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Técnicas radiográficas periapical (2)

Material de Endodontia Pré‑Clínica sobre Biologia e patologia do tecido pulpar e perirradicular, com definições de pulpite reversível e irreversível (sintomática e assintomática), sinais clínicos, testes diagnósticos (calor, frio, elétrico, cavidade), percussão, palpação e achados radiográficos.

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PERFIL ACADÊMICO
UniFacema- Centro Universitário de Ciências e
Tecnologias do Maranhão
1° Turma de 2019 | 6° Período
Acadêmicos: 
Barbara Gabriele Morais Silva
Denise Maria Telles
Eduardo Sousa Pessoa 
Gabriella Ribeiro Nascimento
Luís Eduardo Cavalcante
Stéfany da Costa Leite
BIOLOGIA E PATOLOGIA DO TECIDO PULPAR E
PERRIRADICULAR – DIAGNÓSTICO EM ENDODONTIA
 
Endodontia Pré-Clínica
MORGANA ALMEIDA
CAXIAS-MA
Acometida por um processo inflamatório de caráter
irreversível, a polpa invariavelmente progride para
necrose, a qual pode dar-se lenta ou rapidamente.;
Sofre alterações irreversíveis, caracterizadas por
inflamação severa. Mesmo a remoção de irritantes
não é suficiente para reverter o quadro, havendo a
necessidade de intervenção direta na polpa;
A ausência de sintomas da pulpite irreversível,
provavelmente, se dá em virtude da exposição
pulpar, que possibilita a drenagem do exsudato
inflamatório e/ou a liberação de substâncias
analgésicas na região inflamada;
Pode ser provocada, aguda e localizada e persiste
por um longo período de tempo após a remoção do
estímulo. 
Teste Térmico:
 CALOR: O resultado do teste é positivo, nos casos
sintomáticos, a aplicação do calor exacerba a dor.
isto ocorre por conta da vasodilatação, pois
potencializa a pressão tecidual..;
 FRIO: Nos estágios iniciais da pulpite, pode haver
resposta positiva. Entretanto, nos estágios mais
avançados da inflamação pulpar, geralmente, não
há resposta positiva em virtude da perda de
atividade por hipóxia e degeneração das fibras A-δ. ;
CAVIDADE: A resposta geralmente é positiva;
ELÉTRICO: A polpa responde apenas a altas
correntes do teste elétrico;
PERCUSSÃ: Geralmente negativo, pois a resposta
inflamatória normalmente é localizada e restrita a
polpa;
PALPACÃO: Negativa.
- Aspectos clínicos
Em alguns casos, a pulpite irreversível pode se instalar
mesmo sem haver exposição da polpa à cavidade oral;
- Radiografia
Podem ser detectadas lesões cariosas e/ou restaurações
extensas, geralmente sugerindo exposição pulpar. O
espaço do ligamento periodontal (ELP) apresentasse
normal ou, algumas vezes, ligeiramente espessado. 
-Exames e Testes
1.
2.
PULPITE IRREVERSÍVEL PULPITE IRREVERSÍVEL SINTOMÁTICA
Seus fenômenos dolorosos são espontâneos,
intensos contínuos, difusos;
Não cede a analgésico;
Observa-se a presença de carie profunda e 
 comunicação pulpar.
Teste térmico:
Calor: dor lascinante, difusa, irradiada, exacerbada;
 Frio: Diminui a dor.
 - Radiografias
 Não contém alterações radiográficas significativas., mas
pode haver presença de espessamento apical.
- Exames e Testes
1.
2.
Se instaura no auge da reação inflamatória aguda;
- Aspectos clínicos
PULPITE IRREVERSÍVEL ASSINTOMATICA
 
