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1 PAPM2 Ana Carolina De Alvarez MED103 
Febre
Termorregulação 
Centro hipotalâmico é quem controla a temperatura 
corporal, que mantém entre 36,5º e 37,5ºC 
Modos de liberar calor 
o fígado é o órgão que mais produz energia e 
consequentemente calor, através do metabolismo basal. 
o Tremor muscular é o mecanismo principal pelo 
aumento da produção de calor durante exercício físico 
o Radiação: que resulta na transferência direta de calor por 
ondas eletromagnéticas par ao meio ambiente mais frio 
o Convecção: que é o processo de perda de calor para o 
ar junta a superfície cutânea 
o Evaporação: que consiste na transformação da água do 
estado líquido para o gasoso na superfície cutânea e 
pulmão. 
o Condução: de calor para outras estruturas sólidas 
(roupas etc.). 
Vasodilatação / Vasoconstrição 
➢ Regulação de calor se da, principalmente pelo aporte 
sanguíneo da pele 
➢ A vasodilatação permite a perda de calor por conter 
maior quantidade de sangue no subcutâneo 
➢ A vasoconstrição diminui a quantidade de sangue na pele, 
promovendo a conservação de calor. 
Em casos de frio, o corpo usará de tremores musculares, 
tiroxina e conservação de calor por vasoconstrição. 
Secreção de suor cessa e pelos ficam eriçados, aprisionando 
camada de ar. 
Em casos de calor, o corpo usará de vasodilatação cutânea 
e sudorese 
Variações Fisiológicas 
Aferição: quanto mais proximo do centro do corpo o local 
de aferição for, mais fidedigna será a medição -- A prática 
mais difundida hoje é a aferição de temperatura nas dobras 
cutaneas ex: axila, virília - Longe da temperatura central - O 
ideal seria a medição retal, oral ou timpánica. 
Ovulação: os hormonios influenciam na temperatura - 
Quando a mulher chega perto do dia da ovulução a um 
aumento da temperatura basal por volta de 0,2 a 0,4 graus - 
pode ser usado como método contraceptivo (A mulher 
todos os dias afere a temperatura no mesmo horário e no 
dia que essa temperatura obtiver aumento, significa que ela 
está ovulando). 
Ciclo Circadiano: Temperaturas mais baixas no período da 
manha ( 6horas da manha é a menor temperatura corporal), 
e começa a subir por volta do meio dia e atinge as marcas 
mais elevadas entre seis da tarde e oito horas da noite. 
Hipertermia e Febre 
A hipertermia é fisiologicamente distinta, que consiste na 
elevação da temperatura corporal sem o aumento da 
temperatura do termostato hipotalâmico, aumentando o 
ganho, mas não a perda 
A febre já tem uma termorregulação permanente, porém 
há um deslocamento do termostato hipotalâmico. 
Visto a diferença, antipiréticos não fazem efeito em casos de 
hipertermia, visto que neste não há alteração do termostato 
hipotalâmico, que é onde o fármaco atua 
❖ Proteínas de fase aguda 
1. PCR 
2. A amiloidose (AA) - efeito imunossupressor 
❖ Hipertermia maligna 
 Desregulação no Ca 
 Contração muscular 
 Sintomas 
1. Febre alta 
2. Rigidez muscular 
3. Taquicardia 
4. Arritmias 
5. Hipotensão 
 Causado pelo gás de halotano, usado em anestésicos 
 Geralmente ocorre o aumento de temperatura corporal 
sem a vasodilatação concomitante 
 Pode ser prevenido se tiver um histórico familiar 
Casos em que a febre é atenuada 
Corticosteroides: 
 Diminuem a resposta inflamatória periférica 
 Uremia 
 Recém nascidos e pacientes geriátricos apresentam 
deficiências na resposta febril 
 Uso contínuo de anti térmicos, que pode não ser 
mencionado pelo paciente (usam por achar que são 
somente analgésicos). 
Causas 
o Infecciosas: 
Infecção bacteriana 
Infecção viral 
Fúngicas 
o Não infecciosas: 
Malignidades 
Colagenases 
Drogas 
Destruição tecidual 
Do Tecido conjuntivo: 
Principalmente em adultos e paciente geriátricos 
Lúpus eritematoso 
Artrite reumatoide (ocorre menos) 
Febre reumática (evolui com febre baixa) 
Embolias pulmonares: 
A necrose tecidual ou inflamação melhora a febre na 
primeira semana de evolução 
Tromboflebites 
Erisipela 
Traumas: 
 
