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1 Gabrielle Nunes | P2 | 2020.1 
SEMIOLOGIA DO ABDOME 
DIVISÃO E MARCOS ANATÔMICOS 
O abdome é a maior cavidade do corpo humano e 
compreende a região do tronco que fica entre o tórax e a 
pelve. comporta órgãos do sistema digestório e algumas 
estruturas do sistema urinário. 
DIVISÃO em quadrantes: Quadrantes superior e inferior 
direitos e esquerdos. 
DIVISÃO em regiões, sendo elas: 
 
NOÇÕES TOPOGRÁFICAS 
Limite superior: Diafragma 
Limite com a cavidade pélvica: abertura superior da 
pelve. 
Os órgãos abdominpélvicos são contidos pelos músculos 
abdominais, diafragma e músculos da pelve, e a posição 
(entre tórax e pelve) torna o abdome capaz de proteger 
seu conteúdo e ainda manter flexibilidade para 
respiração, postura e locomoção. 
EXAME FÍSICO 
A ausculta deve ser feita antes da palpação evitando que 
a dinâmica do TGI seja alterada. 
INSPEÇÃO 
Pele, cicatrizes (especialmente cirúrgicas, ex. 
apendicectomia), circulação, contorno abdominal 
(plano, globoso, escavado), peristalses, pulsações (ex. 
pulsações da aorta abdominal); simetrias (deformidades); 
hérnias visíveis (descrever localização); circulação 
colateral; 
CONTORNO ABDOMINAL: Abdome escavado 
normalmente é sinal de desnutrição, enquanto o abdome 
pode ser globoso às custas de panículo adiposo, ascite, 
gases, tumores; 
HÉRNIAS: avaliar a presença de hérnias, e para isso se 
realiza a MANOBRA DE VALSALVA, que nada mais é do que 
solicitar ao paciente que sopre o punho fechado. Com 
isso, aumenta-se a pressão intra-abdominal, forçando o 
aparecimento das hérnias que podem estar presentes. 
 
POSIÇÃO DO PACIENTE: Decúbito dorsal com os braços ao 
lado do corpo. 
AUSCULTA 
ANÁLISE DA MOTILIDADE INTESTINAL: 
▪ Ruídos hidroaéreos (RHA) 
▪ Pesquisar obstrução intestinal a partir da 
observação da presença ou não dos ruídos; 
Para ouvir os RHA basta posicionar o estetoscópio em 
áreas difusas do abdome, permanecendo por cerca de 2 
minutos – ouvir um ruído já exclui a possibilidade de íleo 
paralítico e não é necessário ficar os 2 minutos inteiros caso 
se ouça antes disso. 
Como descrever: Ruídos hidroaéreos, estalidos e 
gorgolejos (sons de água) presentes em ambos os 
hemiabdomes, com frequência de x (5 a 34 por 
minuto); 
AUSCULTA DOS VASOS E PESQUISA DOS SOPROS: A ausculta 
é realizada em 4 pontos (figura). 
▪ Aorta abdominal 
▪ Artéria renal 
Inspeção Ausculta Percussão Palpação
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▪ Artéria ilíaca 
▪ Artéria femoral 
A ausência de sopros pode ser confirmada quando não se 
ouve nenhum ruído nos pontos abaixo. A partir dessa 
ausculta é possível identificar estenoses, as quais podem 
estar provocando uma HAS. 
 
PERCUSSÃO 
CRITÉRIOS: unhas cortadas e mãos aquecidas; Antes de 
começar as manobras, é importante perguntar ao 
paciente se ele está sentindo alguma dor abdominal, se 
está com a bexiga cheia e se defecou no dia do exame 
(ou se estar com vontade de ir ao banheiro). 
▪ Buscar sinais de desconforto na expressão do 
paciente; 
A percussão deve ser realizada em todos os quadrantes, 
com intuito de pesquisar: 
▪ Intensidade e distribuição dos gases 
▪ Massas: sons maciços onde deveria ser som 
timpânico, por exemplo; 
▪ Visceromegalias: sons submaciços onde deveria 
ser maciço, por exemplo; 
SOM NORMAL: Maciço (baço e fígado), timpanismo 
(vísceras ocas), submaciço (quando há conteúdo 
alimentar no intestino); 
HAPATOMEGALIA 
 HEPATIMETRIA: Dimensionar o tamanho do fígado a partir 
da percussão; deve ser iniciado de cima para baixo para 
delimitar a borda superior, e de baixo para cima para 
delimitar a inferior. 
Começando na região abaixo do umbigo, deve-se 
percurtir em direção ao fígado até que o som mude de 
timpânico (abdominal normal) para maciço, indicando a 
margem inferior do fígado. Após isso, deve-se percurtir da 
região hemiclavicular direita na altura dos pulmões em 
direção ao fígado, até o som mude de som claro 
pulmonar (atimpânico) para maciço, indicando o início 
do fígado. 
▪ Lobo hepático esquerdo: (1) borda superior pelo 
processo xifoide; 
▪ 4-8 cm na linha esternal média 
▪ 6-12 cm na linha hemiclavicular direita 
 
