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Arte: José Pinheiro Júnior Dê um like pra Saúde TÍTULO Dê um like pra Saúde PROPONENTE Equipe ProBNCC – GT Eletiva RESUMO Na sociedade contemporânea há a necessidade de um ensino que proporcione ao estudante uma articulação de saberes e conhecimentos espontâneos que eles possuem e os chamados “saberes científicos” que se deseja veicular por meio de um ambiente escolar inovador, buscando por uma visão mais abrangente da realidade que vivenciam. A busca da aprendizagem significativa depende da participação ativa do estudante, desse modo ele pode construir e reconstruir seu conhecimento. Neste cenário, é importante que ele seja protagonista de sua aprendizagem, levando-se em conta os conhecimentos que já possui. Assim, por meio de aspectos lúdicos e práticos, e levando-se em conta as vivências em que os mesmos já possuem, é possível se discutir os conceitos e fenômenos decorrentes das ciências naturais, buscando-se tais conceitos no cotidiano deles. Nessa ótica, atribui-se ao professor um papel de mediador e facilitador da aprendizagem do estudante e aconselha-se que o aluno seja orientado no sentido de exprimir as suas ideias, planejar, prever, executar e rever procedimentos, dinamizando assim seu raciocínio. Como preceitua as DCNEM,2018, Art. 6°, VIII: Diversificação: articulação dos saberes com o contexto histórico, econômico, social, ambiental, cultural local e do mundo do trabalho, contextualizando os conteúdos a cada situação, escola, município, estado, cultura, valores, articulando as dimensões do trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura”. Desta forma a Eletiva Dê um like pra Saúde vem com uma proposta que integra um tema atual e de grande relevância para a sociedade, congregando três grandes áreas do conhecimento, Ciências da Natureza e suas tecnologias, Ciências humanas e suas tecnologias, Linguagens e suas tecnologias. Em que são desenvolvidos produtos e conhecimentos relacionados à saúde e o bem estar de uma forma muito abrangente, onde a linguagem do corpo, através do esporte possui seu papel de suma importância. Assim como, as práticas esportivas mostram a sua importância para a construção da cidadania e a promoção de pessoas mais saudáveis, também há os aspectos culturais, históricos e geográficos que podem serem trabalhadas pelos estudantes, guiados pelo meio ambiente e os locais em que vivem e convivem. Serão discutidos temas sobre alimentos ou ingredientes que produzem efeitos benéficos à saúde, além de suas funções nutricionais básicas, aliado a isso estão as práticas de treinamentos funcionais e seus benefícios. A atividade de pesquisa em saúde concentra-se no campo da história das ciências e da saúde. A investigação de temas relativos à implementação da ciência e da saúde no país, assim como práticas, produção de conhecimentos e políticas públicas na história brasileira. A Eletiva Dê um like pra Saúde tem, portanto, o objetivo de debater temas focados em saúde e dessa forma os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) contextualizam as áreas do conhecimento (e seus respectivos componentes) tornando significativa a aprendizagem dos estudantes. Assim, esta eletiva concebe à sua proposta, enquanto unidade curricular, um caráter prático, lúdico e pedagógico, pois visa desenvolver competências e habilidades em que os estudantes irão viver a prática, contextualizando o aprendizado escolar com sua realidade de vida, reconhecendo nos temas trabalhados a relevância para a sociedade em que ele está inserido no âmbito da escola, da família, da comunidade, município e/ou região. PROFESSORES RESPONSÁVEIS Ana Cleia Silva ferreira Izael Araujo Lima José Pinheiro Júnior José Roberto Nunes Soares Josinaldo Oliveira dos Santos Lucélia Nárjera de Araújo Maria Rosemary de Jesus Pinto Rosângela Maria Duarte Batista Rosangela Monteiro da Silva Ramos Importante ressaltar que o corpo docente responsável pelo planejamento e desenvolvimento da referida Eletiva, compreenda a importância da alimentação na saúde e da atividade física como ponto chave para uma sociedade mais saudável. Outrossim, que seja capaz de discutir os aspectos regionais e potencialidades, além do empreender pessoal e profissional do estudante. Compreender seus códigos, dominar as diversas possibilidades de expressão, usufruir junto com os estudantes das várias formas de captar e mostrar o mesmo objeto do conhecimento. ÁREAS DO CONHECIMENTO Ciências da Natureza e suas Tecnologias. Ciências Humanas e suas Tecnologias. Linguagens e suas Tecnologias. TEMAS INTEGRADORES 1. Ciência e tecnologia 2. Ética 3. Meio Ambiente 4. Pluralidade Cultural 5. Trabalho e Consumo 6. Saúde OBJETOS DO CONHECIMENTO Ciências da Natureza e suas Tecnologias 1. Alimentação e saúde 2. Alimentos funcionais Ciências Humanas e suas Tecnologias Dimensão sociocultural da Alimentação Coletânea