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Sobre o legado do pensamento científico de Max Weber, Carlos B. Martins afirma que: “A obra de Weber representou uma inegável contribuição à pesquisa sociológica, abrangendo os mais variados temas, como o direito, a economia, a história, a religião, a política, a arte, de modo destacado, a música. Seus trabalhos sobre a burocracia tornaram-no um dos grandes analistas deste fenômeno.” MARTINS, Carlos B. O Que é Sociologia? São Paulo: Editora Brasiliense, 1991, 28 ed., p. 66.
A respeito das contribuições de Weber acerca dos conceitos de poder e dominação, assinale a alternativa correta.
A) Ao passo que poder é toda probabilidade de impor a própria vontade numa relação social, mesmo contra resistências, dominação é a probabilidade de encontrar obediência a uma ordem de determinado conteúdo, considerada legítima.
B) Há, para Weber, não mais que dois tipos puros de dominação, quais sejam, a carismática (típica das sociedades tradicionais) e a legal-racional (típica das sociedades modernas).
C) A transição de uma ordem política patrimonial-tradicional para uma ordem burocrática-legal é acompanhada por uma consolidação do tipo de dominação carismática.
D) A dominação legal-racional dá-se por meio da obediência do quadro administrativo à pessoa do senhor, em detrimento de estatutos impessoalmente estabelecidos.

A respeito das definições de Max Weber para poder e dominação, é INCORRETO afirmar que:
A) o Estado é uma relação estritamente de poder, que prescinde da dimensão de dominação.
B) o poder é a probabilidade de alguém determinar o comportamento do outro.
C) a dominação implica, em alguma medida, o consentimento da parte do dominado para a ordem dada pelo dominante.
D) os fundamentos dos poderes econômico, ideológico e político são, respectivamente, a riqueza, o saber e a força.

Sobre os conceitos de poder e dominação, tal como elaborados por Max Weber, é correto afirmar que:
a) a dominação prescinde do poder, uma vez que os indivíduos que se submetem a uma ordem de dominação não levam em conta os recursos que possuem aqueles que exercem a dominação.
b) são equivalentes, pois tanto um quanto outro são relações sociais às quais os indivíduos atribuem sentido, compartilhando, portanto, motivações.
c) toda relação de poder implica uma relação de dominação, já que a força sem uma base de legitimação não pode ser exercida.
d) não são equivalentes, pois a dominação supõe a presença do consentimento na relação entre “X” e “Y”, o que, necessariamente, não se dá com o poder.

O humano está situado tanto na classe (de classificação) Natureza quanto na Cultura, já que a Cultura pode ser pensada como parte (compreendida pela) ou modalidade da Natureza. Ou ainda, para outros pesquisadores, a Cultura pode determinar a Natureza.
A partir dessas observações, podemos concluir que:
A) as duas afirmacoes são igualmente válidas, pois dependem da sociedade à qual se referem.
B) a partir da segunda afirmação, a Natureza seria uma esfera autônoma da Cultura, mas necessariamente subjugada a ela.
C) para ambas afirmações devemos partir do fato de que Natureza e Cultura, como conceitos, são produtos culturais e históricos.
D) a distinção entre Natureza e Cultura equivale à distinção entre o aspecto objetivo do mundo e as crenças individuais.

No Brasil e em outros países, o etnocentrismo fundamentou muitas práticas etnocidas e genocidas, oficiais e não-oficiais, contra populações culturalmente distintas das de origem europeia, cristã e ocidental, principalmente indígenas e africanas. Discriminação de etnia e de classe social também se inclui entre as formas de etnocentrismo.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, assinale a alternativa que apresenta uma interpretação contrária ao etnocentrismo.
A) As sociedades trocam bens materiais e simbólicos, como parte de seus processos de expansão social.
B) Os bens culturais mercantis são bens simbólicos, são expressões significantes das culturas, constituindo parte das identidades de sociedades diversas. Por isso, pacificam os povos e unificam suas linguagens e formas de sociabilidade, como se vê na globalização.

