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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS INSTITUTO DE FÍSICA LABORATÓRIO DE ENSINO Queda Livre Discentes: Sarah Roberta Sarmento Rosa Siqueira e Nathalia Ketilly dos Santos Moraes Roteiro de Física Experimental 1 Experimento 5 Maceió 2021 Sumário 1 Introdução 2 2 Objetivo 3 3 Material 3 4 Procedimento 4 5 Discussão 6 6 Conclusão 11 7 Referência 12 8 Anexo 12 1 https://docs.google.com/document/d/1tDtn5PHujWwvaMrUJ6fP6FUtuhzB9zxz6VxnVK43DYY/edit#heading=h.gjdgxs https://docs.google.com/document/d/1tDtn5PHujWwvaMrUJ6fP6FUtuhzB9zxz6VxnVK43DYY/edit#heading=h.30j0zll https://docs.google.com/document/d/1tDtn5PHujWwvaMrUJ6fP6FUtuhzB9zxz6VxnVK43DYY/edit#heading=h.1fob9te https://docs.google.com/document/d/1tDtn5PHujWwvaMrUJ6fP6FUtuhzB9zxz6VxnVK43DYY/edit#heading=h.3znysh7 https://docs.google.com/document/d/1tDtn5PHujWwvaMrUJ6fP6FUtuhzB9zxz6VxnVK43DYY/edit#heading=h.2et92p0 https://docs.google.com/document/d/1tDtn5PHujWwvaMrUJ6fP6FUtuhzB9zxz6VxnVK43DYY/edit#heading=h.tyjcwt 1 Introdução Um corpo abandonado de certa altura h (com relação ao solo) está sujeito a uma aceleração. Tal aceleração é chamada de aceleração gravitacional terrestre (g). Ela varia ligeiramente com a latitude e com altitude. O movimento do corpo sob a ação da gravidade é descrito pelas equações clássicas da cinemática. Assim, a expressão h(t) para um corpo que é abandonado de certa altura em relação ao solo é dada por: (1)ℎ = 12 𝑔𝑡² A altura é a distância atravessada após um tempo t0. No tempo ℎ0 = 1 2 𝑔 𝑡0( )² a esfera cai a uma altura de . E no𝑡02 ℎ 𝑡0 2( ) = 12 𝑔 𝑡02( )² = 14( ) 12 𝑔 𝑡0( )² = 14 ℎ0 tempo a esfera cai de uma altura . Se selecionarmos as distâncias de𝑡04 ℎ 𝑡0 4( ) = 116 ℎ0 queda na razão 1 : 1/4 : 1/16, os tempos de queda correspondentes serão 1 : ½ : ¼. De acordo com a expressão (1) temos: (2)𝑔 = 2ℎ𝑡² Para cada distância h, a aceleração da gravidade efetiva pode ser calculada. A expressão de velocidade x tempo pode também ser verificada com os valores medidos, se assumirmos que a velocidade média medida é: 𝑣 = 12 𝑔𝑡 = 𝑔𝑡' ⇒ 𝑡 𝑡' = 2𝑔 𝑔 = 2 Correspondendo a velocidade instantânea v após um tempo de queda .𝑡' = 𝑡2 Sabendo dessas informações e partindo da definição de aceleração (a = g = cte); . Partindo daí, integramos:𝑔 = 𝑑𝑣 𝑡( )𝑑𝑡 ⇒ 𝑑𝑣 𝑡( ) = 𝑔𝑑𝑡 𝑣 𝑡0( ) 𝑣 𝑡( ) ∫ 𝑑𝑣 𝑡'( ) = 𝑡0 𝑡 ∫ 𝑔𝑑𝑡' ⇒ 𝑣 𝑡( ) − 𝑣 𝑡0( )[ ] = 𝑔 𝑡 − 𝑡0( ) Adotando que t0 = 0 e v(t0) = v0: (3) 𝑣 𝑡( ) = 𝑣0 + 𝑔𝑡 Assim, está provada a equação horária da velocidade da Queda Livre. E ainda, partindo dela, temos: 𝑣 𝑡( ) = 𝑑𝑦 𝑡( )𝑑𝑡 ⇒ 𝑑𝑦 𝑡( ) = 𝑣 𝑡( )𝑑𝑡 Substituindo v(t) por (3): 𝑑𝑦 𝑡( ) = 𝑣0 + 𝑔𝑡( )𝑑𝑡 Agora, integramos: 2 𝑦 𝑡0( ) 𝑦 𝑡( ) ∫ 𝑑𝑦 𝑡( ) = 𝑡0 𝑡 ∫ 𝑣0𝑑𝑡 + 𝑡0 𝑡 ∫ 𝑔𝑡'𝑑𝑡' ⇒ 𝑦 𝑡( ) − 𝑦 𝑡0( )[ ] = 𝑣0 𝑡 − 𝑡0( ) + 𝑔2 𝑡² − 𝑡0²( ) Considerando t0 = 0 e y(t0) = y0, temos: (4)𝑦 𝑡( ) = 𝑦0 + 𝑣0𝑡 + 𝑔2 𝑡² E fica provada a equação horária da posição da Queda Livre. 2 Objetivo Obter o valor da aceleração da gravidade local. 