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CARTILHA ILUSTRADA
DO DESNEVOLVIMENTO
HUMANO
Criada por Amanda Cibele de Oliveira Santos e Áurea Sofia Soares
de Andrade, com ilustrações diversas.
DO ZERO AOS DOIS ANOS
O índice de Apgar (aparência, pulso, grimace, atividade,
respiração) é um método utilizado para avaliar imediatamente
o recém nascido durante os primeiros 5 minutos de vida,
consiste-se de 5 sinais, sendo eles: Cor da pele, Pulsação
arterial, Irritabilidade reflexa (careta), Esforço Respiratório,
Tônus muscular. Se é dado uma pontuação de 0 a 2 a cada item,
se obter menor de 7 requer uma atenção médica imediata,
superior a 7 o bebê está saudável e bem.
· 
Reflexos Adaptativos são reflexos compostos pela manutenção
do suprimento de oxigênio, como por exemplo: reflexo de
respiração, soluços e espirros; Manutenção da temperatura do
corpo: frio e calor; Como também o controle da alimentação:
reflexo de busca e sucção, engolir, golfar. Em Reflexos
Primitivos estes reflexos são respostas automáticas a algum
estimulo externo, ou seja, já estão presentes desde o
nascimento, sendo eles: reflexo de babinski, reflexo de marcha,
reflexo de nadar, reflexo de pressão palmar.
 Habilidades Perceptivas o bebê passa a focalizar
seus olhos ao ser chamado por exemplo; a audição
agora o faz discernir as vozes; o paladar já consiste
dos quatro gostos básicos; e o olfato o faz identificar
os odores familiares dos odores estranhos e
desconhecidos. Já em Habilidades Motora o ato de
levantar a cabeça, segurar objetos, tocar e etc. O
bebê passa a ser capaz de realizar pequenos
movimentos
Dos 18 aos 24 meses as mudanças físicas são continuas e trata-se
da aparição de novas funções e habilidades (motoras, cognitivas e
sociais). Começa do desenvolvimento cefalocaudal para o
desenvolvimento proximodistal. Durante esse processo acontece
o fortalecimento das fibras musculares, ossificação e etc. Por
volta dos 2 anos, o bebe já alcançou a metade da altura da vida
adulta.
Estado de consciência
Para assimilar e processar os acontecimentos a sua volta, o
bebê passa a maior parte do tempo dormindo. Cinco ciclos
podem ser citados nesse estado, sendo eles: sono profundo,
sono ativo, vigília calma, vigília ativa, choro e inquietação.
 Alimentação
 A amamentação exclusiva é a maneira mais
recomendável para com o recém-nascido, e ele
chega a mamar até 10 vezes no dia. Através da
alimentação as relações ainda são mantidas,
sendo o leite materno ou não.
BIOSSOCIAL1.
 Choro
É através do choro que o bebê exterioriza o
que precisa ou está sentindo no momento,
normalmente é quando o bebê sente fome,
sono dor ou quando precisa trocar a frauda
por exemplo
Durante os primeiros anos de vida o bebê se desenvolve
rapidamente, há constantemente o aprendizado de novos
comportamentos. Através da maturação do Sistema Nervoso
Central e do Sistema Motor, os movimentos passam a se
coordenar e ações mais complexas vão assim sendo realizadas
como a sucção, engatinhar, agarrar, etc.
Durante o período sensório-motor acontecerá o processo de
adaptação, que é a assimilação de novas informações, o bebê
passa a reconhecer o mundo externo, elas utilizam os sentidos e
habilidades motoras para entender o mundo, é uma
aprendizagem ativa e sem reflexão, mas explorar o mundo ao
redor é essencial para começar a desenvolver a linguagem e o
pensamento simbólico e estes são essenciais para o
desenvolvimento, uma vez que a linguagem exerce uma
mediação entre nós e o mundo, através dela que descrevemos,
explicamos e acreditamos na nossa realidade.
