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Aleitamento materno, introdução alimentar

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O aleitamento materno atende às necessidades 
nutricionais, metabólicas, imunológicas e confere 
estímulo psicoafetivo ao lactente. É considerado 
um alimento perfeito: possui proteínas, lipídios, 
carboidratos, minerais e vitaminas, 88% de água. 
No período inicial da vida humana, a necessidade 
calórica por kg supera ema proximadamente 3 
vezes a dos adultos, chegando a 120kcal/kg de 
peso corpóreo. No 1º anos de vida, 40% das kcal 
são para o crescimento e desenvolvimento, caindo 
20% no 2º ano. →Aporte dietético inadequado leva 
a desnutrição proteicoenergértica e atraso no 
desenvolvimento. 
Recomendações do Ministério da Saúde (MS), da 
OMS e Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) 
são: 
• Aleitamento materno exclusivo (AME) nos 
primeiros 6 meses. NÃO é necessário água, 
chás, sucos ou qualquer outro alimento durante 
os primeiros 6 meses. Se oferecido outro 
alimento neste período, o processo de 
desmame terá sido iniciado. 
• Aleitamento materno complementado (AMC) 
de 6 meses até 2 anos de vida. A partir dos 6 
meses de vida, o leite materno se torna 
insuficiente e deve ser iniciado a introdução de 
alimentação complementar. Não é 
recomendado nenhum outro tipo de leite 
(industrializado, de vaca, soja, cabra, etc.). O 
leite materno continua sendo importante, 
especialmente como fonte de vitamina C e A, 
proteínas, energia e elementos imunológicos. 
• Manter o leite materno, no mín. até os 2 anos 
Definições OMS 
AME: criança recebe APENAS leite materno, da 
própria mãe (direto ou ordenhado) ou de outra 
fonte (ex.: banco de leite), sem outros líquidos ou 
sólidos à exceção de vitaminas, sais de hidratação 
e medicamentos (gotas ou xaropes). 
Aleitamento Materno predominante (AMP): além 
do leite materno, a criança recebe água, chás, 
suco de frutas, e outros fluidos/infusões em 
quantidades limitadas. 
AMC: além do leite materno, a criança recebe 
alimentos sólidos ou semissólidos para 
complementar o leite materno, mas não o 
substituir. Os leites de outras espécies não são 
considerados alimentos complementares. O termo 
suplemento é usado para água, chás e substitutos 
do leite materno. 
Aleitamento materno misto/parcial (AMM): além 
do leite materno, recebe outros tipos de leite. 
Vantagens do aleitamento materno 
Para o bebê: 
• Composição nutricional ideal, é um alimento 
completo nos primeiros 6 meses de vida, ideal 
para o sistema GI e renal em amadurecimento. 
• Prevenção de doenças: 
o ↓mortalidade infantil. A amamentação ↓ em 
média 13% das mortes <5anos. 
o ↓incidência e gravidade das doenças 
respiratórias e diarreicas. Proteção > quando 
AME. 
o ↓alergias (ex. asma, dermatite atópica) 
o ↓doenças crônicas: 1) cânceres: leucemias, 
linfomas e doença de Hodgkin; 2) 
gastrointestinais: doença celíaca, doença de 
Crohn, retocolite ulcerativa; 3) metabólicas: 
diabetes mellitus tipo 1 e tipo 2; sobrepeso/ 
obesidade; hipercolesterolemia 4) 
cardiovasculares: redução da pressão arterial 
sistêmica. 
• Melhor desenvolvimento cognitivo, alguns 
autores acreditam que por conter substâncias 
que melhoram o desenvolvimento cerebral e 
outros nos aspectos comportamental e 
emocional positivos do ato de amamentar. 
• Estimula o correto desenvolvimento das funções 
orais, como o adequado crescimento do sistema 
estomatognático. O uso de chupetas e 
mamadeiras eleva o palato, e com isso, a 
cavidade nasal fica menor → ∆ respiração 
nasal, no processo de mastigação/deglutição e 
prejuízo da fala. 
• Fortalecimento do vínculo afetivo mãe-bebê, ↓ 
incidência de maus-tratos. 
Para a mãe: 
• Aleitamento imediatamente após o nascimento 
favorece a dequitação placentária, promove a 
involução uterina, a perda de peso e o Reflexo 
de Fergusson: sucção do mamilo estimula 
liberação de ocitocina (hormônio responsável 
pela contração da musculatura uterina) pela 
hipófise posterior →↓ hemorragia pós-parto 
• AME ou AMP prolongam amenorreia 
lactacional → evita anemia e o aparecimento 
precoce da ovulação, proporciona melhores 
condições de saúde para mãe e filho. A eficácia 
anticoncepcional é somente para mães até 6 
meses após o parto em AME ou AMP e em 
amenorreia. A eficácia chega a 98% se estas 3 
condições satisfeitas. 
• Melhora remineralização óssea pós-parto, com 
↓fraturas do colo de fêmur no período pós-
menopausa. 
• ↓ risco de câncer de mama e ovário 
Aleitamento materno e introdução alimentar 
• Mulheres que amamentam tem 15% menos 
incidência de diabetes tipo 2 para cada ano de 
lactação. 
• Promove perda ponderal, o gasto energético 
de uma nutriz em AME é de 704 kcal/dia 
• O leite materno é bom e barato. Estima-se 
gastos com fórmulas nos primeiros 6 meses de 
vida de 38% a 133% do salário mínimo, sem 
contar os demais custos, como mamadeiras, 
bicos e gás de cozinha. 
→TODAS as mães devem ser estimuladas a 
amamentar, deve ser explicado a elas todos os 
benefícios e vantagens do aleitamento para ela e o 
filho e ofertado auxílio na resolução das 
dúvidas/mitos/dificuldades do processo da 
amamentação. 
→ Durante a assistência pré-natal é necessário 
orientar a gestante em relação a cuidados para 
amamentação para evitar problemas futuros: 
• Não usar sabonetes nos mamilos para evitar 
rachaduras, evitando retirar oleosidade natural; 
• Expor a mama ao sol por poucos minutos – 
diminui sensibilidade do mamilo 
• Para mamilos planos ou invertidos, fazer um 
orifício no sutiã 
durante o 3º 
trimestre facilita a 
protrusão do 
mamilo. Exercícios 
de Hoffman 
(massagens 
circulares ao redor 
da aréola e do 
mamilo exercidas 
do bico em direção 
para fora) são 
CONTRAINDICADOS pela possibilidade de 
induzir parto prematuro. 
• Após o nascimento, podem ser 
recomendadas manobras que facilitem a 
protrusão do mamilo: 
o Estímulo (toque) do mamilo 
o Compressas frias nos mamilos 
o Sucção com bomba manual ou seringa de 
10 ou 20 ml adaptada (cortada para 
eliminar a saída estreita e com o êmbolo 
inserido na extremidade cortada), com 
mamilo mantido em sucção por 30-60 
segundos. Recomentada antes das 
mamadas e nos intervalos 
o Ordenhar seu leite enquanto o bebê não 
sugar efetivamente → ajuda a manter a 
produção do leite e deixa as mamas macias 
facilitando a pega 
→ É necessário que as gestantes participem de 
reuniões de grupos sobre aleitamento materno, 
que coloquem em evidência as vantagens do 
aleitamento, os medos, as facilidades e 
dificuldades em relação a amamentação. 
