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Tema 3 - Abordagem Ergonômica e sua Relação com os Aspectos Humanos e de Qualidade

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de vida desenvolvidos para os trabalhadores, há uma percepção de que
todos estão mais protegidos e motivados para buscarem os resultados desejados pelas empresas.
CARACTERÍSTICAS HUMANAS QUE SUGEREM A MELHOR
ADAPTAÇÃO EM AMBIENTES PRODUTIVOS.
Neste módulo, serão apresentadas algumas justificativas que remontam à necessidade de os seres
humanos buscarem algum tipo de ocupação, ou trabalho, a fim de sentirem-se úteis dentro da
sociedade. Faremos também algumas considerações sobre a interação entre o corpo humano e o
trabalho propriamente, entre outras.
O SER HUMANO E A NECESSIDADE DE
TRABALHO
Desde os tempos mais remotos, o ser humano sempre se viu diante da necessidade de buscar a sua
sobrevivência frente a situações ou ambientes precários ou perigosos. A capacidade inventiva e de
criação é intrínseca ao homem, sendo crucial a sua manifestação por algum meio.
FAZENDO ANALOGIA ENTRE A LUTA PELA VIDA E O
TRABALHO, PODEMOS DIZER QUE AMBOS TÊM
JUSTIFICADO O FATO DE SE CORRER RISCOS E DE SE
TOMAR DECISÕES, QUE NOS LEVAM À BUSCA DE
RESULTADOS, MESMO QUANDO ESSES NÃO SÃO
ALCANÇADOS COMO SE DEVERIA.
Isso porque nem tudo o que se deseja é concretizado. E até mesmo quando se atinge o alvo escolhido,
é importante refletir sobre o modo como o alcance foi realizado, pois isso permite propostas de
aprimoramentos a fim de maximizar as possibilidades de êxito em tentativas posteriores.
A visão renascentista atribui a construção da identidade do sujeito ao trabalho, e encontra explicação
quando procuramos a realização pessoal ou o que nos torna definitivamente mais úteis.
O TRABALHO TEM OCUPADO UMA POSIÇÃO DE
CENTRALIDADE NA VIDA DAS PESSOAS. ACREDITA-SE
QUE SEJA UM LOCAL ONDE TODAS SE SINTAM
IDENTIFICADAS DE ALGUMA FORMA, DE GERAÇÃO DE
VALORES HUMANOS E SOCIAIS, DE PLANEJAMENTO E DE
EXPECTATIVAS DIANTE DO FUTURO (ALBORNOZ, 1994).
Em decorrência dos muitos fatos, que suscitaram nas transformações políticas, econômicas, ambientais
e culturais ao longo da história, é razoável conceber o entendimento de que cada um deles contribuiu
para que houvesse uma mudança na concepção do trabalho em si e na sua relação com o próprio ente
responsável por executá-lo.
A sociedade avançou ao longo de décadas e alguns costumes permaneceram em relação ao trabalho,
mas com expectativas muito distintas de outrora. Trazendo nossa discussão para a contemporaneidade,
observamos que, desde as revoluções industriais, muitas questões têm preocupado aqueles que
planejam o trabalho dentro de contextos fabris.
 
