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REGIMES E ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS - APOL 1 - PRIMEIRA TENTATIVA

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de veto das potências em disputa. Alguns dos indícios para esse otimismo foram a atuação crescente da ONU, e de maneira eficaz, nos conflitos ao final de década de 1980. Por exemplo, a aprovação da resolução do Conselho de Segurança que garantiu a independência política da Namíbia (1978); a aprovação da resolução do Conselho de Segurança sobre o fim da Guerra Irã-Iraque (1988) e a intermediação do secretário-geral das Nações Unidas durante a retirada das forças soviéticas em sua ocupação do Afeganistão (1988-1989). Uma das mudanças mais evidentes sobre a atuação da ONU, principalmente de seu Conselho de Segurança após a Guerra Fria, foi o descongelamento da aprovação de resoluções pelo Conselho. Desde sua criação e até 1985, o Conselho de Segurança havia aprovado 580 resoluções. Em 1995, esse número quase dobrou para 1,035 resoluções e, em 2005, a quantidade era de 1,651 resoluções aprovadas (LOPES; CASARÕES, 2009). Esses números demonstram um aumento excepcional nas aprovações de resoluções do Conselho de Segurança. Assim, o final da disputa bipolar contribuiu com a diminuição da aplicação do poder de veto dos Estados Unidos e Rússia.
Referência: Rota de aprendizagem da aula 3. Regimes e Organizações Internacionais com a profa. Prof.ª Devlin Biezus. Tema 4: As Nações Unidas no Pós-Guerra Fria.
	
	B
	A ampliação das verbas destinadas ao ECOSOC.
	
	C
	A aumento de poder da Assembleia Geral.
	
	D
	A diminuição de conflitos internacionais
	
	E
	A substituição do Secretário Geral.
Questão 4/10 - Regimes e Organizações Internacionais
Leia o texto abaixo:
“No âmbito da OMC, as cláusulas compensatórias para países em desenvolvimento foram reduzidas, mesmo havendo mais membros do sul global em comparação ao GATT. Em um contexto de fim da Guerra Fria e expansão do liberalismo, o entendimento da OMC era de que o mero desenvolvimento comercial seria suficiente para reduzir os níveis de desigualdade econômica nas relações Norte-Sul (MANE, 2005) ”.
Fonte: Rota de aprendizagem da aula 4. Regimes e Organizações Internacionais com a profa. Prof.ª Devlin Biezus. Tema 4: O Papel dos Países em Desenvolvimento nas Coalizões na OMC.
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina Regimes e Organizações Internacionais, assinale a alternativa que indica, corretamente, dois assuntos nos quais os interesses dos países em desenvolvimento tendem a convergir no âmbito das negociações da OMB:
Nota: 0.0
	
	A
	Segurança humana e pacificação de conflitos.
	
	B
	Política espacial e política nuclear.
	
	C
	Saúde Pública e Agricultura.
Para que os países em desenvolvimento pudessem negociar com mais eficácia, foram realizadas coalizões dentro do âmbito da OMC. Um exemplo paradigmático de um caso de sucesso que uma coalização teve a seu favor foi a negociação sobre os regulamentos da propriedade intelectual no âmbito da saúde pública. Nessa negociação, os países em desenvolvimento obtiveram sucesso ao tratar da quebra de patentes dos medicamentos usados para o tratamento do HIV. Assim, devido a essa negociação, houve uma garantia de que as quebras de patentes não resultariam em uma punição comercial nos casos de saúde pública (ONUKI; AGOPYAN, 2020). Além da questão da saúde pública, a agricultura também é um tema que converge com os interesses dos países em desenvolvimentos e são confrontados pelos países do norte global. O Acordo de Agricultura da OMC foi negociado durante e Rodada
do Uruguai (1986-1994) o qual conta com medidas que auxiliam os produtores agrícolas e trata de questões sobre o acesso aos mercados internacionais. O acordo também trata das barreiras tarifárias existentes sob os produtos agrícolas, com o intuito de diminuir a regulamentação e os subsídios agrícolas (ONUKI; AGOPYAN, 2020). O problema da questão do subsídio agrícola se dá devido à distorção que ele pode causar no comércio internacional. Por exemplo, um Estado pode dar subsídios ao seu setor agrícola e baratear de forma artificial suas commodities. Assim, cria uma vantagem competitiva no mercado internacional.
Referência: Rota de aprendizagem da aula 1. Regimes e Organizações Internacionais com a profa. Prof.ª Devlin Biezus. Tema 3: Organizações Internacionais: Conceitos Chaves.
	