Após o nascimento, durante 1ª hora de vida do RN, 
deve ser levado ao colo da mãe, para que tenha 
oportunidade de sugar o seio materno. 
Causas de desmame precoce: 
• Falta de informação 
• Mães adolescentes 
• 1º filho 
• Gemelaridade 
• Baixa escolaridade materna 
• Prematuridade e baixo peso ao nascimento 
• Experiência prévia desfavorável com a 
amamentação 
• Trabalho materno fora de casa 
• Uso de chupeta 
• Confusão dos bicos, criada quando se oferecem 
à criança bicos, mamadeiras e chupetas, uso 
CONTRAINDICADO pela OMS, pois: 1)facilita o 
desmame, porque RN passa a posicionar 
erroneamente a língua ao sugar a mama, 2) 
favorece alterações ortodônticas, 3) ↑incidência 
candidíase oral, 4) servem de veículo para 
enteroparasitoses. 
 
Psicofisiologia da lactação 
 
A produção de leite materno decorre de complexa 
interação neuropsicoendócrina. Durante a 
gravidez, estrogênio e progestogênio atuam para 
que as glândulas mamárias fiquem prontas para 
lactar. O progestogênio estimula o crescimento 
dos alvéolos e lóbulos, ao passo que o estrogênio 
estimula a proliferação dos ductos lactíferos e suas 
ramificações. Outros hormônios como lactogênio 
placentário, gonadotrofina coriônica e prolactina 
também participam do crescimento glandular ao 
longo da gestação. 
Apesar dos níveis de prolactina estarem elevados 
durante a gravidez, a mulher não secreta leite 
graças à inibição pelo hormônio lactogênio 
placentário. Com o nascimento e a saída da 
placenta, os efeitos inibitórios do progestogênio e 
lactogênio placentário sobre a prolactina(secretada pela adeno-hipófise) cessam, e a 
secreção do leite aumenta (lactogênese fase II). 
Da mesma forma, inicia-se a síntese de ocitocina 
(secretada pela neuro-hipófise), que atuará na 
ejeção ou saída do leite. 
Entre o 3º e o 4º dia pós-parto, ocorre a “descida 
do leite” ou “apojadura”, etapa que não depende 
da sucção do mamilo pelo bebê. Esta fase está 
sob controle hormonal, e mesmo que não haja 
sucção (ex.: feto morto, bebês filhos de mães HIV 
+ que não podem amamentar), ela acontecerá. 
Em seguida, ocorre a galactopoiese ou 
lactogênese fase III, que é a manutenção da 
produção e ejeção do leite sob total dependência 
da sucção do mamilo pelo bebê e esvaziamento 
das mamas→ quanto mais o lactente suga, mais 
leite será produzido. 
Terminações nervosas areolares levam estímulos 
para a adeno-hipófise (hipófise anterior) que 
produz prolactina, que atua nas células alveolares 
mamárias produzindo o leite materno. A 
continuidade dos estímulos da sucção chegam à 
neuro-hipófise que libera ocitocina que age sobre 
as células mioepiteliais promovendo o reflexo de 
ejeção do leite →a remoção do leite leva a 
↓pressão intraductos→também estimula 
hipotálamo e anedohipófise para secreção de 
prolactina. 
O reflexo de ejeção de leite é BLOQUEADO pelo 
estresse, pela baixa autoestima, pelo medo, dor e 
falta de apoio. Esta inibição é mediada pela 
adrenalina na célula mioepitelial e pela 
noradrenalina no eixo hipotálamo-hipofisário. 
O RN possui vários reflexos que facilitam a 
amamentação: 
• Reflexo dos pontos cardeais ou de busca: 
Faz com que o bebê se vire em direção a algo 
que toque sua bochecha (seio materno) e abra 
a sua boca em antecipação à pega do mamilo. 
• Reflexo de sucção. O contato do mamilo com 
a parte posterior da língua e o palato inicia o 
processo de sucção, ou melhor, ordenha dos 
seios lactíferos. 
• Reflexo de deglutição: o leite é levado para a 
orofaringe e é deglutido. A incoordenação do 
reflexo de deglutição pode estar presente em 
prematuros com idade gestacional< 34 
semanas. 
Técnica de amamentação 
O início da amamentação deve ocorrer ainda na 
sala de parto, nas primeiras 1-4 horas de vida. O 
RN permanece acordado e alerta por cerca de 6 
horas após o nascimento, dessa forma o contato 
com o seio materno na sala de parto desencadeia 
o mecanismo de lactação de forma mais rápida. 
Após esse período de 6 horas, o lactente entra em 
sono profundo (“sono reparador”) por cerca de 12 
horas, o que o impede de sugar a mama, gerando 
maior ansiedade para a mãe e dificuldades no 
processo de lactação. 
Frequência 
O esvaziamento gástrico do RN varia de 1-4 
horas ao longo do dia. Portanto, as necessidades 
de mamadas variam também na mesma 
proporção, obedecendo a este tempo de 
esvaziamento gástrico. Por isso, o leite materno 
deve ser oferecido em livre demanda, ou seja, 
quando ele quiser. O estabelecimento de horários 
para o aleitamento só gera ansiedade para a mãe. 
O RN deve sugar a mama até esvaziá-la. O leite 
materno posterior, é 2 a 3 vezes mais rico em 
lipídios (fundamental para o ganho calórico) que o 
primeiro leite (anterior), isto permite que o lactente 
fique mais nutrido, ganhe mais peso e aumente o 
intervalo das mamadas, chorando menos (mais 
saciado) e tranquilizando a nutriz. Nos primeiros 
dias de vida, o colostro não sacia o recém-
nascido como o leite maduro, logo mamadas 
frequentes e de curta duração são ideais, o que 
evita a sucção ineficaz. 
Com o crescimento da criança, o intervalo das 
mamadas aumenta. Ao final da 1ª semana, RN 
saudáveis terão uma frequência média de 8-12 
mamadas/dia. 
Um bom parâmetro para avaliar uma progressão 
de mamadas é a baixa perda de peso ao final da 
1ª semana e ganho de peso ao final da 2ª semana. 
Outras informações importantes além do ganho de 
peso, que traduzem boa amamentação são o 
período de sono de 2 a 4 horas entre as mamadas 
e a troca frequente de fraldas. 
• O choro intenso NÃO deve ser usado como 
indício indireto de lactação insuficiente, pois há 
outras de causas de desconforto para o bebê 
além da fome, como por exemplo, as cólicas e 
as fraldas sujas. 
• O bebê em aleitamento materno costuma 
evacuar toda vez que mama, podendo ter fezes 
líquidas, explosivas, amareladas ou mesmo 
esverdeadas (reflexo gastrocólico exacerbado). 
Alguns, no entanto, podem ficar de 5 a 7 dias 
sem evacuar. Ambas as situações são normais. 
• Regurgitações podem ocorrer após as 
mamadas, desde que NÃO sejam 
acompanhadas por obstrução das vias aéreas, 
choro intenso, palidez e outros sinais clínicos da 
DRGE. 
