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ENGENHARIA E INOVAÇÃOENGENHARIA E INOVAÇÃO
GERANDO VANTAGEMGERANDO VANTAGEM
COMPETITIVA PELACOMPETITIVA PELA
INOVAÇÃOINOVAÇÃO
Autor: Esp. Lorena Tâmara Sena da Si lva
Revisor: Rafael Araújo
INICIAR
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introdução
Introdução
Olá, aluno(a)! Bem-vindo(a) à última unidade desta disciplina!
Após ter conhecido os conceitos e as tipologias essenciais da inovação,
aprofundaremos nosso estudo nesta unidade. Iremos fechar a disciplina
explanando sobre como o incentivo da inovação pode gerar o diferencial
competitivo para diversas organizações. Além disso, apresentaremos os
principais stakeholders e legislações relacionados ao chamado ecossistema de
inovação, quem são e como são capazes e imprescindíveis para o
desenvolvimento de empresas, estados e instituições de ensino, ou seja, a
in�uência na geração de impactos positivos na economia como um todo. Por
�m, serão descritas algumas formas de proteção e registro de bens inovadores,
e a transferência tecnológica.
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As empresas dentro da nova dinâmica imposta pela massiva globalização,
especialmente em alguns nichos produtivos que de fato estão na era da
indústria 3.0 e 4.0, vivem a constante urgência de se diferenciar frente aos
concorrentes globais, seja por esforços de se manter no mercado, para impedir
o crescimento de novos concorrentes, seja para manter e atrair novos e �éis
clientes. Inserida nesse contexto, a inovação é a grande aliada para o sucesso de
uma organização. Iremos conceituar o que é vantagem competitiva e quais os
enfoques de inovação que uma empresa pode escolher e posteriormente
construir sua estratégia empresarial.
Vantagem Competitiva
Os mercados mais imprevisíveis, complexos e exigentes demandam das
empresas e seus gestores mecanismos capazes de prever e se adaptar às
tendências futuras. Nesse âmbito, perceber e se preparar para as
movimentações também se tornaram mandatórios para a sobrevivência das
empresas. Não faz sentido ser reativo e esperar as ações dos concorrentes (DAY;
REIBSTEIN, 1999).
Inovação comoInovação como
DiferencialDiferencial
CompetitivoCompetitivo
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Porém, o ritmo das respostas e adaptações que uma empresa é capaz depende
das capacidades internas, competência organizacional e quali�cação produtiva
(FERRAZ; KUPFER.; HAGUENAUER et al., 1995). Assim, surge a importância da
chamada vantagem competitiva, que é garantida quando uma �rma consegue
criar valor, em um produto, serviço ou processo, de forma superior do que
comparado aos seus concorrentes, em um custo viável (PORTER, 1989; BARNEY,
1991).
A maneira como a empresa cria suas estratégias resultará ou não na conquista
de vantagens competitivas (PORTER, 1989). Entretanto, Barney (2001) esclarece
que a empresa deve avaliar seus recursos disponíveis, que podem ser o foco na
construção e na estabilização das vantagens.
Barney (1996) alerta para o frequente desa�o enfrentado pelas empresas:
quanto menos custoso for para uma empresa desenvolver um bem que lhe
garanta vantagem competitiva, provavelmente mais fácil será para seus
concorrentes desenvolverem ou adquirirem por custo semelhante essa mesma
solução; ou seja, a chance de imitação em sequência, acabando com a
passageira vantagem competitiva. Segundo Hill e Deeds (1996), uma solução
para esse problema está no incentivo à inovação.
A vantagem competitiva, segundo a de�nição de Vasconcelos e Cyrino (2000), é a
ocorrência de níveis de desempenho econômico acima da média do mercado
em virtude das estratégias adotadas pelas empresas. Assim, o investimento em
inovação embasa o alcance de vantagem competitiva, se existirem as condições
para um desempenho �nanceiro superior.
Winter (1987) a�rma que certas inovações no escopo de melhorias nos
processos poderiam gerar vantagem competitiva mais sustentável, pois
estariam menos propensas a serem replicadas por concorrentes. No Brasil,
onde a maioria dos empreendimentos é de pequeno e médio porte, o uso da
vantagem competitiva com base na inovação faz ainda mais sentido.
Compactuando com isso, Jacobson (1992) a�rma que, por meio da inovação,
pequenas empresas conseguiriam responder de forma mais ágil às mudanças
na demanda, o que seria capaz de diluir os maiores custos unitários típicos de
pequenas empresas, devido à menor economia de escala.
