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Grupo: Deborah Tavares Cal Leal Gabriela Branco Ferolla Atividade Prática Supervisionada (APS) Disciplina: Introdução à Psicologia Tema: RELATÓRIO DE EXPERIMENTOS SNIFFY Rio de Janeiro 2021/2º semestre INTRODUÇÃO/REVISÃO TEÓRICA O Rato Sniffy é um programa de computador, que tem como objetivo ensinar de forma didática a Análise Experimental do Comportamento, especialmente atividades práticas em laboratórios sobre condicionamento operante que envolvam ratos e a caixa de Skinner como experimento. Essa simulação da caixa de Skinner tem chão é feito de grades, ao fundo temos o comedouro, responsável pelo reforço e há ainda uma barra que quando pressionada possibilita o oferecimento da comida. O objetivo principal do experimento é ensiná-lo a pressionar a barra para ganhar comida, através da modelagem, e após serão introduzidos novos comportamentos através do reforço intermitente. Assim, são trabalhados através desse experimento tópicos como reforçamento, extinção, reforço. Condicionamento operante é um termo cunhado por B.F. Skinner que classifica um comportamento que produz consequências que promovem em alterações no ambiente, fazendo com que a probabilidade de nova ocorrência é afetada, gerando assim a aprendizagem. Assim, os comportamentos são aprendidos por conta de suas consequências, em função das modificações que produzem no ambiente, mas para que essa aprendizagem ocorra é necessária a regularidade. As consequências que aumentam a probabilidade de o comportamento voltar a acontecer são chamadas de consequências reforçadoras. Essa interação que ocorre entre o organismo e o ambiente é chamada de contingência de reforçamento e se apresenta sobre a forma “se... então...”. Por exemplo: se o rato pressiona a barra, então é disponibilizada comida no comedouro. Para que possamos definir um estímulo como reforçador temos que analisar seu efeito, isto é, se ele aumenta ou não a probabilidade de que aquele comportamento aconteça novamente. Portanto, são alterações no ambiente ou em partes dele, que formam as consequências reforçadoras. Importante ressaltar que sempre que um comportamento é reforçado outros têm diminuição de frequência. Por exemplo: o rato aumentará a frequência de pressionar a barra para receber comida, mas diminuirá a frequência do farejar, se coçar, etc... Outro conceito explorado no experimento com o “Sniffy” é a extinção operante, como citado acima, que consiste na diminuição gradual da frequência de ocorrência do comportamento até o seu retorno ao nível operante (MOREIRA e MEDEIROS, 2019). Entretanto, num primeiro momento, existe a possibilidade do aumento momentâneo da frequência de emissão de resposta, antes que comece a diminuir. Por último temos o conceito de modelagem, que é um procedimento de reforçamento diferencia de aproximações sucessivas de um comportamento-alvo (MOREIRA e MEDEIROS, 2019), isto é, um mecanimos que permite aprender um novo comportamento. O reforço apenas reforça uma resposta já existente, mas não tem a capacidade de proporcionar a aprendizagem de algo novo, que não se sabia antes. O mecanismo capaz de fazer isso é a modelagem, e isso é feito através da alternância de reforço e extinção. Assim, a perspectiva de aprender pela modelagem é de que a partir daquilo que eu já sei eu vou modificar um comportamento que já sei até alcançar um comportamento novo que eu não sabia fazer. Tem-se como resultado desse procedimento um novo comportamento construído a partir de combinações de respostas já presentes no repertório comportamental do organismo. Ou seja, a modelagem é um dos modos pelos quais novos comportamentos passam a fazer parte do repertório comportamental dos indivíduos. (MOREIRA e MEDEIROS, 2019). Diante dos conceitos expostos, o presente relatório tem como objetivo apresentar um experimento com o “Sniffy” demonstrando como cada um dos conceitos apresentados acima são formados na prática. MÉTODO Delineamento Trata-se de um estudo experimental de sujeito único, um rato albino da raça Wistar denominado por nós como “Sniffy” Materiais Utilizamos o programa “Sniffy” Pro 6 para fazer a simulação como se fosse um rato em um laboratório. No programa o rato está sempre com fome para que possamos fazer o experimento. Procedimentos 1. Coleta da linha de base Primeiro observamos o comportamento aleatório do Sniffy, antes de qualquer manipulação experimental, conforme tabela abaixo. Tabela 1 registro de frequência das respostas Resposta Contagem Total Se lamber I 1 Coçar o focinho I I I I I I I 6 Se apoiar na parede I I I I I I 5 Beber água 0 Pressionar a barra 0 2. Treinamento do comedouro Fase preparatória do experimento, o objetivo é realizar o condicionamento respondente, antes de começar a modelagem. O reforço tem que acontecer logo depois de uma ação. Mas no momento não temos como fazer isso, a única forma que o organismo vai responder involuntária do Sniffy, é com comida. Precisamos fazer o reforço ser imediato, e fazemos isso com um condicionamento pavloviano, para que ele associe