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ANEMIA FALCIFORME 
 
É uma doença congênita causada pelo mutação pontual no cromossomo 11, na cadeia beta globulina onde ocorre a 
troca de alguns aminoácidos isso dará uma hemoglobina variante. Essa hemoglobina variante é a que dará toda 
sintomatologia dessa anemia. É uma doença multifatorial e dependendo de como irá se expressar o paciente pode ter 
todos os sintomas ou não sentir nada; 
Essa hemoglobina leva a polimerização do deposito dentro da hemácia o que irá fazer mudar o seu formato, ficando 
parecida com uma foice e dentro dos vasos. Essa hb dentro da microcirculação causa uma interrupção do fluxo 
sanguíneo por isso é considerada uma doença vascular e inflamatória. 
É uma doença muito comum na África porem recentemente também foram encontradas a presença da hemoglobina 
S em populações descentes do Mediterrâneo, Caribe, América Central e Sul, Arábia e Índia. 
HEMOGLOBINA NORMAL E ANEMIA FALCIFORME 
Uma hemoglobina normalmente tem a hbA e quando sofre a desoxigenação mantém seu padrão de solubilidade 
dentro da célula porém o mesmo não acontece com a hbS pois está irá formar polímeros de hemoglobina dentro das 
hemácias dando essa forma de foice e a meia vida das hemácias diminuem. 
INTRODUÇÃO 
A hb normal é formada por duas cadeias alfa e duas cadeias beta ligadas pelo grupo heme, este que dará origem a 
HbA1 (hb normal). Sendo que a mutação da anemia falciforme ocorre na cadeia beta da globina formando um Hb 
variante. 
A outro hemoglobina também tem 2 cadeias alfa porém terá 2 cadeias ômega que estão ligadas pelo grupo heme 
formando a HbA2 que está em menor proporção nos adultos. 
A hemoglobina fetal (HbF) possui 2 cadeias alfa, 2 cadeias gama e podem aparecer até 1,5% em adultos. 
FASES DA HEMOGLOBINA 
A produção da hemoglobina passa por fases então temos a fase embrionária com a Hb Gower-1, Portland e Gower-2 
porém a parte mais importante é a HbFetal, HbA2 e HbA, 
A HbFetal começa na vida embrionária indo até o 6º mês de vida, formada por duas caldeias alfa e duas cadeias gamas. 
A HbA2 começa na vida embrionária indo até a vida adulta com duas cadeias alfas e duas cadeias ômegas e a HbA 
começa na vida adulta. 
Após o nascimento, cerca de 6 meses, a HbFetal vai se transformando em HbA; isso indica que a criança com anemia 
falciforme até o 6º mês tem a HbFetal e quando inicia a transformação da HbFetal para HbA o indivíduo passa a ter a 
hemoglobina variante começando os sintomas (após 6 meses). Em algumas situações é possível detectar a doença 
antes da transformação através do teste do pezinho. 
HEMOGLOBINOPATIAS prova!!! 
São alterações na Hb que podem ocorrer devido um erro na síntese (talassemias) ou por deleção parcial ou total (alfa 
e beta talassemias). Os defeitos estruturais podem ser pontuais, inserção de nucleotídeo ou deleção de nucleotídeos. 
Qualquer defeito estrutural por mutação pontual formará hemoglobinas variantes, sendo que as mais comuns são: 
HbS, HbC, HbD e Hbe; dentre essas a mais comum é a HbS que possui alteração na cadeia beta, na posição 6 onde há 
substituição de uma base nitrogenada do códon GAG para GTG (troca do ácido glutâmico pela vanila). 
A HbC também tem variação da cadeia beta na posição 6 com troca do ácido glutâmico por lisina. 
A HbD Punjab tem variação na cadeia beta na posição 121 com troca do ácido glutâmico por glutamina. 
Victória Camargo 
[Cite sua fonte aqui.] 
 
 
HERANÇA GENÉTICA 
Traço falciforme  HbAs 
Anemia falciforme  HbSS 
Doença falciforme  HbS + Hb variante (C, D, E e outros). 