Mamas 
As duas mamas são oferecidas em todas as 
mamadas. Como a criança suga mais 
vigorosamente a 1ª mama, acaba por não esvaziar 
completamente a 2ª, dessa forma, na próxima 
mamada essa mama que não foi completamente 
esvaziada deve ser oferecida 1º. 
Técnicas e posicionamento e pega: Há várias 
posições para amamentar, mas o importante é o 
conforto materno e a execução da técnica 
adequada. Ao oferecer o seio, o RN deve 
abocanhar toda/maior parte aréola, com a boca 
bem aberta e o lábio inferior evertido, com o queixo 
tocando a mama. Isso evita o aparecimento de 
fissuras e permite o esvaziamento dos seios 
lactíferos situados sob a aréola. Cabeça e tronco 
do bebê devem estar alinhados no mesmo eixo 
axial (pescoço NÃO pode estar rodado ou 
lateralizado). A deglutição deve ser visível e 
audível. 
São sinais de técnica incorreta: 
• Bochechas do bebê encovadas durante a 
sucção 
• Ruídos da língua 
• Dor à amamentação. 
Após a mamada, deve-se deixar a criança posição 
+ elevada, para que ela possa expelir o ar que 
engoliu durante a amamentação. 
Extração manual do leite: A mãe deve ficar de pé 
ou sentada, em posição confortável. Colocar o 
polegar acima do complexo mamilar e os demais 
dedos embaixo, como se formasse um “C” com a 
mão. Pressionar firmemente a mama contra a 
parede torácica. Não esfregar os dedos sobre a 
pele. O leite deve ser colocado em recipiente 
esterilizado. Proceder à expressão de uma mama 
por 3 a 5 minutos, e passar para outra. Repetir + 1 
vez o procedimento em cada mama. 
O leite armazenado deve ser oferecido em 
copinho ou colher p/ o lactente após aquecimento 
em banho-maria e agitá-lo suavemente para 
homogeneizar a gordura. 
Armazenamento do leite cru (não 
pasteurizado): geladeira por até 12 horas; 
congelador ou freezer (≤ -3ºC) por 15 dias; fora da 
geladeira NÃO se recomenda armazenar. 
Armazenamento do leite ordenhado 
pasteurizado (fervura a temperatura de 62,5ºC 
por 30min.): congelador ou freezer (≤ -10ºC) por 6 
meses. O descongelamento deve ser feito dentro 
da geladeira. 
Componentes do leite humano 
Fatores como época da gestação, horário do dia e 
início e fim da mamada modificam alguns 
componentes (como os lipídios e proteínas) do 
leite → o leite da própria mãe apresenta a 
composição química ideal para a espécie, tempo 
de vida (a termo x pré-termo) e para a necessidade 
diária. 
As crianças prematuras recebem 20% a mais de 
nitrogênio que as a termo. 
De forma geral, o leite materno contém: 
• Fatores protetores contra infecções, 
específicos e inespecíficos. Ainda, é limpo e não 
necessita de manipulação. 
o Fatores específicos são representados pelas 
imunoglobulinas (IgA, IgM, IgG). A IgA é 
sintetizada na própria glândula mamária→ 
Subpopulações de linfócitos T dos tratos GI e 
respiratório da mãe entram em contato com os 
patógenos ambientais, migram para a mama e 
estimulam a produção de IgA específica contra 
esses patógenos, que será transferida para o 
RN. A IgA reveste a mucosa intestinal, 
impedindo agressão por bactérias, toxinas ou 
antígenos estranhos. 
o Fatores inespecíficos: os mais importantes 
são: 
▪ O fator bífido é um substrato para o 
crescimento do Lactobacillus bifidus, bacilos 
anaeróbios que compõem a flora intestinal 
predominante em crianças amamentadas 
exclusivamente no peito. Constituem uma 
flora saprófita, impedindo a proliferação de 
micro-organismos patogênicos.▪ A lisozima (ação bactericida e anti-
inflamatória) é produzida por neutrófilos e 
macrófagos e age através da lise da parede 
celular de bactérias Gram-positivas e 
negativas. 
▪ A lactoferrina (ação bacteriostática) é uma 
proteína carreadora de ferro que, por 
quelação, diminui a biodisponibilidade deste 
mineral para os patógenos, em especial, 
Staphylococcus sp., E. coli. e Candidas p., e 
aumenta sua biodisponibilidade para o 
lactente, liberando-o em seu sítio de 
absorção no intestino delgado. A terapia com 
ferro oral pode inibir esse processo. 
▪ A lactoperoxidase é uma enzima ativa 
contra o Streptococcus. 
Existe uma série de outros fatores 
inespecíficos, como o fator de resistência à 
infecção estafilocócica, frações do 
complemento, gangliosídeos, interleucinas, 
glicoproteínas, ácidos graxos, etc. A lipase atua 
contra parasitas como Giardia lambliae 
Entamoeba histolytica. O leite materno também 
contém neutrófilos, macrófagos e linfócitos, 
que ocorrem predominantemente nas primeiras 
semanas de vida. Ativam outras células de 
defesa e produzem imunoglobulinas, além de 
produzir fatores de crescimento celular e 
lactoperoxidase. 
• Proteínas: (1,1g/100ml) em concentração 
menor que a do leite de vaca (3,5g/100ml), o 
que é adequado para o crescimento normal do 
lactente e não provoca sobrecarga renal. A 
filtração glomerular, a função tubular e a 
capacidade de concentração urinária são baixas 
nos RN→ maior carga de solutos (ex.: proteína, 
sódio) predispõe o RN a risco de desidratação. 
Ainda, a qualidade da proteína do leite de vaca 
dificulta a digestão aumentando tempo de 
esvaziamento gástrico; a principal proteína do 
leite de vaca é extremamente alergênica, 
enquanto que a do leite materno tem potencial 
alergênico praticamente nulo. 
• Gordura: qtde é maior no final da mamada e no 
final do dia e há variações de acordo com a 
dieta materna. Leite humano tem > 
digestibilidade pois tem lipase→ ativada em 
contato com os sais biliares no duodeno. Os 
lipídios em > qtde no leite humano mais 
importantes são: 
o os de cadeia longa insaturados → ação 
primordial no desenvolvimento 
neuropsicomotor e na formação da retina. 
Todas as membranas celulares envolvidas 
no processo de crescimento neural e de 
milinização são formadas por fosfolipídios e 
por derivados dos ácidos graxos de cadeia 
longa. 
o o colesterol → facilita o desenvolvimento de 
sistemas enzimáticos que regulam o seu 
metabolismo na vida adulta. 
• Carboidratos: a lactose é o carboidrato 
predominante no leite humano. Por hidrólise 
fornece glicose e galactose. A galactose é 
essencial para a formação dos cerebrosídeos; é 
um açúcar não completamente digerido → 
facilita o amolecimento das fezes, bom para 
evacuação. Funciona como substrato para a 
formação de ácidos orgânicos pela flora 
saprófita de lactobacilos, o que reduz o pH 
intestinal, a formação de sabões insolúveis 
(palmitato), aumentando a absorção de cálcio. 
