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Mulher de 49 anos procura o pronto-socorro com dor abdominal em cólica, vômitos biliosos e parada da eliminação de flatos há 18 horas. Relata colectomia esquerda há 8 anos por diverticulite complicada. Ao exame físico, apresenta-se desidratada, com abdome discretamente distendido, timpânico e doloroso difusamente, sem sinais de irritação peritoneal. Os ruídos hidroaéreos estão aumentados em frequência e timbre. Radiografia de abdome mostra múltiplos níveis hidroaéreos centrais em “escada”, sem pneumoperitônio. Exames laboratoriais sem leucocitose importante e lactato normal.
A conduta mais adequada é:
(A) Laparotomia exploradora imediata devido ao risco elevado de estrangulamento intestinal.
(B) Colonoscopia descompressiva associada à antibioticoterapia venosa.
(C) Passagem de sonda nasogástrica, hidratação venosa, correção hidroeletrolítica e observação clínica.
(D) Administração de procinéticos e alta hospitalar após melhora dos vômitos.
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CuriosidadesGerais

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

Analisando o caso: - Mulher com dor abdominal em cólica, vômitos biliosos e parada de eliminação de flatos há 18 horas. - História de colectomia esquerda por diverticulite complicada. - Exame físico: desidratação, abdome distendido, timpânico, doloroso, sem sinais de peritonite. - Ruídos hidroaéreos aumentados. - Radiografia: múltiplos níveis hidroaéreos centrais em “escada”, sem pneumoperitônio. - Laboratoriais: sem leucocitose importante e lactato normal. Esses achados são compatíveis com obstrução intestinal, provavelmente suboclusão, sem sinais de estrangulamento (ausência de peritonite, lactato normal, sem pneumoperitônio). Conduta inicial adequada em obstrução intestinal sem sinais de estrangulamento é suporte clínico: hidratação, correção hidroeletrolítica, descompressão com sonda nasogástrica e observação. Portanto, a alternativa correta é: (C) Passagem de sonda nasogástrica, hidratação venosa, correção hidroeletrolítica e observação clínica.

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Um menino de 9 anos, com diagnóstico prévio de asma brônquica, é levado à Unidade de Emergência com quadro de dispneia intensa e "chiado" iniciado há 4 horas. A mãe relata que utilizou três jatos de salbutamol em casa, sem melhora. Ao exame físico, o paciente apresenta-se agitado, sentado e encurvado para frente. Consegue responder às perguntas do médico utilizando apenas palavras isoladas. Dados vitais e exame segmentar: Frequência Respiratória: 38 irpm; Frequência Cardíaca: 135 bpm; Saturação de O2 (SpO2 ): 89% em ar ambiente; Musculatura acessória: Presença de tiragem intercostal e fúrcula evidentes.
Considerando os critérios de classificação e o protocolo de tratamento apresentados nos anexos, qual é a classificação da crise e a conduta imediata correta?
A) Exacerbação Leve a Moderada; administrar 4 a 10 puffs de SABA (Salbutamol) a cada 20 minutos por 1 hora e considerar corticoide sistêmico se não houver resposta plena.
B) Exacerbação Grave; iniciar oxigenioterapia para manter SpO2 ≥94%, administrar 4 a 10 puffs de SABA associado ao Brometo de Ipratrópio e prescrever Corticoide Sistêmico na admissão.
C) Exacerbação Grave; indicar imediatamente Intubação Orotraqueal e ventilação mecânica, visto que o rebaixamento do nível de consciência e a SpO2 <90% indicam falência respiratória iminente.
D) Exacerbação Leve a Moderada; realizar nebulização com Soro Fisiológico a 3% e Adrenalina, visando reduzir o edema de mucosa, associado à Dexametasona intramuscular.

