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CARTILHA ILUSTRADA DO DESNEVOLVIMENTO HUMANO Criada por Amanda Cibele de Oliveira Santos e Áurea Sofia Soares de Andrade, com ilustrações diversas. DO ZERO AOS DOIS ANOS O índice de Apgar (aparência, pulso, grimace, atividade, respiração) é um método utilizado para avaliar imediatamente o recém nascido durante os primeiros 5 minutos de vida, consiste-se de 5 sinais, sendo eles: Cor da pele, Pulsação arterial, Irritabilidade reflexa (careta), Esforço Respiratório, Tônus muscular. Se é dado uma pontuação de 0 a 2 a cada item, se obter menor de 7 requer uma atenção médica imediata, superior a 7 o bebê está saudável e bem. · Reflexos Adaptativos são reflexos compostos pela manutenção do suprimento de oxigênio, como por exemplo: reflexo de respiração, soluços e espirros; Manutenção da temperatura do corpo: frio e calor; Como também o controle da alimentação: reflexo de busca e sucção, engolir, golfar. Em Reflexos Primitivos estes reflexos são respostas automáticas a algum estimulo externo, ou seja, já estão presentes desde o nascimento, sendo eles: reflexo de babinski, reflexo de marcha, reflexo de nadar, reflexo de pressão palmar. Habilidades Perceptivas o bebê passa a focalizar seus olhos ao ser chamado por exemplo; a audição agora o faz discernir as vozes; o paladar já consiste dos quatro gostos básicos; e o olfato o faz identificar os odores familiares dos odores estranhos e desconhecidos. Já em Habilidades Motora o ato de levantar a cabeça, segurar objetos, tocar e etc. O bebê passa a ser capaz de realizar pequenos movimentos Dos 18 aos 24 meses as mudanças físicas são continuas e trata-se da aparição de novas funções e habilidades (motoras, cognitivas e sociais). Começa do desenvolvimento cefalocaudal para o desenvolvimento proximodistal. Durante esse processo acontece o fortalecimento das fibras musculares, ossificação e etc. Por volta dos 2 anos, o bebe já alcançou a metade da altura da vida adulta. Estado de consciência Para assimilar e processar os acontecimentos a sua volta, o bebê passa a maior parte do tempo dormindo. Cinco ciclos podem ser citados nesse estado, sendo eles: sono profundo, sono ativo, vigília calma, vigília ativa, choro e inquietação. Alimentação A amamentação exclusiva é a maneira mais recomendável para com o recém-nascido, e ele chega a mamar até 10 vezes no dia. Através da alimentação as relações ainda são mantidas, sendo o leite materno ou não. BIOSSOCIAL1. Choro É através do choro que o bebê exterioriza o que precisa ou está sentindo no momento, normalmente é quando o bebê sente fome, sono dor ou quando precisa trocar a frauda por exemplo Durante os primeiros anos de vida o bebê se desenvolve rapidamente, há constantemente o aprendizado de novos comportamentos. Através da maturação do Sistema Nervoso Central e do Sistema Motor, os movimentos passam a se coordenar e ações mais complexas vão assim sendo realizadas como a sucção, engatinhar, agarrar, etc. Durante o período sensório-motor acontecerá o processo de adaptação, que é a assimilação de novas informações, o bebê passa a reconhecer o mundo externo, elas utilizam os sentidos e habilidades motoras para entender o mundo, é uma aprendizagem ativa e sem reflexão, mas explorar o mundo ao redor é essencial para começar a desenvolver a linguagem e o pensamento simbólico e estes são essenciais para o desenvolvimento, uma vez que a linguagem exerce uma mediação entre nós e o mundo, através dela que descrevemos, explicamos e acreditamos na nossa realidade. Através do desenvolvimento do conceito de objeto, a criança passa a entender o mundo que a cerca, a sua percepção dos seus arredores ficam mais centralizadas e focadas. Permanência do objeto: 0-4 meses: sem permanência. 4-8 meses: início da permanência. 8-12 meses: permanência por habituação. A partir dos 12 meses: permanência completa A linguagem dos bebês inicia-se através do choro nos primeiros meses de vida, que indica a fome, desconforto ou sono. Com o passar dos meses o bebê começa a emitir vocalizações e passa a balbuciar vogais e consoantes sequenciais. Segundo Piaget é nessa fase o bebê percebe e conhece o mundo e a partir desse descobrimento que inicia-se o processo de assimilação e o processo e acomodação. Ele deu o nome de inteligência sócio motora a cognição dos dois primeiros anos de vida. o Processo de Adaptação é importante, pois é nele que é estabelecido um vínculo afetivo com o outro e com o ambiente externo. Através dele, a criança se sente segura e confortável tanto no ambiente quanto na relação com o outro. 