Apesar da concentração de cálcio do leite 
materno ser inferior a do leite de vaca, ele é 
mais bem absorvido. 
• Eletrólitos: há < concentração de sódio no leite 
humano→ impede sobrecarga renal e ↓ risco de 
desidratação. 
• Ferro: em baixa concentração em ambos os 
leites, porém, a biodisponibilidade no leite 
materno alcança 50% e o de vaca apenas 10%. 
Contribuem para isso o <pH intestinal dos 
lactentes alimentados exclusivamente ao seio e 
a presença da lactoferrina. 
Possíveis carências 
• Vitamina K: tem baixa concentração no leite 
humano, e o intestino do RN só iniciará sua 
produção através da flora saprófita com 2 
semanas de vida. O RN deve receber ao 
nascimento vitamina K1 na dose de 0,5 a 1 mg 
via IM OU 1 a 2 mg via oral, a fim de evitar a 
doença hemorrágica/ sangramentos resultantes 
da carência dos fatores de coagulação, 
dependentes de vitamina K (II, VII, IX e X). 
• Vitamina D: a SBP recomenda que todos os 
lactentes recebam vitamina D profilática, desde 
o final da 1ª semana de vida até 2 anos 
• Flúor: sua ação é predominantemente tópica 
sobre os dentes, por meio de deposição de 
fluoreto de cálcio sobre a superfície do esmalte. 
A concentração de flúor no leite humano 
depende da sua concentração na água de 
abastecimento. Suplementação não é indicada 
nos primeiros 6 meses de vida; é restrita a 
idade entre 6meses e 3 anos, quando a 
concentração na água local for < que 0,3ppm. 
Onde há fluoretação da água para 
abastecimento não precisa 
• Desnutrição materna: risco de baixo peso ao 
nascer, anormalidades fetais e prematuridade. 
Na lactação, compromete o volume de leite 
produzido, mas mantém qualidade inalterada. 
Fases da produção láctea 
Colostro: Primeiros 3 a 5 dias após o parto, líquido 
rico em proteínas, minerais, fatores de crescimento 
e imunológicos. 
• Composição: comparando-se com o leite 
maduro, o conteúdo de eletrólitos, proteínas, 
vitaminas lipossolúveis (principalmente vitamina 
A, que lhe confere coloração amarelada), 
minerais e a concentração de imunoglobulinas é 
maior, destacando-se a alta concentração de 
IgA e lactoferrina. Por outro lado, possui menos 
gordura, lactose e vitaminas hidrossolúveis. É 
um leite imaturo, basicamente um exsudato 
plasmático. 
• Facilita eliminação de mecônio nos primeiros 
dias (↓icterícia) e permite proliferação de 
lactobacillus bifidus na luz intestinal. 
Leite de transição: Produzido entre 6-10 dias até 
2ª semana pós-parto. 
• Composição: a concentração de 
imunoglobulinas torna-se progressivamente 
menor, assim como o teor de vitaminas 
lipossolúveis. Ocorre o ↑ das vitaminas 
hidrossolúveis, lipídios e lactose. 
Leite maduro: Produzido a partir da 2ª quinzena 
pós-parto. 
• Composição: maior teor lipídico e de lactose; 
menor quantidade de proteínas. O leite anterior 
(solução) é ralo e doce, ocorrendo predomínio 
de proteína do soro e lactose. No meio da 
mamada (suspensão) é maior a quantidade de 
caseína. O leite posterior (emulsão) tem grande 
concentração de gordura, necessária para 
saciar o lactente. 
Leite de mães de prematuros: 
• Composição: + rico em proteínas 
(>concentração de aminoácidos essenciais para 
o recém-nascido, como cistina, taurina e 
glutamina) e mais rico em fatores de proteção 
(IgA, lactoferrina e lisozima), gorduras 
(colesterol, fosfolipídeos, ácidos graxos de 
cadeia média, ácidos graxos poli-insaturados), 
eletrólitos (sódio, cloro e cálcio ionizado), e 
vitaminas A e E. Em contrapartida, é menos rico 
em lactose e vitamina C. 
• No fim do 1º mês, o conteúdo é similar ao de 
nascidos a termo 
• Prematuros e neonatos de muito baixo peso: 
naqueles impossibilitados de receber nutrição 
enteral devido às complicações clínicas, 
preconiza-se a administração de 7 a 14 gotas 
de colostro diretamente na boca a cada 2-3 
horas, durante as primeiras 48 horas de vida. 
Pouco leite 
A lactante produz leite que suplanta em muito a 
necessidade alimentar do bebê. Por isso, é 
possível à nutriz amamentar gêmeos ou ainda, 
retirar leite para um banco de leite sem afetar a 
qualidade e a quantidade de secreção láctea para 
sua prole. 
Apesar desta suplência láctea, muitas mães 
queixam-se de que tem “pouco leite” ou “leite é 
fraco”. Muitas vezes, fatores como depressão 
puerperal, técnica inadequada de amamentação, 
chupeta, doenças maternas sistêmicas, 
afecções mamárias podem levar a ↓ da produção 
láctea. Se o leite secretado não for retirado da 
mama, os peptídeos inibidores irão diminuir a 
secreção láctea, criando assim, um ciclo vicioso no 
qual a mamada ineficaz acarreta acúmulo de leite 
e peptídeos que determinam lactogênese, 
prejudicando ainda mais o processo da 
amamentação. São sinais clínicos de 
insuficiência láctea: 
 Ganho de peso insuficiente; 
 O bebê não fica saciado após a mamada; chora 
muito mesmo após a mamada; 
 Redução da diurese (< 6 vezes/dia); 
 Alteração das evacuações: fezes em pequena 
quantidade, secas e endurecidas. 
TTO: 
1. Correção da técnica – pega e posicionamento; 
2. ↑ a frequência das mamadas;3. Oferecer ambas as mamas em cada mamada; 
4. Dieta balanceada; 
5. Repouso; 
6. Medicações: último recurso para estimular a 
lactogênese, se as medidas anteriores não forem 
suficientes. 1ª escolha: domperidona (30 mg VO, 
3x/dia), por não penetrar a barreira 
hematoencefálica e o menos efeitos colaterais 
extrapiramidais; outra - metoclopramida (10 mg, 
VO, < 3x/dia). Podem ser utilizadas por tempo 
indeterminado. 
AFECÇÕES DA MAMA 
Ingurgitamento mamário 
No ingurgitamento mamário fisiológico, que 
ocorre durante a apojadura entre o 3º e 4º dia após 
o parto, as mamas encontram-se cheias, pesadas 
e quentes, mas SEM qualquer sinal de hiperemia 
ou edema. O leite sai facilmente através da sucção 
ou expressão manual e, portanto, esta situação 
fisiológica não requer nenhuma medida terapêutica 
específica. 
No ingurgitamento mamário patológico: o leite 
NÃO é drenado de forma eficiente, há ↑ da 
vascularização local com congestão e há 
obstrução linfática. Causas + comuns: 1) técnica 
de amamentação incorreta; 2) mamadas muito 
espaçadas; 3) separação entre mãe e bebê. Todas 
as causas têm um denominador em comum: 
drenagem insuficiente de leite. Normalmente, é 
verificada entre o 3º ao 7º dia após o parto, e as 
mamas encontram-se edemaciadas, doloridas e 
não drenam o leite com facilidade. Algumas 
mulheres poderão apresentar febre e mal-estar. 
