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Paciente previamente hígido, de 7 meses de idade, sexo feminino, dá entrada no pronto socorro com história de tosse seca há 20 dias. A tosse ocorre em crises, que muitas vezes são seguidas de vômitos. A mãe refere ter notado que, durante algumas das crises de tosse, sua filha fica com o lábio azulado. Por 3 dias, no início do quadro, teve febre de até 38°C. Procurou atendimento médico no terceiro dia de evolução da doença. Na ocasião, foi prescrita Amoxicilina, que usou por 10 dias, com pouca melhora. Traz a carteirinha de vacinação: 1 dose BCG, 1 dose Hepatite B, 2 doses Pentavalente (DPT + HiB + Hepatite B), 2 doses Meningococo C, 2 doses Pneumococo 10 valente e 2 doses de Rotavírus. Ao exame físico: Regular estado geral, corada, hidratada, acianótica, anictérica. FC: 120bpm, FR: 56 irpm, Sat: 89%. Bulhas rítmicas normofonéticas em 2 tempos, sem sopros. Murmúrios vesiculares presentes, sem ruídos adventícios. Ruídos hidroaéreos presentes, abdome globoso, flácido, sem visceromegalias. Boa perfusão periférica. Fontanela anterior normotensa. Colhidos exames laboratoriais e realizada radiografia de tórax: Hemoglobina: 11,0 g/dL, Hematócrito: 31%. Leucócitos: 43.000/mm3 (23% Neutrófilos, 74% Linfócitos, 3% Monócitos). Plaquetas: 250.000/µL. Proteína C Reativa: 84 mg/L.
Foi optado por internação hospitalar, orientado jejum e prescrito soro de manutenção basal e anti-térmico (se necessário). Indique outras 5 condutas necessárias ao manejo agudo do paciente.
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Estudo Através de Questões

há 3 dias

Respostas

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há 3 dias

Este caso clínico descreve uma criança de 7 meses com tosse seca em crises, vômitos após as crises, episódios de cianose (lábio azulado), febre inicial, uso prévio de amoxicilina sem melhora, e leucocitose com linfocitose marcada, além de saturação baixa (89%). Esses sinais são sugestivos de coqueluche (pertussis). Para o manejo agudo da coqueluche em lactentes, além da internação, jejum, soro e antitérmico, as condutas importantes são: 1. Iniciar antibioticoterapia específica: Macrolídeos (ex: azitromicina) para reduzir a transmissão e a gravidade. 2. Monitorização rigorosa da saturação e sinais vitais: para detectar e tratar precocemente hipóxia e complicações. 3. Oxigenoterapia: para manter saturação adequada (>92%). 4. Isolamento respiratório: para evitar contágio, pois a coqueluche é altamente contagiosa. 5. Hidratação adequada: via venosa ou enteral conforme tolerância, para evitar desidratação. Essas são as 5 condutas essenciais no manejo agudo do paciente com suspeita de coqueluche grave.

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Paciente de 7 anos, proveniente de São Paulo, deu entrada no Pronto Atendimento por quadro iniciado de vômitos após ingestão de alimentos ou líquidos, dor abdominal e prostração há 12 horas, sem febre. Mãe refere ainda perda de peso (8kg em 2 meses), além de piora da enurese noturna há 1 semana, nega disúria. Ao exame clínico: Regular estado geral, sonolento, afebril, anictérico, desidratado, taquipneico. ACV: BRNF 2T sem sopros, FC= 140bpm, extremidades frias, TEC=5s, pulsos finos, PA=100x60 mmHg. AR: MV+ sem ruídos adventícios, FR=40ipm, sem desconforto, sat=97%aa. Abdominal: plano, flácido, doloroso à palpação difusamente, RHA+, sem visceromegalias, DB negativo. Realizada Glicemia capilar=463mg/dL.
Qual a melhor alternativa para a avaliação inicial desse paciente?
A) Paciente encontra-se em choque compensado, pois apresenta envolvimento de órgão alvo (sonolência, TEC e FC aumentados) e PA sistólica maior do que percentil 5% a idade.
B) Paciente encontra-se em choque descompensado, pois apresenta envolvimento de órgão alvo (sonolência, TEC e FC aumentados) e PA sistólica menor do que percentil 5% para a idade.
C) Paciente apresenta diagnóstico de cetoacidose diabética e o tratamento deve ser focado na utilização de insulinoterapia e hidratação lenta para evitar edema cerebral.
D) Paciente encontra-se em choque compensado e devido a isso a prioridade é o tratamento com insulina endovenosa contínua desde a primeira hora para diminuir produção de ácidos orgânicos.