2. COGNITIVO O desenvolvimento afetivo é de suma importância durante os primeiros anos de vida, a maneira que a criança irá visualizar o mundo e interagir com outros sofre influência desse vínculo afetivo. As trocas de afeto influencia na personalidade e no temperamento da criança, sendo assim, também impacta seu desenvolvimento cognitivo, é nas trocas de afeto que se desenvolve as primeiras relações, assim como aprende a ter empatia e a se comunicar com o outro. A teoria do apego busca explicar a relação pais-filho e sua influência para com o desenvolvimento do bebé. É classificado em duas partes, sendo elas: Apego seguro que é quando a relação do bebê com seu responsável está estável e harmoniosa, a separação não é vista de uma forma negativa, já que ambos se sentem confortáveis com a independência. Apego Inseguro seria quando a relação do bebê com seu responsável está instável, a separação é inviável e não saudável, já que ambos não conseguem se desvencilhar, e pode acarretar futuramente a inseguranças por parte da criança com o mundo por exemplo, O vínculo afetivo é fundamental para o desenvolvimento do bebê, já que nos seus primeiros anos de vida o bebê é dependente dos seus responsáveis, ou seja, o vínculo é formado com os cuidados, pelas manifestações de carinho, toque, palavras, e atenção a suas necessidades básicas. 3. PSICOSOCIAL Na primeira infância ocorrem muitas mudanças corporais. O corpo e o cérebro se desenvolvem, de acordo com poderosas forças epigeneticas, biologicamente dirigidas e socialmente guiadas, experiências expectantes e dependentes. Nesta fase o apetite aumenta porque as crianças precisam de menos calorias por quilo do que quando eram bebês, principalmente com a diminuição da taxa de exercícios das crianças dessa geração comparadas com as anteriores. Vale destacar que a alimentação e a saúde bucal estão interligadas, muitas crianças que ingerem comidas não saudáveis desenvolvem caries e acumulam gordura corporal. Por isso, é importante manter a comida simples e familiar e estabelecer uma rotina de higiene bucal. Mudanças significativas como o equilíbrio são estabelecidas entre os 2 e 6 anos, é neste período em que as crianças passam a andar e correr com segurança, aprendem a pedalar, jogar jogos com bola e etc. O córtex pré-frontal nos ajuda a elaborar e automatizar sequências de movimentos para executar uma tarefa corretamente. Nesta fase, sua maturação ocorre gradualmente, todo o lobo frontal continua a se desenvolver ao longo dos anos depois da infância, a densidade dos dendritos e a mielinização continuam a crescer durante a adultez emergente. Entretanto, o controle neurológico avança significativamente a cada ano entre os 2 e os 6 anos, e isso é evidente de várias maneiras: o sono se torna mais regular, as emoções ficam mais sutis e responsivas, ocorre a diminuição das birras e aumenta o controle dos impulsos As habilidades motoras grossas aumentam a cada ano, desde que as crianças tenham espaço para brincar, exemplos de crianças mais velhas para imitar e ambientes livres de toxinas. Também há o avanço das habilidades motoras finas que as prepara para a educação formal. Dançar, desenhar e construir são exemplos de como conseguir um domínio gradual do movimento dos dedos, que se tornará essencial quando elas começarem a escrever. Alguns perigos começam a se tornar mais presentesentre as crianças nessa fase, com a agilidade e velocidade elas ficam mais propensas a se machucarem e, infelizmente, sofrerem abuso e negligencia. O abuso físico é a forma mais explicita de maus-tratos, mas a negligencia é mais comum e muitas vezes mais prejudicial. A saúde, o aprendizado e as habilidades sociais são prejudicados pelo abuso e pela negligencia, estes podem acarretar em consequências cógnitas e emocionais não somente durante a infância, mas também décadas mais tarde. DOIS AOS SEIS ANOS Atenção: O desejo por rotina na 1º infância e a necessidade das crianças de fazer tudo da mesma maneira, todos os dias pode levar ao desenvolvimento do transtorno obsessivo-compulsivo em crianças mais velhas. Por essa razão, adultos precisam ajudá-las a reduzir suas ansiedades. BIOSOCIAL1. A cada ano, as habilidades motoras, o desenvolvimento do cérebro e o