Localizada, difusa e/ou referida;
Processo inflamatório pulpar degenerativo que, se
não for tratado, pode resultar em necrose pulpar;
Usualmente, não tem dor.
Teste de sensibilidade pulpar: positivo;
Frio;
- Aspectos clínicos
Pode-se tornar sintomática ou até mesmo necrótica
caso não aconteça a intervenção profissional do
Cirurgião-dentista habilitado durante o processo
inflamatório pulpar.
 - Radiografias
Não se observa alterações radiográficas significativas.
- Exames e Testes
PULPITE REVERSIVEL
Leve alteração inflamatória da polpa;
Geralmente é assintomática;
Presença presença cariosa extensa ou em uma
restauração insatisfatória, fratura dentaria,
infiltração.
A radiografia periapical não revela alterações
pulpares desta natureza, mas pode indicar a
presença de um processo carioso, restaurações sem
isolamento próximos da câmara pulpar e
profundidade relativa desses processos. 
Pelo exame visual, detecta -se restauração ou lesão
de cárie extensa. Não há ainda exposição pulpar.
Teste Térmico:
 CALOR: O paciente acusa uma dor tardia à
aplicação inicial do estímulo (segundos depois, à
medida que a temperatura aumenta na polpa, pela
manutenção do estímulo);
 FRIO: Evoca uma dor aguda, rápida, localizada, que
passa logo ou aos poucos segundos após a remoção
da fonte estimuladora;
- Aspectos clínicos
- Radiografias
- Apenas por radiografias não dá pra ter certeza se
houve exposição da polpa ou não.
- Exames e Testes
1.
2.
- Essa resposta é similar a de uma polpa normal.
ELÉTRICO: A intensidade da corrente elétrica
necessária para o paciente acusa um formigamento
ou sensação de queimação geralmente é igual ou
levemente inferior a de um dente normal, usado
como controle.;
Estimulação dentinária por meio de brocas, sonda
exploradora ou colher de dentina evoca dor,
indicando presença de vitalidade pulpar;
Na Percussão: O teste apresenta resultado negativo,
o dente responde normalmente ou com muito leve
aumento, à palpação. O teste de percussão vertical é
um valioso auxiliar para verificação clínica da
extensão apical do processo.;
PALPAÇÃO: Resultado negativo.
Calor;
Cavidade.
- Uma leve alteração inflamatória da polpa em fase
inicial em que a reparação tecidual advém uma vez
que seja removido o agente desencadeador do
processo. Se os irritantes persistirem ou aumentarem, a
inflamação pulpar torna-se de intensidade moderada à
severa, o que caracteriza Pulpite Irreversível.
NECROSE PULPAR
NECROSE DE LIQUIFAÇÃO
Comum em áreas de infecção bacteriana. Resultada
ação de enzimas hidrolíticas, de origem bacteriana
e/ou endógena (neutrófilos), que promovem a
destruição tecidual. 
 
NECROSE DE COAGULAÇÃO
Geralmente é causada por uma lesão traumática, com
interrupção do suprimento sanguíneo pulpar por causa
do rompimento do feixe vasculonervoso que penetra
pelo forame apical, ocasionando isquemia tecidual. 
NECROSE DE GAGRENOSA
Quando o tecido que sofreu necrose de coagulação é
invadido por bactérias que promovem a liquefação. Os
modelos de coagulação e liquefação coexistem na
gangrena pulpar.
Geralmente é assintomática, sendo que o paciente
pode relatar episódio prévio de dor;
Dependendo do status dos tecidos perirradiculares,
a dor pode estar presente. 
- Aspectos clínicos
A pulpite crônica hiperplásica, também conhecida
como pólipo pulpar, é uma inflamação crônica e
irreversível da polpa, que acomete crianças, adultos
e jovens em resposta a grandes exposições pulpares
por trauma ou cárie, ocorrendo principalmente em
molares decíduos ou permanente;
Dor inexistente ou moderada;
- Aspectos clínicos
PULPITE CRÔNICA
 
 
Teste Térmico :
 CALOR: A aplicação de calor, na grande maioria
das vezes, não evoca dor;
FRIO: A resposta à aplicação de frio é sempre
negativa.
Não há resposta à corrente elétrica por parte da
polpa;
CAVIDADE: A resposta é negativa;
PERCUSSÃO E PALPAÇÃO: Podem evocar
resposta positiva ou negativa, dependendo do
status dos tecidos perirradiculares. 
1.
2.
- Em outras situações, quando a causa de necrose foi
traumática, a coroa dentária pode estar higída;
- A necrose pulpar também pode promover o
escurecimento da coroa.
Pela radiografia de diagnóstico, observa-se a
presença de cárie, coroa fraturada e/ou
restaurações extensas. Se a causa de necrose foi
traumática, a coroa dentária pode apresentar-se
hígida ou com pequenas restaurações. O ELP pode
apresentar-se normal, espessado ou uma lesão
perirradicular caracterizada por reabsorção óssea
pode estar presente. 
- Radiografias
Exame clínico - visual pode visualizar a presença de
cáries e/ou restaurações extensas insatisfatórias que
alcançam a polpa;
- Exames e Testes
É uma condição inflamatória da polpa dentária,
altamente dolorosa, e uma das principais razões
para a procura de tratamento dentário de
emergência (cerca de 45% das consultas).
- Aspectos clínicos
PULPITE AGUDA 
 