De acordo com Adorno e Horkheimer, assinale a alternativa que caracteriza a indústria cultural.
A) É um instrumento privilegiado no combate à alienação de massas.
B) Democratiza a cultura ao se servir de tecnologia avançada.
C) Desempenha, contemporaneamente, função semelhante à do Estado Fascista.
D) Revela, como a indústria cultural, as significações do mundo para um número maior de pessoas.

Cientistas sociais reconhecidos têm apontado algumas contradições dos processos da globalização com fortes impactos sobre as identidades e culturas nacionais. Estes sugerem que ocorrem dois processos: tanto a tendência à autonomia nacional e aos particularismos culturais, que mantêm a heterogeneidade, quanto a tendência globalizante, que força a homogeneidade cultural, conforme HALL, Stuart.
Com base no argumento acima, assinale a alternativa que apresenta uma hipótese sociológica teoricamente INCORRETA sobre a heterogeneidade da produção cultural nas sociedades capitalistas contemporâneas.
A) As identidades nacionais estão em declínio, mas novas identidades híbridas estão surgindo, pois todas as identidades, por definição, são formadas por representações simbólicas historicamente condicionadas, face a sociedades diferentes. Estas resultam de comunidades unitárias imaginadas, mitos fundacionais e tradições inventadas.
B) As identidades nacionais sofrem certo declínio como resultado da tendência de homogeneização cultural, promovida pelo aumento da circulação de mercadorias e dos sistemas simbólicos dominantes, que são mediados pelos agentes detentores dos meios de comunicação massivos, atualmente informatizados e internacionalizados.
C) As identidades nacionais e outras identidades particulares, como as de classe, de gênero, de etnia e de religião, estão sendo reelaboradas e até reforçadas como expressão de resistência à globalização e à homogeneização das culturas, demarcando uma das contradições apontadas pelos cientistas sociais.
D) A produção cultural apresenta uma grande heterogeneidade de sujeitos produtores e consumidores, pela propriedade e disponibilidade geral dos meios técnicos para reprodução de quaisquer sistemas simbólicos, como se comprova pelo acesso generalizado à televisão e à comunicação informatizada da Internet.

Acerca do etnocentrismo, é INCORRETO afirmar que:
A) é categoria central da antropologia, pois revela que as culturas devem ser relativizadas.
B) seu poder de explicação sobre as diferenças culturais está assegurado pela percepção do “outro” centrada no “eu”.
C) expressa uma apreensão, no plano do pensamento, da tendência que os grupos possuem de colocarem seus valores, visão de mundo e costumes como centro de tudo.
D) o barbarismo é uma forma de se atribuir a confusão, a desarticulação, a desordem ao “outro”.

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Questões resolvidas

Sobre o legado do pensamento científico de Max Weber, Carlos B. Martins afirma que: “A obra de Weber representou uma inegável contribuição à pesquisa sociológica, abrangendo os mais variados temas, como o direito, a economia, a história, a religião, a política, a arte, de modo destacado, a música. Seus trabalhos sobre a burocracia tornaram-no um dos grandes analistas deste fenômeno.” MARTINS, Carlos B. O Que é Sociologia? São Paulo: Editora Brasiliense, 1991, 28 ed., p. 66.
A respeito das contribuições de Weber acerca dos conceitos de poder e dominação, assinale a alternativa correta.
A) Ao passo que poder é toda probabilidade de impor a própria vontade numa relação social, mesmo contra resistências, dominação é a probabilidade de encontrar obediência a uma ordem de determinado conteúdo, considerada legítima.
B) Há, para Weber, não mais que dois tipos puros de dominação, quais sejam, a carismática (típica das sociedades tradicionais) e a legal-racional (típica das sociedades modernas).
C) A transição de uma ordem política patrimonial-tradicional para uma ordem burocrática-legal é acompanhada por uma consolidação do tipo de dominação carismática.
D) A dominação legal-racional dá-se por meio da obediência do quadro administrativo à pessoa do senhor, em detrimento de estatutos impessoalmente estabelecidos.