controle dos impulsos melhoram, e tais fatos afetam diretamente na cognação. Duas teorias se destacam ao mencionar a cognação das crianças dos 2 aos 6 anos: a teoria cognitiva de Piaget e a teoria sociocultural de Vygotsky. A teoria proposta por Piaget afirma que nesse estágio do desenvolvimento é o pré- operatório, ou seja, elas pensam simbolicamente utilizando o recurso da linguagem, mas são egocêntricas percebendo tudo a partir do seu ponto de vista. Nesse estágio, a imaginação floresce e linguagem torna-se um importante meio de autoexpressão e influencia social. As crianças em idade escolar usam categorias e subcategorias mentais de forma mais flexível, indutiva e simultânea que as crianças mais novas. Elas são pensadoras mais avançadas, com estratégias mais eficientes e maior percepção de conservação do que as crianças mais novas. Para o melhor desenvolvimento da linguagem faz-se necessário uma educação infantil de qualidade, o ensino pode ser focado no aluno ou no professor. O ensino com foco na criança tem o professor como um facilitador, de maneira que os alunos aprendam de forma ativa em salas projetadas para o trabalho colaborativo, os alunos também podem direcionar o conteúdo e aprender com outros alunos. Se benfeito, este ensino proporciona uma ênfase nas habilidades sociais e emoções regulares, encoraja o pensamento crítico, constrói habilidades de comunicação, fomenta a realização individual e encoraja a criatividade e curiosidade. Contudo, se malfeito esse ensino torna a sala de aula caótica, os alunos podem perder conhecimentos e habilidades importantes, a avaliação é inconclusiva do progresso do aluno e alguns alunos podem dominar a sala. Já a teoria proposta por Vygotsky enfatiza a zona de desenvolvimento proximal, ou seja, a ponte entre o que a criança já sabe fazer e o que ele tem potencial de aprender através da mediação. Ele também afirma que as crianças são fortemente influenciadas pelo contexto social, por seus mentores e pela cultura na qual estão inseridas. A principal realização cognitiva da primeira infância é a linguagem. Durante essa fase há uma explosão de vocabulário, mas é importante haver incentivos: Um ensino focado em código recorrendo ao mapeamento rápido, a exemplo de relacionar animais parecidos para lembrar seus nomes; A leitura auxiliada de livros com ilustrações; educação não só na escola, mas também em casa e programas de educação infantil são exemplos de estímulos ao desenvolvimento linguístico. 2. Cognitivo Já o ensino com foco no professor o coloca como autoridade formal, prepara as crianças para aprender, passa instruções diretas, e os estudantes aprendem com o professor em uma sala organizada com método de aprendizagem passiva. Quando benfeito, o professor é envolvente, a avaliação é clara e constante com enfoque na leitura e habilidades matemáticas, e as salas são silenciosas e organizadas com todos os alunos sendo tratados igualmente. Porém, se malfeita, os estudantes ficam entediados, o aprendizado é passivo formulando um pensamento mais dependente e menos crítico e o professor pode dominar. Ao longo da idade escolar, as crianças mais novas passam a tomar as mais velhas como fortes fontes de imitação, e seus pais tentam protege-las. Logo, nesta fase as temáticas referentes ao relacionamento pares e pais, e estilos parentais são os que prevalecem. Muitas crianças passam a ter amigos imaginários, eles servem como uma espécie de muleta para ter alguém com quem brincar do que querem e quando querem, e isso é saudável até o ponto em que incita a criatividade, mas cruza o limite se a criança se isolar e ficar apenas com esse amigo. É nesta fase que os pais podem passar a prestar atenção em sintomas de psicopatologias, tanto internalizantes com sintomas de ansiedade e depressão, quanto externalizantes com sintomas de hiperatividade, irritabilidade e agressividade. Ao falar de relacionamento com os pais, é valido lembrar que a família exerce 5 funções básicas na vida de crianças em idade escolar: suprir as necessidades básicas, estimular a aprendizagem, desenvolver o autorrespeito, fomentar as amizades e proporcionar harmonia e estabilidade. Os cumprimentos destas funções reforçam na estabilidade do apego seguro com a permanência do objeto, e consequentemente ajudam na diminuição da ansiedade de separação e na diminuição do medo de estranhos. Os estilos parentais podem ser ditatoriais/autoritários, quando