Associar a hepatimetria do fígado com uma ausculta + 
raspagem do dedo (na área do fígado esse som da 
passagem do dedo é um pouco mais alto); 
SINAL DE TORRES-HOMEM: dor intensa, despertada pela 
percussão abdominal de áreas da zona de projeção do 
fígado, feita com as pontas dos dedos reunidas: indicativo 
de abscesso hepático, amebiano ou bacteriano. 
ESPLENOMEGALIA 
A esplenomegalia pode ser identificada através de duas 
técnicas: percussão da região inferior esquerda da parede 
torácica anterior (espaço de Traube) e verificação da 
presença do sinal de percussão esplênica. 
▪ Espaço de traube livre: não há visceromegalia. 
Para verificar o sinal de percussão esplênica, deve percutir 
o espaço intercostal mais abaixo da linha axilar anterior 
esquerda, região que costuma ser timpânica. Em seguida, 
é importante solicitar ao paciente que respire fundo e 
percutir novamente esta região. Quando o tamanho do 
baço está normal, o som timpânico à percussão se 
mantém mesmo com a respiração funda. 
ASCITE 
É o acúmulo anormal de líquidos dentro da cavidade 
abdominal. A avaliação é feita e a depender da 
gravidade podemos ter os seguintes achados: 
SINAL DA MACICEZ MÓVEL: É avaliado por meio da 
percussão nos flancos direito e esquerdo e mesogástrico 
com o paciente em decúbito dorsal e depois, em 
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decúbito lateral. Em decúbito dorsal, percute-se macicez 
nos flancos e timpanismo do mesogástrico, devido ao 
depósito de líquido nos flancos. Contudo, em decúbito 
lateral esquerdo, o timpanismo encontra-se em flanco 
direito e mesogástrico, mas com macicez no flanco 
correspondente ao decúbito (pela presença do líquido 
que ali se concentrou). 
SEMICÍRCULO de SKODA: Serve para diferenciar uma 
ascite de pequeno volume de uma ascite de nodulações 
na região do hipogástrico. Com o paciente em decúbito 
dorsal, com leito inclinado em torno de 30º, percute-se a 
região infraumbilical de forma radiada, em direção às 
fossas ilíacas e hipogástrio. Em casos de ascite, observa-se 
alteração do timpanismo característico da região do 
mesogástrico e nas fossas ilíacas. 
 
TESTE DE ONDA LÍQUIDO (SINAL DE PIPAROTE): Para 
palpação de ascite de grau importante. O médico, 
posicionado do lado direito do paciente, percute o lado 
direito do abdome com pequenos golpes com a ponta dos 
dedos (como “petelecos”), enquanto a outra mão (a 
esquerda), fica posicionada no lado oposto às batidas. Se 
houver líquidos, a mão esquerda capta os choques das 
ondas líquidas ocasionadas pelos piparotes. 
LINK: https://youtu.be/6RU0-qCergQ; 
https://youtu.be/FdnjHxAXIRE 
RINS 
Punho-percussão das lojas renais (aproximadamente na 
11º e 12º costelas); 
SINAL de GIORDANO: Percute-se este sinal por meio de 
golpes leves na região lombar (dorsal) do paciente 
sentado. Os golpes serão concentrados na região da loja 
renal. O desencadeamento de dor por esse tipo de 
percussão (que geralmente faz o paciente retirar o corpo 
da posição normal), sugere afecções inflamatórias 
retroperitoneais (refletindo dor renal ou uretérica). 
DESCRIÇÃO: Punho-percussão das lojas renais sem 
alterações; ou sinal de Giordano presente; 
LINK: https://youtu.be/_I_bMYncngQ 
PALPAÇÃO 
Colhe-se características da parede, do conteúdo e da 
tensão abdominal. 
Essa parte do exame é realizada em dois momentos: 
palpação superficial e palpação profunda. 
Na palpação superficial, deve-se palpar todos os 
quadrantes, com apenas uma mão, sem excluir as regiões 
laterais, buscando áreas sensíveis e/ou alteração de 
consistência durante a palpação. 
▪ Resistência, hipersensibilidade e massas. 
Pesquisa de possíveis alterações da parede abdominal 
(ex. tensão abdominal) 
▪ Hipertonia muscularlocalizada: processos 
inflamatórios viscerais que comprometem o 
peritônio. 
▪ Hipertonia muscular generalizada: abdome em 
tábua, em perfurações de vísceras ocas. 
 