	D
	Proteção de populações nativas e preservação ambiental.
	
	E
	Minimalismo urbano e desenvolvimento ecológico.
Questão 5/10 - Regimes e Organizações Internacionais
Leia o texto abaixo:
“Tentando conciliar os interesses de países em desenvolvimento (Grupo de Cairns, entre outros) com aqueles dos países desenvolvidos (EUA, os da UE e Japão), ocorre em Doha, no Catar, a quarta reunião ministerial da OMC. É importante lembrar que os trabalhos político-diplomáticos em Doha, em novembro de 2001, ocorreram em uma conjuntura em que os traumas dos ataques terroristas aos EUA estavam muito presentes, e a economia mundial não andava muito bem, existindo grande incerteza acerca do seu desempenho futuro. Destarte, o mundo pressionava pela emissão de sinais positivos pela OMC, tendo em vista que um novo fracasso nas negociações em Doha poderia trazer mais trevas ao cenário mundial, já bastante negativo”.
Fonte: OLIVEIRA, Ivan Tiago Machado. A ordem econômico-comercial internacional: uma análise da evolução do sistema multilateral de comércio e da participação da diplomacia econômica brasileira no cenário mundial. Contexto Internacional, v. 29, n. 2, p. 217-272, Página da citação: 260. 2007
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina Regimes e Organizações Internacionais, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, duas críticas que são frequentemente direcionadas à atuação da Organização Mundial do Comércio (OMC):
Nota: 0.0
	
	A
	Falta de transparência com a sociedade civil em relação ao processo decisório da OMC; e a dificuldade em lidar com os impasses nas negociações entre países desenvolvidos e em desenvolvimento.
Apesar da OMC trazer essas inovações que contribuem na ampliação do papel da organização perante o regime de comércio, também se faz necessário salientar algumas críticas direcionadas à atuação da OMC no sistema internacional. Duas principais críticas são direcionadas à OMC. A primeira crítica está ligada à relação da organização com demais Organizações Não Governamentais (ONGs). Algumas ONGs, principalmente àquelas que advogam de modo contrário aos efeitos da globalização, alegam que há pouca transparência entre a OMC e sociedade civil. Ainda, se argumenta que a agenda liberalizante da organização contribui com a desigualdade econômica mundial. As ONGs não podem participar dos processos de negociação da OMC. Contudo, devido aos seus protestos, elas obtiveram acesso às plenárias das Conferências Ministeriais (HERZ; HOFFMANN, 2004). A segunda crítica é direcionada ao modo que a OMC enfrenta seus impasses nas rodadas de negociações. A
polarização entre países desenvolvidos e em desenvolvimento é o principal causador desse impasse. Um exemplo é a criação do grupo G-21, liderado pelo Brasil, e que tem como objetivo pleitear o fim dos subsídios agrícolas nos países desenvolvidos (HERZ; HOFFMANN, 2004). A Rodada de Seattle, em novembro de 1999, marcou um importante impasse nas negociações devido aos embates de interesses entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento. Os Estados-membros não conseguiram lançar as negociações devido a esses pontos de discordâncias (ONUKI; AGOPYAN, 2020).
Referência: Rota de aprendizagem da aula 4. Regimes e Organizações Internacionais com a profa. Prof.ª Devlin Biezus. Tema 3: A OMC e a Liberalização do Comércio Internacional; Tema 4: O Papel dos Países em Desenvolvimento e das Coalizões na OMC.
	
	B
	Favorecimento por parte da OMC a países subdesenvolvidos por meio da criação de subsídios; e o aumento exponencial das tarifas sobre os empréstimos destinados a países desenvolvidos.
	
	C
	Travamento das negociações das tarifas alfandegárias por questões ideológicas; e má distribuição das cadeiras com direito a veto nas Conferências Ministeriais entre países pobres e ricos.
	
	D
	Permissividade com as políticas

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