Uma mulher de 27 anos procura a Unidade Básica de Saúde devido à ausência de menstruação há 9 meses. Relata que a menarca ocorreu aos 12 anos e que possuía ciclos regulares até o início do quadro. Nega galactorreia, alterações visuais, perda de peso acentuada ou prática de exercícios extenuantes. No histórico médico, nega cirurgias uterinas (curetagens) ou infecções pélvicas. Ao exame físico: mamas e genitália externa com desenvolvimento normal (Tanner M5P5); IMC de 23 kg/m ². Resultados da investigação inicial: Beta-hCG: Negativo. TSH e Prolactina: Normais. Teste da Progesterona (Medroxiprogesterona 10mg/dia por 10 dias): Ausência de sangramento. Teste do Estrogênio + Progesterona: Presença de sangramento após a interrupção. Dosagem de FSH: 62 mUI/mL (Referência: 2 a 10 mUI/mL na fase folicular). Cariótipo: 46,XX. Ultrassonografia Transvaginal: Útero de volume normal; ovários de volume normal apresentando diversos folículos primordiais e antrais pequenos.
Qual é o diagnóstico mais provável?
A) Síndrome de Asherman; visto que a falha no teste da progesterona confirma a presença de sinéquias uterinas obliterantes, independentemente do resultado do teste combinado.
B) Insuficiência Ovariana Prematura (IOP) por depleção folicular; caracterizada pelo hipogonadismo hipergonadotrófico e falência na resposta aos testes hormonais.
C) Síndrome de Savage (Síndrome dos Ovários Resistentes); pois a paciente apresenta cariótipo normal, níveis elevados de gonadotrofinas e presença de folículos à ultrassonografia, indicando resistência periférica aos receptores de FSH/LH.
D) Amenorreia Hipotalâmica Funcional; justificada pela falha no teste da progesterona, embora os níveis de FSH devessem estar baixos ou inapropriadamente normais.

Homem de 38 anos, 92 kg, eletricista industrial, é admitido no pronto-socorro após explosão elétrica de alta voltagem em subestação fechada. Segundo colegas de trabalho, o paciente permaneceu desacordado por aproximadamente 4 minutos, sendo encontrado em ambiente com intensa fumaça. Durante o transporte evoluiu com piora progressiva do padrão respiratório. Na admissão, apresenta Glasgow 12, FC = 156 bpm, PA = 84 × 48 mmHg, FR = 40 irpm e saturação = 82% em máscara não reinalante. Observam-se queimaduras de espessura parcial profunda em tórax anterior, ambos os membros superiores e face anterior do membro inferior esquerdo, além de áreas endurecidas e esbranquiçadas em antebraço direito. Apresenta vibrissas chamuscadas, rouquidão intensa, estridor inspiratório discreto e escarro carbonáceo. À palpação do membro superior direito, há importante dor desproporcional ao exame físico, aumento da tensão muscular e redução progressiva dos pulsos distais. Nas primeiras horas de atendimento, apesar da reposição volêmica inicial, evolui com débito urinário de 18 mL/h, urina escurecida, creatinina = 2,8 mg/dL, ureia = 96 mg/dL, CK = 32.000 U/L, potássio = 6,8 mEq/L, bicarbonato = 14 mEq/L, lactato = 7,2 mmol/L e gasometria arterial evidenciando acidose metabólica grave. O eletrocardiograma demonstra ondas T apiculadas difusas.
A alternativa que apresenta a melhor interpretação fisiopatológica do quadro e a conduta prioritária é:
(A) Insuficiência renal aguda pré-renal secundária à perda volêmica cutânea; deve-se evitar expansão agressiva devido ao risco de edema pulmonar na contusão térmica inalatória.
(B) Injúria renal aguda intrínseca por necrose tubular aguda pigmentária secundária à rabdomiólise, sendo necessária proteção imediata de via aérea, reposição volêmica guiada por débito urinário e descompressão cirúrgica do compartimento acometido.
(C) Insuficiência renal aguda pós-renal secundária à obstrução tubular por cristais de ácido úrico, sendo indicada alcalinização isolada da urina e antibioticoterapia profilática sistêmica precoce.
(D) Choque séptico secundário à perda da barreira cutânea, sendo prioritário iniciar vasopressor precoce e adiar intubação até confirmação broncoscópica de lesão inalatória.