 O diagnóstico clínico de pulpite aguda está
destinado para situações de dor pulpar presente, de
aparecimento espontâneo e resposta positiva aos
testes de sensibilidade pulpar.
 A queixa principal é a dor espontânea, leve a
intensa, representa a principal queixa que motivou
o paciente a requerer o tratamento. 
 São feitos exame térmicos (testes de vitalidade)
como :
 FRIO: Positivo;
 CALOR: Positivo.- A dor alivia com analgésicos.
 - Radiografias
O exame radiográfico vai apenas mostrar se há presença
de cáries ou restaurações profundas, que podem ser a
causa da alteração pulpar. Na região periapical não se
observa presença de lesão, e sim espaço periodontal
apical normal ou levemente aumentado, mas com
lâmina dura normal. .
- Exames e Testes
 - Responde com dor intensa e localizada, desaparece
logo após a remoção do estimulo.
 O pólipo é de fácil diagnóstico clínico, sendo
caracterizado por um tecido vermelho rosado,
de consistência firme, que se projeta da câmara
pulpar.
O tecido de granulação extrapola os limites da
cavidade pulpar. 
São feitos exames de vitalidade pulpar, para
observar se a polpa tem vida ou já está em
necrose. 
 Os testes térmicos (frio e calor ) podem responder
normais 
 - Radiografias
A radiografia periapical pode revelar periodontite apical
crônica incipiente quando o envolvimento pulpar for
extenso ou de longa duração.
- Exames e Testes
O cisto radicular localiza-se no ápice de qualquer
dente desvitalizado, sendo a maioria encontrada na
maxila, particularmente na região anterior, seguida
pela região maxilar posterior, região posterior da
mandíbula e região anterior da mandíbula.
O cisto radicular representa uma lesão assintomática e
não demonstra evidências clínicas de sua presença,
sendo descoberta através de exame radiográfico.
- Aspectos clínicos
 - Radiografias
O cisto radicular apresenta uma imagem radiolúcida de
densidade homogênea, unilocular, circunscrita,
arredondada ou ovalada, associada a um ápice radicular
intacto, de um dente desvitalizado, com o rompimento 
CISTO RADICULAR
 
 
É indicada a exodontia do dente envolvido e a
curetagem cuidadosa do tecido periapical.
rompimento da lâmina dura ao nível do ápice. 
- Exames e Testes
 - O diagnóstico radiográfico do cisto radicular não
pode ser tomado como definitivo, pois sempre haverá a
possibilidade de outras patologias, mais agressivas
localizadas no periápice.
Existem duas divisões da periodontite apical aguda,
 Periodontite Apical Assintomática de natureza
traumática (resumindo-se a ausência de
microorganismos).
Periodontite Apical Sintomática de natureza infecciosa
(presumindo-se a presença microorganismos).
A primeira é observada posteriormente ao
tratamento de dente com relação aos aspectos
radiográficos, ressaltou que não pode ser
considerado um fator determinante, uma vez que o
espaço periodontal pode ser encontrar normal,
aumentando, ou com discreta rarefação óssea difusa
na pericementite apical aguda de natureza
infecciosa.
A radiografia periapical pode revelar periodontite
apical crônica incipiente quando o envolvimento
pulpar for extenso ou de longa duração;
- Aspectos clínicos
sendo elas: 
1.
2.
 
- Em casos de periodontite apical aguda, um aumento
do espaço ocupado pelo ligamento periodontal na
região periapical.
 - Radiografias
PERIODONTITE APICAL AGUDA
 
 O diagnóstico preciso da periodontite apical aguda
são o espessamento do ligamento periodontal,
continuidade da lâmina dura e a normalidade do
trabeculado ósseo adjacente. O espessamento do
ligamento periodontal decorrente da extrusão dentária,
será visualizado radiograficamente quando houver
perpendicularidade entre o longo eixo do terço apical
do canal radicular e o feixe de raios-X. Mesmo sabendo
que injúrias físicas, químicas ou traumáticas podem
levar uma absorção óssea em questão de horas ou até
minutos, sabe-se também que não será visualizada
imediatamente numa imagem radiográfica, pois há
necessidade de um processo de atividade clástica de
mais ou menos 10 dias promovendo uma perda de
mineralização de 30% a 50%.
ABCESSO PERIAPICAL COM FISTULA
 
