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caderno de mediação e arbitragem

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Faculdade Baiana de Direito 2020.2 Rachel Abreu 
CADERNO DE MEDIAÇÃO E ARBITRAGEM
Prova 01: entregar dia 28/09
Prova 02: entregar dia 30/11
Pegar a bibliografia básica no AVA
1ª UNIDADE
1. Meios de resolução de disputas: 
Meios autocompositivos – a solução é dada pelas próprias partes (negociação; conciliação; mediação – o mediador estabelece um diálogo entre as partes para que elas entrem em uma solução comum, não há propostas sugeridas pelo mediador)
Meios heterocompositivos – a solução é dada pela imposição de um terceiro (ex: jurisdição estatal; dispute resolution boards – um comitê de resolução de disputas que emite pareceres vinculantes ou não vinculantes ao final dos processos que podem ou não vincular as partes às obrigações finais; arbitramento pericial – um profissional especializado no assunto pode analisar o caso e emitir uma opinião/parecer, porém, ele pode ser questionado judicialmente; arbitragem – se desenvolve conforme o devido processo legal e tem as decisões formando coisa julgada material e não pode ser discutido novamente.
- Ditame constitucional de eficácia do processo e acesso à justiça (CF, art. 5º, XXXV e LXXVIII), realidade histórica que não condiz com as estatísticas do judiciário, além do grande incentivo para o litígio no Brasil. 
- acesso à justiça: modelo de Cappelletti e Garth
- primeira onda: assistência judiciária e advogados para todos os cidadãos 
- segunda onda: há certos direitos que se defendidos individualmente não gera uma defesa satisfatória, por isso que seria necessário se criar a defesa de direitos difusos e coletivos em juízo 
- terceira onda: percebe-se que o judiciário não é suficiente para fazer justiça, por conta das várias interações e modificações que sofre a sociedade atual, por isso é necessário que se criem meios alternativos (adequados) de resolução de disputas (ADR) 
· ARBITRAGEM: modernização da legislação (lei 9.307/96/ CNY – 13.129/2015) 
· MEDIAÇÃO: criação da legislação (Lei 13.140/2015)
· Política pública de tratamento adequado dos problemas jurídicos e conflitos de interesses (resolução CNJ 125/2010) – momento de diversificação do acesso à justiça e percebendo que é necessário desafogar o judiciário 
- Acesso à justiça: modelo de Frank E. Sander 
· Justiça Multiportas: o profissional precisa saber que a justiça pode ser acessada por várias outras vias e não apenas pela via tradicional 
Principal legislação arbitral em vigor é dividida em direito internacional e nacional 
Na nacional temos: 
Convenção de nova York (decreto 4.311 de 23/07/2002) (global)
Convenção do panamá ( 1.902/1996) (américas)
Acordo de Buenos aires (se aplica quando a sentença venha do mercosul) 
Protocolo de las lenas (mercosul)
Legislação arbitral esparsa
Dissídios trabalhistas coletivos de natureza econômica 
Disputas societárias 
Concessões do setor de óleo e gás
Concessão de ... 
LEI 9.307/1996
NATUREZA JURÍDICA DA LA 
· É a lei geral de arbitragem e não um código de arbitragem 
PRINCIPAIS INFLUENCIAS DA LA 
· Lei modelo da Uncitral – (comissão das nações unidas para o comercio internacional) sobre arbitragem comercial = criou um modelo de lei para que os países pudessem seguir 
· Lei espanhola de 1988 – na época era uma lei muito moderna 
· Convenção de nova York de 1958
· Convenção do panamá de 1975
PRINCIPAIS CARACTERISTISCAS DA LA 
· Convenção arbitral: compromisso – (diz respeito a um litígio já materializado) e clausula compromissória – diz respeito a um litigio indeterminado, que pode vir a surgir (art. 3º) 
· Execução específica da clausula compromissória (art. 7º) – adotava-se o modelo de duplo consentimento das partes; hoje é diferente. De acordo com os arts 5 e 7, se uma clausula contém todos os elementos necessários para se iniciar o processo arbitral independe da colaborações das partes essa clausula é considerada cheia e basta o interesse da parte para se iniciar a arbitragem, e caso o a outra parte não queira ele vai ser considerado revel com sentença proferida, e se o interessado ... (escutar a aula) 
· Princípio da competência – competência – cabe aos árbitros decidir se uma questão é arbitrável; sobre seus conflitos de interesses; se eles tem jurisdição sobre a causa; se a clausula é existente, valida e eficaz – quando o arbitro decide sobre esses temas, não há como se recorrer judicialmente sobre essas decisões
· Vedação a homologação judicial – antes era preciso que o credor iniciasse um processo judicial para obter uma homologação judicial para executar a sentença arbitral e esse era um ponto que fazia a arbitragem não ser muito usada, e o art. 18 muda isso, com a vedação da homologação e da revisão judicial das sentenças arbitrais. 