histórica sobre alimentação e a evolução da culinária e dos hábitos alimentares de uma região. Linguagens e suas Tecnologias Atividade física e alimentação: hábitos importantes para a uma melhor qualidade de vida e bem-estar do indivíduo. Atividades Física direcionada à melhoria e manutenção das condições de saúde, preparação para um futuro responsável de cidadãos atuantes na sociedade. Conhecimentos e uso de Suplementos Alimentares. OBJETIVOS ✔ Reconhecer os novos problemas impostos pelo desenvolvimento tecnológico, para em vez de ter um viés mais tecnicista, trilhar por um caminho mais pautado pelo humanismo, superando a dicotomia entre os fatos explicáveis pela ciência e os valores estudados pela ética relacionados a temas como, alimentação, saúde; ✔ Conhecer os alimentos funcionais, seus principais compostos bioativos, a história de seu surgimento, sua química e o potencial de seus benefícios; ✔ Refletir sobre o corpo, o comer e a comida sob as premissas das tradições alimentares de cada região/local; ✔ Promover e divulgar pesquisas e material acadêmico e informativo, assim como eventos sobre alimentação e hábitos alimentares regionais/locais; ✔ Reconhecer a importância da adoção de modos saudáveis para a promoção da saúde e qualidade de vida; ✔ Relacionar, atividade física, gasto energético, estilo de vida e saúde; ✔ Refletir criticamente sobre o conhecimento e uso dos suplementos alimentares; ✔ Desenvolver um projeto empreendedor, voltado à saúde e à alimentação; EIXOS ESTRUTURANTES 1. Investigação Científica 2. Processos Criativos 3. Mediação e Intervenção Cultural e Ambiental 4. Empreendedorismo UNIDADE CURRICULAR Oficinas, Laboratórios, Pátio da escola, Sala de aula. CARGA HORÁRIA EIXOS ESTRUTURANTES Investigação Científica: 10 h Processos Criativos: 10 h Mediação e Intervenção Sociocultural: 10 h Empreendedorismo 10h Carga horária total:40 h PERFIL DOS PARTICIPANTES Estudantes, Jovens e Adultos, cursando quaisquer séries do Ensino Médio que mostrarem interesse em cursar a referida Eletiva; Sugere-se que as turmas sejam compostas por um número mínimo de 25 e máximo de 35 estudantes; Propõem-se que a eletiva seja coordenada por um mínimo de 2 professores. https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89tica HABILIDADES DOS ITINERÁRIOS FORMATIVOS A SEREM DESENVOLVIDAS ASSOCIADAS ÀS COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC EIXOS ESTRUTURANTES Investigação Científica Processos Criativos Mediação e Intervenção Sociocultural Empreendedorismo Habilidades relacionadas ao pensar e fazer científico: (EMIFCG01) Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade atenção, criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais. (EMIFCG02) Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e estéticos, utilizandodados, fatos e evidências para respaldar conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas, coerentes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia, justiça social, pluralidade, solidariedade e sustentabilidade. (EMIFCG03) Utilizar informações, conhecimentos e ideais resultantes de investigações científicas para criar ou propor soluções para problemas diversos. Habilidades relacionadas ao pensar e fazer criativo: (EMIFCG04) Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, artísticas e culturais, por meio de vivências presenciais e virtuais que ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade. (EMIFCG05) Questionar, modificar e adaptar ideais existentes e criar propostas, obras ou soluções criativas, originais ou inovadoras, avaliando e assumindo riscos para lidar com as incertezas e colocá-las em prática. (EMIFCG06) Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por meio de diferentes linguagens, mídias e plataformas, analógicas e digitais, com confiança e coragem, assegurando que alcancem os interlocutores pretendidos. Habilidades relacionadas à convivência e atuação sociocultural: (EMIFCG07) Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes, colaborativas e responsáveis. (EMIFCG08) Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia, flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o combate ao preconceito e a valorização da diversidade. (EMIFCG09) Participar ativamente da proposição, implementação e avaliação de solução para problemas socioculturais e/ou ambientais em nível local, regional, nacional e/ou global, co - responsabilizando-se pela realização de ações e projetos voltados ao bem comum. Habilidades relacionadas ao Autoconhecimento, Empreendedorismo e Projeto de Vida: (EMIFCG10) Reconhecer e utilizar qualidades e fragilidades pessoais com confiança para superar desafios e alcançar objetivos pessoais e profissionais, agindo de forma proativa e empreendedora e perseverando em situações de estresse, frustração, fracasso e adversidade. (EMIFCG11) Utilizar estratégias de planejamento, organização e empreendedorismo para estabelecer e adaptar metas, identificar caminhos, mobilizar apoios e recursos, para realizar projetos pessoais e produtivos com foco, persistência e efetividade. (EMIFCG12) Refletir continuamente sobre seu próprio desenvolvimento e sobre seus objetivos presentes e futuros, identificando aspirações e oportunidades, inclusive relacionadas ao mundo do trabalho, que orientem escolhas, esforços e ações em relação à sua vida pessoal, profissional e cidadã. METODOLOGIA A eletiva será desenvolvida em consonância com as novas vertentes contemporâneas, como as metodologias ativas, modelos de ensino que visam desenvolver a autonomia e a participação ativa dos estudantes de forma integral. 