 Através do desenvolvimento do conceito de objeto, a
criança passa a entender o mundo que a cerca, a sua
percepção dos seus arredores ficam mais centralizadas e
focadas.
Permanência do objeto:
 0-4 meses: sem permanência.
 4-8 meses: início da permanência.
 8-12 meses: permanência por habituação.
 A partir dos 12 meses: permanência completa
 A linguagem dos bebês inicia-se através do choro nos primeiros
meses de vida, que indica a fome, desconforto ou sono. Com o
passar dos meses o bebê começa a emitir vocalizações e passa a
balbuciar vogais e consoantes sequenciais.
Segundo Piaget é nessa fase o bebê percebe e conhece o
mundo e a partir desse descobrimento que inicia-se o
processo de assimilação e o processo e acomodação. Ele
deu o nome de inteligência sócio motora a cognição
dos dois primeiros anos de vida.
o Processo de Adaptação é importante, pois é nele que é
estabelecido um vínculo afetivo com o outro e com o
ambiente externo. Através dele, a criança se sente segura e
confortável tanto no ambiente quanto na relação com o outro.
2. COGNITIVO
O desenvolvimento afetivo é de suma importância durante os
primeiros anos de vida, a maneira que a criança irá visualizar
o mundo e interagir com outros sofre influência desse vínculo
afetivo. As trocas de afeto influencia na personalidade e no
temperamento da criança, sendo assim, também impacta seu
desenvolvimento cognitivo, é nas trocas de afeto que se
desenvolve as primeiras relações, assim como aprende a ter
empatia e a se comunicar com o outro.
A teoria do apego busca explicar a relação pais-filho
e sua influência para com o desenvolvimento do
bebé. É classificado em duas partes, sendo elas: 
Apego seguro que é quando a relação do bebê com
seu responsável está estável e harmoniosa, a
separação não é vista de uma forma negativa, já que
ambos se sentem confortáveis com a
independência. 
Apego Inseguro seria quando a relação do bebê com
seu responsável está instável, a separação é inviável
e não saudável, já que ambos não conseguem se
desvencilhar, e pode acarretar futuramente a
inseguranças por parte da criança com o mundo
por exemplo,
O vínculo afetivo é fundamental para o
desenvolvimento do bebê, já que nos seus
primeiros anos de vida o bebê é dependente
dos seus responsáveis, ou seja, o vínculo é
formado com os cuidados, pelas
manifestações de carinho, toque, palavras, e
atenção a suas necessidades básicas.
3. PSICOSOCIAL
Na primeira infância ocorrem muitas mudanças corporais. O corpo e o
cérebro se desenvolvem, de acordo com poderosas forças epigeneticas,
biologicamente dirigidas e socialmente guiadas, experiências expectantes e
dependentes. Nesta fase o apetite aumenta porque as crianças precisam de
menos calorias por quilo do que quando eram bebês, principalmente com a
diminuição da taxa de exercícios das crianças dessa geração comparadas com
as anteriores. Vale destacar que a alimentação e a saúde bucal estão
interligadas, muitas crianças que ingerem comidas não saudáveis
desenvolvem caries e acumulam gordura corporal. Por isso, é importante
manter a comida simples e familiar e estabelecer uma rotina de higiene bucal.
Mudanças significativas como o equilíbrio são estabelecidas
entre os 2 e 6 anos, é neste período em que as crianças
passam a andar e correr com segurança, aprendem a pedalar,
jogar jogos com bola e etc. 
