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QUESTIONÁRIO 2 LITERATURA INFANTILParte superior do formulário Pergunta 1 0 ponto O sobrenatural também é uma forma de transmitir as nuances da vida. Exemplo disso são as personagens de Monteiro Lobato, as quais agregam elementos fantásticos que o leitor não tarda a internalizar: onecas falantes, espigas de milho ambulantes e rinocerontes letrados são elementos comuns da obra lobatiana. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a importância da exteriorização – personagens e acontecimentos fantásticos, analise as afirmativas a seguir. I. Em obras de Monteiro Lobato, o sobrenatural é banalizado, representando as particularidades do interior brasileiro. II. Da mesma forma que Pinóquio tem um grilo falante que dá conselhos, o Sítio do Picapau Amarelo tem os comentários ácidos de Emília, pelo recurso ao sobrenatural. III. Há uma separação entre lendas europeias e brasileiras nas narrativas de Lobato, como forma de mostrar a diferença entre as culturas. IV. Há um uso constante de uma linguagem lírica de modo a abordar os elementos cotidianos por um viés fantástico no Sítio do Picapau Amarelo. Está correto o que se afirma em: 1. I, III e IV. 2. I, II e IV. 3. III e IV. 4. I, II e III. 5. I e II. Parte inferior do formulário Parte superior do formulário Pergunta 2 0 ponto O elemento sobrenatural é muito mais do que representativo: apresenta um sistema de conexões que reverbera com o passar das eras. Os novos contos de fadas que distraem nossa mente, atualmente, traçam relações semânticas com textos anteriores, séculos atrás. Isso promove uma conexão do elemento sobrenatural que promove diálogos no campo do simbólico. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre o sobrenatural familiar, é possível afirmar que: 6. na sua variedade escrita, o elemento sobrenatural perde seu caráter de familiaridade, diferente do conto oral. 7. o elemento sobrenatural distancia-se da representação da realidade, assumindo valor puramente lúdico. 8. as narrativas infantis sobrenaturais perdem sua negociação com a cultura nacional, o que banaliza o elemento fantástico. 9. os textos infantis agregaram mais valor pelo nome dos escritores, do que a transliteração de textos orais. 10. na literatura infantil, o sobrenatural também atua como reinterpretação dos valores morais. Parte inferior do formulário Parte superior do formulário Pergunta 3 0 ponto Leia o trecho a seguir: “Se o adulto é capaz de ler um livro ou ver um filme que acabe mal, sem deixar de apreciar o livro ou o filme, pelo aspecto puramente artístico, ou pela realidade da vida neles apresentada, tal não se pode esperar da criança. Normalmente, ela vive a história, identifica-se com a personagem simpática, e o final desagradável a feriria.” Fonte: CUNHA, M. A. A. Literatura infantil: teoria e prática. 18 ed. São Paulo: Ática, 2010. p. 11. Considerando essas informações e os conteúdos estudados, analise as premissas da importância da exteriorização – personagens e acontecimentos fantásticos – e relacione-as com suas respectivas características. 1) Leitura didática. 2) Leitura lúdica. 3) Leitura cultural. 4) Leitura crítica. 5) Leitura emancipadora. ( ) Uso do espaço literário com propósito moralizante, ao transmitir relações de recompensa e punição no/do cotidiano. ( ) Abordagem de aspectos de determinado grupo através de elementos maravilhosos. ( ) Criação de jogos textuais e artimanhas para atrair a criança do universo da leitura. ( ) Recurso ao elemento mágico como forma de desenvolver a capacidade de reflexão. ( ) Trabalhar as inconsistências da vida através das possibilidades do texto fantástico. Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 11. 2, 3, 1, 4, 5. 12. 1, 3, 2, 4, 5. 13. 2, 1, 4, 5, 3. 14. 5, 1, 3, 2, 1. 15. 3, 4, 2, 1, 5. Parte inferior do formulário Parte superior do formulário Pergunta 4 0 ponto Assim como a literatura em geral, a literatura infantil se reinventa ao transmitir valores ancestrais, arraigados no mito. Isso mostra como certos contos podem ser encontrados em regiões diferentes, com mudanças na estrutura. Assim, duendes viram porcos, mas mantém-se o fundo moral. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre literatura e amadurecimento, é possível afirmar que: 16. os contos de fadas transitam pelo espaço do simbólico coletivo, de maneira a abordar questões que são universais aos indivíduos. 17. o sucesso dos novos mitos, encarnados nos contos de fadas, deu-se pela propagação dos contos via jornal. 18. os contos de fadas, em sua variedade escrita, afastam-se das suas versões orais, atingindo um público mais elitizado. 19. ao mudar os elementos dos contos, as narrativas passaram a transmitir valores diferentes dos comumente propagados. 20. os contos mudam suas estruturas de acordo com as roupagens que encarnam, bem como o público leitor. Parte inferior do formulário Parte superior do formulário Pergunta 5 0 ponto Leia o trecho a seguir: “[...] os signos de que a língua é feita, os signos só existem na medida em que são reconhecidos, isto é, na medida em que se repetem; o signo é seguidor, gregário; em cada signo dorme este monstro, um estereótipo: nunca posso falar senão recolhendo aquilo que se arrasta na língua. Assim que enuncio, essas duas rubricas se juntam em mim, sou ao mesmo tempo mestre e escravo, não me contento com repetir o que foi dito, com alojar-me confortavelmente na servidão dos signos: digo, afirmo, assento o que repito.” Fonte: BARTHES, R. Aula. São Paulo: Cultrix, 1987. p. 14-15. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre representação da sociedade: normas e valores, é possível afirmar que: 21. o escritor está limitado às possibilidades do próprio código linguístico. 22. o escritor pode transitar os sentidos definidos do código linguístico. 23. o escritor é aquele que reinventa as possibilidades do sistema linguístico. 