Foto: Shutterstock.com
Sobretudo, porque existem recursos humanos aos milhares, que se dedicam exaustivamente ao
cumprimento dos planos de produção, ou de serviços, no interior das fábricas, ou quaisquer outros
ambientes de produção, que precisam ser realizados para o atendimento de demandas que partem de
interesses de empresários e consumidores.
SÃO AS DEMANDAS QUE DETERMINAM O QUANTO DE
TRABALHO SERÁ NECESSÁRIO EM CADA AMBIENTE
PRODUTIVO.
Ainda mais em tempos de mercados globalizados, em que é perfeitamente possível entender as
complexidades existentes em termos de qualidade, custos logísticos, econômicos, tecnológicos, sociais,
ambientais e, por fim, ergonômicos.
Em todos esses termos, sem dúvida alguma, cabe a consideração sobre como deve ser a participação
humana desde o momento em que é escolhida para ocupar uma função que foi pensada para o
exercício de um conjunto de tarefas bem padronizadas.
 SAIBA MAIS
Isso se deve muito às contribuições pioneiras de Frederick Taylor, desde os tempos da Administração
Científica, no fim do século XIX e início do século XX, que marcaram a Teoria Geral da Administração.
Diante das condições ambientais que se apresentavam naquele período, eram poucos os trabalhadores,
geralmente os mais fortes, que conseguiam sobreviver em situações adversas ou não adequadas para o
exercício das tarefas produtivas.
A incorporação de métodos de trabalho tem forçado cada vez mais dentro das fábricas a compreensão
de conhecimentos e técnicas que se tornaram imprescindíveis para a sobrevivência do indivíduo que
escolheu o trabalho para buscar a sua dignidade entre os pares e, se possível, obter a chamada
autorrealização e a remuneração para sobrevivência na sociedade capitalista. Afinal, trabalhar constitui-
se em uma ação que realizamos, sendo considerada muito significante, e que pode justificar grande
parte da nossa própria existência.
 VOCÊ SABIA
Jean-Jacques Rousseau disse que uma pessoa é fruto do seu meio. Com o passar dos anos, temos
assimilado essa frase com muita propriedade, principalmente quando estamos diante de discussões que
envolvem a natureza ergonômica dentro de ambientes laborais.
Conforme a própria teoria nos coloca, a decisão de se trabalhar está muito associada à necessidade de
sobrevivência, às aptidões físicas, mentais, psicológicas, entre as quais vão suportar os processos que
envolvem o uso da força física, a comunicação, a liderança, a reflexão, a adaptação ou flexibilidade para
encarar mudanças repentinas, a compreensão de cenários, entre outros.
Dependendo da natureza da atividade a ser desempenhada por uma pessoa em seu espaço laboral,
será preciso desenvolver uma série de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para que se
possa realizar a movimentação de materiais, alcançar e manusear os mais variados tipos de
ferramentas, bem como conduzir a variedade de maquinários existentes em cada local de trabalho.
O ORGANISMO HUMANO E OS IMPACTOS
DURANTE O TRABALHO
O corpo humano é extremamente complexo e tem o seu funcionamento devido a um conjunto de
sistemas que estão coordenados para o desempenho de várias funções. Como todos os seres vivos, os
seres humanos são formados por uma enorme quantidade de células com formas e funcionalidades
definidas. As células constituem os tecidos, que formam os órgãos e, por fim, os sistemas.
Especificamente, o nosso corpo é formado por quatro tipos básicos de tecidos: epitelial, conjuntivo,
muscular e nervoso. Em relação aos sistemas, podemos exemplificá-los da seguinte forma: respiratório,
circulatório, digestório, cardiovascular ou circulatório, muscular, nervoso, endócrino, excretor, linfático,
reprodutor e ósseo. Cabe ainda destacar que o organismo humano é formado por diferentes partes,
como: a pele, os músculos, os nervos, os órgãos, os ossos etc.
 
Imagem: Shutterstock.com
Diante disso, podemos concluir que o ser humano é complexo e necessita de algumas condições para
funcionar bem. Como o trabalho consiste em uma necessidade básica do ser humano, precisa ser
realizado de maneira que traga bem-estar ao indivíduo.
Todavia, o trabalho está relacionado muitas vezes com condições e movimentos considerados não
naturais, como, por exemplo: ambientes abertos ou confinados, trabalhos em meios terrestres ou
aquáticos, opções variadas de manuseio de comandos em equipamentos e máquinas etc.
 
Foto: Shutterstock.com
Contudo, o que mais preocupa realmente é quando essas práticas não são empregadas da maneira
correta dentro dos ambientes profissionais por algum motivo. Com isso, aumentam-se
consideravelmente as chances para o surgimento de problemas de saúde, que podem causar impactos
leves, moderados ou severos ao trabalhador, com desdobramentos que levam a afastamentos
temporários ou permanentes de suas atividades.
Veremos que a ciência da Ergonomia tem como característica o fato de ser interdisciplinar, ligada a
outras disciplinas, como a Fisiologia Humana. A respeito dessa área do conhecimento, podemos dizer
que estuda o funcionamento e equilíbrio do ser humano, abordando fatores (físicos, químicos,
bioquímicos) e procurando estabelecer a sua relação com a origem, manutenção e continuidade da vida
humana.
 SAIBA MAIS
A Fisiologia Humana estuda as características das células, dos tecidos, sistemas, entre outras partes do
corpo humano.
A Ergonomia faz uso de conceitos da Fisiologia Humana para fomentar um processo reflexivo a respeito
de como os