógico é uma solução aquosa 0,9% em 
massa de NaCl. Um laboratorista pre-
parou uma solução contendo 3,6 g de 
NaCl em 20 mL de água.Qual volume 
aproximado de água será necessário 
adicionar para que a concentração 
corresponda à do soro fisiológico? 
a) 20 mL. 
b) 180 mL. 
c) 380 mL. 
d) 400 mL. 
e) 1000 mL. 
Questão 08 - (UEFS BA) Certa solução 
aquosa antisséptica, usada para desin-
fecção de feridas da pele, contém gli-
conato de clorexidina na concentração 
de 10 mg/mL. Expressa em porcenta-
gem (m/V), a concentração dessa so-
lução é igual a 
a) 0,01%. 
b) 0,1%. 
c) 1%. 
d) 10%. 
e) 100%. 
249
Soluções
Questão 09 - (Mackenzie SP) Em uma 
embalagem de 2 L de água sanitária, 
facilmente encontrada em supermer-
cados, encontra-se a seguinte infor-
mação: 
O teor de cloro ativo do produto varia 
de 2 % a 2,5 % (m/V) 
Essa solução pode ser utilizada para 
tratamento de água de piscina nas 
concentrações de 1,0 a 2,0 mg de cloro 
ativo por litro; sendo que, acima de 2,0 
mg de cloro ativo por litro, a água se 
torna irritante aos olhos. Em duas pis-
cinas (A e B), de capacidades volumé-
tricas diferentes, foram adicionados 2 
L de água sanitária a cada uma delas. 
Desta forma, ocorreu a diluição da 
água sanitária na água contida em 
cada piscina, conforme descrito na ta-
bela abaixo. 
 
Sendo assim, foram feitas as seguintes 
afirmações. 
I. Há de 20 a 25 g de cloro ativo 
por litro dessa solução comer-
cial. 
II. Na piscina A, a solução for-
mada após a diluição seria irri-
tante aos olhos do usuário des-
sa piscina. 
III. Na piscina B, a solução for-
mada após a diluição seria 
adequada ao tratamento de 
água. 
Das afirmações realizadas, 
a) nenhuma é correta. 
b) são corretas, apenas, I e II. 
c) são corretas, apenas, II e III. 
d) são corretas, apenas, I e III. 
e) todas são corretas. 
Questão 10 - (FMABC SP) Próteses de 
acrílico podem ser desinfetadas em 
ambiente odontológico por imersão 
em solução de hipoclorito de sódio a 
1% (m/V) por 10 minutos. Partindo de 
uma solução a 5%(m/V) de hipoclori-
to de sódio, o preparo de 1,0 L de so-
lução a 1% (m/V) requer a tomada de 
a) 500 mL da solução mais 
concentrada, adicionando-se 
água até completar o volume 
desejado. 
b) 100 mL da solução mais 
concentrada e adicionar 900 
mL de água. 
c) 500 mL da solução mais 
concentrada e adicionar 500 
mL de água. 
d) 100 mL da solução mais 
concentrada, adicionando-se 
água até completar o volume 
desejado. 
e) 200 mL da solução mais 
concentrada, adicionando-se 
água até completar o volume 
desejado. 
Questão 11 - (UEA AM) 100 mL de uma 
solução aquosa contendo 10 g de sa-
carose (açúcar comum) dissolvidos 
foram misturados com 100 mL de uma 
solução aquosa contendo 20 g desse 
açúcar dissolvidos. A concentração de 
sacarose na solução obtida, expressa 
em porcentagem (m/V), é 
a) 5%. 
b) 10%. 
c) 15%. 
d) 25%. 
e) 30%. 
Questão 12 - (ACAFE SC) Para prepa-
rar 1,0 L de [NaOH] = 1,0 mol/L se dis-
põe de dois frascos distintos contendo 
soluções de NaOH, um na concentra-
ção de 7% (m/v, frasco A) e outro 2% 
(m/v, frasco B). 
Dados: Na = 23 g/mol; O = 16 g/
mol; H = 1 g/mol. 
Assinale a alternativa que contém os 
respectivos volumes das soluções A e 
B que uma vez misturados resultará na 
mistura desejada. 
a) 200mL e 800mL 
b) 500mL e 500mL 
c) 350mL e 650mL 
d) 400mL e 600mL 
250
Soluções
Questão 13 - (UNESP SP) De acordo 
com o Relatório Anual de 2016 da 
Qualidade da Água, publicado pela 
Sabesp, a concentração de cloro na 
água potável da rede de distribuição 
deve estar entre 0,2 mg/L, limite mí-
nimo, e 5,0 mg/L, limite máximo. Con-
siderando que a densidade da água 
potável seja igual à da água pura, cal-
cula-se que o valor médio desses limi-
tes, expresso em partes por milhão, 
seja 
a) 5,2 ppm. 
b) 18 ppm. 
c) 2,6 ppm. 
d) 26 ppm. 
e) 1,8 ppm. 
Questão 14 - (UERJ) Em análises me-
talúrgicas, emprega-se uma solução 
denominada nital, obtida pela solubili-
zação do ácido nítrico em etanol. Um 
laboratório de análises metalúrgicas 
dispõe de uma solução aquosa de áci-
do nítrico com concentração de 60% 
m/m e densidade de 1,4 kg/L. O volu-
me de 2,0 mL dessa solução é solubili-
zado em quantidade de etanol sufici-
ente para obter 100,0 mL de solução 
nital. 
Com base nas informações, a concen-
tração de ácido nítrico, em g.L –1, na 
solução nital é igual a: 
a) 10,5 
b) 14,0 
c) 16,8 
d) 21,6 
Questão 15 - (IFBA) A solução de hi-
poclorito de sódio (NaOCl) em água é 
chamada comercialmente de água sa-
nitária. O rótulo de determinada água 
sanitária apresentou as seguintes in-
formações: 
Solução 20% m/m 
Densidade = 1,10 g/mL 
Com base nessas informações, a con-
centração da solução comercial desse 
NaOCl será: 
a) 1,10 mol/L 
b) 2,00 mol/L 
c) 3,00 mol/L 
d) 2,95 mol/L 
e) 3,50 mol/L 
Questão 16 - (UECE) Na fabricação de 
hambúrgueres, utiliza-se hidróxido de 
amônio como agente antimicrobiano e 
alvejante. Depois de os filés e outros 
cortes de carne serem separados, reti-
ra-se a gordura, e adiciona-se hidróxi-
do de amônio à parte da carne que é 
moída para a fabricação dos hambúr-
gueres. Durante o controle de qualida-
de, uma amostra é tratada através da 
titulação de hidróxido de amônio 
aquoso com ácido clorídrico aquoso. A 
equação química balanceada para essa 
reação é: 
a) NH4OH(aq) + HCl(aq) 
NH4Cl(s) + H2O(l). 
b) NH3OH(aq) + HCl(aq) 
NH3Cl(s) + H2O(l). 
c) NH3OH(aq) + HCl(aq) NH3 
(g) + ½ Cl2(g) + H2O(l). 
d) NH4OH(aq) + HCl(aq) 
NH4Cl(s) + H2(g) + ½ O2(g). 
Questão 17 - (Unievangélica GO) Em 
um procedimento, misturam-se 300 
mL de uma solução de ácido sulfúrico 
0,10 mol.L–1 com 200 mL de uma outra 
solução de hidróxido de sódio 0,15 
mol.L–1. Em seguida, acrescenta-se 500 
mL de água destilada, formando uma 
solução resultante. 
Sobre a solução resultante, verifica-se 
que 
a) a concentração molar do sal 
formado será de aproximada-
mente 0,06 mol.L–1. 
b) nessa mistura, o reagente 
limitante é o hidróxido de só-
dio, com excesso de ácido sul-
fúrico em torno de 0,15 mol. 
c) haverá uma neutralização 
parcial entre os reagentes, ob-
tendo-se uma solução de pH < 
7. 
251
Soluções
d) houve neutralização total entre 
os reagentes das soluções, 
formando uma solução neutra. 
Questão 18 - (UniCESUMAR PR) O 
ácido fosfórico (H3PO4) é um acidulan-
te utilizado como aditivo em bebidas 
refrigerantes. Para determinar a con-
centração de uma solução aquosa de 
ácido fosfórico, um técnico de labora-
tório titulou uma amostra de 25,0 mL 
dessa solução com uma solução aquo-
sa de hidróxido de sódio de concen-
tração 0,30 mol.L–1. A adição gota a 
gota da solução de hidróxido de sódio 
foi feita até que ocorresse a mudança 
de cor do indicador fenolftaleína de 
incolor para um tom levemente rosa. 
Considerando que foi necessária a adi-
ção de 10,0 mL da solução alcalina 
para que ocorresse a viragem do indi-
cador, pode-se afirmar que a concen-
tração de ácido fosfórico na amostra é 
de 
a) 0,001 mol.L–1. 
b) 0,040 mol.L–1. 
c) 0,12 mol.L–1. 
d) 0,10 mol.L–1. 
e) 0,75 mol.L–1. 
Questão 19 - (UniCESUMAR PR) Uma 
amostra de 5,0 g de soda cáustica foi 
titulada utilizando-se uma solução 
aquosa de ácido sulfúrico de concen-
tração 0,80 mol.L–1. Considerando que 
foram necessários 50 mL da solução 
ácida para neutralizar completamente 
essa amostra e que nenhuma das im-
purezas presentes reage com ácido 
sulfúrico, pode-se concluir que o teor 
de hidróxido de sódio na soda cáustica 
analisada é de 
a) 32 %. 
b) 48 %. 
c) 64 %. 
d) 80 %. 
e) 90 %. 
Questão 20 - (Faculdade São Francis-
co de Barreiras BA) 
2NaHCO3(s) + H2SO4(aq) 
Na2SO4(aq) + 2H2O(l) + 2CO2(g) 
A manipulação inadequada de solu-
ções constituídas por ácidos ou bases 
pode resultar no derramamento aci-
dental desses materiais que, para se-
rem removidos do ambiente, devem 
ser inicialmente neutralizados. Um pe-
queno volume de ácido sulfúrico, H2-
SO4(aq), derramado em uma bancada 
de laboratório pode ser neutralizado 
com o uso de hidrogeno-carbonato de 
sódio, NaHCO3(s), de acordo com a 
reação representada pela equação 
química. O sólido é adicionado sobre o 
líquido até que a efervescência causa-
da pela formação de dióxido de car-
bono, CO2(g), acabe. 
Considerando-se as informações, é 
correto afirmar: 
a) O dióxido de carbono, CO2(g), 
é um óxido neutro constituído 
por moléculas lineares e pola-
res. 
b) A massa de NaHCO3(s) ne-
cessária para neutralizar, com-
pletamente, 20,0mL de solu-
ção 3,0mL de H2SO4(aq) é de, 
aproximadamente, 10,1g. 
c) O sulfato de sódio, obtido após 
a reação química, é um com-
posto molecular que pode ser 
removido da bancada com o 
auxílio de uma espátula. 
d) A quantidade de matéria de 
CO2(g) formada a partir do uso 
de 8,4g de NaHCO3(s) para a 
neutralização total de uma so-
lução de H2SO4(aq) é de 0,2-
mol. 
e) O hidrogeno-carbonato de 
sódio, na presença de água, 
dissolve-se e libera íons hidró-
xido, OH–, devido à existência 
do cátion sódio, Na+, na sua 
fórmula química. 
252
Soluções
GABARITO: 
1) Gab: E 
2) Gab: A 
3) Gab: B 
4) Gab: A 
5) Gab: D 
6) Gab: A 
7) Gab: C 
8) Gab: C 
9) Gab: D 
10) Gab: E 
11) Gab: C 
12) Gab: D 
13) Gab: C 
14) Gab: C 
15) Gab: D 
16) Gab: A 
17) Gab: C 
18) Gab: B 
19) Gab: C 
20) Gab: B
253
254
Diluição e mistura de soluções 
DILUIÇÃO 
Diluir uma solução consiste em adicio-
nar uma quantidade de solvente puro, 
que provoca uma mudança no volume, 
mudando com isso a proporção solu-
to/solvente e, portanto, a concentra-
ção da solução se altera (diminui). 
Consideremos o seguinte sistema: 
 
Para a solução inicial: 
 
Para a solução final: 
 
Como foi adicionado apenas solvente, 
não alteramos a quantidade de soluto 
(m1 = m'), portanto: 
C · V = C’ · V’ 
Utilizando o título, encontramos: 
 
Utilizando a concentração molar: 
 
Não esquecendo que 
V’ = V + V2 ou m’ = m + m2 
Observação 
Concentrar uma solução significa au-
mentar a concentração pela retirada 
de solvente. O solvente é retirado por 
meio de uma evaporação, desde que o 
solutonão seja volátil. As fórmulas uti-
lizadas são as mesmas apresentadas 
anteriormente, apenas, ao invés de 
aumentar o volume final, ele deve di-
minuir. 
 
Exercício resolvido 
Quanto de água deve ser acrescentado 
à 100 mL de álcool 96%(v) a fim de 
transformá-lo 46%(v). 
Resolução 
1ª Opção (Utilizando a fórmula) 
% . V = %' . V' → 96 . 100 = 46 . V' !→ 
V' = 208,7 mL 
Vágua = V' - V = 208,7 mL - 100 mL → 
Vágua = 108,7 mL 
2ª Opção (Interpretação por regra de 
três) 
Antes da diluição: 
Vsolução = 100 mL 
%soluto = 96% (v) → 96 mL 
Após a diluição 
%soluto = 46% (v) →! 46 mL 
Vsolução = ? 
100 mL de solução → 96 mL de soluto 
!!!!!!!!!!!!!X!!!!!!!!!!!!!!! →! 46 mL de soluto 
!!!!!!!!!!!!!! X = 208,7 mL de solução 
255
Diluição e mistura de soluções 
Cálculo do volume de água acrescen-
tado: 
Vágua = Vapós a diluição - Vantes da diluição → 
Vágua = 208,7 - 100 = 108,7 mL!!!!!!! 
MISTURA DE SOLUÇÕES DE 
MESMO SOLUTO 
Consideremos o esquema abaixo: 
 
 
Utilizando o título, o raciocínio é o 
mesmo, portanto: 
 
Exercício resolvido 
Calcule a concentração (g/L) de um 
detergente proveniente da mistura de 
300 mL de detergente 30 g/L com 
200 mL de detergente 50 g/L. 
Resolução 
1ª Opção (Utilizando a fórmula) 
C . V = C' . V' + C" . V" → C . 0,5 = 30 . 
0,3 + 50 . 0,2 !→ C . 0,5 = 9 + 10! → C 
= 38 g/L 
2ª Opção (Interpretação por regra de 
três) 
 
MISTURAS DE SOLUÇÕES COM 
REAÇÃO QUÍMICA 
Neste caso, os exercícios são resolvi-
dos como na estequiometria, ou seja: 
a) montar a equação química: 
b) balancear a equação química; 
c) determinar a quantidade em mols 
de cada reagente; 
d) fazer a proporção em mols. 
Exemplo 
Misturam-se para reagir 1,0 L de solu-
ção 2,0 M de NaOH, com 0,5 L de so-
lução 4,0 M de HCl. 
a) A solução final, após a mistura, será 
ácida, básica ou neutra? 
b) Calcule a concentração molar da 
solução final em relação ao sal forma-
do. 
Esquematicamente, temos: 
 
! 
Resolução 
1o passo: montar a equação envolvida 
na mistura, balanceá-la e relacionar os 
256
Diluição e mistura de soluções 
coeficientes com quantidades em mols 
de reagentes e produtos. 
 
2o passo: determinar a quantidade em 
mols de cada soluto nas soluções a se-
rem misturadas. 
 
3o passo: verificar se a quantidade de 
cada reagente (em mols) está na pro-
porção indicada pela equação do pro-
blema. 
 
Como as quantidades do NaOH e do 
HCl estão na proporção correta, todo 
ácido e toda base irão reagir (não ha-
verá excesso), produzindo 2 mols de 
NaCl, que estarão dissolvidos em 1,5 L 
de solução (volume da solução final). 
Respostas 
a) A solução final será neutra. 
 
!TITULAÇÃO 
Consiste em determinar 
a concentração de uma 
solução, pela reação 
com outra solução de 
concentração conheci-
da. Podemos dizer que a 
titulação é a principal 
operação da chamada 
análise volumétrica ou volumetria rea-
lizada em laboratório, onde a solução 
padrão (concentração conhecida) con-
tida em uma bureta é misturada gota a 
gota na solução problema (concentra-
ção desconhecida) existente em um 
erlenmeyer. A solução problema deve 
apresentar algumas gotas de indicador 
para determinar o final da titulação, 
em virtude da mudança de cor da 
mesma. 
 
O ponto final da titulação é conhecido 
como ponto de viragem. Como a titu-
lação consiste de uma reação entre o 
soluto da solução padrão e o soluto do 
problema, os problemas devem ser re-
solvidos por estequiometria. 
Exemplo 
Retiramos, com auxílio de uma pipeta, 
50 mL da solução contida no frasco 
abaixo, (observe que a solução possui 
concentração molar desconhecida) e 
transferimos para um frasco erlen-
meyer. 
 
No frasco erlenmeyer, contendo a 
solução básica, adicionamos algu-
mas gotas de fenolftaleína, um indi-
cador que, na presença de base, ad-
quire a coloração avermelhada. 
Com o auxílio de uma bureta (figura 
a seguir), adicionamos cautelosa-
mente à solução contida no erlen-
meyer uma solução de HCl(aq) 2,0 M. 
257
Diluição e mistura de soluções 
 
Assim, no erlenmeyer haverá a 
seguinte reação, representada 
pela equação. 
1 HCl(aq) + 1 KOH(aq) 1 KCl(aq) + 1 H2O(l) 
Pela equação, observaremos que a 
neutralização entre o ácido e a base 
será completa quando o número de 
mols de do ácido for igual ao nú-
mero de mols de da base. 
Esse fato é verificado exatamente no 
momento em que a coloração verme-
lha, devido ao meio básico, muda para 
incolor. Neste momento, o número de 
mols , provenientes do ácido neu-
tralizam totalmente o número de mols 
do , provenientes da base. 
Anotamos o volume de ácido gasto 
(25 mL), e calculamos quantos mols 
do ácido foram utilizados para reagir 
completamente com a base. 
 
Vejamos agora como se calcula a con-
centração molar do KOH(aq): 
 
x = quantidade em mols de OH– pre-
sente no erlenmeyer = 0,05 mol 
Assim, para calcular a concentração 
molar da base: 
 
Exercício resolvido 
Por lei, o vinagre (solução aquosa de 
ácido acético) pode conter, no máximo 
4% em massa (0,67 mol/L) de ácido 
acético. Para você verificar se o vina-
gre utilizado em sua casa atende às 
especificações legais, para isso você 
verifica que 40 mL de vinagre são neu-
tralizados por 8 mL de solução aquosa 
de NaOH 2 M. A que conclusão você 
chegou? 
Dados: 
Vinagre: V = 40 mL = 0,04 L, [ác. acé-
tico] = ? (mols/L) 
NaOH(aq): V = 8 mL = 0,008 L, 
[NaOH] = 2 mols/L 
RESOLUÇÃO 
Cálculo do número de mols de NaOH 
que reage: 
2 mols de NaOH → 1 L de solução 
!!!!!!! X!!!!!!!!!!!!!!!!→ 0,008 L de solução 
!!!!!!! X = 0,016 mol 
Cálculo do número de mols de ác. 
acético que será neutralizado pelo 
NaOH: 
CH3-COOH + NaOH → CH3-COO-Na+ + 
H2O 
!!! 1 mol!!!!!!!!!!! 1 mol 
!!!!!X!!!!!!!!!!!!!!!! 0,016 mol 
!!!!!X = 0,016 mol 
Cálculo da [ác. acético] no vinagre: 
258
Diluição e mistura de soluções 
0,016 mol de ác. acético → 40 mL de 
vinagre 
! X!!!!!!!!!!!!!!!!!! → 1000 mL de vi-
nagre (1 L) 
X = 0,4 mol, com isso temos que: [ác. 
acético] = 0,4 mol/L 
Como a concentração de ác. acético 
máxima exigida por lei, no vinagre, é 
de 0,67 mol/L, com isso concluímos 
que a amostra de vinagre analisada 
não atende às especificações exigi-
das. 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 
Questão 01 - (UEG GO) Uma solu-
ção estoque de hidróxido de sódio foi 
preparada pela dissolução de 4 g do 
soluto em água, obtendo-se ao final 
100 mL e, posteriormente, determina-
do volume foi diluído para 250 mL ob-
tendo-se uma nova solução de con-
centração igual a 0,15 mol.L–1. 
O volume diluído, em mL, da solu-
ção estoque, é aproximadamente 
a) 26 
b) 37 
c) 50 
d) 75 
Questão 02 - (UEA AM) 100 mL de 
uma solução aquosa contendo 10 g de 
sacarose (açúcar comum) dissolvidos 
foram misturados com 100 mL de uma 
solução aquosa contendo 20 g desse 
açúcar dissolvidos. A concentração de 
sacarose na solução obtida, expressa 
em porcentagem (m/V), é 
a) 5%. 
b) 10%. 
c) 15%. 
d) 25%. 
e) 30%. 
Questão 03 - (ACAFE SC) Para pre-
parar 1,0 L de [NaOH] = 1,0 mol/L se 
dispõe de dois frascos distintos con-
tendo soluções de NaOH, um na con-
centração de 7% (m/v, frasco A) e ou-
tro 2% (m/v, frasco B). 
Dados: Na = 23 g/mol; O = 16 g/mol; 
H = 1 g/mol. 
Assinale a alternativa que contém os 
respectivos volumes das soluções A e 
B que uma vez misturados resultará na 
mistura desejada. 
a) 200mL e 800mL 
b) 500mL e 500mL 
c) 350mL e 650mL 
d) 400mL e 600mL 
Questão 04 - (Unievangélica GO) 
Em um procedimento, misturam-se 
300 mL de uma solução de ácido sul-
fúrico 0,10 mol.L–1 com 200 mL de uma 
outra solução de hidróxido de sódio 
0,15 mol.L–1. Em seguida, acrescenta-se 
500 mL de água destilada, formando 
uma solução resultante. 
Sobre a solução resultante, verifica-
se que 
a) a concentração molar do sal 
formado será de aproximada-
mente 0,06 mol.L–1. 
b) nessa mistura, o reagente 
limitante é o hidróxido de só-
dio, com excesso de ácido sul-
fúrico em torno de 0,15 mol. 
c) haverá uma neutralização 
parcial entre os reagentes, ob-
tendo-se umasolução de pH < 
7. 
d) houve neutralização total entre 
os reagentes das soluções, 
formando uma solução neutra. 
Questão 05 - (UniCESUMAR SP) O 
ácido fosfórico (H3PO4) é um acidulan-
te utilizado como aditivo em bebidas 
refrigerantes. Para determinar a con-
centração de uma solução aquosa de 
ácido fosfórico, um técnico de labora-
tório titulou uma amostra de 25,0 mL 
dessa solução com uma solução aquo-
DILUIÇÃO E MISTU-
RA DE SOLUÇÕES 
259
Diluição e mistura de soluções 
sa de hidróxido de sódio de concen-
tração 0,30 mol.L–1. A adição gota a 
gota da solução de hidróxido de sódio 
foi feita até que ocorresse a mudança 
de cor do indicador fenolftaleína de 
incolor para um tom levemente rosa. 
Considerando que foi necessária a 
adição de 10,0 mL da solução alcalina 
para que ocorresse a viragem do indi-
cador, pode-se afirmar que a concen-
tração de ácido fosfórico na amostra é 
de 
a) 0,001 mol.L–1. 
b) 0,040 mol.L–1. 
c) 0,12 mol.L–1. 
d) 0,10 mol.L–1. 
e) 0,75 mol.L–1. 
GABARITO: 
1) Gab: B 
2) Gab: C 
3) Gab: D 
4) Gab: C 
5) Gab: B 
EXERCÍCIOS PROPOSTOS 
Questão 01 - (UCB DF) 
Em determinado exame clínico uti-
lizado para medir a intolerância a 
carboidratos, um adulto deve be-
ber 200 mL de uma solução de 
glicose a 30% (70% de água e 30% 
de glicose). Quando uma criança é 
submetida a esse exame, a concen-
tração de glicose deve ser reduzi-
da para 20%. Quantos mililitros de 
água devem ser adicionados a 200 
mL de uma solução de glicose a 
30% para se preparar uma solução 
de glicose a 20%? 
a) 150 
b) 80 
c) 120 
d) 100 
e) 50 
Questão 02 - (Univag MT) 
O volume de água que deve ser 
adicionado a 300 mL de uma solu-
ção de cloreto de sódio de concen-
tração 20 g/L com a finalidade de 
se obter uma solução de concen-
tração equivalente a 15 g/L é 
a) 100 mL. 
b) 400 mL. 
c) 700 mL. 
d) 500 mL. 
e) 200 mL. 
Questão 03 - (UCB DF) 
O cloro é frequentemente adicio-
nado às piscinas para controlar mi-
crorganismos. Se o nível de cloro 
subir acima de 3 ppm (partes por 
milhão), os nadadores sentirão ar-
dor nos olhos e desconforto na 
pele. Se o nível cair abaixo de 1 
ppm, existe a possibilidade de a 
água ficar verde. O cloro deve ser 
adicionado à água da piscina em 
intervalos regulares. Se nenhum 
cloro for adicionado a uma piscina 
durante um período de 24 horas, 
então 20% do cloro se dissiparão 
para a atmosfera e 80% permane-
cerão na água. 
260
Diluição e mistura de soluções 
Considerando essa informações, se 
uma piscina tiver inicialmente 3,75 
ppm de cloro, então o tempo mí-
nimo para que o nível de cloro es-
teja abaixo de 3 ppm será igual a 
a) 4 dias. 
b) 2 dias. 
c) 3 dias. 
d) 1 dia. 
e) 5 dias. 
Questão 04 - (ENEM) 
Nos municípios onde foi detec-
tada a resistência do Aedes aegyp-
ti, o larvicida tradicional será subs-
tituído por outro com concentra-
ção de 10% (v/v) de um novo prin-
cípio ativo. A vantagem desse se-
gundo larvicida é que uma peque-
na quantidade da emulsão apre-
senta alta capacidade de atuação, 
o que permitirá a condução de 
baixo volume de larvicida pelo 
agente de combate às endemias. 
Para evitar erros de manipulação, 
esse novo larvicida será fornecido 
em frascos plásticos e, para uso em 
campo, todo o seu conteúdo deve 
ser diluído em água até o volume 
final de um litro. O objetivo é obter 
uma concentração final de 2% em 
volume do princípio ativo. 
Que volume de larvicida deve con-
ter o frasco plástico? 
a) 10 mL 
b) 50 mL 
c) 100 mL 
d) 200 mL 
e) 500 mL 
Questão 05 - (PUC Camp SP) 
Caldas cúpricas podem ser insu-
mos químicos utilizados como de-
fensivos agrícolas alternativos. A 
calda bordalesa, por exemplo, é 
indicada no combate a fungos e 
bactérias quando aplicada preven-
tivamente, podendo também ter 
ação repelente. Para o preparo de 
10 L da calda, procede-se da se-
guinte maneira: 
– Colocar 100 g de sulfato de co-
bre (II), CuSO4 5H2O, dentro de um 
pano de algodão, amarrar e mer-
gulhar em um vasilhame plástico 
com 1 litro de água morna. 
– Colocar 100 g de cal virgem, 
CaO, em um balde com capacida-
de para 10 litros. Em seguida, adi-
cionar 9 litros de água, aos poucos. 
– Adicionar, aos poucos e mexendo 
sempre, o litro da solução de sulfa-
to de cobre dentro do balde da 
água de cal. 
A quantidade final, em mol, de íons 
de cobre em cada litro de calda 
bordalesa é, aproximadamente, 
Dados: 
Massa molar do CuSO4 5H2O = 
250 g/mol 
a) 4,0 mol. 
b) 2,5 mol. 
c) 0,40 mol. 
d) 0,25 mol. 
e) 0,040 mol. 
⋅
⋅
261
Diluição e mistura de soluções 
Questão 06 - (FCM PB) 
No dia 19 de junho de 2008 foi 
promulgada a Lei 11705, conhecida 
como Lei Seca, que instituiu mais 
rigor aos condutores que dirigem 
sob efeito de álcool. A Lei, que 
causou impacto, auxiliou na dimi-
nuição de acidentes causados por 
condutores embriagados, princi-
palmente em cidades onde a fisca-
lização é mais eficiente. Para apli-
cação da lei, é utilizado equipa-
mento denominado etilômetro 
vulgarmente chamado de bafôme-
tro. Os primeiros bafômetros fun-
cionavam a base de reações quí-
micas com o dicromato de potás-
sio. O etanol não absorvido pelo 
organismo é eliminado pela respi-
ração. O indivíduo suspeito de es-
tar dirigindo embriagado deve as-
soprar a mistura contida no apare-
lho. Se ele estiver embriagado, a 
cor laranja do dicromato de potás-
sio em meio ácido muda para ver-
de, cor característica do sulfato de 
crômio, mostrando a redução do 
dicromato e a oxidação do álcool. 
Quanto maior o teor de álcool ex-
pirado pelo motorista, mais intensa 
a cor verde. Na fabricação de um 
bafômetro faz-se necessário a pre-
paração de uma solução de dicro-
mato de potássio (K2Cr2O7). Uma 
solução foi preparada transferindo-
se 29,4 g de K2Cr2O7, em um balão 
volumétrico de 500 mL, e diluída 
com H2O destilada até a marca de 
aferição. Uma alíquota de 25 mL 
desta solução foi transferida para 
um balão volumétrico de 250 mL e 
diluída com H2O até a referida 
marca. Depois 10 mL da solução 
diluída foram transferidos para um 
balão de 100 mL e diluídos com 
H2O até o traço de aferição. 
A concentração final da solução é 
de aproximadamente: 
a) 2 10–2 mol/L 
b) 2 100 M 
c) 2 10–1 mol/L 
d) 2 101 M 
e) 2 10–3 mol/L 
Questão 07 - (UNITAU SP) 
Uma solução é obtida misturando-
se 300 g de uma solução A com 
400 g de uma solução B. A solu-
ção A consiste em uma mistura 
cuja concentração do soluto é 25% 
(m/m), enquanto que, na solução 
B, a concentração do soluto é 40% 
(m/m). 
Qual a porcentagem de massa to-
tal do soluto (m/m) da solução ob-
tida? 
Obs: m/m = massa/massa 
a) 66,43% 
b) 33,57% 
c) 25,0% 
d) 40,0% 
e) 50, 0% 
Questão 08 - (UEA AM) 
100 mL de uma solução aquosa 
contendo 10 g de sacarose (açúcar 
comum) dissolvidos foram mistu-
rados com 100 mL de uma solução 
aquosa contendo 20 g desse açú-
car dissolvidos. A concentração de 
sacarose na solução obtida, ex-
pressa em porcentagem (m/V), é 
×
×
×
×
×
262
Diluição e mistura de soluções 
a) 5%. 
b) 10%. 
c) 15%. 
d) 25%. 
e) 30%. 
Questão 09 - (ACAFE SC) 
Para preparar 1,0 L de [NaOH] = 1,0 
mol/L se dispõe de dois frascos 
distintos contendo soluções de 
NaOH, um na concentração de 7% 
(m/v, frasco A) e outro 2% (m/v, 
frasco B). 
Dados: Na = 23 g/mol; O = 16 g/
mol; H = 1 g/mol. 
Assinale a alternativa que contém 
os respectivos volumes das solu-
ções A e B que uma vez mistura-
dos resultará na mistura desejada. 
a) 200mL e 800mL 
b) 500mL e 500mL 
c) 350mL e 650mL 
d) 400mL e 600mL 
Questão 10 - (PUC SP) 
Em um béquer foram misturados 
200 mL de uma solução aquosa de 
cloreto de cálcio de concentração 
0,5 mol.L–1 e 300 mL de uma solu-
ção 0,8 mol.L–1 de cloreto de sódio. 
A solução obtida apresenta con-
centração de ânion cloreto de 
aproximadamente 
a) 0,34 mol.L–1 
b) 0,65 mol.L–1 
c) 0,68 mol.L–1 
d) 0,88 mol.L–1 
e) 1,3 mol.L–1 
Questão 11 - (UNIRG TO) 
O ácido acético (CH3COOH) é um 
componente do vinagre. A deter-
minação do teor desse ácido em 
vinagreé feita por titulação com 
NaOH 0,1 mol/L. Na titulação, o 
número de mols de NaOH e CH3-
COOH que reage é igual. Para titu-
lar 2 ml de vinagre são gastos 14 
ml da base. Neste caso, seu teor de 
ácido acético é: 
Massa Molar do ácido acético = 60 
g/mol 
a) 4,2 %. 
b) 4,0 %. 
c) 3, 8 %. 
d) 3,5 %. 
Questão 12 - (Unioeste PR) 
A titulação é uma técnica analítica 
bastante utilizada para determinar 
a concentração de substâncias que 
não são padrões primários. Assim, 
utiliza-se geralmente um padrão 
primário para padronizar as solu-
ções que são usadas para outras 
titulações. Com base neste concei-
to, uma amostra de 0,3180 g de 
carbonato de sódio (Na2CO3), pa-
drão primário, necessitou de 30,00 
mL de uma solução de HCl para 
completa neutralização. Em rela-
ção à concentração de HCl e à es-
tequiometria da reação abaixo, as-
sinale a alternativa CORRETA. 
Dados: MM(Na2CO3) = 106g/mol 
263
Diluição e mistura de soluções 
Na2CO3 + HCl NaCl + H2CO3 
a) A concentração de HCl é 0,10 
mol/L, e a relação estequiomé-
trica Na2CO3:HCl, é 1:1. 
b) A concentração de HCl é 0,20 
mol/L, e a relação estequiomé-
trica Na2CO3:HCl, é 1:2. 
c) A concentração de HCl é 0,10 
mol/L, e a relação estequiomé-
trica Na2CO3:HCl, é 1:2. 
d) A concentração de HCl é 0,20 
mol/L, e a relação estequiomé-
trica Na2CO3:HCl, é 1:1. 
e) A concentração de HCl é 0,10 
mol/L, e a relação estequiomé-
trica Na2CO3:HCl, é 2:1. 
Questão 13 - (PUC SP) 
A análise gravimétrica é baseada 
em medidas de massa. A substân-
cia a ser testada pode ser mistura-
da com um reagente para forma-
ção de um precipitado, o qual é 
pesado. É possível determinar a 
quantidade de cálcio presente na 
água, por exemplo, misturando a 
amostra com excesso de ácido 
etanodióico, seguida de uma solu-
ção de amônia. Os íons cálcio rea-
gem com íons etanodioato for-
mando, etanodioato de cálcio. O 
etanodioato de cálcio é convertido 
em óxido de cálcio, através de 
aquecimento, o qual é pesado. 
Uma amostra de 200 cm3 de água 
foi submetida ao tratamento des-
crito acima. A conversão de eta-
nodioato de cálcio em óxido de 
cálcio foi feita em um cadinho que 
tinha uma massa de 28,520 g. 
Após a conversão, a massa obtida 
foi de 28,850 g. 
Qual a concentração, aproximada, 
de íons cálcio na amostra de água? 
a) 3 10–2 mol/L 
b) 6 10–3 mol/L 
c) 3 10–5 mol/L 
d) 0,33 mol/L 
Questão 14 - (PUC Camp SP) 
O veneno de formiga contém o 
ácido metanoico, HCOOH. Para 
neutralizar 1,0 mL de solução 0,1 
mol/L desse ácido, é necessário 
utilizar um volume de solução de 
NaOH 0,02 mol/L igual a 
a) 5 mL. 
b) 10 mL. 
c) 15 mL. 
d) 20 mL. 
e) 25 mL. 
Questão 15 - (FCM PB) 
Quando 25mL de uma solução 
desconhecida foram titulados, ob-
teve-se o gráfico ao lado, onde o 
pH do ponto de equivalência da 
curva de titulação é 5,28. 
Com base nesse gráfico, considere 
as seguintes proposições. 
⇔
×
×
×
264
Diluição e mistura de soluções 
 
