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A StuDocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade
Tabela - Arboviroses
Clínica Médica (Universidade Estadual de Montes Claros)
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Tabela - Arboviroses
Clínica Médica (Universidade Estadual de Montes Claros)
Baixado por Auri Silva (j.aurilans@gmail.com)
lOMoARcPSD|14703953
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Ludimila Pereira – T71 1 
 DENGUE 
CARACTERÍSTICAS FISIOPATOLOGIA QUADRO CLÍNICO DIAGNÓSTICO CLASSIFICAÇÃO DE RISCO CONDUTA 
Doença tropical causada 
por 4 sorotipos do DENV 
transmitidos pela picada 
das femeas do Aedes. 
 
Proteína viral E: permite 
vírus entrar na célula 
(receptores de membrana) 
e é um domínio antigênico 
– identificado em exames e 
que induz atc. 
 
Vetor: Aedes (aegypti 
urbano e albopictus 
rural/silvestre) 
Reservatorio: Hoemem 
 
P. incubação extrínseco 
(mosquito): 7-11 dias – 
período até chegar nas 
glândulas salivares. 
Intrinseco: 2-8 dias 
 
P. Transmissibilidade: toda 
a vida dos mosquitos. 
 
..CLÍNICA DE CASOS 
SUSPEITOS 
DENGUE- áreas endêmicas, 
doença febril aguda há no 
max 7 dias com pelo menos 
2: náuseas/vômitos, 
exantema, 
mialgia/artralgia, 
cefaleia/dor retrorbitaria, 
petéquias/prova do laço +, 
prostração, leucopenia. 
 
DENGUE COM SA: sinais de 
alarme na defervescência . 
 
DENGUE GRAVE: 
choque/desconforto resp, 
sg agudo, 
comprometimento de 
órgãos. 
Depois de ser inoculado, o DENV 
é fagocitado por células 
dendriticas locais e vai para 
linfonodos regionais. Ali se 
multiplicam muito, aumentando 
a viremia para disseminar-se. 
 
Essa primeira infecção gera uma 
primeira resposta imune, inata e 
humoral. 
São formados atc contra o vírus 
para promover a lise das células 
infectadas e inibir a ligação 
vírus-celula, para conter a 
infecção. IgM começa a ser 
formado na 1ª semana e IgG 
também, mas em qtd menores e 
permanece por toda a vida. 
Linfócitos T são importantes 
tanto para induzir a formação de 
atc, quanto pela citotoxicidade. 
 
Citocinas → febre e mal estar 
Multiplicação vira → mialgias. 
 
Grave 
 Atc preexistente facilita a 
infecção (não neutralizam e 
estimulam síntese de Fcg, junto 
com CD4). 
A resposta imune estabelecida 
aumenta permeabilidade 
vascular e faz macrófagos 
liberarem tromboplastina. 
Assim: alta carga viral + 
resposta imune exacerbada = 
maior permeabilidade vascular, 
hipotensão, fenômenos 
hemorrágicos 
 
 
Fase febril: 
-febre >38°C que dura 2-7 dias. 
- cefaleia, artralgia, dor retro-
orbitaria. 
- lesao exantemática: 
maculopapular em face tronco e 
membros, com ou sem prurido. 
 
Fase crítica: defervescencia - 
declínio da febre entre 3º e 7º 
dia. 
Sinais de alarme, que indica 
possível piora clinica e evolução 
pro choque. (dor abdominal, 
vômitos persistentes, acúmulo 
liqudos, hipotensão, 
irritabilidade, sangramento) 
 
Os extravasamento de plasma 
pode ser tanto que evolui para 
choque, geralmente entre o 4º-
5º dia e precedido de sinais de 
alarme. Pode levar a óbito em 
24h ou à recuperação. 
 
Fase de recuperação: 24-48h 
após a fase crítica, quando o 
fluido é reabsorvido. Melhora do 
estado geral e demais sintomas. 
Bradicardia e alterações no ECG 
são comuns. 
 
Forma clássica: início abrupto, 
febre 39-40° que cede em 6 dias, 
cefalea, dor retro-ocular, 
mialgia, artralgia, manifestações 
gastrintestinais. 
3º 4º dia: exantemas e prurido. 
 