Na palpação profunda são palpadas as mesmas regiões, 
também buscando áreas sensíveis e alterações de 
consistência, mas nessa manobra devem se usar as duas 
mãos, uma apoiada sob a outra, pesquisando a presença 
de massas. 
▪ Delimitar massas e órgãos 
▪ Pulsações 
▪ Possíveis alterações dos órgãos abdominais 
LINK: https://youtu.be/r6tYhwRKSdY 
DESCRIÇÃO NORMAL 
O normal do abdome à palpação é ser flácido. 
Abdome plano, flácido, indolor à palpação. 
MASSAS 
Descrever localização, tamanho, formato, consistência, 
hipersensibilidade, pulsações e mobilidade. 
DOR ABDOMINAL 
A dor pode ser de dois tipos: (1) dor à palpação 
(superficial ou profunda); (2) dor a descompressão; 
https://youtu.be/6RU0-qCergQ
https://youtu.be/FdnjHxAXIRE
https://youtu.be/_I_bMYncngQ
https://youtu.be/r6tYhwRKSdY
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Descrever a localização da dor com precisão. 
PALPAÇÃO DO FÍGADO 
TÉCNICA HABITUAL: deve-se posicionar a mão por debaixo 
do paciente, paralela às 11ª e 12ª costelas, apoiando-as. 
Com isso, faz-se a compressão da mão esquerda para 
frente, palpando o fígado com a outra mão. 
Deve-se posicionar a mão direita à direita do abdome do 
paciente, lateralmente ao músculo reto, com as pontas 
dos dedos bem abaixo da borda inferior hepática. Nessa 
parte, deve-se fazer uma compressão suave para dentro 
e para fora, solicitar ao paciente que respire fundo, e na 
expiração deve sentir a borda do fígado, quando ela 
descer ao encontro dos dedos do médico (Figura). 
▪ Melhor realizar na inspiração, a expansão da caixa 
torácica desloca a posição do fígado para baixo. 
 
TÉCNICA EM GARRA: muito útil em pacientes obesos; deve-
se posicionar as duas mãos, lado a lado, do lado direito do 
abdome, logo abaixo da borda do fígado; em seguida, 
faz-se uma pressão com os dedos, para dentro e para 
cima, em direção ao rebordo costal, e nesse momento 
solicita-se ao paciente que respire fundo. 
Descrição: Borda hepática romba, mole, nítida e regular, 
e a superfície é lisa; dimensões adequadas; indolor; 
PALPAÇÃO DO BAÇO 
Localização normal: acoplado no diafragma, na altura da 
9ª, 10ª e 11ª costelas, ocupando grande parte da região 
posterior à linha axilar média esquerda. Porém, em alguns 
adultos é possível palpar a ponta do baço normal abaixo 
do rebordo costal esquerdo. 
▪ Geralmente é impalpável; 
Em casos de esplenomegalia, o baço começa a ser 
palpado abaixo do rebordo costal. 
A técnica para palpar o baço é semelhante à técnica 
habitual de palpação do fígado; realizar a palpação em 
decúbito e na posição de Schust (decúbito lateral direito). 
 
PALPAÇÃO DA BEXIGA 
Normalmente não é palpável, assim como os rins; em 
processos obstrutivos em há uma distensão da visceral, ela 
torna-se palpável, é um achado importante; 
▪ BEXIGOMA: bexiga palpável, distendida e dolorosa à 
palpação; 
ACHADOS IMPORTANTES 
 PALPAÇÃO DO PONTO CÍSTICO 
Ângulo formado pelo reborda costal direita com a borda 
externa do musculo reto abdominal. A palpação, durante 
uma inspiração profunda, desse ponto nos processos 
inflamatórios da vesícula biliar (colecistite aguda) é um 
processo doloroso (sinal de Murphy). O paciente para o 
processo de inspiração devido a dor. 
 
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LINK: https://youtu.be/UWg3Ud2w4HA 
APENDICITE 
Palpação do ponto apendicular (ponto de McBurney): 
União do terço externo com os dois terços internos da linha 
que une a espinha ilíaca anterosuperior à cicatriz 
umbilical. A dor nesse ponto sugere uma apendicite 
aguda, especialmente quando há sinais de reação 
peritoneal. 
▪ A dor a descompressão significa a presença do SINAL 
DE BLUMBERG. 
▪ 
 
LINK: https://youtu.be/_jAiJXL4T0k 
SINAL DE ROVSING: e a palpação do quadrante inferior 
esquerdo de o abdômen do paciente resultar em dor no 
quadrante inferior direito. A pressão que é exercida 
movimenta ou gases para o ponto doloroso. 
 
