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Aula LPP

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CÍNTIA APARECIDA DE ARAÚJO ROCHA
ENFERMEIRA- FACULDADE PITÁGORAS DE BELO HORIZONTE
ESPECIALISTA EM FORMAÇÃO DE EDUCADORES EM SAÚDE- UFMG
ESPECIALISTA EM ENFERMAGEM EM UTI ADULTO- PUC MINAS
EXTENSIONISTA EM TRANSPLANTES- MG TRANSPLANTES
TRIAGISTA DO PROTOCOLO DE MACHESTER- PBH
LESÃO POR PRESSÃO 
DEFINIÇÃO
➢DANO LOCALIZADO NA PELE E/OU TECIDOS MOLES SUBJACENTES, GEERALMENTE EM 
REGIÕES DE PREMINÊNCIA ÓSSEA OU RELACIONADA AO USO DE ALGUM DISPOSITIVO 
MÉDICO/ ARTEFATO; 
➢FENÔMENO ANTIGO; 
➢ACOMETE PACIENTES EM CONDIÇÕES DE LIMITAÇÕES DE MOVIMENTOS; 
➢ALTO CUSTO ; 
➢EXERCE FORTE IMPACTO NA VIDA DO INDIVÍDUO; 
➢OBJETO DE DIVERSOS ESTUDOS; 
ATUALIZAÇÃO DE NOMENCLATURA 
➢13 DE ABRIL DE 2016, O NPUAP, ANUNCIOU A MUDANÇA DE ÚLCERA POR PRESSÃO PARA 
LESÃO POR PRESSÃO ASSIM COMO ATUALIZOU AS CLASSIFICAÇÕES; 
➢ TERMOS ATUAIS DEFINEM MELHOR ESSE TIPO DE LESÃO E SEUS ESTÁGIOS;
ÁREAS DE MAIOR INCIDÊNCIA
CLASSIFICAÇÃO
Lesão por Pressão Estágio 1: Apresenta pele intacta com uma área localizada de
eritema não branqueável, que pode parecer diferentemente em pele de pigmentação
escura. A presença de eritema branqueável ou alterações na sensação, temperatura
ou consistência podem preceder mudanças visuais. As mudanças de cor não incluem
a descoloração roxa ou marrom, que pode indicar LPP em tecidos profundos.
Lesão por Pressão Estágio 2: Perda de espessura parcial da pele com
exposição da derme.
O leito da ferida é viável, rosa ou vermelho, úmido, e pode se apresentar como uma
flictena com exsudato seroso intacto ou rompido. Nesta lesão, o tecido adiposo
(gordura) e tecidos mais profundos não estão visíveis. O tecido de granulação,
esfacelo, e a escara também não estão presentes. Estas lesões comumente resultam
de microclima adverso e cisalhamento na pele sobre a pelve e cisalhamento no
calcanhar.
Lesão por Pressão Estágio 3: Possui perda total da espessura da pele na qual o
tecido adiposo (gordura) é visível na úlcera. O tecido de granulação e a borda
despregada da lesão estão frequentemente presentes. Esfacelo e/ou escara podem
ser visíveis. A profundidade do prejuízo tecidual vai variar conforme a localização
anatômica; áreas de adiposidade significativa podem desenvolver feridas profundas.
Descolamento e tunelização no leito da lesão também podem ocorrer. Fáscia,
músculo, tendões, ligamentos, cartilagem e/ou osso não estão expostos. Se o
esfacelo ou escara cobrirem a extensão da perda tecidual, tem-se uma LPP não
Estadiável.
Lesão por Pressão Estágio 4: Há perda total da espessura da pele e exposição ou
palpação direta de tecidos como fáscia, músculo, tendão, ligamento, cartilagem ou
osso na úlcera Esfacelo e/ou escara podem ser visíveis. Bordas despregadas,
descolamentos e/ou tunelização ocorrem frequentemente. A profundidade pode
variar conforme a localização anatômica. Se o esfacelo ou escara cobrirem a
extensão da perda tecidual, ocorreu uma LPP não Estadiável.
Lesão por Pressão não Estadiável: há perda total da espessura da pele e tecido
em que a extensão do dano tecidual no interior da úlcera não pode ser confirmada
porque está coberto por esfacelo ou escara. Se o esfacelo ou escara for removido, a
LPP poderá ser classificada como estágio 3 ou 4. Deve ser considerado ainda
escara estável (ou seja, seca, aderente, intacta, sem eritema ou flutuação) sobre um
membro isquêmico ou no calcanhar que não deve ser removida.