I. A titulação feita envolveu uma 
base forte e um ácido forte. 
II. Um indicador apropriado para 
essa titulação seria o vermelho 
de metila, que muda de cor 
(vermelho para amarelo), na 
faixa de pH entre 4,8 e 6,0. 
III. A substância titulada é uma 
base fraca, e a titulante é um 
ácido forte. 
IV. As primeiras gotas do titulante, 
ao serem adicionadas, provo-
cam a formação de uma solu-
ção tampão. 
Está(ão) correta(s): 
a) I, II, III e IV 
b) apenas I, II e III 
c) apenas I , II e IV 
d) apenas I, III e IV 
e) apenas II, III e IV 
Questão 16 - (ENEM) 
O vinagre é um produto alimen-
tício resultante da fermentação do 
vinho que, de acordo com a legis-
lação nacional, deve apresentar um 
teor mínimo de ácido acético 
(CH3COOH) de 4% (v/v). Uma em-
presa está desenvolvendo um kit 
para que a inspeção sanitária seja 
capaz de determinar se alíquotas 
de 1 mL de amostras de vinagre 
estão de acordo com a legislação. 
Esse kit é composto por uma am-
pola que contém uma solução 
aquosa de Ca(OH)2 0,1 mol/L e um 
indicador que faz com que a solu-
ção fique cor-de-rosa, se estiver 
básica, e incolor, se estiver neutra 
ou ácida. Considere a densidade 
do ácido acético igual a 1,10 g/cm3, 
a massa molar do ácido acético 
igual a 60 g/mol e a massa molar 
do hidróxido de cálcio igual a 74 
g/mol. 
Qual é o valor mais próximo para o 
volume de solução de Ca(OH)2, em 
ml, que deve estar contido em 
cada ampola do kit para garantir a 
determinação da regularidade da 
amostra testada? 
a) 3,7 
b) 6,6 
c) 7,3 
d) 25 
e) 36 
Questão 17 - (ENEM) 
Laboratórios de química geram 
como subprodutos substâncias ou 
misturas que, quando não têm 
mais utilidade nesses locais, são 
consideradas resíduos químicos. 
Para o descarte na rede de esgoto, 
o resíduo deve ser neutro, livre de 
solventes inflamáveis e elementos 
tóxicos como Pb, Cr e Hg. Uma 
possibilidade é fazer uma mistura 
de dois resíduos para obter um 
material que apresente as caracte-
rísticas necessárias para o descar-
te. Considere que um laboratório 
265
Diluição e mistura de soluções 
disponha de frascos de volumes 
iguais cheios dos resíduos, listados 
no quadro. 
 
Qual combinação de resíduos po-
derá ser descartada na rede de es-
gotos? 
a) I e II 
b) II e III 
c) II e IV 
d) V e VI 
e) IV e VI 
Questão 18 - (UNITAU SP) 
25 mL de HCl é titulado com 
0,185M de NaOH, usando fenolfta-
leína como indicador de pH. Se 
32,6 mL de NaOH são necessários 
para mudar a cor do indicador, a 
concentração de HCl (M) é igual a 
a) 0,060 
b) 0,125 
c) 0,241 
d) 0,500 
e) 1,000 
GABARITO: 
1) Gab: D 
2) Gab: A 
3) Gab: D 
4) Gab: D 
5) Gab: E 
6) Gab: E 
7) Gab: B 
8) Gab: C 
9) Gab: D 
10) Gab: D 
11) Gab: A 
12) Gab: B 
13) Gab: A 
14) Gab: A 
15) Gab: E 
16) Gab: A 
17) Gab: C 
18) Gab: C 
266
267
Propriedades Coligativas e Colóides
PROPRIEDADES 
COLIGATIVAS 
A água pura à pressão de 1 atm pos-
sui ponto de fusão de 0oC e ponto 
de ebulição de 100oC. 
No entanto, quando adicionamos 
um soluto não volátil à água, o solu-
to modifica as propriedades físicas 
da água. Agora a água congela abai-
xo de 0oC e ferve acima de 100oC. 
Estas alterações das propriedades 
físicas da água devido à adição do 
soluto são denomi-
nados de efeitos 
coligativos. 
Adição de um solu-
to não volátil à água 
Para cada propriedade física que 
modifica temos uma propriedade 
coligativa que estuda este efeito: 
Os efeitos coligativos dependem 
somente do número de partículas 
do soluto dissolvidas. Quanto maior 
for o número de partículas do soluto 
dissolvidas, maiores serão os efeitos 
coligativos. 
! 
Pressão Máxima de Vapor 
1. Definição 
Vamos imaginar um cilindro munido 
de um êmbolo totalmente apoiado 
em um líquido puro contido no seu 
interior. 
Se elevarmos o êmbolo, criaremos 
um espaço vazio, e o líquido come-
çará a vaporizar-se. 
 
I) Inicialmente temos evaporação, 
pois ainda não existem moléculas no 
estado de vapor; 
II) A velocidade de evaporação é 
maior que a velocidade de conden-
sação; 
III) Após algum tempo, a velocidade 
de condensação iguala-se à veloci-
dade de evaporação e o sistema 
atinge um equilíbrio dinâmico: a 
cada unidade de tempo, o número 
de moléculas que passam para o es-
tado gasoso é igual ao nº de molé-
culas que retornam para a fase líqui-
da; 
Em resumo, no início, a velocidade 
com que o líquido passa a vapor é 
alta e a velocidade com que o vapor 
volta ao líquido é baixa. No decorrer 
do processo, a velocidade com que 
o líquido passa a vapor vai dimi-
nuindo, e aumenta a velocidade com 
que o vapor volta ao líquido. Quan-
do temos a impressão de que o pro-
cesso parou, o que ocorreu realmen-
te foi um equilíbrio, isto é, as duas 
velocidades se igualaram. 
Nesta situação, dizemos que foi 
atingida a pressão máxima de vapor 
do líquido. 
EFEITO COLI-
GATIVO
PROPRIEDADE 
COLIGATIVA
Diminuição da pres-
são de vapor Tonoscopia
Aumento do Ponto 
de Ebulição Ebulioscopia
Diminuição do Pon-
to de Congelamento Crioscopia
Aumento da PressãoOsmótica Osmoscopia
268
Propriedades Coligativas e Colóides
2. Fatores que Influenciam 
A pressão máxima de vapor depen-
de de alguns fatores: 
2.1. Natureza do Líquido 
Líquidos mais voláteis como éter, 
acetona etc. evaporam-se mais in-
tensamente, o que acarreta uma 
pressão de vapor maior. 
O gráfico abaixo mostra a variação 
da pressão de vapor de alguns líqui-
dos em função da temperatura. 
 
O gráfico mostra que quanto maior 
a pressão de vapor de um líquido, 
ou melhor, quanto mais volátil ele 
for, mais rapidamente entrará em 
ebulição. 
2.2. Temperatura 
Aumentando a temperatura, qual-
quer líquido irá evaporar mais inten-
samente, acarretando maior pressão 
de vapor. 
Observe a variação de pressão má-
xima de vapor da água em função 
da temperatura e o respectivo gráfi-
co: 
 
Observação – A passagem de uma 
substância da fase líquida para a 
fase gasosa pode ocorrer de duas 
formas: 
I. Evaporação 
Consiste em uma vaporização relati-
vamente lenta, em que as moléculas 
mais velozes vencem as forças de 
atração intermoleculares e passam 
para o estado gasoso. Um líquido 
evapora em busca de maior estabili-
dade, pois, as moléculas que esca-
pam são as mais energéticas. 
 
A evaporação depende da superfície 
de contato entre o líquido e fase ga-
sosa: quanto maior for a superfície 
de contato, mais intensa será a eva-
poração. 
II. Ebulição 
É uma vaporização turbulenta, na 
qual a passagem da fase líquida para 
a gasosa pode ocorrer em qualquer 
ponto da fase líquida, e não apenas 
na superfície. Esse tipo de vaporiza-
ção apresenta como característica a 
formação de bolhas, isto é, porções 
de vapor cercadas por uma película 
de líquido. 
269
Propriedades Coligativas e Colóides
As bolhas só podem existir se a 
pressão de seu vapor for igual ou 
maior que a pressão externa – a 
pressão atmosférica mais a pressão 
da massa líquida, que comumente é 
desprezível. 
 
Um líquido entra em ebulição quan-
do a sua pressão de vapor se iguala 
à pressão atmosférica. 
Exemplo – O gráfico abaixo mostra 
a variação da pressão de vapor da 
água em função da temperatura. 
 
Ao nível do mar, onde a pressão at-
mosférica é de 760 mmHg, a água 
ferve a 100 °C. Isto quer dizer que a 
100 °C a pressão da água é igual a 
760 mmHg. Observando-se o gráfi-
co acima, verifica-se que a tempera-
turas diferentes o líquido também 
pode ferver, bastando, para isso, que 
se altere a pressão externa que atua 
sobre ele. 
Assim, no alto de uma montanha, 
onde a pressão atmosférica é menor 
que 1 atm, a água ferve abaixo de 
100 °C, enquanto em uma panela de 
pressão, onde a pressão é superior a 
1 atm, a água ferve acima de 1000C. 
A temperatura na qual o líquido fer-
ve, sob pressão de 1 atm, é chamada 
de temperatura de ebulição normal 
ou ponto de ebulição normal. 
Desta forma, o ponto de ebulição 
normal da água é de 100°C. 
Exemplo – No pico Everest, a água 
ferve em torno de 70 °C; numa pa-
nela de pressão, ela ferve em torno 
de 110°C. 
Pressão Máxima de Vapor e Ponto 
de Ebulição 
Para que um líquido entre em ebuli-
ção, é necessário que a pressão de 
vapor no interior da bolha seja igual 
à pressão atmosférica sobre a super-
fície do líquido. 
 
Patm = Pressão de vapor 
A temperatura do líquido corres-
ponde a sua temperatura de ebuli-
ção. 
A temperatura de ebulição de um 
líquido varia quando ocorre mudan-
ça da pressão atmosférica sobre ele, 
ou seja, mudança de local. 
Pressão Máxima de Vapor e Ponto 
de Ebulição 
Quanto menor a pressão atmosféri-
ca, menor a pressão de vapor de um 
líquido, a sua temperatura de ebuli-
ção e vice-versa. 
Pvapor = Patm
270
Propriedades Coligativas e Colóides
 
3. Diagrama de Fases da Água 
Se representarmos em um mesmo 
gráfico a variação da temperatura 
de ebulição e a variação de tempe-
ratura de solidificação da água em 
função de sua pressão de vapor, ob-
teremos o seguinte. 
 
No ponto onde a pressão é igual a 
4,579 mmHg, a temperatura é igual 
a 0,01 °C e a curva de ebulição coin-
cide com a curva de solidificação da 
água. Isso significa que nessa pres-
são e temperatura temos o equilí-
brio: 
água sólida água líquida água 
vapor 
Esse ponto (4,579 X 0,01) é chama-
do de ponto triplo da água. Abaixo 
de 4,579 mmHg, a água passa dire-
tamente da fase sólida à fase de va-
por, ou seja, ocorre a sublimação. 
Se acrescentarmos ao gráfico acima 
a variação da temperatura em pres-
são abaixo de 4,579 mmHg, obtere-
mos a curva de sublimação. 
 
O gráfico anterior é conhecido como 
diagrama de fase da água. Nele, ob-
servamos que: 
• No ponto triplo coexistem as 3 fa-
ses de equilíbrio: 
água sólida água líquida água 
vapor[ 
• Na curva de sublimação coexistem 
as fases sólida e !vapor: 
água sólida água vapor 
• Na curva de solidificação coexis-
tem as fases sólida e!líquida: 
água sólida água líquida 
• Na curva de ebulição coexistem as 
fases líquida e vapor: 
água líquida água vapor 
• Em toda região à direita das curvas 
de ebulição e de! sublimação existe 
somente a fase vapor d’água. 
• Em toda região entre as curvas de 
solidificação e de ebulição existe 
somente a fase líquida da água. 
Tonoscopia 
É o estudo do abaixamento da pres-
são máxima de vapor de um líquido, 
que é ocasionado pela dissolução de 
um soluto não-volátil. 
A pressão de vapor da solução for-
mada por um soluto (não-volátil) em 
271
Propriedades Coligativas e Colóides
solvente é menor que a do solvente 
puro, pois a dissolução de um soluto 
não volátil aumenta a entropia do 
líquido e consequentemente a esta-
bilidade do mesmo. Sendo assim, o 
líquido emite menos vapor, o que 
acarreta diminuição da sua pressão 
de vapor naquela temperatura. Por-
tanto, quanto maior o número de 
partículas do soluto em solução, 
maior o abaixamento da pressão 
máxima de vapor e menor a pressão 
de vapor do solvente. 
Esquematicamente, podemos repre-
sentar: 
 
Efeito Tonoscópico 
 
A experiência mostra que a dissolu-
ção de uma substância não-volátil 
num solvente provoca o abaixamen-
to de sua pressão de vapor, isto é, a 
cada temperatura, a solução possui 
menor pressão de vapor que o sol-
vente puro. 
 
O diagrama mostra o abaixamento 
da pressão de vapor da solução em 
relação ao solvente puro, sendo: 
p2: pressão de vapor do solvente 
puro; 
p = pressão de vapor da solução; 
Δp = p2 – p = abaixamento absoluto 
da pressão de vapor; 
Ebulioscopia 
É o estudo da elevação da tempera-
tura de ebulição de um líquido, por 
meio da adição de um soluto não 
volátil. 
A diminuição da pressão máxima de 
vapor do solvente, devido à adição 
de um soluto não-volátil, leva inevi-
tavelmente ao aumento da tempera-
tura de ebulição, já que para um lí-
quido ebulir sua pressão de vapor 
tem que se igualar à pressão exter-
na. 
Quanto maior a concentração de 
partículas do soluto, maior a eleva-
ção da temperatura de ebulição do 
solvente e maior a temperatura de 
ebulição do mesmo. 
 
∆te = Elevação da temperatura de 
ebulição 
 
Onde temos: 
te2 = temperatura de ebulição do 
solvente puro; 
te = temperatura de ebulição do sol-
vente na solução. 
272
Propriedades Coligativas e Colóides
Crioscopia 
 
Efeito Crioscopico do sal no Ponto 
de Solidificação da água: à direita 
água pura com Ponto de Solidifica-
ção de 0oC e a esquerda água e sal 
com Ponto de Solidificação de -18oC. 
É o estudo do abaixamento da tem-
peratura de congelação de um líqui-
do, por meio da adição de um soluto 
não-volátil. 
A diminuição da pressão de vapor 
do solvente, devido à adição de um 
soluto, leva à diminuição da tempe-
ratura de congelamento. Isso se 
deve ao fato de a dissolução do so-
luto não-volátil aumentar a entropia 
do líquido, e para congelar tal líqui-
do diminuindo a sua entropia com a 
formação do retículo cristalino, é 
necessário a retirada de uma maior 
quantidade de energia térmica. 
Quanto maior a concentração de 
partículas do soluto, maior o abai-
xamento da temperatura de conge-
lamento do solventee menor a tem-
peratura de congelamento do mes-
mo. 
 
∆tc = Abaixamento da temperatura 
de congelamento 
 
Onde temos: 
tc2 = temperatura de congelamento 
do solvente puro; 
tc = temperatura de congelamento 
do solvente na solução. 
Graficamente, podemos representar 
os efeitos ebulioscópico e crioscópi-
co. 
 
Onde: 
• tc = temperatura de solidificação 
do líquido na solução; 
• = temperatura de solidificação 
do líquido puro; 
• ΔtC= efeito crioscópico; 
• te = temperatura de ebulição do 
líquido na solução; 
• = temperatura de ebulição do 
líquido puro; 
• ΔtE= efeito ebulioscópico; 
• No ponto A ocorre a solidificação 
do líquido puro; 
273
Propriedades Coligativas e Colóides
• No ponto A' ocorre a solidificação 
do líquido na solução; 
• No ponto B ocorre a ebulição do 
líquido puro; 
• No ponto B' ocorre a ebulição do 
líquido na solução. 
Osmose 
Osmose é a passagem de um sol-
vente de um meio mais diluído para 
um meio mais concentrado, através 
de uma membrana semipermeável 
(MSP). A osmose também é uma 
propriedade coligativa da solução, 
pois depende do número de partícu-
las do soluto não volátil dissolvidas. 
 
Nota: 
A membrana semipermeável (MSP), 
que pode ser feita de bexiga de 
animal ou celofane, é seletiva, ou 
seja, deixa passar o solvente, mas 
não deixa passar o soluto. 
Observa-se que o nível do solvente 
diminui após um certo tempo, en-
quanto o nível da solução aumenta. 
Exemplo: 
Dadas duas soluções de um mesmo 
soluto, A e B, inicialmente 0,1 M e 0,2 
M, separadas por uma membrana 
semipermeável. 
 
Verifica-se que as soluções A e B 
mudam de concentração após a os-
mose. 
Pressão Osmótica (Osmoscopia) 
Pressão osmótica é a pressão que se 
deveria aplicar sobre a solução para 
impedir a passagem do solvente 
através da membrana semipermeá-
vel. A pressão osmótica é represen-
tada pela letra grega ". Essa pres-
são é equivalente à pressão exercida 
pelo solvente na passagem através 
da membrana. 
 
Osmoscopia é a medida da pressão 
osmótica, que pode ser medida por 
aparelhos chamados osmômetros. 
Soluções isotônicas são soluções de 
mesma pressão osmótica. Uma solu-
ção será hipotônica em relação à 
outra, quando tiver menor pressão 
osmótica; e será hipertônica quando 
tiver maior pressão osmótica. 
Exemplo: 
Uma solução 0,4 molar de um certo 
soluto será hipertônica em relação a 
uma solução 0,1 molar do mesmo 
soluto, no mesmo solvente e à mes-
ma temperatura. 
274
Propriedades Coligativas e Colóides
Leis de Van’t Hoff para a Osmose 
1a) A pressão osmótica é diretamen-
te proporcional à temperatura abso-
luta da solução: 
 
2a) A pressão osmótica é diretamen-
te proporcional à concentração mo-
lar da solução: 
 
Juntando-se as duas leis pela pro-
porcionalidade mútua, obtém-se: 
 
Sabendo-se que 
logo a equação (I) fica: 
 
Onde: 
k – constante universal dos gases 
perfeitos (R); 
 ou 
p = Pressão osmótica da solução 
(atm ou mmHg); 
V = Volume da solução (litros); 
n = Quantidade em mols do soluto; 
T = Temperatura absoluta da solu-
ção (kelvin). 
Membranas semipermeáveis são 
membranas existentes na natureza 
que têm a capacidade de deixar 
passar somente um líquido (a água), 
ou solvente, mas não deixam passar 
sais nela dissolvidos. Na verdade, o 
que se verifica é uma propriedade 
seletiva, isto é, o solvente água pas-
sa de um lado para o outro da 
membrana com muito mais facilida-
de do que os solutos (sais) existen-
tes. 
As paredes das células dos seres vi-
vos são membranas semipermeáveis 
naturais, regulando a passagem de 
sais e nutrientes para dentro da cé-
lula ou para fora dela. 
Os cientistas descobriram que exis-
tem membranas sintéticas que exi-
bem a mesma propriedade. Talvez a 
mais comum delas seja o acetato de 
celulose, aquele papel transparente 
que costuma envolver os maços de 
cigarro. Com uma folha de acetato 
de celulose pode-se efetuar uma 
experiência de osmose, fenômeno 
descrito a seguir. 
A osmose natural ocorre quando 
duas soluções salinas de concentra-
ções diferentes encontram-se sepa-
radas por uma membrana semiper-
meável. Neste caso, a água (solven-
te) da solução menos concentrada 
tenderá a passar para o lado da so-
lução de maior salinidade. Com isto, 
esta solução mais concentrada, ao 
receber mais solvente, se dilui, num 
processo impulsionado por uma 
grandeza chamada “pressão osmóti-
ca”, até que as duas soluções atin-
jam concentrações iguais. 
Para melhor entender o fenômeno, 
recorre-se ao pequeno aparato exi-
bido abaixo: um vaso dividido ao 
meio por uma membrana semiper-
meável. 
 