O córtex pré-frontal nos ajuda a elaborar e automatizar
sequências de movimentos para executar uma tarefa
corretamente. Nesta fase, sua maturação ocorre
gradualmente, todo o lobo frontal continua a se desenvolver
ao longo dos anos depois da infância, a densidade dos
dendritos e a mielinização continuam a crescer durante a
adultez emergente. Entretanto, o controle neurológico
avança significativamente a cada ano entre os 2 e os 6 anos, e
isso é evidente de várias maneiras: o sono se torna mais
regular, as emoções ficam mais sutis e responsivas, ocorre a
diminuição das birras e aumenta o controle dos impulsos
As habilidades motoras grossas aumentam a cada ano, desde que as crianças tenham espaço para
brincar, exemplos de crianças mais velhas para imitar e ambientes livres de toxinas. Também há o
avanço das habilidades motoras finas que as prepara para a educação formal. Dançar, desenhar e
construir são exemplos de como conseguir um domínio gradual do movimento dos dedos, que se
tornará essencial quando elas começarem a escrever. 
Alguns perigos começam a se tornar mais presentesentre as crianças nessa fase, com a agilidade e
velocidade elas ficam mais propensas a se machucarem e, infelizmente, sofrerem abuso e
negligencia. O abuso físico é a forma mais explicita de maus-tratos, mas a negligencia é mais
comum e muitas vezes mais prejudicial. A saúde, o aprendizado e as habilidades sociais são
prejudicados pelo abuso e pela negligencia, estes podem acarretar em consequências cógnitas e
emocionais não somente durante a infância, mas também décadas mais tarde.
DOIS AOS SEIS ANOS
Atenção: O desejo por rotina na 1º infância e a necessidade das crianças de fazer
tudo da mesma maneira, todos os dias pode levar ao desenvolvimento do
transtorno obsessivo-compulsivo em crianças mais velhas. Por essa razão,
adultos precisam ajudá-las a reduzir suas ansiedades.
BIOSOCIAL1.
A cada ano, as habilidades motoras, o desenvolvimento do cérebro e o controle dos
impulsos melhoram, e tais fatos afetam diretamente na cognação. Duas teorias se
destacam ao mencionar a cognação das crianças dos 2 aos 6 anos: a teoria cognitiva
de Piaget e a teoria sociocultural de Vygotsky. 
A teoria proposta por Piaget afirma que nesse estágio do desenvolvimento é o pré-
operatório, ou seja, elas pensam simbolicamente utilizando o recurso da linguagem,
mas são egocêntricas percebendo tudo a partir do seu ponto de vista. Nesse estágio,
a imaginação floresce e linguagem torna-se um importante meio de autoexpressão
e influencia social. As crianças em idade escolar usam categorias e subcategorias
mentais de forma mais flexível, indutiva e simultânea que as crianças mais novas.
Elas são pensadoras mais avançadas, com estratégias mais eficientes e maior
percepção de conservação do que as crianças mais novas.
Para o melhor desenvolvimento da linguagem faz-se necessário uma educação
infantil de qualidade, o ensino pode ser focado no aluno ou no professor. O
ensino com foco na criança tem o professor como um facilitador, de maneira
que os alunos aprendam de forma ativa em salas projetadas para o trabalho
colaborativo, os alunos também podem direcionar o conteúdo e aprender com
outros alunos. Se benfeito, este ensino proporciona uma ênfase nas habilidades
sociais e emoções regulares, encoraja o pensamento crítico, constrói
habilidades de comunicação, fomenta a realização individual e encoraja a
criatividade e curiosidade. Contudo, se malfeito esse ensino torna a sala de aula
caótica, os alunos podem perder conhecimentos e habilidades importantes, a
avaliação é inconclusiva do progresso do aluno e alguns alunos podem dominar
a sala.
Já a teoria proposta por Vygotsky enfatiza a zona de desenvolvimento
proximal, ou seja, a ponte entre o que a criança já sabe fazer e o que ele tem
potencial de aprender através da mediação. Ele também afirma que as
crianças são fortemente influenciadas pelo contexto social, por seus
mentores e pela cultura na qual estão inseridas.
 A principal realização cognitiva da primeira infância é a linguagem.