Lesão por Pressão Tissular Profunda: descoloração vermelho escura, marrom ou púrpura,
persistente e que não embranquece. Pele intacta ou não intacta com área localizada de vermelho
escuro persistente não branqueável, descoloração marrom ou roxa ou separação da epiderme
revelando um leito da ferida escuro ou com flictena de sangue. Apresenta dor e mudanças frequentes
na temperatura que precedem alterações na cor da pele. A descoloração pode parecer diferentemente
em peles de pigmentação escura. Esta lesão resulta de forças de pressão intensa e prolongada e
cisalhamento sobre a interface osso-músculo. A ferida pode evoluir rapidamente para revelar a real
dimensão da lesão tecidual ou pode resolver sem perda tecidual. Se o tecido necrótico, subcutâneo,
tecido de granulação, fáscia, músculo ou outras estruturas subjacentes são visíveis, isso indica uma
LPP de espessura completa (Não Estadiável, Estágio 3 ou 4). Não se deve utilizar a classificação LPP
Tissular Profunda para descrever condição vascular, traumática, neuropática ou dermatológica.
DEFINIÇÕES ADICIONAIS SOBRE LESÕES POR PRESSÃO
MEDIDAS PREVENTIVAS
• IDENTIFICAÇÃO DOS INDIVÍDUOS COM RISCO PARA DESENVOLVIMENTO DE LPP ( ESCALA
DE BRADEN);
• IMPLEMENTAÇÃO DE ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO:
• CAPACITAÇÃO DA EQUIPE ASSISTENCIAL QUANTO A AVALIAÇÃO CONTÍNUA DO RISCO;
• CONSCIENTIZAÇÃO DA EQUIPE RELACIONADA À FISIOPATOLOGIA :
✓CONTROLE DA UMIDADE 
✓ESTADO NUTRICIONAL 
✓SUPERFÍCIE DE SUPORTE 
✓MOBILIZAÇÃO 
✓REPOSICIONAMENTO 
✓MINIMIZAR FRICÇÃO 
✓MINIMIZAR CISALHAMENTO 
ESCALA DE BRADEN
LIMPEZA
A limpeza da maioria das LPs pode ser feita com solução salina normal. O uso de
soluções de limpeza com agentes surfactantes e/ou antimicrobianos deve ser
considerado para limpar as LPs com resíduos, infecções confirmadas, suspeitas de
infecção ou de níveis elevados de colonização bacteriana.
AVALIAÇÃO
Também se deve realizar avaliação completa antes do desbridamento das LPs das
extremidades inferiores para determinar se o estado/suprimento arterial é suficiente
para suportar o processo de cicatrização da ferida a ser desbridada.
DESBRIDAMENTO
• Deve-se desbridar o tecido desvitalizado do interior do leito da LP ou de suas bordas 
quando for adequado ao estado de saúde do indivíduo e aos objetivos gerais dos 
cuidados. Para selecionar o método de desbridamento, as diretrizes recomendam 
considerar o mais adequado para o indivíduo, o leito da ferida e o contexto clínico. 
Para as LPs que não requerem necessidade clínica urgente de remoção de tecido 
desvitalizado, indicam métodos de desbridamento mecânicos, autolíticos, 
enzimáticos e/ou biológicos. O desbridamento cirúrgico deve reservar-se aos casos 
de necrose extensa, celulite avançada, crepitação, flutuação e/ou sepse resultante 
de uma infecção relacionada à LP e ser realizado pelo profissional médico. 
• Os indivíduos com lesões por pressão de estágio 3 ou 4 com cavitações, 
tunelizações/tratos sinusais e/ou tecidos necróticos extensos que não podem ser 
facilmente removidos através de outros métodos de desbridamento, devem ser 
encaminhados para avaliação cirúrgica. 
TRATAMENTO DE INFECÇÕES
As necroses estáveis, duras e secas nos membros isquêmicos não devem ser
desbriadas, mas avaliadas criteriosamente, quanto ao surgimento de sinais de
infecção (eritema, sensibilidade ao tato, edemas, drenagem purulenta, flutuações,
crepitações e/ou mau odor) na área em redor da LP, quando poderá ser indicado o
desbridamento.
APLICAÇÃO DA COBERTURA ADEQUADA
As orientações para a terapia tópica da LP e a seleção de coberturas específicas
relacionam-se ao tamanho, à profundidade e à localização da lesão, ao tipo de
tecido existente no seu leito, ao volume de exsudato da ferida e à presença de
túneis ou cavitações.
COMO REGISTRAR?
• Local da lesão. 
• Estágio. 
• Tipo de tecido no leito da lesão. 
• Aspecto e quantidade de 
exsudato. 
• Sinais de infecção. 
• Bordas. 
• Extensão e Profundidade. 
• Região perilesional. 
• Material de cobertura. 
Com base nos conteúdos trabalhados descreva
cada lesão , seu estadiamento e defina a melhor
cobertura.
• Região lombar: LPP estágio 2, apresentando 30% de necrose ( liquefeita?) e 70% de Fibrina. 
Bordas regulares e presença de rubor peri lesão, ausência de exsudato e/ou odor. Realizada 
lavagem com SF0,9% em jato, aplicado hidrogel com AGE em todo leito e ocluído com gaze 
+ *micropore.
• Ísquio: LPP estágio 2? 3?, cavitária, apresentando 100% de tecido desvitalizado? Tecido 
subcutâneo?. Bordas regulares, ausência de áreas

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