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Sbragia e Andreassi (2002) em sua pesquisa comprovam a relação entre o
esforço de inovação e maiores índices de lucratividade, participação do
mercado e faturamento. Nessa pesquisa, foram mostrados que os
investimentos em inovação têm como consequência a criação de novos
produtos que geram novos clientes e uma maior receita total das empresas.
Para que se gerem vantagem competitiva, segundo Porter (2000), as principais
formas são por meio de menor custo de produção e a diferenciação de produtos
e serviços. O menor custo de produção otimiza toda a cadeia produtiva em
relação aos seus concorrentes, culminando em soluções semelhantes a preços
mais atraentes. Já a diferenciação de produtos signi�ca gerar um valor maior ao
cliente, percebidos através da qualidade do produto, das características
exclusivas dos serviços ou produtos e serviços. Concordando com Porter, para
Hall (1980) a fonte de vantagens competitivas diferenciadas é atingida pela
redução de preços, uso de meios de propaganda e inovações nos produtos.
Assim, a inovação passa de status de setor ou ação isolada para uma estratégia
empresarial. Anthony e Christensen (2007, p. 19) explicam que “[...] a inovação é
imprescindível para manter a saúde da empresa. Na verdade, a criação de novos
produtos, serviços, processos e modelos operacionais contribuiu para o
crescimento não apenas da empresa, mas também da economia nacional e
global”.
Reforçando essas ponderações, Tidd, Bessant e Pavitt (2008, p. 25) a�rmam que:
Enquanto a vantagem competitiva pode advir de tamanho ou
património, entre outros fatores, o cenário está a mudar
gradativamente em favor daquelas organizações que conseguem
mobilizar conhecimento e avanços tecnológicos e conceber a criação
de novidades em suas ofertas (produtos/serviços) e nas formas como
criam e lançam essas ofertas […]. Ser capaz de fazer algo que
ninguém mais pode, ou fazê-lo melhor do que outros, é uma vantagem
signi�cativa.
Ito et al. (2012) lembram que somente será considerada uma inovação se houver
resultado econômico (viável) e �nanceiro (quantitativo), e essa poderá
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determinar que a empresa obtenha vantagem competitiva em relação aos
demais concorrentes.
Radar da Inovação
Dentro do ambiente empresarial, a inovação é consolidada quando permite à
empresa desenvolver novas capacidades e recursos que levem à geração de
vantagem competitiva (BARNEY, 1996). Partindo do pressuposto da geração de
vantagem competitiva a partir da inovação, uma das ferramentas disponíveis
para diagnosticar e medir a efetividade do processo de inovação é o radar da
inovação.
Na unidade anterior, conhecemos algumas tipologias que classi�cam a
inovação, numa visão mais acadêmica. Na gestão interna das empresas, uma
das formas de segmentar a inovação, gerar estratégias e planosde incentivo à
inovação é por esse radar.
Segundo Innoscience (2015), o radar da inovação auxilia as organizações no
sentido de: a) diagnosticar o per�l de inovação das empresas; b) contrastar com
o per�l dos concorrentes; e c) embasar a criação da estratégia de inovação
dando ênfase na capacidade e recursos disponíveis da empresa.
A ferramenta de autoria de Sawhney, Wolcott e Arroniz (2006), e, no Brasil,
adaptada por Bachmann e Destefani (2008), �nda em um grá�co do tipo radar
com indicadores por eixos ou dimensões. Essa auxilia no alcance de vantagem
competitiva, por ter o poder de indicar áreas ou dimensões que as empresas
atualmente inovam, e concomitantemente sinaliza quais dimensões são pouco
exploradas e que, assim, diferenciam a empresa em relação aos seus
concorrentes.
Sawhney, Wolcott e Arroniz (2006) apresentam doze dimensões possíveis para a
inovação nos negócios, as quais são separadas por quatro eixos: oferta ( what );
consumidores ( who ); processos ( how ); presença ( where ). De�nidos os quatro
eixos principais do grá�co, outras dimensões entram em atividade para a
formação do radar. A Figura 4.1 ilustra o grá�co radar e o Quadro 4.1 explica
cada dimensão em termos conceituais e alguns exemplos.
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O radar da inovação reforça e direciona os engenheiros e gestores nas
estratégias de criação de negócios e produtos. Vale lembrar que as organizações
estão em constante adaptação e desenvolvimento do seu posicionamento de
mercado, com o objetivo de se manterem competitivos e galgar maiores
parcelas de participação no mercado, ou seja, maior base de clientes. Assim, o
enfoque das dimensões não é �xo e imutável. As empresas devem monitorar
constantemente qual direcionamento é mais interessante para o dado
momento, contrapondo com aspectos de desenvolvimento tecnológico do setor,
incentivos �scais, crescimento de concorrentes, por exemplo.
