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299TÓPICO 3 | RESULTANTES TANGENCIAL E CENTRÍPETA Como as componentes F &t e F &cp são perpendiculares entre si, podemos relacionar suas intensidades com a intensidade de F &, aplicando o Teorema de Pitágoras: F2 5 F2t 1 F 2 cp A componente centrípeta da força resultante, por ter a direção do raio de cur- vatura da trajetória em cada ponto, é também denominada radial ou normal. 2. A componente tangencial (F &t) Intensidade Na figura seguinte, seja m a massa da partícula e a&t a aceleração produzida por F &t: Aplicando a 2a Lei de Newton, podemos escrever que: F &t 5 ma&t Conforme sabemos, o módulo de a&t é igual ao módulo da aceleração escalar a: |a&t| 5 |a| Assim, a intensidade da componente tangencial da força resultante pode ser expressa por: |F &t| 5 m|a| Orienta•‹o A direção de F &t é sempre a da tangente à trajetória em cada instante. Por isso, é a mesma da velocidade vetorial, que também é tangente à trajetória em cada instante. O sentido de F &t, por sua vez, depende do fato de o movimento ser acelerado ou retardado. Veja as figuras abaixo: (n) (t) C m a t F t F cp F COA B m ov im en to r et ar d a d o m o vim e n to acelerado B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra Il u s tr a ç õ e s : B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra mo vim ent o ace lera do F t v mo vim ent o reta rda do Ft v No caso de movimento acelerado, F & t tem o mesmo sentido da velocidade vetorial v &. Já no caso de movimento retardado, F& t tem sentido contrário ao da velocidade vetorial v &. Admitamos, por exemplo, o pêndulo da figura a seguir, cujo fio é fixo no ponto O. Supondo desprezível a influência do ar, a esfera pendular, abandonada no pon- to A, entra em movimento, passa pelo ponto B, no qual sua velocidade tem inten- sidade máxima, e vai parar no ponto C. Entre os pontos A e B, o movimento é acelerado, o que significa que a componente tangencial da for- ça resultante tem a mesma direção e o mesmo sen- tido da velocidade vetorial. Por outro lado, entre os pontos B e C, o movimen- to é retardado, o que significa que a componente tan- gencial da força resultante tem mesma direção, po- rém, sentido oposto em relação à velocidade vetorial. 1CONECTEFIS_MERC18Sa_U2_Top3_p297a328.indd 299 8/9/18 8:52 AM 300 UNIDADE 2 | DINÂMICA Função A componente tangencial da força resultante (F &t) tem por função variar a in- tensidade da velocidade vetorial (v &) da partícula móvel. Isso se explica com base no fato de F &t e v & terem mesma direção. Nos movimentos variados (acelerados ou retardados), v & varia em intensidade e quem provoca essa variação é a componente F &t, que, nesses casos, é não nula. Já nos movimentos uniformes, v & não varia em intensidade, isto é, o valor de v & é constante, o que implica, nessas situações, que a componente F &t é nula. Consideremos, por exemplo, a figura ao lado, em que apa- rece um jogador de futebol chutando uma bola, à qual ele im- prime uma velocidade inicial oblíqua em relação ao gramado. Desprezando os efeitos do ar, a bola fica sob a ação exclusiva do campo gravitacional, e, por isso, a força resultante que sobre ela atua ao longo de toda a trajetória parabólica é seu peso P&. Entre A e C (ponto mais alto), o movimento é retardado, e a intensidade da velocidade vetorial da bola decresce. Quem res- ponde por isso é a componente tangencial de P &, que, na subi- da da bola, tem sentido oposto ao de v &. Entre C e E, o movimento é acelerado, e a intensidade da velocidade vetorial da bola cresce. Quem responde por isso é também a componente tangencial de P &, que, na descida da bola, tem o mesmo sentido de v &. A B C D E P P v B v D g P t D P t B E n zo jz /T h in k s to ck /G e tt y I m a g e sTrem-bala: mais veloz que um carro de Fórmula 1? Os trens-bala utilizados na Europa e no Japão trafegam ao longo das fer- rovias com velocidades que podem superar 500 km/h. Na fase de arrancada, que sucede à partida de uma estação, a força resultante sobre eles deve ad- mitir uma componente tangencial no sentido do movimento, o que provoca o aumento da intensidade da velocidade vetorial. O Brasil, por sua vez, propõe para um futuro próximo um sistema de trens- -bala ligando os centros mais populosos