os pais apenas mandam e esperam obediência cega do filho; permissivo/indulgente, quando os pais acatam tudo que seus filhos propões ou até mesmo impõe; autroritativo, quando os pais mantém uma figura de autoridade, mas estabelecem uma comunicação clara explicando o porquê de suas ações; e negligente quando os pais não se importam com a educação e disciplina dada aos filho. Pais e responsáveis desenvolvem estilos parentais diferentes, para que haja um bom funcionamento familiar, é necessário haver cuidados e afetividade em um nível alto, assim como a firmeza, clareza e disciplina, o nível de exigência de maturidade deve estar adequado a idade criança e o grau de comunicação entre pais e filhos deve ser aberto em mão dupla, tanto o pai quanto o filho escutam. É fato que os genes afetam a personalidade e a habilidade dos indivíduos, assim como os pares são vitais, tanto quanto a escola e a cultura influenciam o aprendizado e o quanto elas aprendem. O relacionamento com os pares é aquele no qual a criança se relaciona com outra que está vivenciando as mesmas experiências que ela. É através dessas retlações que as habilidades sociais básicas são desenvolvidas, e que elas adquirem melhor o significado de cooperação, competição e intimidade. Eventualmente, algumas crianças sofrem rejeição dos seus pares, é neste momento em que as crianças costumam apresentar sinais de agressividade, esta pode ser reativa, quando a criança devolve algo que fizeram com ela ou reage com violência e pró-ativa, quando agridem primeiro por motivos pouco aparentes. Pais e responsáveis precisam ficar atentos e explicar sobre o porquê de a violência ser errada, e cuidar para que seus filhos não pratiquem ou sofram violência que eventualmente podem vir a ser bullying. Neste período, a criança se torna mais independente, isto advém do crescimento constante, da maturação do cérebro e do avanço intelectual. Segundo Erikson, esta é a fase produtividade vs inferioridade, ou seja, as crianças se ocupam de praticar e dominar novas habilidades, ou se sentem inferiores e incapazes de desenvolve- las. Com isso, surge o desenvolvimento do autoconceito, quando uma visão de si mesmo é criada e a autoestima começa a se desenrolar. 3. Psicossocial Durante a meia infância ocorrem mudanças corporais lentas e constantes, mas não surpreendentes. É nesta fase que elas adquirem uma maior autossuficiência pois a maturação do cérebro do cérebro permite maior compreensão das ações a serem realizadas. Contudo, ainda são afetadas pelas mudanças corporais da adolescência. Nesta idade há um aumento natural da força, as crianças adquirem uma melhor coordenação, trocam a dentição completamente e desenvolvem ou não hábitos saudáveis.É na meia infância que ocorre a puberdade, ou seja, o período de transição entre a infância e a fase adulta, essa fase é marcada, principalmente, pelo desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários e o início da fase reprodutiva, tanto do homem quanto da mulher. Os meninos costumam entrar na puberdade entre 9 e 11 anos, já as meninas entre 8 e 10 anos. Muitas crianças possuem necessidades especiais de aprendizado decorrentes de problemas no desenvolvimento de seus cérebros. Algumas desenvolvem psicopatologias que podem, ou não melhorar com o passar do tempo. As crianças que apresentam transtornos como déficit de atenção e hiperatividade, problemas de aprendizado e transtorno do espectro autista podem vir a ser adultos funcionais ou podem vir a ter problemas durante toda a vida, dependendo de variáveis como: a gravidade do problema, o apoio familiar, as estratégias escolares e aa condições socioeconômicas. É vital que a criança desenvolva hábitos saudáveis e pratiquem esportes ou atividades físicas, estas melhoram tanto seu desenvolvimento corporal, quanto no social. A maturação neurológica permite um melhor tempo de reação e de fora mais automática. Vale destacar que nesse período ocorre um melhor desenvolvimento da atenção seletiva, ela permite maior foco de concentração na escola e nas brincadeiras. Em contrapartida, algumas crianças têm aptidão, ou seja, o potencial de dominar uma habilidade especifica ou aprender certos conhecimentos, testes de QI são bons medidores dessa aptidão. DOS SEIS AOS DOZE ANOS Biossocial 1. Em relação a aptidão e fatores específicos Thorndike relata que há mais de um tipo de comportamento inteligente, sendo