Como medidas preventivas, recomendam-se: pega 
e posicionamento adequados; retirada eficaz de 
leite alcançada com regime de livre demanda; e 
não uso de suplementos. TTO: 
 Manter a amamentação, com + frequência e livre 
demanda. 
 Ordenhar manualmente o excesso de leite. 
 Realizar massagem circular quando as mamas 
estiverem túrgidas. 
 Ordenhar um pouco de leite antes da mamada. 
 Começar a mamada pelo seio mais túrgido; o 
bebê com fome suga mais forte, ajudando a 
esvaziar melhor o seio que está mais cheio. 
 Uso de sutiã apropriado, de alças largas, que 
sustente bem os seios. 
 Fazer compressas frias nos intervalos entre as 
mamadas por até 15 minutos, para ↓ produção 
láctea. 
 Banho morno auxilia na liberação do leite. As 
compressas mornas não têm mais sido 
recomendadas pelo risco de queimaduras. 
 Se necessário, usar analgésicos (ex.: 
paracetamol) ou anti-inflamatórios (ex.: 
ibuprofeno). 
Dor mamilar 
Comum na 1ª semana de pós-parto. Após este 
período, se intensa e persistente, pode estar sendo 
provocada por trauma (fissuras, bolhas, 
equimoses), candidíase ou síndrome de Raynaud. 
Medidas preventivas: 
Medidas preventivas: 
1) Pega e posicionamento corretos; 
2) Manter os mamilo secos, expondo-os ao sol e 
trocando os forros com frequência; 
3) Não usar sabões, óleos e álcool para limpeza 
dos mamilos; 
4) Antes da mamada, ordenhar um pouco de leite 
para deixar o bico mais macio; 
5) Ao fim da mamada, introduzir o dedo mínimo no 
canto da boca do bebê para desfazer o 
vedamento, soltando-o do peito sem traumatizar o 
mamilo. 
TTO: 
 Orientar a pega correta da aréola e a posição 
adequada do bebê durante a mamada. 
 Manter a amamentação. Começar o aleitamento 
pela mama menos afetada, já que no início da 
mamada o bebê suga mais avidamente o seio. 
Usar diferentes posições para amamentar. 
 Quando os mamilos já estão rachados, 
recomenda-se passar o próprio leite materno e 
deixá-los um pouco ao ar livre. 
 Ordenhar a mama antes da mamada, para que o 
reflexo de ejeção já esteja presente quando o 
lactente iniciar a sucção, fazendo com que ele 
sugue com menos força. 
 Não usar sutiã muito apertado, que impeça o 
arejamento do mamilo. 
 Lembrar à mãe que, se aparecer sangue na 
boca do bebê ou em vômitos, não há problema. 
 Não usar pomadas ou antissépticos, pois podem 
dificultar a cicatrização. 
 Evitar o contato do mamilo com as roupas ou 
sutiã, a fim de evitar mais trauma. Conchas de 
silicone com perfurações para ventilação podem 
auxiliar. 
Mastite 
Processo inflamatório da mama causada por 
estase do leite e infecção. Pode acometer 
somente a pele ou aprofundar-se pelo parênquima 
e interstício. 
Etiologia: principal é o Staphylococcus aureus 
(95%) e entre outros menos comuns tem 
estreptococos e E. coli. 
As medidas preventivas são as mesmas para 
evitar trauma mamilar e ingurgitamento. 
TTO: 
 Mesmas orientações destinadas ao 
ingurgitamento mamário; a ordenha da mama ↓ a 
tensão sobre o tecido conjuntivo e apressa a 
cicatrização. 
 Anti-inflamatório: ibuprofeno. 
 Antibioticoterapia indicada quando: 1) quadro 
clínico significativo desde o início; 2) leucócitos > 
106 /ml e bactérias > 103 /ml no leite materno; 3) 
fissuras visíveis no mamilo; 4) ausência de 
resposta ao tratamento após 12-24 horas. As 
escolhas são: 1) tto ambulatorial: cefalexina ou 
amoxicilina + ácido clavulânico por 10-14 dias; 2) 
tto hospitalar: oxacilina, IV 10 a 14 dias. 
 NÃO contraindicar amamentação, pois apesar 
da presença de bactérias no leite, essas não 
trazem prejuízo à saúde do bebê. 
Pode ser complicação da mastite ou resultar de 
seu tto ineficiente: abscesso mamário. 
Caracteriza-se por intensa dor, formação de nódulo 
palpável e flutuante de pus e febre. É causada pelo 
Staphylococcus aureus na maioria dos casos. A 
drenagem pode ocorrer por algum ducto ou para o 
exterior. O diagnóstico é sugerido pelo exame 
clínico e por ultrassonografia da mama (comprova 
a presença de cavitação). É necessário realizar a 
drenagem cirúrgica, administrar antibióticos e 
esvaziar regularmente a mama. Se o dreno ou a 
incisão cirúrgica estiver longe da aréola, a mãe não 
precisará necessariamente interromper a 
amamentação na mama afetada. Porém, é 
recomendado pela OMS que a amamentação seja 
suspensa na mama com abscesso até que seja 
drenado. 
Candidíase 
Infecção dos mamilos causada pela Candida 
albicans, um fungo que gosta de meios quentes, 
úmidos, escuros e ricos em sacarose. Os sintomas 
são: dor e sensação de prurido que se irradiam 
pela mama. A pele torna-se hiperemiada, brilhante 
e com fina descamação. Raramente ocorrem 
placas esbranquiçadas. 
Prevenção: mamilos ventilados e expostos ao sol; 
fervura de 20min/dia de chupetas e bicos (fonte de 
contaminação). 
TTO: aplicação local de nistatina, miconazol ou 
cetoconazol por 14 dias e tratamento da criança 
simultaneamente, mesmo que ela não tenha 
sintomas. Se o tratamento não for efetivo, usa-se 
fluconazol via oral por 14 a 18 dias para a nutriz. 
Síndrome de Raynaud 
Ocorre por isquemia intermitente do mamilo. 
Causas prováveis: compressão do mamilo, 
trauma, exposição ao frio. Os sintomas são: 
palidez, dor, queimação que podem durar de 
minutos até horas. Prevenção: pega adequada. 
TTO: compressas mornas. Alguns autores 
sugerem nifedipina, vitamina B6, suplementação 
com cálcio, magnésio e ibuprofeno. 
Medicações na lactação 
Alguns medicamentos, fitoterápicos, chás e ervas 
não devem ser utilizados, pois podem passar para 
o leite e afetar a criança. Muitas vezes podem ser 
substituídos por outros de menor risco à criança. 
De acordo com o MS as medicações na lactação 
são divididas em 3 categorias: 
• Liberadas: sem efeitos colaterais ao lactente 
(ex.: dipirona, paracetamol, alguns 
anticonvulsivantes, antidepressivos e 
antipsicóticos, alguns bzd) 
• Usadas com cautela: pensar risco x benefício. 