3 Material Descrição Quantidade Tripé de ferro 3 kg com sapatas niveladoras 1 Haste de alumínio 90 cm, escala milimetrada e fixador plástico 1 Eletroímã com dois bornes e haste 1 Esferas de aço: Ø10 mm, Ø15 mm, Ø20 mm e Ø25 mm 4 Cabos de ligação conjugado 1 Chave liga-desliga 1 Sensores infravermelhos com fixadores corrediços 2 Cabo de ligação com conector 5 pinos para chave liga-desliga 1 Saquinho para contenção da esfera 1 Cronômetro digital multifunções com fonte DC 12 V 1 Cabo de ligação para chave liga-desliga com pino P10 1 Trena 1 4 Procedimento Parte I – Posição inicial igual zero 1. Montar o equipamento conforme a figura 1. 3 Figura 1: Equipamento montado - Fonte: Referência [2] 2. Fixar o eletroímã na haste de alumínio com escala milimetrada e presilha (ver detalhes a e b da figura 1). 3. Conectar o eletroímã à unidade de controle de tensão variável deixando em série a chave liga-desliga segundo o esquema da figura 2. Conecte também o sensor à entrada correspondente. Figura 2: Cronômetro conectado com a chave liga-desliga e com o sensor - Fonte: Referência [2] 4. Colocar a esfera de aço em contato com o eletroímã e regular a tensão elétrica para que a esfera fique na iminência de cair. 5. Ajustar o sensor a 20 cm abaixo da esfera (esta medida deve ser efetuada a partir da parte inferior da esfera até o centro do sensor). Medir com uma trena o primeiro deslocamento 20 cm. 4 Figura 3: Sensor sendo ajustado abaixo da esfera - Fonte: Referência [2] 6. Ajustar as sapatas do tripé para que a haste fique vertical. 7. No cronômetro escolher a função F2 e zerar (reset). 8. Desligar o eletroímã através da chave liga-desliga, liberando a esfera, e anotar na tabela 1 o intervalo de tempo indicado pelo cronômetro. 9. Repetir o procedimento acima para os deslocamentos de 30cm, 40cm, 50cm e 60cm. 10. Calcular a aceleração da gravidade e preencher a tabela 1. Nº y0 (m) y(m) Δy (m) t(s) g (m/s²) 1 0,000 0,200 0,200 0,203 9,706 2 0,300 0,300 0,250 9,600 3 0,400 0,400 0,287 9,712 4 0,500 0,500 0,321 9,705 5 0,600 0,600 0,353 9,630 𝑔 = 9,670 Tabela 1: aceleração da gravidade 11. Calcular a velocidade final de cada percurso e preencher a tabela 2. 5 Nº t(s) g (m/s²) v0 (m/s) v (m/s) 1 0,203 9,706 0,000 1,970 2 0,250 9,600 2,400 3 0,287 9,712 2,787 4 0,321 9,705 3,115 5 0,353 9,630 3,390 Tabela 2: velocidade final 12.Considerando a margem de erro adotada pelo fabricante (5%), pode-se afirmar que a aceleração da gravidade permaneceu constante? 13.Construir o gráfico y = f(t) usando os dados do experimento. Qual a sua forma? 14.Linearizar o gráfico y = f(t). Para linearizar, formar a tabela t²(s²) versus ∆y(m). 15.O gráfico mostra que as grandezas deslocamento e intervalo de tempo ao quadrado são: ___________________. (diretamente proporcionais/inversamente proporcionais). 16.Determinar os coeficientes angular e linear do gráfico y = f(t²). Coeficiente angular A = ________ Coeficiente linear B = ________ 17.Comparar o coeficiente linear do gráfico y = f(t²) com o valor da posição inicial. Qual é o significado físico do coeficiente linear? 18.Comparar o coeficiente angular do gráfico y = f(t²) com o valor da aceleração média da tabela. Qual é o significado físico do coeficiente angular? 19.Obter a equação horária do movimento em queda livre. 20.Construir o gráfico de v = f(t). Qual é a sua forma? 