Figura 4.1 - O radar da inovação 
Fonte: Adaptada de Sawhney, Wolcott e Arroniz (2006, p. 77).
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DIMENSÃO DEFINIÇÃO EXEMPLOS
Oferta ( what)
Desenvolvimento de
novos produtos ou
serviços.
Apple – Itunes,
Iphone, Ipad
Plataforma
Uso da modularidade,
ou seja, mesma
plataforma tecnológica
para o
desenvolvimento de
vários produtos ou
serviços.
Uber: UberX, Uber
Black, Uber Eats
Soluções
Criação de soluções
pela combinação de
produtos, serviços e
informação de
necessidades
existentes de diversos
clientes.
XP Investimentos
Consumidores/Clientes
( who)
Descobrir os
segmentos não
atendidos e identi�car
suas necessidades
ainda não satisfeitas.
Cirque du Soleil –
teatrais e sem
animais
Experiência
consumidora
Melhorar e rede�nir os
processos de interação
com os consumidores e
ampliar o ponto de
contato em todos os
momentos. Criar novas
experiências e
sensações ao público.
Startbucks – cafés
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Captura de valor
Rede�nir os meios
remuneração da
empresa. Desenvolver
novos meios de gerar
receita.
PagSeguro
(máquina
Moderninha) –
venda e aluguel
das máquinas de
cartão
Processos ( how )
Redesenhar processos
operacionais centrais
para melhorar a
e�ciência e e�cácia.
Dell – nova
logística e canais
de vendas
Organização
Mudança na forma, na
função ou na atividade,
que compõem
desenho
organizacional da
empresa.
Zappos –
Halocracia Spotify
– Guildas
Cadeia de suprimentos
Novas formas de
fornecimento,
movimentação e
entrega dos produtos
ou serviços.
Boeing e Natura –
novas formas de
relacionamento
com fornecedores
e parceiros.
Presença ( where )
Criação de novos
pontos de distribuição
ou pontos de
distribuição ou pontos
de presença inovadora,
ou seja, novos pontos
de compras ou
utilização pelos
clientes.
Chili Beans –
quiosques e
vending machines
de óculos Ambev –
quiosques de
chopp
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Quadro 4.1 - Dimensões do radar da inovação 
Fonte: Adaptado de Sawhney, Wolcott e Arroniz (2006, p. 78) e Innoscience (2015).
Networking/
Relacionamento
Criar novas formas de
se relacionar com seus
clientes, com o objetivo
de propiciar maiores
benefícios ou
aumentar a e�ciência
no atendimento.
NuBank – todo o
atendimento via
aplicativo
Brand /Marca
Utilização do poder da
marca em novos nichos
de mercado
Coca-cola – roupas
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O radar da inovação comprova que ideias inovadoras não se limitam apenas à
tecnologia da informação ou a produtos, ou que devem ser radicalmente novas.
As empresas devem, dentro do seu cenário desa�ador, identi�car as
oportunidades de mercado que podem ser atendidas de acordo com as
competências e recursos que ela possui. A chave para o sucesso empresarial
pode estar em inovar em uma das dimensões do radar, desde que garanta a
geração de vantagem competitiva coerente com a realidade da organização.
saibamais
Saiba mais
O radar da inovação é uma das várias
ferramentas possíveis de serem usadas para a
gestão inovadora. Mas essa ferramenta
também é usada para estudos estratégicos do
governo, por exemplo: é utilizada como forma
de ranquear as empresas as premiações de
incentivo à inovação, como o prêmio nacional
de inovação, iniciativa da Mobilização
Empresarial pela Inovação (MEI), executado
pela Confederação Nacional da Indústria (CNI)
e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e
Pequenas Empresas (SEBRAE). O objetivo do
prêmio é, além de motivar, reconhecer as
ações de inovação e gestão da inovação mais
bem-sucedidas em empresas brasileiras.
ACESSAR
http://www.premiodeinovacao.com.br/
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praticar
Vamos Praticar
Existem diversas empresas que se bene�ciam da �delidade dos seus clientes, para
oferecer uma diversidade de produtos que extrapolam apenas o nicho produtivo de
origem da empresa. Um ótimo exemplo é a Disney, que, ao lançar um personagem ou
história, vincula uma série de produtos e serviços como: parques temáticos, roupas,
�lmes, animações e outros.