275
Propriedades Coligativas e Colóides
A água do lado direito do vaso ten-
de a passar para o lado esquerdo, 
aumentando o nível da solução; a 
diferença de altura h corresponde à 
pressão osmótica. 
Osmose Reversa 
A osmose reversa ocorre quando se 
aplica uma pressão no lado da solu-
ção mais salina ou concentrada, re-
vertendo-se a tendência natural. 
Neste caso, a água da solução salina 
passa para o lado da água pura, fi-
cando retidos os íons dos sais nela 
dissolvidos. 
A pressão a ser aplicada equivale a 
uma pressão maior do que a pressão 
osmótica característica da solução. 
Dessalinizadores 
São equipamentos destinados a 
produzir água potável a partir de 
água do mar ou salobra, empregan-
do o processo de osmose reversa e 
membranas osmóticas sintéticas. As 
condições de trabalho de um dessa-
linizador são bastante severas, pois 
aliam um elemento altamente corro-
sivo (íon cloreto) a altas pressões (5 
600 a 16 800 atm). 
Classificação de uma Solução quan-
to à Natureza do Soluto 
Em uma solução iônica, há íons em 
solução; as partículas dissolvidas são 
íons provenientes da dissolução de 
um sólido iônico ou da ionização de 
uma substância molecular. Exem-
plos: solução aquosa de sal de cozi-
nha (NaCl); solução aquosa de ácido 
sulfúrico (H2SO4); 
 
 
Como as propriedades coligativas 
dependem apenas do número de 
partículas de soluto, e não de sua 
natureza, temos que, numa solução 
iônica, os efeitos coligativos são 
mais intensos que na solução mole-
cular de mesma concentração. 
Sendo assim, o número de partículas 
de soluto existentes na solução vai 
depender: 
⇒ do número de íons presentes 
em cada fórmula do compos-
to; 
⇒ do grau de dissociação ou io-
nização (a) desse composto a 
uma dada temperatura. 
Exemplo 
Cons idere o ác ido su l fú r ico, 
H2SO4(aq), com grau de ionização a = 
61% ou 0,61 a 18°C. 
A ionização de uma molécula de H2-
SO4 é dada pela equação: 
 
Se considerarmos 100 moléculas de 
H2SO4, nas condições descritas, te-
mos: 
276
Propriedades Coligativas e Colóides
 
Isto significa que cada 100 molécu-
las de H2SO4 dissolvidas em água 
dão origem a 222 partículas em so-
lução. 
O cientista holandês Jakobus Henri-
cus Van’t Hoff, por volta de 1882, 
percebeu que o número de partícu-
las, em solução iônica, poderia ser 
calculado! pelo produto do número 
de partículas dissolvidas por um cer-
to fator i que, em sua homenagem, é 
conhecido como fator de correção 
de Van’t Ho!. 
Nº de partículas em solução = Nº de 
partículas dissolvidas . i 
Observe no nosso exemplo: 
222 = 100 · i onde: 
Van’t Hoff demonstrou que o fator 
de correção (i) podia ser calculado 
pela relação: 
 
Onde: 
a = grau de ionização ou dissociação 
do composto; 
q = no total de íons liberados na io-
nização de 1 molécula ou na dissoci-
ação de 1 agregado iônico. 
! 
Como vimos, o soluto iônico apre-
senta um número de partículas mai-
or e, conseqüentemente, o efeito co-
ligativo será mais acentuado. 
Portanto, torna-se necessário, então, 
corrigir as equações, introduzindo 
um fator corretivo de Van't Hoff (i). 
Então temos: 
 
TEXTO COMPLEMENTAR 
 
O Processo de Dessalinização 
 
As usinas de dessalinização em Abu 
Dhabi também produzem eletricida-
de 
Dessalinizadores funcionam segun-
do o princípio de osmose reversa. 
Esse fenômeno, conhecido dos cien-
tistas desde o fim do séculopassa-
do, passou a ser aplicado em pro-
cessos industriais na década de 60. 
desde a década de 80, o emprego 
de membranas semipermeáveis sin-
téticas em aplicações industriais 
passou a se difundir, ampliando o 
campo de aplicação deste processo. 
Isto resulta em contínuas reduções 
de custo, não só pela maior escala 
de produção permitida como tam-
bém pelo crescente conhecimento 
tecnológico adquirido. Nos anos re-
277
Propriedades Coligativas e Colóides
centes, os avanços científicos no 
campo de indústria de microchips e 
da biotecnologia provocaram uma 
demanda por água de elevada pure-
za. Por outro lado, a consciência de 
preservação do meio ambiente da 
sociedade implica também trata-
mentos de rejeitos industriais mais 
sofisticados e de maior eficiência. 
Nestes campos a osmose reversa 
tem se desenvolvido bastante. A es-
cassez de água potável em muitas 
regiões do planeta também deter-
mina uma demanda por processos 
de dessalinização seguros e econô-
micos. Assim, o processo de dessali-
nização por osmose reversa tem se 
difundido, seus custos vêm decres-
cendo e sendo colocados até ao al-
cance do indivíduo, viabilizando 
muitos projetos antes impensáveis. 
COLÓIDES 
Como você perceberá, as disper-
sões coloidais possuem participa-
ções importantes em nosso cotidi-
ano, sendo classificadas de acordo 
com o estado físico dos participan-
tes. Vários alimentos, medicamen-
tos e produtos cosméticos são sis-
temas coloidais. Veja alguns exem-
plos no quadro abaixo: 
 
Os sistemas coloidais vêm sendo 
utilizados pelas civilizações desde 
os primórdios da humanidade. Os 
povos utilizaram géis de produtos 
naturais como alimento, dispersões 
de argilas para fabricação de uten-
sílios de cerâmica e dispersões co-
loidais de pigmentos para decorar 
as paredes das cavernas com mo-
tivos de animais e de caça. 
Graham, em 1861, introduziu os 
termos colóide e diálise em um 
estudo sobre a difusão da matéria 
nos estados gasoso e líquido. O 
termo colóide, do grego, signifi ca 
cola e na época referiu-se às solu-
ções de goma arábica, substância 
sem estrutura defi nida e de natu-
reza viscosa hoje conhecida como 
macromolécula. A goma arábica 
(colóide) difundia mais lentamente 
que soluções de sais (cristalóide). 
Diálise é o processo de separação 
através do qual, moléculas meno-
res atravessam uma membrana 
semipermeável enquanto as molé-
culas maiores ou partículas coloi-
dais são retidas pela mesma mem-
brana. 
Sistemas coloidais estão presentes 
no cotidiano desde as primeiras 
horas do dia, na higiene pessoal 
(sabonete, xampu, pasta de dente 
e espuma ou creme de barbear), 
maquiagem, cosméticos, e no café 
da manhã, (leite, café, manteiga, 
cremes vegetais e geléias de fru-
tas). No caminho para o trabalho 
podemos enfrentar neblina, polui-
ção do ar ou ainda apreciar a cor 
azul do céu, parcialmente explica-
da pelo espalhamento Rayleigh da 
luz do Sol ao entrar na atmosfera 
contendo moléculas e partículas 
de poeira cósmica atraídas pela 
Terra. No almoço, temperos, cre-
mes e maionese para saladas. No 
entardecer, ao saborear cerveja, 
refrigerante ou sorvete estamos 
ingerindo colóides. Os colóides 
ainda estão presentes em diversos 
processos de produção de bens de 
consumo, incluindo o da água po-
tável, os processos de separação 
278
Propriedades Coligativas e Colóides
nas indústrias, de biotecnologia e 
de ambiente. 
São também muito importantes os 
colóides biológicos, tais como o 
sangue, o humor vítreo e o cristali-
no. 
EFEITO TYNDALL 
As partículas que compõem os sis-
temas coloidais são muito peque-
nas para serem identifi cadas a 
olho nu, mas o seu tamanho é qua-
se igual ao do comprimento de 
onda da luz visível. Por isso, uma 
luz que atravesse um sistema co-
loidal irá ser refletida pelas partícu-
las. Esse é o chamado Efeito Tyn-
dall, e pode ser vis-
to, por exemplo, no 
desvio da luz do 
sol por partículas 
coloidais de fuma-
ça ou de neblina, 
em um pôr-do-sol 
vermelho brilhante 
ou no ar nebuloso 
de uma floresta. 
O efeito Tyndall recebeu esse 
nome , em homenagem ao brilhan-
te físico inglês, John Tyndall (1820 
– 1893), que demonstrou por que o 
céu é azul, e estudou de forma 
muito completa os fenômenos de 
espalhamento da luz por partículas 
e poeira. Esse efeito também foi 
observado por Tyndall quando um 
pincel de luz atravessava alguns 
sistemas coloidais. Esse espalha-
mento da luz é seletivo, isto é, de-
pende das dimensões das partícu-
las dispersas e do comprimento de 
onda da radiação. Dessa forma, é 
possível que uma determinada cor 
de luz se manifeste de maneira 
mais acentuada do que outras. 
MOVIMENTO BROWNIANO 
 
Uma outra característica típica dos 
sistemas coloidais é o Movimento 
Browniano, observado pela primei-
ra vez pelo biólogo inglês Robert 
Brown. Uma gota de uma disper-
são coloidal, ao ser colocada ao 
microscópio, mostrará pontos lu-
minosos se movimentando. Essa 
movimentação das partículas dis-
persas se deve ao choque entre 
elas e as moléculas da substância 
dispersante. 
COLÓIDES HIDROFÓBICOS E HI-
DROFÍLICOS 
Os colóides mais importantes são 
aqueles em que o meio dispersan-
te é a água. São classificados em 
hidrofóbicos (possuem aversão à 
água) e hidrofílicos (possuem 
atração pela água). 
Os colóides hidrofílicos são está-
veis devido à atração que exercem 
sobre as moléculas da água, e se 
assemelham mais às misturas ho-
mogêneas ou soluções verdadei-
ras. Exemplos típicos são o sabão, 
goma de roupa solúvel, detergen-
tes sintéticos e soro de sangue. 
Partículas hidrofóbicas, não pos-
suindo afi nidade com água, preci-
sam ser estabilizadas de alguma 
forma, caso contrário acabam se 
separando em uma fase distinta. 
Esta estabilização pode ser feita 
pela adsorção de íons em sua su-
perfície. A maior parcela de turbi-
dez oriunda de matérias orgânica e 
279
Propriedades Coligativas e Colóides
inorgânica, encontrada nas águas 
naturais, é dessa espécie. As partí-
culas individuais são mantidas se-
paradas por forças de repulsão 
eletrostáticas, desenvolvidas por 
íons positivos adsorvidos na sua 
superfície provenientes da solução. 
 
As partículas coloidais podem 
agregar-se irreversivelmente na 
presença de eletrólitos e resultar 
em agregados grandes e compac-
tos (coágulos) por um processo 
denominado coagulação, enquanto 
na presença de polieletrólitos pode 
haver a formação de agregados 
menos densos (flóculos), os quais 
podem ser facilmente rompidos e 
redispersos por agitação vigorosa 
(cisalhamento). A coagulação do 
leite, por exemplo, resulta da adi-
ção de vinagre (eletrólito) e a eli-
minação de resíduos da água de 
piscina por sulfato de alumínio 
(forma polieletrólito na água) é fei-
ta após a floculação. 
EXERCÍCIOS 
Questão 01 - (FUVEST SP) 
Em supermercados, é comum en-
contrar alimentos chamados de 
liofilizados, como frutas, legumes e 
carnes. Alimentos liofilizados con-
tinuam próprios para consumo 
após muito tempo, mesmo sem re-
frigeração. O termo “liofilizado”, 
nesses alimentos, refere-se ao pro-
cesso de congelamento e posterior 
desidratação por sublimação da 
água. Para que a sublimação da 
água ocorra, é necessária uma 
combinação de condições, como 
mostra o gráfico de pressão por 
temperatura, em que as linhas re-
presentam transições de fases. 
 
Apesar de ser um processo que 
requer, industrialmente, uso de cer-
ta tecnologia, existem evidências 
de que os povos pré-colombianos 
que viviam nas regiões mais altas 
dos Andes conseguiam liofilizar 
alimentos, possibilitando estocá-
los por mais tempo. Assinale a al-
ternativa que explica como ocorria 
o processo de liofilização natural: 
a) A sublimação da água ocorria 
devido às baixas temperaturas 
e à alta pressão atmosférica 
nas montanhas. 
b) Os alimentos, após congelados 
naturalmente nos períodos fri-
os, eram levados para a parte 
mais baixa das montanhas, 
onde a pressão atmosférica era 
menor, o que possibilitava a 
sublimação. 
c) Os alimentos eram expostos ao 
sol para aumentara tempera-
tura, e a baixa pressão atmos-
férica local favorecia a solidifi-
cação. 
d) As temperaturas eram baixas o 
suficiente nos períodos frios 
280
Propriedades Coligativas e Colóides
para congelar os alimentos, e a 
baixa pressão atmosférica nas 
altas montanhas possibilitava a 
sublimação. 
e) Os alimentos, após congelados 
naturalmente, eram prensados 
para aumentar a pressão, de 
forma que a sublimação ocor-
resse. 
Questão 02 - (UEL PR) 
A presença de nanomateriais é 
bem perceptível no cálice de Ly-
curgus que muda sua coloração, 
passando de verde para vermelha, 
quando exposto à luz branca. Isso 
ocorre devido à presença de na-
nopartículas de ouro e prata na 
composição do vidro do cálice. 
 
‘‘Lycurgus cup”, 4th C AD Vidro, Altu-
ra: 15,8 cm (6.2 pol.) Museu Britânico 
Admitindo o comportamento ideal 
de uma solução aquosa não coloi-
dal contida no cálice, formada por 
200 mL de água pura (solvente) e 
por nanopartículas metálicas de 
ouro e prata (solutos não eletróli-
tos) que se desprenderam da pa-
rede interna sob pressão de 1,0 
atm, e com base nos conceitos so-
bre propriedades coligativas, assi-
nale a alternativa correta. 
a) A temperatura de solidificação 
da solução aquosa é maior que 
a do solvente puro. 
b) A temperatura de ebulição da 
solução aquosa é maior que a 
do solvente puro. 
c) A densidade da solução é 
menor que a do solvente puro. 
d) A pressão de vapor do sol-
vente na solução é maior que 
da água pura, sob mesma tem-
peratura. 
e) A elevação da temperatura de 
solidificação da solução de-
pende da natureza química do 
soluto não volátil. 
Questão 03 - (UNICAMP SP) 
O “Ebulidor de Franklin” é um 
brinquedo constituído de dois bul-
bos de vidro conectados por um 
tubo espiralado, preenchido com 
líquido colorido. Seu uso consiste 
em encostar a mão na base do 
bulbo inferior, fazendo com que o 
líquido seja aquecido e ascenda 
para o bulbo superior. Popularmen-
te, a libido de uma pessoa é avali-
ada com base na quantidade de 
líquido que ascende. O sucesso de 
venda, obviamente, é maior quanto 
mais positivamente o brinquedo 
indicar uma “alta libido”. Abaixo 
apresenta-se um gráfico da pres-
são de vapor em função da tempe-
ratura para dois líquidos, A e B, 
que poderiam ser utilizados para 
preencher o “Ebulidor de Franklin”. 
281
Propriedades Coligativas e Colóides
 
 
Considerando essas informações, é 
correto afirmar que a pressão no 
interior do brinquedo 
a) não se altera durante o seu 
uso, e o ebulidor com o líquido 
A teria mais sucesso de ven-
das. 
b) aumenta durante o seu uso, e o 
ebulidor com o líquido A teria 
mais sucesso de vendas. 
c) não se altera durante o seu 
uso, e o ebulidor com o líquido 
B teria mais sucesso de vendas. 
d) aumenta durante o seu uso, e o 
ebulidor com o líquido B teria 
mais sucesso de vendas. 
Questão 04 - (UNICAMP SP) 
“O sal faz a água ferver mais rápi-
do?” Essa é uma pergunta frequen-
te na internet, mas não tente res-
ponder com os argumentos lá 
apresentados. Seria muito difícil 
responder à pergunta tal como 
está formulada, pois isso exigiria o 
conhecimento de vários parâme-
tros termodinâmicos e cinéticos no 
aquecimento desses líquidos. Do 
ponto de vista termodinâmico, en-
tre tais parâmetros, caberia anali-
sar os valores de calor específico e 
de temperatura de ebulição da so-
lução em comparação com a água 
pura. Considerando massas iguais 
(água pura e solução), se apenas 
esses parâmetros fossem levados 
em consideração, a solução ferve-
ria mais rapidamente se o seu calor 
específico fosse 
a) menor que o da água pura, 
observando-se ainda que a 
temperatura de ebulição da so-
lução é menor. 
b) maior que o da água pura, 
observando-se ainda que a 
temperatura de ebulição da so-
lução é menor. 
c) menor que o da água pura, 
observando-se, no entanto, 
que a temperatura de ebulição 
da solução é maior. 
d) maior que o da água pura, 
observando-se, no entanto, 
que a temperatura de ebulição 
da solução é maior. 
Questão 05 - (Mackenzie SP) 
Sob mesma pressão atmosférica, 
foram analisados volume iguais das 
seguintes soluções aquosas, cada 
uma com as concentrações apon-
tadas na tabela a seguir. 
 
282
Propriedades Coligativas e Colóides
A respeito do comportamento 
dessas soluções, são realizadas al-
gumas afirmações. 
I. A solução de glicose é aquela 
cuja condução de corrente elé-
trica será a maior sob mesma 
temperatura. 
II. Os pontos de ebulição das 
soluções salinas serão iguais. 
III. Todas as soluções apresen-
tarão a mesma concentração 
de partículas dissolvidas. 
Das afirmações acima, 
a) nenhuma está correta. 
b) estão corretas apenas I e II. 
c) estão corretas apenas I e III. 
d) estão corretas apenas II e III. 
e) todas estão corretas. 
Questão 06 - (FPS PE) 
Considere uma solução aquosa 0,1 
M de NaCl. De acordo com as pro-
priedades coligativas, é correto 
afirmar que, a 1 atm, esta solução 
possui: 
a) temperatura de ebulição maior 
que 100 ºC. 
b) temperatura de fusão maior 
que 0 ºC. 
c) pressão de vapor igual à da 
água pura. 
d) densidade menor que 1 g/mL. 
e) pressão osmótica igual à da 
água pura. 
Questão 07 - (FPP PR) 
O excerto abaixo foi retirado da 
pesquisa de Roberta Cristina de 
Silva, Et al. para a Jornada de Ensi-
no, Pesquisa e Extensão da UFRPE 
em 2009. 
A IMPORTÂNCIA DO TRATAMEN-
TO DA ÁGUA PARA HEMODIÁLISE 
A água é essencial aos seres vivos, 
pois a mesma é a principal respon-
sável pelas reações metabólicas 
dos organismos. 
Devido ao seu grande poder de 
dissolução a água é considerada 
um solvente universal. Fazendo-a 
com que haja uma variação no seu 
teor salino durante o seu ciclo hi-
drológico. 
Portanto, é importante ressaltar a 
necessidade de um controle do 
teor dos sais uma vez que uma alta 
quantidade pode causar danos aos 
organismos humanos. Para contro-
lar isso foi criado um padrão de 
potabilidade que é regido por 
normas governamentais cuja por-
taria mais recente é a Portaria 518 
de 25 de março de 2004. 
Entretanto, este padrão de potabi-
lidade não pode ser utilizado por 
pessoas que são submetidas ao 
tratamento dialítico. “mesmo sen-
do essencial, existem pessoas que 
não podem ingerir um único copo 
de água”, pois essas pessoas são 
acometidas de uma enfermidade 
chamada de insuficiência renal, ne-
cessitando que a água esteja no 
seu grau mais absoluto de pureza, 
por isso há um tratamento especí-
fico para a retirada de substâncias 
maléficas a saúde desses pacien-
tes. 
283
Propriedades Coligativas e Colóides
Para o tratamento adequado da 
água dialítica, é preciso seguir as 
normas estabelecidas pelas autori-
dades através de Portarias e uma 
aparelhagem adequada que pode 
ser: Deionizadores, filtros Mecâni-
cos, Abrandadores, filtros de car-
vão ativado e Osmose Reversa. […] 
Disponível em: http://www.eventosufr-
pe.com.br/jepex2009/cd/resumos/
r1417-1.pdf 

Acesso 14/fev/2019. 
Usando o texto acima como apoio 
e com base nos seus conhecimen-
tos em propriedades coligativas, 
assinale a alternativa CORRETA. 
a) A osmose reve r sa é um 
processo não espontâneo, uma 
vez que o solvente (água) é 
transferido do meio hipertôni-
co para o meio hipotônico 
através de uma membrana se-
mipermeável. 
b) Quando estudamos as pro-
priedades coligativas, estuda-
mos as variações químicas 
causadas nos solventes graças 
a adição de solutos não volá-
teis a eles. 
c) Para calcularmos os efeitos 
coligativos, levamos em consi-
deração somente a concentra-
ção em quantidade de matéria 
das soluções formadas devido 
à adição dos solutos não volá-
teis, desprezando assim o grau 
de dissociação ou ionização 
dos solutos nas mesmas. 
d) A pressão osmótica ( ) é a 
pressão realizada sobre a colu-
na de líquido hipotônica afim 
de favorecer a osmose. 
e) Em cálculos das propriedades 
ebulioscópicas e crioscópicas, 
não nos importamos com o 
solvente, uma vez que as cons-
tantes ebuliométricas e crio-
métricas dependem apenas 
dos solutos não voláteis. 
Questão08 - (FCM MG) 
A água apresenta muitas proprie-
dades e características que são 
muito úteis e importantes. Em re-
lação à água e algumas de suas 
propriedades, podemos afirmar 
que: 
a) quando misturada com o 
açúcar, tem sua temperatura 
de congelação aumentada. 
b) sua presença numa mistura de 
HCl(g) e NaOH(s) diminui a ve-
locidade da reação. 
c) quando são formadas as duas 
ligações H-O, ocorre absorção 
de energia. 
d) sua interação com o cloreto de 
sódio é do tipo íon – dipolo 
permanente. 
Questão 09 - (UECE) 
Uma solução de glicose e outra de 
sacarose contêm a mesma massa 
de soluto por litro de solução. 
Quanto a essas soluções, é correto 
afirmar que 
a) o ponto de congelação dessas 
soluções é maior do que o da 
água pura. 
b) o ponto de congelação da 
solução de glicose é menor do 
que o da sacarose. 
π
284
Propriedades Coligativas e Colóides
c) ambas apresentam o mesmo 
valor para o ponto de congela-
ção. 
d) ambas são isotônicas. 
Questão 10 - (UDESC SC) 
Propriedades coligativas têm rela-
ção somente com a quantidade de 
partículas presentes, independen-
temente da natureza destas. 
Sobre esse tema, correlacione as 
colunas A e B. 
Coluna A 
(1) Ebulioscopia 
(2) Osmometria 
(3) Crioscopia 
Coluna B 
( ) Ao se adicionar etilenoglicol à 
água dos radiadores dos car-
ros, evita-se o congelamento, 
em países que nevam. 
( ) Ao se adicionar sal de cozinha 
(NaCl) à água fervente, obser-
va-se o cessar da fervura. 
( ) Ao colocar ameixas secas em 
água, com o tempo, nota-se 
que as ameixas incham. 
Assinale a alternativa que contém 
a sequência correta, de cima para 
baixo. 
a) 3 – 1 – 2 
b) 2 – 3 – 1 
c) 1 – 3 – 2 
d) 3 – 2 – 1 
e) 1 – 2 – 3 
Questão 11 - (ENEM) 
Em regiões desérticas, a obten-
ção de água potável não pode de-
pender apenas da precipitação. 
Nesse sentido, portanto, sistemas 
para dessalinização da água do 
mar têm sido uma solução. Alguns 
desses sistemas consistem basi-
camente de duas câmaras (uma 
contendo água doce e outra con-
tendo água salgada) separadas por 
uma membrana semipermeável. 
Aplicando-se pressão na câmara 
com água salgada, a água pura é 
forçada a passar através da mem-
brana para a câmara contendo 
água doce. 
O processo descrito para a purifi-
cação da água é denominado 
a) filtração. 
b) adsorção. 
c) destilação. 
d) troca iônica. 
e) osmose reversa. 
Questão 12 - (ENEM) 
Bebidas podem ser refrigeradas 
de modo mais rápido utilizando-se 
caixas de isopor contendo gelo e 
um pouco de sal grosso comercial. 
Nesse processo ocorre o derreti-
mento do gelo com consequente 
formação de líquido e resfriamento 
das bebidas. Uma interpretação 
equivocada, baseada no senso 
comum, relaciona esse efeito à 
grande capacidade do sal grosso 
de remover calor do gelo. 
285
Propriedades Coligativas e Colóides
Do ponto de vista científico, o res-
friamento rápido ocorre em razão 
da 
a) variação da solubilidade do sal. 
b) alteração da polaridade da 
água. 
c) elevação da densidade do 
líquido. 
d) modificação da viscosidade do 
líquido. 
e) diminuição da temperatura de 
fusão do líquido. 
Questão 13 - (ENEM) 
Alguns tipos de dessalinizadores 
usam o processo de osmose rever-
sa para obtenção de água potável 
a partir da água salgada. Nesse 
método, utiliza-se um recipiente 
contendo dois compartimentos 
separados por uma membrana se-
mipermeável: em um deles coloca-
se água salgada e no outro reco-
lhe-se a água potável. A aplicação 
de pressão mecânica no sistema 
faz a água fluir de um comparti-
mento para o outro. O movimento 
das moléculas de água através da 
membrana é controlado pela pres-
são osmótica e pela pressão me-
cânica aplicada. 
Para que ocorra esse processo é 
necessário que as resultantes das 
pressões osmótica e mecânica 
apresentem 
a) mesmo sent ido e mesma 
intensidade. 
b) sentidos opostos e mesma 
intensidade. 
c) sentidos opostos e maior 
intensidade da pressão osmó-
tica. 
d) mesmo sentido e maior in-
tensidade da pressão osmótica. 
e) sentidos opostos e maior 
intensidade da pressão mecâ-
nica. 
Questão 14 - (ENEM) 
Uma das estratégias para con-
servação de alimentos é o salga-
mento, adição de cloreto de sódio 
(NaCl), historicamente utilizado 
por tropeiros, vaqueiros e sertane-
jos para conservar carnes de boi, 
porco e peixe. 
O que ocorre com as células pre-
sentes nos alimentos preservados 
com essa técnica? 
a) O sal adicionado diminui a 
concentração de solutos em 
seu interior. 
b) O sal adicionado desorganiza e 
destrói suas membranas plas-
máticas. 
c) A adição de sal altera as 
propriedades de suas mem-
branas plasmáticas. 
d) Os íons Na+ e Cl– provenientes 
da dissociação do sal entram 
livremente nelas. 
e) A grande concentração de sal 
no meio extracelular provoca a 
saída de água de dentro delas. 
286
Propriedades Coligativas e Colóides
Questão 15 - (ENEM) 
A escassez de água doce é um 
problema ambiental. A dessaliniza-
ção da água do mar, feita por meio 
de destilação, é uma alternativa 
para minimizar esse problema. 
Considerando os componentes da 
mistura, o princípio desse método 
é a diferença entre 
a) suas velocidades de sedi-
mentação. 
b) seus pontos de ebulição. 
c) seus pontos de fusão. 
d) suas solubilidades. 
e) suas densidades. 
Questão 16 - (ENEM) 
A horticultura tem sido reco-
mendada para a agricultura famili-
ar, porém as perdas são grandes 
devido à escassez de processos 
compatíveis para conservar frutas 
e hortaliças. O processo, denomi-
nado desidratação osmótica, tem 
se mostrado uma alternativa im-
portante nesse sentido, pois origi-
na produtos com boas condições 
de armazenamento e qualidade 
semelhante à matéria-prima. 
GOMES, A. T.; CEREDA, M. P.; VILPOUX, O. Desidrata-
ção osmótica: uma tecnologia de 

baixo custo para o desenvolvimento da agricul-
tura familiar. Revista Brasileira de Gestão e

Desenvolvimento Regional, n. 3, set.-dez. 2007 
(adaptado). 
Esse processo para conservar os 
alimentos remove a água por 
a) aumento do ponto de ebulição 
do solvente. 
b) passagem do soluto através de 
uma membrana semipermeá-
vel. 
c) utilização de solutos voláteis, 
que facilitam a evaporação do 
solvente. 
d) aumento da volatilidade do 
solvente pela adição de solutos 
ao produto. 
e) pressão gerada pela diferença 
de concentração entre o pro-
duto e a solução. 
Questão 17 - (ENEM) 
Osmose é um processo espontâ-
neo que ocorre em todos os orga-
nismos vivos e é essencial à manu-
tenção da vida. Uma solução 0,15 
mol/L de NaCl (cloreto de sódio) 
possui a mesma pressão osmótica 
das soluções presentes nas células 
humanas. 
A imersão de uma célula humana 
em uma solução 0,20 mol/L de 
NaCl tem, como consequência, a 
a) adsorção de íons Na+ sobre a 
superfície da célula. 
b) difusão rápida de íons Na+ para 
o interior da célula. 
c) diminuição da concentração 
das soluções presentes na célu-
la. 
d) transferência de íons Na+ da 
célula para a solução. 
e) transferência de moléculas de 
água do interior da célula para 
a solução. 
Questão 18 - (ENEM) 
A obtenção de sistemas coloi-
dais estáveis depende das intera-
ções entre as partículas dispersas 
e o meio onde se encontram. Em 
um sistema coloidal aquoso, cujas 
287
Propriedades Coligativas e Colóides
partículas são hidrofílicas, a adição 
de um solvente orgânico miscível 
em água, como etanol, desestabili-
za o coloide, podendo ocorrer a 
agregação das partículas prelimi-
narmente dispersas. 
A desestabilização provocada pelo 
etanol ocorre porque 
a) a polaridade da água no 
sistema coloidal é reduzida. 
b) as cargas superficiais das 
partículas coloidais são dimi-
nuídas. 
c) as camadas de solvatação de 
água nas partículas são dimi-
nuídas. 
d) o processo de miscibilidade da 
água e do solvente libera calor 
para o meio. 
e) a intensidade dos movimentos 
brownianos das partículas co-
loidais é reduzida. 
Questão 19 - (ENEM) 
O efeito Tyndall é um efeito óptico 
de turbidez provocado pelas partí-
culasde uma dispersão coloidal. 
Foi observado pela primeira vez 
por Michael Faraday em 1857 e, 
posteriormente, investigado pelo 
físico inglês John Tyndall. este efei-
to é o que torna possível, por 
exemplo, observar as partículas de 
poeiras suspensas no ar por meio 
de uma réstia de luz, observar go-
tículas de água que formam a ne-
blina por meio do farol do carro 
ou, ainda, observar o feixe lumino-
so de uma lanterna por meio de 
um recipiente contendo gelatina. 
REIS, M. completamente Química: físi-
co-Química. São Paulo: FTD, 2001 
(adaptado). 
Ao passar por um meio contendo 
partículas dispersas, um feixe de 
luz sofre o efeito Tyndall devido 
a) à absorção do feixe de luz por 
este meio. 
b) à interferência do feixe de luz 
neste meio. 
c) à transmissão do feixe de luz 
neste meio. 
d) à polarização do feixe de luz 
por este meio. 
e) ao espalhamento do feixe de 
luz neste meio. 
Questão 20 - (UFPR) 
Evidências científicas mostraram 
que a poluição produzida por na-
vios de guerra durante a Segunda 
Guerra Mundial interferiram no 
crescimento das árvores na Noru-
ega. Embarcações da Alemanha 
ficaram estacionadas boa parte da 
guerra na costa da Noruega, com a 
função de impedir uma possível 
invasão dos inimigos. Para camu-
flar as embarcações, era produzida 
uma névoa química, e foi essa né-
voa artificial a responsável por li-
mitar o crescimento das árvores 
nesse período. Uma estratégia mui-
to comum para gerar essa névoa 
artificial era por meio da queima 
incompleta de óleo combustível, 
mas também outros métodos fo-
ram empregados, como o lança-
mento na atmosfera de misturas 
que produziam cloreto de zinco, 
óxido de titânio ou pentóxido de 
fósforo. 
Esses métodos capazes de produ-
zir névoa artificial se baseiam em 
reações que: 
288
Propriedades Coligativas e Colóides
a) geram gases irritantes. 
b) formam líquidos imiscíveis. 
c) produzem compostos voláteis. 
d) formam precipitados sus-
pensos na atmosfera. 
e) sintetizam compostos que 
absorvem a radiação eletro-
magnética no espectro visível. 
GABARITO: 
1) Gab: D 
2) Gab: B 
3) Gab: B 
4) Gab: C 
5) Gab: A 
6) Gab: A 
7) Gab: A 
8) Gab: D 
9) Gab: B 
10) Gab: A 
11) Gab: E 
12) Gab: E 
13) Gab: E 
14) Gab: E 
15) Gab: B 
16) Gab: E 
17) Gab: E 
18) Gab: C 
19) Gab: E 
20) Gab: D 
289
290
 
 
291
 
𝑬 𝒌
𝑸𝟏 𝑸𝟐
𝒅
𝑄 𝑚𝑐𝛥𝑡
292
 
∆𝑬 𝑸 𝑾
Δ
293
 
𝑯 𝑬 𝑷𝑽
Δ
∆𝐻 ∆𝐸 𝑃∆𝑉
Δ Δ
∆𝐻 𝑄 𝑊 𝑊
∆𝑯 𝑸
∆𝑯 𝑯 𝒑𝒓𝒐𝒅𝒖𝒕𝒐𝒔 𝑯 𝒓𝒆𝒂𝒈𝒆𝒏𝒕𝒆𝒔
Δ
Δ
294
 
Δ
Δ
Δ
Δ
C (s) + O2 (g) Æ CO2 (g) ΔH -395,5 kJ 
ou 
C (s) + O2 (g) Æ CO2 (g) + 395,5 kJ 
 
SnO2(s) Æ Sn(s) + O2 (g) ΔH kJ 
ou 
SnO2(s) +581 kJ Æ Sn(s) + O2 (g) 
 
 
295
 
Æ
Δ
Δ
Æ
Δ
Δ
Æ
Δ
Δ
Δ
Δ Δ
≠
Δ
296
 
Æ
Δ
Δ
Δ 6 Δ 6 Δ
o
Δ 6 Δ 6 Δ
Δ Δ Δ
Δ Δ
Δ
Δ
Δ
Æ
297
 
Æ Δ
Æ Δ
Æ
Δ
Δ
Æ
Δ
Æ
Δ
Æ
Δ
Æ
Δ
Δ
Δ
→ Δ
→ Δ
Δ
Æ
Δ
298
 
 
→
 
 
 
 
 
 
ℓ Æ
299
 
ℓ
Δ
Æ Δ
Æ Δ
Æ Δ
Æ
Δ
Δ
Δ
300
 
Δ
Δ
 
 
 
 
 
Æ
Æ
Δ
a) 
b) 
c) 
d) 
Δ
301
 
a) 
b) 
c) Æ
d) 
 
 Δ
 
 Δ
Æ
Æ
Æ
Æ
→ Δ
→ Δ
→ Δ
Δ
302
 
Æ
Æ
→
→
303
 
304
 
o
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
305
 
A) 
B) 
C) 
D) 
E) 
306
 
→
→
Δ
→
Δ
A) 
B) 
C) 
D) 
E) 
Δ
Δ
 
 
 
 
 
307
 
 
 
 
 
 
→
Δ
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
308
309
 
Æ
Δ Δ
Δ Δ
Δ Δ
Δ
Δ
Æ
Δ Δ Δ Δ
310
 
 
 
 
 
 
→
α
Æ
311
 
Æ
 
D
312
 
Δ
 
313
 
Æ Δ
314
 
Æ
Æ
Æ
→
 
 
 
315
 
316
 
→
→
317
 
Δ
 
Δ
 
318
 
Entalpia
Percurso da reação
o
Etapa-I O (g) + Cl(g) O (g) + ClO (g) 
Etapa II ClO(g) + O (g) 2O (g) + Cl(g)
 3
3
2
2
 
o
o
o
o
319
 
 
 
 
 
 
 
 
320
 
 
 
 
 
 
 
 
321
 
 
 
 
 
 
 
 
→
 
 
322
 
 
 
 
→
→
→
 
 
 
 
→
323
 
 
 
 Δ
324
325
Equilíbrio Químico
INTRODUÇÃO 
O equilíbrio Químico é um tipo de 
equilíbrio dinâmico que ocorre com as 
reações reversíveis . Nesse estado, 
reagentes e produtos se interconvertem 
com a mesma rapidez de tal forma que as 
propriedades macroscópicas do sistema 
(cor, pressão, densidade, concentração, 
etc.) se mantêm e todas as espécies 
coexistam. 
 