A respeito das definições de Max Weber para poder e dominação, é INCORRETO afirmar que:
A) o Estado é uma relação estritamente de poder, que prescinde da dimensão de dominação.
B) o poder é a probabilidade de alguém determinar o comportamento do outro.
C) a dominação implica, em alguma medida, o consentimento da parte do dominado para a ordem dada pelo dominante.
D) os fundamentos dos poderes econômico, ideológico e político são, respectivamente, a riqueza, o saber e a força.

Sobre os conceitos de poder e dominação, tal como elaborados por Max Weber, é correto afirmar que:
a) a dominação prescinde do poder, uma vez que os indivíduos que se submetem a uma ordem de dominação não levam em conta os recursos que possuem aqueles que exercem a dominação.
b) são equivalentes, pois tanto um quanto outro são relações sociais às quais os indivíduos atribuem sentido, compartilhando, portanto, motivações.
c) toda relação de poder implica uma relação de dominação, já que a força sem uma base de legitimação não pode ser exercida.
d) não são equivalentes, pois a dominação supõe a presença do consentimento na relação entre “X” e “Y”, o que, necessariamente, não se dá com o poder.

O humano está situado tanto na classe (de classificação) Natureza quanto na Cultura, já que a Cultura pode ser pensada como parte (compreendida pela) ou modalidade da Natureza. Ou ainda, para outros pesquisadores, a Cultura pode determinar a Natureza.
A partir dessas observações, podemos concluir que:
A) as duas afirmacoes são igualmente válidas, pois dependem da sociedade à qual se referem.
B) a partir da segunda afirmação, a Natureza seria uma esfera autônoma da Cultura, mas necessariamente subjugada a ela.
C) para ambas afirmações devemos partir do fato de que Natureza e Cultura, como conceitos, são produtos culturais e históricos.
D) a distinção entre Natureza e Cultura equivale à distinção entre o aspecto objetivo do mundo e as crenças individuais.

No Brasil e em outros países, o etnocentrismo fundamentou muitas práticas etnocidas e genocidas, oficiais e não-oficiais, contra populações culturalmente distintas das de origem europeia, cristã e ocidental, principalmente indígenas e africanas. Discriminação de etnia e de classe social também se inclui entre as formas de etnocentrismo.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, assinale a alternativa que apresenta uma interpretação contrária ao etnocentrismo.
A) As sociedades trocam bens materiais e simbólicos, como parte de seus processos de expansão social.
B) Os bens culturais mercantis são bens simbólicos, são expressões significantes das culturas, constituindo parte das identidades de sociedades diversas. Por isso, pacificam os povos e unificam suas linguagens e formas de sociabilidade, como se vê na globalização.

De acordo com Adorno e Horkheimer, assinale a alternativa que caracteriza a indústria cultural.
A) É um instrumento privilegiado no combate à alienação de massas.
B) Democratiza a cultura ao se servir de tecnologia avançada.
C) Desempenha, contemporaneamente, função semelhante à do Estado Fascista.
D) Revela, como a indústria cultural, as significações do mundo para um número maior de pessoas.

Cientistas sociais reconhecidos têm apontado algumas contradições dos processos da globalização com fortes impactos sobre as identidades e culturas nacionais. Estes sugerem que ocorrem dois processos: tanto a tendência à autonomia nacional e aos particularismos culturais, que mantêm a heterogeneidade, quanto a tendência globalizante, que força a homogeneidade cultural, conforme HALL, Stuart.
Com base no argumento acima, assinale a alternativa que apresenta uma hipótese sociológica teoricamente INCORRETA sobre a heterogeneidade da produção cultural nas sociedades capitalistas contemporâneas.
A) As identidades nacionais estão em declínio, mas novas identidades híbridas estão surgindo, pois todas as identidades, por definição, são formadas por representações simbólicas historicamente condicionadas, face a sociedades diferentes. Estas resultam de comunidades unitárias imaginadas, mitos fundacionais e tradições inventadas.
B) As identidades nacionais sofrem certo declínio como resultado da tendência de homogeneização cultural, promovida pelo aumento da circulação de mercadorias e dos sistemas simbólicos dominantes, que são mediados pelos agentes detentores dos meios de comunicação massivos, atualmente informatizados e internacionalizados.
C) As identidades nacionais e outras identidades particulares, como as de classe, de gênero, de etnia e de religião, estão sendo reelaboradas e até reforçadas como expressão de resistência à globalização e à homogeneização das culturas, demarcando uma das contradições apontadas pelos cientistas sociais.
D) A produção cultural apresenta uma grande heterogeneidade de sujeitos produtores e consumidores, pela propriedade e disponibilidade geral dos meios técnicos para reprodução de quaisquer sistemas simbólicos, como se comprova pelo acesso generalizado à televisão e à comunicação informatizada da Internet.