 Traço Falciforme - HbAS 
O paciente é apenas portador da HaS, proveniente do pai ou da mãe; este possui 50%HbA e 50% HbS, peciente com 
HbAS. 
O traço falcirfome normalmente não apresenta alterações hematológicas. O paciente portador do traço é detectado 
através de estudo populacional ou análise devido à presença do gene HbS em algum membro da família. A condição 
heterozigota do paciente portador a herança genética da globina S por parte de um dos pais juntamente com a globina 
A proveniente do outro. Nestes casos, a concentração de HbA é mais elevada que HbS. As hemácias desses paciente 
possuem meia vida fisiológicas e a falciformação in vivo só ocorre caso o paciente seja submetido a anestesia geral, 
infecções, vôo em avião não-pressurizado, exposição a regiões de grande altitude e excesso de esforço físico. 
OBS: caso o paciente com traço falciforme seja submetido a cirurgias é necessário avisar pois a HbS presente em 
apenas 50% pode polimerizar, pode falcizar e causas complicações. 
 Anemia Falciforme – HbSS 
Temos HbS em homozigote, ou seja HbSS. 
A anemia falciforme pode ser denominada siclemia ou drepanocitose. 
A doença das células falciformes é um doença genética que o diagnóstico pode ser feito pelo estudo direto do DNA. 
Uma vez que a mutação pontual elimine o sítio de reconhecimento da enzima Mstll no códon 6 do gene da beta 
globina, os homozigotos ou heterozigotos podem ser identificador por técnicas de biologia molecular. 
 Doença falciforme – HbS + Hb variante (C, D, E e outros) 
Neste tipo de herança genética a HbS pode se combinar outras hemoglobinas anormais, como a hemoglobina C (HbC), 
hemoglobina D (HbD), beta-talassemia, entra outros, gerando combinações que também são sintomáticas, 
denominadas respectivamente de hemoglonbinopatia SC, hemoglobinopatia SD, S/beta-talassemia. Em geral, todas 
essas formas são sintomáticas do gene HbS, em homozigose ou em combinação sendo conhecidas como doenças 
falciforme. 
HbC Hemoglobinopatia SC 
HbD  hemoglobinopatia SD 
Beta-talassemia  S/beta-talassemia. 
FISIOPATOLOGIA 
Uma HbS passa pela baixa do pH, baixa de O2 e aumento da temperatura (frio ou calor excessivo) podendo 
desencadear alteração na hemoglobina S. Então ocorre uma desoxigenação da HbS formando polímeros dentro da 
hemácias fazendo o que ela fique em forma de foice. Então essa hemácia em foice tem uma anemia por alteração de 
membrana. O mesmo mecanismo de captação pelo braço e destruição irá ocorrer, esse processo caracteriza uma 
anemia hemolítica. Então ocorre hemólise causando icterícia devido o aumento da bilirrubina direta e anemia. 
Essa célula que está deformada sofre com desidratação ficando mais viscosa internamente e com a diminuição da 
deformidade a hemácia bicôncava para a circulação; com as presença das duas formas de hemácias o fluxo sanguíneo 
ocorre. Na forma de foice é mais rígida causa uma oclusão vascular na microcirculação isso irá causar isquemia 
tecidual, infarto, necrose e alterar vários órgãos ou seja uma doença sistêmica. 
OBS: a hemólise que ocorre nesse processo é mais extravascular apesar de também ocorrer no baço. 
Caso essa situação persista vamos ter piora dos sinais e sintomas mas se melhorar irá ocorrer reperfusão ou até uma 
crise mais leve. 
Quando o eritrócito sofre hemólise liberando Hb, arginase, arginina e radicais livres. Durante o processo enzimático a 
arginina da origem a NO e com a quebra da hemoglobina ocorre liberação da arginase dessa forma não terá matéria 
prima suficiente para dar origem ao NO fazendo com que ocorra uma desvantagem com o processo de depleção desse 
NO. Quando o NO se liga a hemoglobina fica inativo e os radicais livres também se ligam a ele, isso faz com que ocorra 
vasoconstrição de forma mais fácil. 