O lactente deverá ser observado quanto ao 
surgimento de efeitos colaterais e a dose da 
medicação é a mínima necessária e por menor 
tempo possível. (ex.: AAS, naproxeno, 
tramadol...) 
• Drogas contraindicadas: proibidas na 
lactação. 
 
 
Substâncias na lactação 
 Cafeína: provoca irritabilidade e insônia no 
lactente. 
 Nicotina: deve ser desestimulada, pois diminui a 
produção de prolactina; causa vômitos, 
irritabilidade e insônia. 
 Álcool: promove distúrbio cognitivo no lactente, 
entorpecimento, astenia e baixo ganho ponderal, 
além de diminuição do reflexo de ejeção. 
 Cocaína: está associada à taquicardia, 
irritabilidade, vômitos, convulsões e à Síndrome de 
Morte Súbita do Lactente. 
CONTRAINDICAÇÕESà amamentação 
• Drogas antineoplásicas, imunossupressoras, 
substâncias radioativas (suspensão temporária, 
pode se planejar para retirar previamente o leite 
a ser oferecido a criança durante a interrupção), 
derivados de ergot (usado pra enxaqueca), sais 
de ouro (p/ artrite reumatoide), ciclosporina 
(imussupressora), amiodarona (antiarrítmicos), 
fenindiona (anticoagulante); androgênios; 
anticonvulsivantes (zonisamida); antivirais 
(ganciclovir). 
• Mães usuárias regulares de álcool ou drogas 
ilícitas (maconha, cocaína, crack, anfetamina, 
ecstasy e outras) não devem amamentar seus 
filhos enquanto estiverem fazendo uso dessas 
substâncias. Devem receber apoio para ficarem 
em abstinência e assim poderem amamentar, 
se for o seu desejo. 
→ Recomenda-se supervisão de profissionais 
quando interrupção da amamentação temporária, 
pois o tempo de interrupção sem amamentar varia 
de acordo com cada situação/substância (de 24h a 
2 semanas). Pra manter a produção de leite e 
garantir o retorno (se aplica a qualquer motivo de 
interrupção), a mulher deve continuar a retirar 
regularmente o leite msm sem amamentar. 
• Mãe HIV+, transmissão do vírus HIV através do 
leite é comprovada. Em alguns países em 
desenvolvimento, o risco da não amamentação 
ou da alimentação artificial são piores que os da 
transmissão da doença e portanto a OMS 
considera aceitável o risco da transmissão. No 
Brasil, é contraindicado e o governo federal 
garante a essas mães o recebimento da fórmula 
infantil até que a criança complete 6 meses de 
idade. 
• Mães com psicose puerperal grave, eclampsia 
ou choque 
• Lesões ativas na mama ou mamilo provocadas 
por herpes (contraindicado amamentação 
durante período ativo da doença, após tratada 
reiniciar amamentação) 
• Mães HTLV1 e 2 (retrovírus T-linfotrópico 
humano) positivas, risco de transmissão pelo 
leite materno de 13 a 22%; HTLV está 
associado a desenvolvimento de neoplasias e 
distúrbios neurológicos na criança 
• NÃO é contraindicação: Tuberculose ativa 
materna, desde que a mãe use máscara 
durante o período bacilífero e a criança receba 
profilaxia 
• Mulheres com Hepatites A, B e C podem 
amamentar, porém, as com a C e com mamilos 
machucados devem procurar profissional de 
saúde. 
• Galactosemia (erro inato do metabolismo da 
galactose causada por deficiência em alguma 
das principais enzimas – GALT, galactoquinase 
e GALE). A deficiência de GALT é a +comum, 
principais manifestações clínicas: baixo ganho 
ponderal, icterícia colestática (direta), 
hepatomegalia com evolução para cirrose 
hepática, retardo mental, catarata e aumento da 
susceptibilidade a infecções principalmente 
sepse por E. coli. Nestas crianças apenas o 
leite de soja pode ser usado, o qual a fonte de 
carboidrato não é a lacotse. ÚNICA doença da 
criança que contraindica completamente 
aleitamento materno; nos outros erros inatos do 
metabolismo tem-se permitido a amamentação, 
sob rígido controle clínico e laboratorial. 
• Fenilcetonúria – contraindicação relativa 
• MSUD (maple syrup urine disease): Doença 
do bordo - contraindicação relativa, é uma 
aminoacidopatia. 
_________________________________________ 
DO LACTENTE AOS 2 ANOS 
Para planejar a alimentação da criança, é 
necessário considerar as limitações dos vários 
sistemas dos lactentes. Durante os primeiros 
meses de vida, os sistemas digestório, renal e 
imunológico encontram-se em fase de maturação. 
Por conseguinte, o sucesso das práticas 
alimentares depende de se suprir a criança com 
alimentos de qualidade e consistência adequadas, 
que satisfaçam as necessidades nutricionais 
definidas pelo seu crescimento e desenvolvimento, 
que protejam contra a absorção de substâncias 
alimentares alergênicas e não excedam a 
capacidade funcional dos sistemas orgânicos 
(cardiovascular, digestório, renal e neurológico). 
• A habilidade de mastigar inicia por volta do 5º 
mês de vida. 
• Nos RN e lactentes, o carboidrato de maior 
importância é a lactose. A lactase, enzima 
produzida pelos enterócitos desde a 12ª 
semana de vida intrauterina, ↑ rapidamente 
entre 36ª e 38ª semanas e mantém-se estável 
até a fase escolar então tende a reduzir-se → 
justifica altas taxas de má absorção encontrada 
em adultos 
• Os RN a termo apresentam proteólise gástrica 
ineficaz. Na fase intestinal da digestão proteica, 
a mucosa imatura permite a absorção de 
macromoléculas proteicas, predispondo o 
organismo aos processos alérgicos e 
infecciosos. 
• A atividade da lipase pancreática é incompleta 
ao nascimento e só atinge os níveis existentes 
em adultos por volta dos 2 anos de idade. Os 
sais biliares apresentam baixos níveis 
intraluminais. A lipase lingual, gástrica e lipases 
contidas no leite humano é de fundamental 
importância para digestão de lipídios nos RN e 
lactentes 
• Minerais e vitaminas são adequadamente 
absorvidos pelo trato digestório desde os 
primeiros meses. 
Também considerar aspectos socioculturais. 
Há ampla evidência científica que fatores 
nutricionais e metabólicos, em fases iniciais do 
desenvolvimento humano, tem efeito de longo 
prazo na programação (programming) da saúde na 
vida adulta. Ex.: o aleitamento materno tem efeito 
protetor na ↓ do risco de obesidade na vida adulta. 
Epigenética→ conjunto de mecanismos como o 
ambiente e a alimentação que pode influenciar o 
genoma. Refere-se ao desenvolvimento e 
programação metabólica (programming). 
O MS, Organização Pan-Americana da Saúde 
(OPAS), OMS e SBP estabeleceram, p/ <2anos, 10 
passos para alimentação saudável: 
• Passo 1 – Dar somente leite materno até os 6 
meses, sem oferecer água, chás ou quaisquer 
outros alimentos. 
