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Dislipidemiaminhaula2020 (3)

Estudo de caso sobre dislipidemia: paciente mulher, 52 anos, HAS e DM2, IMC 33, PA 162×100, TG 380 mg/dL, CT 250 mg/dL, LDL 180 mg/dL. Inclui perguntas de discussão, classificação primária/ secundária, avaliação laboratorial, riscos, orientações nutricionais, fármacos e fitonutrientes.

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Dislipidemia 
 Prof. Luciene Rabelo
 Caso clinico 2
Apresentação do caso clínico
Paciente, sexo feminino, 52 anos, branca, católica, divorciada, procedente e residente de Lauro de Freitas – BA, secretária, procurou unidade básica de saúde referindo dor de cabeça há 1 semana.
Queixa principal - Paciente relata cefaleia há 1 semana de caráter pulsátil, subocciptal, que se inicia pela manhã e melhora ao longo do dia. Refere ter sentido dor similar antes de ser diagnosticada com hipertensão arterial sistêmica (HAS) e que a dor prejudica seu desempenho no trabalho.
História da doença Atual (HDA) - Paciente foi diagnosticada com HAS há 6 meses e DM tipo II há 5 anos. Faz uso de Losartana (50mg/dia) e Metformina (1.000mg/dia). Nega febre e uso de medicação para dor.
Paciente refere ser sedentária, com alimentação rica em carboidratos. Há um ano se divorciou do marido com o qual tem uma filha de 18 anos. Relata que consume bebidas alcoólicas (6 latas) todos os finais de semana, tabagista (1 maço/semana).
Exames Ao exame físico, paciente apresenta BEG, LOTE, afebril (36,5ºC), acianótica, anictérica, hidratada, FR = 20 irpm, FC = 83 bpm, PA = 162×100 mmHg, IMC = 33,06, glicemia= 110mg/dL.
Exames Bioquímicos: Htc = 40%, HB = 15g/dL, Leucócitos = 7.000 cél/mm3, Triglicérides = 380 mg/dL, Colesterol Total = 250 mg/dL, LDL = 180 mg/dL.
Questões para orientar a discussão 
1. A Dislipidemia é primária ou secundária? Por quê?
2 Quanto ao padrão laboratorial como podemos classificar a Dislipidemia do caso? 
3. Qual a conduta nutricional adequada para o caso?
 Densidade das lipoproteínas
 Transporte de lipídeo
Dislipidemias
Distúrbio do metabolismo dos lipídios, congênito ou 
decorrente de hábitos alimentares inadequados e sedentarismo.
Representa fator de risco:
para aumentar a prevalência da doença arterial coronariana (DAC), doença aterosclerótica (DA) e cérebro vasculares (DC).
Podem ser : primárias ou secundárias
 Tipos de dislipidemias
Dislipidemias primárias – origem genética, se manifestam em função da influência ambiental, dieta inadequada e/ou sedentarismo. Englobam as hiper e hipolipidemias
Dislipidemias secundárias – encontramos 3 grupos:
• secundárias a doenças
• secundárias a hábitos de vida
secundárias a medicamento
Dislipidemias secundárias
Secundárias a doenças: hipotireoidismo, doenças renais parenquimatosas, diabete mellitus. O alcoolismo também pode influenciar os níveis de LP, principalmente os triglicérides e o HDL. 
Secundárias a hábitos de vida: O alcoolismo pode influenciar os níveis de LP, principalmente os triglicérides e o HDL. 
Secundárias a medicamentos: os diuréticos, os beta-bloqueadores, os anticoncepcionais, os corticosteróide e anabolizantes. 
Avaliação laboratorial das dislipidemias
Colesterol total
HDL –c
VLDL-c
LDL-c Friedewald: CT – (HDL-C + TG/5)
não-HDL (Colesterol não-HDL = CT – HDL-C). 
Triglicerides
HCY (5 a 15 micromol/l)
 Proteínas plasmáticas
Biomarcadores inflamatórios (positivo e negativo)
PROTEÍNA C REATIVA
• Marcador inespecifico de inflamação
• Relação DCV:
• Relação inversa com a síntese de óxido nítrico endotelial 
• Aumenta a captação da LDL oxidada pelos macrófagos
Produção em excesso de fase aguda positiva
FIBRINOGÊNIO
• Glicoproteína plasmática (sintetizada pelo fígado) 
• Componente-chave das vias de inflamação e coagulação
• Fator de risco para DCV 
• Produção regulada positivamente em resposta a citocinas inflamatórias
• Tabagismo, idade, obesidade, DM, álcool, contraceptivos orais e menopausa: Aumenta fibrinogênio
 Recomendação dietética
17
Estatinas (fármaco para dislipidemia)
Elevação dos níveis de enzimas hepáticas
hepatite tóxica,
diminuir da potência masculina,
trombocitopenia
 Anti - Coagulantes
Farvarina (Marevan ®) - antagônico da vitamina K
Evitar: Pepino com casca;
Tomate Verde;
Repolho;
Fígado de boi, frango e porco;
Gema de ovo;
Grãos: de bico, de lentilha, soja e ervilha verde;
Algas marinhas;
Maça verde;
Dar preferencia:
Ameixas, 
cerejas, 
amoras, 
uvas, 
morangos, 
nozes.
Alimentos com salicitato
Fitonutrientes
Chá Verde - Catequinas (4-6 xícaras/dia)
Hipercolesterolemia: Potente antioxidante, reduz os níveis de colesterol, protege a oxidação do LDL-c, reduz a agregação plaquetária.
Gengibre 15 g/dia de gengibre cru e Curcumina 1,5 e 3 g 
Hipercolesterolemia: reduz peroxidação Lipídica; propriedades antioxidantes e efeito antiinflamatório, inibindo o metabolismo do ácido araquidônico na Ciclooxigenase e na Lipooxigenase; 
Alho e cebola - 1 dente fresco/dia e/ou 150 g de cebola
Hipercolesterolemia: reduz os níveis de colesterol e inibe a agregação plaquetária, redução da pressão arterial; protege contra o estresse oxidativo da célula.
Brócolis, Couve-flor, Repolho – Glucosinolatos (crucíferas) - > ½ xícara dia.
Efeito protetor contra o câncer, influenciam na toxidade carcinogênese. 
Hipercolesterolemia: inibe a agregação plaquetária, atuando como cardiprotetor.
Suco de uvas - Resverastrol 240 – 480ml/dia
Hipercolesterolemia: reduz os o colesterol total e oxidação LDL, além de reduzir a agregação plaquetária. 
Simbióticos
Redução do colesterol total e aumento da fração HDL.
Desconjuga sais biliares e reduz a absorção de colesterol.
Subproduto 2 
Elaboração de um plano alimentar para paciente Dislipidêmico.

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