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A StuDocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade Tabela - Arboviroses Clínica Médica (Universidade Estadual de Montes Claros) A StuDocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade Tabela - Arboviroses Clínica Médica (Universidade Estadual de Montes Claros) Baixado por Auri Silva (j.aurilans@gmail.com) lOMoARcPSD|14703953 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tabela-arboviroses https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-estadual-de-montes-claros/clinica-medica/tabela-arboviroses/6702435?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tabela-arboviroses https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-estadual-de-montes-claros/clinica-medica/4271767?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tabela-arboviroses https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tabela-arboviroses https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-estadual-de-montes-claros/clinica-medica/tabela-arboviroses/6702435?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tabela-arboviroses https://www.studocu.com/pt-br/course/universidade-estadual-de-montes-claros/clinica-medica/4271767?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tabela-arboviroses Ludimila Pereira – T71 1 DENGUE CARACTERÍSTICAS FISIOPATOLOGIA QUADRO CLÍNICO DIAGNÓSTICO CLASSIFICAÇÃO DE RISCO CONDUTA Doença tropical causada por 4 sorotipos do DENV transmitidos pela picada das femeas do Aedes. Proteína viral E: permite vírus entrar na célula (receptores de membrana) e é um domínio antigênico – identificado em exames e que induz atc. Vetor: Aedes (aegypti urbano e albopictus rural/silvestre) Reservatorio: Hoemem P. incubação extrínseco (mosquito): 7-11 dias – período até chegar nas glândulas salivares. Intrinseco: 2-8 dias P. Transmissibilidade: toda a vida dos mosquitos. ..CLÍNICA DE CASOS SUSPEITOS DENGUE- áreas endêmicas, doença febril aguda há no max 7 dias com pelo menos 2: náuseas/vômitos, exantema, mialgia/artralgia, cefaleia/dor retrorbitaria, petéquias/prova do laço +, prostração, leucopenia. DENGUE COM SA: sinais de alarme na defervescência . DENGUE GRAVE: choque/desconforto resp, sg agudo, comprometimento de órgãos. Depois de ser inoculado, o DENV é fagocitado por células dendriticas locais e vai para linfonodos regionais. Ali se multiplicam muito, aumentando a viremia para disseminar-se. Essa primeira infecção gera uma primeira resposta imune, inata e humoral. São formados atc contra o vírus para promover a lise das células infectadas e inibir a ligação vírus-celula, para conter a infecção. IgM começa a ser formado na 1ª semana e IgG também, mas em qtd menores e permanece por toda a vida. Linfócitos T são importantes tanto para induzir a formação de atc, quanto pela citotoxicidade. Citocinas → febre e mal estar Multiplicação vira → mialgias. Grave Atc preexistente facilita a infecção (não neutralizam e estimulam síntese de Fcg, junto com CD4). A resposta imune estabelecida aumenta permeabilidade vascular e faz macrófagos liberarem tromboplastina. Assim: alta carga viral + resposta imune exacerbada = maior permeabilidade vascular, hipotensão, fenômenos hemorrágicos Fase febril: -febre >38°C que dura 2-7 dias. - cefaleia, artralgia, dor retro- orbitaria. - lesao exantemática: maculopapular em face tronco e membros, com ou sem prurido. Fase crítica: defervescencia - declínio da febre entre 3º e 7º dia. Sinais de alarme, que indica possível piora clinica e evolução pro choque. (dor abdominal, vômitos persistentes, acúmulo liqudos, hipotensão, irritabilidade, sangramento) Os extravasamento de plasma pode ser tanto que evolui para choque, geralmente entre o 4º- 5º dia e precedido de sinais de alarme. Pode levar a óbito em 24h ou à recuperação. Fase de recuperação: 24-48h após a fase crítica, quando o fluido é reabsorvido. Melhora do estado geral e demais sintomas. Bradicardia e alterações no ECG são comuns. Forma clássica: início abrupto, febre 39-40° que cede em 6 dias, cefalea, dor retro-ocular, mialgia, artralgia, manifestações gastrintestinais. 