• Passo 2 – A partir dos 6 meses, introduzir 
gradualmente de forma lenta e gradual outros 
alimentos (in natura ou minimamente 
processados), mantendo-se o leite materno até 
os 2 anos de idade ou mais. 
• Passo 3 – Após os 6 meses, dar alimentos 
complementares (cereais, tubérculos, carnes, 
leguminosas, frutas e hortaliças) 3 vezes/dia se 
a criança receber leite materno e 5 vezes/dia se 
estiver desmamada. 
o A alimentação oferecida deve ser o +ampla 
possível, com introdução de proteínas 
heterólogas e glúten também iniciada, 
visando a aquisição de tolerância e a ↓ no 
risco de alergenicidade. 
o Ovo e carnes (bovina, suína, frango ou peixe) 
também podem ser introduzidos aos 6 
meses. 
o O óleo vegetal, de preferência de soja ou 
canola ou azeite de oliva, por conterem 
proporções adequadas de ômega 3 e 6, deve 
ser usado em pequena qtde 
o Sal NÃO deve ser adicionado 
o Nenhuma fruta é contraindicada. Os sucos 
devem ser evitados, pois são muito calóricos 
favorecendo o aparecimento de obesidade e 
não proporcionam o consumo das fibras das 
frutas. 
o Alimentos ultraprocessados são pobres em 
nutrientes e podem conter muito sal, gordura 
e açúcar. 
o Importante oferecer água potável a partir da 
introdução da alimentação complementar. 
• Passo 4 – A alimentação complementar deve 
ser oferecida de acordo com os horários de 
refeição da família, em intervalos regulares e de 
forma a respeitar o apetite da criança. 
o Horários rígidos prejudicam a capacidade da 
criança de distinguir a sensação de fome e 
de estar satisfeito após a refeição. 
Naturalmente a criança vai se adaptando aos 
horários de alimentação da família, que 
devem ser regulares (intervalos de 2 a 3h). 
o Zelar para hora da alimentação da criança 
ser em um ambiente acolhedor, tranquilo → 
influencia positivamente na aceitação dos 
alimentos. 
o É necessário saber distinguir o desconforto 
da criança por fome de outras situações, 
como sede, sono, frio, calor, fraldas 
molhadas ou sujas. 
o Distrações como TV, celular, pc ou tablet 
podem dispersar a criança tirando o foco do 
alimento. 
• Passo 5 – A alimentação complementar deve 
ser espessa desde o início e oferecida com 
colher; começar com consistência pastosa 
(papas/purês) e, gradativamente, aumentar a 
consistência até chegar à alimentação da 
família. 
o Refeiçõesapresentam > densidade 
energética quanto + espessas e 
consistentes, comparadas com dietas 
diluídas, do tipo sucos e sopas ralas. Como a 
criança tem capacidade gástrica pequena e 
consome poucas colheradas no início da 
alimentação complementar→ é necessário 
garantir o aporte calórico com papas de > 
densidade energética. 
o No início, os alimentos devem ser 
amassados com o garfo (consistência de 
purê), nunca liquidificados ou peneirados. 
 
 
• Passo 6 – Oferecer à criança diferentes 
alimentos todos os dias. Uma alimentação 
variada é, também, uma alimentação colorida. 
Passo 7 – Estimular o consumo diário de frutas, 
verduras e legumes nas refeições. 
o Só alimentação variada oferece qtde de 
vitaminas, cálcio, ferro e outros nutrientes 
necessários. 
o Se a criança recusar determinado alimento, 
deve-se oferecer novamente em outras 
refeições→ são necessárias em média 8 a 10 
exposições a um novo alimento para que ele 
seja aceito pela criança. 
• Passo 8 – Evitar açúcar (NÃO oferecer até 2 
anos de idade), café, enlatados, frituras, 
refrigerantes, balas, salgadinhos e outras 
guloseimas nos primeiros anos de vida. Usar sal 
com moderação. 
o Evitar industrializados pré-preparados e 
principalmente ultraprocessados, 
condimentos industrializados 
o Alguns alimentos não são saudáveis, 
diminuem o apetite, competem com os 
alimentos nutritivos e estão associados ao 
desenvolvimento de anemia, excesso de 
peso e alergias alimentares 
o O consumo de açúcar (qualquer tipo, 
incluindo mel) não é necessário e causa 
danos à saúde como cáries, obesidade ainda 
na infância. Acostumar a criança desde cedo 
ao sabor excessivamente doce pode causar 
dificuldade de aceitação dos alimentos in 
natura ou minimamente processados 
o NÃO oferecer preparações/produtos com 
açúcar (biscoitos, bolos, iogurtes, 
entreoutros) 
o No 1º ano de vida não se recomenda uso de 
mel de abelha. Nessa faixa etária, os esporos 
do Clostridium botulinum, capazes de 
produzir toxinas na luz intestinal, podem 
causar botulismo. 
• Passo 9 – Cuidar da higiene no preparo e 
manuseio dos alimentos; garantir 
armazenamento e conservação adequados. 
o a partir da introdução da alimentação 
complementar → ↑risco de morbimortalidade, 
principalmente por doenças infecciosas. 
o Orientar as mães da higiene adequada das 
mãos, alimentos e utensílios. Mamadeiras, 
utensílios do lactente, frutas e verduras 
devem ser lavados em água corrente e 
colocados em imersão em água com 
hipoclorito de sódio a 2,5% (10 gotas para 
1litro de água) por 20 minutos (segundo 4ed 
do tratado da SBP, segundo a 3ª era 20 
gotas por 15 min). Para reduzir o risco de 
contaminação dos alimentos por agrotóxicos, 
preconiza-se a utilização de bicarbonato de 
sódio a 1% (imergir as frutas e verduras por 
20 minutos em solução de uma colher de 
sopa para 1 litro de água). 
o Os alimentos devem ser preparados de 
preferência em qtde para uma refeição e 
oferecidos à criança logo após o preparo. Os 
alimentos preparados armazenados sob 
refrigeração tem prazo máx. de consumo de 
5 dias; se congelados, descongelar dentro da 
geladeira. 
o Água para beber deve ser filtrada e fervida 
ou clorada 
• Passo 10 – Estimular a criança doente e 
convalescente a se alimentar, oferecendo a 
alimentação habitual e seus alimentos 
preferidos e respeitando sua aceitação. 
o A criança doente tem ↓ do apetite e risco de 
deficiências nutricionais. 
• Passo 12 – previsto apenas no guia alimentar 
do MS de 2019: proteger a criança da 
publicidade de alimentos (evitar ao máx 
exposição), pois ela confunde facilmente a 
realidade com a ficção da publicidade, ela não 
tem desenvolvida a capacidade de julgamento e 
decisão. 
As dietary reference intakes (DRI) representam a + 
recente revisão dos valores de recomendação de 
nutrientes e energia para diversas faixas etárias. 
Possui uma tabela que apresenta as 
recomendações para crianças e adolescentes, com 
as quantidades específicas de água, carboidratos, 
proteínas, fibras, gorduras, ácido linoleico, ácido 
alfa-linolênico, vitaminas e minerais. 