do país, São Paulo e Rio de Janeiro, com conexões nos dois maiores aeroportos brasileiros, Cumbica e Galeão. O projeto, em desenvolvimento, almeja que a viagem entre São Paulo e Rio, de aproximadamente 518 km, seja feita em menos de duas horas, a uma velocidade escalar média superior a 250 km/h. O nascedouro dessa linha será construído na região de Campinas (SP). É importante observar que os trens-bala são propulsionados por energia elétrica e que os fatores que contribuem de forma importante para torná-los tão velozes são o traçado das trajetórias – bastante retilíneas, por utilizarem túneis, pontes e viadutos – e seu formato aerodinâmico, capaz de “cortar” o ar com facilidade. JÁ PENSOU NISTO? Considere a situação seguinte, referente aos exer- cícios 1 a 5. No esquema a seguir aparece, no ponto P, um carrinho de massa 2,0 kg, que percorre a trajetó- ria indicada da esquerda para a direita. A acele- ração escalar do carrinho é constante, e seu mó- dulo vale 0,50 m/s2. As setas enumeradas de I a V representam veto- res que podem estar relacionados com a situação proposta. I II III IV V P Nível 1Exercícios Trem de alta velocidade. Anthéor, França. Setembro de 2014. B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra B a n c o d e i m a g e n s / A rq u iv o d a e d it o ra 1CONECTEFIS_MERC18Sa_U2_Top3_p297a328.indd 300 8/9/18 8:52 AM 301TÓPICO 3 | RESULTANTES TANGENCIAL E CENTRÍPETA 1. A velocidade vetorial do carrinho em P é mais bem representada pelo vetor: a) I b) II c) III d) IV e) V 2. Se o movimento for acelerado, a componente tan- gencial da força resultante que age no carrinho em P será mais bem representada pelo vetor: a) I b) II c) III d) IV e) V 3. Se o movimento for retardado, a componente tan- gencial da força resultante que age no carrinho em P será mais bem representada pelo vetor: a) I b) II c) III d) IV e) V 4. A intensidade da componente tangencial da força resultante que age no carrinho em P vale: a) zero b) 0,25 N c) 0,50 N d) 1,0 N e) 2,0 N 5. Analise as proposições seguintes: I. Ao longo da trajetória, a componente tangen- cial da força resultante que age no carrinho tem intensidade variável. II. Ao longo da trajetória, a componente tangen- cial da força resultante que age no carrinho é constante. III. Ao longo da trajetória, a velocidade vetorial do carrinho tem intensidade variável. IV. Quem provoca as variações do módulo da ve- locidade do carrinho ao longo da trajetória é a componente tangencial da força resultante que age sobre ele. Responda mediante o código: a) Todas são corretas. b) Todas são incorretas. c) Somente I e II são corretas. d) Somente III e IV são corretas. e) Somente II, III e IV são corretas. Exercícios Nível 2 Considere o enunciado abaixo para os exercícios 6 a 8. Abandona-se um pêndulo no ponto A, represen- tado na figura. Este desce livremente e atinge o ponto E, após passar pelos pontos B, C e D. O ponto C é o mais baixo da trajetória e despreza-se a influência do ar. 8. No ponto D, a componente da força resultante que age na esfera pendular, na direção tangen- cial à trajetória, é mais bem caracterizada pelo vetor: a) b) c) d) e) Nenhum dos anteriores. 9. Na figura a seguir, está representada uma par- tícula de massa m em determinado instante de seu movimento curvilíneo. Nesse instante, a velocidade vetorial é v &, a aceleração escalar tem módulo a e apenas duas forças agem na partí- cula: F & 1 e F & 2 . A B C D E trajetória F 1 F 2 v 6. No ponto B, a componente da força resultante que agena esfera pendular, na direção tangencial à trajetória, é mais bem caracterizada pelo vetor: a) b) c) d) e) Nenhum dos anteriores. 7. No ponto C, a componente da força resultante que age na esfera pendular, na direção tangencial à trajetória, é mais bem caracterizada pelo vetor: a) b) c) d) e) Nenhum dos anteriores. No instante citado, é correto que: a) o movimento é acelerado e F 1 5 ma. b) o movimento é retardado e F 1 5 ma. c) o movimento é acelerado e F 1 1 F 2 cos 5 ma. d) o movimento é retardado e F 1 1 F 2 cos 5 ma. e) o movimento é retardado e F 1 1 F 2 sen 5 ma. B a n c o d e i m a g e n s / A rq u iv o d a e d it o ra B a n c o d e i m a g e n s / A rq u iv o d a e d it o ra 1CONECTEFIS_MERC18Sa_U2_Top3_p297a328.indd 301 8/9/18 8:52 AM