Nessa perspectiva, a Disney usa principalmente a dimensão do radar da inovação
relacionada a(o):
a) relacionamento, ao criar novos canais de comunicação.
b) organização, ao criar novas formas de tratamento do funcionário.
c) presença, ao estabelecer vários parques de diversões ao redor do mundo.
d) captura de valor, por aceitar vários tipos de pagamento em seus serviços.
e) marca, por utilizar seu status, in�uência e peso de marca em diversos
segmentos de mercado.
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A inovação, para que surja, seja percebida pela sociedade e, principalmente,
seja incentivada no desenvolvimento econômico, não depende apenas dos
esforços das empresas, mas de todo o entorno que in�uencia a macroeconomia
da região. Nesse contexto, existe uma dinâmica, participação e integração de
algumas organizações, como instituições públicas, empresas privadas,
representantes governamentais e vários outros atores. Sendo assim, o
ambiente, área, ou ecossistema de inovação tem papel fundamental para que os
benefícios das inovações de fato sejam consolidados na sociedade.
Chistopher Freeman e Bengt Ake Lundvall esboçaram,na década de 1980, a
terminologia de “sistema nacional de inovação”, que inseriu elementos os quais
in�uenciam no desenvolvimento econômico, extrapolando os agentes de
produção e �nanceiros, incluindo o sistema de regulação e várias políticas
públicas. Em 1990, Michael Porter descreveu o conceito de clusters
(aglomerados), que incluía as ideias de Freeman e Lundvall atrelado à geração
das vantagens competitivas das nações (FREEMAN, 1991; PORTER, 1990).
O desenvolvimento desses ecossistemas de inovação é essencial como meio de
geração de valor agregado e riqueza de uma economia, alavancando o
Ecossistema deEcossistema de
InovaçãoInovação
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desenvolvimento econômico e servindo de base para o fortalecimento
econômico em períodos de crises ou estagnação (JACKSON, 2010).
Como bem exempli�ca Aranha (2017), a importância da existência dos
ecossistemas de inovação pode ser ilustrada pelo sucesso do atual Vale do
Silício (Califórnia, Estados Unidos), um dos principais polos de inovação do
mundo, sede de diversas gigantes da inovação, como Facebook e Google. O
embrião do Vale surgiu com o primeiro Parque Cientí�co e Tecnológico (PCT),
em Stanford, nos Estados Unidos, em 1951, com o nome de Parque Industrial de
Stanford. O parque foi construído graças à iniciativa em conjunto de uma grande
universidade de pesquisa americana, empresas nascentes de alta de tecnologia
e pessoas altamente quali�cadas e com skills importantes, como o espírito
empreendedor.
Também surgiu nessa época o conceito da tríplice hélice, em que o ecossistema
de inovação, e a inovação em si, é desenvolvido por meio da integração de
universidade-indústria-governo. Os parques se disseminaram posteriormente
entre os anos 1950 e 1960 pelos Estados Unidos, e, em seguida, nos anos 1970 e
1980, pela Europa. Já na Ásia, a disseminação aconteceu nas últimas décadas do
século XX, e na América Latina, no início do século XXI (ARANHA, 2017). 
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Segundo Aranha (2017), os ecossistemas de inovação são a denominação
adaptada para a realidade brasileira, advinda do termo “ambientes de inovação”,
usado internacionalmente pela International Association of Science Parks and
Areas of Innovation (IAS), e abrangem duas dimensões: as áreas de inovação e
os mecanismos de geração de empreendimentos. Os participantes do ambiente
de inovação são ilustrados na Figura 4.2.
ref lita
Re�ita
Existem diversos parques tecnológicos
ao redor do mundo, porém cada
parque é único. Eles são projetados
para que estejam de acordo com as
necessidades do local onde estão
sendo implantados, considerando
características e variáveis econômicas,
sociais, políticas e tecnológicas. Essa
customização é essencial para que o
conhecimento criado dentro do parque
não se restrinja a uma pequena parcela
de atores (empresas, indivíduos e
instituições diversas). Faz-se necessário
considerar estratégias e�cientes para a
disseminação do conhecimento,
favorecendo o maior número de
pessoas do município, Estado e nação.
Fonte: Bigliardi et al. (2006).
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Figura 4.2 - Ambientes de inovação 
Fonte: Adaptada de Aranha (2017, p. 7).
Vamos agora contextualizar sobre inovação aberta, base da sinergia dos
participantes do ecossistema de inovação e de�nir brevemente os principais
componentes (atores) do ambiente de inovação brasileiro.