Poderá ser observado espessamento do pericemento
apical ou mesmo uma área radiolúcida de rarefação
difusa no osso alveolar, podendo variar desde uma
pequena lesão até maior perda óssea.
Exames radiográficos Periapicais; Interproximais;
Oclusais; Panorâmicas.
- Radiografias
- Exames e Testes
- Caso o abcesso acabe por drenar de forma
expontânea, o que pode acontecer naturalmente, irá
originar uma abertura (fístula) na superfície dos tecidos
moles, por onde drenará (sairá) a maior porção do pus
acumulado (abscesso periapical com fístula),
diminuindo assim rapidamente de tamanho,
dissimulando a sua presença. 
Abscesso dentário é um acúmulo de pus, resultante
de uma infeção dentária. Possui a forma de uma
bolsa visível com aspecto de “cisto, caroço ou bolha
na gengiva ” ou de “pequena bola branca ou de cor
esbranquiçada e de conteúdo purulento.
 Embora referido como um abcesso ou abscesso no
- Aspectos clínicos
dente, devido à sua origem, este acaba por se evidenciar
na gengiva adjacente ao dente infecionado.
Não significa, contudo, que a infeção esteja debelada,
pois não havendo qualquer tratamento subsequente,
acaba por evoluir para uma situação de abscesso
periapical crónico.
ABCESSO PERIAPICAL SEM FISTULA
 
· A região periapical é uma estrutura dinâmica composta
por tecidos que apoiam e envolvem o dente. Esses tecidos
incluem o ligamento periodontal, o cemento e o osso
alveolar. Os suprimentos vasculares e o nervoso dos tecidos
também são vitais ao funcionamento normal dos tecidos
periodontais. 
· As alterações periapicais podem ocorrer no organismo
humano, em decorrência de reações inflamatórias agudas e
crônicas nestes tecidos. Com características
etiopatogênicas, clínicas, radiográficas e microscópicas,
exclusivas e próprias da região periapical, o abscesso
dentoalveolar trata-se de uma coleção purulenta
proveniente da morte de células de defesa(neutrófilos,
macrófagos) e restos de bactérias, ocasionando
sintomatologia dolorosa no paciente. O estado patológico
já pode ser detectável através dos exames anamnésico-
clínico-radiográfico indicando assim a escolha do
tratamento conservador ou cirúrgico. 
Dor espontânea, intensa, pulsátil, localizada, continua,
com sensação de dente crescido e intensa dor a
mastigação;
Podem ser localizados no ápice radicular, na região
subperiostea ou região submucosa.
Apresenta-se normal ou com espaçamento do
ligamento periodontal , assim como lessão periapical.
VITALIDADE: Negativo.
PERCUSSÃO E PALPAÇÃO: Positivo.
- Aspectos clínicos
- Radiografias
Exames e Testes
Sendo necessário no exame anamnésico identificar
presença de sintomas sistêmicos de febre já sendo
necessário o manejo de antibioticoterapia. 
Poderá ser observado espessamento do pericemento
apical ou mesmo uma área radiolúcida de rarefação
difusa no osso alveolar, podendo variar desde uma
pequena lesão até maior perda óssea.
·Testes de palpação e percussão
exteriorizar-se, forma o que se denomina fístula. Com
isso, a diminuição ou desaparecimento da dor é
praticamente instantâneo, 
- Radiografias
- Exames e Testes
- Não tem muito valor para o diagnóstico diferencial,
pois ambas as lesões causam inflamação ao
ligamento periodontal e edemas.
ABCESSO PERIAPICAL AGUDO
 
ABSCESSO DENTOALVEOLAR EVOLUÍDO
ABCESSO PERIAPICAL CRÔNICO
 
Nada mais é que um processo inflamatório crônico
·- Aspecto clinico
supurativo de evolução torpida e na maioria das vezes
assintomático. 
- Usualmente o pus formado é drenado intermitentemente
pelo canal radicular, mas quando isso não ocorre a
drenagem deve ser realizada por meio de trajeto fistuloso
com abertura cutânea ou mucosa.
Apresenta-se normal ou com espessamento do
VITALIDADE: Negativo;
PERCUSSÃO: Pode ser negativo ou positivo, assim
- Radiografias
ligamento periodontal ou radiolúcida.
- Exames e Testes
como o de palpação.
Apresenta sinais de edemas com pontos de
- Aspectos clínicos
flutuação do material purulento. Quando consegue