Quando o equilíbrio é atingido, as 
reações se processam normalmente, ou 
seja, os reagentes continuam formando 
produtos e vice-versa. As alterações 
microscópicas continuam, pois o equilíbrio 
químico é um processo dinâmico e não 
estático. 
Praticamente toda reação é reversível 
em sistemas fechados, variando apenas o 
grau de reversibilidade, maior ou menor. 
Entretanto, algumas reações têm um 
r e n d i m e n t o m u i t o e l e v a d o , d e 
prat icamente 100% (cons ideradas 
irreversíveis), como é o caso das reações 
de combustão. Outras reações têm 
rendimento tão baixo que, na prática, 
podemos dizer que a reação não ocorre. 
1. Condições 
Para que o estado de equilíbrio químico 
seja estabelecido é necessário que 
• o sistema deve ser fechado, 
• não haja mudanças macroscópicas no 
sistema ( alteração de cor, formação de 
precipitado, efervescência ... ), 
• todos os reagentes e produtos devem 
estar presentes, 
• as concentrações dos reagentes e 
produtos sejam constantes, não 
necessariamente iguais e que 
• a velocidade da reação direta é igual a 
da inversa. 
2. Análise gráfica 
No in íc io da reação, só temos 
reagentes; logo, a velocidade a reação 
direta é máxima. Com o passar do tempo, 
os produtos vão sendo formados e 
começa a existir a velocidade inversa. À 
medida que as concentrações dos 
produtos vão aumentando, a velocidade 
da reação inversa também aumenta. Já a 
velocidade da reação direta diminui, 
devido à diminuição das concentrações 
dos reagentes, e a velocidade inversa 
aumenta , dev ido ao aumento das 
concentrações dos produtos. Essas 
variações ocorrem até que as velocidades 
se igualam, e, a partir desse instante, as 
velocidades instantâneas direta e inversa 
não valem zero, mas possuem o mesmo 
valor conforme mostra o gráfico a segui. 
 
Além do gráfico de velocidade versus 
tempo, pode-se estudar os equilíbrios 
químicos pelos gráficos concentração 
versus tempo. Nesses tipos de gráficos, 
verificaremos que, com o passar do tempo, 
as concentrações dos reagentes sempre 
i r ã o d i m i n u i r, p o i s e s t ã o s e n d o 
consumidos, enquanto as concentrações 
dos produtos irão aumentar, partindo do 
zero, pois estão sendo formados. No 
entanto, a concentração das espécies em 
equilíbrio dependerá do rendimento da 
reação na temperatura do experimento e, 
por isso, há três possíveis gráficos para 
uma mesmo a reação: 
• Reação com rendimento de 50% 
 
326
Equilíbrio Químico
• Reação com rendimento maior que 50% 
 
• Reação com rendimento inferior a 50% 
 
3. Tipos de equilíbrio químico 
• Quanto ao número de fases: 
Homogêneo: todas as espécies na mesma 
fase de agregação. 
Heterogêneo: espécies em fases de 
agregação diferentes. 
• Quanto à natureza das espécies: 
Iônicos: pelo menos uma das espécies é 
iônica. 
Moleculares: reagentes e produtos são 
moleculares. 
CONSTANTES DE EQUILÍBRIO 
1. Constante de equilíbrio em termos da 
concentração em mol.L-1(Kc) 
Para uma equação genérica 
aA + bB ⇄ cC + dD 
em que todos os participantes estão em 
equilíbrio homogêneo, tem-se que a Lei da 
velocidade para as reaçõe direta e inversa 
são dadas por: 
vd = kd . [A]a . [B]b e vi = ki . [C]c . [D]d 
No equilibrio, vd = vi, portanto 
kd . [A]a . [B]b = ki . [C]c . [D]d 
Assim, pode-se expressar Kc como 
Exemplo: para a equação de obtenção 
do tetróxido de dinitrogênio, a constante 
Kc é 
 
 
Atenção! 
Sólidos e líquidos puros não entram na 
expressão de Kc, pois suas concentrações 
são constantes. 
2. Constante de equilíbrio em termos da 
pressão parcial em atm (Kp) 
É expressa da mesma forma que o Kc, 
entretanto, somente gases entram na 
expressão de Kp. 
Exemplos: 
 
Quanto maiores foremos valores de Kc 
ou Kp, maior será a extensão da 
ocorrência da reação direta – maior 
concentração dos produtos. E quanto 
menores forem os valor de Kc ou Kp, 
maior será a extensão da ocorrência da 
reação inversa. 
O valor numérico da constante de 
equilíbrio depende dos coeficientes 
estequiométricos e da temperatura da 
reação. Por isso, a IUPAC recomenda que a 
constante de equilíbrio seja estabelecida a 
p a r t i r d o s m e n o re s c o e f i c i e n t e s 
estequiométricos inteiros. 
3. Relação entre Kc e Kp 
Consideremos a seguinte reação 
genérica: 
aA + bB ⇄ cC + dD 
em que a constante Kc e kp são dadas 
por: 
327
Equilíbrio Químico
 
Considerando o comportamento ideal 
dos gases , a pressão parc ia l dos 
participantes do equilíbrio pode ser 
relacionada da seguinte maneira com a 
concentração em mol.L–1: 
PV = nRT 
Como [gás] = n/V e aplicando essa 
expressão para os componentes da reação 
genérica, temos: 
PA = [A]RT PB = [B]RT 
PC = [C]RT PD = [D]RT 
Substituindo esses dados na expressão 
do Kp obtém – se: 
 
O que é equivalente a: 
 
Simplificando: 
 
Portanto 
Kp = Kc (RT)∆n 
E m q u e ∆n é a v a r i a ç ã o d o s 
coeficientes estequiométricos dos gases 
em equilibrio: 
∆n = (c + d) – (a + b) 
4. Cálculo da constante de equilíbrio 
• A partir de dados experimentais 
Em um recipiente fechado, com 
capacidade de 2 L, em temperatura de 
100ºC, há 20 mol de N2O4. Nessas 
condições, verifica-se a ocorrencia da 
seguinte reação reversível: N2O4(g) ⇆ 
NO2(g). 
Após o equilíbrio ser atingido, verificou-
se que a concentração de NO2!era igual a 
4 mol.L-1. Determine o valor da constante 
de equilíbrio, Kc, para reação a 100 °C. 
RESOLUÇÃO 
Nesse tipo de exercício, deve-se 
determinar as concentrações de todas as 
espécies no equilíbrio com o auxílio de 
uma tabela – tabela de equilíbrio químico. 
No exemplo anterior, sabe-se que foram 
formados 8 mol de NO2,, pois o volume do 
recipiente é de 2 L ([NO2] = 4 mol.L-1). 
Assim, como a proporção da reação é de 
1 : 2, conclui-se que foram gastos 4 mol de 
N2O4. Dessa forma, resta, 16 mol do 
reagente no sistema e, portanto, sua 
concentração no equilíbrio é igual a 8 
mol.L-1. 
Agora basta substituir os valores 
encontrados na expressão da constante de 
equilíbrio Kc dessa reação: 
Kc =![NO2]2 = !(4)!2 = 2 
 [N2O4] (8) 
Atenção! 
A linha da quantidade que reagem e 
que se formam é a única que deve 
obedecer a estequiometria da reação. 
• A partir de equações químicas 
Nesse tipo de exercício, deve-se 
manipular as equações fornecidas, como 
se fossem equações matemátivcas, para se 
obter a equação desejada. No entanto, ao 
mudar os coeficientes estequiométricos da 
reação, altera-se os expoentes da 
constante de equilíbrio. Por isso, deve-se 
r e a l i z a r a s m e s m a s o p e r a ç õ e s 
matemáticas aplicadas às equações com 
os expoentes da constante de equilíbrio. 
Além disso, ao somar as equações, deve-
se multiplicar os valores das constantes. 
Exemplo: Determine o valor de Kc para 
a reação hipotética a seguir. 
A(s) + 3/2 B(g) + C(l) ⇆ D(aq) 
Dados: 
A(s) + B(g) ⇆ E(g) Kc = 2 
2F(g) ⇆ 2E(g) + B(g) Kc = 0,25 
D(aq) ⇆ F(g) + C(l) Kc = 0,1 
328
Equilíbrio Químico
RESOLUÇÃO 
A partir da análise das equações 
fornecidas, verifica-se que, para se obter a 
equação desejada, deve-se manter - 
multiplicar por 1 - a primeira equação, 
inverter e dividir por dois – multiplicar por 
(-1/2) - a segunda, inverter a terceira – 
multiplicar (-1) e somar as equações 
maniuladas. 
x1 A(s) + B(g) ⇆ E(g) (Kc = 2)1 
x(-1/2) 2F(g) ⇆ 2E(g) + B(g) (Kc = 0,25)-1/2 
= 
x(-1) D(aq) ⇆ F(g) + C(l) (Kc = 0,1)-1 
Portanto, tem-se: 
A(s) + B(g) ⇆ E(g) Kc = 2 
E(g) + ½B(g) ⇆ F(g) Kc = 2 
F(g) + C(l) ⇆ D(aq) Kc = 10 
 A(s) + 3/2 B(g) + C(l) ⇆ D(aq) 
Kc = 40 
QUOCIENTE REACIONAL (Q) 
A expressão que define o quociente 
reacional é a mesma utilizada para a 
constante de equilíbrio, com a diferença de 
que, na primeira, as concentrações 
empregadas não são necessariamente as 
de equilíbrio. 
O quociente reacional é utilizado para 
prever se uma mistura reacional qualquer 
está ou não em equilíbrio químico. No caso 
de não haver equilíbrio, é possível saber a 
direção da reação. 
Se 
• Q < K, o sistema não está em equilíbrio, 
e parte dos reagentes deve ser 
convertida em produtos, ou seja, a 
reação tem de avançar no sentido 
direto para estabelecer o equilíbrio. 
• Q = K, o sistema está em equilíbrio. 
• Q > K, o sistema não está em equilíbrio, 
e parte dos produtos deve ser 
convertida em reagentes, ou seja, a 
reação tem de avançar no sentido 
inverso para o equilíbrio ser alcançado. 
GRAU DE EQUILÍBRIO OU 
RENDIMENTO (Α) 
O grau de equilíbrio é a razão entre a 
quantidade de um reagente consumido até 
que o equilíbrio seja atingido (n0 – neq.) e a 
sua quantidade inicial (n0). 
O grau de equilíbrio pode aparecer 
também na forma percentual. 
Quando o grau de equilíbrio é, por 
exemplo, igual a 0,6, significa que 60% dos 
reagente foi consumido até o equilíbrio. 
DESLOCAMENTO DE EQUILÍBRIO 
1. Princípio de Le Chatelier 
Quando um sistema em equilíbrio sofre 
uma perturbação externa, a reação se 
processa (se desloca) no sentido de 
amenizar essa perturbação, buscando um 
novo estado de equilíbrio. 
Atenção! 
Deslocar o equilíbrio corresponde a 
alterar a a velocidade da reação direta e/
ou a da inversa em diferentes proporções. 
2. Fatores que afetam o equilíbrio 
• Concentração 
As velocidades das reações são 
proporcionais às concentrações dos 
re a g e n te s . A ss i m , o a u m e n to d a 
concentração de uma espécie desloca o 
equilíbrio no sentido contrário em que 
houve aumento da concentração, pois a 
velocidade da reação no sentido consumo 
dessa espécie aumenta. Já a redução da 
concentração, desloca o equilíbrio no 
mesmo sentido em que houve diminuição 
de concentração, pois a velocidade de 
consumo da espécie será menor que a de 
formação. 
Atenção! 
A adição de um sólido ou líquido puro 
não desloca o equilíbrio, pois suas 
concentrações são constantes. 
• Pressão 
Quando aumentamos a pressão sobre 
um equil íbrio envolvendo gases, à 
temperatura constante, ele se desloca no 
sentido da reação capaz de diminuir esse 
aumento da pressão e vice-versa. Assim, o 
aumento da pressão desloca o equilíbrio 
no sentido de produção do menor número 
de mols gasosos e a diminuição da 
pressão desloca o equilíbrio no sentido 
que gera o maior número de mols gasosos. 
Isso ocorre, pois quando aumenta-se a 
pressão de um sistema gasoso, as 
concentrações e pressões parciais de seus 
componentes são aumentadas, o que 
329
Equilíbrio Químico
acelera tanto a reação direta quanto a 
invesa. Contudo, caso a reação apresente 
o mesmo número de mols gasosos nos 
dois lados da reação, essas velocidades 
são alteradas na mesma proporção e, por 
isso, o equilíbrio não é perturbado. 
Atenção! 
A adição de um gás inerte não desloca 
o equilíbrio, pois essa perturbação só vai 
alterar a pressão total, não mudando a 
pressão parcial de algum gás participante 
da reação. 
• Temperatura 
O aumento da temperatura aumenta a 
energia cinética média das particulas, 
acelerando a reação direta e a inversa. 
Entretanto, a reação endotérmica é a mais 
favorecida, já que esta absorve energia. 
Ass im, tem-se que o aumento da 
temperatura desloca o equilíbrio no 
sentido da reação endotérmica, enquanto 
que a diminuição da temperatura desloca 
o equi l íbrio no sentido da reação 
exotérmica. 
Atenção! 
O catalisador acelera a reação direta e 
indireta na mesma proporção, porque 
produz o mesmo abaixamento da energia 
de ativação nas duas reações. Assim, o 
catalisador não altera o estado final de 
equilíbrio, ou seja, não desloca. O 
catalisador apenas faz com que o estado 
d e e q u i l í b r i o s e j a a t i n g i d o m a i s 
rapidamente. 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 
1.(UFMG) Considere os gráficos de I a V. 
Aquele que representa CORRETAMENTEa evolução do sistema até atingir o 
equilíbrio é 
 
A) I B) II C) III D) IV 
E) V 
2.(PUC RS) O monóxido de dinitrogênio, 
quando inalado em pequenas doses, 
produz uma espécie de euforia, daí ser 
chamado de gás hilariante. Ele pode ser 
obtido por meio da decomposição do 
nitrato de amônio, conforme equação 
representada a seguir: 
 
Com re lação a essa reação em 
equilíbrio, está CORRETO afirmar que 
A) a produção de monóxido de 
dinitrogênio aumenta com o aumento de 
temperatura. 
B) a adição de um catalisador aumenta 
a formação do gás hilariante. 
C) o equilíbrio químico é atingido 
quando as concentrações dos produtos se 
igualam. 
D) um aumento na concentração de 
água desloca o equilíbrio químico no 
sentido da reação de formação do 
monóxido de dinitrogênio. 
E) uma diminuição na concentração de 
monóxido de dinitrogênio desloca o 
equilíbrio químico no sentido da reação de 
decomposição do nitrato de amônio. 
330
Equilíbrio Químico
3.Os gases oxigênio (O2) e nitrogênio (N2) 
presentes no ar atmosférico podem 
reagir, durante a combustão da gasolina, 
no motor de um automóvel. A equação 
para a reação de equilíbrio é dada por 
 
À temperatura ambiente, a constante 
de equ i l íb r io é igua l a 4 ,8x 10–31 . 
Considerando o equil íbrio dado, é 
INCORRETO afirmar que 
A) a decomposição do NO é favorecida 
em temperaturas mais baixas. 
B) o valor da constante de equilíbrio é 
quadruplicado ao se dobrar a [NO]. 
C) o aquecimento do motor contribui 
para a formação de NO. 
D ) a c o n c e n t r a ç ã o d e N O , à 
temperatura ambiente, é muito baixa. 
4.A certa temperatura, 2,0 mol de COCl2(g) 
foram colocados em um frasco de volume 
constante e igual a 1,0 L. Esse composto 
dissociou-se segundo a reação 
 
No equilibrio, 50% de COCũ2(g) estava 
dissociado. A quantidade de matéria de 
COCũ2(g) que deve ser colocada no mesmo 
frasco de 1,0 L para que 25% do COCũ2(g) 
total se dissocie, na mesma temperatura, é 
igual a 
A) 12 mol. 
B) 4,0 mol. 
C) 1,0 mol. 
D) 0,083 mol. 
5.A reação A ⇆ 2B + C apresenta, numa 
dada temperatura, constante de equilíbrio 
K = 1. A tabela abaixo representa, sob 
essa mesma temperatura, concentrações 
de A, B e C presentes numa mistura de A, 
B e C. 
 É 
CORRETO afirmar que está em equilíbrio a 
mistura: 
a) I b) II c) III d) IV 
6.Abaixo estão mostradas duas reações 
em fase gasosa, com suas respectivas 
constantes de equilíbrio. 
CO (g) + H2O (g) ⇆ CO2 (g) + H2 (g) K = 
0,23 
CH4 (g) + H2O (g) ⇆ CO (g) + 3 H2 (g) K 
= 0,20 
Pode-se concluir que, nessas mesmas 
condições, a constante de equilíbrio para a 
reação 
CH4 (g) + 2H2O (g) ⇆CO2 (g) + 4 H2 (g) 
é de 
a) 0,030. 
b) 0,046. 
c) 0,230. 
d) 0,430. 
e) 1,150. 
7.A reforma de hidrocarbonetos, em 
presença de vapor, é a principal via de 
obtenção de hidrogênio de alta pureza. 
Esse processo envolve diversas etapas, 
incluindo a conversão de monóxido em 
dióxido de carbono. Na indústria, essa 
etapa remove o monóxido de carbono 
residual e contribui para o aumento da 
produção de hidrogênio. A equação da 
reação reversível de conversão do CO e o 
gráfico da variação da concentração 
desses reagentes e produtos, em função 
do tempo, estão apresentados a seguir: 
CO (g) + H2O (g) ⇆ H2(g) + CO2(g) 
 
Considere que ocorre um aumento da 
concentração dos reagentes, deslocando o 
equilíbrio dessa reação. Nesse contexto, a 
variação da concentração dos reagentes e 
p r o d u t o s e m f u n ç ã o d o t e m p o , 
qualitativamente, é descrita pelo gráfico: 
a) 
 
215,0IV
15,01III
111II
112I
L mol/]C[L mol/]B[L mol/]A[Mistura 111 −−−
331
Equilíbrio Químico
b) 
 
c) 
 
d) 
 
e) 
 
08. Até o início do século XX, a principal 
fonte natural de compostos nitrogenados 
era o NaNO3 (salitre do Chile), que 
r e s u l t a v a d a t r a n s f o r m a ç ã o d e 
excrementos de aves marinhas em regiões 
de clima seco, como acontece no Chile. O 
salitre natural não seria suficiente para 
suprir a necessidade atual de compostos 
n i t rogenados . Ass im a s íntese do 
amoníaco, descrita abaixo, solucionou o 
problema da produção de salitre: 
N2(g) + 3H2(g) 2NH3(g) 
Considerando que em um sistema, a 
mistura dos gases tem pressões parciais 
de 0,01atm, 0,1atm e 0,5atm para o NH3, H2 
e N 2 , re s p e c t i va m e n te , e m a l t a s 
temperaturas, o valor de Kp é igual a: 
a) 0,15 
b) 0,18 
c) 0,20 
d) 0,24 
e) 0,25 
GABARITO 
1. E 
2. E 
3. B 
4. A 
5. B 
6. B 
7. A 
8. C 
EXERCÍCIOS PROPOSTOS 
Questão 01 - (ENEM/2015) 
Vários ácidos são utilizados em 
indústrias que descartam seus 
efluentes nos corpos d’água, como 
rios e lagos, podendo afetar o 
e q u i l í b r i o a m b i e n t a l . P a r a 
n e u t ra l i z a r a a c i d ez , o s a l 
carbonato de cálcio pode ser 
ad ic ionado ao ef luente , em 
quantidades apropriadas, pois 
produz bicarbonato, que neutraliza 
a água. As equações envolvidas no 
processo são apresentadas: 
(I) CaCO3 (s) + CO2 (g) + H2O (l)
Ca2+ (aq) + 2 HCO3– (aq) 
(II) HCO3– (aq) H+ (aq) + CO32– 
(aq) K1 = 3,0 10–11 
(III) CaCO3 (s) Ca2+ (aq) + CO32– 
(aq) K2 = 6,0 10–9 
→
←
×
×
332
Equilíbrio Químico
(IV) CO2 (g) + H2O (l) H+ (aq) + 
HCO3– (aq) K3 = 2,5 10–7 
Co m b a s e n o s va l o re s d a s 
constantes de equil íbrio das 
reações II, III e IV a 25 ºC, qual é o 
valor numérico da constante de 
equilíbrio da reação I? 
a) 4,5 10–26 
b) 5,0 10–5 
c) 0,8 10–9 
d) 0,2 105 
e) 2,2 1026 
Questão 02 - (ENEM/2018) 
O sulfato de bário (BaSO4) é 
mundialmente utilizado na forma 
de suspensão como contraste em 
radiografias de esôfago, estômago 
e intestino. Por se tratar de um sal 
pouco solúvel, quando em meio 
aquoso estabelece o seguinte 
equilíbrio: 
BaSO4 (s) Ba2+(aq) + SO42–(aq) 
Por causa da toxicidade do 
bário (Ba2+), é desejado que o 
contraste não seja absorvido, 
sendo totalmente eliminado nas 
fezes. A eventual absorção de íons 
Ba2+, porém, pode levar a reações 
adversas ainda nas primeiras horas 
após sua administração, como 
vômito, cólicas, diarreia, tremores, 
crises convulsivas e até mesmo a 
morte. 
PEREIRA, L. F. Entenda o caso da intoxicação por 
Celobar®.

Disponível em: www.unifesp.br. 

Acesso em: 20 nov. 2013 (adaptado). 
Para garantir a segurança do 
p a c i e n t e q u e f i z e r u s o d o 
contraste, deve-se preparar essas 
suspensão em 
a) água destilada. 
b) soro fisiológico. 
c) solução de cloreto de bário, 
BaCl2. 
d) solução de sulfato de bário, 
BaSO4. 
e) solução de sulfato de potássio, 
K2SO4. 
Questão 03 - (ENEM/2015) 
Hipoxia ou mal das alturas 
consiste na diminuição de oxigênio 
(O2) no sangue a r te r i a l do 
organismo. Por essa razão, muitos 
atletas apresentam mal-estar 
(dores de cabeça, tontura, falta de 
ar etc.) ao praticarem atividade 
física em altitudes elevadas. Nessas 
c o n d i ç õ e s , o c o r r e r á u m a 
diminuição na concentração de 
hemoglobina oxigenada (HbO2) 
em equilíbrio no sangue, conforme 
a relação: 
Hb (aq) + O2 (aq) HbO2 (aq) 
Mal da montanha. Disponível em: www.feng.pucrs.br. 

Acesso em: 11 fev. 2015 (adaptado). 
A alteração da concentração de 
hemoglobina oxigenada no sangue 
ocorre por causa do(a) 
a) elevação da pressão arterial. 
b) aumento da temperatura 
corporal. 
c) redução da temperatura do 
ambiente. 
×
×
×
×
×
×
333
Equilíbrio Químico
d) queda da pressão parcial de 
oxigênio. 
e) diminuição da quantidade de 
hemácias. 
Questão 04 - (ENEM/2014) 
A formação de estact i tes 
depende da reversibilidade de uma 
reação química. O carbonato de 
cálcio (CaCO3) é encontrado em 
depósitos subterrâneos na forma 
de pedra calcária. Quando um 
volume de água rica em CO2 
dissolvido infiltra-se no calcário, o 
minério dissolve-se formando íons 
Ca2+ e HCO3–. Numa segunda 
etapa, a solução aquosa desses 
íons chega a uma caverna e ocorre 
a reação inversa, promovendo a 
liberação de CO2 e a deposição de 
CaCO3, de acordo com a equação 
apresentada. 
Ca2+ (aq)+ 2 HCO3– (aq) CaCO3 (s) 
+ CO2 (g) + H2O (l) ΔH = +40,94 kJ/
mol 
KOTZ, J. C.; TREICHEL, P. L.; WEAVER, R. C. Química 
geral e reações químicas. 