A Inovação Aberta e Componentes do
Ecossistema Nacional
saibamais
Saiba mais
A Associação Nacional de Entidades
Promotoras de Empreendimentos Inovadores
(Anprotec) congrega mais de 370 entidades
associadas e ligadas ao empreendedorismo e
à inovação que estão inseridos nesse
ecossistema nacional. Em seu site, são
disponibilizados diversos e-books atualizados
sobre conceitos, tendências, estudos recentes
e levantamentos sobre o tema.
ACESSAR
http://anprotec.org.br/site/publicacoes-anprotec/ebooks/
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Esses ambientes de inovação que auxiliam para que as empresas melhorem
seus processos e criação de novos produtos e serviços dependem que seja
realizada a chamada “inovação aberta”, que é inversa ao conceito que por
décadas foi o predominante, o de “inovação fechada”. Na inovação fechada, a
área de pesquisa e desenvolvimento (P&D) das empresas busca soluções
internamente. Pontualmente, busca-se certo conhecimento especí�co em uma
universidade ou instituto de pesquisa, porém com sigilo. Na “inovação fechada”,
a propriedade das soluções faz parte da estratégia empresarial de diferencial de
mercado. Já na inovação aberta, ocorre a intensa e constante colaboração e
interação de agentes que compõem a tríplice hélice – universidades, institutos
de pesquisa, colaboradores individuais, outras empresas e redes de inovação,
por exemplo.
Na inovação aberta, existe uma negociação e disseminação das soluções entre
os parceiros. Isso signi�ca que, caso existam expertises, tecnologia ou
conhecimento que não sejam de domínio da empresa, faz sentido usar
parceiros que viabilizem o lançamento do produto ou serviço em questão.
Sendo assim, é possível o compartilhamento de conhecimentos e de riscos,
bem como de maiores possibilidades de incrementar a velocidade e a
intensidade do processo de inovação (CHESBROUGH, 2003). Ilustrando o
funcionamento do chamado funil da inovação aberta, segue a Figura 4.3.
Figura  4.3 - Funil da inovação aberta 
Fonte: Santos (2016, p. 53).
No Brasil, existem diversos casos da inovação aberta, como os projetos da
Natura, a Braskem, 3M, Embraer, BR Foods, Fiat, Petrobrás e Vale. Essa
experiência da Natura de inovação aberta foi fundamental para a diferenciação e
o sucesso crescente da empresa. Destaca-se o Programa Natura Campus, que se
direciona à interação com instituições de pesquisa cientí�ca e tecnológica. Já o
Programa iQlicar é direcionado à avaliação e reconhecimento de toda essa rede
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de fornecedores do processo de inovação. E a iniciativa CoCriando realiza a
criação de uma rede inovação colaborativa por meio de consumidores e
consultoras da Natura, além de frequentes lançamentos de editais de chamada
pública para que startups e parques tecnológicos, vinculados à Anprotec,
proporcionem solução de desa�os da empresa (VARRICHIO et al., 2012).
Baseada nas pesquisas e relatórios de Aranha (2017); Korman, Weiss e Kizony
(2016); ACE (2019);); Associação Nacional de Entidades Promotoras de
Empreendimentos Inovadores (2019); e Drover et al. (2017), seguem o infográ�co
com as de�nições dos principais atores do ecossistema de inovação nacional:
Coworking: também conhecido como escritório compartilhado, é um
  ambiente para colaboração e networking, por meio do contato e da
convivência outros pro�ssionais de diferentes segmentos.
Incubadoras: entidades geralmente ligadas aos Institutos de Ciência e
Tecnologia (ICTs) que preparam empreendimentos inovadores,
geralmente startups, através do suporte para que eles possam
desenvolver ideias e em negócios viáveis.
Aceleradoras: entidades geralmente privadas vinculadas a grupos de
investidores ou grandes empresas, que apoiam startups em estágio
mais avançado (de escala) com produtos já validados e em crescente
demanda, em período posterior ao período de incubação e apoio a
startups.
Investidor anjo: indivíduo (geralmente, empreendedor com grande
experiência de mercado)que faz investimentos com seu próprio capital
em empresas nascentes com um alto potencial de crescimento.
Crowdfunding: mecanismo para captação de recursos �nanceiros on-
line por meio de doações ou investimento em troca de participações
nas vendas ou no empreendimento.
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saibamais
Saiba mais
Existem várias entidades que auxiliam,
organizam e apoiam as startups no Brasil.