24. o escritor é aquele que perpetua o sistema linguístico 25. o escritor pode subverter indefinidamente o código linguístico. Parte inferior do formulário Parte superior do formulário Pergunta 6 0 ponto O texto literário, por mais que esteja associado ao seu contexto de produção, possui um diferencial em relação a outros tipos textuais: sua capacidade plurissignificativa de formação. O texto literário pode formar, mas de uma maneira diferente dos livros didáticos, como uma representação da própria vida. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a representação da sociedade: normas e valores, é possível afirmar que: 26. o texto literário é um espaço profícuo para a representação dos valores e costumes sociais, até mesmo os desaprovados. 27. o texto literário tem o potencial de circular livremente, independente do atendimento aos gostos de um público-leitor. 28. o texto literário busca ser uma representação perfeita da sociedade, bem como dos discursos silenciados. 29. o escritor está limitado ao potencial da língua de que dispõe, o que modifica seus textos e suas histórias. 30. O entendimento da obra de um escritor está limitado às leituras prévias feitas pelos seus respectivos leitores em épocas bem específicas. Parte inferior do formulário Parte superior do formulário Pergunta 7 0 ponto Uma boa história infantil não difere muito dos antigos textos narrados em torno da roda, contados por nossos avós: dependem da capacidade e talento do narrador, a maneira como ele conta a história e organiza os elementos narrativos. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre literatura e amadurecimento, é possível afirmar que: 31. diferentemente de um texto oral, o texto escrito é significativo mesmo fora do contexto comunitário. 32. assim como em uma contação oral, o conto de fadas vai sendo organizado por meio das palavras, como em um ritual. 33. a captação da atenção do leitor segue o mesmo caminho da contação em roda, depende de um bom enredo. 34. um bom conto é como um mito: sempre mantém o seu significado, independente das épocas. 35. o registro do texto na modalidade escrita garante o seu sucesso e asua propagação. Parte inferior do formulário Parte superior do formulário Pergunta 8 0 ponto Em nossos estudos, abordou-se a correção entre o uso da palavra escrita e todo um projeto formativo, transmitido via estratégias discursivas. Observamos como a língua, por definição, já carrega suas próprias ideologias, muitas vezes de maneira implícita. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre representação da sociedade: normas e valores, analise as afirmativas a seguir. I. As práticas dominantes se diluem e propagam por meio dos mecanismos de comunicação, dentre eles, os textos verbais na modalidade escrita. II. A língua, pelo seu caráter ideológico, promove uma prisão comunicativa entre os falantes, pois limita e determina o que pode ser dito. III. Os escritores de textos infantis estão livres dessa manipulação comunicativa, pois utilizam o elemento lúdico em seus textos. IV. A transmissão ideológica está centrada na produção textual, o que possibilita que a leitura em si escape dessa prisão. V. O texto literário infantil deve ser trabalhado fora de seu movimento ideológico, de modo que possa responder às questões de sua época. Está correto apenas o que se afirma em: 36. I e II. 37. III e IV. 38. I e V. 39. VI e V. 40. II e III Parte inferior do formulário Parte superior do formulário Pergunta 9 0 ponto Uma vez que não há palavra sem ideologia, então todo texto é intrinsecamente ideológico. Mesmo quando o escritor busca subverter os paradigmas sociais, ele trabalha com os mecanismos que estão à sua disposição, ou seja, subverter os sentidos linguísticos a partir deste mesmo sistema. Atualmente, há versões de contos de fadas tradicionais que retomam textos clássicos como forma de dar a estes novos significados e promover novas leituras. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a representação da sociedade: normas e valores, pode-se afirmar isso porque: 41. parodiar a tradição é, também, uma forma de dialogar com ela. 42. os textos produzidos na atualidade tentam resgatar os contos de fadas clássicos. 43. a produção ficcional contemporânea atua como forma de nostalgia. 44. criticar a tradição é uma forma de negá-la. 45. várias das produções infantis contemporâneas buscam criar novos clássicos. Parte inferior do formulário Parte superior do formulário Pergunta 10 0 ponto Leia o trecho a seguir: “A Gata Borralheira é o símbolo do personagem humilhado e maltratado. O Gato de Botas é o pícaro a tirar proveito da corrupção social. O Pequeno Polegar é o anão astuto que vence gigantes bobos [...], seus personagens se armam com os atributos da inteligência e da perspicácia para vencer a força bruta: o poderoso opressor. Perrault foi responsável pela introdução dos desprivilegiados nos salões, em contos cujas personagens são as mais estereotipadas: a madrasta, o lobo e os irmãos mais velhos são sempre maus.” Fonte: COLL, C.; TEBEROSKY, A. Aprendendo personagens: conteúdos essenciais para o ensino fundamental. São Paulo: Ática, 2000, p. 42. Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre representação da sociedade: normas e valores, é possível afirmar que: 46. Perrault criou contos atendiam ao gosto das elistes europeias, distanciando-se do que poderia vir a ser uma literatura de gosto mais popular. 47. Perrault dá uma nova roupagem para as personagens dos contos de fadas, associando-os aos valores burgueses. 48. Os contos eram efabulações adaptadas para representar nas cortes europeias visões idealizadas da cultura popular. 49. Perrault reinventa os contos de fadas, criando versões diferenciadas dos contos orais. 50. É a partir de Perrault que os contos de fadas começam a representar o confronto entre os poderes que existem na vida. Parte inferior do formulário