· Extinção do processo judicial face a convenção arbitral (art. 41) - se em um contrato houver uma cláusula compromissória e mesmo assim uma parte ingressar em juízo, uma parte pode alegar a existência dessa clausula e o processo é extinto sem resolução de mérito. A outra forma é quando paralelamente um processo judicial e um arbitral estão em curso, prevalece o arbitral
· Coisa julgada e vedação a revisão judicial do mérito – coisa julgada material por uma sentença arbitral (arts. 31 e 32)
· Constituição de título executivo judicial (arts. 31 e 41)
CONSTICUCIONALIDADE DA LA 
A sociedade só se sentiu segura para utilizar essa lei em 2001, quando o STF jugou que ela era constitucional, por conta de vários ataques sofridos 
· Tradição da arbitragem no direito brasileiro – ordenações Filipinas nos seus títulos 15 e 16 se referiam a arbitragem e aos árbitros; código comercial; CPC antigo; CC de 2002
· Julgamento do AI 52181 do STF em 1973 – caso LAGE 
· Inafastabilidade da jurisdição (CF, art. 5º, XXXV) – a arbitragem não iria contra essa garantia constitucional
 -Garantia constitucional fundamental 
· Controle de constitucionalidade da LA – foi no julgamento desse caso que o STJ julgou constitucional a LA 
· Julgamento da SE 5206 AgR pelo STJ – se debateu a desnecessidade de compromisso arbitral, bastando a cláusula compromissória; cabimento de execução específica de cláusula compromissória e a equiparação dos efeitos da sentença arbitral a judicial 
· Os fundamentos desse julgamento foram o consensualismo a autonomia privada; pode-se entender a autonomia privada como: a liberdade de escolher o meio de resolução dos próprios litígios; aplicação da arbitragem apenas a litígios sobre direitos patrimoniais disponíveis; direitos passiveis de renúncia e transação 
· INTERPRETAÇÃO DO ART. 5º, XXV. Da CF
· Destinatário da norma: é o legislador (e não o jurisdicionado) 
· Interpretação desse art. da CF de 46 – esse artigo é uma proibição ao estado de impedir o acesso á justiça, mas não ao participar de escolher seu método de resolução de conflito 
· Para o Moreira Alves, somente o compromisso arbitral produzia a arbitragem, mas foi um entendimento vencido e comprovado socialmente, sem que exista a exigência de determinabilidade do objeto
· Possibilidade de controle do poder judiciário – por ação anulatória, caso uma das partes entenda como necessário (arbitro corrupto... art. 32 da LA) 
· ACESSO A JUSTIÇA POR MEIOS ALTERNATIVOS 
· Tradição do direito brasileiro 
· Difusão internacional do instituto – se ate em democracias mais avançadas a arbitragem é aceita, por que ela não seria aceita no Brasil? o consensualismo é a base para considerar a arbitragem como constitucional, segundo o STF. 
· REFORMA PONTUAL DA LA 
· Arbitragem envolvendo a adm pública 
· ... 
· ...
· ...
· ARBITRAGEM NO CPC/2015 
· Preservada a LA 
· preservada a CNY
· segredo de justiça em processos relativos a arbitragem 
· criação da carta arbitral 
· convença de arbitragem em preliminar 
· impossibilidade de conhecimento de oficio 
· renuncia de arbitragem em casos de silencio 
· sentença arbitral como titulo executivo 
· agravo de instrumento contra decisão que rejeita a alegação de convenção de arbitragem 
· ARBITRAGEM NO CC/2002
· Poderes

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