São Paulo: Cengage Learning, 2010 (adaptado). 
Considerando o equilíbrio que 
ocor re a segunda e tapa , a 
formação de carbonato será 
favorecida pelo(a) 
a) diminuição da concentração de 
íons OH– no meio. 
b) aumento da pressão do ar no 
interior da caverna. 
c) diminuição da concentração de 
HCO3– no meio. 
d) aumento da temperatura no 
interior da caverna. 
e) aumento da concentração de 
CO2 dissolvido. 
Questão 05 - (ENEM/2011) 
Os refrigerantes têm-se tornado 
cada vez mais o alvo de políticas 
públicas de saúde. Os de cola 
apresentam ácido fosfór ico, 
substância prejudicial à fixação de 
cálcio, o mineral que é o principal 
componente da matriz dos dentes. 
A cárie é um processo dinâmico de 
desequilíbrio do processo de 
desmineralização dentária, perda 
de minerais em razão da acidez. 
S a b e - s e q u e o p r i n c i p a l 
componente do esmalte do dente 
é u m s a l d e n o m i n a d o 
hidroxiapatita. O refrigerante, pela 
p r e s e n ç a d a s a c a r o s e , f a z 
decrescer o pH do biofilme (placa 
b a c t e r i a n a ) , p rovo c a n d o a 
desmineralização do esmalte 
dentário. Os mecanismos de 
defesa salivar levam de 20 a 30 
minutos para normalizar o nível do 
pH, remineralizando o dente. A 
e q u a ç ã o q u í m i c a s e g u i n t e 
representa esse processo: 
Ca5(PO4)3OH(s) 
5 Ca2+(aq) + 3 PO43–(aq) + OH–(aq) 
GROISMAN, S. Impacto do refrigerante nos dentes é 
avaliado sem tirá-lo da dieta. 
Disponível em: http://www.isaude.net. Acesso em: 1 
maio 2010 (adaptado). 
Considerando que uma pessoa 
consuma refrigerantes diariamente, 
poderá ocorrer um processo de 
desmineralização dentária, devido 
ao aumento da concentração de 
→
←
desmineralização
mineralização
 
334
Equilíbrio Químico
a) OH–, que reage com os íons 
Ca2+, deslocando o equilíbrio 
para a direita. 
b) H+, que reage com as hidroxilas 
OH–, deslocando o equilíbrio 
para a direita. 
c) OH–, que reage com os íons 
Ca2+, deslocando o equilíbrio 
para a esquerda. 
d) H+, que reage com as hidroxilas 
OH–, deslocando o equilíbrio 
para a esquerda. 
e) C a 2+ , q u e re a g e co m a s 
hidroxilas OH–, deslocando o 
equilíbrio para a esquerda. 
Questão 06 - (ENEM/2010) 
À s v e z e s , a o c o b r i r u m 
refrigerante, percebe-se que uma 
p a r t e d o p r o d u t o v a z a 
rapidamente pela extremidade do 
recipiente. A explicação para esse 
f a t o e s t á r e l a c i o n a d a à 
perturbação do equilíbrio química 
ex i s ten te en t re a lguns dos 
ingredientes do produto, de 
acordo com a equação: 
CO2(g) + H2O(l) H2CO3(aq) 
A alteração do equilíbrio anterior, 
relacionada ao vazamento do 
re f r i g e ra n te n a s co n d i ç õ e s 
descritas, tem como consequência 
a 
a) l iberação de CO2 para o 
ambiente. 
b) elevação da temperatura do 
recipiente. 
c) elevação da pressão interna no 
recipiente. 
d) elevação da concentração de 
CO2 no líquido. 
e) formação de uma quantidade 
significativa de H2O. 
Questão 07 - (UNITAU SP/2019) 
O gráfico abaixo representa a 
variação da concentração de 
reagentes (C1) e produtos (C2) ao 
longo do tempo. Com relação a 
esse gráfico, assinale a alternativa 
CORRETA. 
 
a) A velocidade da reação na 
ordem direta e inversa é igual 
nessa reação, apesar de as 
c o n c e n t r a ç õ e s n ã o s e 
igualarem no equilíbrio (t2). 
b) Nem em t1, nem em t2, a reação 
atingiu o equilíbrio, pois as 
c o n c e n t r a ç õ e s n ã o s e 
igualaram. 
c) E m t 2 , a ve l o c i d a d e d e 
formação do produto é maior 
em relação a sua reação na 
ordem reversa. 
d) A reação estava em equilíbrio 
n o t e m p o 0 , p o r q u e a 
concentração de reagentes foi 
m a i o r e m r e l a ç ã o à 
concentração de produtos. 
e) A constante de equilíbrio da 
reação (K) é independente da 
temperatura. 
→
←
335
Equilíbrio Químico
Questão 08 - (Faculdade Santo 
Agostinho BA/2018) 
Considere o seguinte equilíbrio 
químico em água: 
HCO (aq) H+ (aq) + CO (aq). 
Qual das seguintes afirmativas 
pode ser concluída utilizando-se 
apenas da equação? 
a) As concentrações no equilíbrio 
de todos os participantes são 
iguais. 
b) O equi l íbr io fo i at ingido 
começando com apenas 
em solução. 
c) A expressão da constante de 
equilíbrio leva-se em conta 
apenas . 
d) A velocidade da reação direta 
iguala-se à reação inversa. 
Questão 09 - (UERJ/2020) 
Considere as quatro reações 
q u í m i c a s e m e q u i l í b r i o 
apresentadas abaixo. 
 
Após submetê-las a um aumento 
de pressão, o deslocamento do 
equilíbrio gerou aumento também 
na concentração dos produtos na 
seguinte reação: 
a) I 
b) II 
c) III 
d) IV 
Questão 10 - (UEG GO/2020) 
Considere que na reação química 
hipotética representada a seguir 
um mol de um composto A seja 
misturado com um mol de um 
composto B e, transcorrido certo 
tempo, estabeleça-se o equilíbrio 
químico, momento em que se 
verifica que existem 2/5 de mol de 
A. 
A + B C + D 
O valor numérico da constante de 
equilíbrio, Kc, será igual a: 
a) 2,50 
b) 3,25 
c) 2,25 
d) 5,70 
e) 8,30 
Questão 11 - (IFPR/2020) 
O gráfico a seguir apresenta a 
variação da concentração (em 
linhas tracejadas) dos gases A e B, 
ao longo do progresso da reação 
que ocorre em recipiente fechado, 
dotado de êmbolo móvel. 
−
3
−2
3
-
3HCO
-
3HCO
336
Equilíbrio Químico
 
Com base nas informações, analise 
os itens I a III. 
I) A reação balanceada entre as 
espécies citadas é 3A 2B. 
II) O valor da constante de 
equilíbrio da reação é 4 102. 
III) O equilíbrio estabelecido é 
deslocado para os produtos ao 
se diminuir o volume do 
recipiente. 
Está(ão) correto(s): 
a) apenas I. 
b) apenas I e III. 
c) apenas II e III. 
d) I, II e III. 
Questão 12 - (UERJ/2020) 
Na naftalina, produto comercial 
utilizado para repelir traças e 
baratas de residências, existe uma 
grande quantidade da substância 
naftaleno, que muda de estado 
físico, estabelecendo o equilíbrio 
representado abaixo. 
C10H8(s) C10H8(g) Kc = 4 10–6 
mol/L, a 25 ºC e a 1 atm 
Considere a apresentação da 
naftalina, comumente vendida em 
m e rc a d o s , s o b a fo r m a d e 
pequenas esferas, cada uma com 
massa de 256 mg. 
Nomeie a mudança de estado 
físico que ocorre com o naftaleno e 
represente sua fórmula estrutural. 
Em seguida, calcule o número de 
esferas de naftalina necessárias 
para atingir o equilíbrio químico no 
interior de um armário com 2 m3 
de volume. 
Questão 13 - (FM Petrópolis RJ/
2019) 
O Níquel tetracarbonilo, Ni(CO)4, é 
um complexo organometálico 
incolor que representa um versátil 
r e a g e n t e . É ex t r e m a m e n t e 
venenoso e sua toxicidade e 
vo l a t i l i d a d e à te m p e ra t u ra 
ambiente o fez ganhar o apelido 
de “morte líquida”. 
Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/

wiki/N%C3%ADquel_tetracarbonilo>.

Acesso em: 10 jul. 2018. Adaptado. 
Ni(s) + 4 CO(g) Ni(CO)4(g) 
Os equi l íbr ios heterogêneos 
apresentam reagentes e produtos 
em fases diferentes e, partindo de 
0,6 mols de Ni(s) e CO(g) em um 
recipiente de um litro, constatou-se 
que, ao se atingir o equilíbrio 
químico numa dada temperatura, a 
concentração da espécie CO, em 
quantidade de matéria, estabilizou-
se em 0,2 mol L–1. 
A constante de equilíbrio (Kc) 
desse processo será, em (mol.L–1) –
3, 
a) 75,5 
b) 375 
c) 62,5 
×
×
337
Equilíbrio Químico
d) 416,7 
e) 50 
Questão 14 - (ACAFE SC/2019) 
Considere os equilíbrios químicos 
g e n é r i c o s a s e g u i r e s u a s 
respect ivas constantes , sob 
temperatura de 25 ºC: 
1) A B + C K1 = 3 10–
2 
2) D 2B + E K2 = 2 10–
5 
3) 2A + E 2C + D K3 = ? 
Baseado nos conceitos químicos e 
nas informações fornecidas , 
assinale a alternativa correta que 
contém o valor da constante K3: 
a) 6 10–7 
b) 3000 
c) 45 
d) 1500 
Questão15 - (FCM MG/2020) 
A figura abaixo ilustra uma reação 
hipotética de A(g) B(g) . 
Na f igura, as bol inhas em I 
correspondem ao reagente A e a 
sequência da esquerda para a 
direita indica o sistema à medida 
que o tempo passa. 
Sendo os processos elementares 
com constantes de velocidade 4,2
10–3 s–1 para a reação direta e 1,5
10–1s–1 para a reação inversa, 
assinale a alternativa CORRETA. 
 
(BROWN, LeMay, BURSTEN. Química Central. 9a 
Edição. 

PEARSON: SP, 2005, p. 558. Adaptado.) 
a) O valor da constante de 
equilíbrio para a reação A(g) = 
B(g) é 2,8 10–4. 
b) A t e m p e r a t u r a , a o s e r 
aumentada, diminui o número 
de bolas escuras. 
c) A pressão parcial de A, no 
equilíbrio, é igual à pressão 
parcial de B. 
d) O sistema A(g) = B(g) atinge 
um estado de equ i l íb r io 
químico em IV. 
Questão 16 - (FPS PE/2020) 
A tabela a seguir mostra os valores 
da constante de equilíbrio K para o 
equilíbrio entre os gases N2O4 
(incolor) e NO2 (marrom) em 
diferentes temperaturas: 
N2O4(g) 2 NO2(g) 
 
Sobre o equilíbrio apresentado e 
os dados da tabela, são feitas as 
seguintes afirmações: 
1) A c o m p r e s s ã o t o r n a a 
c o l o r a ç ã o m a r r o m m a i s 
acentuada. 
2) O r e s f r i a m e n t o t o r n a a 
c o l o r a ç ã o m a r r o m m a i s 
acentuada. 
↔ ×
↔ ×
↔
×
→ 0H >Δ
⋅
⋅
⋅
338
Equilíbrio Químico
3) A reação é endotérmica no 
sentido direto. 
Está(ão) incorreta(s): 
a) 1, apenas. 
b) 1 e 2, apenas. 
c) 2 e 3, apenas. 
d) 1 e 3, apenas. 
e) 1, 2 e 3. 
Questão 17 - (UFRGS RS/2020) 
E m a l t a s t e m p e r a t u r a s , o 
hidrogênio molecular pode estar 
em equilíbrio com o hidrogênio 
atômico através da seguinte 
reação 
H2(g) 2H(g) 
Sobre essa reação, são feitas as 
seguintes afirmações. 
I. A quantidade de hidrogênio 
atômico aumenta com o 
aumento da temperatura, 
p o r q u e a r e a ç ã o é 
endotérmica. 
II. E m c o n d i ç õ e s d e b a i x a 
temperatura, não há energia 
suf ic iente para romper a 
ligação. 
III. A v a r i a ç ã o d e e n t a l p i a 
envolvida na reação é o dobro 
da entalpia de formação do 
h i d ro g ê n i o a t ô m i co n a s 
condições da reação. 
Quais estão corretas? 
a) Apenas I. 
b) Apenas II. 
c) Apenas I e III. 
d) Apenas II e III. 
e) I, II e III. 
Questão 18 - (UCB DF/2019) 
Na história da química, um dos 
p r o c e s s o s q u í m i c o s m a i s 
conhecidos é o de Haber-Bosch. 
De forma simplificada, o intuito do 
processo é a obtenção da amônia 
a partir do nitrogênio gasoso, que 
é abundante na atmosfera. Tal 
processo pode ser representado 
pela equação química a seguir. 
N2(g) + 3H2(g) 2NH3(g) 
A constante de equilíbrio Kp, na 
temperatura de 300 K, é igual a 
4,3 10–3, e a reação é exotérmica. 
Com base nessas informações, 
assinale a alternativa correta. 
a) A v a r i a ç ã o d a e n t a l p i a 
associada à reação tem valor 
positivo. 
b) A 300 K e a baixas pressões, a 
reação no equilíbrio tende a 
formar mais produtos que 
reagentes. 
c) O abaixamento da temperatura 
de reação desloca o equilíbrio 
para a formação da amônia, 
mas diminui a velocidade de 
reação. 
d) O abaixamento da temperatura 
de reação diminui a energia de 
a t i v a ç ã o d o f e n ô m e n o , 
tornando o processo mais 
lento. 
e) A mudança de pressão sobre o 
sistema faz com que haja 
deslocamento do equilíbrio, 
339
Equilíbrio Químico
transformando o valor da 
constante de equilíbrio Kp. 
Questão 19 - (UFT TO/2019) 
As substâncias nitrogenadas 
desempenham importante papel 
em nossa sociedade. Dentre as de 
maior importância estão a amônia 
e o ácido nítrico, usadas na 
f a b r i c a ç ã o d o n á i l o n e d o 
poliuretano. A conversão de NH3 
em NO com o uso de catalisador é 
o primeiro passo para a fabricação 
industrial do ácido nítrico e a rota 
industrial para a obtenção de 
s u b s t â n c i a s ox i g e n a d a s d o 
nitrogênio. A reação de produção 
de NO a partir de NH3 é: 
4NH3(g) + 5O2(g) 4NO(g) + 
6H2O(g), com . 
Q u a n d o a re a ç ã o a t i n g e o 
equ i l íb r io , uma mane i ra de 
aumentar a produção de NO(g) é 
aumentando a(o): 
a) volume do sistema. 
b) pressão sobre o sistema. 
c) concentração de água. 
d) temperatura do sistema. 
Questão 20 - (UERJ/2019) 
Na Copa do Mundo de 2018, os 
jogadores russos, durante as 
p a r t i d a s , i n a l ava m a m ô n i a , 
substância cujo uso não é proibido 
pela Agência Mundial Antidoping. 
Segundo o técnico da seleção, 
essa prática melhorava o fluxo 
sanguíneo e respiratório dos 
atletas. 
Industrialmente, a amônia é obtida 
a partir dos gases nitrogênio e 
hidrogênio, conforme o equilíbrio 
q u í m i co re p re s e n t a d o p e l a 
seguinte equação: 
N2 (g) + 3 H2 (g) 2 NH3 (g) 
 
Nomeie a geometria da molécula 
de amônia e aponte, de acordo 
c o m a t e o r i a d e L e w i s , a 
característica responsável pelo 
caráter básico dessa substância. 
Indique, também, as alterações na 
pressão e na temperatura do 
sistema necessárias para aumentar 
a produção de amônia. 
GABARITO: 
1) Gab: B 
2) Gab: E 
3) Gab: D 
4) Gab: D 
5) Gab: B 
6) Gab: A 
7) Gab: A 
kJ/mol 950H −=Δ
 /molkcal 22H −=Δ
340
Equilíbrio Químico
8) Gab: D 
9) Gab: B 
10) Gab: C 
11) Gab: D 
12) Gab: 
Mudança de estado: sublimação. 
Uma das seguintes fórmulas 
estruturais: 
 
Kc = [C10H8] 4 10–6 = [C10H8] 
4 10–6 mol ____ 1 L 
 y ____ 2000 L 
 y = 8 10–3 mol 
 1 mol ____ 128 g 
8 10–3 mol ____ z 
z = 1,024 g 
1 esfera _____ 0,256 g 
 w _____ 1,024 g 
w = 4 esferas 
13) Gab: C 
14) Gab: C 
15) Gab: D 
16) Gab: B 
17) Gab: E 
18) Gab: C 
19) Gab: A 
20) Gab: 
Geometria: piramidal. 
Característica: par de elétrons não 
ligante disponível. 
Alterações: aumentar a pressão e 
diminuir a temperatura. 
×
×
×
×
341
342
Equilíbrio Iônico
AUTOIONIZAÇÃO DA ÁGUA 

A água é um eletrólito muito fraco 
que sofre autoionização segundo a 
reação: 
 
Como essa é uma reação reversível, 
ela atinge o estado de equilíbrio, que 
pode ser representado por uma 
c o n s t a n t e e m t e r m o s d e 
concentração: 
 
Como a concentração de água é 
praticamente constante, pode-se 
escrever: 
KW = [H+].[OH-] 
Kw é o produto entre Ki e [H2O]. O 
valor experimental para Kw, a 25 °C, é 
de 10-14. Sendo assim, para uma 
amostra de água pura a 25 ºC, temos: 
Kw(25 °C) ≅ 1x10–14 e [H+] = [OH–], 
pois a amostra é neutra. 
Kw = [H+] . [OH–] 
1x10–14 = [H+]2 
[H+] = [OH–] = 1x10–7 mol.L–1 
Porém, se a água não for pura, o 
soluto pode ou não alterar as 
concentrações hidrogeniônicas ([H+]) 
ou as concentrações hidroxiliônicas 
([OH–]). Caso isso ocorra, tem-se: 
• Solução ácida ⇒ [H+] > [OH–] 
Portanto, a 25 °C: [H+] > 10–7 mol.L–
1 
• B) Solução básica ⇒ [H+] < [OH–] 
Logo, a 25 °C: [OH–] > 10–7 mol.L–1 
Atenção! 
O valor de Kw a 60 ° C é igual a, 
aproximadamente, 1x10-13. Isso indica 
que a reação de autoiozação da água 
é favorecida com o aumento da 
temperatura e, portanto, é uma 
reação endotérmica. 
EQUILÍBRIO IÔNICO PARA 
ÁCIDOS E BASES 
1. Equilíbrio iônico para ácidos 
O s á c i d o s s ã o s u b s t â n c i a s 
moleculares que sofrem ionização em 
meio aquoso. Essa reação é reversível 
e, portanto, estabelece equilíbrio. 
Considere a ionização do ácido 
genérico HA: 
 
A constante de ionização ou 
constante de acidez desse ácido é 
dada por: 
 
Para os poliácidos, como o ácido 
sulfúrico, tem-se: 
 
Em que Kn = K1 . K2 
O K1 é maior que K2 pois o primeiro 
hidrogênio é mais ionizável que o 
segundo. Isso é válido para todos os 
ácidos. 
É válido lembrar que, quanto maior 
o Ka, mais forte é um ácido. Ou seja, 
mais ionizado em H+ o ácido estará. 
Observe a tabela: 
O grau de ionização é a relação 
entre o número de moléculas 
ionizadas e o número de moléculas 
i n i c i a l m e n t e e n v o l v i d a s . 
Matematicamente: 
 
343
Equilíbrio Iônico
2. Equilíbrio iônico para basesAo contrário dos ácidos, a maioria 
das bases sofrem dissociação quando 
dissolvidas em água. No entanto, as 
observações feitas para os equilíbrios 
em meios ácidos são, também, 
constatadas para os equilíbrios em 
meios básicos. Por exemplo, se Kb é 
um valor baixo, temos que a base é 
fraca e se dissocia pouco em água. 
Ve j a o e q u i l í b r i o a b a i xo , d e 
dissociação do Hidróxido de Amônio: 
 
3. Relação entre Ka e Kb de um par 
conjugado 
Considerando a reação de um 
ácido genérico HA e sua base 
conjugada com a água, tem-se: 
 
HA(aq) + H2O(l) ⇆ A-(aq) + H3O+(aq) 
 Ka = [A-].[H3O+]/[HA] 
A-(aq) + H2O(l) ⇆ HA(aq) + OH-(aq) 
 Kb = [HÁ].[OH-]/[A-] 
 
2 H2O(l) ⇆ H3O+(aq) + OH-(aq) Kw = 
[H+].[OH-] 
Portanto, 
KW = Ka . Kb 
A partir da análise dessa equação, 
conclui-se que quanto maior for a 
força de um ácido ou de uma base, 
menor será a força do seu par 
conjugado e vice-versa. 
 LEI DE DILUIÇÃO DE OSTWALD 
Considerando a dissolução de um 
monoácido (ácido que possui apenas 
um hidrogênio ionizável) de fórmula 
HX que se encontra dissolvido em 
água, formando uma solução com 
concentração molar M, e o seu grau 
de ionização, tem-se: 
 
A constante de equilíbrio é dada 
pela expressão: 
 
P o r t a n t o , a m a n i p u l a ç ã o 
matemática das constantes de acidez 
e de basicidade para monoácidos e 
para monobases leva à equação da 
Lei da Diluição de Ostwald: 
Em que M é a molaridade da 
solução. 
Para os ácidos e as bases que 
apresentam grau de ionização ou 
dissociação muito baixo, a expressão 1 
– α é considerada aproximadamente 
igual a 1. Logo, a constante de 
ionização, o grau de ionização e a 
concentração inicial se relacionam 
pela expressão: 
K = M . α2 
A p a r t i r d a a n á l i s e d e ss a s 
expressões, pode-se concluir que, 
• quanto mais diluída for a solução, 
ma ior é a extensão de sua 
ionização ou dissociação. 
• quanto maior o grau de ionização 
ou de dissociação, mantendo 
constante a concentração molar da 
344
Equilíbrio Iônico
solução, maior é a força do 
eletrólito. 
pH E pOH 
Devido aos baixos valores de Kw, 
[H+] e [OH–], Sörensen propôs 
representar a concentração desses 
íons numa escala cologaritmica. A 
esse logaritmo negativo (colog), na 
base 10, fo i dado o nome de 
potencial, sendo representado por p. 
Logo: 
p = colog = – log ou p = 1/log 
Assim, a concentração de íons H+ e 
OH–, em solução, será expressa em 
termos de potenciais: 
pH = – log [H+] ⇒ potencial 
hidrogeniônico 
pOH = – log [OH–] ⇒ potencial 
hidroxiliônico 
Atenção! 
O pH e o pOH são definidos 
somente para concentrações em 
mol.L–1. Além disso, esses potenciais 
são grandezas adimensionais. Para as 
soluções, a concentração dos íons H+ 
e OH– é calculada pelas expressões: 
[H+] = 10–pH e [OH–] = 10–pOH 
Portanto, para cada unidade de pH 
ou pOH que é alterada numa solução, 
a concentração dos íons H+ e OH– é 
alterada 10 vezes. 
1. Relação entre pH, pOH e Kw 
Aplicando colog na expressão de 
kw, tem-se: 
Kw = [H+] . [OH-] (- log) 
- log Kw = - log ([H+] . [OH-]) 
- log Kw = - log [H+] + (- log [OH-]) 
Como, - log Kw = pKw, tem-se: 
pKw = pH + pOH 
A 25 °C, Kw = 1x10-14, portanto: 
pKw = - log 10-14 = 14 
Assim, 
pH + pOH = 14 
A partir dessa relação, pode-se 
classificar as soluções a partir da 
escala de pH e de pOH, a 25 °C: 
 
345
Equilíbrio Iônico
INDICADORES ÁCIDO-BASE 
Indicadores são ácidos ou bases 
fracos que apresentam espécies 
coloridas em equilíbrio. Por isso, de 
acordo com o pH, a solução com o 
indicador pode apresentar diferentes 
cores. 
O funcionamento dos indicadores 
baseia-se no deslocamento de 
equilíbrio causado pela alteração de 
pH da solução. 
Considere um indicador ácido, 
representados genericamente por 
(HIn), que ionizam-se conforme o 
equilíbrio. 
 
A adição de um ácido aumenta a 
concentração de íons H+, deslocando 
o equilíbrio para a esquerda. Assim, a 
so lução se torna amare la . Se 
adicionarmos uma base, o equilíbrio 
se desloca para a direita, tornando 
meio vermelho. 
Todos os indicadores apresentam 
uma faixa de viragem. A zona ou faixa 
de viragem é o nome dado ao 
intervalo de pH no qual um indicador 
ácido-base sofre a mudança de 
coloração. A faixa de viragem é útil 
para determinar com maior precisão 
o intervalo de pH de uma solução. 
A tabela a seguir mostra a cor e a 
f a i x a d e v i r a g e m d e a l g u n s 
indicadores. 
 
SOLUÇÃO TAMPÃO 
As soluções tampões são soluções 
que sofrem apenas uma pequena 
alteração de pH quando a elas são 
adicionadas pequenas quantidades 
de ácidos ou bases fortes ou quando 
ocorre uma diluição. Essa resistência 
é resu l tado do des locamento, 
Princípio de Le Châtelier, do equilíbrio 
entre as espécies participantes do 
tampão. 
Um tampão é constituído de uma 
mistura de um ácido fraco e sua base 
conjugada ou de uma base fraca e 
seu ácido conjugado. Na prática, em 
geral, são soluções formadas por um 
á c i d o f r a c o e o s e u s a l 
correspondente, ou por uma base 
fraca e o seu sal correspondente. 
Exemplos 
Ácido acético + acetato de sódio 
Ácido cítrico + citrato de sódio 
Ácido fosfórico + fosfato de sódio 
Amônia + cloreto de amônio 
O s t a m p õ e s t ê m u m p a p e l 
importante em processos químicos e 
bioquímicos, nos quais é essencial a 
manutenção do pH. Assim, muitos 
processos industriais e fisiológicos 
requerem um pH fixo para que 
d e t e r m i n a d a f u n ç ã o s e j a 
desempenhada. Por exemplo, o 
sistema tampão HCO3–/H2CO3 é 
importante fisiologicamente, uma vez 
346
Equilíbrio Iônico
que controla o transporte de CO2 no 
sangue e o pH do mesmo. 
A f ó r m u l a d e H e n d e r s o n -
Hasselbach é utilizada para calcular o 
pH de um tampão. Ela é derivada da 
expressão da constante de ionização 
ou dissociação. 
Para tampão ácido 
 
Para tampão básico 
 
Em que [sal] é a concentração em 
mol.L–1 do sal, [ácido] a concentração 
em mol.L–1 do ácido e [base] a 
concentração em mol.L–1 da base. 
Atenção! 
A máxima eficiência do tampão 
ocorrre quando a concentração dos 
pares conjugados na solução são 
iguais. Por isso, geralmente, no 
preparo dessas soluções, iguala-se a 
concentração do ácido com a do sal, 
ou a concentração da base com a do 
sal correspondente. Dessa forma, a 
equação poderia ser simplificada: 
Tampão ácido: pH ≅ pKa 
Tampão básico: pOH ≅ pKb 
HIDRÓLISE SALINA 
A hidrólise salina é o processo em 
que o(s) íon(s) proveniente(s) de um 
sal reage(m) com a água, produzindo 
soluções com diferentes valores de 
pH. 
O termo hidrólise é uma lembrança 
das antigas definições de ácidos e de 
bases. Durante anos, a palavra 
hidrólise tem sido utilizada para 
significar o contrário de neutralização. 
Com o crescente uso da definição de 
ácido-base de Brönsted-Lowry, essa 
palavra foi perdendo o significado e 
hoje se circunscreve às reações entre 
íons doadores ou receptores de 
prótons com a água. 
1. Hidrólise de um sal derivado de 
um ácido forte e uma base fraca 
Nesse caso, o cátion derivado da 
base fraca é um ácido mais forte que 
a água, enquanto que o ânion, por 
derivar de um ácido forte, é uma base 
mais fraca que ela. Assim, apenas o 
cátion é capaz de reagir com água, 
tornando o meio ácido. 
Exemplo: 
NH4NO3(aq) → NH4+ (aq) + NO3- (aq) 
NH4+ (aq) + H2O(l) ⇆ NH3(aq) + H3O+
(aq) 
Solução ácida (pH < 7) 
Kh = Ka (NH4+) = Kw /Kb(NH3) 
2. Hidrólise de um sal derivado de 
um ácido fraco e uma base forte 
Nesse caso, apenas o ânion 
derivado do ácido fraco é capaz de 
reagir com água, tornando o meio 
básico, visto que este é uma base 
mais forte que ela. 
Exemplo: 
KCN(aq → K+ (aq) + CN- (aq) 
CN-(aq) + H2O(l) ⇆ HCN(aq) + OH-(aq) 
Solução básica (pH > 7) 
Kh = Kb (CN-) = Kw /Ka(HCN) 
3. Hidrólise de um sal derivado de 
um ácido e uma base fracos 
Ambos os íons derivados da 
dissociação do sal, por derivarem de 
ácidos e bases fracos, são ácidos e 
bases mais fortes que a água e, por 
isso, reagem com ela. No entanto, o 
caráterda solução resultará da 
espécie mais forte. Assim, tem-se: 
Se Ka > Kb → solução ligeiramente 
ácida (pH < 7) 
347
Equilíbrio Iônico
Se Ka < Kb → solução ligeiramente 
básica (pH > 7) 
Se Ka = Kb → solução neutra (pH = 
7) 
Exemplo: 
NH4CN(aq) → NH4+(aq) + CN-(aq) 
NH4+ (aq) + H2O(l) ⇆ NH3(aq) + H3O+
(aq) 
CN-(aq) + H2O(l) ⇆ HCN(aq) + OH-(aq) 
Kh = Kw /(Ka(HCN). Kb(NH3)) 
4. Hidrólise de um sal derivado de 
ácido forte e base forte 
Como a base e o ácido são fortes, 
o s í o n s s ã o á c i d o s e b a s e s 
conjugados mais fracos que a água e, 
por isso, não são capazes de reagir 
com ela. Assim, a única reação que 
o c o r r e n o s i s t e m a é a d a 
autoionização da água que gera a 
mesma quantidade de H+ e OH-, o 
que resulta numa solução neutra. 
Exemplo: 
NaCl(aq) → Na+(aq) + Cl-(aq) 
2H2O(l) ⇆ H3O+(aq) + OH-(aq) 
KH = Kw = [H+].[OH-] 
Em resumo: 
 
EQUILÍBRIO DE SOLUBILIDADE E 
KPS 
Quando um soluto está dissolvido 
em água formando uma solução 
saturada com corpo de fundo, 
o co r re m , s i m u l t a n e a m e n te , a 
d isso lução do só l ido e a sua 
precipitação, estabelecendo, assim, 
um equilíbrio dinâmico heterogêneo. 
A constante desse equilíbrio é 
denominada constante do produto de 
solubilidade, Kps, ou apenas constante 
de solubilidade, Ks. 
O produto de solubilidade (Kps) é 
u m a c o n s t a n t e d e e q u i l í b r i o 
relacionada com solução saturada, ou 
seja , que apresenta a máxima 
quantidade de soluto dissolvida. 
Coeficiente de solubilidade (C.S.) ou, 
simplesmente solubilidade (S) é o 
nome, que se dá a essa máxima 
quantidade de soluto que uma 
determinada quantidade de solvente 
consegue dissolver a uma dada 
temperatura. O coef ic iente de 
solubilidade será dado em mol/L 
Exemplo: 
FeS(s) ⇆ Fe2+(aq) + S2–(aq) 
Como a concentração do sólido é 
constante, temos: 
Kps = [Fe2+] . [S2–] = 5x10–18, a 25 
°C. 
Genericamente, tem-se: 
AxBy(s) ⇆ xAy+(aq) + yBx–(aq) 
Kps = [Ay+]x . [Sx–]y 
Atenção! 
Quando os solutos apresentam a 
m e s m a e s t e q u i o m e t r i a d e 
dissociação, quanto maior for o Kps 
maior será a sua solubi l idade. 
Contudo, caso a estequiometria seja 
diferente, deve-se realizar o cálculo 
da solubilidade para determinar o 
soluto mais solúvel. 
348
Equilíbrio Iônico
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: 
• De uma forma geral, valores muito 
pequenos de Kps revelam que a 
solubilidade do soluto é muito 
baixa; 
• Se o produto das concentrações 
dos iôns elevados aos respectivos 
coeficientes estequiométricos 
(produto iônico) for maior que o 
Kps, ocorrerá precipitação da 
substância; 
• Se o produto iônico for igual ao 
Kps, a solução formada será 
saturada; 
• Se o produto iônico for menor que 
o Kps, a solução formada será 
insaturada; 
• A presença de um íon comum na 
solução acarreta na diminuição da 
solubilidade do soluto (efeito do 
íon comum). 
EXERCÍCIOS 
Questão 01 - (FCMMG) 
O sulfato de bário – BaSO4 – é 
utilizado para diagnóstico radiológico 
como principal forma de contraste. É 
muito pouco solúvel em água (kps = 
1,1 x 10–10), impedindo a liberação de 
cátions Ba2+, tóxicos. Há 10 anos, um 
produto de um contraste de sulfato 
de bário continha carbonato de bário 
– BaCO3 – que, apesar de baixa 
solubilidade em água (kps = 1,5 x 10–
9), liberou grande quantidade de 
cátions Ba2+ no estômago de vários 
pacientes, provocando muitas mortes. 
Cons ideram-se as segu intes 
proposições: 
1. O sulfato não libera cátions 
Ba2+ em grandes quantidades no 
estômago, como o carbonato. 
2. O sulfato forma um ácido forte, 
e o carbonato forma um ácido fraco. 
A respeito dessas proposições, 
assinale a opção CORRETA: 
a) A primeira é uma proposição 
falsa e a segunda é uma proposição 
verdadeira. 
b) A primeira é uma proposição 
verdadeira e a segunda é uma 
proposição falsa. 
c) As duas são proposições 
verdadeiras e a segunda é uma 
justificativa correta da primeira. 
d) As duas são proposições 
verdadeiras, mas a segunda não é 
uma justificativa correta da primeira. 
Questão 02 - (FCMMG) 
Um laboratorista preparou 140,0 
mL de uma solução diluída 0,5 mol.L–1 
de ácido nítrico – HNO3 – a partir de 
u m a s o l u ç ã o co n ce n t ra d a d e 
densidade 1,40g/mL–1 e 63%( m/m). 
Em relação ao ácido, à solução 
concentrada e à solução diluída, 
foram feitas as seguintes afirmativas: 
I. O ácido nítrico é um poderoso 
agente redutor. 
II. A concentração da solução 
concentrada é de 14,0 mol.L–1. 
III. Foram utilizados 5,0 mL da 
solução concentrada na preparação 
da solução diluída. 
IV. 20,0 mL da solução diluída 
apresenta um pH = 2. 
Estão CORRETAS as afirmativas: 
a) I e IV, apenas. 
b) II e III, apenas. 
c) III, II e I, apenas. 
d) IV, III e II, apenas. 
Questão 03 - (FCM MG) 
À m e d i d a q u e s e a d i c i o n a 
NaOH(aq) a uma solução aquosa 
ácida de H2CO3, as espécies HCO–3 e 
CO2–3 são formadas, como mostram 
os seguintes equilíbrios: 
H2CO3(aq) H+(aq) + HCO–3(aq) 
HCO–3(aq) H+(aq) + CO2–3(aq) 
A fração de cada espécie, α, 
existente em função do pH, está 
mostrada no gráfico abaixo. 
 