Durante essa fase há uma explosão de vocabulário, mas é importante haver
incentivos: Um ensino focado em código recorrendo ao mapeamento
rápido, a exemplo de relacionar animais parecidos para lembrar seus
nomes; A leitura auxiliada de livros com ilustrações; educação não só na
escola, mas também em casa e programas de educação infantil são
exemplos de estímulos ao desenvolvimento linguístico.
2. Cognitivo
Já o ensino com foco no professor o coloca como autoridade
formal, prepara as crianças para aprender, passa instruções
diretas, e os estudantes aprendem com o professor em uma
sala organizada com método de aprendizagem passiva.
Quando benfeito, o professor é envolvente, a avaliação é
clara e constante com enfoque na leitura e habilidades
matemáticas, e as salas são silenciosas e organizadas com
todos os alunos sendo tratados igualmente. Porém, se
malfeita, os estudantes ficam entediados, o aprendizado é
passivo formulando um pensamento mais dependente e
menos crítico e o professor pode dominar.
Ao longo da idade escolar, as crianças mais novas
passam a tomar as mais velhas como fortes fontes
de imitação, e seus pais tentam protege-las. Logo,
nesta fase as temáticas referentes ao
relacionamento pares e pais, e estilos parentais são
os que prevalecem.
Muitas crianças passam a ter amigos imaginários,
eles servem como uma espécie de muleta para ter
alguém com quem brincar do que querem e quando
querem, e isso é saudável até o ponto em que incita
a criatividade, mas cruza o limite se a criança se
isolar e ficar apenas com esse amigo. É nesta fase
que os pais podem passar a prestar atenção em
sintomas de psicopatologias, tanto internalizantes
com sintomas de ansiedade e depressão, quanto
externalizantes com sintomas de hiperatividade,
irritabilidade e agressividade.
Ao falar de relacionamento com os pais, é valido
lembrar que a família exerce 5 funções básicas na vida
de crianças em idade escolar: suprir as necessidades
básicas, estimular a aprendizagem, desenvolver o
autorrespeito, fomentar as amizades e proporcionar
harmonia e estabilidade. Os cumprimentos destas
funções reforçam na estabilidade do apego seguro
com a permanência do objeto, e consequentemente
ajudam na diminuição da ansiedade de separação e na
diminuição do medo de estranhos.
Os estilos parentais podem ser
ditatoriais/autoritários, quando os pais apenas
mandam e esperam obediência cega do filho;
permissivo/indulgente, quando os pais acatam tudo
que seus filhos propões ou até mesmo impõe;
autroritativo, quando os pais mantém uma figura de
autoridade, mas estabelecem uma comunicação clara
explicando o porquê de suas ações; e negligente
quando os pais não se importam com a educação e
disciplina dada aos filho. 
Pais e responsáveis desenvolvem estilos parentais
diferentes, para que haja um bom funcionamento
familiar, é necessário haver cuidados e afetividade em
um nível alto, assim como a firmeza, clareza e
disciplina, o nível de exigência de maturidade deve
estar adequado a idade criança e o grau de
comunicação entre pais e filhos deve ser aberto em mão
dupla, tanto o pai quanto o filho escutam.
É fato que os genes afetam a personalidade e a
habilidade dos indivíduos, assim como os pares são
vitais, tanto quanto a escola e a cultura influenciam o
aprendizado e o quanto elas aprendem. O
relacionamento com os pares é aquele no qual a
criança se relaciona com outra que está vivenciando
as mesmas experiências que ela. É através dessas
retlações que as habilidades sociais básicas são
desenvolvidas, e que elas adquirem melhor o
significado de cooperação, competição e intimidade.
Eventualmente, algumas crianças sofrem rejeição dos
seus pares, é neste momento em que as crianças
costumam apresentar sinais de agressividade, esta
pode ser reativa, quando a criança devolve algo que
fizeram com ela ou reage com violência e pró-ativa,
quando agridem primeiro por motivos pouco
aparentes. Pais e responsáveis precisam ficar atentos
e explicar sobre o porquê de a violência ser errada, e
cuidar para que seus filhos não pratiquem ou sofram
violência que eventualmente podem vir a ser bullying.
