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Bruna Oliveira – 144 Aula de Ana Lucia 2020.2 Hipertens o Portal A veia porta é formado pela junção da veia esplênica com as mesentéricas inferior e superior. Tudo que vem da cavidade abdominal passa pelo fígado antes. Quando há HP há uma estase venosa em toda a circulação esplâncnica. Sangue reflui, formando as varizes esofágicas, gástricas e retais Veia porta: 2/3 do fluxo hepática a. hepática: 1/3 Sinusoides drenam para as veias centrais → sublobulares → veias hepáticas → VCI → Parede funcional do fígado → tríade portal → drena para a veia central Gradiente entre a veia porte e hepática > 5 → hipertensão. > 10 → manifestações Cirrose é a causa mais frequente de HP no mundo e aqui em PE é a esquistossomose. A pressão aumenta devido ao aumento da resistência intra-hepática Na esquistossomose: ovos chegam na veia porta e encalha no ramo terminal ANTES DO SINUSOIDE (pré-sinusoidal). Caso a infestação seja muito grande, essa oclusão vai tornando o fígado mais arterializado (deixa ele mais sensível quando tem hemorragia) No cirrótico, é APÓS A VEIA CENTRAL, devido aos nódulos de regeneração (pós-sinudoidal) A pressão pode ser medida por um cateterismo na veia supra-hepática → PVHP = PVHO (pressão da veia hepática ocluída) – PVHL. Tem sido substituído pela elastografia (não invasivo) Causas pré-hepáticas: • Trombose de veia porta • Anomalias congênitas da veia porta • Compressao da veia porta: trumores, glânglios Causas intra hepáticas • Pré-sinusoidais o Esquistossomose HE o Fibrose hepática congênita o D. Hodgkin, sarcoidose, sífilis • Pós-sinusoidais o Cirosse hepática o Doença venooclusiva Causas supra hepáticas • Síndrome de Budd-Chiari • Doenças cardíacas restritivas Hipertensão portal sem obstáculo → É por hiperfluxo • Esplenomegalias • Fístulas arteriovenosas Resistência hepática • Componentes estruturais o Nódulos de regeneração o Fibrose o Alt. E oclusões vasculares – intra hepática o Capilarização dos sinusoides • Componentes reversíveis 30% o Alterações de tônus vascular – controlado por substâncias vasoativas o Fígado cirrótico hiperresponsivo a substâncias vasoconstrictoras (Endotelina 1 e Tromboxano A2) e hiporesponsivo a substâncias vasodilatadoras (oxido nítrico e Prostaciclinas). Bruna Oliveira – 144 Aula de Ana Lucia 2020.2 o Atividade dos macrófagos aumentada Substâncias vasoativas: • Vasoconstrictoras: o Endotérlio-dependente: ▪ Angiotensinas II ▪ Endotelinas (ET1, ET2, ET3) ▪ Tromboxano A2 o Endotélio independente: sistema nervoso simpático e vasopressina • Vasodilatadoras – agem mais fora do fígado o Endotélio dependente: NO e prostaciclinas o Endotélio independente: glucagon e peptídeos intestinais Manifestações clínicas • Esplenomegalia • Varizes de esôfago e retais • Circulação colateral • Varizes retais • Alterações hemodinâmicas sistêmicas • Hipertensão Arterial Pulmonar, cianose, alt. de tolerância drogas • Complicações: ascite, HDA, encefalopatia, SHR (rim fica isquêmico) Quando passa de 10mmHg, começam a aparecer as varizes de esôfago. Quando passa de 12, começam as complicações mais graves. O paciente fica mais tempo na fase compensada (uns 10 anos), mas ai quando descompensa evolui rapidamente (2 a 4 anos). Após o primeiro sangramento, começa a descompensar. 1º → Evitar que apareçam as varizes 2º → Evitar que sangre das varizes 3º → Evitar que o sangramento recorra (mortalidade aumenta muito, principalmente se for por cirrose ) 4º → Evitar descompensações após o sangramento. Bruna Oliveira – 144 Aula de Ana Lucia 2020.2 Diagnóstico Avaliação: • EDA – verificar se há varizes o Calibre, localização, cor o 50% dos pacientes com cirrose e 20 a 40% dos com esquistossomose o Correlação com gravidade: Child A 40% e Child C 85% o Gastropastia da hipertensão portal: grau leve a acentuado (25% das causas da HDA) • USG de abdome, TC e RNM o Tamanho do baço o Diâmetro Veias Porta e Esplênica o Circulação colateral o USG DOPPLER – fluxo veia porta • Elastografias (ET, ARFI, 2D-SWE): o Elastografia transitória: ET > 20 – 25 Kpa o ARFI (pSWE) – 2,1 m/s (F4) >2,4 m/s (CSPH) o 2D SWE- 17 Kpa (F4) >18 Kpa (CSPH): Melhor acurácia para diagnóstico de fibrose severa e cirrose que TE e marcadores séricos (APRI, FIB-4 e Forns). o Elastografia esplênica: principais indicações: ▪ Diagnóstico indireto de Cirrose hepática (ARFI Baço > 2,73 m/s distingue pacientes com cirrose de indivíduos normais) ▪ Avaliação não invasiva da Hipertensão Portal. ▪ Relação com Gradiente Pressão veias hepáticas (Diagnóstico