Forma hemorrágica: começa = 
clássica, no 2º ou 3º dia, surgem 
os fenômenos hemorrágicos. Ht 
eleva, plaquetopenia. 
Síndrome do choque: 3-7º dia e 
mantem por ate 24h. agitados, 
dor abdominal -> letárgicos, 
afebris. 
Laboratorial: 
Específicos: RT-PCR (pesquisa 
genoma) e pesquisa indireta por 
ELISA, IH. 
Inespecíficos: Ht, plaquetas, 
albumina. 
 
Virológico: 
Isola o vírus para detectar 
genoma ou atg virais – RT-PCR. 
Realizar na fase aguda, na fase 
de viremia, qu dura ate +- 6º dia. 
A partir dai, fazer sorológicos. 
 
Sorológico: pesquisa atc pela 
técnica HAI, mas que não 
diferencia IgG e IgM. 
IgM: spico so depois de 2 
semanas do início dos sintomas 
e detectados em até 90 dias. 
 
Quando de suspeita das 3 
arboviroses, mas suspeita maior 
de dengue: começa com método 
direto (RT-PCR) e depois os 
indiretos (ELISA, IH). Se 
negativos, testar zika e depois 
CKG. 
 
 
 
 
PROFILAXIA 
Vacina 
Controle vetorial 
 
Classificação de risco: 
A) caso suspeito sem sinal de 
alarme, sem comorbidades 
→ ambulatorial 
 
B) caso suspeito, sem sinais de 
alarme, com sangramento 
espontâneo (petequias) ou 
induzido (p. laço) e com 
condição especial (grupo de 
risco) 
→ leito de observação até 
resultados de exames e 
reavaliação 
 
C) caso suspeito, com algum 
sinal de alarme, sem sinal de 
gravidade 
→ interna até estabilizar 
 
D) caso suspeito, com sinais de 
choque, sangraento grave, 
disfunção grave de órgãos, 
desconforto respiratório. 
→ UTI 
 
 
sempre notificar, orientar profilaxia, 
repouso e sobre SA. 
 
A → exames a critério; prescrever 
paracetamol/ dipirona, dieta e 
hidratação oral (60ml/kg adulto 1/3 
SRO e 2/3 liquidos caseiros); orientar 
sobre sinais de alarme, agendar 
retorno no dia da defeverscencia, 
orientar sobre profilaxia, notificar. 
 
B→solicitar hemograma, prescrever 
hidratação = A, internar se sinais de 
alarme. 
Ht normal: ambulatorial com 
reavaliação diária até 48h pós febre. 
Se ok, hidratar em domicílio. Orientar 
SA. 
Ht alterado: mantem em obs com SF 
oral/parenteral e reavalia em 4h, se 
continua alterado, prossegue como 
grupo C. 
 
C→ repor volume imediatamente, 
hidrata EV 10ml/kg na 1ª hora 
solicitar 
hemograma/transaminases/albumina, 
reavalia em 1h. 
Ht alterado ou sem melhora de sinais 
hemodinâmicos: continua hidratando. 
Reavalia clínica 1h e Ht 2h. 
Se não melhorar, grupo D. 
Se melhora após fases de expansão, 
continua hidratando, fase de 
manutenção. 
Alta: melhora do quadro clinico e 
laboratorial, ausência de febre por 
48h. 
 
D→ repor volume, hidra EV 20ml/kg 
em 20 min, reavaliar a cada 30 min e 
Ht em 2h. Se melhora, fase de 
expansão do grupo C. se não, avaliar 
varias condições, podendo usar 
expansores plasm (Ht elevando), etc. 
 
Baixado por Auri Silva (j.aurilans@gmail.com)
lOMoARcPSD|14703953
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Ludimila Pereira – T71 2 
 CHIKUNGUNYA 
CARACTERÍSTICAS FISIOPATOLOGIA QUADRO CLÍNICO DIAGNÓSTICO CLASSIFICAÇÃO DE RISCO CONDUTA 
Arbovirose transmitida pelo 
Aedes. 
 
Reservatórios: humanos. 
 
P incubação: intrínseco 3-7 
dias e extrínseco até 10 
dias.?? 
 
 
Fase aguda relacionada com alta 
viremia. Sintomas clínicos se 
devem à carga viral e à im. Inata. 
Em 4 dias, a viremia começa a 
reduzir, bem como alguns 
sintomas. 
Tem os casos assintomáticos e 
os sintomáticos. Destes,três 
fases: 
 
Fase aguda: dura ate o 14º dia. 
Febre alta que dura +- 3 dias, 
poliartrlagias, dorsalgias, 
mialgia, rigidez articular pela 
manha e durante atividades 
cotidianas, dor retro-ocular. 
Obs: queda da temperatura não 
está associada à piora dos 
sintomas, como na dengue. 
 