←
→
←
→
349
Equilíbrio Iônico
Baseado no gráfico e nos seus 
conhecimentos, pode-se afirmar que 
a alternativa ERRADA é: 
a) No pH = 6,37, as concentrações 
de H2CO3 e H CO–3 são iguais. 
b) A segunda constante de 
dissociação do H2 CO3 é igual a 10–
10,25. 
c) No sangue, cujo pH ≅ 7,4 , a 
espécie química predominante é o H 
CO–3. 
d) A eficiência do tampão H CO–
3 / CO2–3, de pH = 10,25, é maior do 
que a do tampão H2CO3 / H CO–3, de 
pH = 6,37. 
Questão 04 - (ENEM) 
Uma das etapas do tratamento da 
água é a desinfecção, sendo a 
cloração o método mais empregado. 
Esse método consiste na dissolução 
do gás cloro numa solução sob 
pressão e sua aplicação na água a ser 
desinfectada. As equações das 
reações químicas envolvidas são: 
Cl2 (g) + 2 H2O (l) HClO (aq) + 
H3O+ (aq) + Cl– (aq) 
HClO (aq) + H2O (l) H3O+ (aq) + 
ClO– (aq) pKa = –log Ka = 7,53 
A ação desinfetante é controlada 
pelo ácido hipocloroso, que possui 
um potencial de desinfecção cerca de 
8 0 v e z e s s u p e r i o r a o â n i o n 
h ipoc lo r i to . O pH do me io é 
importante, porque influencia na 
e x t e n s ã o c o m q u e o á c i d o 
hipocloroso se ioniza.Para que a 
desinfecção seja mais efetiva, o pH da 
água a ser tratada deve estar mais 
próximo de 
a) 0. 
b) 5. 
c) 7. 
d) 9. 
e) 14. 
Questão 05 - (ENEM) 
Visando min imizar impactos 
ambientais, a legislação brasileira 
determina que resíduos químicos 
lançados diretamente no corpo 
receptor tenham pH entre 5,0 e 9,0. 
Um resíduo líquido aquoso gerado em 
u m p r o c e s s o i n d u s t r i a l t e m 
concentração de íons hidroxila igual a 
1,0 × 10–10 mol/L. Para atender a 
legislação, um químico separou as 
s e g u i n t e s s u b s t â n c i a s , 
disponibilizadas no almoxarifado da 
empresa: CH3COOH, Na2SO4, CH3OH, 
K2CO3 e NH4Cl. 
Para que o resíduo possa ser 
lançado diretamente no corpo 
receptor, qual substância poderia ser 
empregada no ajuste do pH? 
a) CH3COOH 
b) Na2SO4 
c) CH3OH 
d) K2CO3 
e) NH4Cl 
Questão 06 - (ENEM) 
Com o aumento da demanda por 
alimentos e a abertura de novas 
fronteiras agrícolas no Brasil, faz-se 
cada vez mais necessária a correção 
da acidez e a fertilização do solo para 
determinados cultivos. No intuito de 
diminuir a acidez do solo de sua 
plantação (aumentar o pH), um 
f a z e n d e i r o f o i a u m a l o j a 
e s p e c i a l i z a d a p a r a c o m p r a r 
conhecidos insumos agr ícolas , 
indicados para essa correção. Ao 
chegar à loja, ele foi informado que 
esses produtos estavam em falta. 
Como só havia disponíveis alguns 
tipos de sais, o fazendeiro consultou 
um engenheiro agrônomo procurando 
saber qual comprar. 
O engenheiro, após verificar as 
propriedades desses sais, indicou ao 
fazendeiro o 
a) 
b) CaCO3 
c) 
d) Na2SO4 
e) Ba(NO3)2 
Questão 07 - (ENEM) 
C i n c o i n d ú s t r i a s d e ra m o s 
diferentes foram instaladas ao longo 
do curso de um rio.O descarte dos 
efluentes dessas indústrias acarreta 
impacto na qualidade de suas águas. 
O pH foi determinado em diferentes 
pontos desse rio, a 25 ºC, e os 
resultados são apresentados no 
quadro. 
→
←
→
←
�HC
�CNH4
350
Equilíbrio Iônico
 
A indústria que descarta um 
efluente com características básicas é 
a 
a) primeira. 
b) segunda. 
c) terceira. 
d) quarta. 
e) quinta. 
Questão 08 - (ENEM) 
Um pesquisador percebe que o 
rótulo de um dos vidros em que 
guarda um concentrado de enzimas 
digestivas está ilegível. Ele não sabe 
qual enzima o vidro contém, mas 
desconfia de que seja uma protease 
gástrica, que age no estômago 
digerindo proteínas. Sabendo que a 
digestão no estômago é ácida e no 
intestino é básica, ele monta cinco 
tubos de ensaio com alimentos 
diferentes, adiciona o concentrado de 
enzimas em soluções com pH 
determinado e aguarda para ver se a 
enzima age em algum deles. 
O tubo de ensaio em que a enzima 
deve agir para indicar que a hipótese 
do pesquisador está correta é aquele 
que contém 
a) cubo de batata em solução 
com pH = 9. 
b) pedaço de carne em solução 
com pH = 5. 
c) clara de ovo cozida em solução 
com pH = 9. 
d) p o r ç ã o d e m a c a r r ã o e m 
solução com pH = 5. 
e) bo l inha de mante iga em 
solução com pH = 9. 
Questão 09 - (ENEM) 
As antocianinas (componente 
natural de frutas roxas, como uva e 
açaí) são moléculas interessantes 
para a produção de embalagens 
inteligentes, pois têm capacidade de 
mudar de cor, conforme muda o pH. 
Em soluções com pH abaixo de 3,0, 
essas moléculas apresentam uma 
coloração do laranja ao vermelho 
mais intenso. Com o aumento do pH 
para a faixa de 4,0 a 5,0, a coloração 
vermelha tende a desaparecer. E 
aumentos adicionais de pH levam as 
antocianinas a apresentarem uma 
coloração entre o verde e o azul. 
D i s p o n í v e l e m : 
www.biotecnologia.com.br. 

Acesso em: 25 nov. 2011 (adaptado). 
Estas embalagens são capazes de 
identificar quando o alimento está em 
decomposição, pois se tornam 
a) vermelho claro, pela formação 
de uma solução neutra. 
b) verde e azul, devido à presença 
de substâncias básicas. 
c) l a ran ja e verme lho, pe la 
liberação de hidroxilas no alimento. 
d) laranja e vermelho intenso, pela 
produção de ácidos orgânicos. 
e) ve rde e azu l , dev ido ao 
aumento de íons de hidrogênio no 
alimento. 
Questão 10 - (ENEM) 
O pH do solo pode variar em uma 
faixa significativa devido a várias 
causas. Por exemplo, o solo de áreas 
com chuvas escassas, mas com 
concentrações elevadas do sal solúvel 
carbonato de sódio (Na2CO3), torna-
se básico devido à reação de hidrólise 
do íon carbonato, segundo o 
equilíbrio: 
 
Esses tipos de solos são alcalinos 
demais para fins agrícolas e devem 
ser remediados pela utilização de 
aditivos químicos. 
BAIRD, C. Química ambiental. São 
Paulo: Artmed, 1995 (adaptado). 
Suponha que, para remediar uma 
amostra desse tipo de solo, um 
técnico tenha utilizado como aditivo a 
cal virgem (CaO). Nesse caso, a 
remediação 
a) foi realizada, pois o caráter 
básico da cal virgem promove o 
deslocamento do equilíbrio descrito 
para a direita, em decorrência da 
elevação de pH do meio. 
)aq(OH)aq(HCO )l(OH)aq(CO 32
2
3
−−→
←
− ++
351
Equilíbrio Iônico
b) foi realizada, pois o caráter 
ácido da cal virgem promove o 
deslocamento do equilíbrio descrito 
para a esquerda, em decorrência da 
redução de pH do meio. 
c) não foi realizada, pois o caráter 
ácido da cal virgem promove o 
deslocamento do equilíbrio descrito 
para a direita, em decorrência da 
redução de pH do meio. 
d) não foi realizada, pois o caráter 
básico da cal virgem promove o 
deslocamento do equilíbrio descrito 
para a esquerda, em decorrência da 
elevação de pH do meio. 
e) não foi realizada, pois o caráter 
neutro da cal virgem promove o 
deslocamento do equilíbrio descrito 
para a esquerda, em decorrência da 
manutenção de pH do meio. 
Questão 11 - (PUC MG) 
p H s i g n i f i c a p o t e n c i a l 
hidrogeniônico (quantidade de 
prótons H+), que indica a acidez, 
neutralidade ou alcalinidade de uma 
solução aquosa. 
pH< 7 significa acidez e quanto 
menor o número do pH, mais ácida é 
a solução aquosa. O pH é medido em 
escala logarítmica, o que significa que 
com a diminuição de 1 ponto no pH 
torna a solução 10 vezes mais ácida. 
Ou seja uma solução com pH 3 é 10 
vezes mais ácida que uma solução de 
pH 4 e 100x mais ácida que uma 
solução de pH 5, 1000 x mais ácida 
que uma solução de pH 6 e 10.000 x 
mais ácida que uma solução com pH 
7. 
É CORRETO afirmar que o pH da 
água pura é: 
a) 0 
b) 1 
c) 7 
d) 10 
Questão 12 - (PUC MG) 
O pH de uma solução diminui de 
4,0 para 2,0. A concentração de H3O+ 
presente na solução foi multiplicada 
por: 
a) 0,01 
b) 0,5 
c) 2 
d) 100 
Questão 13 - (PUC MG) 
Qual é a concentração de íons 
hidróxido numa solução aquosa 
0,1mol L–1 de HCl ? 
a) 0 mol L–1 
b) 10–1 mol L–1 
c) 0,13 mol L–1 
d) 10–13 mol L–1 
Questão 14 - (PUC MG) 
Um estudante classificou três 
ácidos utilizando a propriedade de 
condutividade elétrica das soluções 
aquosas contendo os ácidos. Nesse 
sentido, ele preparou três soluções 
aquosas de 1mol L–1 de cada ácido e 
elaborou as montagens a seguir. 
 
A ordem CRESCENTE do pH das 
soluções é: 
a) solução 1 – solução 2 – solução 
3 
b) solução 1 – solução 3 – solução 
2 
c) solução 3 – solução 2 – solução 
1 
d) solução 3 – solução 1 – solução 
2 
Questão 15 - (FUVEST SP) 
Dispõe-se de 2 litros de uma 
solução aquosa de soda cáustica que 
apresenta pH 9. O volume de água, 
em litros, que deve ser adicionado a 
esses 2 litros para que a solução 
resultante apresente pH 8 é 
a) 2 
b) 6 
c) 10 
d) 14 
e) 18 
352
Equilíbrio Iônico
GABARITO 
1. C 
2. B 
3. D 
4. B 
5. D 
6. B 
7. B 
8. B 
9. D 
10. D 
11. C 
12. D 
13. D 
14. C 
15. E
353
354
 
 
 Δ Δ
Δ
Δ
 Δ Δ
 
Δ
Δ
Δ
Total de elétrons 
cedidos pelo 
redutor 
Total de elétrons 
recebidos pelo 
oxidante 
355
 
 
Æ
Δ
Δ
Æ
Æ
Δ
Æ Δ
Æ Δ
Æ
Æ
Δ
Æ
356
 
357
 
Æ
Æ
Æ
358
 
Æ
Æ
359
 
360
 
361
 
Æ
Æ
362
 
Æ
Æ
Æ
Æ
363
 
Æ
Δ Δ
Æ
 
364
 
 
Æ
 
 
 
 
a) 
b) 
c) Æ
d) 
e) 
f) Æ
 
 Æ
 Æ
 Æ
 Æ
 
Æ
Æ
Æ
365
 
 
Æ
 
 
 
→
→
→
366
 
367
 
2O .
(E ')q
2 3 2
2 2
2 CO 7 H 8e CH OO 2 H O E ' 0,3 V
O 4 H 4e 2 H O E ' 0,8 V
� � �
� �
� � o � q �
� � o q �
4,4 V?
3
4
6
9
15
368
 
369
 
370
 
2 6C H O
2 6 2 4C H O(g) C H O(g) 2H (aq) 2e
� �o � �
2 2
1O (g) 2H (aq) 2e H O( )
2
� �� � o
H�
H�
371
 
2 4C H O H
�
2 4C H O
KI),
Enzimas
6 12 6(aq) 2(g) 2 ( ) 6 12 7(aq) 2 2(aq)C H O O H O C H O H O� � �����o �
2 2(aq) (aq) 3(aq) 2 ( ) 2(g)2 H O 3 I I 2 H O O
� �� o � �
(NaOH)
(E )q
E (V)q
2 22 H O 2 e H 2 OH
� �� o � 0,83�
2Co(OH) 2 e Co 2 OH
� �� o � 0,73�
2Cu(OH) 2 e Cu 2 OH
� �� o � 0,22�
2PbO H O 2 e Pb 2 OH
� �� � o � 0,58�
4A (OH) 3 e A 4 OH
� � �� o � 2,33�
2Fe(OH) 2 e Fe 2 OH
� �� o � 0,88�
A
372
 
Co
2Cu(OH)
2Fe(OH)
Pb
2(g)H
2(g)O
2 ( )H O
(aq)OH
�
2
4(aq)Zn(OH)
�
2 3 2(A O 3 H O),�
1.000 C.q
2CO ,
2 2 3Cu (OH) CO ,
2 3( Fe O )α �
(C) 3(CaCO ),
2.000 C.q
200 Cq 700 C :q
2 3 3 4 23 Fe O CO 2 Fe O CO� o �
373
 
3 2CaCO CaO COo �
3 4 2Fe O CO 3 FeO CO� o �
700 Cq 1.200 C :q
2C CO 2 CO� o
2FeO CO Fe CO� o �
1.200 Cq 2.000 C :q
3(CaSiO )
22 C O 2 CO� o
C.
CO.
2CO .
CaO.
3CaCO .
2C
2C
2 2
(s) (aq) (aq) (s)Zn / Zn // Cu / Cu ,
� �
1,10 V,�
3 3[Au(NO ) ].
2H 3NO
�
2N Au
Au 2O
Au 2NO
2O 2H
374
 
Æ Æ
Æ Æ
Æ Æ
Æ Æ Æ
Æ
375
376
 
 
Æ
Æ
●
●
●
α β γ
α
377
 
α
β
β
β
β
β
β
J
J
378
 
α β γ
α
β γ
α β
α β γ
379
 
β
380
 
2
𝑚
𝑚
2
𝑡 𝑥𝑃
381
 
 
 
382
 
Æ
383
 
384
 
385
 
α β γ
β
α
β
α
γ
386
 
387
 
 
 
 
388
 
 
389
 
 
390
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
P
P
391
 
 
 
 
 
 
a) 
b) 
c) 
d) 
e) 
392
 
 
 
 
 
 
393
394Química Ambiental
ATMOSFERA 
 
O século XX foi marcado por grandes 
transformações da qualidade do ar não 
somente das grandes metrópoles e de 
regiões fortemente industrializadas mas 
também de áreas remotas devido por 
exemplo às queimadas de florestas 
naturais. Fenômenos globais (como o 
efeito estufa e o buraco na camada de 
ozônio) foram detectados e ganharam 
notoriedade. A ciência ambiental da 
atmosfera tem pela frente, neste novo 
século, o grande e complexo papel de 
contribuir para o aprimoramento de nosso 
entendimento sobre o que são e como se 
comportam a atmosfera e espécies tóxicas 
sobre os ecossistemas e sua biota. 
Ondas Eletromagnéticas 
Ondas eletromagnéticas são ondas bem 
diferentes das ondas mecânicas (como as 
ondas do mar ou o som). Elas são 
osc i lações de um campo e lét r ico 
perpendiculares a oscilações de um campo 
magnético (Figura 1). 
 
A principal diferença entre as ondas 
mecânicas e as ondas eletromagnéticas é 
que estas não precisam de um meio físico 
para se propagar, ou seja, podem se 
propagar no vácuo. As ondas, tanto 
mecânicas quanto eletromagnéticas, 
possuem três características importantes; 
o comprimento de onda, a frequência e a 
velocidade. Essas características estão 
relacionadas entre si, para as ondas 
eletromagnéticas, onde a velocidade é c, 
pela equação 1. 
 
No início do século XX vários físicos 
e s t a v a m p e s q u i s a n d o o n d a s 
eletromagnéticas em conjunto com a física 
q u â n t i c a . E l e s p e r c e b e r a m q u e , 
diferentemente de ondas mecânicas, onde 
a energia está associada à amplitude da 
o n d a , a e n e r g i a d a s o n d a s 
eletromagnéticas está relacionada à 
frequência delas pela equação 2, na qual h 
é a constante de Planck, e vale 6,62 x 10-34 
J.s. 
 
Ou seja, quanto maior a frequência de uma 
onda, maior sua energia. 
Espectro eletromagnético 
O espectro eletromagnético é o conjunto 
das várias ondas eletromagnéticas 
existentes. No espectro eletromagnético 
elas são ordenadas de acordo com a 
energia que possuem. Para melhor serem 
classif icadas elas são separadas e 
agrupadas dependendo de sua frequência 
ou comprimento de onda (Figura 2). 
 
Figura 1 - Espectro eletromagnético 
Atmosfera 
A terra é dividida em inúmeros setores 
para que seu estudo seja facilitado. Dentro 
da parte sólida podemos citar, por 
exemplo, a litosfera, o manto e o núcleo. 
Essa divisão, bem simplificada, é feita de 
acordo com a variação na constituição da 
parte sólida. Uma divisão semelhante 
também é feita na parte gasosa da terra, a 
atmosfera. 
Essa divisão é feita de acordo com a 
altitude, a constituição e a temperatura 
395
Química Ambiental
média daquela altitude. A figura 3 mostra 
uma divisão clássica da nossa atmosfera. 
 
Figura 3 - Regiões da Atmosfera 
A principal função da atmosfera é 
proteger a terra da incidência de radiações 
eletromagnéticas potencialmente danosas. 
Essa proteção é feita de maneira que as 
espécies presentes na região absorvam a 
radiação, aumentando sua energia, de 
forma que a radiação seja barrada e 
consequentemente não consegue penetrar 
nas áreas mais internas da atmosfera não 
atingindo os seres vivos. Obviamente essa 
proteção não é completa, mas sem ela 
com certeza não poderia haver vida na 
terra da maneira como a conhecemos hoje. 
A troposfera é a região da atmosfera em 
que nos encontramos. Em geral sua 
altitude varia de 10 a 16 km e é definida 
pela tropopausa. A tropopausa é a região 
da atmosfera que possui uma temperatura 
de -56ºC e ela é que define o término da 
troposfera e início da estratosfera. Essa 
barreira, com baixa temperatura, serve 
para condensar o vapor de água presente 
na mistura gasosa evitando assim que a 
água chegue a altitudes onde se foto 
dissociaria e escaparia da terra. 
A troposfera tem uma composição 
homogênea e constante. A composição 
média é de: 78% nitrogênio gasoso (N2), 
21% oxigênio gasoso (O2), 0,9% argônio 
(Ar) e 0,1% de outros gases, dos quais os 
mais abundantes são vapor de água (H2O) 
e dióxido de carbono (CO2). 
É nessa região onde ocorrem dois dos 
fenômenos que são estudados na química 
ambiental, a chuva ácida e o efeito estufa. 
A estratosfera (do grego stratus que 
significa camadas) é a região logo acima 
da troposfera e tem esse nome devido a 
n ã o m o v i m e n t a ç ã o v e r t i c a l d o s 
componentes, criando as camadas que são 
a origem do nome. A temperatura nessa 
região é crescente, de -56ºC até -2ºC, 
devido à absorção da radiação ultravioleta, 
i n c i d e n te d o S o l , p e l o p r i n c i p a l 
componente dessa região, o ozônio (O3). É 
nessa região que existe a camada de 
ozônio. 
Efeito estufa 
 
O efeito estufa, ao contrário do que 
normalmente se pensa, não é causado 
pelo homem e também não é prejudicial 
para os seres vivos. Na verdade, o efeito 
estufa é o que evita que o calor 
proveniente da terra escape para o espaço. 
Sem esse efeito a Terra seria cerca de 20oC 
mais fria, o que praticamente impediria a 
existência da vida humana na Terra. 
O nome efeito estufa, Greenhouse E!ect, 
vem exatamente da referência a uma 
estufa. Uma estufa atua da seguinte 
maneira: radiação muito energética (alta 
frequência) atravessa o vidro e atinge o 
solo e as plantas dentro. As plantas e o 
solo então reemitem a radiação, porém 
menos energética (menor frequência), já 
que parte da energia foi utilizada para 
aquecimento e para a realização da 
fotossíntese. Parte dessa radiação 
reemitida não consegue ultrapassar o 
396
Química Ambiental
vidro de volta, e fica presa dentro da 
estufa. Aquecendo mais o ambiente. 
O efeito estufa natural, que ocorre na Terra 
é semelhante, porém quem atua como 
v idro são a lguns gases da nossa 
atmosfera. 
O balanço energético da Terra 
A luz solar incidente na atmosfera terrestre 
é constituída basicamente de três 
componentes. A radiação ultravioleta, 
visível e infravermelha. Da luz incidente 
total 50% atingem a superfície terrestre, 
onde os fótons são absorvidos. Do 
restante, 20 % são absorvidos por gases, a 
radiação ultravioleta pelo ozônio e a 
radiação infravermelha pelo CO2 e H2O, 
principalmente. Os restantes 30% são 
refletidos por corpos refletores, como as 
nuvens, o gelo e a neve. 
Como dito anteriormente a Terra reemite 
radiação, porém de menor frequência, 
logo, apesar de absorver um pouco de 
raios UV e visível, a Terra reemite apenas 
radiação na região do infravermelho. 
Essa radiação reemitida é então absorvida 
por alguns gases na atmosfera que então 
as reemitem novamente. Porém essa 
emissão é caótica, e, portanto, parte atinge 
a superfície terrestre, causando um 
aquecimento adicional. 
 
Figura 4 - Absorção e emissão de radiação pela Terra 
Gases do efeito estufa 
Os principais gases da nossa atmosfera, 
N2, O2 e Ar, são incapazes de absorver 
radiação no infravermelho. 
Então o que faz com que um gás seja um 
gás de efeito estufa? 
Para que um gás seja um gás de efeito 
estufa ele deve ser capaz de absorver 
radiação na região do infravermelho. Para 
que isso ocorra é necessário que em algum 
instante seu momento de dipolo elétrico, 
ou momento dipolar, seja diferente de 
zero. 
 
 
 
Ou seja, toda e qualquer molécula polar é 
c a p a z d e a b s o r v e r r a d i a ç ã o n o 
infravermelho, no entanto algumas 
moléculas apolares também são capazes 
de absorver radiação na região do IV. Para 
que isso ocorra é necessário que em algum 
de seus movimentos vibracionais o 
momento dipolar seja diferente de zero. 
Isso faz com que praticamente todas as 
moléculas sejam capazes de absorver 
radiação na região do IV. As únicas 
397
Química Ambiental
espécies que nunca conseguem absorver 
radiação infravermelha são os gases 
monoatômicos (gases nobres) e os gases 
diatômicos homonucleares, assim como o 
N2, O2 e H2. Porém, para ser um gás estufa, 
a molécula tem que ser capaz de absorver 
IV térmico (λ=4.000-50.000 nm). 
Principais gases do efeito estufa. 
Pode-se perceberna figura 5 que os 
principais gases responsáveis pelo efeito 
estufa são o CO2, a H2O, o CH4 e o O3. 
Sendo que esse último corresponde ao 
ozônio troposférico, e não ao encontrado 
na camada de ozônio na estratosfera. 
A figura acima mostra a intensidade da luz 
infravermelha que deveria deixar a Terra 
( l i n h a t r a c e j a d a ) e m f u n ç ã o d o 
comprimento de onda da mesma. Essa 
quantidade foi calculada teoricamente. Já 
a linha preenchida mostra a quantidade 
que realmente escapa. 
 
Figura 5 - Absorção de radiação IV por gases 
Dióxido de carbono 
A figura abaixo mostra o espectro de 
absorção do CO2. Esse gráfico mostra 
quais são as frequências, e quanto dessas 
frequências, as moléculas são capazes de 
absorver. 
 
