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PAPER IMPACTO DOS CUSTOS NA FORMAÇÃO DE PREÇOS E NO ORÇAMENTO

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IMPACTO DOS CUSTOS NA FORMAÇÃO DE PREÇOS E NO ORÇAMENTO 
Andréa Aparecida Durski
Camila Martins Fortunato
Liziane dos Santos Luzardo
Viviane Dambrós Sacuchi
 Prof.ª: Gisele Ghizzo Marcon
· RESUMO
 
Esta pesquisa tem como objetivo investigar os impactos na formação de preços e no orçamento na vida das empresas. Com base neste estudo, podemos perceber que um bom controle de custos afeta diretamente o futuro de uma organização. A gestão do custo de uma empresa se torna importante para compor controles, e como a partir deles se pode tomar decisões com relação aos preços de concorrentes e como se obter lucro. No decorrer deste artigo, será mostrado a importância da gestão dos custos e os impactos, de uma empresa, o assunto auxilia a ter uma boa gestão financeira, administrar e controlar os custos gerados na produção e comercialização de serviços ou produtos.
1. INTRODUÇÃO
A presente pesquisa tem por objetivo, demonstrar a importância da contabilidade de custos na determinação do preço de venda do produto ou prestação de serviço, bem como a elaboração do orçamento. O termo preço refere-se ao valor monetário, expresso em moeda que corresponde ao valor de troca de um bem ou serviço prestado.
Segundo leite (2008) o orçamento empresarial é o instrumento que formaliza as metas e os objetivos estabelecidos no planejamento, servindo para comunicar de onde e para onde a empresa está caminhando, além de focar a atenção nas operações e finanças da empresa , antecipando os problemas, sinalizando metas e objetivos que necessitem a atenção dos gestores, contribuindo, portanto, para a tomada de decisões com vistas ao atendimento da missão e ao cumprimento dos objetivos empresariais . 
 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
Os gastos serão classificados como custos ou despesas, dependendo da sua importância na elaboração de produtos ou serviços. Alguns gastos podem ser, temporariamente, classificados como investimentos, e à medida que forem consumidos receberão a classificação de custo ou despesa.
De acordo com Bruni e Famá (2002, p. 25-26) “os gastos ou dispêndios consistem no sacrifício que a entendida arca para obtenção de um produto ou serviço qualquer”. 
2.1 CUSTOS
Custo é a somatória de todos os gastos econômicos referentes a aquisição e transformação de insumos de produtos acabados, ou procedimentos necessários para a prestação de um serviço, tanto de modo direto como indireto, variável ou fixo.
Os custos são alocados de forma direta (matérias-primas, mão de obra direta etc.) ou indireta (comissão, salário de um vendedor, horas-máquina etc.) em relação a produção. Eles também possuem outras classificações como de custos variáveis, que, segundo Bruni e Famá (2004, p. 32) seu valor total se altera conforme as atividades da empresa.
Quanto maior a produção, mais elevados serão os custos variáveis. Estão diretamente ligados ao volume produzido, portando, também são denominados como custos diretos. 
Já os custos fixos são aqueles que permanecem estável independente das alterações de volumes da produção, como aluguel da fábrica, salários, seguro do imóvel etc. E por não estarem vinculados a produção, mas sim, por beneficiarem a fabricação de vários produtos, também são denominados como custos indiretos.
· Custo direto podem ser identificados como aqueles que estão diretamente ligados ao produto, linha de produção, são facilmente mensuráveis, exemplo: mão de obra direta e matéria-prima. 
· Custo indireto: é aquele que não se vê no produto, mas foi utilizado para sua fabricação. Necessita de taxas/critérios de rateio ou outras formas de atribuí-los aos itens custeados exemplo: gasto com energia, as maquinas, depreciação, seguros, manutenção de equipamentos, etc.
· Custo fixo: é um fator produção que tem custos independentes do nível de produção, os custos sempre se mantêm os mesmos. Exemplo: salário, energia
