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DIREITO CIVIL I
Profa. Dra. Edna Raquel Hogemann
SEMANA 16 AULA 30

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Chegou a hora de rever os conteúdos que aprendemos ao longo de nosso curso.

NOSSOS OBJETIVOS
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Conteúdo Programático
As Pessoas Natural e Jurídica.
Os Bens.
O tempo e o modo de aquisição, modificação e perda do direito.
Ineficácia e invalidade dos negócios jurídicos.
Nulidade relativa e absoluta no Código Civil.
Atos ilícitos e responsabilidade civil
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Caso Concreto 1
Tema: Extinção da personalidade da pessoa natural. Morte presumida.
Família não admite morte de engenheiro desaparecido no Iraque
12 de março de 2006 - 19:26 – Globo on line
O governo brasileiro estaria negociando para trazer o corpo e teria conseguido que os seqüestradores baixassem o pedido de resgate de US$ 1 milhão para US$ 150 mil.
Rio de Janeiro - Mesmo com a notícia de que o governo brasileiro negocia sigilosamente a repatriação dos restos mortais do engenheiro João José Vasconcellos Júnior, seqüestrado no Iraque no início de 2005, integrantes de sua família ainda não aceitam oficialmente a hipótese de que ele tenha sido assassinado.

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Rio de Janeiro - Mesmo com a notícia de que o governo brasileiro negocia sigilosamente a repatriação dos restos mortais do engenheiro João José Vasconcellos Júnior, seqüestrado no Iraque no início de 2005, integrantes de sua família ainda não aceitam oficialmente a hipótese de que ele tenha sido assassinado. "Até hoje não foi comprovado que ele está morto", disse o filho do engenheiro, Rodrigo Vasconcellos, na tarde de hoje, ao Estado. No próximo domingo, vão se completar 14 meses desde que o engenheiro brasileiro João José Vasconcellos Júnior foi levado por levado por homens armados.

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Funcionário da Construtora Norberto Odebrecht, Vasconcellos Júnior foi seqüestrado quando estava a serviço no Iraque - na verdade, se dirigia para o aeroporto, para deixar o país. De acordo com reportagem da revista Isto é desta semana, ele teria sido morto em 21 de janeiro de 2005, dois dias após ter sido levado. "Temos essa informação (de que seu pai fora morto) desde o quinto dia de seqüestro, mas enquanto não me provarem que ele está morto... Eu tenho que aguardar a comprovação de alguma coisa, seja o que for", disse Rodrigo.
A partir da leitura do caso real acima, responda justificadamente:
a) Apesar de não ter sido encontrado o corpo do engenheiro, é possível a declaração de sua morte? Justifique, citando os dispositivos legais pertinentes.
b) Quais as conseqüências da declaração da morte presumida?
c) E se o indivíduo voltar, depois de declarada sua morte?

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SUGESTÃO DE GABARITO:
a)Com fulcro no artigo 7º do CC, tem-se a possibilidade de declaração da morte presumida, sem decretação de ausência, entre outros, nos casos:se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida;
Condiciona-se tal declaração ao esgotamento de todas as buscas e averiguações, devendo a sentença indicar a data provável do falecimento.
b)A hipótese, portanto, revela a extinção da pessoa natural como sendo esta considerada morte presumida.
A morte, conforme art.6º (real ou presumida) faz cessar a personalidade jurídica, acarretando a dissolução do vínculo matrimonial, do poder familiar, de contratos personalíssimos, de alimentos etc.
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Caso Concreto 2:
Tema: Comoriência  
Leia a notícia a seguir e após responda ao que se pede.A revista Época n° 379 de 22 de agosto de 2005 traz uma reportagem cujo título é: “Os órfãos de Alcântara pedem justiça”. No texto é relembrada a história da morte – por carbonização – de 21 profissionais civis do Centro Técnico Aeroespacial, em virtude do incêndio no foguete VLS-1 (Veículo Lançador de Satélites n° 1), em 22 de agosto de 2003, no município de Alcântara, Maranhão.
Responda justificadamente.
No caso em tela supondo-se que todos os corpos desapareceram em razão das altas temperaturas a que foram submetidos, pode-se dizer que ocorreu o fenômeno jurídico da comoriência? Qual a relevância do instituto? Caso sua resposta seja afirmativa, JUSTIFIQUE. Caso seja negativa, aponte o fenômeno jurídico que ocorreu e EXPLIQUE-O.