1. Apresentação da Eletiva objetivando a relevância desta para o Projeto de Vida; 2. Oficinas de comidas regionais; 3. Palestras com convidados da área de saúde, de alimentos e/ou de educação física; 4. Aulas expositivas/práticas; 5. Aulas de campo (visita a uma academia ou cozinha de um restaurante); 6. Auto avaliação ao final de cada aula; 7. Exposição de alimentos (comidas) produzidas pelos estudantes, onde o professor e alunos da eletiva podem divulgar seus estudos para a comunidade escolar. 8. Realização de atividades físicas como a dança que empolgue os estudantes, para então introduzir os conceitos das Ciências da natureza, como a relação das atividades físicas com o gasto energético; 9. Oficinas de empreendedorismo pessoal e profissional, voltado à saúde e a alimentação. RECURSOS DIDÁTICOS NECESSÁRIOS Gêneros, potes de suplementos, vitaminas e proteínas (secos), Equipamento de som, etc. PROPOSTA PARA A CULMINÂNCIA Exposição e degustação de alimentos regionais visando informar a comunidade sobre os problemas de saúde e possíveis soluções. Apresentar folhetos com receitas da culinária local com aproveitamento nutritivo das frutas e verduras regionais. Apresentações de danças e atividades esportivas no pátio da unidade escolar. AVALIAÇÃO A avaliação será de forma processual e contínua, através de observações e registros diários e auto avaliação, verificando-se a qualidade naquilo que foi proposto como objetivo a ser a partir da temática escolhida sob o olhar e perspectivas dos componentes curriculares envolvidos, considerando os quatro pilares da educação: Aprender a conhecer, Aprender a fazer, Aprender a conviver e Aprender a ser. REFERÊNCIAS Alimentação e cultura. NUT/FS/UnB – ATAN/DAB/SPS. Disponível em:http://www.acomidaenossa.ufpr.br/portal/wp-content/uploads/2015/12/alimentacao_cultura.pdf. Acesso 24 de setembro 2020. ALIMENTOS funcionais: o que são e para que servem? Pfizer, 2019. Disponível em: <https://www.pfizer.com.br/noticias/ultimas-noticias/alimentos-funcionais-o-que-sao-e-para-que- servem#:~:text=Alimentos%20funcionais%20s%C3%A3o%20alimentos%20ou,c%C3%A2ncer%20e%20d iabetes%2C%20entre%20outras>. Acesso em 24, set. 2020. http://www.acomidaenossa.ufpr.br/portal/wp-content/uploads/2015/12/alimentacao_cultura.pdf https://www.pfizer.com.br/noticias/ultimas-noticias/alimentos-funcionais-o-que-sao-e-para-que-servem#:~:text=Alimentos%20funcionais%20s%C3%A3o%20alimentos%20ou,c%C3%A2ncer%20e%20diabetes%2C%20entre%20outras https://www.pfizer.com.br/noticias/ultimas-noticias/alimentos-funcionais-o-que-sao-e-para-que-servem#:~:text=Alimentos%20funcionais%20s%C3%A3o%20alimentos%20ou,c%C3%A2ncer%20e%20diabetes%2C%20entre%20outras https://www.pfizer.com.br/noticias/ultimas-noticias/alimentos-funcionais-o-que-sao-e-para-que-servem#:~:text=Alimentos%20funcionais%20s%C3%A3o%20alimentos%20ou,c%C3%A2ncer%20e%20diabetes%2C%20entre%20outras BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: apresentação dos Temas Contemporâneos Transversais, ética/Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997. ______, Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. 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CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS INTEGRAÇÃO COM HUMANAS APOSTILA DA DISCIPLINA ELETIVA INTEGRADA DÊ UM LIKE PRA SAÚDE 12ª GERÊNCIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO-GRE SÃO JOÃO DO PIAUÍ-PI - 2022 ORGANIZADORES ❖ Equipe de Ensino da 12ª Gerência Regional de Educação – Piauí • MARIA DE JESUS DA SILVA COORDENADOR DE ENSINO • ISOLDA MÁRCIA BENEVIDES DE SOUSA COORDENADOR DE EJA • • IRLANDA BENEVIDES DE SOUSA SUPERVISOR DE EJA TÉC. EJA AUXILAR DE EJA • CLOTILDE GOMES RODRIGUES COIMBRA TÉC. EDUCAÇÃO ESPECIAL TÉC. PACTO DA APRENDIZAGEM • ALEXANDRE RODRIGUES DE MOURA TÉC. CHÃO DA ESCOLA TÉC. DO CANAL EDUCAÇÃO • MARIA ANGÉLICA FERREIRA TÉC. CURRICULO • MARIA CELINA RODRIGUES TÉC. EDUCAÇÃO PROFISSIONAL • JOSEFINA FERREIRA GOMES DE LIMA TÉC. DE TEMPO INTEGRAL DIGITADOR • JOSILANE GOMES DE OLIVEIRA RODRIGUES ACG – TÉC. DE ENSINO • IVANETE NUNES MIRANDA ACG – TÉC. DE ENSINO • ABDALLAH BRAZ CARVALHO ACG – TÉC. DE ENSINO ACG – TÉC. DE ENSINO ACG – TÉC. DE ENSINO • LUZIA BARBOSA DA SILVA COORDENADOR REGIONAL DO PROALFABETIZAÇÃO • MARIA APARECIDA COELHO DE CARVALHO FORMADOR REGIONAL • ANA FERNANDA VIEIRA DA SILVA FORMADOR REGIONAL NOTA Este material é uma compilação de conteúdos de vários sites de credibilidade adaptados para fins pedagógicos. Seu uso é proibido para fins comerciais. Toda a Webgrafia utilizada está descrita no final do documento. SUMÁRIO UNIDADE I: ALIMENTAÇÃO E SAÚDE----------------------------------------------------- 04 Capítulo 01. Pirâmide Alimentar------------------------------------------------------------ 04 Capítulo 02. Segurança Alimentar---------------------------------------------------------- 07 Capítulo 03. Desnutrição e Transtornos Alimentares---------------------------------- 10 UNIDADE II: ALIMENTOS FUNCIONAIS--------------------------------------------------- 21 Capítulo 01: Alimentos funcionais e Nutracêuticos: Definições--------------------- 21 Capítulo 02: Alimentos Funcionais: Legislação----------------------------------------- 23 Capítulo 03: Classes De Compostos Funcionais e Nutracêuticos----------------- 26 UNIDADE III: DIMENSÃO SOCIOCULTURAL DA ALIMENTAÇÃO---------------- 32 Introdução: A Fome No Brasil--------------------------------------------------------------- 32 Capítulo 01: A História da Comida e a Comida Fazendo História------------------ 32 Capítulo 02: A Influência da Cultura na Alimentação---------------------------------- 35 Capítulo 03: Influências na Alimentação Brasileira------------------------------------- 37 UNIDADE IV: ATIVIDADE FÍSICA ALIADA À ALIMENTAÇÃO---------------------- 44 UNIDADE V: CONHECIMENTOS E USO DE SUPLEMENTOS ALIMENTARES----- 50 4 UNIDADE I: ALIMENTAÇÃO E SAÚDE Capítulo 01. Pirâmide Alimentar A pirâmide alimentar foi desenvolvida para ensinar alimentação saudável a indivíduos e populações. Seu primeiro modelo foi criado em 1991 pela Agência Regulamentadora de Alimentos e Medicamentos do Estados Unidos da América (FDA); com base nos conceitos da pirâmide foram lançados vários modelos por diferentes instituições, cada uma com um propósito. Na pirâmide tradicional, a base é composta pelos alimentos energéticos (grãos como trigo, milho, arroz e tubérculos como batata, mandioca, cará e pão), que devem compor a maior parte de nossa alimentação e ser consumidos de 5 a 9 porções por dia. Logo acima dos alimentos energéticos devem estar os alimentos reguladores, que são os vegetais e as frutas; esses alimentos fornecem os micronutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo. O consumo diário dos alimentos desse grupo deve ser de 4 a 5 porções de verduras e legumes e 3 a 5 porções de frutas. Acima dos vegetais e frutas estão os alimentos fontes de proteínas, eles são nutrientes construtores do nosso organismo, e fazem parte das estruturas musculares, vísceras, pele, enfim compõem o organismo de uma maneira geral. O consumo diário deve ser de 1 a 2 porções. No topo da pirâmide estão os alimentos fonte de gorduras, que devem ser ingeridos com cautela (não passar de 2 porções por dia), pois necessitamos de pouca quantidade deles. A ingestão de gorduras deve fazer parte de nossa dieta diária por nos fornecer as vitaminas A, D, E, K e os ácidos graxos essenciais. Devemos ficar atentos ao consumi- las, pois necessitamos de pequenas quantidades e qualquer excesso nos fornecerá calorias a mais, aumentando nosso peso, pois as gorduras possuem mais que o dobro de calorias que os carboidratos. Dentre as gorduras, temos as gorduras saturadas, que são aquelas de origem animal. Essas devem ser consumidas com moderação, pois o consumo em excesso pode elevar o colesterol sanguíneo e causar problemas cardíacos. PIRÂMIDE FDA/2005 / FONTE: GOOGLE IMAGENS 5 As proteínas nos fornecem os aminoácidos, que são compostos necessários. Esses compostos são necessários para as reações químicas que ocorrem em nosso organismo. Como não produzimos alguns desses compostos, devemos ingeri-los através de certos alimentos. As proteínas que possuem todos ou a maioria dos aminoácidos essenciais para nosso organismo têm um alto valor biológico. Temos como exemplo as proteínas de origem animal: ovos, carnes, leite e derivados. Aquelas que não possuem a maioria dos aminoácidos essenciais são as de baixo valor biológico e comumente são as de origem vegetal. Os carboidratos são a principal fonte de energia que nosso corpo necessita, e somos programados para primeiramente utilizá-los. Caso tenhamos falta desse nutriente, o organismo lança mão das proteínas e por último das reservas de gordura. Outros Tipos de Pirâmides Pirâmide Adaptada para a População Brasileira PHILIPPI/1999 – Fonte: Google Imagens 6 Pirâmide de Harvard/2003 - Fonte: Google Imagens Em 2011, os Estados Unidos formularam uma nova proposta de infográfico para substituir a pirâmide funcional. O infográfico tem formato circular, como um prato, e não é tão