2 PAPM2 Ana Carolina De Alvarez MED103 
Traumatismo da medula cervical de caráter irregular, 
geralmente por afetar vias sensitivas e efetoras do 
hipotálamo 
Febre por estresse/emocional (a princípio temos que 
procurar uma causa orgânica, se não houver, pode-se 
diagnosticar como emocional) Febre familiar do mediterrâneo 
Metabólica 
Sarcoidose 
Dislipoproteinemia 
Artrite gotosa 
Pós operatório 
Associado a necrose tecidual acompanhado de sangramento 
ou infecção 
Paciente neutropênico 
infectado geralmente por staphylococcus (aureus e 
epidermidis) e dos germes gram negativos oportunista e por 
vírus (herpes) 
Fisiopatologia da febre 
➢ Bactéria com lipopolissacarídeo (LPS) Gram-negativas 
➢ Enterotoxinas estafilocócicas (SEs) - Gram – positivas 
 
A febre é um mecanismo adaptativo do nosso corpo para 
poder fazer com que as nossas reações imunes aconteçam 
para combater essas bactérias.. As citocinas produzidas por 
macrófagos e células T, agem no endotélio do hipotálamo, 
estimulando a produção de prostaglandinas, regulando o 
termostato hipotalâmico para cima. O que promove calafrios 
e vasoconstrição. 
Medicamentos antitérmicos e anti-inflamatórios que agem 
diretamente na conversão da cox-2. 
Os corticoides impedem o aumento da temperatura do 
paciente pelo impedimento da degranulação dos macrófagos. 
Semiologia da febre 
Na anamnese: 
• Duração 
• Níveis aferidos 
• Periodicidade: 
Febre em crise: O corpo tenta abaixar a temperatura 
de forma abrupta, com vasodilatação, tonteira. 
Febre em lise: A temperatura acaba de forma lenta 
Na tuberculose ela termina em crise e tem maior 
recorrência no final do dia. 
• Sintomas associados 
• Uso de medicamentos (antitérmicos): 
Anti Inflamatório não esteróides agem inibindo a 
produção de prostaglandinas, quanto os glicocorticoides 
inibem a produção de pirogênios endógenos produzidos 
por macrófagos. Ou seja, proteínas de fase aguda não 
são afetadas por anti-inflamatórios não esteroidais e tem 
efeito reduzido por glicocorticoides 
• Contato com portadores de doenças infectocontagiosas 
• Viagens a locais com doenças endêmicas 
Aferição 
Temperatura axilar + 0,4 = t. oral +0,4 = t. retal 
Classificação: 
• Temperatura axilar 37,5 C - 38,4: Febre discreta 
• Temperatura axilar 38,5 - 38,9: Febre moderada 
• Temperatura axilar 39,0 - 40,5: Febre elevada 
• Temperatura axilar 40,5 C: Febre extrema 
• Temperatura axilar acima de 41,5 C: Hiperpirexia 
Exame físico 
Taquicardia Devido a dilatação para perder calor, a pressão 
abaixa e o coração compensa com o aumento de batimento 
A cada 1ºC alterado, espera-se 15 batimentos a mais 
Dissociação pulso-temperatura (sinal de faget), quando a 
pessoa toma um remédio ou problema cardíaco, não há 
essa alteração de 1ºC/15 bat, apresentando incompetência 
cronotrópica ou em dissociação pulso temperatura. 
• Ocorre em febres entéricas, malária, pneumonia 
Tifo invertido 
• Normalmente as pessoas têm a temperatura menor 
durante o dia e por volta da 18-20h a temperatura está 
maior. Há doenças em que há a inversão desse padrão, 
estando maior durante o dia e menor durante a 
tarde/noite 
• Ocorre na broncopneumonia tuberculosa e na 
tuberculose miliar, SIDA e tuberculose 
Taquipneia Com metabolismo aumentado, precisa-se de mais 
O2 
Taquisfigmia Mesmo esquema da taquicardia 
Sinal da face esbofeteada Eritema infeccioso em crianças; 
Febre induzida por medicamentos 
Febre por sensibilidade estará acompanhada por erupções 
cutâneas 
Febre induzida por medicamentos 
Pode ser derivada de alergias medicamentosas. Geralmente é 
suspendida após 48h de defervescência. Drogas que 
costumam causar febre: 
1. Anti histamínicos 
2. Antiblásticos 
3. Barbitúricos 
4. Estreptomicina 
5. Metildopa 
6. Sulfas 
7. Aminoglicosídeos 
8.Isoniazida 
Obs: Complicações 
Convulsão febril Devido a imaturidade do SNC em crianças; 
Distúrbios hidroeletrolíticos 
Delirium (principalmente em idosos) 
Doença cardiovascular 
 