LINK: https://youtu.be/yMJEjzsx_UM 
CORRELAÇÕES CLÍNICAS 
ÍLIO PARALÍTICO 
É uma doença causada por defeitos ou ausência da 
motilidade intestinal (peristalse). Isso gera inapetência, 
obstipação grave, vômitos, obstrução intestinal, que 
causa muito desconforto para o paciente, além de 
muita flatulência e risco de peritonite e sepse, visto que 
o conteúdo intestinal fica paralisado, gerando aumento 
das microbiotas residentes. 
ABDOME AGUDO OBSTRUTIVO 
Síndrome caracterizada por presença de obstáculo 
mecânico ou funcional que leve a interrupção da 
progressão do conteúdo intestinal. 
VISCEROMEGALIA (VCM) 
Devido à ausência de válvulas em suas veias, a 
elevação da pressão venosa central (HAS) é transmitida 
ao fígado, que aumenta de tamanho quando se enche 
de sangue, e o ingurgitamento temporário acentuado 
distende a cápsula fibrosa do fígado, causando 
hepatomegalia. 
Esse ingurgitamento é causado frequentemente por 
insuficiência cardíaca congestiva. Hepatomegalia 
também pode ser causada por doenças bacterianas, 
virais (hepatite) e tumores. 
Quando fígado está aumentado, sua margem inferior 
pode ser palpada abaixo do rebordo costal direito, e 
quando a massa é tumoral, normalmente é possível 
palpar nódulos endurecidos e arredondados no 
parênquima hepático. 
HÉRNIA UMBILICAL 
Hérnia é definida como uma protrusão parcial ou total 
de um ou mais órgãos por um orifício que se abriu, o que 
pode ocorrer por enfraquecimento da parede 
abdominal ou por má formação e a depender de sua 
localização, recebe diferentes nomenclaturas. 
ASCITE 
Ascite consiste no acúmulo anormal de líquido na 
cavidade abdominal, que além de causar aumento do 
volume abdominal, pode gerar aumento de peso, 
desconforto abdominal e dispneia. 
 Normalmente, a ascite está associada à doenças 
hepáticas graves associadas à hipertensão portal e 
déficit na síntese de albumina, que causam 
desequilíbrio entre as pressões osmótica e 
coloidosmótica, forçando o extravasamento de líquido 
para o terceiro espaço (vasos linfáticos) 
CAUSAS: 
▪ Infecção: Tuberculose, esquistossomose, fúngica 
▪ Neoplasia: Metástase peritoneal, mesotelioma, 
linfoma 
▪ Quilosa: obstrução linfática 
▪ Ginecológica: Síndrome de Meigs, endometriose 
▪ Outras: LES, febre familiar do mediterrâneo 
▪ Insuficiência Cardíaca 
▪ Renais: síndrome nefrótica 
▪ Hepáticas: Cirrose 
MASSAS ABDOMINAIS 
Abdominal (durante a contração é uma massa 
impalpável) x Parede abdominal (continua palpável 
mesmo durante a contração) 
APENDICITE 
É uma complicação na qual o apêndice cecal 
(intestino grosso) se torna inflamado, devido ao 
acúmulo de resíduos nessa região, quando ocorre uma 
https://youtu.be/UWg3Ud2w4HA
https://youtu.be/_jAiJXL4T0k
https://youtu.be/yMJEjzsx_UM
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obstrução. É uma emergência cirúrgica, que deve ser 
rapidamente identificada para ser tratada, evitando 
que o apêndice rompa e extravase seu conteúdo para 
o peritônio, o que pode levar à sepse. 
 A apendicite pode ser identificada por uma das quatro 
manobras mencionadas acima (rouvsing, psoas, 
obturador e blumberg) 
 
 
 
 
MODELO DE DESCRIÇÃO DE EXAME FÍSICO NORMAL 
(Inspeção) Abdome plano, simétrico, ausência de lesões, cicatrizes, 
circulação colateral, peristalse e pulsações visíveis; cicatriz umbilical intrusa. 
(Ausculta) RHA presentes, ausência de sopros. 
(Percussão) Predomínio de som timpânico à percussão geral, hepatimetria 9 
cm na linha média clavicular (LMC) e 4 cm na linha médio esternal (LME = 
nível do apêndice xifoide), espaço de Traube livre. 
(Palpação) Indolor à palpação superficial eprofunda, ausência de VCM, 
Giordano negativo (em alguns casos é importante negar outros sinais). 
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