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Tema 3 - Abordagem Ergonômica e sua Relação com os Aspectos Humanos e de Qualidade

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DESCRIÇÃO
A Ergonomia, como uma ciência do trabalho, possui caráter essencialmente humano, preocupa-se em
medir trabalhadores para projetar seus postos de trabalho e adotar programas que buscam a melhoria
da qualidade de vida dentro do trabalho.
PROPÓSITO
Contribuir para que estudantes e profissionais desenvolvam uma consciência ainda maior sobre a
necessidade de compreensão dos fatores humanos e de programas que prezam pela qualidade de vida
dentro do trabalho.
OBJETIVOS
MÓDULO 1
Identificar as características ergonômicas humanas
MÓDULO 2
Identificar o conceito de Antropometria
MÓDULO 3
Reconhecer o caráter essencial de promover a melhoria da qualidade de vida dentro do trabalho
INTRODUÇÃO
CARACTERÍSTICAS HUMANAS NO TRABALHO.
MÓDULO 1
 Identificar as características ergonômicas humanas
LIGANDO OS PONTOS
Você sabe quais motivos levam o ser humano a procurar trabalho? As condições de trabalho podem
provocar impactos sobre a saúde e a segurança dos trabalhadores? Para refletirmos sobre esses
questionamentos e conciliá-los com a nossa realidade atual, vamos analisar o case: “O trabalho que
dignifica e a demanda por melhorias em ambientes produtivos”.
Observe o cenário histórico a seguir:
 
Foto: Shutterstock.com
Após uma daquelas reuniões exaustivas, realizada dentro de uma gerência de fábrica todas as tardes do
último dia de trabalho da semana, um líder da área de produção leu em voz alta para todos os membros
de sua equipe, incluindo um membro da área jurídica, o seguinte levantamento realizado pelo
ergonomista:
“É preciso estar atento aos riscos, principalmente aos que chamamos de ergonômicos, pois eles,
mesmo estando controlados, podem provocar danos que implicarão afastamentos temporários, ou
definitivos, daqueles que nunca deveriam ser atingidos, ou seja, os trabalhadores. Esses danos podem
ser incidentes ou acidentes de trabalho provocados por falta de gestão em Ergonomia. Adicionalmente,
em contextos desprovidos de monitoramento de riscos, o trabalho pode atentar contra a própria
dignidade do trabalhador. No entanto, é sempre importante destacar que a maioria das ocorrências na
indústria nas últimas décadas também inclui a responsabilidade de quem executa a tarefa, ou seja, o
próprio colaborador. Seja por descuido, falta de preparo, ou por um ato inseguro, o recurso humano
inserido no seu posto de trabalho acaba colocando a si mesmo e a sua equipe em uma situação de
vulnerabilidade.”
Diante disso, o membro da área jurídica pediu a palavra e disse: “Felizmente, para as organizações, a
legislação evoluiu a partir da década passada e trouxe a responsabilidade solidária para ambas as
partes, ou seja, tanto para a empresa como para o trabalhador”.
Ele complementou o seu discurso com os seguintes argumentos: “A sociedade costuma reconhecer os
esforços feitos pelas organizações que cuidam do bem-estar dos seus recursos humanos. Estes buscam
o reconhecimento social enquanto trabalham e exigem cuidados maiores por parte dos responsáveis
pela gestão”.
Tal colocação gerou uma enorme discussão entre todos daquela fábrica. O ergonomista, logo em
seguida, pronunciou-se dizendo: “Considerando como sendo todos responsáveis, incluindo os próprios
trabalhadores, não podemos deixar de usar ferramentas que tornem possível a identificação de pontos
considerados críticos e que devem ser cuidadosamente avaliados pelos especialistas em segurança do
trabalho, sobretudo porque existe interação entre o trabalho e o corpo humano”.
Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos ligar esses pontos?
1. ENTRE AS JUSTIFICATIVAS APRESENTADAS QUE RELACIONAM O HOMEM
COM A NECESSIDADE DE TRABALHAR NA FÁBRICA, ASSINALE AQUELA QUE
PODE SER CONSIDERADA VERDADEIRA:
A) O trabalho traz a possibilidade de uma pessoa alcançar o reconhecimento pela sociedade em que
vive.
B) O homem pode dispensar o trabalho, pois, na maioria dos casos, os esforços feitos não são
compensados como deveriam.
C) A luta diária de um indivíduo em seu espaço laboral traduz-se na necessidade de acumular riquezas
que somente o trabalho é capaz de proporcionar.
D) A sociedade evoluiu nos últimos anos e chegou à conclusão de que todos os trabalhos deviam ser
substituídos integralmente por contribuições voluntárias.
E) O trabalho durante todos esses anos integrou o homem a uma sociedade que sempre deixou muito
claro que o consumo por produtos e serviços não era prioridade.
2. O ESTUDO DE CASO DEIXA TRANSPARECER QUE O TRABALHO PODE
REPRESENTAR RISCOS AO PRÓPRIO TRABALHADOR. MARQUE A
ALTERNATIVA QUE APRESENTA UMA AÇÃO QUE PODE RESULTAR EM UM
DANO AO RECURSO HUMANO:
A) Prestar muita atenção na tarefa realizada provoca ansiedade ao trabalhador.
B) Ambientes com pouca segurança podem gerar fadiga nos trabalhadores.
C) Trabalhos com metas de produtividade elevadas causam danos psicológicos aos colaboradores mais
preparados.
D) Dores no corpo são efeitos de trabalhos com pouca repetição de movimentos.
E) Colaboradores que ficam muito tempo longe do trabalho se apresentam mais estressados para
tarefas curtas.
GABARITO
1. Entre as justificativas apresentadas que relacionam o homem com a necessidade de trabalhar
na fábrica, assinale aquela que pode ser considerada verdadeira:
A alternativa "A " está correta.
 