3 PAPM2 Ana Carolina De Alvarez MED103 
 Curvas térmicas 
Febre remitente: Quando a temperatura está 
permanentemente elevada, mas com quedas diárias e não 
chega a temperatura normal; 
o Endocardite bacteriana; 
o Brucelose aguda; 
o Malária por P. falciparum; 
o Supurações; 
o Viroses respiratórias agudas; 
o Pneumonia por mycoplasma; 
o Neoplasias; 
 
 
Febre intermitente 
Elevações maiores que 1ºC, retornando ao normal no prazo 
de 24 horas 
Abscessos pirogênicos constituem a causa mais comum de 
febres intermitentes 
A pessoa fica com febre, podendo variar mais de 1ºC, mas 
chega a ficar apirexia ao longo do dia 
o Abscessos pirogênicos 
o Pielonefrite agudo 
o Tuberculose disseminada 
o Malária 
• Terçã e quartã, sendo que há elevações diurnas na 
temperatura separadas por um dois dias de normalidade 
 
Febre héctica/ séptica (GRAVE) 
Quando a variação entre os níveis de temperatura corporal 
num período de 24h é maior que 1,4ºC; 
Acompanhado de calafrios e sudorese; 
Diferente das outras, ela tem variação de mais de 1ºC na 
semana, e sem nenhum padrão;Grandes gravidades; 
o Abcessos; 
o Pielonefrites; 
o Colangite ascendente; 
o Colagenases; 
o Linfomas. 
 
Febre relapsante / recorrente 
 É uma variação de dias, diferente das outras. Ex: A pessoa 
fica ficou 5 dias de febre e depois fica afebriu; 
o Dengue; 
o Febre de Pel Ebstein (febre dos linfomas); 
o Brucelose subaguda; 
o Borreliose; 
o Linfoma de Hodgkin - fica 1 semana sem febre e 1 
com febre, alternando. 
 
Febre de origem indeterminada 
Temperatura axilar acima de 38,3ºC, 
Febre com mais de 3 semanas 
Exames laboraboratoriais + Exames de imagem 
Impossibilidade de estabelecer um diagnóstico a despeito de 
3 consultas ambulatoriais, 3 dias em internação hospitalar, 
uma semana de investigação ambulatorial criteriosa e invasiva 
Febre contínua ou sustentadas: 
Elevações persistentes da temperatura com duração de dois 
ou mais dias, com pequena variação diurna; 
A febre por drogas predomina deste tipo: 
Doenças: 
• Pneumonia pneumocócica 
• Doenças do SNC 
• Tularemia 
• Psitacose 
• Riquetsioses 
• Pacientes em quimioterapia, 
• Tifo - sustenta nas duas primeiras e desce na terceira 
• Febre Tifoide - sobe em escada na primeira semana, 
sustenta por duas e desce na terceira.

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