Figura 6 - Espectro de absorção do CO2 
As moléculas de CO2 hoje na atmosfera 
são responsáveis pela absorção de metade 
da luz infravermelha térmica refletida que 
possui comprimento de onda na região 
entre 12 e 18 μm. A partir da análise do 
gráfico percebe-se por que o dióxido de 
carbono é considerado o vilão do efeito 
estufa. Sua faixa de absorção coincide com 
a faixa de frequências que a Terra mais 
emite, logo ele é o maior responsável pelo 
bloqueio dos raios reemitidos. 
A maior parte do CO2 atmosférico é 
p r o v e n i e n t e d a c o m b u s t ã o d e 
combustíveis fósseis, como carvão vegetal 
e petróleo. Cerca de 5,5 gigatoneladas 
(1012 kg) de carbono são emitidas para a 
atmosfera assim. As florestas tropicais, já 
quase que completamente desenvolvidas, 
e, portanto, com uma taxa fotossintética 
menor do que a taxa respiratória, emitem 
por volta de 1,6 gigatonelada. Os oceanos 
liberam para a atmosfera cerca de 90 
gigatoneladas de carbono, devido à 
respiração de todos os animais marinhos e 
ao próprio equilíbrio de solubilidade do 
gás em água. As outras florestas são 
capazes de absorver anualmente 1,8 
gigatonelada de carbono, enquanto as 
águas oceânicas rasas absorvem cerca de 
92 gigatoneladas. Existe ainda uma taxa 
de transferência de CO2 dissolvido de 
águas rasas para águas profundas, cerca 
de 1,6 gigatonelada de carbono é mandada 
para águas profundas anualmente assim. 
A i n d a h á u m a t r a n s f e r ê n c i a d e 
aproximadamente 0,2 gigatonelada de 
carbono das águas profundas para os 
sedimentos do fundo do oceano. 
Vapor de água 
As moléculas de água presentes na 
atmosfera também são responsáveis pela 
a b s o r ç ã o d e b o a p a r t e d a l u z 
infravermelha emitida pela superfície 
terrestre. No entanto a água representa 
um problema bem mais complicado de 
resolver. Primeiramente porque quanto 
398
Química Ambiental
maior for a quantidade de moléculas de 
á g u a n a a t m o s fe ra m a i o r s e r á a 
quantidade de luz absorvida. E quanto 
maior for a quantidade de luz absorvida 
maior será o aquecimento provocado pelo 
efeito estufa, e consequentemente maior 
será a pressão de vapor da água. Logo 
maior será a quantidade de água presente 
na forma gasosa na atmosfera. 
Por conta desses problemas, e pelo fato da 
água ser essencial para a vida, o 
aquecimento da Terra provocado por essas 
moléculas geralmente ou é omitido, ou é 
contabilizado juntamente com o de outros 
gases. 
Metano 
Depois da água e do CO2 o metano é o gás 
de efeito estufa de maior importância. Isso 
se deve ao fato de que uma molécula de 
metano é capaz de absorver 21 vezes mais 
quantidade de luz infravermelha do que 
uma molécula de CO2. No entanto, a 
concentração de metano na atmosfera é 
bem menor do que a quantidade de CO2, 
e, portanto, geralmente se dá uma menor 
importância a esse gás. 
A quantidade de gás metano na atmosfera 
vem aumentando desde a era industrial. 
Presume-se que o aumento no nível desse 
gás seja consequência de várias atividades 
humanas, como o aumento da produção 
de alimentos, o uso de combustíveis 
fósseis e o desflorestamento, por exemplo. 
Cerca de 70% do metano hoje emitido é 
de origem antropogênica. Ele é produzido 
por via biológica pela decomposição 
anaeróbica de matéria de origem vegetal. 
Tal processo se dá em grande escala onde 
ocorre a decomposição de plantas 
submersas em água, como por exemplo, 
pântanos, brejos e terrenos úmidos como 
o do cultivo do arroz. 
Terras alagadas são a maior fonte natural 
das emissões de metano. A expansão de 
áreas a lagadas para a cr iação de 
hidroelétricas soma-se ao total de metano 
produzido. 
Animais ruminantes, como gado bovino, 
ovelhas e certos animais selvagens 
produzem grandes quantidades de 
metano como subproduto em seus 
estômagos quando digerem a celulose. Os 
animais depois podem arrotar o metano, 
liberando-o para a atmosfera. 
O aquecimento global 
 
O verdadeiro problema do efeito estufa 
não é ele por si próprio, pois como já foi 
dito sem esse efeito a temperatura da 
Terra seria entre 30 e 40ºC mais fria, mas a 
sua intensificação. A intensificação do 
e f e i t o e s t u f a é c o n h e c i d a c o m o 
a q u e c i m e n t o g l o b a l e e l e v e m 
preocupando os cientistas já que as 
medidas de temperatura média da Terra, 
realizadas desde meados do século XVIII, 
mostram um constante aumento de 
temperatura. 
A i n d a s e d i s c u te m u i to s o b re o 
aquecimento global. Alguns cientistas 
dizem que a temperatura na troposfera 
está aumentando, porém a temperatura na 
estratosfera está diminuindo mais do que a 
t e m p e r a t u r a n a t r o p o s f e r a e s t á 
aumentando. O que significaria que a 
temperatura da Terra na verdade está 
diminuindo. Outros cientistas dizem que as 
medidas realizadas na troposfera não são 
confiáveis. 
Outros cientistas ainda dizem que a 
elevação da temperatura na Terra é parte 
do ciclo geológico normal da Terra. Esses 
ciclos são os responsáveis pelas eras 
glaciais, sendo que a última ocorreu cerca 
de 10000 anos atrás. 
Principais problemas causados pelo 
aquecimento global 
O aquecimento da Terra, como o próprio 
nome já diz, é considerado um problema 
ambiental global, e, portanto, atinge toda a 
superfície terrestre. 
Devido ao aquecimento global já podemos 
citar como consequências: 
O derretimento do Ártico e da Groelândia, 
o que acaba por provocar aumento do 
399
Química Ambiental
nível do mar e inundação de cidades 
litorâneas. Além disso, os furacões estão 
cada vez ma is fo r tes . Dev ido ao 
aquecimento das águas, a ocorrência de 
furacões das categorias 4 e 5 (os mais 
intensos da escala), dobrou nos últimos 35 
anos. O litoral sul do Brasil foi varrido por 
um forte ciclone em 2004. 
O total de áreas atingidas por secas 
dobrou em trinta anos. Um quarto da 
superfície do planeta é agora de deserto. 
Só na China, as áreas desérticas avançam 
10.000 quilômetros quadrados por ano. 
A Organização das Nações Unidas estima 
que 150.000 pessoas morrem anualmente 
por causa de secas, inundações, doenças e 
outros fatores relacionados diretamente ao 
aquecimento global. 
Muitas das espécies de peixes de águas 
doces e de águas do mar que consumimos 
como alimento correm o risco de serem 
extintas. 
Rãs e insetos também são animais que 
estão ameaçados. Muitos deles estão se 
acasalando antes do tempo previsto e 
outros estão emigrando por conta do 
calor. 
Uma das ameaças é a destruição dos 
mangues, possíveis de serem alagados 
pela elevação do nível do mar. 
Além de todas essas já ditas os ursos 
polares também correm o risco de serem 
extintos, devido à diminuição de sua área 
de convivência e consequentemente 
diminuição de sua área de caça às focas, 
seu principal alimento. 
TEXTO COMPLEMENTAR 
Créditos de Carbono 
Os créditos de carbono são uma espécie 
de moeda que se pode obter em 
negociações internacionais por países que 
ainda desconsideram o efeito estufa e o 
aquecimento global. Esses são adquiridos 
por países que tem um índice de emissão 
de CO2 reduzidos, através desses fecham 
negociações com países poluidores. A 
quantidade de créditos de carbono 
re ce b i d a va r i a d e a co rd o co m a 
quantidade de emissão de carbonoreduzida. Para cada tonelada reduzida de 
carbono o país recebe um crédito, o que 
também vale para a redução do metano, 
só que neste caso o país recebe cerca de 
vinte e um créditos. 
 
Os países que mais negociam créditos de 
carbono são os países da Europa e Japão 
que por l iberarem pouco carbono 
acumulam grande quantidade de créditos 
aumentando assim a renda do país, pois 
aliviam os países que desconsideram o 
Protocolo de Kyoto, estabelecido em 1997, 
e o aquecimento global, que compram 
créditos como ocorre com os Estados 
Unidos e com a Austrália, esses relacionam 
o acordo à diminuição do desenvolvimento 
econômico. 
Existem pessoas que discutem sobre este 
sistema de créditos de carbono, pois 
julgam que este favorece o mercado e não 
propriamente o meio ambiente como 
propõe. Também julgam que tal crédito dá 
aos países poluidores o direito de 
continuarem poluindo se pagarem pelos 
créditos que a priori possui cota de 
compra limitada. Por outro lado, o sistema 
de crédito de carbono dá aos países 
menos poluidores o incentivo para que 
continuem o processo de valorizar o meio 
ambiente e em troca melhorar sua 
economia já que este sistema é altamente 
rentável aos países que o adere. 
Chuva ácida 
 
A chuva ácida é um fenômeno ambiental 
extremamente prejudicial, tanto para a 
qualidade de vida de animais e vegetais 
quanto para a formação mineralógica dos 
vários ambientes, quanto para estruturas e 
monumentos construídos pelo homem. 
Como o próprio nome já diz a chuva ácida 
é uma precipitação que ocorre e que é rica 
em ácidos. Porém deve-se tomar cuidado 
com isso. A chuva, mesmo que na ausência 
de poluentes, que possam afetar o seu pH, 
é naturalmente ácida, ou seja, possui pH 
menor do que sete. Isso se deve a um 
constituinte natural e essencial da 
400
Química Ambiental
atmosfera terrestre, o gás carbônico (CO2). 
Quando em contato com a água esse gás 
se dissolve, e por ser um óxido ácido, é 
capaz de formar um ácido, que por sua 
vez se ioniza, aumentando a concentração 
de íons hidrônio (H3O+) na água da chuva, 
diminuindo seu pH. Esses fenômenos estão 
exemplificados na figura 7. 
 
Figura 7 - Etapas da acidificação da água pelo CO2 
Dessa maneira não se pode chamar uma 
chuva de chuva ácida somente porque seu 
pH é menor do que sete, tendo em vista 
que isso ocorre naturalmente por conta do 
CO2. O fenômeno chuva ácida é o nome 
dado para as precipitações com pH 
menor do que 5,6, pH normal de uma 
solução de ácido carbônico. 
Para que o pH da chuva se torne menor do 
5,6 é necessário que nela exista um ácido 
mais forte do que o ácido carbônico. 
A primeira ocorrência de chuva ácida 
registrada na história devido a efeitos 
antrópicos foi na Noruega e na Dinamarca. 
Estudos da época mostraram que a chuva 
ácida nessa região foi devido à revolução 
industrial que ocorria na Inglaterra naquela 
época. 
Nos Estados Unidos foi feita uma pesquisa 
do pH da chuva em todos os 48 estados 
continentais, o resultado é mostrado 
abaixo na figura 
 
Figura 8 - Isopletas do pH da chuva nos EUA 
A primeira revolução industrial ocorreu 
com o uso do carvão. A queima do carvão 
libera, principalmente, gás carbônico, o 
que, como já discutido, não causa chuva 
ácida. No entanto, carvão vegetal também 
possu i , mesmo que em pequenas 
quantidades, compostos sulfurados, que 
contem enxofre. Os gases de enxofre, 
principalmente SO2 e SO3, são gases 
formadores de ácidos bem mais fortes que 
o ácido carbônico, e são, portanto, gases 
causadores da chuva ácida. 
Principais gases da chuva ácida 
Nitrogênio: 
Existem cinco óxidos de nitrogênio: 
NO: óxido nítrico 
N2O: óxido nitroso 
NO2: anidrido nítrico-nitroso 
N2O3: anidrido nitroso 
N2O5: anidrido nítrico 
Os dois primeiro gases, NO e N2O, são 
óxidos neutros, ou seja, não reagem com a 
água. Os outros três, como o nome já diz, 
são anidridos, ou seja, óxidos ácidos. 
Quando em contato com a água esses 
óxidos geram os ácidos nitroso (HNO2) e/
ou nítrico (HNO3), cujos valores das 
constantes de dissociação (Ka) são 7,1 x 
10-4 e praticamente infinito, já que a 
dissociação pode ser considerada 
completa, respectivamente. Valores 
maiores do que o valor do Ka do ácido 
carbônico, 4,45 x 10-7 para a primeira 
dissociação e 4,69 x 10-11 para a segunda 
dissociação. O que significa que são ácidos 
ma is for tes e consequentemente , 
causadores da chuva ácida. 
Suas reações com H2O formando os ácidos 
nitroso e nítrico são apresentadas na 
figura 9. 
 
Figura 9 - reação dos anidridos de nitrogênio com água 
Porém os óxidos de nitrogênio não são 
abundantes no nosso planeta. Isso porque, 
os dois óxidos neutros são extremamente 
tóxicos, e os outros três formam ácidos 
fortes o suficientes para que acabem 
existindo apenas na forma de ânions na 
terra, como os ânions nitrito NO2- e nitrato 
NO3-. Porém o gás mais abundante na 
atmosfera é o gás nitrogênio, um gás 
extremamente inerte, devido à sua forte 
ligação covalente, que pode, sobre certas 
circunstâncias, reagir com o oxigênio 
também presente na atmosfera e formar 
os óxidos de nitrogênio. Essa é uma 
reação extremamente lenta, devido à sua 
elevada energia de ativação, porém os 
raios, que ocorrem nas tempestades, 
CO2(g) CO 2(aq) Solubilização do gás carbônico
H2O
CO2(aq) + H2O(l) H 2CO3(aq) Formação do ácido carbônico
H2CO3(aq) + H2O(l) H3O
+
(aq) + HCO3
-
(aq) Primeira ionização do ácido carbônico
HCO3
-
(aq) + H2O(l) H3O
+
(aq) + CO3
2-
(aq) Segunda ionizição do ácido carbônico
2NO2(g) + H2O(l) HNO2(aq) + HNO3(aq)
N2O3(g) + H2O(l) 2HNO2(aq)
N2O5(g) + H2O(l) 2HNO3(aq)
401
Química Ambiental
acabam por fornecer a energia necessária 
para que a reação ocorra. Os óxidos 
formados podem agora se dissolver na 
água da chuva, acidificando-a, formando a 
chuva ácida. 
Enxofre: 
Os gases de enxofre são liberados para a 
atmosfera principalmente pela queima 
indiscriminada de combustíveis fósseis 
com alto teor de enxofre. 
Durante a queima os átomos de enxofre 
são oxidados, principalmente a SO2. Esse 
gás pode reagir com a água formando o 
ácido sulfuroso ou ainda ser oxidado e 
formar o SO3 que pode reagir com a água 
formando o ácido sulfúrico. 
 
Figura 11 – Formação da Chuva ácida 
Principais problemas causados pela chuva 
ácida 
Os problemas ambientais podem ser 
divididos entre problemas locais, regionais 
ou globais. Isso varia de acordo com a área 
que o problema atinge. Pro exemplo, 
poluição do ar é um problema local, só 
interferindo na cidade em que o ar é 
poluído. A chuva ácida é considerada um 
problema ambiental regional, já que 
devido a correntes de ar os gases 
causadores desse efeito podem ser 
transportados para locais um pouco mais 
distantes. Existem ainda os problemas 
ambientais globais, que irão afetar toda a 
superfície terrestre. 
A chuva ácida é capaz e alterar o pH de 
sistemas aquáticos e terrestres. Isso faz 
com que as propriedades da fauna e da 
flora de ambos os ambientes sejam 
alteradas, podendo levar à morte de 
algumas espécies e conseqüente alteração 
do ecossistema. 
 
Figura 10 - reações dos gases de enxofre 
A alteração do pH de solos e águas 
também pode torná-las impróprias para a 
utilização por humanos. A água pode se 
tornar tão ácida que fica imprópria para o 
consumo enquanto o solo pode se tornar 
infértil. A chuva ácida também é capaz de 
diminuir a produtividade de plantações 
devido à destruição causada nas folhas, 
isso acaba por causar enormes prejuízos 
para a economia agrária. 
 
Figura 12 – Fotografia de uma floresta alemã tirada 
em 1970 e depois em 1983, após a ação da chuva 
ácida na região 
Além dessas alterações a chuva ácida é 
capaz de acentuar a dissolução de solos 
calcários, já que os ácidos são capazes de 
reagir com os carbonatos existentes. Esse 
processo pode acelerar a formação de 
cavernas ou até mesmo causar a erosão de 
solosque servem como suporte para 
construções. 
A reação que ocorre com os solos 
calcários é a mesma que ocorre quando 
ácidos entram em contato com mármore, 
r o c h a m e t a m ó r f i c a c o n s t i t u í d a 
basicamente de calcita (carbonato de 
cálcio), motivo pelo qual algumas obras de 
a r te d e m á r m o re , p ro d u z i d a s n o 
Renascimento, principalmente, tiveram de 
ser movidas, de maneira que ficassem 
protegidas. O maior exemplo disso é a 
estátua de Davi de Michelangelo, que foi 
re t i ra d a d a P ra ç a d e F l o re n ç a e 
transportada para dentro da Academia. 
SO2(g) + 0,5O2(g) SO 3(g)
SO2(g) + H2O(l) H2SO3(aq)
SO3(g) + H2O(l) H2SO4(aq)
402
Química Ambiental
 
Figura 13 – Estragos causados pela chuva ácida em 
uma estátua 
Outro exemplo de corrosão de obras de 
arte é a corrosão que ocorre nos Profetas 
de Aleijadinho, na cidade de Congonhas. 
Os profetas foram feitos a partir de pedra-
sabão, uma rocha constituída a partir de 
talco, um mineral extremamente macio, e 
consequentemente a reação com ácido 
facilita sua dissolução. 
Os ácidos constituintes da chuva ácida 
também são capazes de corroer metais e 
estruturas metálicas. Isso é um grande 
problema na construção civil devido ao 
enfraquecimento dessas estruturas, a base 
para a construção. Outro problema 
relacionado à construção civil é a corrosão 
do concreto ut i l izado, que possui 
carbonatos em sua constituição, que 
podem ser dissolvidos por ácidos. 
Um grande problema é que a chuva ácida 
pode cair até 3.750 quilômetros de 
distância da fonte original da poluição. As 
chaminés e os automóveis do centro 
industrial do meio-oeste causam chuva 
ácida que prejudica o leste dos Estados 
Unidos e o noroeste do Canadá. Grande 
parte da chuva ác ida que ca i na 
Escandinávia vem de origens européias do 
oeste, do Reino Unido em particular. 
Camada de ozônio 
 
Como dito anteriormente a principal fonte 
de luz para a Terra é o Sol. E dos raios que 
saem da superfície do mesmo os principais 
a atingirem as camadas mais internas da 
superfície são as radiações infravermelha, 
visível e ultravioleta. 
A mais energética, e consequentemente 
mais danosa para nós, é a radiação 
ultravioleta. No entanto, na parte mais 
ba ixa da est ratos fera ex i ste uma 
concentração relativamente alta, por volta 
de 130 nanobar (em termos da pressão 
parcial), de ozônio. O ozônio, O3, é uma 
molécula capaz de absorver radiação na 
região do UV. 
As radiações dessa região geralmente 
estão relacionadas com movimentos 
eletrônicos. O que faz o ozônio ser então 
capaz de absorver fótons nessa região é a 
ressonância que existe em sua molécula. 
 
Figura 14 - Ressonância na molécula de ozônio 
 
A absorção da radiação UV pelo ozônio é 
o que faz com que a temperatura da 
estratosfera seja maior do que se esperaria 
devido ao ar rarefeito. 
O ozônio da estratosfera é criado a partir 
da interação entre os raios ultravioletas e 
as moléculas de oxigênio gasoso. O 
esquema da figura 15 mostra isso com 
clareza. 
 
Figura 12 - Síntese e decomposição do ozônio 
estratosférico 
403
Química Ambiental
Dessa maneira existe um equilíbrio 
químico entre ambas as espécies. De 
maneira que, sem perturbações, suas 
concentrações deveriam ser constantes, o 
que faria com que a camada de ozônio 
t i v e s s e s e m p r e u m a e s p e s s u r a 
praticamente fixa. No entanto, sabemos 
que não é isso que ocorre. 
Destruição catalítica do ozônio 
Como vimos existe um equilíbrio entre as 
espécies oxigênio e ozônio na estratosfera, 
no entanto, existem algumas substâncias 
que são capazes de catalisar a destruição 
do gás ozônio. 
Nos primeiros anos da década de 60 
percebeu-se que existem espécies capazes 
de catalisar o processo de destruição do 
ozônio. Essas espécies seriam capazes de 
acelerar o processo de decomposição do 
ozônio, diminuindo dessa maneira a 
c o n c e n t r a ç ã o d e s s a e s p é c i e n a 
estratosfera, o que faria com que a 
incidência dos raios UV na superfície da 
Terra aumentasse, o que é extremamente 
prejudicial para os seres vivos. 
Clorofluorcarbonetos 
Os Clorofluorcarbonetos (CFCs) são 
espécies que contém carbono, flúor, cloro 
e podem ou não conter átomos de 
hidrogênio. 
Exemplos disso são os: 
CFC-11 (CFCl3), 
CFC-12 (CF2Cl2) ou ainda o 
CFC-21 (CHFCl2). 
(Baird, 2002) 
E s s a s s u b s t â n c i a s , a s s i m c o m o 
praticamente todos os haletos de alquila 
são extremamente estáveis. Porém, no 
caso dos CFCs, além de estáveis, as 
moléculas ainda são inertes, atóxicas, 
inodoras e não-inflamáveis. Por conta 
disso, e por conta da sua capacidade de 
compressão esses gases foram muito 
utilizados no início dos anos 30 em 
refrigeradores. No entanto no início da 
década de 40 esses refrigeradores 
começaram a ter defeitos e foram 
descartados por seus donos. 
N o s f e r r o s - v e l h o e a f i n s , e s s e s 
refrigeradores eram danificados e o gás 
escapava para a atmosfera. Esses gases 
subiam para a alta atmosfera e chegavam 
à estratosfera. Na estratosfera eles eram 
atingidos pelos raios UV. Esses raios UV 
eram capazes de quebrar as ligações C-Cl 
homoliticamente. Isso gerava átomos de 
cloro, que são catalisadores extremamente 
eficientes para a destruição da camada de 
ozônio. 
 
Figura 13 - Destruição catalítica do ozônio 
 
Porém, essa catálise não é capaz de 
destruir significativamente a quantidade 
de ozônio estratosférica, já que a 
quantidade de CFC que chega por tempo 
é muito pequena, logo o oxigênio 
produzido por essa destruição catalítica 
acelera a produção do ozônio, de maneira 
que a quantidade de ozônio é rapidamente 
restabelecida. 
Cl + O
-O
O
+ OCl + OO
OCl + O Cl + OO
O3 + O 2 O 2
404
Química Ambiental
O buraco na camada de ozônio 
Em 1985 os cientistas perceberam que a 
espessura da camada de ozônio sobre o 
cont inente da Antár t ida d iminu ía 
substancialmente em algumas épocas do 
ano. Isso ocorre porque devido aos ventos 
contra-alísios os gases CFCs liberados em 
toda a super f í c ie são quase que 
completamente levados para os pólos. 
Essa grande quantidade de CFCs poderia 
então explicar a diminuição da espessura 
da camada de ozônio, criando inclusive, 
em algumas ocasiões, os buracos na 
camada de ozônio. 
No entanto os ventos contra-alísios 
concentram os CFCs em ambos os pólos, 
isso não explica porque o buraco no Pólo 
Sul é muito mais acentuado e maior do 
que a pequena diminuição na espessura da 
camada de ozônio no Pólo Norte. 
Vórtices Antártico e Ártico 
Devido às baixíssimas temperaturas que os 
pólos atingem no inverno, o Pólo Sul 
atinge no inverno cerca de -80ºC, há uma 
diminuição da pressão atmosférica. Isso, 
associado ao movimento de rotação da 
Terra cria um vórtice, capaz de prender os 
gases que chegam aos pólos. Esses gases 
ficam presos durante todo o inverno polar, 
cerca de seis meses. 
Quando os primeiros raios de Sol atingem 
os pólos os cristais de gelo que aprisionam 
esses gases derretem, liberando os gases 
que então atacam a camada de ozônio. 
Como a liberação de gases é maciça o 
a t a q u e a o o z ô n i o o c o r r e m u i t o 
rapidamente, o que então cria os famosos 
buracos na camada de ozônio. Esse buraco 
diminui de tamanho com o passar dos 
meses , até a chegada do outono 
novamente, onde o vórtice reaparece e os 
gases são novamente aprisionados e 
acumulados. 
O buraco na camada de ozônio no 
hemisfério Sul é mais acentuado do que o 
do hemisfério norte devido à inclinação do 
eixo terrestre, ao fato da órbita da Terra 
ser elíptica, e à proporção maritimidade / 
continentalidade desse hemisfério, o que 
faz com que o inverno no Pólo Sul seja 
bem mais severo que o do Pólo Norte. 
D e ss a m a n e i ra m a i s g a s e s s e r ã o 
acumulados e na primavera mais gases 
serão lançados de uma só vez na 
estratosfera. (Baird, 2002) 
Principais problemas causados pela 
destruição da camada de ozônio 
A destruiçãoda camada de ozônio 
aumenta a incidência de raios UV-A e UV-
B na superfície terrestre. Esses raios são 
extremamente nocivos a todos os seres 
vivos. 
Esses raios são capazes de destruir 
m o l é c u l a s i m p o r t a n t e s p a r a o 
funcionamento dos organismos, como 
proteínas e até mesmo o DNA. A 
destruição das moléculas de DNA pode 
levar ao aparecimento de vários tipos de 
tumores de pele, inclusive melanomas, 
mais raros e mais perigosos que os outros 
tipos de tumores. 
Além disso, a radiação UV é capaz de 
aquecer a superfície terrestre, mesmo que 
pouco, o que aumentaria a pressão de 
vapor da água, aumentando a taxa de 
evaporação e aumentando a quantidade 
de água na atmosfera o que aumentaria o 
efeito estufa, o que poderia levar ao 
aquecimento global. 
TEXTO COMPLEMENTAR 
Fora CFC!!! 
Entre 1978 a 1994, a camada de ozônio 
sobre a Antárctica diminuiu em mais de 
50%. Na década de 60, o surgimento de 
novos instrumentos de química analítica 
permitiu o exame da concentração de 
clorofluorcarbonos na estratosfera. Em 
1974, havia 0.1 ppb (partes por bilhão) de 
CFC na estratosfera. Este número cresceu 
para 0.2 ppb, em 1975 e para 0.4 ppb em 
1987. Há uma forte relação, como se 
percebe, entre a presença de CFC e a 
diminuição da camada de ozônio. 
A certeza da presença de CFC na 
estratosfera, em 1974, levou Mario Molina e 
Sherwood Rowland a p ropôr um 
mecanismo detalhando a destruição do 
ozônio pelo CFC. O primeiro passo requer 
a quebra do CFC pela luz UV em um 
átomo reativo de cloro. 
CF2C2 + UV CF2Cl + Cl 
O próximo passo envolve o ataque ao 
ozônio pelo átomo de cloro: 
Cl + O3 ClO + O2 
405
Química Ambiental
O átomo de cloro é regenerado 
ClO + O Cl + O2 
O átomo de cloro, que pode ser reciclado 
milhares de vezes, faz com que apenas 1 
molécula de CFC provoque a quebra de 
mais de 1000 moléculas de ozônio! O 
átomo de cloro reside por mais tempo na 
estratosfera quando a temperatura é muito 
baixa - que é o caso da Antárctica. 
Tal como os clorofluorcarbonos, os 
bromofluorcarbonos são prejudiciais à 
camada de ozônio; o átomo reativo, neste 
caso, é o bromo. 
O s q u í m i c o s M o l i n a e R ow l a n d , 
juntamente com o meteorologista Paul 
Crutzen, ganharam o Prêmio Nobel em 
Química de 1995, por seu trabalho 
descrevendo a formação e decomposição 
no ozônio atmosférico. 
Todos concordam que a redução da 
camada de ozônio permite uma maior 
quantida de luz UV chegar à troposfera, 
resultando em aumento do câncer nos 
humanos. Por isso, os políticos decretaram 
que os CFC devem morrer. 
Antes da síntese dos CFC (final da década 
de 20), os gases refrigerantes mais 
utilizados eram a amônia, o butano, 
isobutano e propano. Todos são tóxicos e/
ou explosivos. Hoje, os refrigerantes são, 
em geral, misturas binárias azeotrópicas 
contendo CFC e HFC (hidrofluorcarbonos) 
ou HCFC (hidroclorofluorcarbonos). Os 
tratados internacionais preveêm a 
completa retirada dos CFC do mercado 
neste ano, e dos HCFC por volta de 2030. 
Químicos do mundo inteiro já trabalham a 
procura de substituintes para os CFC e 
HCFC. Isto não é uma tarefa fácil. Os gases 
que possuem as qualidades necessárias 
são, em gera l , mu i to tóx icos . Os 
substituintes mais promissores são os HFC 
(hidrofluorcarbonos) que, como não têm 
cloro em sua estrutura, não agridem o 
ozônio. Alguns estudos, entretanto, 
indicam que os HFC também devem ser 
banidos. Será que teremos que voltar a 
velha amônia?! 
SOLO 
O que é Lixo? 
Chamamos ‘lixo’ a uma grande diversidade 
de res íduos sól idos de di ferentes 
procedências, dentre eles o resíduo sólido 
urbano gerado em nossas residências. A 
taxa de geração de resíduos sólidos 
urbanos está relacionada aos hábitos de 
consumo de cada cultura, onde se nota 
uma correlação estreita entre a produção 
de lixo e o poder econômico de uma dada 
população. O lixo faz parte da história do 
homem, já que a sua produção é inevitável. 
Para Teixeira e Bidone (1999), o lixo é 
definido de acordo com a conveniência e 
preferência de cada um. O IPT/CEMPRE 
(1995) define-o como restos das atividades 
humanas, consideradas pelos geradores 
como inúteis, indesejáveis ou descartáveis. 
Normalmente apresentam-se em estado 
sólido, semi-sólido ou semilíquido (com 
quantidade de líquido insuficiente para 
que possa fluir livremente). São também 
classificados como resíduos sólidos vários 
resíduos industriais, resíduos nucleares e 
lodo de esgoto desidratado, conforme 
aponta Mata-Alvarez et al. (2000). 
A classificação do lixo visa separar os 
vários tipos de resíduos para que cada um 
tenha um tratamento adequado à sua 
natureza. No lixo domiciliar, por exemplo, 
encontramos diversos materiais que 
podem ser reciclados. Já o lixo industrial 
precisa passar por processos especiais de 
tratamento para isolar os agentes 
p o l u e n t e s , e o l i x o r a d i o a t i v o , 
perigosíssimo, tem de ser armazenado em 
locais muito bem isolados e protegidos. 
Cada um desses tipos de lixo possui 
propriedades químicas e físicas diferentes. 
O conhecimento dessas propriedades 
permite o desenvolvimento de tecnologia 
adequada para tratá-los. Esse estudo 
implica a necessidade do conhecimento da 
composição de seus materiais. 
Lixões 
As centenas de milhares de toneladas de 
lixo produzidas diariamente no Brasil 
ficam, em sua maioria, amontoadas em 
grandes depósitos a céu aberto: os lixões. 
Mantidos em grandes áreas, normalmente 
afastadas dos centros urbanos, esses 
lugares são completamente tomados por 
toda sorte de resíduos vindos dos mais 
406
Química Ambiental
diversos lugares, como residências, 
indústrias, feiras e hospitais. 
Como o lixo é mal acondicionado nos 
lixões, permanecendo livre no ambiente 
ele contamina o solo e os lençóis 
subterrâneos de água, além de contribuir 
para a proliferação de insetos e ratos 
transmissores de doenças. Mas isso não 
acontece só nos lixões. Qualquer lugar em 
q u e o l i x o e s t e j a a c u m u l a d o 
i n a d e q u a d a m e n t e é p r o p í c i o à 
disseminação das mais diversas e graves 
doenças . Dengue , feb re amare la , 
d i s e n te r i a , f e b re t i f ó i d e , c ó l e ra , 
leptospirose, giardíase, peste bubônica, 
t é t a n o , h e p a t i t e A , m a l á r i a e 
esquistossomose são apenas alguns 
exemplos. 
 
