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Stephane Bispo @vidadefisio_study 
 
 
 
 
Anatomia e Biomecânica do Tornozelo 
 
• Dorsiflexão: 15° a 20° de ADM; Músculo tibial 
anterior, extensor longo dos dedos, fibular 
terceiro. 
• Plantiflexão: 45° a 50° de ADM; Músculo sóleo e 
Gastrocnêmicos 
 
• Inversão: 35° a 40° de ADM; Músculo Tibial 
posterior, Sóleo, Gastrocnêmicos, Flexor longo 
dos dedos. 
• Eversão: 20° a 25° de ADM; Músculo fibular 
curso e longo, Extensor longo dos dedos e 
Fibular terceiro. 
 
 
 Entorse de Tornozelo 
Stephane Bispo @vidadefisio_study 
• Adução/ Abdução: Ocorrem no plano transverso, 
com o movimento do antepé. 
 
Entrose de tornozelo 
• A entrose é um movimento violento, com 
estiramento ou ruptura parcial ou total de 
ligamentos da articulação do tornozelo; 
• Uma das lesões musculoesqueléticas 
frequentemente encontradas na população ativa, 
que geralmente envolve lesão dos ligamentos 
laterais; 
• Correspondendo a cerca de 15% a 20% de todas as 
lesões do esporte; 
• 85% das entorses ocorre em inversão. 
 
Mecanismo de Lesão 
• Entorse em inversão: O pé vira para fora, fazendo 
com que a planta do pé fique voltada para o outro 
pé (inversão), causando dor ao longo do lado 
externo do tornozelo; 
• Entorse em eversão: O pé vira para dentro 
causando dor ao longo do lado interno e pode 
representar uma lesão mais grave para os tendões 
e ligamentos. 
• Entorse em rotação: O tornozelo vira para fora ou 
para dentro, porém, com maior amplitude 
afetando os movimentos de adução e abdução. 
 
 
• Entrose em inversão: Ligamento Fibulotalar 
anterior, Calcaneofibular; Ligamento Fibulotalar 
posterior. 
• Entorse em Eversão: Ligamento deltóide 
(Ligamento tibiocalcaneo, tibionavicular e 
tibiotalar anterior e posterior) 
• Entorse em rotação: Sindesmose 
 
Classificação da Lesão 
 
 
Stephane Bispo @vidadefisio_study 
Grau I: Leve estiramento ou ruptura das fibras 
ligamentares; 
Grau II: Algumas fibras ligamentares são rompidas ou 
separadas; 
Grau III: Ruptura total do ligamento. 
Diagnóstico 
• Exame clínico (palpação do tornozelo e a avaliação 
dos movimentos); 
• Testes Clínicos (Sinal de gaveta anterior, teste de 
keiger, Inclinação talar); 
• Ressonância magnética. 
 
Testes Clínicos 
• Inversão: Em decúbito dorsal com o tornozelo para 
fora da maca, uma mão estabiliza a tíbia e a outra 
no retro calcâneo, empurrando para o sentido 
superior e frontal – Teste de gaveta Anterior, 
avalia talofibular anterior; 
• Ligamento Calcâneo fibular: Paciente em decúbito 
dorsal com tornozelo fora da maca, uma mão 
estabiliza a tíbia e a fibular e com a outra um 
estresse em varo, Simulação de supinação. Se 
referir dor ou instabilidade é positivo para lesão; 
• Talofibular posterior: Em decúbito dorsal, 
tornozelo fora da maca, uma mão estabiliza os 
metatarsos e tarsos, a outra estabiliza tíbia e 
fibular, empurrando o pé para baixo – Teste de 
gaveta posterior. Se houver instabilidade é 
positivo. 
 
• Eversão: Estresse em valgo. Paciente em decúbito 
dorsal, tornozelo fora da maca, uma mão estabiliza 
tíbia e fíbula, a outra estabiliza metatarsos e tarsos, 
e simula uma pronação excessiva. Se referir dor é 
positivo. 
 
• Rotação: paciente em decúbito dorsal, gerar uma 
flexão de joelho, com o pé inclinado a no máximo 
15°, estimulando uma adução ou abdução, 
gerando uma rotação. Se referir dor, é positivo 
para lesão. 
Tratamento 
 
 
 
• Tem como Objetivo o retorno das AVD’S; 
• Remissão da dor, inchaço e inexistência de 
instabilidade articular; 
• PEACE & LOVE, eletroterapia, ultrassom, 
cinesioterapia (exercícios de fortalecimento, 
propriocepção, ganho de ADM; 
• Grau I / Grau II o repouso será mais rápido pois a 
recuperação é mais rápida; 
• Grau III: Necessitam de uma imobilização mais 
efetiva com duração de quatro a seis semanas 
podendo-se usar tala gessada, fixa ou móvel. 
1ª semana: PEACE & LOVE: Esta fase dura até a 
melhora da dor e do inchaço, geralmente uma semana; 
2ª fase: Fisioterapia motora supervisionada para 
melhorar o movimento do tornozelo, aumentar a força 
e a estabilidade dos músculos. Nesta fase inicia-se o 
apoio e o treino de marcha. Métodos analgésicos 
podem ser usados concomitantemente. Geralmente na 
segunda semana. 
3ª fase: Inclui gradualmente retornando as atividades 
que não necessitam de giro ou torção do tornozelo e 
fazer exercícios de manutenção. Intensifica-se o treino 
de força e de propriocepção. Se o paciente sentir-se 
seguro e confiante é realizada a reintrodução das 
atividades laborais e desportivas.

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