Dentre elas, uma que vale a pena conhecer o
site é a ABStartups (Associação Brasileira de
Startups). Essa organização, por meio de
diversos associados voluntários e empresas
mantenedoras, forma uma poderosa rede que
capacita e organiza eventos de capacitação,
mentoria e investimentos. Possui ainda uma
série de documentos sobre o ecossistema de
inovação brasileiro.
ACESSAR
Compreendemos a importância da integração desses diversos atores no
chamado ecossistema de inovação, usando a inovação aberta para o
desenvolvimento de produtos, processos e serviços que gerem vantagem
competitiva, sendo a tríplice hélice a mola fundamental para que a economia de
um estado ou nação cresça.
praticar
Vamos Praticar
Leia o trecho a seguir.
https://abstartups.com.br/
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“O Porto Digital, localizado no Recife, tem sua atuação nos eixos de software, serviços
de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e Economia Criativa (EC), com
ênfase nos segmentos de games, cine-vídeo-animação, música, fotogra�a e design.
Abriga 300 empresas, organizações de fomento, órgãos de Governo e cerca de 9.000
trabalhadores. Foi considerado pela Associação Nacional de Promotoras de
Empreendimentos Inovadores (Anprotec), em 2007, 2011 e 2015, o melhor parque
tecnológico do Brasil [...]” (PORTO DIGITAL, [s.d.], on-line ).
O destaque econômico de Recife no eixo Norte-Nordeste do Brasil tem in�uência das
ações do Porto Digital. Esse parque tecnológico é um bom exemplo da tríplice hélice
que é composta por:
a) Governo, universidades e empresas.
b) Governo, Ongs e estatais.
c) Ongs, startups e universidades.
d) Startups, aceleradoras e governo.
e) Investidores anjos, governo e universidade.
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Caro(a) aluno(a), neste mundo de velozes lançamentos, e com a concorrência
cada vez mais acirrada entre as empresas, provavelmente você já leu notícias
sobre batalhas judiciais de quem tem o direito de comercializar tal produto ou
serviço e de quem de fato “inventou” dada solução. Neste tópico, serão
explanadas as formas de proteção ou propriedade intelectual. Mas, antes,
precisamos conhecer o que é a transferência tecnológica.
Segundo Tigre (2006, p. 100):
O processo de transferência tecnológica envolve diferentes formas de
transmissão de conhecimentos incluindo contratos de assistência
técnica, em que a empresa obtém ajuda externa para iniciar o
processo produtivo, solucionar problemas ou lançar novos produtos,
a obtenção de licença de fabricação de produtos já comercializados
por outras empresas e licenças para utilização de marcas registradas
a aquisição de serviços técnicos e de engenharia.
TransferênciaTransferência
Tecnológica eTecnológica e
PropriedadePropriedade
IntelectualIntelectual
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Quando organizações desenvolvem bens inovadores, ocorre também
transferência tecnológica (TT). Essa se dá pela transferência de certo
conhecimento cientí�co ou técnico para a sociedade. Nela, um determinado
conjunto de expertises, competências, conhecimentos, habilidades, ou ainda
procedimentos capazes de solucionar um problema (demanda do mercado), são
transferidos, por transação econômica, de uma organização para outra, de
modo que amplie a capacidade de inovação da organização que está recebendo
o benefício (INPI, 2015).
Além do objetivo de ter os meios de transferir o conhecimento para a sociedade
ou uma parte interessada, uma vez que uma empresa cria inovações, essas
precisam ser protegidas; a�nal, se não são utilizadas pela empresa, perdem
qualquer signi�cado econômico. A proteção e o posterior uso exclusivo é uma
diferenciação em relação aos concorrentes. Chandler (1998) a�rma que muitos
bens intangíveis (ideias, projetos, desenhos e protótipos) são de fato as fontes
de vantagens competitivas sustentáveis no longo prazo, pois os bens tangíveis
(já tangibilizados pela produção) podem ser adquiridos no mercado.
Relembrando que a inovação nas organizações difere das invenções, pois ocorre
quando um invento (nova ideia) torna-se um produto ou serviço comercialmente
viável e consegue suprir as necessidades do mercado (POWELL; GRODAL, 2005).
Nesse contexto, a etapa ou setor de pesquisa e desenvolvimento (P&D) é
imprescindível para interpretar as necessidades do mercado não atendidas, ou
explorar e propor novas soluções. Diante disso, o P&D é capaz de proporcionar
vantagem competitiva às empresas, se conseguirem o vanguardismo em seus
setores, sendo comprovado através de propriedades intelectuais que protegem
esses segredos comerciais (BARON; SHANE, 2007).