21.Determinar os coeficientes angular e linear do gráfico de v = f(t). Coeficiente angular A = ________ Coeficiente linear B = ________ 22.Comparar o valor do coeficiente angular com o valor da aceleração média da tabela. 23.Qual é o significado físico do coeficiente angular do gráfico v = f(t)? 24.Qual é o significado físico do coeficiente linear do gráfico v = f(t)? 25.Obter a equação da velocidade do movimento em queda livre. 5 Discussão Durante a realização do experimento, os seguintes dados foram tomados: variação do espaço percorrido (Δy) e o tempo gasto nesse percurso (t); após a medição desses dados, alguns outros tornaram-se possíveis de calcular: aceleração da gravidade local (g) e a velocidade do objeto (v). Como mostrado nas tabelas, a aceleração da gravidade local foi calculada pela seguinte fórmula: 6 𝑦 𝑡( ) = 𝑦0 + 𝑣0𝑡 + 𝑔2 𝑡² Logo após isso, foi determinada a margem de erro da aceleração proposta pelo fabricante. Da seguinte maneira: ➢ Para calcular o desvio: 𝐷𝑒𝑠𝑣𝑖𝑜 = |𝑎𝑚−𝑎1|+|𝑎𝑚−𝑎2|+|𝑎𝑚−𝑎3|+|𝑎𝑚−𝑎4|+|𝑎𝑚−𝑎5|+|5 𝐷𝑒𝑠𝑣𝑖𝑜 = |9,706−9,670|+|9,600−9,670|+|9,712−9,670|+|9,705−9,670|+|9,630−9,670|5 𝐷𝑒𝑠𝑣𝑖𝑜 = 0,036+0,07+0,042+0,035+0,045 𝐷𝑒𝑠𝑣𝑖𝑜 = 0, 0446 ➢ Para calcular o erro percentual: 𝐸𝑟𝑟𝑜(%) = 𝐷𝑒𝑠𝑣𝑖𝑜 × 100 𝐸𝑟𝑟𝑜(%) = 0, 0446 × 100 𝐸𝑟𝑟𝑜(%) = 4, 46% Com esses cálculos, é possível afirmar que a aceleração da gravidade local manteve-se constante, já que o erro percentual está dentro do esperadopelo fabricante. Tendo provado que a gravidade local é constante, partimos então em busca de calcular a velocidade desse objeto, utilizando-se da seguinte equação: 𝑣 𝑡( ) = 𝑣0 + 𝑔𝑡 Após calcular e tomar nota em tabela desses valores de velocidade e aceleração da gravidade, foi dada continuidade ao experimento construindo um gráfico contendo y = f(t), para melhor visualização dos dados propostos e o que eles representam. Veja: 7 Gráfico 1: altura (m) x tempo (s) Após uma minuciosa análise gráfica, fica fácil perceber alguns pontos importantes: ➢ Esse movimento dá indícios de um movimento parabólico, visto que formou uma leve curva. Fica fácil comprovar isso analisando simultaneamente ao gráfico, a equação horária da posição desse movimento: 𝑦 𝑡( ) = 𝑦0 + 𝑣0𝑡 + 𝑔2 𝑡² Comprovadamente trata-se de uma parábola visto que a função horária da posição nos dá uma equação de segundo grau. ➢ É possível notar também que as duas grandezas apresentadas no gráficos, relacionam-se entre si de maneira diretamente proporcional, ou seja, quanto maior for a altura, mais tempo esse corpo levará para atingir o solo e vice-versa. ➢ Nota-se que o termo muito nos fala sobre a concavidade da parábola:𝑔2 → Se , então a concavidade da parábola para cima 𝑔2 > 0 → Se , então a concavidade da parábola para baixo 𝑔2 < 0 Após essa análise, o gráfico foi linearizado, ou seja, foi construído por y = f(t2), veja: 8 Gráfico 2: altura (m) x tempo² (s²) Ao analisar o gráfico, ficou fácil perceber a linearização, visto que o que era uma parábola passou a ser uma reta. Ainda assim, o gráfico continua nos fornecendo algumas informações: ➢ As grandezas continuam se relacionando de forma diretamente proporcional. ➢ A gravidade nos diz algo, mas agora através da