É evidente que a decisão que remete o homem para o trabalho reside na busca de sua própria
dignidade. Na verdade, o homem não deve dispensar o trabalho, e seus esforços podem justificar os
resultados que se esperam. Nem sempre as pessoas trabalham para acumular riquezas. Não se tem
relatos sobre uma convergência de pensamentos que defenda que a sociedade optou pela substituição
integral por contribuições temporárias na forma de se trabalhar. O trabalho tem tornado o homem um ser
social, inclusive para responder às necessidades de demanda e de consumo por produtos e serviços.
2. O estudo de caso deixa transparecer que o trabalho pode representar riscos ao próprio
trabalhador. Marque a alternativa que apresenta uma ação que pode resultar em um dano ao
recurso humano:
A alternativa "B " está correta.
 
Geralmente, ambientes inseguros deixam os trabalhadores mais fatigados mentalmente. Todo trabalho
exige atenção e não significa que isso vai deixar o trabalhador ansioso. Trabalhos com metas de
produtividade são comuns e passíveis de serem realizados sem causar danos aos trabalhadores,
principalmente aqueles que estão aptos. Dores no corpo estão associadas a trabalhos com mais
repetição. Pessoas que estão afastadas por muito tempo normalmente retornam às suas rotinas
capazes de cumprirem as suas tarefas (curtas) sem manifestarem estresse por isso.
3. SUPONHA QUE VOCÊ SEJA UM DOS ERGONOMISTAS DA
FÁBRICA E SE DEPARE COM AS SEGUINTES SITUAÇÕES: 
 
I. TRABALHADOR DESEJANDO SAIR DE SEU POSTO DE
TRABALHO PARA IR EMBORA EM DEFINITIVO. 
II. POSTO DE TRABALHO CAUSANDO IMPACTO SOBRE O
TRABALHADOR. 
 
QUAL SITUAÇÃO VOCÊ RESOLVERIA PRIMEIRO?
RESPOSTA
O item II sugere uma intervenção mais imediata por parte do gestor responsável pelo trabalho por se tratar da
possibilidade de outros impactos sobre todo um conjunto de trabalhadores. Por meio da aplicação de um
mapa de risco, é possível identificar o ponto crítico que está provocando ou já provocou danos aos
trabalhadores. Assim, cabe uma ação rápida para corrigir o problema, evitando maiores desdobramentos.
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O item I sugere uma intervenção mais pontual, apesar de ser também importante. O trabalhador pode ser
convocado para uma reunião e ser questionado sobre os motivos que o estão levando a deixar o seu
trabalho. Um diálogo envolvendo aspectos de Ergonomia pode ser fundamental para resolver o assunto em
questão e modificar o seu pensamento sobre o abandono.
Questão importante: Analisar as características humanas é essencial para projetar postos de trabalho. E
quando se tem ambientes de trabalho que oferecem condições normais para a execução de tarefas
junto a programas de qualidade

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