Acerca do etnocentrismo, é INCORRETO afirmar que:
A) é categoria central da antropologia, pois revela que as culturas devem ser relativizadas.
B) seu poder de explicação sobre as diferenças culturais está assegurado pela percepção do “outro” centrada no “eu”.
C) expressa uma apreensão, no plano do pensamento, da tendência que os grupos possuem de colocarem seus valores, visão de mundo e costumes como centro de tudo.
D) o barbarismo é uma forma de se atribuir a confusão, a desarticulação, a desordem ao “outro”.

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QUESTÃO 01
Sobre o legado do pensamento científico de Max Weber, Carlos B. Martins afirma que:
“A obra de Weber representou uma inegável contribuição à pesquisa sociológica, abrangendo os mais variados temas, como o direito, a economia, a história, a religião, a política, a arte, de modo destacado, a música. Seus trabalhos sobre a burocracia tornaram-no um dos grandes analistas deste fenômeno.” MARTINS, Carlos B. O Que é Sociologia? São
Paulo: Editora Brasiliense, 1991, 28 ed., p. 66.
A respeito das contribuições de Weber acerca dos conceitos de poder e dominação, assinale a alternativa correta.
A) Ao passo que poder é toda probabilidade de impor a própria vontade numa relação social, mesmo contra resistências, dominação é a probabilidade de encontrar obediência a uma ordem de determinado conteúdo, considerada legítima.
B) Há, para Weber, não mais que dois tipos puros de dominação, quais sejam, a carismática (típica das sociedades tradicionais) e a legal-racional (típica das sociedades modernas).
C) A transição de uma ordem política patrimonial-tradicional para uma ordem burocrática-legal é acompanhada por uma consolidação do tipo de dominação carismática.
D) A dominação legal-racional dá-se por meio da obediência do quadro administrativo à pessoa do senhor, em detrimento de estatutos impessoalmente estabelecidos.
QUESTÃO 02 
A respeito das definições de Max Weber para poder e dominação, é INCORRETO afirmar que:
A) o Estado é uma relação estritamente de poder, que prescinde da dimensão de dominação.
B) o poder é a probabilidade de alguém determinar o comportamento do outro.
C) a dominação implica, em alguma medida, o consentimento da parte do dominado para a ordem dada pelo dominante.
D) os fundamentos dos poderes econômico, ideológico e político são, respectivamente, a riqueza, o saber e a força.
QUESTÃO 03
Sobre os conceitos de poder e dominação, tal como elaborados por Max Weber, é correto afirmar que:
A) a dominação prescinde do poder, uma vez que os indivíduos que se submetem a uma ordem de dominação não levam em conta os recursos que possuem aqueles que exercem a dominação.
B) são equivalentes, pois tanto um quanto outro são relações sociais às quais os indivíduos atribuem sentido, compartilhando, portanto, motivações.
C) toda relação de poder implica uma relação de dominação, já que a força sem uma base de legitimação não pode ser exercida.
D) não são equivalentes, pois a dominação supõe a presença do consentimento na relação entre “X” e “Y”, o que, necessariamente, não se dá com o poder.
QUESTÃO 04
O humano está situado tanto na classe (de classificação) Natureza quanto na Cultura, já que a Cultura pode ser pensada como parte (compreendida pela) ou modalidade da Natureza. Ou ainda, para outros pesquisadores, a Cultura pode determinar a Natureza. A partir dessas observações, podemos concluir que:
A) as duas afirmações são igualmente válidas, pois dependem da sociedade à qual se referem.
B) a partir da segunda afirmação, a Natureza seria uma esfera autônoma da Cultura, mas necessariamente subjugada a ela.
C) para ambas afirmações devemos partir do fato de que Natureza e Cultura, como conceitos, são produtos culturais e históricos.
