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FACULDADE ANÍSIO TEIXEIRA DISCIPLINA: PROCESSO DO TRABALHO DOCENTE: ALEXANDRE BRANDÃO LIMA SEMESTRE: 9º N02 DISCENTES: FABRINI CARVALHO GUALBERTO PEREIRA JOSÉ ELESBÃO FERREIRA NUNES FILHO RODRIGO JOSÉ SOUSA GOMES YLARY STEFANY SACRAMENTO NEVES RESUMO CAPÍTULO XXIV TÓPICO 3 – DISSÍDIO COLETIVO A socialização das espécies corroborou para a ascensão e permanência da vida em comunidade ao passo que possibilitou a convivência múltipla entre indivíduos discrepantes. Entretanto, a figura dos conflitos passou a existir à medida que surgiam a multiplicidade de juízos de valores, nesse sentido diversos métodos de resoluções de conflitos surgiram destacando-se entre este as maneiras autocompositivas – relacionadas a extrajudicialidade, e as heterocompositivas – adstrita tanto a extrajudicialidade quanto à judicialidade. Nesse sentido, é mister mencionar a conceituação do Dissídio coletivo que segundo Amauri Mascaro Nascimento é um processo de solução de conflitos coletivos de trabalho por intermédio de uma regulamentação para os grupos conflitantes. Outrossim, na concepção de Valentin Carrion, o dissídio coletivo relaciona-se aos direitos coletivos contendo as pretensões do grupo ou da categoria profissional de trabalhadores. Ademais, consoante a CF/1988 o dissídio coletivo é uma espécie de ação coletiva de natureza constitucional conferida a determinados grupos coletivos (como exemplo dos sindicatos) para a defesa de interesses cuja titularidade material não seja destinada a pessoas individualmente consideradas. Com fulcro na bibliografia do jurista José Augusto Rodrigues Pinto o dissídio coletivo classifica-se como primário (de interesse) como sendo aquele que gera a sentença normativa; secundários ou derivados – a) dissídio coletivo de extensão: aquele que visa estender os efeitos; b) dissídio coletivo de revisão: revisar as condições; c) dissídio coletivo jurídico: bem como interpretar os dispositivos. No tocante a conceituação do artigo 220 do RITST, os dissídios coletivos podem ser: I – de natureza econômica: visa à prolação de sentença normativa que criará novas normas ou condições de trabalho. II – de natureza jurídica: objetivo reside na interpretação de cláusulas previstas em instrumentos normativos coletivos preexistentes. III – de natureza mista: relacionado aos movimentos paredistas (greves). No que diz respeito a competência para processar e julgar os dissídios coletivos assume essa função os Tribunais do Trabalho respaldados pela CLT, arts. 856 e 860. Além do mais, o dissídio coletivo nos termos do direito processual do trabalho deve atender determinados pressupostos de cabimento que são classificados em subjetivos – a competência, a capacidade processual; e objetivos – a negociação coletiva prévia, inexistência de norma coletiva em vigor, observância da época própria para ajuizamento, aptidão da petição inicial. Por fim, vale ressaltar a importância da petição inicial na figura do dissídio coletivo que deverá seguir um rito predisposto, como: ser totalmente escrita, bem como satisfazer todas as exigências comuns a todas as petições iniciais em consonância com os artigos 319 e 282 do CPC. TÓPICO 4 – AÇÃO DE CUMPRIMENTO A decisão dos autos do dissídio coletivo condiciona-se ao cumprimento pelos seus destinatários, assim esse cumprimento pode ser espontâneo ou coercitivo. Nesse viés, aduz do art. 872 da CLT que quando os empregadores deixarem de satisfazer o pagamento de salários poderão os empregados ou seus sindicatos apresentar reclamação à Junta ou Juízo competente. Deste modo, a sentença normativa proferida nos dissídios de natureza econômica pode ser objeto de cumprimento por meio de ação individual de cumprimento ou ação coletiva de cumprimento. Outra conceituação para a ação de cumprimento diz respeito ao meio processual adequado para defesa dos interesses ou direitos dos trabalhadores constantes da sentença normativa, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho não cumpridos de modo espontâneo pelos empregadores. De modo geral, a ação de cumprimento visa tanto à defesa dos interesses individuais simples ou plúrimos quanto à defesa dos interesses individuais homogêneos dos trabalhadores integrantes da categoria profissional representada no dissídio coletivo pelo sindicato correspondente. Como características gerais a ação de cumprimento é de natureza condenatória que visa obrigar o empregador ou empregadores a satisfazer os direitos abstratos criados por sentença normativa, convenção coletiva ou acordo coletivo laboral. No tocante, a legitimação são legitimados tanto os sindicatos quanto os empregados e a competência material e funcional para processar e julgar ação de cumprimento é o da Vara do Trabalho do local da prestação do serviço. Quanto ao procedimento da ação de cumprimento essa assemelha-se ao de dissídio individual, podendo as partes discutir questões de fato ou de direito que já foram apreciadas na sentença normativa ou na decisão normativa, mesmo que não tenha transitada em julgado. A prescrição iniciará na data do trânsito em julgado da decisão normativa. No entanto, quando se tratar de acordo coletivo do trabalho o marco inicial coincidirá com o término do prazo de vigência desses instrumentos coletivos. Leite, Carlos Henrique Bezerra Curso de direito processual do trabalho / Carlos Henrique Bezerra Leite. – 18. ed. – São Paulo : Saraiva Educação, 2020. 1728 p. Bibliografia 1. Direito processual do trabalho 2. Direito processual do trabalho - Brasil I. Título