3º 4º dia: exantemas e prurido. Forma hemorrágica: começa = clássica, no 2º ou 3º dia, surgem os fenômenos hemorrágicos. Ht eleva, plaquetopenia. Síndrome do choque: 3-7º dia e mantem por ate 24h. agitados, dor abdominal -> letárgicos, afebris. Laboratorial: Específicos: RT-PCR (pesquisa genoma) e pesquisa indireta por ELISA, IH. Inespecíficos: Ht, plaquetas, albumina. Virológico: Isola o vírus para detectar genoma ou atg virais – RT-PCR. Realizar na fase aguda, na fase de viremia, qu dura ate +- 6º dia. A partir dai, fazer sorológicos. Sorológico: pesquisa atc pela técnica HAI, mas que não diferencia IgG e IgM. IgM: spico so depois de 2 semanas do início dos sintomas e detectados em até 90 dias. Quando de suspeita das 3 arboviroses, mas suspeita maior de dengue: começa com método direto (RT-PCR) e depois os indiretos (ELISA, IH). Se negativos, testar zika e depois CKG. PROFILAXIA Vacina Controle vetorial Classificação de risco: A) caso suspeito sem sinal de alarme, sem comorbidades → ambulatorial B) caso suspeito, sem sinais de alarme, com sangramento espontâneo (petequias) ou induzido (p. laço) e com condição especial (grupo de risco) → leito de observação até resultados de exames e reavaliação C) caso suspeito, com algum sinal de alarme, sem sinal de gravidade → interna até estabilizar D) caso suspeito, com sinais de choque, sangraento grave, disfunção grave de órgãos, desconforto respiratório. → UTI sempre notificar, orientar profilaxia, repouso e sobre SA. A → exames a critério; prescrever paracetamol/ dipirona, dieta e hidratação oral (60ml/kg adulto 1/3 SRO e 2/3 liquidos caseiros); orientar sobre sinais de alarme, agendar retorno no dia da defeverscencia, orientar sobre profilaxia, notificar. B→solicitar hemograma, prescrever hidratação = A, internar se sinais de alarme. Ht normal: ambulatorial com reavaliação diária até 48h pós febre. Se ok, hidratar em domicílio. Orientar SA. Ht alterado: mantem em obs com SF oral/parenteral e reavalia em 4h, se continua alterado, prossegue como grupo C. C→ repor volume imediatamente, hidrata EV 10ml/kg na 1ª hora solicitar hemograma/transaminases/albumina, reavalia em 1h. Ht alterado ou sem melhora de sinais hemodinâmicos: continua hidratando. Reavalia clínica 1h e Ht 2h. Se não melhorar, grupo D. Se melhora após fases de expansão, continua hidratando, fase de manutenção. Alta: melhora do quadro clinico e laboratorial, ausência de febre por 48h. D→ repor volume, hidra EV 20ml/kg em 20 min, reavaliar a cada 30 min e Ht em 2h. Se melhora, fase de expansão do grupo C. se não, avaliar varias condições, podendo usar expansores plasm (Ht elevando), etc. Baixado por Auri Silva (j.aurilans@gmail.com) lOMoARcPSD|14703953 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tabela-arboviroses Ludimila Pereira – T71 2 CHIKUNGUNYA CARACTERÍSTICAS FISIOPATOLOGIA QUADRO CLÍNICO DIAGNÓSTICO CLASSIFICAÇÃO DE RISCO CONDUTA Arbovirose transmitida pelo Aedes. Reservatórios: humanos. P incubação: intrínseco 3-7 dias e extrínseco até 10 dias.?? Fase aguda relacionada com alta viremia. Sintomas clínicos se devem à carga viral e à im. Inata. Em 4 dias, a viremia começa a reduzir, bem como alguns sintomas. Tem