No Brasil, quem intermedia o�cialmente essa transferência é o Instituto
Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O INPI versa sobre seis tipos de
contratos que intermediam a transferência, são: “Exploração de Patente,
Exploração de Desenho Industrial, Uso de Marca, Fornecimento de Tecnologia,
Prestação de Serviços de Assistência Técnica e Cientí�ca, e Franquia” (INPI, 2015.
on-line).
Propriedade Intelectual
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Quando falamos em proteção de ideias, provavelmente o primeiro termo citado
é a patente. Porém, existe um conceito anterior e maior, o de propriedade
intelectual. Ela atribui a um indivíduo ou organização o direito de apropriação
sobre suas criações, suas invenções.
A propriedade intelectual é de�nida pela Organização Mundial da Propriedade
Intelectual (OMPI) por ser a:
Soma dos direitos relativos às obras literárias, artísticas e cientí�cas,
às interpretações dos artistas intérpretes e às execuções dos artistas
executantes, aos fonogramas e às emissões de radiodifusão às
invenções em todos os domínios da atividade humana, às descobertas
cientí�cas, aos desenhos e modelos industriais, às marcas industriais,
comerciais e de serviço bem como às �rmas comerciais e
denominações comerciais, à proteção contra a concorrência desleal e
todos os outros direitos inerentes à atividade intelectual nos domínios
industrial, cientí�co, literário e artístico. A propriedade intelectual
divide-se em dois campos: direitos de autor e propriedade industrial,
que faz parte do direito Comercial, e sua proteção depende da
concessão de um título pelo Estado (patente) (OMPI apud BARBOSA,
2010 p. 10).
A propriedade industrial pode ser subdividida em:
Patentes.
Marcas.
Desenho industrial.
Indicações geográ�cas.
Vamos agora conhecer um pouco mais sobre patentes e desenhos industriais,
por estarem mais presentes no contexto da engenharia.
Patente
A patente é um direito exclusivo de um invento, esse podendo ser um produto,
um processo que oferece uma nova forma para solucionar problemas (OMPI,
2010).
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Segundo o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI, 2019, on-line ), a
patente é um título de propriedade temporária sobre uma invenção ou modelo
de utilidade,outorgado pelo Estado aos inventores, autores, outras pessoas
físicas ou jurídicas detentoras de direitos sobre a criação.
Vale salientar que o INPI tem escopo de atuação apenas no território nacional.
Ou seja, ele regula e garante a proteção apenas no Brasil. Como explica o INPI
(2019, on-line ), caso o inventor queira proteger sua ideia fora do país, é preciso
formalizar isso no país ou região onde se deseja obter a patente. Caso já se
tenha dado entrada do procedimento no Brasil, o pedido deverá ser traduzido
para o idioma do país/região; em seguida, ainda deverá ser nomeado um
procurador para representar a empresa naquele país. Nesses casos, pode ainda
de forma simpli�cada ser feito via Tratado de Cooperação de Patentes (PCT), em
que o INPI faz o papel de escritório receptor e realiza as pesquisas necessárias
do procedimento. O indivíduo que se torna titular, ou seja proprietário ou
depositante da patente, possui os poderes de impedir que outros vendam,
utilizem ou produzam seu invento sem sua permissão. Contudo, a patente pode
ser cedida para terceiros, ou licenciada à outra empresa, se receber pagamento
de um royalty. Pode-se patentear se o invento seguir algumas condições como:
ser uma novidade absoluta (o invento não pode ser conhecido por ninguém);
ser uma atividade inventiva (o invento tem que ser diferente das coisas que já
existe, sendo uma novidade); e ser uma aplicação industrial (o invento deve
ser capaz de ser usado e produzido na indústria) (DANNEMANN; CABRAL, 2008).
É importante alertar que nem tudo pode ser patenteado. Segundo a Lei da
Propriedade Industrial (arts. 10 e 18 da Lei n° 9279/96), os seguintes itens não
podem receber patentes:
● Descobertas, teorias cientí�cas e métodos matemáticos; 
● Esquemas, planos, princípios ou métodos comerciais; 
● As obras literárias, arquitetônicas, artísticas e cientí�cas ou
qualquer criação estética; 
● Regras de jogo; 
● Técnicas e métodos operatórios ou cirúrgicos; 
● O que for contrário a moral, aos bons costumes e à segurança, à
ordem e à saúde pública; 
● O todo ou parte dos seres vivos, exceto os microrganismos
transgênicos, entre outros (BRASIL, 1996, on-line).