de Cirrose Hepática clinicamente significativa) ▪ Preditor de varizes esofágicas, e de varizes de alto risco de sangramento ▪ P-SWE-2,91 m/s e 2D- SWE- 13,2Kpa (varizes alto risco) ▪ Seguimento dos pacientes • Medida grandiente pressão veia hepática • Outros (esplenomegalia, angiografia) • Colonoscopia: colopatia da hipertensão portal (10% de sangramentos crônicos) As varizes gástricas se formam através da recanalização da veia esplênica esquerda. Tratamento Segundo guidelines atuais (Baveno VI e AASLD) o objetivo do tratamento em Pacientes com Cirrose compensada: • Grupo sem CSHP (hipertensão portal clinicamente significante): o objetivo do tratamento é prevenir o aparecimento da Hipertensão Portal principalmente das VE. Investir em tratar doença de base; Dieta + exercícios se acima do peso; diminuir consumo de álcool; tratamento das comorbidades. • Grupo com CSHP: objetivo do tratamento é prevenir a descompensação da doença. Mesmas condutas acima acrescida de uso de betabloqueadores não seletivos (BBNS); estatinas; quantificar fibrose e medidas para tentar diminuir. Investir sobre as varizes quando necessário. O objetivo do tto da HP do paciente com Cirrose compensada é prevenir a descompensação mais do que se concentrar apenas no sangramento digestivo por VE. Diagnóstico de CSPH: em lugar de medir o HVPG) • Elastografia Transitória ≥20-25 Kpa ou P-SWE- ≥ 2,4 m/s ou 2D-SWE ≥ 17 Kpa • Técnicas de imagem: colaterais porto-sistêmicas (USG/RNM/TOMO) ou presença de varizes. Uso de betabloqueador por tempo prolongado diminui pela metade o risco de descompensação ( ascite) e a mortalidade relacionada ao fígado. Carvedilol melhor que propranolol Estatinas • têm atividade anti-inflamatória, anti-angiogênica e antifibrótica. • Diminui a Pressão Portal pela melhora disfunção células endoteliais sinusoidais hepáticas. • Proteção contra injúria isquemia/hiperperfusão (TX). • Diminui sensibilidade para dano hepático por endotoxinas. • Trabalhos em animais usando principalmente Sinvastatina ou atovastatina (lipossolúveis). • Trabalhos em Humanos: menos descompensação, aumento na sobrevida, menor % de infeção, menor incidência de CHC. Tratamento da doença de base: Bruna Oliveira – 144 Aula de Ana Lucia 2020.2 • Reduz a Hipertensão portal e previne as complicações, mesmo nos pacientes com cirrose compensada. • Tratar a obesidade se houver - piora a História natural da cirrose compensada de qualquer etiologia. • A abstinência do álcool, deve ser encorajada em todo paciente com cirrose de qualquer etiologia. • O uso de Beta bloqueador na CSPH previne a descompensação com ascite e HDA e a morte ( preferir Caverdilol). • Uso crônico estatinas diminuem H portal, risco descompensação e mortalidade, quando o paciente tiver outra indicação associada ex NASH, dislipidemia. • Ainda não é prescrita para tratar a HP isoladamente. Tratamento do sangramento agudo: • Estabilização Hemodinâmica (repor fluidos e hemotransfusão tentar manter HB entre 7 e 9 g/dl) • Profilaxia antibiótica: ceftriaxone 1g/dia • Terapia farmacológica com vasoconstrictores; terlipressina, octeotride, até 3 a 5 dias após parar o sangramento. • Endoscopia Digestiva, nas primeiras 12 horas (Ligadura elástica (LEVE) ou escleroterapia; preferir LEVE) • Balão de Sangstaken- Blackmore(se falhar LEVE). É apenas uma medida de resgate (máx 24 a 48h) e o paciente deve estar entubado. Há um stent metálico que pode substituir. • TIPS (shunt porto sistêmico transjugular intra-hepático) indicar TIPS precoce casos especiais,> risco ressangramento(Child C;VHPG>20; HDA durante endoscopia) Prevenção do primeiro sangramento: • Feito com betabloq ou ligadura elástica • Pacientes de alto risco: o Varizes de médio a grosso calibre o Pequenas varizes com sinais vermelhos o Pacientes descompensados com pequenas varizes • Diminui, além do sangramento, incidência de ascite e morte. Prevenção do ressangramento: • Cirrótico tem risco de ressangramento de 25% (1° semana) e 60%(1° ano subsequente ao 1° sangramento); esquistossomótico – 40 % ( 1° ano) • Associação de B Bloqueador + Ligadura elástica • TIPS (shunt transjugular intrahepático portosistêmico) na falha do tratamento acima .(durante sangramento agudo) • Preditor mortalidade: falência controle do sangramento; ressangramento precoce; Meld > 18 ( cirrose avançada). • Na esquistossomose: o Analisar casos individualmente o Esplenectomia + LVGE + Escleroterapia (nordeste) / Esplenectomia + DAPE – desvascularização da circ. Colateral ázigo-portal (sudeste) x ligadura ou betabloq