Para onde vai o Lixo? 
Nos lixões, dezenas de pessoas disputam 
restos que possam ser reaproveitados, 
garantindo o mínimo necessário à 
sobrevivência. Adultos, crianças e animais 
domésticos misturam-se aos dejetos, 
c r iando um ambiente favoráve l à 
disseminação de doenças. 
Segundo dados do IBGE de 2000, em 
cerca de 71,5% das cidades brasileiras com 
serviço de l impeza urbana, o l ixo 
depositado em lixões. Uma pesquisa 
encomendada pelo Unicef em 1998 revela, 
ainda, que há lixões em 26% das capitais 
brasileiras, em 73% dos municípios com 
mais de 50 mil habitantes e em 70% dos 
munic íp ios com menos de 50 mi l 
habitantes. E praticamente em todos esses 
lixões existem pessoas trabalhando, 
incluindo crianças. 
Tratamento do Lixo 
A partir do estudo das propriedades das 
substâncias é possível separar os materiais 
encontrados no lixo em diferentes sistemas 
de tratamento. Conheça os mais utilizados 
no país. 
Aterro Sanitário – É projetado por 
engenheiros para reduzir bastante o 
impacto do lixo sobre o meio ambiente. O 
lixo é reduzido ao menor volume possível e 
coberto periodicamente com uma camada 
d e t e r r a . O l o c a l é i s o l a d o e 
i m p e r m e a b i l i z a d o , p a ra ev i t a r a 
contaminação das águas superficiais e 
subterrâneas por metais pesados e pelo 
chorume, um líquido escuro e malcheiroso, 
resultante do processo de decomposição 
anaeróbica (sem a presença de oxigênio) 
de material orgânico. 
 
Aterro Controlado – É um sistema 
intermediário entre o lixão a céu aberto e 
o aterro sanitário. Não possui uma 
estrutura adequada de impermeabilização 
que trate o chorume. Embora não seja a 
solução ideal para o destinodo lixo, os 
aterros controlados podem, em curto 
prazo e com investimento relativamente 
baixo, reduzir a agressão ambiental e a 
degradação social gerada pelos lixões a 
céu aberto. Nesses aterros, o lixo é 
recoberto periodicamente, reduzindo a 
proliferação de insetos. O local para 
implantação deve ser escolhido de forma 
muito criteriosa, para diminuir o risco da 
contaminação de mananciais de água. 
407
Química Ambiental
 
Incineração – O lixo é queimado em alta 
temperatura ( acima de 900oC ), o que 
reduz seu volume. Em algumas usinas, essa 
q u e i m a é c o n d u z i d a d e m o d o a 
transformar o calor liberado em energia 
elétrica. Nesse processo, há necessidade 
do tratamento final dos gases altamente 
poluentes emitidos pelo incinerador, por 
meio de filtros. 
Compostagem – É um dos métodos mais 
antigos e consiste na decomposição 
natural de resíduos de origem orgânica em 
reservatórios instalados nas chamadas 
usinas de compostagem. Nesse processo, 
o material orgânico (restos de alimentos, 
folhas, cascas de legumes, etc.) é 
transformado por microorganismos em 
húmus (composto orgânico), que pode ser 
usado como adubo. Na natureza, o húmus 
resulta da decomposição de vegetais, 
formando um material de cor escura que 
recobre a primeira camada do solo. 
Tanto na incineração como nas usinas de 
compostagem, o lixo passa por uma etapa 
inicial de separação de materiais que não 
serão incinerados ou transformados em 
adubo. Esses processos são conduzidos 
nas us inas por meio de s i stemas 
mecânicos de esteiras, garras e eletroímãs 
(veja o esquema abaixo). Os materiais 
isolados nessa etapa inicial são enviados 
para indústrias de reciclagem. 
 
A reciclagem consiste em utilizar metais, 
vidros, plásticos e papéis que já foram 
descartados como fonte de manufatura de 
novos mater ia i s . Esse s i stema de 
tratamento de lixo contribui para preservar 
os recursos naturais e diminuir a poluição. 
É um método interessante também do 
ponto de vista econômico. Gasta-se muito 
mais água e energia elétrica para produzir 
um material a partir de matéria-prima 
bruta do que para reciclar. 
Na coleta seletiva, os materiais recicláveis 
são separados nos lugares onde o lixo é 
gerado. Eles são, então, acondicionados 
em recipientes adequados, coletados e 
enviados para as indústrias de reciclagem. 
Num programa de coleta se let iva 
recupera-se, em geral, cerca de 90% dos 
materiais para reciclagem (papéis, 
plásticos, vidros e metais). Os 10% 
restantes são rejeitos, ou seja, materiais 
que não podem ser reaproveitados, como 
isipor, trapos, papel-carbono, fraldas 
descartáveis, couro, louça, cerâmica e 
objetos produzidos com muitas peças de 
diferentes materiais. 
Todos esses métodos apresentam 
vantagens e desvantagens e a sua 
implantação depende de uma pesquisa 
detalhada das condições de cada cidade, a 
qual deve incluir um estudo de impacto 
ambiental. A tabela abaixo apresenta 
algumas vantagens e desvantagens de três 
desses processos de disposição de lixo. 
408
Química Ambiental
Sem dúvida, a associação do crescimento 
populacional à intensa urbanização e às 
mudanças de consumo está mudando o 
perfil do lixo brasileiro. Porém, essa 
‘ m o d e r n i d a d e ’ n ã o e s t á s e n d o 
acompanhada das medidas necessárias 
para dar ao lixo gerado um destino 
adequado. Segundo a Pesquisa Nacional 
de Saneamento Básico (PNSB), realizada 
em 1989 pelo Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística (IBGE) e editada 
em 1991 (IPT/CEMPRE, 1995), “o brasileiro 
convive com a maioria do lixo que produz. 
São 241.614 toneladas de lixo produzidas 
diariamente no país. Fica a céu aberto 
(lixão) 76% de todo esse lixo. 
Apenas 24% recebe tratamento mais 
adequado”. 
 
Dos 24% de tratamento considerado mais 
adequado, 13% é através de aterro 
controlado, o que ainda possibilita a 
contaminação do lençol freático. Mesmo 
os 10% de aterro sanitário não são 
e f i c i ê n c i a e q u a l i d a d e d ev i d o à 
necessidade constante de controle e 
manutenção, o que nem sempre acontece, 
mesmo porque são raros os aterros que 
operam convenientemente do ponto de 
vista ambiental. 
Período de tempo de decomposição 
do!lixo 
O tempo de decomposição é uma previsão 
em média. Portanto, a informação pode 
variar. Por este motivo, existem variações 
entre livros e sites, sobre o tempo de 
decomposição. 
A i n fo r m a ç ã o s o b re o te m p o d e 
decomposição do vidro é a mais variável: 
algumas fontes afirmam que são 4 mil 
anos, outras 10 mil anos, e até 1 milhão de 
anos… Mas isso não importa. Importante é 
reciclar! 
• Papel: 3 a 6 meses 
• Jornal: 6 meses 
• Palito de madeira: 6 meses 
VANTAGENS E DESVANTAGENS DOS PROCESSOS 
DE DISPOSIÇÃO DO LIXO
Processo Vantagens Desvantagens
Lixão
No curto 
prazo, é o 
meio mais 
barato de 
todos, pois 
não implica 
em custos de 
tratamento 
nem controle
Contamina a água, 
o ar e o solo, pois a 
decomposição do 
lixo sem tratamento 
produz chorume, 
gases e favorece a 
proliferação de 
insetos (baratas, 
moscas), ratos e 
germes patológicos, 
que são vetores de 
doença
Aterro 
Sanitário
Solução mais 
econômica, 
pode ocupar 
áreas já 
degradadas, 
como antigas 
minerações
Tem vida útil curta; 
se não houver 
controle pode 
receber resíduos 
perigosos como lixo 
hospitalar e nuclear. 
Se não for feito com 
critérios de 
engenharia, pode 
causar os mesmos 
problemas do lixão; 
os materiais 
recicláveis não são 
aproveitados
Incineração 
Propicia uma 
redução no 
volume de 
lixo; destrói a 
maioria do 
material 
orgânico e do 
material 
perigoso, que 
no aterro 
causa 
problemas; 
não necessita 
de áreas 
muito 
grandes; pode 
gerar energia 
através do 
calor
É um sistema caro 
que necessita de 
manutenção 
rigorosa e 
constante. Pode 
lançar diversos 
gases poluentes e 
fuligem na 
atmosfera (dioxinas, 
furanos). Suas 
cinzas concentram 
substâncias tóxicas 
com potencial de 
contaminação do 
ambiente
Compostagem
O composto 
originado 
pode vir a ser 
usado como 
adubo na 
agricultura ou 
em ração para 
animais, e 
poderá ser 
comercializad
o. Reduz a 
quantidade de 
resíduos a ser 
dispostos no 
aterro 
sanitário
Quando implantado 
com técnicas 
incorretas pode 
causar transtornos 
às áreas vizinhas, 
como mau cheiro e 
proliferação de 
insetos e roedores, 
produzindo 
compostos de baixa 
qualidade e 
contaminados com 
metais pesados, se 
houver falhas na 
separação
409
Química Ambiental
• Toco de cigarro: 20 meses 
• Nylon: mais de 30 anos 
• Chicletes: 5 anos 
• Pedaços de pano: 6 meses a 1 ano 
• Cigarros: 2 anos a 05 anos 
• Fralda descartável biodegradável: 1 ano 
• Fralda descartável comum: 450 anos a 
600 anos. 
• Lata e copos de plástico: 50 anos 
• Lata de aço: 10 anos 
• Tampas de garrafa: 150 anos 
• Isopor: 400 anos 
• Plástico: 100 anos 
• Garrafa plástica: 400 anos ( depende do 
tipo do plástico) 
• Garrafa de plástico (PET) tempo 
indeterminado 
• Pneus: indeterminado. mínimo: 600 anos 
• Vidro: 4.000 anos 
• Casca de frutas: 01 a 3 meses. (serve de 
adubo e não causa danos a natureza). 
• Madeira pintada: 13 anos 
• Chicletes: 05 anos 
• Latas de alumínio: 200 a 500 anos 
ÁGUA 
Distribuição da água na Terra 
Embora três quartas partes da superfície 
da Terra sejam compostas de água, a 
maior parte não está disponível para 
consumo humano pois 97% são água 
salgada, encontrada nos oceanos e mares 
e 2% formam geleiras inacessíveis. 
Apenas 1% de toda a água é doce pode ser 
utilizada para consumo do homem e 
an imais . E deste tota l 97% estão 
armazenados em fontes subterrâneas. 
 
Ciclo da água 
Podemos encontrar a água em três 
estados físicos: líquido, gasoso e sólido. O 
conjunto das águas contidas no planeta 
desenvolve uma interdependência. Isso 
ocorre por meio dos processos de 
evaporação, precipitação, infiltração e 
escoamento, que se configuram como uma 
dinâmica hidrológica. Em outras palavras, 
a água que hoje está em um lençol freático 
logo mais poderá estar na atmosfera oumesmo em uma geleira. 
O ciclo da água tem seu início com a 
evaporação das águas dos oceanos, lagos 
e rios. Essa evaporação se dá por causa do 
calor provocado pelo Sol e pela ação dos 
ventos, transformando a água do estado 
líquido para o estado gasoso. 
O vapor de água, por ser mais leve que o 
ar, sobe na atmosfera formando nuvens. 
Quando as nuvens são atingidas por 
temperaturas mais baixas, o vapor de água 
se condensa e se transforma em gotículas 
que se precipitam de volta à superfície em 
forma de chuva. 
Nas regiões muito frias, essas gotículas se 
transformam em flocos de neve ao se 
precipitarem. 
As águas da chuva ficam retidas no solo 
nas áreas onde há vegetação. Essa água é 
usada pelas plantas. Outra parte da água 
acaba indo para os rios e lagos. 
A água não utilizada pelas plantas passa 
através de pedras permeáveis e acaba se 
dirigindo para grandes reservatórios no 
subterrâneo, formando os chamados 
lençóis de água, que fluem de volta para 
os oceanos. 
A evaporação das águas da superfície 
terrestre é constante e novos ciclos se 
formam a todo instante. 
O homem, os animais e as plantas também 
contribuem para a formação de vapor de 
água, por expiração durante o processo de 
respiração. 
 
Poluição da água 
As águas doces superficiais - lagos, rios e 
barragens - utilizadas para tratamento e 
distribuição nos sistemas de tratamento 
vêm sofrendo os efeitos da degradação 
ambiental que atinge cada vez mais 
410
Química Ambiental
intensamente os recursos hídricos em todo 
o mundo. A poluição destes mananciais 
vem tornando cada dia mais difícil e caro o 
tratamento da água. 
 
 
A poluição da água indica que um ou mais 
de seus usos foram prejudicados, podendo 
atingir o homem de forma direta, pois ela é 
usada por este para ser bebida, para tomar 
banho, para lavar roupas e utensílios e, 
principalmente, para sua alimentação e 
dos animais domésticos. Além disso, 
abastece nossas cidades, sendo também 
utilizada nas indústrias e na irrigação de 
plantações. Por isso, a água deve ter 
aspecto limpo, pureza de gosto e estar 
isenta de microorganismos patogênicos, o 
que é conseguido através do seu 
tratamento, desde da retirada dos rios até 
a chegada nas residências urbanas ou 
rurais. A água de um rio é considerada de 
boa qualidade quando apresenta menos 
de mil coliformes fecais e menos de dez 
microorganismos patogênicos por litro 
(como aqueles causadores de verminoses, 
cólera, esquistossomose, febre tifóide, 
hepatite, leptospirose, poliomielite etc.). 
Portanto, para a água se manter nessas 
c o n d i ç õ e s , d e v e - s e e v i t a r s u a 
contaminação por resíduos, sejam eles 
agrícolas (de natureza química ou 
orgânica), esgotos, resíduos industriais, 
lixo ou sedimentos vindos da erosão. 
Sobre a contaminação agrícola temos, no 
primeiro caso, os resíduos do uso de 
agrotóxicos (comum na agropecuária), 
que provêm de uma prática muitas vezes 
desnecessária ou intensiva nos campos, 
enviando grandes quant idades de 
substâncias tóxicas para os rios através 
das chuvas, o mesmo ocorrendo com a 
eliminação do esterco de animais criados 
em pastagens. No segundo caso, há o uso 
de adubos, muitas vezes exagerado, que 
acabam por ser carregados pelas chuvas 
aos rios locais, acarretando o aumento de 
nutrientes nestes pontos; isso propicia a 
ocorrência de uma explosão de bactérias 
decompositoras que consomem oxigênio, 
contribuindo ainda para diminuir a 
concentração do mesmo na água, 
produzindo sulfeto de hidrogênio, um gás 
de cheiro muito forte que, em grandes 
quantidades, é tóxico. Isso também 
afetaria as formas superiores de vida 
animal e vegetal, que utilizam o oxigênio 
na respiração, a lém das bactér ias 
aeróbicas, que seriam impedidas de 
decompor a matéria orgânica sem deixar 
odores nocivos através do consumo de 
oxigênio. 
Os resíduos gerados pelas indústrias, 
cidades e atividades agrícolas são sólidos 
ou líquidos, tendo um potencial de 
poluição muito grande. Os resíduos 
gerados pelas cidades, como lixo, entulhos 
e produtos tóxicos são carreados para os 
rios com a ajuda das chuvas. Os resíduos 
líquidos carregam poluentes orgânicos 
(que são mais fáceis de ser controlados do 
que os inorgânicos, quando em pequena 
quantidade). As indústrias produzem 
grande quantidade de resíduos em seus 
processos, sendo uma parte retida pelas 
instalações de tratamento da própria 
indústria, que retêm tanto resíduos sólidos 
quanto líquidos, e a outra parte despejada 
no ambiente. No processo de tratamento 
dos resíduos também é produzido outro 
resíduo chamado "chorume", líquido que 
precisa novamente de tratamento e 
controle. As cidades podem ser ainda 
poluídas pelas enxurradas, pelo lixo e pelo 
esgoto. 
Enfim, a poluição das águas pode aparecer 
de vários modos, incluindo a poluição 
térmica, que é a descarga de efluentes a 
altas temperaturas, poluição física, que é a 
descarga de material em suspensão, 
poluição biológica, que é a descarga de 
bactérias patogênicas e vírus, e poluição 
411
Química Ambiental
química, que pode ocorrer por deficiência 
de oxigênio, toxidez e eutrofização . 
A!eutrofização!é causada por processos de 
erosão e decomposição que fazem 
aumentar o conteúdo de nutrientes, 
aumentando a! produtividade biológica, 
permitindo periódicas proliferações de 
algas, que tornam a água turva e com isso 
podem causar deficiência de oxigênio pelo 
seu apodrecimento, aumentando sua 
toxidez para os organismos que nela vivem 
(como os peixes, que aparecem mortos 
junto a espumas tóxicas). 
Tratamento da água 
Quase toda água potável que consumimos 
se transforma em esgoto que é re-
introduzido nos rios e lagos. Estes 
mananciais, uma vez contaminados, 
p o d e m c o n t e r m i c r o o r g a n i s m o s 
causadores de várias doenças como a 
diarréia, hepatite, cólera e febre tifóide. 
Além dos microorganismos, as águas dos 
rios e lagos contêm muitas partículas que 
também precisam ser removidas antes do 
consumo humano. Daí a necessidade de se 
tratar a água para que esta volte a ser 
propícia para o consumo humano. 
Quando pensamos em água tratada 
normalmente nos vem à cabeça o 
tratamento de uma água que estava 
poluída, como o esgoto, para uma que 
volte a ser limpa. Cabe aqui fazer uma 
distinção entre tratamento de água e 
tratamento de esgoto: o tratamento de 
água é feito a partir da água doce 
encontrada na natureza que contém 
resíduos orgânicos, sais dissolvidos, metais 
pesados, partículas em suspensão e 
microorganismos. Por essa razão a água é 
levada do manancial para a Estação de 
Tratamento de Água (ETA) . Já o 
tratamento de esgoto é feito a partir de 
esgotos residenciais ou industriais para, 
após o tratamento, a água poder ser re-
introduzida no rio minimizando seu 
impacto ao ambiente. 
Etapas do Tratamento da água: 
Coagulação: quando a água na sua forma 
natural (bruta) entra na ETA, ela recebe, 
nos tanques, uma determina quantidade 
de sulfato de alumínio. Esta etapa envolve 
a formação de um precipitado gelatinoso. 
Al2(SO4)3(aq) + CaO (aq)→ Al(OH)3(s) + 
CaSO4(s) 
Floculação - em tanques de concreto com 
a água em movimento, as partículas 
sólidas se aglutinam ao precipitado 
gelatinoso formando flocos maiores. 
Decantação - em outros tanques, por ação 
da gravidade, os flocos com as impurezas 
e partículas ficam depositadas no fundo 
dos tanques, separando-se da água. 
Filtração - a água passa por filtros 
formados por carvão, areia e pedras de 
diversos tamanhos. Nesta etapa, as 
impurezas de tamanho pequeno ficam 
retidas no filtro. 
Desinfecção - é aplicado na água cloro ou 
ozônio para eliminar microorganismos 
causadores de doenças. 
Cl2(g) + H2O(l) → HClO(aq) + HCl(aq) 
Fluoretação - é aplicado flúor na água 
para prevenir a formação de cárie dentária 
em crianças. Os íons fluoreto! ! (F-) 
presentes no f lúor transformam a 
Hidroxiapatita em fluorapatita que protege 
ainda mais os dentes, por ser menos 
solúvel em ácidos. 
Ca5(PO4)3OH(s) → Ca5(PO4)3F(s) 
Correçãode pH - é aplicada na água uma 
certa quantidade de cal hidratada ou 
carbonato de sódio. Esse procedimento 
serve para corrigir o pH da água e 
preservar a rede de encanamentos de 
distribuição. 
CaO (s) + H2O(l) → Ca (OH)2 (aq) 
 
412
Química Ambiental
EXERCÍCIOS 
Questão 01 - (ENEM/2017) 
Grandes quantidades de enxofre 
s ã o l a n ç a d a s n a a t m o s f e r a 
diariamente, na forma de dióxido de 
enxofre (SO2), como decorrência de 
atividades industriais e de queima de 
combustíveis fósseis. 
Em razão da alta concentração desses 
compostos na atmosfera, regiões com 
conglomerados urbanos e polos 
industriais apresentam ocorrência 
sazonal de 
a) precipitação ácida. 
b) alteração do ciclo hidrológico. 
c) alteração no ciclo do carbono. 
d) intensificação do efeito estufa. 
e) precipitação de íons metálicos 
tóxicos na superfície. 
Questão 02 - (ENEM/2017) 
O aumento da pecuár ia em 
decorrência do crescimento da 
demanda de carne pela população 
humana tem sido alvo de grandes 
preocupações por pesquisadores e 
ambientalistas. Essa preocupação 
ocorre em virtude de o metabolismo 
de animais como os ruminantes 
produzirem e liberarem gás metano 
para a atmosfera. 
Essa preocupação está relacionada 
com a intensificação de qual problema 
ambiental? 
a) Eutrofização. 
b) Chuva ácida. 
c) Bioacumulação. 
d) Inversão térmica. 
e) Aquecimento global. 
Questão 03 - (ENEM/2017) 
Com o objetivo de avaliar os 
impactos ambientais causados pela 
ocupação urbana e industrial numa 
região às margens de um rio e adotar 
medidas para a sua despoluição, uma 
equipe de técnicos analisou alguns 
parâmetros de uma amostra de água 
desse rio. 
O quadro mostra os resultados 
obtidos em cinco regiões diferentes, 
desde a nascente até o local onde o 
rio deságua no mar. 
 
* Demanda bioquímica de oxigênio. Quantidade de 
oxigênio consumido pelas bactérias para decompor a 
matéria orgânica. 
Na tentativa de adotar medidas para 
despoluir o rio, as autoridades devem 
concentrar esforços em ampliar o 
saneamento básico e as estações de 
tratamento de esgoto principalmente 
na região 
a) 1. 
b) 2. 
c) 3. 
d) 4. 
e) 5. 
Questão 04 - (ENEM/2017) 
Muitas indústrias e fábricas lançam 
para o ar, através de suas chaminés, 
poluentes prejudiciais às plantas e aos 
animais. Um desses poluentes reage 
quando em contato com o gás 
oxigênio e a água da atmosfera, 
conforme as equações químicas: 
413
Química Ambiental
Equação 1: 2 SO2 + O2 2 SO3 
Equação 2: SO3 + H2O H2SO4 
De acordo com as equações, a 
alteração ambiental decorrente da 
presença desse poluente intensifica 
o(a) 
a) formação de chuva ácida. 
b) surgimento de ilha de calor. 
c) redução da camada de ozônio. 
d) ocorrência de inversão térmica. 
e) emissão de gases de efeito estufa. 
Questão 05 - (ENEM/2016) 
O processo de dessulfurização é 
uma das e tapas u t i l i zadas na 
produção do diesel. Esse processo 
consiste na oxidação do enxofre 
presente na forma de sulfeto de 
hidrogênio (H2S) a enxofre elementar 
(só l ido) que é poster iormente 
removido. Um método para essa 
extração química é o processo Claus, 
no qual parte do H2S é oxidada a 
dióxido de enxofre (SO2) e, então, 
esse gás é usado para oxidar o 
restante do H2S. Os compostos de 
enxofre remanescentes e as demais 
moléculas presentes no diesel sofrerão 
combustão no motor. 
MARQUES FILHO, J. Estudo da fase térmica do 
processo Claus utilizando 

fluido dinâmica computacional. São Paulo: USP, 
2004 (adaptado). 
O benefício do processo Claus é que, 
na combustão do diesel, é minimizada 
a emissão de gases 
a) formadores de hidrocarbonetos. 
b) p r o d u t o r e s d e ó x i d o s d e 
nitrogênio. 
c) emissores de monóxido de 
carbono. 
d) promotores da acidificação da 
chuva. 
e) determinantes para o aumento do 
efeito estufa. 
Questão 06 - (ENEM/2014) 
A l i b e r a ç ã o d o s g a s e s 
c l o ro f l u o rc a r b o n o s (C FC s) n a 
atmosfera pode provocar depleção de 
ozônio (O3) na estratosfera. O ozônio 
estratosférico é responsável por 
absorver parte da radiação ultravioleta 
emitida pelo Sol, a qual é nociva aos 
seres vivos. Esse processo, na camada 
d e o z ô n i o , é i l u s t r a d o 
simplificadamente na figura. 
 
Quimicamente, a destruição do ozônio 
na atmosfera por gases CFCs é 
decorrência da 
a) clivagem da molécula de ozônio 
pelos CFCs para produzir espécies 
radicalares. 
b) produção de oxigênio molecular a 
partir de ozônio, catalisada por 
átomos de cloro. 
c) oxidação do monóxido de cloro 
por átomos de oxigênio para 
produzir átomos de cloro. 
d) reação direta entre os CFCs e o 
ozônio para produzir oxigênio 
molecular e monóxido de cloro. 
e) reação de substituição de um dos 
átomos de oxigênio na molécula 
de ozônio por átomos de cloro. 
→
→
414
Química Ambiental
Questão 07 - (ENEM/2014) 
Para impedir a contaminação 
microbiana do suprimento de água, 
deve-se eliminar as emissões de 
efluentes e, quando necessário, tratá-
lo com des in fe tan te . O ác ido 
hipocloroso (HClO), produzido pela 
reação entre cloro e água, é um dos 
compostos mais empregados como 
desinfetante. Contudo, ele não atua 
somente como oxidante, mas também 
como um ativo agente de cloração. A 
presença de matér ia orgân ica 
dissolvida no suprimento de água 
clorada pode levar à formação de 
clorofórmio (CHCl3) e outras espécies 
orgânicas cloradas tóxicas. 
SPIRO, T. G.; STIGLIANI, W. M. Química ambiental.

São Paulo: Pearson, 2009 (adaptado). 
V i s a n d o e l i m i n a r d a á g u a o 
clorofórmio e outras moléculas 
orgânicas, o tratamento adequado é a 
a) filtração, com o uso de filtros de 
carvão ativo. 
b) f luoretação, pela adição de 
fluoreto de sódio. 
c) coagulação, pela adição de sulfato 
de alumínio. 
d) correção do pH, pela adição de 
carbonato de sódio. 
e) f locu lação, em tanques de 
c o n c r e t o c o m a á g u a e m 
movimento. 
Questão 08 - (ENEM/2014) 
Pa r te d o g á s c a r b ô n i co d a 
atmosfera é absorvida pela água do 
mar. O esquema representa reações 
que ocorrem naturalmente, em 
equilíbrio, no sistema ambiental 
marinho. O excesso de dióxido de 
carbono na atmosfera pode afetar os 
recifes de corais. 
 
Disponível em: http://news.bbc.co.uk. 

Acesso em: 20 maio 2014 (adaptado). 
O resultado desse processo nos corais 
é o(a) 
a) seu branqueamento, levando à sua 
morte e extinção. 
b) excesso de fixação de cálcio, 
p r o v o c a n d o c a l c i f i c a ç ã o 
indesejável. 
c) menor incorporação de carbono, 
a fe t a n d o s e u m e t a b o l i s m o 
energético. 
d) estímulo da atividade enzimática, 
evitando a descalcificação dos 
esqueletos. 
e) dano à estrutura dos esqueletos 
calcários, diminuindo o tamanho 
das populações. 
Questão 09 - (ENEM/2014) 
Se por um lado a Revolução 
Industrial instituiu um novo patamar 
de tecnologia e, com isso, uma 
melhoria na qualidade de vida da 
população, por outro lado os resíduos 
decorrentes desse processo podem se 
acumular no ar, no solo e na água, 
causando desequilíbrios no ambiente. 
O acúmulo dos resíduos provenientes 
dos processos industriais que utilizam 
combust íveis fósseis faz como 
consequência o(a) 
415
Química Ambiental
a) eutrofização dos corpos-d’água, 
aumento a produtividade dos 
sistemas aquáticos. 
b) precipitação de chuvas ácidas, 
d a n i f i c a n d o f l o r e s t a s , 
e c o s s i s t e m a s a q u á t i c o s e 
construções. 
c) mudança na salinidade dos mares, 
provocando a mortalidade de 
peixes e demais seres aquáticos. 
d) acúmulo de detritos, causando 
e n t u p i m e n to d e b u e i ro s e 
alagamento das ruas. 
e) presença de mosquitos, levando à 
d i s s e m i n a ç ã o d e d o e n ç a s 
bacterianas e virais. 
Questão 10 - (ENEM/2014) 
Água dura é aquela que contém 
concentrações relativamente altas de 
íons Ca2+ e Mg2+ dissolvidos. Apesar 
de esses íons não representarem risco 
para a saúde, eles podem tornar a 
água imprópria para alguns tipos de 
consumo

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