D) a distinção entre Natureza e Cultura equivale à distinção entre o aspecto objetivo do mundo e as crenças individuais.
QUESTÃO 05
No Brasil e em outros países, o etnocentrismo fundamentou muitas práticas etnocidas e genocidas, oficiais e não-oficiais, contra populações culturalmente distintas das de origem européia, cristã e ocidental, principalmente indígenas e africanas. Discriminação de etnia e de classe social também se inclui entre as formas de etnocentrismo. Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, assinale a alternativa que apresenta uma interpretação contrária ao etnocentrismo.
A) “Quando nos referimos a uma raça, não individualizamos tipos dela, tomamo-la em sua acepção mais lata. E assim procedendo vemos que a casta negra é o atraso; a branca o progresso, a evolução[...]” (Revista Brazil Médico, 1904.)
B) “Esta Lei regula a situação jurídica dos índios ou silvícolas e das comunidades indígenas, com o propósito de preservar a sua cultura e integrá-los, progressiva e harmoniosamente, à comunhão nacional”. (Estatuto do Índio, Lei No 6001 de 19 de dezembro de 1973, Artigo 1º, ainda em vigor.)
C) As sociedades humanas se desenvolvem por estádios ou estados que vão sendo superados sucessivamente: o estado teológico, o metafísico e o positivo. Os povos indígenas e as etnias afrobrasileiras encontram-se nos estádios teológico ou metafísico e, por essa razão, permanecem nos estratos sociais inferiores e marginais de nossa sociedade. (Baseado em Augusto Comte.)
D) “[...]segundo o que até aqui escrevi acerca dos Coroados [Kaingang] dos Campos Gerais, é evidente que, no seu estado selvagem, são eles superiores em inteligência, indústria e previdência a muitos outros povos indígenas, e talvez até em beleza. Dada essa circunstância, dever-se-ia pôr todo o empenho em aproximá-los dos homens de nossa raça e, após, encorajar os casamentos mistos entre eles e os paulistas pobres [...]. Devo dizer, porém, que é mais fácil matar e reduzir os Coroados à escravidão, do que despender tais esforços em seu favor”. (Saint-Hilaire, V. E. Viagem à Comarca de Curitiba –1820.)
E) “O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais. 1- O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional”. (Constituição Federal de 1988 na Seção II – Da Cultura, Art. 215.)
QUESTÃO 06
Uma das controvérsias mais presentes na análise dos diferentes conjuntos culturais das sociedades contemporâneas refere-se à existência de rituais e símbolos próprios das culturas populares em oposição a outros, classificados como próprios das culturas eruditas. Sobre tal oposição, assinale a alternativa INCORRETA.
A) As culturas populares caracterizam-se por rituais e símbolos produzidos por sujeitos sociais heterogêneos e culturalmente diversos, cujas práticas, muitas vezes, são dominadas nas relações com agentes do Estado, das igrejas e das empresas.
B) As culturas eruditas são unicamente aquelas expressões simbólicas produzidas com base nas tradições greco-romanas, resgatadas na arte do Renascimento e depois reproduzidas na Modernidade, mas que desapareceram com a Indústria Cultural.
C) As culturas eruditas são assim classificadas por serem próprias a sujeitos sociais ilustrados, que produzem culturas com linguagens e técnicas supostamente mais sofisticadas e complexas, que as observadas nas culturas populares.
D) As culturas populares, como expressões de sujeitos politicamente dominados nas sociedades capitalistas, têm seus rituais e símbolos apropriados pelos sujeitos dominantes, gerando as culturas populares massivas, consideradas sem erudição.
QUESTÃO 07
Sobre o advento da indústria cultural e da cultura como mercadoria, assinale a alternativa correta.
A) Em princípio, a cultura como mercadoria deve ser analisada como fenômeno da industrialização, resultante da aplicação dos princípios em vigor na produção econômica geral das sociedades capitalistas, incluindo a reificação (coisificação) dos símbolos.