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SUGESTÃO DE GABARITO:
Há comoriência, conforme a legislação civil brasileira, ocorre quando duas ou mais pessoas falecem ao mesmo tempo, sem que seja possível averiguar-se quem precedeu às demais. Todavia, a relevância do instituto pode ser afirmada quando entre os falecidos encontram-se parentes sucessíveis, uma vez que em ocorrendo a comoriência, não há possibilidade de sucessão entre os mortos. Não há possibilidade de sucessão, pois não é possível determinar quem faleceu antes, para receber o patrimônio que está sendo transmitido no momento da morte. Outro aspecto diz respeito a morte presumida sem decretação de ausência de acordo com o que prevê o artigo 7°, I do CC, já que alguns corpos desintegraram-se em virtude das altas temperaturas a que foram submetidos. Não se pode falar, assim, em morte real, pois não se tem o corpo, mas da morte presumida, em razão do extremo perigo de vida em que se encontravam aqueles profissionais no momento do incêndio.

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Caso Concreto 3
Tema: Natimorto e Nascituro
A partir da hipótese tratada no acórdão a seguir, responda, justificadamente, às questões.
Responsabilidade Civil. Casa de Saúde. Feto natimorto. Sentença que concluiu, com base no laudo pericial, que a morte do nascituro aguardado pelos Autores ocorreu devido à negligência dos prepostos da Ré durante o atendimento de parto feito à Primeira Autora, restando inatacada nesta parte, uma vez que a apelação da Ré visou tão somente a redução do valor da indenização pelo dano moral.
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Indenização pelo dano moral fixada em 100 (cem) salários-mínimos para cada genitor, valor que se afigura demasiado reduzido, tendo em vista tratar-se de morte de nascituro no final da gravidez, quando a expectativa dos pais pelo futuro nascimento já atingira o grau máximo, tomando mais elevada a dor pela perda. Majoração para o total de 400 (quatrocentos) salários mínimos, sendo 150 (cento e cinqüenta) para o pai e 250 (duzentos e cinqüenta), para a mãe, levando-se em conta, com relação a esta, além da dor pela perda do filho, o seu sofrimento durante o trabalho de parto, que se estendeu além do necessário, conforme descrito no laudo pericial.

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Improcedência de pedido de pensionamento porque o laudo pericial demonstra que a morte do feto se deu antes do nascimento, não se aplicando assim a Súmula nº 491 do STF. Conhecimento e provimento parcial da apelação dos Autores julgando-se prejudicada a da Ré. (Apelação Cível – Processo n°2001.001.21933 - Des. Mario Robert Mannheimer - Julgamento: 05/04/2005 – 16ª Câmara Cível).
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Pergunta-se:
a)O nascituro tem personalidade?
b)O feto natimorto da autora adquiriu personalidade?
c) Quais as conseqüências jurídicas do nascimento de um bebê vivo que em seguida falece e de um bebê nascido morto?

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SUGESTÃO DE GABARITO:
a)Segundo alguns doutrinadores, o nascituro tem a personalidade condicional, ou seja, quando a legislação garante a proteção aos direitos do nascituro, mais adiante determina uma condição suspensiva para que tal proteção possa ser efetivada, qual seja, o seu nascimento com vida. Assim, apesar de o nascituro ter seus direitos garantidos desde a concepção estes só terão eficácia, à exceção dos alimentos prestados durante a gestação, a partir do nascimento com vida do bebê.
b)O feto natimorto não adquire personalidade, já que a condição para tal é o nascimento com vida, e não somente o nascimento.

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c)As conseqüências jurídicas do nascimento de um bebê nascido vivo que em seguida falece ou nascido morto são diferentes, porque o natimorto