A pirâmide alimentar brasileira foi criada com o 
objetivo de transformar e reunir conhecimentos 
científicos sobre a ingestão alimentar em um 
instrumento que facilitasse a seleção e o consumo 
de todos os grupos de alimentos. Em 2013 foi 
atualizada p/ novos padrões alimentares de nossa 
população e melhor adaptação à dieta a aos 
hábitos culturais dos brasileiros, com redução do 
valor energético diário p/ 2.000kcal (varia conforme 
grupo etário), fracionamento da dieta em 6 porções 
diárias, incentivo à prática de atividades físicas. A 
qtde de cada alimento no prato varia de acordo 
com a faixa etária e a necessidade calórica (tabela 
2 da SBP). 
Alimentação complementar 
A alimentação complementar é recomendada a 
partir de 6 meses. Deve prover alimentos 
culturalmente aceitos, economicamente acessíveis 
e agradáveis à criança. 
Esse período é de elevado risco p/ a criança: pela 
oferta de alimentos desaconselháveis, risco de 
contaminação pela manipulação e preparo→ 
favorecem diarreia, desnutrição, deficiência de 
micronutrientes ou obesidade. 
Na idade de 6 a 12 meses, o leite materno ainda 
contribui com aproximadamente metade da energia 
requerida nessa faixa etária e 1/3 da energia 
necessária no período de 12 a 24 meses. 
A OMS recomenda 2 a 3 refeições ao dia dos 6 
aos 8 meses (2 são completas – papas, no almoço 
e janta), e 3 a 4 para as crianças dos 9 aos 24 
meses. Após os 12 meses, são recomendados 
lanches adicionais. A frequência das mamadas no 
seio pode ser mantida. 
Ferro: sua deficiência é a principal causa da 
anemia em crianças <2anos. Apresenta-se nos 
alimentos sob duas formas: 
• Heme, das carnes e vísceras, tem maior 
biodisponibilidade, são absorvidos 20 a 30% 
• Não heme, contido em alimentos de origem 
vegetal, pouco absorvido, cerca de 2 a 10%, e 
ainda pode ter suas taxas de absorção 
modificadas por agentes facilitadores (ex. ácido 
ascórbico) ou inibidores (ex.: cálcio, fosfatos, 
fitatos, taninos) 
Alimentação p/ crianças não amamentadas 
Apesar dos indiscutíveis benefícios da 
amamentação p/ mãe e a criança e das 
recomendações, a duração média do aleitamento 
materno total na população brasileira é de 10 
meses, e do AME, de 23 dias. 
Diante da impossibilidade do aleitamento materno, 
deve-se utilizar uma fórmula infantil que satisfaça 
as necessidades do lactente. Todas as fórmulas 
infantis para lactentes disponíveis no Brasil são 
consideradas seguras, pois seguem as resoluções 
da Anvisa. 
• 1º semestre: utilizar fórmula infantil p/ lactentes, 
garantindo volume e concentração adequados 
para as necessidades nutricionais. 
• 2º semestre: recomenda-se fórmula infantil de 
seguimento para lactentes. 
Composição fórmula infantil: usam como 
referência o leite materno, porém sua composição 
é extremamente variável e ainda não plenamente 
elucidada. A quantidade, a biodisponibilidade, a 
organização e a complexidade das estruturas 
bioquímicas dos componentes do leite materno 
não são passíveis de reprodução pela indústria. 
Para as crianças que usam fórmulas infantis, a 
introdução de alimentos deve seguir o mesmo 
padrão preconizado p/ as que estão em AME (a 
partir dos 6 meses). 
O LEITE DE VACA NÃO é recomendado para 
crianças <1ano, pois é nutricionalmente 
inadequado com elevada qtde de proteínas, sódio, 
cloretos, cálcio, fósforo; ferro de baixa 
disponibilidade; qtdes insatisfatórias de 
carboidratos, de ácidos graxos essenciais, de 
vitaminas e de minerais para essa faixa etária. 
Infelizmente, no inquérito nacional entre as 
crianças que recebiam outros leites, o leite de vaca 
foi consumido por 62,4%das crianças <6 meses, 
por 74,6% das crianças de 6 a 12 meses e por 
aproximadamente 80% das crianças > 12 meses. 
O consumo de fórmulas infantis foi de 23% em 
crianças <6 meses, 9,8% na idade de 6 a 12 
meses e <1% nas demais idades. 
Alimentação p/ lactentes entre 1 e 2 anos 
A amamentaçãodeve prosseguir. As refeições 
devem assemelhar-se às dos adultos segundo o 
Guia Alimentar da População Brasileira proposto 
pelo MS. O consumo de alimentos 
ultraprocessados deve ser desencorajado 
ressaltando a importância de preparações caseiras 
saudáveis. 
Não amamentadas: recomenda-se ingestão 
média de 600mL de leite de vaca ou derivados do 
leite de vaca associada à alimentação balanceada, 
variada e equilibrada. Consumo > 700mL de leite 
de vaca integral nessa faixa etária representa 
importante fator de risco p/ anemia carencial 
ferropriva. 
Os alimentos sólidos podem ser oferecidos no 
prato, com colher pequena, estreita e rasa. 
Importante que a criança manuseie os alimentos 
nessa fase. Os líquidos devem ser ofertados em 
copo ou xícara inquebráveis. O uso dos utensílios 
estimula à coordenação e à destreza motora→ 
importante incentivo para desenvolvimento 
neuropsicomotor. 
A administração de ferro profilático deve ocorrer 
para todos os lactentes a partir da interrupção do 
AME até os e 2 anos de idade. Não é indicado 
para lactentes nascidos a termo, de peso 
adequado em uso de fórmula infantil desde o 
nascimento. 
 
A SBP recomenda a suplementação profilática de 
vitamina D 400 UI/dia a partir da 1ª semana de 
vida até os 12 meses, e de 600 UI/dia dos 12 aos 
24 meses para TODAS as crianças. Essa 
suplementação é altamente recomendável pois: a 
exposição ao sol no período das 10 às 15h → 
associado a ↑ câncer de pele; e antes das 10 e 
após as 15h → ângulo de incidência do sol leva a 
pouca síntese da vitamina D3 pela pele. 
 
Os nutrientes que 
provêm energia 
calórica são as 
gorduras (9 kcal/g), 
carboidratos (4 
kcal/g) e proteínas (4 
kcal/g), e são 
conhecidos como 
macronutrientes. As 
vitaminas e minerais 
são os 
micronutrientes, que por sua vez, atuam em 
diversas vias metabólicas fundamentais na célula. 
Como regra geral, estima-se que 40 a 50% de todo 
o aporte calórico da dieta deva ser oferecido com 
carboidratos. Já a ingestão de gordura deve ser 
de 30% do aporte calórico da dieta, e sendo < 10% 
em gorduras saturadas, e ácidos graxos ômega-3 
e 6 em aproximadamente 5-10%. A quantidade 
relativa de proteínas e aminoácidos por peso 
também é maior em lactentes (1,2 g/kg/dia) do que 
em crianças maiores e adolescentes (0,8 g/kg/dia), 
com especial destaque para a histidina e cisteína, 
aminoácidos essenciais para crianças de até 6 
meses.

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