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Gabrielle Miranda Karina Guimarães Flúor - O flúor é uma substância com efeito cariostático que interfere no processo dinâmico de DES-RE, tratando o desequilíbrio na medida em que ocorre. - O flúor é o único elemento que tem influência comprovada na redução da incidência da cárie dentária. - Ele é considerado “um agente terapêutico Fluoretos • De uso individual • Meios profissionais • Coletivos Os diferentes meios de administrar fluoretos podem ser classificados como: - É o principal meio coletivo para disponibilizar os benefícios do flúor à toda a população de maneira inclusiva. - Há uma relação direta entre a fluoretação de água e a redução da prevalência e gravidade da cárie dentária. Estudos apontam para o fato de que pessoas expostas à água fluoretada por longos períodos durante a vida têm menor índice de dentes cariados, perdidos e obturados, e que há uma tendência a aumentar os índices de cárie em uma população se a fluoretação da água for cessada. - A fluoretação de água no Brasil é obrigatória onde existe estação de água de abastecimento, de acordo com a Lei Federal nº 6.050, de 24/05/1974, regulamentada pelo Decreto nº 76.872, de 22/12/1975. Água fluoretada - A água fluoretada e o dentifrício fluoretado devem ser sempre combinados. - Sua ingestão excessiva, tanto de forma crônica quanto de forma aguda, pode ser tóxica para o organismo, podendo causar fluorose dentária. Água fluoretada A resposta a essa pergunta reside no conhecimento do mecanismo de ação do F para controlar a cárie dentária, do seu efeito no desenvolvimento da fluorose dentária. De que forma pode-se fazer uma utilização racional do F, tanto em abordagens individuais quanto em abordagens coletivas? Até a década de 1980, acreditava-se que o F protegeria contra a cárie dentária por uma ação “sistêmica”, após ser absorvido pelo trato gastrointestinal e incorporado aos cristais de apatita dos dentes em formação. - Implicava que era necessário ingerir o F para que se tivesse proteção contra a cárie dentária, ou seja, a fluorose dentária não poderia ser evitada na tentativa de se controlar a cárie dentária. - Entretanto, nas décadas de 1980 e 1990 ocorreu uma verdadeira mudança de paradigma em relação ao entendimento dos mecanismos de ação do F no controle da cárie Fluoroses dentária - Essa mudança foi guiada por estudos mostrando que a quantidade de F que poderia ser incorporada aos cristais de apatita (após sua ingestão e absorção) não era suficiente para causar uma proteção da apatita significativa contra sua dissolução. - Ao mesmo tempo, observou-se que a presença de baixos níveis de F nos fluidos orais que circundavam o esmalte era efetiva para reduzir a desmineralização. Estabeleceu-se então o conceito de que o F interfere na dinâmica da formação da lesão de cárie principalmente quando está constantemente presente, ainda que em baixas concentrações, nas fases fluidas do ambiente oral, tendo, portanto, uma ação eminentemente ´´tópica´´� Fluoroses dentária Mecanismo de ação do flúor - Mediante um desafio cariogênico (esquerda), os íons fosfato que envolvem a camada de CaF2 ((Fluoreto de Cálcio) recobrindo o esmalte deixam de estabilizar o CaF2, que se dissolve, liberando tanto o cálcio quanto o fluoreto - Adsorve aos cristais de hidroxiapatita. - Na presença de níveis baixos de fluoreto, os fluidos se tornam supersaturados em relação à flúor hidroxiapatita, o que leva à precipitação de apatita fluoretada sobre os cristais parcialmente desmineralizados. Mecanismo de ação do fluoreto no controle da cárie dentária. - A redução da desmineralização e o aumento da remineralização do dente. - Todo processo é fundamentado no efeito local e não na absorção sistêmica do flúor. - Mesmo em relação à água, é a presença do flúor na cavidade bucal, pela ingestão regular e no preparo de alimentos com água fluoretada, que faz os níveis de fluoreto nos fluidos orais apresentarem picos de elevação durante o dia. Os fluoretos podem estar presentes em três locais distintos na cavidade bucal Mecanismo de ação do fluoreto no controle da cárie dentária. biofilme e saliva; No fluido do esmalte; E na forma de fluoreto de cálcio. 1 2 3 - A dissolução gradual dos glóbulos de CaF2 contribui para a manutenção de níveis adequados de fluoreto no meio e fornece íons flúor para serem adsorvidos pelos cristais de hidroxiapatita em novos ciclos DES-RE. É a camada superficial de CaF2 que garante o efeito dos produtos fluoretados aplicados topicamente com o passar do tempo. A deposição de CaF2 depende da concentração de flúor no veículo de aplicação, do tempo de aplicação e do pH (produtos com pH ácido tendem a formar mais CaF2). Este é o chamado fluoreto fracamente ligado e é o principal produto da reação após aplicação tópica de flúor em esmalte ou dentina (> 90%). A formação de CaF2 é muito maior nas superfícies dentais com lesões de cárie, clinicamente visíveis ou não, já que estas têm maior área de reação. Referências -https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/user/signin? userCheckReturnTo=/reader/books/9788527737470/epubcfi/6/32[;vnd.vst.idref=chap ter04]!/4/136/5:20[eid,ade] - https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/user/signin? userCheckReturnTo=/reader/books/9788527737470/epubcfi/6/32[;vnd.vst.idref=chap ter04]!/4/136/5:20[eid,ade] Atividade Com a intenção de reduzir a possibilidade de ocorrer fluorose. Qual o grupo que os dentrifícios fluoretados devem ser indicados? A - População em geral B - Crianças que não possuem dentes. C - Crianças menores de 6 anos. D - Crianças com risco de desenvolver cárie de mamadeira. E - Pacientes grávidas Atividade Com a intenção de reduzir a possibilidade de ocorrer fluorose. Qual o grupo que os dentrifícios fluoretados devem ser indicados? A - População em geral B - Crianças que não possuem dentes. C - Crianças menores de 6 anos. D - Crianças com risco de desenvolver cárie de mamadeira. E - Pacientes grávidas Obrigado!