direção da reta: → Reta crescente, então g > 0 → Reta decrescente, então g < 0 Agora, iremos analisar graficamente a relação entre velocidade e tempo desse movimento. Veja: 9 Gráfico 3: velocidade (m/s) x tempo (s) Após uma minuciosa análise gráfica, fica fácil perceber alguns pontos importantes: ➢ A representação do movimento é dada por uma reta. Fica fácil comprovar isso analisando simultaneamente ao gráfico, a equação horária da velocidade desse movimento: 𝑣 𝑡( ) = 𝑣0 + 𝑔𝑡 Comprovadamente trata-se de uma reta, visto que a função horária da posição nos dá uma equação de primeiro grau. ➢ É possível notar também que as duas grandezas apresentadas no gráficos, relacionam-se entre si de maneira diretamente proporcional, ou seja, quanto mais tempo durar o movimento, maior a velocidade que esse corpo atingirá o solo e vice-versa. Isso nos afirma que esse movimento sofre aceleração durante o movimento, sendo ela a aceleração da gravidade como já provado anteriormente. ➢ Analisando simultaneamente o gráfico e a equação horária da velocidade, algumas informações são facilmente percebidas: → Se a reta gráfica for crescente, então g > 0 → Se a reta gráfica for decrescente, então g < 0 Dispostos todos esses dados, fica fácil escrever as equações horárias da posição e da velocidade para esse movimento e, ainda, determinar seus coeficientes. Comparando a 10 fórmula geral das equações do primeiro e segundo grau com as equações horárias da velocidade e da posição da Queda Livre, temos: f(x) = ax + b⇒ v(t) = gt + v0 a = g = coeficiente angular b = v0 = coeficiente linear da reta f(x) = ax² + bx + c⇒ y(t) = (g/2)t²+ v0t +y0 a = (g/2) = coeficiente angular b* = v0 = coeficiente da reta tangente em (0,c) c** = y0 = ponto de encontro da parábola com o eixo y *O sinal desse coeficiente é dado pelo sentido em que a reta tangente ao ponto (0,c) está direcionada. → Se essa reta tangente for crescente, então b > 0 → Se essa reta tangente for decrescente, então b < 0 → Se essa reta tangente for perfeitamente horizontal, então b = 0 **Esse coeficiente nos diz em qual ponto do eixo y a parábola está tocando (0,c), isso acontece pois nesse ponto x = 0. Sabendo disso, podemos encontrar e as equações horárias do movimento: ● Velocidade v(t) = gt + v0⇒ v(t) = 9,670t + 0⇒ v(t) = 9,670t ● Posição y(t) = (g/2)t²+ v0t +y0⇒ y(t) = 4,835t²+ 0t + 0⇒ x(t) = 4,835t² 6 Conclusão Como proposto pelo experimento, foi investigado o valor da gravidade no local quando um corpo é largado verticalmente com velocidade inicial v0 = 0. Apesar de ter ocorrido variação da aceleração da gravidade durante os procedimentos realizados, estando dentro dos 5% de erro predisposto pelo fabricante do material, essa variação pôde ser desconsiderada. Sendo assim, fica comprovado que durante um movimento onde um corpo é solto verticalmente (v0 = 0), esse corpo sofre interferência da aceleração da gravidade durante seu percurso. 11 7 Referência ● KELLER, Frederick. Física Volume 1. São Paulo: Pearson Makron Books, 2004. ● Manual de instruções e guia de experimentos Azeheb, Trilho de ar linear. ● Material complementar elaborado pelo Prof. Noelio Oliveira Dantas. 8 Anexo 12