Neste período, a criança se torna mais
independente, isto advém do crescimento
constante, da maturação do cérebro e do avanço
intelectual. Segundo Erikson, esta é a fase
produtividade vs inferioridade, ou seja, as crianças
se ocupam de praticar e dominar novas habilidades,
ou se sentem inferiores e incapazes de desenvolve-
las. Com isso, surge o desenvolvimento do
autoconceito, quando uma visão de si mesmo é
criada e a autoestima começa a se desenrolar.
3. Psicossocial
Durante a meia infância ocorrem mudanças corporais
lentas e constantes, mas não surpreendentes. É nesta
fase que elas adquirem uma maior autossuficiência
pois a maturação do cérebro do cérebro permite
maior compreensão das ações a serem realizadas.
Contudo, ainda são afetadas pelas mudanças
corporais da adolescência. Nesta idade há um
aumento natural da força, as crianças adquirem uma
melhor coordenação, trocam a dentição
completamente e desenvolvem ou não hábitos
saudáveis.É na meia infância que ocorre a puberdade, ou seja, o
período de transição entre a infância e a fase adulta,
essa fase é marcada, principalmente, pelo
desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários
e o início da fase reprodutiva, tanto do homem
quanto da mulher. Os meninos costumam entrar na
puberdade entre 9 e 11 anos, já as meninas entre 8 e
10 anos. 
Muitas crianças possuem necessidades especiais de
aprendizado decorrentes de problemas no
desenvolvimento de seus cérebros. Algumas
desenvolvem psicopatologias que podem, ou não
melhorar com o passar do tempo. As crianças que
apresentam transtornos como déficit de atenção e
hiperatividade, problemas de aprendizado e transtorno
do espectro autista podem vir a ser adultos funcionais
ou podem vir a ter problemas durante toda a vida,
dependendo de variáveis como: a gravidade do
problema, o apoio familiar, as estratégias escolares e aa
condições socioeconômicas.
É vital que a criança desenvolva hábitos saudáveis e
pratiquem esportes ou atividades físicas, estas
melhoram tanto seu desenvolvimento corporal, quanto
no social.
A maturação neurológica permite um melhor tempo de
reação e de fora mais automática. Vale destacar que
nesse período ocorre um melhor desenvolvimento da
atenção seletiva, ela permite maior foco de
concentração na escola e nas brincadeiras.
Em contrapartida, algumas crianças têm aptidão, ou
seja, o potencial de dominar uma habilidade especifica
ou aprender certos conhecimentos, testes de QI são
bons medidores dessa aptidão.
DOS SEIS AOS DOZE ANOS 
Biossocial 1.
Em relação a aptidão e fatores específicos
Thorndike relata que há mais de um tipo de comportamento
inteligente, sendo eles: O mecânico, a habilidade de manipular
instrumentos e mecanismos, bem como manejar o
funcionamento de máquinas; a social, o entendimento de
pessoas e a capacidade de agir sabiamente nas relações
humanas; e o abstrato, a capacidade de lidar com símbolos e
ideias, tais como palavras, números, fórmulas e princípios
científicos.
 
Cattell faz a utilização de um modelo hierárquico, inicia-se na
inteligência geral, passando pela capacidade fluida, ou seja, o
subfator responsável por rapidez e exatidão do raciocínio
abstrato, especialmente para problemas novos, até a capacidade
cristalizada, que é subfator de conhecimento e vocabulário
acumulados.
Com relação a Inteligências Múltiplas
Gardner formula a teoria das inteligências múltiplas, para ele, há sete
inteligências múltiplas, relativamente independentes entre si: Inteligências
musical, linguística, lógico-matemática, interpessoal, espacial, intrapessoal e
corporal-cinestésica. Em trabalhos posteriores ele adicionou a inteligência
naturalística, e sugeriu duas outras – a espiritual e a existencial.