os casos assintomáticos e os sintomáticos. Destes,três fases: Fase aguda: dura ate o 14º dia. Febre alta que dura +- 3 dias, poliartrlagias, dorsalgias, mialgia, rigidez articular pela manha e durante atividades cotidianas, dor retro-ocular. Obs: queda da temperatura não está associada à piora dos sintomas, como na dengue. Fase subaguda: pode durar até 3 meses. Persistência das dores articulares/sintomas reumáticos. Tenossinovite → síndrome da túnel do carpo. Fase crônica: > 3 meses. Fatores de risco (idade >45, artropatia preexistente, lesões articulares intensas). Persistência dos sintomas, sobretudo articulares. Artralgia com ou sem edema, limitação de movimentos, rigidez articular matinal. Manifestações atípicas: neurológicas, ocular, cardiovascular, dermato, renal. Inespecíficos:alterações lab inespecíficas, como leucopenia, linfopenia, trombocitopenia. Solicitar exames de acordo com a conduta. Específicos: RT-PCR, ELISA, IH. É pela sorologia o diagnostico lab específico. Se suspeita de CKG, testar por exames diretos dessa doença. Se negativos, testar primeiro dengue e depois zika. Avaliar sinais de gravidade e critérios de internação (neuro, choque, dispneia, dor torácica, vômitos persistentes, sangramento) e grupos de risco (gestantes, <2 anos, >65, pct com comorbidade). 1- sem sinais de gravidade, internação, risco : ambu 2- grupo de risco: ambu em observação 3- gravidade/internação: interna OBS: DOR Leve: dipirona ou paracetamol moderada: dipirona IV ou tramadol + cromoprida Intensa: dipirona + paracetamol + tramadol Dor neuropática: amitriptilina ou gabapentina. Fase subaguda e crônica: pode usar corticoide. 1→ exames específicos e inespecíficos. Avaliar dor e seguir fluxograma; hidratar; avaliar hemograma para d,. diferencial entre as arbo, notificar, orientar sobre febre >5 dias e sinais de gravidade 2→ ex. espec, inesp, bioq. avaliar dor e seguir fluxograma, hidratar, hemograma para d. dif, nitificar, orientar retorno diário até febre desaparecer. 3→ ex espec, inesp, bioq. E complementares. Hidrata (= grupo C e D dengue), manejo da dor, hemograma, tratar complicações, notificar. Alta: melhora clinica, ausência de sinais gravidade, aceitação hidratação, avaliação lab. Baixado por Auri Silva (j.aurilans@gmail.com) lOMoARcPSD|14703953 Ludimila Pereira – T71 3 ZIKA CARACTERÍSTICAS FISIOPATOLOGIA QUADRO CLÍNICO DIAGNÓSTICO CLASSIFICAÇÃO DE RISCO CONDUTA Arbovirose transmitida pelo Aedes e também por: via sexual, transfusão, vertical. O vírus é teratogênico → microcefalia. P INCUBAÇÃO: 10 dias no mosquito e 3-6/2-7 dias no homem. O vírus tem tropismo em células da epiderme e derme e se dispersam via linfática e hematogenca. Possui receptores que facilitam sua entrada nas células. Tropismo pelo SNC. Assintomática ou sintomática. Geralmente é autolimitada, dura 4-7 dias. Febre baixa ou ausente, exantema pruriginoso de início precoce, conjuntivite não purulenta, artralgias, edema periarticular. Os sintomas desaparecem em cerca de 7 dias. A artralgia não é muito intensa. O prurido é relevante. Considerada sem complicações severas. Específicos: RT PCR, IH, ELISA O período viremico é curto, então teria que detectar os viruos em at´4-7 dias após o início dos sintomas. Por isso, melhor examinar no 5º dia. -- Para os sintomáticos: paracetamol, dipirona para controle de febre e dor. Erupções pruriginosas: anti histamínicos. Orientar: repuso, hidratação, não usar AAS/AINES, retornar se formigamento de membros ou alteração do nível de consciência. Baixado por Auri Silva (j.aurilans@gmail.com) lOMoARcPSD|14703953 https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=tabela-arboviroses