detalhado quanto a pirâmide funcional. Também se concentra apenas nos hábitos alimentares, não mostrando a prática de atividade físicaou o consumo de água. 7 Capítulo 02. Segurança Alimentar Atualmente temos muitas informações disponíveis sobre a importância da alimentação e suas consequências na saúde. Entretanto, há muitas dúvidas a respeito da segurança dos alimentos que consumimos. Os produtos alimentícios de hoje são nutritivos? São seguros e livres de contaminação? Os aditivos usados pela indústria de alimentos não fazem mal à saúde? O que fazer para ter uma alimentação saudável e segura? São muitas as dúvidas que surgem cada vez que vemos e ouvimos uma nova reportagem sobre alimentação. As empresas que fabricam, transportam, armazenam, manipulam e comercializam alimentos também se preocupam com a qualidade dos produtos que chegam à mesa do consumidor. Essa preocupação também é justificada pela necessidade da redução de desperdícios, pelas exigências da legislação, pela satisfação dos consumidores. A responsabilidade de fornecer alimentos seguros cabe àqueles que participam de alguma forma na cadeia alimentar, desde os produtores rurais até as pessoas que preparam os alimentos, inclusive em nossa casa. A lista abaixo identifica alguns riscos potenciais à saúde relacionados aos alimentos: • Doença microbiana transmitida por alimento, • Toxinas naturalmente presentes nos alimentos, • Resíduos (contaminantes ambientais, pesticidas, drogas animais), • Aditivos e conservantes, • Outros. 8 A principal forma de fornecer alimentos seguros é evitar os PERIGOS que podem estar presentes. São eles: PERIGOS BIOLÓGICOS: os principais são aqueles causados por microrganismos (fungos, bactérias, vírus). Não podemos vê-los a olho nu, mas são a principal causa de contaminação em alimentos. PERIGOS QUÍMICOS: são provocados por substâncias químicas presentes em desinfetantes, detergentes, produtos para matar ratos, inseticidas, antibióticos, agrotóxicos, e outros venenos. PERIGOS FÍSICOS: geralmente são visíveis a olho nu, e são materiais que podem machucar quando ingeridos, como pregos, pedaços de plástico, de vidro ou de ossos, espinhas de peixe, etc. Os problemas mais comuns são aqueles causados por microrganismos que provocam intoxicações ou infecções alimentares. Os microrganismos são seres invisíveis a olho nu, e por não conseguirmos vê-los não sabemos em que quantidade eles estão presentes nos alimentos. Eles são visíveis ao microscópio, que aumenta seu tamanho até 1000 vezes, ou ainda, quando estão agrupados na forma de colônias (grande número de microrganismos juntos), sem auxílio desse equipamento. Água: quanto mais água tiver o alimento, mais facilmente os microrganismos conseguem se multiplicar; por isso, alimentos desidratados, como o leite em pó, duram mais do que os alimentos líquidos, quando estocados à temperatura ambiente. Temperatura: A maioria dos microrganismos se multiplica no nosso ambiente, em temperaturas entre 10 e 60ºC. Para controlar essa multiplicação, os alimentos devem ser guardados abaixo de 10ºC ou acima de 60ºC. A temperatura geralmente está relacionada ao tempo; assim, quanto mais tempo o alimento permanecer exposto a temperatura entre 10 e 60ºC, mais a qualidade do produto está comprometida. Nutrientes: como qualquer ser vivo, os microrganismos precisam de alimento para sobreviver. Restos de comida são fontes muito importantes de alimento para os microrganismos. As bactérias têm preferência por 9 alimentos ricos em proteínas, como carnes, leite e derivados; os fungos preferem alimentos ricos em carboidratos, como massas e frutas. Os alimentos ricos em gorduras não favorecem o crescimento desses microrganismos, mas apenas de alguns grupos muito específicos. Outras condições importantes para o crescimento e multiplicação dos microrganismos são: a presença de oxigênio, a baixa acidez, e o pH. A maioria dos microrganismos necessita de ar para viver, e são chamados de aeróbios, mas alguns crescem bem na ausência de oxigênio, e são chamados de anaeróbios. Aqueles que conseguem sobreviver em qualquer uma dessas condições são chamados de facultativos. Os alimentos pouco ácidos, como leite, carnes, ovos, peixes, são preferidos pelos microrganismos, principalmente pelas bactérias. Para evitar sua multiplicação, esses alimentos devem ser guardados à temperatura de refrigeração. Os microrganismos estão presentes em todos os lugares: no ar, na água, nas superfícies, nos alimentos, nos animais, nos insetos, nas pessoas, etc. Porém, nem todos os microrganismos são perigosos à saúde. Há alguns que são utilizados no processo de fabricação de alimentos, como iogurte, queijo, salame, vinagre, cerveja, vinho e picles e, portanto, não fazem mal. Há ainda outros que estão naturalmente presentes no trato digestivo, e até ajudam no processo de digestão. Mas alguns são muito perigosos e nocivos à saúde, pois