Paciente feminina, de 3 anos, com antecedente de anemia falciforme, em uso de amoxicilina profilática, vem ao Pronto Atendimento por quadro de febre de 38ºC há 2 dias, associado a tosse, coriza e dor no corpo. Mãe conta que criança teve 1 internação há 1 ano por crise álgica, desde então bem compensada. Hb basal=8. Ao exame: Bom estado geral, corada, hidratada, acianótica, anictérica, afebril, eupneica. Sem adenomegalia palpável. Ativa, sem sinais meníngeos. Otoscopia: membrana timpânica translucida bilateralmente, sem hiperemia ou abaulamento. Oroscopia: leve hiperemia, sem exsudato ou petéquias em palato. Bulhas rítmicas, normofonéticas, em 2 tempos, com sopro sistólico 1+/4+, panfocal, FC=110bpm, pulsos cheios, BPP, TEC<3s. Murmúrios vesiculares presentes bilateralmente sem ruídos adventícios, FR=24ipm, sem desconforto, sat=98% em ar ambiente. Abdome flácido, indolor, RHA+, fígado no RCD, baço não percutível nem palpável. Extremidades sem edema. Colhidos exames: Hb=7,5 Leuco=25600 (3 bast 68neutro 20 linfo 9 mono) Plaq=300.000. Rx de tórax: sem condensação ou infiltrado intersticial, imagem mantida em relação a Rx anterior.
Assinale a alternativa correta:
A) Deverá ser prescrito oseltamivir por se tratar de paciente com síndrome gripal e fator de risco.
B) Está indicada internação com Ceftriaxone e Claritromicina pois paciente com diagnóstico de Síndrome Torácica Aguda, pois apresenta quadro respiratório associado a febre.
C) Devido a leucocitose no hemograma está indicada internação com antibioticoterapia endovenosa.
D) Como paciente com queda do Hb em relação ao basal, associado a taquicardia e sopro sistólico, está indicada transfusão de concentrado de hemácias.

Paciente de 1 ano e 8 meses, previamente hígido, proveniente de São Paulo, com vacinação completa, é trazido ao Pronto Atendimento por quadro de febre, tosse e coriza há 3 dias, hoje evoluiu com manchas pelo corpo. Ao exame clínico: Bom estado geral, corado, hidratado, acianótico, anictérico, afebril, eupneico. Múltiplos pequenos gânglios, máximo de 0,5cm em cadeias cervicais, submandibulares e retroauriculares bilateralmente. Secreção nasal hialina abundante. Oroscopia: leve hiperemia de orofaringe. Otoscopia: membrana timpânica opacificada bilateralmente, sem hiperemia ou abaulamento. Bulhas rítmicas e normofonéticas em 2 tempos, sem sopros, FC=134bpm, pulsos cheios, boa perfusão periférica. Murmúrios vesiculares presentes bilateralmente, sem ruídos adventícios, FR=28ipm, sem desconforto. Abdome globoso, flácido, indolor, RHA+, sem massas ou visceromegalias. Exantema maculopapular difuso em tronco e membros.
Quanto ao diagnóstico diferencial, assinale a alternativa INCORRETA:
(A) A hipótese de sarampo deve ser considerada, mesmo com vacinação completa, e deve ser realizada notificação.
(B) O herpes vírus 6 pode ser o responsável pelo quadro clínico do paciente, porém não há conduta específica para essa hipótese.
(C) Apesar de paciente ser grupo de risco para influenza, não está indicado o uso de oseltamivir pois quadro não é compatível com síndrome gripal.
(D) Os enterovírus podem causar quadro clínico semelhante ao do paciente, mesmo sem quadro intestinal associado.

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