Fase subaguda: pode durar até 3 
meses. Persistência das dores 
articulares/sintomas reumáticos. 
Tenossinovite → síndrome da 
túnel do carpo. 
 
Fase crônica: > 3 meses. Fatores 
de risco (idade >45, artropatia 
preexistente, lesões articulares 
intensas). 
Persistência dos sintomas, 
sobretudo articulares. Artralgia 
com ou sem edema, limitação 
de movimentos, rigidez articular 
matinal. 
 
Manifestações atípicas: 
neurológicas, ocular, 
cardiovascular, dermato, renal. 
 Inespecíficos:alterações lab 
inespecíficas, como leucopenia, 
linfopenia, trombocitopenia. 
Solicitar exames de acordo com 
a conduta. 
 
Específicos: RT-PCR, ELISA, IH. 
É pela sorologia o diagnostico 
lab específico. 
 
Se suspeita de CKG, testar por 
exames diretos dessa doença. Se 
negativos, testar primeiro 
dengue e depois zika. 
Avaliar sinais de gravidade e 
critérios de internação (neuro, 
choque, dispneia, dor torácica, 
vômitos persistentes, 
sangramento) e grupos de risco 
(gestantes, <2 anos, >65, pct 
com comorbidade). 
1- sem sinais de gravidade, 
internação, risco : ambu 
2- grupo de risco: ambu em 
observação 
3- gravidade/internação: interna 
 
 
 
OBS: DOR 
Leve: dipirona ou paracetamol 
moderada: dipirona IV ou 
tramadol + cromoprida 
Intensa: dipirona + paracetamol 
+ tramadol 
Dor neuropática: amitriptilina ou 
gabapentina. 
 
Fase subaguda e crônica: pode 
usar corticoide. 
1→ exames específicos e 
inespecíficos. 
Avaliar dor e seguir fluxograma; 
hidratar; avaliar hemograma para d,. 
diferencial entre as arbo, notificar, 
orientar sobre febre >5 dias e sinais 
de gravidade 
 
2→ ex. espec, inesp, bioq. 
avaliar dor e seguir fluxograma, 
hidratar, hemograma para d. dif, 
nitificar, orientar retorno diário até 
febre desaparecer. 
 
3→ ex espec, inesp, bioq. E 
complementares. 
Hidrata (= grupo C e D dengue), 
manejo da dor, hemograma, tratar 
complicações, notificar. 
Alta: melhora clinica, ausência de 
sinais gravidade, aceitação 
hidratação, avaliação lab. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Baixado por Auri Silva (j.aurilans@gmail.com)
lOMoARcPSD|14703953
Ludimila Pereira – T71 3 
 ZIKA 
CARACTERÍSTICAS FISIOPATOLOGIA QUADRO CLÍNICO DIAGNÓSTICO CLASSIFICAÇÃO DE RISCO CONDUTA 
Arbovirose transmitida pelo 
Aedes e também por: via 
sexual, transfusão, vertical. 
 
O vírus é teratogênico → 
microcefalia. 
 
P INCUBAÇÃO: 10 dias no 
mosquito e 3-6/2-7 dias no 
homem. 
O vírus tem tropismo em células 
da epiderme e derme e se 
dispersam via linfática e 
hematogenca. 
Possui receptores que facilitam 
sua entrada nas células. 
 
Tropismo pelo SNC. 
Assintomática ou sintomática. 
Geralmente é autolimitada, dura 
4-7 dias. 
 
Febre baixa ou ausente, 
exantema pruriginoso de início 
precoce, conjuntivite não 
purulenta, artralgias, edema 
periarticular. 
 
Os sintomas desaparecem em 
cerca de 7 dias. 
 
A artralgia não é muito intensa. 
O prurido é relevante. 
 
Considerada sem complicações 
severas. 
Específicos: RT PCR, IH, ELISA 
 
O período viremico é curto, 
então teria que detectar os 
viruos em at´4-7 dias após o 
início dos sintomas. Por isso, 
melhor examinar no 5º dia. 
 
 
-- Para os sintomáticos: paracetamol, 
dipirona para controle de febre e dor. 
Erupções pruriginosas: anti 
histamínicos. 
 
Orientar: repuso, hidratação, não usar 
AAS/AINES, retornar se formigamento 
de membros ou alteração do nível de 
consciência. 
 
 
Baixado por Auri Silva (j.aurilans@gmail.com)
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