causam sérias infecções, intoxicações, e podem até levar à morte. Os microrganismos se desenvolvem muito rapidamente: a cada 15 minutos aproximadamente, cada 1 célula (microrganismo) dá origem a 2, cada 2 a 4, e cada 4 a 16, e assim por diante. Para se ter uma ideia, uma célula após 2 horas já se multiplicou e formou 16 novas células e, após 6 horas, formou 1.000.000 de células. Por isso devemos controlar 10 muito bem a contaminação inicial. Imagine um alimento que esteja com uma contaminação inicial de 100 células de microrganismo! Após 6 horas, essas 100 células teriam se multiplicado, chegando a um número de 100.000.000 (cem milhões), o que poderia causar males à saúde do consumidor. Os microrganismos mais perigosos à saúde são aqueles que conseguem se desenvolver muito bem à temperatura ambiente. A temperaturas muito baixas, abaixo de 5ºC, os microrganismos não conseguem se multiplicar. Por isso devemos conservar os alimentos sempre abaixo de 10ºC, para retardar seu desenvolvimento. Porém, as baixas temperaturas não matam os microrganismos. Quando esquecemos um alimento por muito tempo à temperatura ambiente, eles voltam a crescer e se multiplicar. A temperaturas muito altas (acima de 60ºC), uma grande parte dos microrganismos morre, diminuindo assim a contaminação do alimento. Capítulo 03. Desnutrição e Transtornos Alimentares A desnutrição energético-protéica é uma síndrome que compreende uma série de doenças, cada uma das quais tem uma causa específica relacionada com um ou mais nutrientes (por exemplo, deficiência de nutrientes que fornecem energia, ou proteínas, iodo, cálcio) e se caracteriza pela existência de um desequilíbrio celular entre o fornecimento de nutrientes e energia por um lado, e por outro, a necessidade do corpo para assegurar o crescimento, manutenção e funções específicas. Ocorre mais facilmente em crianças em fase de amamentação, e menores de 5 anos. A desnutrição é uma síndrome que tem como causas diversos fatores, normalmente associados à pobreza e a falta de alimentos dela decorrente. Está relacionada à falta das condições mínimas de existência, as chamadas CONDIÇÕES DE VIDA. Sua solução deve levar em consideração: • Renda que garanta a aquisição de comida para uma vida saudável e a compra de bens necessários para a existência social do indivíduo enquanto cidadão; 11 • Economia formal - que dá ao cidadão o acesso aos documentos necessários para que ele tenha uma identidade e possa trabalhar na sociedade em que vive; • Educação mínima que forneça formação e informação, criando oportunidades para uma vida melhor, o que ajuda os indivíduos a cuidar bem de seus filhos; • Escolaridade, que é cada vez mais fundamental para se ingressar no mercado de trabalho e viver numa sociedade desfrutando os direitos de cidadão. O analfabetismo é um dos mais potentes mecanismos de exclusão; • Higiene; • Moradias dignas, com vias pavimentadas, rede de esgoto,água potável e recolhimento de lixo, evitando a proliferação de doenças; • Serviço de saúde acessível com atendimento adequado por profissionais capacitados, aptos a orientar mães e pais para evitarem os males da desnutrição. No atendimento à saúde, o cidadão deve ter acesso a medicamentos - os altos preços dos medicamentos impossibilitam o acesso do cidadão aos mesmos, dificultando, ou mesmo impossibilitando, o tratamento de uma doença. Também a falta de medicamentos doados pela rede pública de saúde é outro agravante dessa situação. Tais ações contribuem de maneira significativa para a prevenção da desnutrição energético-protéica. A associação entre a desnutrição e doenças durante a infância, principalmente infecções, está comprovada através de inúmeros estudos científicos. As crianças que sofrem desnutrição ficam expostas a um risco maior de doenças devido ao comprometimento de seu sistema imunológico (de defesa e combate a doenças). 12 A desnutrição geralmente é o resultado da combinação de uma dieta inadequada com infecções. Em crianças, a desnutrição é sinônimo de crescimento deficiente. As crianças desnutridas são mais baixas e/ou pesam menos do que deveriam para a sua idade. A interação entre as duas causas mais importantes da desnutrição - a ingestão alimentar deficiente e as doenças infecciosas - tende a criar um círculo vicioso: • a criança não se alimenta de forma a ter suas necessidades supridas; • as defesas de seu organismo ficam enfraquecidas; • as doenças ocorrem mais vezes, por mais tempo e de forma mais grave; • as doenças aceleram a perda de nutrientes e provocam falta de apetite; a criança doente não se alimenta como deveria e o ciclo continua. Anorexia É uma desordem caracterizada por uma imagem distorcida do próprio corpo e um medo mórbido de engordar, o que leva à recusa de manter um peso minimamente normal. 