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Quanto à classi�cação das patentes, segundo o INPI (2019, on-line ) e
Dannemann e Cabral (2008), existem os seguintes tipos de patentes:
Patente de invenção: é um novo produto ou processo, o qual
apresenta um progresso na sua parte tecnológica. Por exemplo, a
tecnologia fez com os computadores pessoais evoluíssem, e os
telefones que eram analógicos se tornaram sem �os e digitais.
Modelo de utilidade: é uma melhoria em seu uso, levando o bem a se
tornar mais e�ciente e confortável. Por exemplo, a poltrona do ônibus,
que, de simples e �xa, se tornou mais ergonômica e adaptável a vários
usuários. 
Desenho Industrial
O desenho industrial é a representação da forma de um objeto, com linhas e
cores que é aplicado em cima de um produto novo e original. Segundo o INPI
(2015, on-line ), esse protege a aparência que diferencia o produto dos demais. O
prazo de vigência é de dez anos a partir da data de registro, podendo ser
prorrogado por até quinze anos. Isso confere ao detentor a propriedade
provisória em relação ao desenho industrial, bem como o direito de excluir
saibamais
Saiba mais
Uma dica: caso tenha curiosidade de veri�car
se o que foi criado pode ser patenteado, é
recomendado fazer uma busca em bancos de
patentes. As fontes de referências públicas
mais utilizadas para buscas de patentes são os
sites: www.inpi.gov.br , www.epo.org e
www.uspto.gov
http://www.inpi.gov.br/
http://www.epo.org/
http://www.uspto.gov/
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terceiros de usufruir tal bem, por exemplo proibindo que outros produzam,
vendam ou usem sem sua autorização anterior.
praticar
Vamos Praticar
Leia o trecho a seguir.
“O valor de uma determinada tecnologia geralmente depende das condições de
apropriabilidade, ou seja, da possibilidade de o inventor ou inovador manter controle
monopolista sobre a tecnologia em um determinado período de tempo. [...] é
concedida no caso de o objeto possuir os requisitos de novidade, atividade inventiva e
aplicação industrial, levando em consideração não apenas a ideia tal como foi
expressa, mas sua aplicação prática” (TIGRE, 2006, p. 118).
O trecho do livro remete a um tipo de propriedade intelectual denominada:
a) Marca.
b) Patente.
c) Royalty.
d) Modelo de utilidade.
e) Mockup.
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indicações
Material
Complementar
F I LME
Joy – O nome de sucesso
Ano: 2016
Comentário: Este �lme ilustra os desa�os que
empreendedores inovadores vivem dentro de um
mercado competitivo. Nele, é apresentada a história real
de Joy Mangano, uma empreendedora americana de
sucesso que é responsável pelo incrível número de 58
patentes protegidas nos EUA. Suas invenções e inovações
partiram principalmente da sua observação e seus
problemas. Nessa obra, é possível entender a
desa�adora trajetória entre a ideação e a comercialização
do produto, e como a propriedade intelectual é
importante.
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TRAILER
L I VRO
Incansáveis: como empreendedores de
garagem engolem tradicionais corporações e
criam oportunidades transformadoras
Editora: Editora Gente
Autor: Maurício Benvenutti
ISBN: 9788545201298
Comentário: O autor dessa obra, Maurício Benvenutti,
um dos fundadores da XP investimentos, uma das
maiores instituições �nanceiras da América Latina, e com
enorme vivência no mais vanguardista ecossistema de
inovação mundial, o Vale do Silício (Califórnia – EUA),
explana, de forma simples e prática, como empresas
criaram inovações disruptivas enfrentando grandes
corporações, pensando fora da caixa e longe dos moldes
tradicionais de gestão.
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conclusão
Conclusão
Nesta unidade, a última da disciplina de Engenharia e Inovação, �nalizamos
nossa trajetória de estudos, explicitando a importância da inovação, pelo seu
relacionamento como geradora de vantagem competitiva. Esclarecemos que,
para se diferenciarem no mercado, as empresas podem enfatizar uma ou
algumas dimensões da inovação que estrategicamente estas organizações
possuem recursos e capacidade de se sobressair ou diferenciar frente aos
concorrentes. Nesse âmbito, o radar da inovação foi apresentado como
ferramenta de diagnóstico do per�l inovador, e de eventuais potencialidades
ainda não aproveitadas pela empresa. Aprendemos que inovar não se restringe
apenas à criação de produtos. Em seguida, foram apresentados os
componentes essenciais do ecossistema de inovação, interagindo embasados
no conceito da tríplice hélice. Finalmente, fechando o conteúdo, conhecemos
alguns tipos de aplicações e limitações da proteção e registro da inovação, a
propriedade intelectual.
referências
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