Um escritório de advocacia foi procurado por uma grande empresa do setor imobiliário para propor ajuizamento de uma ação de despejo contra um locatário inadimplente. Durante o atendimento preliminar, os advogados elaboraram a minuta do instrumento de mandato contendo a procuração geral para o foro. Contudo, em virtude das especificidades do caso, a empresa cliente informou que desejava outorgar aos seus patronos poderes plenos que incluíssem a possibilidade de fechar acordos, desistir do processo se necessário, assinar declaração de hipossuficiência se couber, e dar e receber quitação de valores devidos. Considerando o contexto apresentado e o disposto no Código de Processo Civil quanto aos poderes da procuração judicial, a eficácia legal da atuação dos advogados para a realização de atos como confessar, transigir, desistir ou dar quitação depende de Escolha uma: a. aprovação formal prévia em Assembleia Geral de acionistas da pessoa jurídica outorgante, anexando-se a respectiva ata registrada aos autos do processo judicial. b. chancela de validação técnica emitida pelo Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil do estado onde a ação judicial estiver tramitando. c. autorização expressa contida em cláusula específica no instrumento de procuração, pois a procuração geral para o foro habilita o advogado apenas para os atos ordinários do processo. d. confirmação verbal dada pelo representante legal da empresa diretamente ao magistrado no momento da realização da audiência de conciliação ou instrução. e. outorga conferida exclusivamente por meio de instrumento público lavrado em cartório de notas, sob pena de nulidade processual absoluta de todas as manifestações.