13 Estima-se que atinge de 0,3 a 0,5% da população, e 90% dos casos ocorrem com mulheres. Geograficamente, os países em que mais ocorrem casos de anorexia são os da Europa e Estados Unidos, e raramente na Ásia e África. No Brasil não existem dados precisos, mas sabe-se que a maior incidência é entre as classes média-alta e alta. Os primeiros sintomas da anorexia surgem no início da adolescência, e se dão em duas fases: 13-14 anos, 16-17 anos. Os dois picos de maior incidência são aos 14 e 16 anos. O índice de mortalidade é de 4% em anoréxicos tratados, e maior nos não tratados, chegando a 30%. Os sinais e sintomas são os seguintes: 14 15 16 17 Bulimia A bulimia é um distúrbio grave da alimentação, muitas vezes confundida com a anorexia, mas sua origem e tratamento são bastante diferenciados. A bulimia é considerada uma faceta da depressão psíquica. Nesse caso, o indivíduo tem “fome” voraz, e compulsão ao se alimentar. Por isso, alimenta-se excessivamente, e, em seguida, tem episódios de culpa, remorso, arrependimento, e tenta “reparar” ou “desfazer” sua ação, provocando vômito, tomando laxante, por exemplo. A doença também atinge mais o sexo feminino de classe média-alta e alta, mas a incidência é maior entre 18 e 40 anos de idade, faixa etária superior à característica da anorexia. A incidência é grande em cursos secundários e universitários, e entre as pacientes existe forte presença de problemas afetivos, transtornos ansiosos, abuso e dependência de drogas. 18 19 O primeiro objetivo do tratamento é acabar com o ciclo de ingestão compulsiva, seguida de indução de vômito ou de jejum prolongado, e estabelecimento de um padrão alimentar regular e disciplinado. O aconselhamento nutricional é essencial para que o doente saiba exatamente aquilo que deverá comer. Objetivos • Reconhecimento do verdadeiro valor dos nutrientes e da sua importância na alimentação, para um comportamento alimentar saudável; • Correção dos erros alimentares e introdução ou restabelecimento de padrões alimentares adequados, 20 • Ajuda no planejamento do guia de refeições, baseada no conhecimento da história dietética do bulímico, para obtenção de um padrão alimentar regular e disciplinado. O acompanhamento com psicólogo ou psiquiatra é essencial para o sucesso do tratamento. 21 UNIDADE II: ALIMENTOS FUNCIONAIS Capítulo 01: Alimentos funcionais e Nutracêuticos: Definições Um alimento pode ser considerado funcional se for demonstrado que o mesmo pode afetar beneficamente uma ou mais funções alvo no corpo, além de possuir os adequados efeitos nutricionais, de maneira que seja tanto relevante para o bem-estar e a saúde quanto para a redução do risco de uma doença. Os alimentos funcionais são alimentos que provêm a oportunidade de combinar produtos comestíveis de alta flexibilidade com moléculas biologicamente ativas, como estratégia para consistentemente corrigir distúrbios metabólicos, resultando em redução dos riscos de doenças e manutenção da saúde. Os alimentos funcionais se caracterizam por oferecer vários benefícios à saúde, além do valor nutritivo inerente à sua composição química, podendo desempenhar um papel potencialmente benéfico na redução do risco de doenças crônico. Os alimentos e ingredientes funcionais podem ser classificados de dois modos: quanto à fonte, de origem vegetal ou animal, ou quanto aos benefícios que oferecem, atuando em seis áreas do organismo: no sistema gastrointestinal; no sistema cardiovascular; no metabolismo de substratos; no crescimento, no desenvolvimento e diferenciação celular; no comportamento das funções fisiológicas e como antioxidantes. Uma grande variedade de produtos tem sido caracterizada como alimentos funcionais, incluindo componentes que podem afetar inúmeras funções corpóreas, relevantes tanto para o estado de bem-estar e saúde como para a redução do risco de doenças. Esta classe de compostos pertence à nutrição e não à farmacologia, merecendo uma categoria própria, que não inclua suplementos alimentares, mas o seu papel em relação às doenças estará, na maioria dos casos, concentrado mais na redução dos riscos do que na prevenção. Os alimentos funcionais apresentam as seguintes características: a) devem ser alimentos convencionais e serem consumidos na dieta normal/usual; b) devem ser compostos por componentes naturais, algumas vezes, em elevada concentração ou presentes em alimentos que normalmente não os supririam; 22 c) devem ter efeitos positivos além do valor básico nutritivo, que pode aumentar o bem-estar e a saúde e/ou reduzir o risco de ocorrência de doenças, promovendo benefícios à saúde além de aumentar a qualidade de vida, incluindo os desempenhos físico, psicológico e comportamental; d) a alegação da propriedade funcional deve ter embasamento científico; e) pode ser um alimento natural ou um alimento no qual um componente tenha sido removido; g) pode ser um alimento onde a natureza de um ou mais componentes tenha sido modificada; h) pode ser um alimento no qual a