o som do comedouro, como estímulo associado. Para que o som também funcione como reforço. Fazer com que o som do comedouro dispare uma resposta no Sniffy. Comandos para iniciar o experimento: · Ctr G – pausa o Sniffy e despausa · File – save as · Windows – comulative records – comulative records 1 (abre o quadro branco) · Windowns – mind Windows – operant associations (abre o quadro azul) 3. Modelagem da barra Objetivo é ensinar o Sniffy a pressionar a barra. Como o Sniffy já associou o som do comedouro a resposta comida, iniciamos a modelagem liberando a comida toda vez que ele fica em pé, liberamos a comida pra ele. Depois vamos refinando o comportamento do Sniffy liberando comida apenas quando ele está na parede próxima ao comedouro e posteriormente ele começa a exercer o comportamento de apertar a barra. Precisamos liberar comida mais algumas vezes até que ele aprenda de fato que só apertando a barra que vai receber comida, depois de um tempo ele aprende e fica condicionado a apertar a barra e receber comida. Comandos para modelagem: · Experiment – design conditioning experimente · Record behavior -> press bar -> apply (abre outra janela) · No quadro do cumulative record indica quantas respostas o irealizou, o gráfico sobe até aproximadamente 70 vezes, depois o gráfico desce e recomeça. · Crt I – acelera a cumulative records RESULTADOS: Na primeira observação percebemos que o Sniffy tem comportamentos bem aleatórios, próprios de um rato, ele passeia pela caixa, se lambe, coça o focinho, fica em pé e pode até beber água. Conforme figura 1 podemos perceber no gráfico azul de Operant Association que a barra Sound bar está acima do terceiro tracinho, indicando que o Sniffy está no condicionamento respondente, no treinamento do comedouro. FIGURA 1 Na figura 2, vide gráfico cummulative records indica o início da modelagem, onde o Sniffy leva aproximadamente cinco minutos e meio para exercer o comportamento esperado de apertar a barra para receber comida. FIGURA 2 Na figura 3, vide gráfico do cummulative records, indica o processo de modelagem finalizado, o Sniffy leva aproximadamente 5 minutos pra exercer o comportamento esperado de apertar a barra. FIGURA 3 Conforme tabela 1 de registros de frequência de respostas, o Sniffy, no período de 1 minuto, se lambeu uma vez, coçou o focinho 6 vezes e se apoiou na parede 5 vezes, porém não apresentou nenhum comportamento de beber água e pressionar a barra. Tabela 1 registro de frequência das respostas Resposta Contagem Total Se lamber I 1 Coçar o focinho I I I I I I I 6 Se apoiar na parede I I I I I I 5 Beber água 0 Pressionar a barra 0 Já na tabela 2 de registros de frequência de respostas, observamos uma mudança de comportamento bem grande com relação a primeira tabela, após a modelagem o Sniffy apertou a barra 17 vezes para receber comida, e não fez nenhuma outra ação dentro do período de 1 minuto. Tabela 2 registro de frequência das respostasResposta Contagem Total Se lamber Coçar o focinho Se apoiar na parede Beber água Pressionar a barra I I I I I I I I I I I I I I I I I 17 DISCUSSÃO E CONCLUSÃO Na primeira etapa quando observamos o Sniffy em seu nível operante e não controlamos as consequências de seus comportamentos, não foi observado nenhuma alteração no Sniffy e nem na maneira como ele se comportava ao decorrer do experimento. Conforme vimos na tabela 1 de registros de frequência de respostas, o Sniffy, no período de 1 minuto, se lambeu uma vez, coçou o focinho 6 vezes e se apoiou na parede 5 vezes, porém não apresentou nenhum comportamento de beber água e pressionar a barra. Somente quando começamos a treiná-lo, isto é, a condicioná-lo, e a controlar as consequências de seus comportamentos que vimos como os mesmos podem ser controlados se tivermos controles de suas consequências, conforme a figura 2. Pegamos um Sniffy em seu nível operante, sem nenhuma modelagem ou mesmo associação de estímulos, vide tabela 1 de registro de frequência das respostas, e treinamos para que o mesmo soubesse quando seria disponibilizado a comida e até mesmo a ganhar a comida através de seus comportamentos. O treino ao comedouro mostrou como fazemos associações de estímulos através de pareamentos e a modelagem, como aprendemos comportamentos novos para serem inseridos em nosso repertório de comportamentos. Na etapa da modelagem ensinamos um comportamento novo ao sujeito, vide figura 3. Através dos reforços e extinções com aproximações sucessivas vimos como ocorre a aprendizagem. Assim, o Sniffy que no início do processo não apresentava o comportamento desejado foi modelado e passou pelo processo de aprendizagem para que finalmente apresentasse tal comportamento e o inserisse em seu repertório, conforme a tabela 2 de registro de frequência das respostas. REFERÊNCIAS Tomanari, Gerson Yukio e Eckerman, David Alan: O rato Sniffy vai à escola. 2003 https://www.scielo.br/j/ptp/a/PNzyYmzjcwH9YMWJ6dYsCCP/?format=html&lang=pt Moreira, Márcio Borges e Medeiros, Carlos Augusto: Princípios Básicos de Análise do Comportamento, 2ª edição. São Paulo, 2019.