Sternberg criou a teoria triárquica da inteligência, ela possui três aspectos
relativamente independentes: mundo interno da pessoa, a sua experiência e o
mundo externo. As capacidades podem ser analíticas, criativas e práticas. O
pensamento analítico resolve problemas conhecidos, o pensamento criativo
resolve novos tipos de problemas, e o pensamento prático resolve problemas
que apliquem o que sabemos aos contextos cotidianos.
Inteligência emocional seria ter a capacidade de administrar as
emoções para alcançar objetivos. A partir deste conceito, é possível
entender por que as pessoas devem saber lidar com seus medos,
inseguranças e insatisfações em prol do êxito nas atividades. Essa
inteligência ajuda com o monitoramento dos sentimentos e emoções
em si e no outro, na discriminação entre ambos e na utilização desta
informação para guiar o pensamento e as ações.
Segundo Spearman, a compreensão da inteligência estava em um único
fator geral que estaria presente no desempenho do indivíduo em todos
os testes de capacidade mental, o fator g. A inteligência também pode
ser compreendida pela habilidade de raciocínio abstrato generalizada e
pelo índice de medida de velocidade de processamento neural.
Atenção: Influências Socioculturais na Inteligência também são
reconhecidas, o contexto em que a criança está inserida a faz se
interessar por determinados assuntos e desenvolver melhor
algumas aptidões em relação a outras. 
Inteligência geral 
2. Cognitivo
Na meia infância, o contexto vai moldando a criança,
esta aprende a dividir frações, mandar mensagens
para amigos, memorizar números, fazer trabalhos
manuais e utilizar de persuasão. Para Piaget, este é o
período operatório concreto, elas entendem e aplicam
a lógica, e tem o pensamento limitado pela experiência
direta. Nessa linha, Vygotsky afirmava que um sistema
educacional baseado na memorização mecânica
tornava a criança “impotente frente a qualquer
tentativa sensata de aplicar, de alguma forma, esse
conhecimento adquirido”, por isso é necessário haver
uma participação guiada, o indivíduo precisa
participar do processo, o professor iria guiar, mas não
fazer por ele. Vale ressaltar que as diferenças
socioculturais têm grande influência, pois tanto o que
é aprendido quanto como é aprendido ao influenciados
pelo contexto da instrução e pela experiência
cotidiana.
A linguagem continua a ser desenvolvida
rapidamente, uma vez que as crianças passam a ser
mais flexíveis, lógicas e bem informadas,
descobrindo o sentido de novas palavras e
compreendendo metáforas, piadas e palavras
compostas. Muitas conseguem distinguir onde
utilizar a linguagem formal e informal. Elas
aprendem a gramática ensinada e são bem
sucedidas na pragmática. Algumas se tornam
proficientes em uma segunda língua, um processo
facilitado por professores e pares.
Com relação ao ensino, sempre há a dúvida com
relação a escolas públicas, escolas particulares e
educação domiciliar. A realidade é que cada um possui
vantagens e desvantagens, para escolher qual é o
melhor é necessário pesar prós e contras. Por exemplo:
a vantagem mais notória do público é o ensino
gratuito, enquanto a desvantagem pode ser a estrutura
ou a influência de um mau pagamento do governo. No
particular a vantagem poderia ser a estrutura,
enquanto a desvantagem seria a pouca interação com
pares em situações de vida diferentes. Na educação
domiciliar a vantagem seria o enfoque nas dificuldades
do aluno, e a desvantagem seria a falta de interação
social. Em suma, cada uma possui vantagens e
desvantagens, a mais adequada é a que se encaixa mais
nas definições de melhor ou pior dos responsáveis.