Quando ocorre hemólise ocorre diminuição/depleção de NO e também ativação das proteínas de superfície do 
endotélio vascular que fazem a migração da neutrófilos e plaquetas para dentro do vaso. Isso expõem o fator tecidual 
que ativa o fator ativados de Von Willebrand ocorrendo uma hipercoagulabilidade. 
Caso exista um processo inflamatório crônico as plaquetas estão aumentadas pois dentro do vaso possui uma 
migração de plaquetas e a medula está hiperprodutiva, produzindo mais leucócitos e plaquetas. 
Acontece também a ativação dos fatores teciduais, estimulo das interleucinas, estimulo endotelial estesque são 
antagonista do NO fazendo vasoconstrição. 
FATORES DESENCADEANTES 
 Exercício extremo 
 Estresse 
 Desidratação 
 Mudanças de clima 
 Infecções 
 Febre 
 Queda de O2 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
A hemólise ira causar anemia que gera hipodesenvolvimento, maturação sexual, insuficiência cardíaca, cálculos de 
vesícula anemia crônica e icterícia. 
A adesão ao endotélio pela hemácias, obstrução, hipóxia, lesão vascular, inflamação e ativação da coagulação causam 
dor e lesões de órgãos. 
 Dor: artralgia, dor abdominal e síndroma mão-pé 
 Lesões de órgãos: asplenia, septicemia, osteomielite, síndrome torácica aguda, hipertensão pulmonar, AVC, 
retinopatia, insuficiência renal, úlcera de perna. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUADRO CLÍNICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DIAGNÓSTICO 
O diagnóstico é pré-natal ou através da triagem neonatal onde é feito o teste do pezinho com até 72 horas, também 
pode ser feito em crianças maiores e em adultos com a identificação da Hb variante. 
 Teste do pezinho 
Quando é identificado apenas HbA está tudo bem porem quando ocorre presença de Hb variante a criança já 
considerada com traço falciforme. O diagnóstico com precisando de quais hemoglobinas a criança tem somente ao 6º 
mês de vida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 HPLC (cromatografia 
líquida de alta performance): separa as hemoglobinas normais e variantes 
 CE (eletroforese em acetato de celulose Ph alcalino): sendo alcalina ou acetato de celulose permite a 
separação da HbFetal e sua qualificação densitométrica o que auxilia o diagnóstico dos diferentes genótipos 
das doenças falciformes. 
 Achados laboratorias 
1. Anemia moderada a grave com Ht de 20-25% 
2. Reticulocitose de 3-15% 
3. Aumento da contagem global de leucócitos 
4. Aumento da contagem de plaquetas 
5. Hematoscopia evidencia as hemácias em foice 
6. Hiperbilirrubinemia indireta 
7. DHl elevado 
TRATAMENTO 
1. Prevenção de complicações 
2. TTO das complicações 
3. Cura 
 Prevenção 
1. Imunização: precisa estar vacinado 
2. Nutrição: bem nutrido, devido a carência de vitaminas que irá ter, isso irá ajuda-lo 
3. Hidratação: irá ajudar na melhora do fluxo sanguíneo 
4. Consultas regulares 
5. ATB profilática: por VO penicilina todos os dias ou benzetacil a cada 21 dias. 
6. Transfusões regulares: mesmo se já teve AVC é uma forma de prevenir que tenha outro. 
7. Doppler transcraniano: usado para avaliar a velocidade do fluxo sanguíneo principalmente na artéria cerebral 
média. Se normal refazer a cada ano; se alterado a cada 3 meses para avaliar alguma outra alteração; se alto 
risco o paciente entra no programa de transfusão programada pois irá fazer AVC. 
 TTO convencional 
1. ÁC. Fólico 
2. Hidroxiuréia 
3. Quelante de ferro 
4. Hidratação EV: precisa de hospitalização 
5. Anakgésicos 
6. AINH 
7. Opióide fraco ou forte 
8. Antibiótico 
9. Transplante de medula óssea

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