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Ingrid Leal – CCPA 02/09 Prolapso de reto É caracterizado por uma projeção além do ânus. Se tem a projeção de uma massa cilíndrica além do ânus que é avermelhada e dependendo do tempo de exposição dessa massa cilíndrica pode-se ter uma massa desvitalizada, enegrecida e ulcerada. O tempo de exposição dessa massa leva a interrupção da circulação levando a congestão. Pode ocorrer em cães e gatos. CAUSAS Tenesmo por aumento do peristaltismo em situação de diarreias virais e parasitárias. Intussuscepção prolapsada persistente - é mais grave, pois além do prolapso da massa se tem também o quadro obstrutivo. A clínica do prolapso de reto é mais branda que quadros de animais que apresentam a intussuscepção prolapsada. Sinais clínicos Semelhante à obstrução. Massas avermelhadas, interrupção do fluxo sanguíneo, levando à congestão e edema. No início a massa é mais quente e depois torna-se fria quando se enegrece (quando se inicia autólise tecidual), ficando mais suscetível à ulceração. O quadro clínico da intussuscepção prolapsada é muito mais grave que o prolapso reto. Diagnóstico Obs: Predisposição: geralmente ocorre em animais jovens, que são os mais suscetíveis à quadros de diarreia (mas idosos podem também ser acometidos, desde que tenham tenesmo). Inspeção: massa cilíndrica projetada além do ânus, mas que com o decorrer do tempo pode entrar em autólise e se tornar ulcerada. · Diferenciação clínica do prolapso de reto e intussuscepção prolapsada - se realiza o teste do termômetro, no qual se introduz a extremidade do termômetro (ou de uma sonda) entre a borda do ânus e a superfície da massa prolapsada em toda a sua circunferência. Se não tiver a progressão do termômetro ou da sonda, indica prolapso do reto; se houver a progressão, indica intussuscepção prolapsada. TRATAMENTO No prolapso de reto é feita a recolocação da massa no ânus e depois se faz a bolsa de tabaco (fumo). Em casos de edema, para facilitar a recolocação do reto, pode-se fazer a colocação de compressa de gelo ou de pasta de açúcar com furanil (oleoso) e então se aplica a bolsa de tabaco. Para auxiliar a introdução, se usa o êmbolo de uma seringa. Deixar a bolsa de tabaco por cerca de 2 semanas. Realizar também o tratamento da diarréia viral (parvo, corona ou cinomose) ou parasitária (Giardia, Ancylostoma) - adm antiparasitário de amplo espectro e se for giardíase, adm também metronidazol. Depois da remoção da bolsa de tabaco, pode ocorrer recidiva caso não haja o tratamento adequado para a causa base! Para evitar a projeção do reto, pode ser feito a colopexia distal do lado esquerdo. O animal deve ser submetido à uma laparotomia retro-umbilical. Se faz incisão elíptica no cólon distal; no peritônio (do lado esquerdo) se faz uma incisão de tamanho semelhante ao feito no cólon e então sutura-se a porção distal do cólon na parede abdominal (suturar de baixo para cima). Medicação para evitar outro prolapso reto - buscopolamina (mas só pode ser utilizada se houver certeza que a causa de base não é uma diarreia viral) Loperamida (imosec): promove redução da motilidade - 1 mg/kg Então, opera-se o animal associando loperamida e faz-se a colopexia para evitar reicidiva. Para avaliar a vitalidade do prolapso, se faz a irrigação com solução salina morna, alternando com água gelada. Mas, se mesmo assim não houver vitalização do prolapso de reto, se faz a amputação do reto. Se for intussuscepção prolapsada - é o mesmo procedimento – se faz a remoção do intussucepto e intussucipiente, depois se faz a sutura da mesma forma que o prolapso e por último a bolsa de fumo. Pós operatório · Tramadol e dipirona · Antibioticoterapia: amoxicilina + clavulanato (cólon é rico em bactérias anaeróbicas) por7 a 10 dias · Loperamida · Buscopolamina (dependendo da causa) · Cuidados com a ferida - 1 dia de jejum completo, 3 dias de dieta líquida, 3 dias de dieta pastosa e alimentação normal · Se houver amputação, lavar toda vez que o animal defecar para evitar contaminação e deiscência sutura · Anti-inflamatório por no máximo 5 dias Atresia anal É uma condição congênita, porém não se acredita ser hereditária. Acomete mais cães fêmeas. Algumas raças podem ter maior frequência de apresentação: Boxer, Rottweiler e Samoieda. Ocorre por anormalidade embrionárias envolvendo reto e ânus. Pode haver associação com fístula reto-vaginal ou reto-uretral. Classificação É classificada em 4 graus: · Grau 1. Estenose congênita do ânus - toda a porção final do ânus está formada, mas se tem uma abertura do ânus muito pequena. · Grau 2. Tipo membranosa de ânus imperfurado - há presença da membrana (chamada de membrana imperfurada). · Grau 3. Ânus imperfurado com fechamento retal - se observa o reto, mas não há ânus.