3. PSICOSOCIAL
O psicanalista Freud atribui o período de latência a
terceira fase da infância. A palavra latência significa o
estado daquilo que está latente, ou seja, oculto, A fase de
latência está entre as fases fálica e genital, e durante o
início desse período a criança passa a ter uma maior
interação com o mundo externo. Sendo assim, a fase de
latência corresponde a um aumento gradual no tempo de
espera pela satisfação dos desejos da criança. Esse período
não se identifica uma zona específica de erotização, pode-
se dizer que a libido adormecida está investida em um
outro objeto, que não o próprio corpo.
Erik Erikson criou a teoria do desenvolvimento
psicossocial, onde ele fez uma reinterpretação das fases do
desenvolvimento psicossexual feitas por Freud. Erikson
tem como enfoque que em cada fase da vida, certas
habilidades e competências especificas para elas são
adquiridas, e são elas que determinam a seguinte evolução
na próxima fase. Na meia infância a criança estaria na 
 quarta fase, produtividade vs. inferioridade, e é nela que
as crianças desenvolvem um senso sobre si mesma como
produtivas ou inferiores, por exemplo.
Para Jung o conceito de SELF significa a integração de
todos os arquétipos que compõem o inconsciente coletivo.
Arquétipo da totalidade. Pode-se dizer que durante seu
crescimento, a criança passa a se perceber, ou seja, ela cria
seu autoconceito, consequentemente acontece a
comparação social de si, seus conhecimentos, inteligência
com os outros.
Nos processos de resiliência nessa terceira da infância
trata-se à adaptação e desenvolvimento da criança em
situações ou experiências adversas.Crianças resilientes
conseguem se adequar e se adaptar positivamente ao
estresse e as mudanças. Esse processo é dinâmico, sendo
assim, a criança pode ser resiliente em certos períodos e
não ser em outros.
A criança se desenvolve através das relações com os
outros. A maneira que esses relacionamentos
interagem e se relacionam possuem em diversas
implicações para com o aprendizado das mesmas. As
relações entre pares essenciais para a adaptação
psicossocial presente e futura, é através das
interações, atividades em grupo, que elas aprendem
novas habilidades sociais e a compreender as normas
das relações interpessoais. Algumas das funções dos
relacionamentos de amizade são: Companheirismo,
Aliança confiável, Intimidade, Segurança emocional,
Ajuda, Auto validação.
O relacionamento dos pais com as crianças nessa fase
passa por mudanças, se torna um processo de
cooperação entre ambos, a fim de criarem uma relação
saudável. Nessa relação, é preciso contemplar as
necessidades matérias básicas das crianças, estimular
seu aprendizado, ajudar a desenvolver o auto respeito,
estimular e acompanhar as relações em pares e
fornecer harmonia e estabilidade. As estruturas
familiares refere-se a genética e as condições legais
entre pessoas que se relacionam e vivem no mesmo
ambiente doméstico. As famílias podem ser adotivas,
biparentais, monoparentais, estendidas, poligâmicas e
etc. A função familiar para ser harmônica precisa de
cuidados entre seus membros, já que a base é a mais
importante do que a estrutura da mesma.
 Kohlberg criou a teoria do desenvolvimento moral,
acredita que através da maturação e da interatividade,
todos possuem a capacidade de alcançar a
competência moral plena. Ele os separou em seis
estágios: Estágio 1. Medo da punição; moralidade
heterônoma; Estágio 2. Egocentrismo; individualismo;
Estágio 3. ‘Bom(a) menino(a)’; cumprir o que os outros
esperam; Estágio 4. Manutenção da ordem social;
autoridades e instituições; Estágio 5. Contrato social e
direitos individuais; Estágio 6. Princípios éticos
universais. Os seis estados podem ser agrupados em
três níveis, sendo eles: Pré-convencional: certo e
errado julgados com base nos Interesses do indivíduo,
incluindo o de não ser punido; Convencional: certo e
errado baseados em convenções e regras sociais,
definidos por autoridades ou expectativas; Pós-
convencional: certo e errado guiados por princípios
universais, reciprocidade e igualdade. Regras sociais
só são aceitas se fundamentadas em valores
universais

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