B) Os bens culturais, enquanto mercadorias industrializadas, são produzidos em séries padronizadas, no sentido de alcançar todo o espectro social de consumidores, evitando, assim, o aparecimento de produtos com acesso restrito a certos segmentos sociais.
C) A cultura como mercadoria industrializada não é um fenômeno historicamente determinado, uma vez que desde os primórdios da humanidade as diversas sociedades trocam bens materiais e simbólicos, como parte de seus processos de expansão social.
D) Os bens culturais mercantis são bens simbólicos, são expressões significantes das culturas, constituindo parte das identidades de sociedades diversas.Por isso, pacificam os povos e unificam suas linguagens e formas de sociabilidade, como se vê na globalização.
QUESTÃO 08
De acordo com Adorno e Horkheimer, assinale a alternativa que caracteriza a indústria cultural.
A) É um instrumento privilegiado no combate à alienação de massas.
B) Democratiza a cultura ao se servir de tecnologia avançada.
C) Desempenha, contemporaneamente, função semelhante à do Estado Fascista.
D) Revela, como a indústria cultural, as significações do mundo para um número maior de pessoas.
QUESTÃO 09
Cientistas sociais reconhecidos têm apontado algumas contradições dos processos da globalização com fortes impactos sobre as identidades e culturas nacionais. Estes sugerem que ocorrem dois processos: tanto a tendência à autonomia nacional e aos particularismos culturais, que mantêm a heterogeneidade, quanto a tendência globalizante, que força a homogeneidade cultural, conforme HALL, Stuart. A Identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: Editora DP&A, 1999, p. 68-69.
Com base no argumento acima, assinale a alternativa que apresenta uma hipótese sociológica teoricamente INCORRETA sobre a heterogeneidade da produção cultural nas sociedades capitalistas contemporâneas.
A) As identidades nacionais estão em declínio, mas novas identidades híbridas estão surgindo, pois todas as identidades, por definição, são formadas por representações simbólicas historicamente condicionadas, face a sociedades diferentes. Estas resultam de comunidades unitárias imaginadas, mitos fundacionais e tradições inventadas.
B) As identidades nacionais sofrem certo declínio como resultado da tendência de homogeneização cultural, promovida pelo aumento da circulação de mercadorias e dos sistemas simbólicos dominantes, que são mediados pelos agentes detentores dos meios de comunicação massivos, atualmente informatizados e internacionalizados.
C) As identidades nacionais e outras identidades particulares, como as de classe, de gênero, de etnia e de religião, estão sendo reelaboradas e até reforçadas como expressão de resistência à globalização e à homogeneização das culturas, demarcando uma das contradições apontadas pelos cientistas sociais.
D) A produção cultural apresenta uma grande heterogeneidade de sujeitos produtores e consumidores, pela propriedade e disponibilidade geral dos meios técnicos para reprodução de quaisquer sistemas simbólicos, como se comprova pelo acesso generalizado à televisão e à comunicação informatizada da Internet.
QUESTÃO 10
Acerca do etnocentrismo, é INCORRETO afirmar que:
A) é categoria central da antropologia, pois revela que as culturas devem ser relativizadas.
B) seu poder de explicação sobre as diferenças culturais está assegurado pela percepção do “outro” centrada no “eu”
C) expressa uma apreensão, no plano do pensamento, da tendência que os grupos possuem de colocarem seus valores, visão de mundo e costumes como centro de tudo.
D) o barbarismo é uma forma de se atribuir a confusão, a desarticulação, a desordem ao “outro”.

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