· Custo variável: Varia conforme o nível de produção. Exemplo: matéria prima, depreciação, seguros, manutenção de equipamentos, etc.
2.1.1 CUSTOS NA FORMAÇÃO DE PREÇO
Custo é o valor pago ao trabalho necessário para a produção de bens ou serviços, é tudo aquilo que incide e afeta diretamente no preço de aquisição e/ou produção de um produto.
A contabilidade de custos nasceu da contabilidade financeira, quando se houve a necessidade de saber em que seus recursos estavam sendo inseridos, queriam ter um controle. 
Para se produzir uma certa mercadoria e chegar no seu preço de venda, é necessário saber quanto será gasto com matéria prima, mão de obra, energia, aluguel, salário dos funcionários, etc.
Existe o chamado ponto de equilíbrio, este é um indicador de segurança de negócio, que informa ao empresário o faturamento mínimo necessário para cobrir os custos e despesas. A partir daí da pra saber se está tendo prejuízo ou não.
O custo é na verdade somente um dos fatores que compõem a formação de preço de venda. 
CMV – Custo de Mercadoria Vendida
O Custo da Mercadoria Vendida nada mais é que a soma dos custos para comprar e armazenar determinada mercadoria até que a venda seja realizada. Ele é um dado muito importante para o cálculo do Lucro Bruto.
Ele leva em consideração o volume em estoque, que faz parte dos ativos da empresa e compõe seu patrimônio. E é aí que reside a sua importância.
O custo das mercadorias vendidas pode ser apurado através da equação:
CMV = EI + C – EF
Onde:
CMV = Custo das Mercadorias Vendidas
EI = Estoque Inicial
C = Compras
EF = Estoque Final
Exemplo:
Empresa Alfa
· Estoque Inicial (EI) = R$ 2.000
· Compras (C) = R$ 1.000
· Estoque Final (EF) = R$ 1.800
CMV= 2.000 + 1.000 – 1.800. Portanto, CMV = R$ 1.200
PONTO DE EQUILÍBRIO CONTABIL
O ponto de equilíbrio contábil é um cálculo que permite que saiba o quanto de receita uma empresa precisa gerar para pagar todas as suas despesas.
É o ponto que o lucro da empresa é zero, ou seja, é o ponto no qual a receita total é igual aos custos e despesas totais.
PEC = (Custos Fixos + Despesas Fixas)
 Margem de Contribuição Unitária
Para saber o valor da MCU = Preço de vendas – Custos/desp variáveis
PV= 60
CV= 12
DV= 10
MCU= 60-12-10 = 38
PEC = CUSTO FIXO = 22.000 / MCU = 38
PEC = 578,9 UNIDADES
PONTO DE EQUILÍBRIO FINANCEIRO
O ponto de equilíbrio financeiro não considera a Depreciação, a Amortização e a Exaustão, pois elas diminuem o lucro, mas não representam saída de caixa.
Ele pode ser encontrado com a seguinte estrutura:
PEF = (Custos e Despesas fixos - depreciação, amortização e exaustão) 
Margem de contribuição unitária.
MARGEM DE SEGURANÇA
A margem de segurança é a decisão gerencial que utiliza como base os livros contábeis, levando em consideração o ponto de equilíbrio, onde a empresa paga suas obrigações e também obtém lucro com suas operações. É a margem que a empresa trabalha acima do ponto de equilíbrio, para garantir a sustentabilidade do negócio. Por exemplo: Se o seu ponto de equilíbrio for R$ 60.000,00, e seu faturamento médio é de R$ 100.000,00, você tem uma margem de segurança de 40%.
2.2 DESPESAS
As despesas são os gastos gerados fora da área de produção e tem por objetivo contribuir direta ou indiretamente para a obtenção de uma receita através do processo de venda e comercialização do produto ou serviço.
Despesas fixas. As fixas ocorrem nas áreas administrativas e comerciais, elas independem do volume de vendas e são constantes em todos os meses, como exemplo temos os gastos com depreciação dos equipamentos administrativos.
Esses gastos ocorrem em caso de faturamento ou não. Por isso devem ser considerados em projeções, levando em conta épocas de alta ou de baixa nas vendas, uma vez que as despesas sempre vão existir e devem, de qualquer forma, ser honradas. Exemplo: aluguel, água, luz, telefone e salário.
Despesas variáveis. Despesas variáveis são decorrentes da venda de produtos, um exemplo é a comissão a serem pagas a vendedores. São aqueles gastos que têm relação direta com o negócio da empresa. Exemplo: impostos,

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