eles: O mecânico, a habilidade de manipular instrumentos e mecanismos, bem como manejar o funcionamento de máquinas; a social, o entendimento de pessoas e a capacidade de agir sabiamente nas relações humanas; e o abstrato, a capacidade de lidar com símbolos e ideias, tais como palavras, números, fórmulas e princípios científicos. Cattell faz a utilização de um modelo hierárquico, inicia-se na inteligência geral, passando pela capacidade fluida, ou seja, o subfator responsável por rapidez e exatidão do raciocínio abstrato, especialmente para problemas novos, até a capacidade cristalizada, que é subfator de conhecimento e vocabulário acumulados. Com relação a Inteligências Múltiplas Gardner formula a teoria das inteligências múltiplas, para ele, há sete inteligências múltiplas, relativamente independentes entre si: Inteligências musical, linguística, lógico-matemática, interpessoal, espacial, intrapessoal e corporal-cinestésica. Em trabalhos posteriores ele adicionou a inteligência naturalística, e sugeriu duas outras – a espiritual e a existencial. Sternberg criou a teoria triárquica da inteligência, ela possui três aspectos relativamente independentes: mundo interno da pessoa, a sua experiência e o mundo externo. As capacidades podem ser analíticas, criativas e práticas. O pensamento analítico resolve problemas conhecidos, o pensamento criativo resolve novos tipos de problemas, e o pensamento prático resolve problemas que apliquem o que sabemos aos contextos cotidianos. Inteligência emocional seria ter a capacidade de administrar as emoções para alcançar objetivos. A partir deste conceito, é possível entender por que as pessoas devem saber lidar com seus medos, inseguranças e insatisfações em prol do êxito nas atividades. Essa inteligência ajuda com o monitoramento dos sentimentos e emoções em si e no outro, na discriminação entre ambos e na utilização desta informação para guiar o pensamento e as ações. Segundo Spearman, a compreensão da inteligência estava em um único fator geral que estaria presente no desempenho do indivíduo em todos os testes de capacidade mental, o fator g. A inteligência também pode ser compreendida pela habilidade de raciocínio abstrato generalizada e pelo índice de medida de velocidade de processamento neural. Atenção: Influências Socioculturais na Inteligência também são reconhecidas, o contexto em que a criança está inserida a faz se interessar por determinados assuntos e desenvolver melhor algumas aptidões em relação a outras. Inteligência geral 2. Cognitivo Na meia infância, o contexto vai moldando a criança, esta aprende a dividir frações, mandar mensagens para amigos, memorizar números, fazer trabalhos manuais e utilizar de persuasão. Para Piaget, este é o período operatório concreto, elas entendem e aplicam a lógica, e tem o pensamento limitado pela experiência direta. Nessa linha, Vygotsky afirmava que um sistema educacional baseado na memorização mecânica tornava a criança “impotente frente a qualquer tentativa sensata de aplicar, de alguma forma, esse conhecimento adquirido”, por isso é necessário haver uma participação guiada, o indivíduo precisa participar do processo, o professor iria guiar, mas não fazer por ele. Vale ressaltar que as diferenças socioculturais têm grande influência, pois tanto o que é aprendido quanto como é aprendido ao influenciados pelo contexto da instrução e pela experiência cotidiana. A linguagem continua a ser desenvolvida rapidamente, uma vez que as crianças passam a ser mais flexíveis, lógicas e bem informadas, descobrindo o sentido de novas palavras e compreendendo metáforas, piadas e palavras compostas. Muitas conseguem distinguir onde utilizar a linguagem formal e informal. Elas aprendem a gramática ensinada e são bem sucedidas na pragmática. Algumas se tornam proficientes em uma segunda língua, um processo facilitado por professores e pares. Com relação ao ensino, sempre há a dúvida com relação a escolas públicas, escolas particulares e educação domiciliar. A realidade é que cada um possui vantagens e desvantagens, para escolher qual é o melhor é necessário pesar prós e contras. Por exemplo: a vantagem mais notória do público é o ensino gratuito, enquanto a desvantagem pode ser a estrutura ou a influência de um mau pagamento do governo. No particular a vantagem poderia ser a estrutura, enquanto a desvantagem seria a pouca interação com pares em situações de vida diferentes. Na educação domiciliar a vantagem seria o enfoque nas dificuldades do aluno, e a desvantagem seria a falta de interação social. Em suma, cada uma possui vantagens e desvantagens, a mais adequada é a que se encaixa mais nas definições de melhor ou pior dos responsáveis. 