Um lactente de 14 meses é levado à Unidade Básica de Saúde devido a quadro de diarreia há 2 dias, com cerca de 4 episódios de fezes amolecidas por dia, sem sangue ou muco. A mãe relata que a criança apresentou um episódio de vômito hoje cedo, mas continua aceitando bem o aleitamento materno e a alimentação habitual. Ao exame físico: paciente alerta, ativo, com lágrimas presentes, olhos normais (não encovados), mucosas úmidas e sinal do prega que desaparece imediatamente. O tempo de enchimento capilar é de 2 segundos. De acordo com o Manual de Manejo da Doença Diarreica Aguda do Ministério da Saúde,
qual é a classificação do estado de hidratação e a conduta correta?
(A) Sem desidratação (Plano A); manter tratamento domiciliar com aumento da oferta de líquidos, administrar Sais de Reidratação Oral (SRO) após cada evacuação diarreica (50 a 100 ml), manter a alimentação habitual e prescrever Zinco (20 mg/dia) por 10 a 14 dias.
(B) Desidratação leve a moderada (Plano B); iniciar Terapia de Reidratação Oral (TRO) na unidade de saúde com oferta de 50 a 100 ml/kg de SRO em um período de 4 a 6 horas, suspendendo a alimentação sólida temporariamente.
(C) Sem desidratação (Plano A); orientar o uso de anti-histamínicos para controle do vômito, prescrever loperamida para reduzir a frequência das evacuações e recomendar a suspensão de derivados do leite por 7 dias.
(D) Desidratação Grave (Plano C); encaminhar para internação hospitalar imediata para expansão volêmica com Soro Fisiológico 0,9% por via intravenosa, visto que o episódio de vômito indica falha na via oral.

Uma mulher de 42 anos, G3P3 (partos vaginais), procura a Unidade Básica de Saúde queixando-se de aumento progressivo do fluxo menstrual há cerca de 1 ano. Relata que o sangramento dura 8 a 10 dias, com presença de coágulos e necessidade de troca de absorventes a cada 2 horas nos primeiros dias. Queixa-se também de dor pélvica tipo "peso" e dismenorreia secundária. Ao exame físico: paciente descorada (+/4+); abdome com útero palpável a cerca de 3 cm acima da sínfise púbica. Ao toque bimanual: útero aumentado de volume (compatível com 12 semanas), contornos irregulares e consistência endurecida. O exame especular mostra colo sem lesões, com sangramento ativo pelo orifício externo. O teste de gravidez (Beta-hCG) é negativo. Considerando as causas estruturais de SUA,
qual é a principal hipótese diagnóstica e o achado esperado na ultrassonografia transvaginal?
(A) Adenomiose; presença de útero de formato globular, com áreas císticas miometrais e espessamento assimétrico das paredes uterinas (zona juncional > 12 mm).
(B) Leiomiomatose Uterina; presença de nódulos hipoecoicos bem delimitados, sendo os de localização submucosa os mais prováveis responsáveis pelo quadro hemorrágico.
(C) Pólipo Endometrial; imagem de espessamento endometrial focal, hiperecogênica, com pedículo vascular visível ao Doppler colorido.
(D) Hiperplasia Endometrial; espessamento endometrial difuso e heterogêneo, sendo obrigatória a realização de biópsia para excluir atipias celulares ou malignidade.

Um recém-nascido (RN) de 39 semanas de idade gestacional, parto vaginal, nasce sem intercorrências e apresenta exame físico normal (assintomático). Ao revisar o prontuário materno, o pediatra observa que a mãe recebeu o diagnóstico de Sífilis Latente Tardia durante o pré-natal, tendo realizado o tratamento com três doses de Penicilina G Benzatina (2,4 milhões UI cada). No entanto, a última dose foi administrada há apenas 15 dias da data do parto. O VDRL materno no momento do parto é 1:4 e o VDRL do RN (sangue periférico) é 1:4.
Qual é o manejo adequado para este recém-nascido?
(A) Classificar como RN de mãe adequadamente tratada; como o VDRL do RN é igual ao materno e o bebê é assintomático, não é necessária investigação laboratorial, apenas seguimento ambulatorial.
(B) Classificar como RN de mãe inadequadamente tratada; realizar investigação completa (hemograma, líquor, radiografia de ossos longos e VDRL) e, caso todos os exames sejam normais e o VDRL seja reagente, realizar dose única de Penicilina Benzatina (50.000 Ul/kg).
(C) Classificar como RN de mãe inadequadamente tratada; realizar investigação completa; se houver qualquer alteração nos exames ou o VDRL for reagente em qualquer titulação (mesmo 1:4), tratar com Penicilina Cristalina (ou Procína) por 10 dias.
(D) Classificar como RN de mãe adequadamente tratada; realizar apenas o VDRL do RN e radiografia de ossos longos; se normais, o bebê pode receber alta com agendamento de retorno para teste treponêmico após os 18 meses.

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