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ROTEIRO DE ENTREVISTA 
 
Disciplina: Estágio I de letras espanhol 
Acadêmico: Eduarda Kuhn Heck 
Tutor(a) Externo(a): Fabiane Lemos 
Turma: FFO4453 
 
1) Como foi o processo de escolha da metodologia para aplicar em sua aula? 
Desde que me entendo por gente, decidí que o meu plano de ensino não sería como o dos meus 
professores, maçante, rígido e controlador, sería algo que os alunos gostassem e que não 
discriminasse ninguém. Por isso minhas aulas são divertidas, procuro trazer dinamicidade às 
minhas aulas. 
 
 
2) você gosta da sala de aula ou se arrepende de escolher lecionar? 
Não me arrependo de nada. Isso é minha vida, o motivo pelo qual levando todos os dias da cama 
com vontade de ir trabalhar. 
 
 
3) Você teve estágio de observação presencial? 
Não. E senti muita falta dele, dessa primeira experiência, pois acredito que a observação é o 
estágio mais importante numa faculdade. 
 
 
4) Como decidiu ser professora? 
Primeiro porque adoro a língua espanhola, já que sou do Paraguai, mas o que foi o ponto chave 
para me tornar professora, foi o fato de querer mudar a realidade existente na região em que eu 
tive aula no Brasil, onde os professores não se importavam se os alunos aprendiam, onde os 
alunos não tinham nenhum interesse em estudar porque os professores não lecionavam de 
maneira divertida. Minha experiência como aluna do ensino médio foi traumatizante, por isso 
decidí ser professora, para mudar essa realidade. 
 
 
5) Como foi seu tempo de estudante? 
Sofrí muito bullying por ser do Paraguai, por a princípio não saber nada sobre a língua 
portuguesa, foi de veras traumatizadora. Quando me formei comecei a faculdade de enfermagem, 
mas logo tive que parar por falta de dinheiro, nesse momento eu comecei a pensar sobre e decidí 
fazer a faculdade que realmente gosto, espanhol. 
 
 
6) Como foi sua experiência nas escolas do Paraguai? 
Maravilhosa, os professores são exemplares e os alunos tem muito mais disciplina que aqui no 
Brasil, ninguém te discrimina por ser de outra cor, religião ou comunidade. Todos são tratados de 
igual forma e isso é o que me encanta de lá. 
 
 
7) Seu país de origem é mesmo o Paraguai? 
Sim, nasci e cresci lá. 
 
 
8) Quantos anos você morou no Paraguai? 
Morei lá por 16 anos. 
 
 
 
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9) Foi difícil se adaptar às aulas daqui? 
Sim, levei um baile até me adaptar mas o mais difícil foi a rejeição dos meus colegas, me 
ofendiam muito me chamando de “porcaria do Paraguai”. 
 
 
10) Se você pudesse, voltava pro Paraguai? 
Sim, com certeza. Tem muita violência lá mas a educação é outro patamar, alunos são mais 
atentos e não fazem tanta bagunça, tem mais disciplina e respeito pelos professores e pelos seus 
colegas de aula. 
 
 
OBSERVAÇÕES 
 
A entrevista foi feita com a professora Fabiane Brixner, professora de espanhol a 3 anos. Com 
bastante experiência em espanhol já que morou no Paraguai, com a qual tive muita afinidade por já 
ter trabalhado com ela. Atualmente ela mora numa cidade visinha à escola, é separada, mora sozinha 
e se dedica 100% à atividade de lecionar. Ela trabalha somente com isso e conta com 43 hs semanais 
na atual escola onde trabalha, E.E.B São Vicente.

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