3. PSICOSOCIAL O psicanalista Freud atribui o período de latência a terceira fase da infância. A palavra latência significa o estado daquilo que está latente, ou seja, oculto, A fase de latência está entre as fases fálica e genital, e durante o início desse período a criança passa a ter uma maior interação com o mundo externo. Sendo assim, a fase de latência corresponde a um aumento gradual no tempo de espera pela satisfação dos desejos da criança. Esse período não se identifica uma zona específica de erotização, pode- se dizer que a libido adormecida está investida em um outro objeto, que não o próprio corpo. Erik Erikson criou a teoria do desenvolvimento psicossocial, onde ele fez uma reinterpretação das fases do desenvolvimento psicossexual feitas por Freud. Erikson tem como enfoque que em cada fase da vida, certas habilidades e competências especificas para elas são adquiridas, e são elas que determinam a seguinte evolução na próxima fase. Na meia infância a criança estaria na quarta fase, produtividade vs. inferioridade, e é nela que as crianças desenvolvem um senso sobre si mesma como produtivas ou inferiores, por exemplo. Para Jung o conceito de SELF significa a integração de todos os arquétipos que compõem o inconsciente coletivo. Arquétipo da totalidade. Pode-se dizer que durante seu crescimento, a criança passa a se perceber, ou seja, ela cria seu autoconceito, consequentemente acontece a comparação social de si, seus conhecimentos, inteligência com os outros. Nos processos de resiliência nessa terceira da infância trata-se à adaptação e desenvolvimento da criança em situações ou experiências adversas.Crianças resilientes conseguem se adequar e se adaptar positivamente ao estresse e as mudanças. Esse processo é dinâmico, sendo assim, a criança pode ser resiliente em certos períodos e não ser em outros. A criança se desenvolve através das relações com os outros. A maneira que esses relacionamentos interagem e se relacionam possuem em diversas implicações para com o aprendizado das mesmas. As relações entre pares essenciais para a adaptação psicossocial presente e futura, é através das interações, atividades em grupo, que elas aprendem novas habilidades sociais e a compreender as normas das relações interpessoais. Algumas das funções dos relacionamentos de amizade são: Companheirismo, Aliança confiável, Intimidade, Segurança emocional, Ajuda, Auto validação. O relacionamento dos pais com as crianças nessa fase passa por mudanças, se torna um processo de cooperação entre ambos, a fim de criarem uma relação saudável. Nessa relação, é preciso contemplar as necessidades matérias básicas das crianças, estimular seu aprendizado, ajudar a desenvolver o auto respeito, estimular e acompanhar as relações em pares e fornecer harmonia e estabilidade. As estruturas familiares refere-se a genética e as condições legais entre pessoas que se relacionam e vivem no mesmo ambiente doméstico. As famílias podem ser adotivas, biparentais, monoparentais, estendidas, poligâmicas e etc. A função familiar para ser harmônica precisa de cuidados entre seus membros, já que a base é a mais importante do que a estrutura da mesma. Kohlberg criou a teoria do desenvolvimento moral, acredita que através da maturação e da interatividade, todos possuem a capacidade de alcançar a competência moral plena. Ele os separou em seis estágios: Estágio 1. Medo da punição; moralidade heterônoma; Estágio 2. Egocentrismo; individualismo; Estágio 3. ‘Bom(a) menino(a)’; cumprir o que os outros esperam; Estágio 4. Manutenção da ordem social; autoridades e instituições; Estágio 5. Contrato social e direitos individuais; Estágio 6. Princípios éticos universais. Os seis estados podem ser agrupados em três níveis, sendo eles: Pré-convencional: certo e errado julgados com base nos Interesses do indivíduo, incluindo o de não ser punido; Convencional: certo e errado baseados em convenções e regras sociais, definidos por autoridades ou expectativas; Pós- convencional: certo e errado guiados por princípios universais, reciprocidade e igualdade. Regras sociais só são aceitas se fundamentadas em valores universais