Ed
há 4 horas
Vamos analisar as alternativas com base no poema de Alberto Caeiro: A) "O poema revela sutil visão da natureza que transpõe a concre tude das coisas." - O poema enfatiza a realidade concreta da natureza, sem simbolismos ou abstrações metafísicas. Caeiro valoriza o que é real e concreto, não transcende a concretude. Essa alternativa está correta. B) "Alberto Caeiro choca os olhares metafísicos que enxergam na morte uma simbólica significação." - Caeiro realmente rejeita interpretações metafísicas da morte, vendo-a como algo natural e sem significado simbólico. Essa alternativa também está correta. C) "Os versos de Caeiro são uma negação de que 'as coisas não têm significado: tem existência.'" - Caeiro afirma que as coisas têm existência, não necessariamente significado simbólico. A frase está confusa, mas a ideia central do poema é que as coisas existem por si mesmas, sem necessidade de significado. Essa alternativa está correta. D) "Nesse poema, a certeza/incerteza da estação das flores está entrelaçada à condição do eu lírico." - O poema mostra que a primavera virá no seu tempo, independentemente da presença ou ausência do eu lírico. Não há incerteza, mas uma aceitação da ordem natural. Essa alternativa está incorreta. E) "O verso 'o que for, quando for, é que será o que é' coaduna-se com a frase: 'o homem é a medida de todas as coisas, das coisas que são, enquanto são, e das coisas que não são, enquanto não são'." - A frase atribuída a Protágoras (relativismo) contrasta com a visão de Caeiro, que aceita a realidade objetiva independente do homem. Portanto, essa alternativa está incorreta. Como a questão pede a alternativa correta e há mais de uma que parece correta, precisamos escolher a que melhor representa a ideia central do poema. A alternativa A é a que melhor sintetiza a visão do poema: a valorização da natureza concreta, sem abstrações metafísicas. Resposta correta: A
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