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Segundo Ruiz (1991, p. 103), “Os princípios subjetivos operativos que guiam o filósofo ou o cientista são os sentidos corporais e a inteligência ou razão natural, diversamente acontece com o teólogo ou como o fiel que operam com sua razão iluminada, ilustrada, elevada pelo dom sobrenatural e gratuito da fé, conforme ensina a própria teologia. A fé eleva a razão a uma ordem superior e divina de conhecimento.” Analisando a afirmação e tendo em vista a concepção de educação a partir do século XVI, podemos considerar que:

a. Dependendo da religião da pessoa, ela pode ter entendimento diferente do conhecimento científico.
b. A ciência pode ser subestimada por elementos não comprováveis, como a fé. A afirmação de Ruiz corrobora com as ideias de educação até o século XVI, quando os educadores começam a defender que a experimentação e observação complementariam a aprendizagem. Os enfoques defendidos por alguns estudiosos, à época, permitiam o questionamento sobre o ensino de princípios religiosos.
c. A ciência e a fé traduzem os mesmos resultados que implicarão na construção de conteúdos curriculares.
d. A educação não pode se ater aos princípios da ciência, já que a fé é muito mais ampla.
e. A razão é mais importante que a fé.
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Discussões sobre Educação Inclusiva

há 2 anos

Respostas

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há 2 anos

Vamos analisar as alternativas com base na citação de Ruiz e no contexto da educação a partir do século XVI. a) Dependendo da religião da pessoa, ela pode ter entendimento diferente do conhecimento científico. - Esta afirmação é verdadeira, mas não aborda diretamente a relação entre ciência e fé conforme discutido por Ruiz. b) A ciência pode ser subestimada por elementos não comprováveis, como a fé. A afirmação de Ruiz corrobora com as ideias de educação até o século XVI, quando os educadores começam a defender que a experimentação e observação complementariam a aprendizagem. Os enfoques defendidos por alguns estudiosos, à época, permitiam o questionamento sobre o ensino de princípios religiosos. - Esta opção é bastante completa e reflete a relação entre ciência e fé, além de mencionar a evolução do pensamento educacional. c) A ciência e a fé traduzem os mesmos resultados que implicarão na construção de conteúdos curriculares. - Esta afirmação não é precisa, pois ciência e fé operam em esferas diferentes e não necessariamente traduzem os mesmos resultados. d) A educação não pode se ater aos princípios da ciência, já que a fé é muito mais ampla. - Esta opção sugere uma visão que pode ser considerada limitante, já que a ciência também é uma forma válida de conhecimento. e) A razão é mais importante que a fé. - Esta afirmação é uma simplificação e não reflete a complexidade da relação entre razão e fé discutida por Ruiz. Após essa análise, a alternativa que melhor se alinha com a citação de Ruiz e o contexto educacional do século XVI é: b) A ciência pode ser subestimada por elementos não comprováveis, como a fé. A afirmação de Ruiz corrobora com as ideias de educação até o século XVI, quando os educadores começam a defender que a experimentação e observação complementariam a aprendizagem. Os enfoques defendidos por alguns estudiosos, à época, permitiam o questionamento sobre o ensino de princípios religiosos.

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Nas palavras de Saviani (2000, p. 1):

Dou apenas um exemplo: o ano letivo começa em fevereiro e logo temos a semana do índio, a semana santa, a semana das mães, semana do folclore, as festas juninas, em agosto vem à semana do soldado, depois a semana da Pátria, a semana da árvore, os jogos da primavera, semana da criança, festa do professor, do funcionário público, semana da asa, semana da República, festa da bandeira, e nesse momento já chegamos ao final de novembro. O ano letivo se encerra e estamos diante da seguinte constatação: fez-se tudo na escola; encontrou-se tempo para toda espécie de comemoração, mas muito pouco tempo foi destinado ao processo de transmissão-assimilação de conhecimentos sistematizados. Mas, pode-se perguntar: qual é o problema? Se tudo é currículo, se tudo o que a escola faz é importante, se tudo concorre para o crescimento e aprendizagem dos alunos, então tudo o que faz é válido e a escola não deixou de cumprir sua função educativa. No entanto, o que se constata é que, de semana em semana, de comemoração em comemoração a verdade é que a escola perdeu de vista a sua atividade nuclear que é a de propiciar aos alunos a aquisição dos instrumentos de acesso ao saber elaborado.

Saviani está com essa afirmação:

I ? Considerando a necessidade intrínseca de realizar comemorações sistemáticas na escola.

II ? Considerando a importância de usar as comemorações como disparadoras para debates em sala de aula considerando o currículo oculto.

III ? Perde-se, muito tempo com atividades descontextualizadas, por exemplo, as diversas comemorações realizadas durante o ano letivo, que seguem desde o carnaval até as festas natalinas.


Está(ão) correta(s):

CLIQUE NA SUA RESPOSTA ABAIXO

  • II, apenas.
  • III, apenas.
  • I e II, apenas.
  • I, II, II.
  • I e III, apenas.


Muitas são as indagações dos seres humanos acerca da sociedade em que vivem, ou mesmo dos indivíduos. As inquietações nos levam a pensar, pois pensar é um ato social e político. A Filosofia também possibilita ao homem pensar nessas questões, contudo, o pensar filosófico tem características que o diferem das outras formas de pensar. Assinale a alternativa que contém uma característica do pensamento filosófico:


São diferentes, porque a base teórica os difere, os fundamentos da sociologia assentam-se na prática e dinâmica social e a filosofia, nas reflexões.


O pensamento filosófico é o pensamento da negação, enquanto o pensamento sociológico, ou político, é o pensamento de afirmação.


É a condição da própria Filosofia que remonta à antiguidade e se apoia nos pensamentos de Sócrates.


Saber fazer boas perguntas, porque o pensamento filosófico requer questionar sempre, mesmo que não chegue a nenhuma conclusão.


O fato de não acatar os conceitos sem buscar o sentido desse. Daí essa forma de pensar busca a consciência.

Assinale a alternativa que contém o autor da seguinte afirmativa: “Ao afirmar que o ‘ludus’ latino não é idêntico ao brincar francês, ____________ explica que diferentes culturas, em função de suas analogias é que irão definir e construir um sentido daquilo que, segundo as determinações de sua cultura, é ou não entendido como jogo.” Escolha uma opção: a. Paulo Freire. b. Maria Montessori. c. Gilles Brougére. d. Henry Wallon. e. Lev Vygotsky.

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