bioatividade de um ou mais componentes tenha sido modificada. Por sua vez, o nutracêutico é um alimento ou parte de um alimento que proporciona benefícios médicos e de saúde, incluindo a prevenção e/ou tratamento da doença. Tais produtos podem abranger desde os nutrientes isolados, suplementos dietéticos na forma de cápsulas e dietas até os produtos beneficamente projetados, produtos herbais e alimentos processados tais como cereais, sopas e bebidas. Vários nutracêuticos podem ser produzidos através de métodos fermentativos com o uso de microrganismos considerados como GRAS (Generally Recognized as Safe). Os nutracêuticos podem ser classificados como fibras dietéticas, ácidos graxos poliinsaturados, proteínas, peptídios,aminoácidos ou cetoácidos, minerais, vitaminas antioxidantes e outros antioxidantes (glutationa, selênio). O alvo dos nutracêuticos é significativamente diferente dos alimentos funcionais, por várias razões: a) enquanto que a prevenção e o tratamento de doenças (apelo médico) são relevantes aos nutracêuticos, apenas a redução do risco da doença, e não a prevenção e tratamento da doença estão envolvidos com os alimentos funcionais; b) enquanto que os nutracêuticos incluem suplementos dietéticos e outros tipos de alimentos, os alimentos funcionais devem estar na forma de um alimento comum. Os ingredientes funcionais são um grupo de compostos que apresentam benefícios à saúde, tais como as alicinas presentes no alho, os carotenóides e flavonóides encontrados em frutas e vegetais, os glucosinolatos encontrados nos vegetais crucíferos os ácidos graxos poliinsaturados presentes em óleos vegetais e óleo de peixe. 23 Estes ingredientes podem ser consumidos juntamente com os alimentos dos quais são provenientes, sendo estes alimentos considerados alimentos funcionais, ou individualmente, como nutracêuticos. Devem ter adequado perfil de segurança, demonstrando a segurança para o consumo humano. Não devem apresentam risco de toxicidade ou efeitos adversos de drogas medicinais. Capítulo 02: Alimentos Funcionais: Legislação O termo “alimentos funcionais” foi primeiramente introduzido no Japão em meados dos anos 80 e se refere aos alimentos processados, contendo ingredientes que auxiliam funções específicas do corpo além de serem nutritivos, sendo estes alimentos definidos como “Alimentos para uso específico de saúde” (Foods for Specified Health Use- FOSHU) em 1991. Estabelece-se que FOSHU são aqueles alimentos que têm efeito específico sobre a saúde devido a sua constituição química e que não devem expor ao risco de saúde ou higiênico. Nos Estados Unidos da América do Norte os termos alimentos funcionais e nutracêuticos têm sido usados conforme a definição estabelecida. No entanto, a dificuldade se encontra na regulamentação destes termos, pois deve haver uma diferenciação entre produtos que são vendidos e consumidos como alimentos (funcionais) e aqueles que um componente, em particular, foi isolado e é vendido na forma de barras, cápsulas, pós, entre outros (nutracêuticos). A separação desses produtos é necessária quando se estabelece limites de consumo. No Brasil, o Ministério da Saúde, através da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), regulamentou os Alimentos Funcionais através das seguintes resoluções: ANVISA/MS 16/99; ANVISA/MS 17/99; ANVISA/MS 19/99, cuja essência é: a) Resolução da ANVISA/MS 16/99 - trata de Procedimentos para Registro de Alimentos e ou Novos Ingredientes, cuja característica é de não necessitar de um Padrão de Identidade e Qualidade (PIQ) para registrar um alimento, além de permitir o registro de novos produtos sem histórico de consumo no país e também novas formas de comercialização para produtos já consumidos (BRASIL, 1999a); b) Resolução da ANVISA/MS 17/99 - Aprova o Regulamento Técnico que estabelece as Diretrizes Básicas para Avaliação de Risco e Segurança de 24 Alimentos que prova, baseado em estudos e evidências científicas, se o produto é seguro sob o ponto de risco à saúde ou não (BRASIL, 1999b); c) Resolução ANVISA/MS 18/99 - Aprova o Regulamento Técnico que estabelece as Diretrizes Básicas para a Análise e Comprovação de Propriedades Funcionais e/ou de Saúde, alegadas em rotulagem de alimentos (BRASIL, 1999c).Resolução ANVISA/MS 19/99 - Aprova o Regulamento Técnico de Procedimentos para Registro de Alimentos com Alegação de Propriedades Funcionais e ou de Saúde em sua Rotulagem (BRASIL, 1999d). As diretrizes para a utilização da alegação de propriedades funcionais e ou de saúde, segundo a ANVISA, são: a) A alegação de propriedades funcionais e ou de saúde é permitida em caráter opcional; b) O alimento ou ingrediente que alegar propriedades funcionais ou de saúde pode, além de funções nutricionais básicas, quando se tratar de nutriente, produzirem efeitos metabólicos e ou fisiológicos e ou efeitos benéficos à saúde, devendo ser seguro para consumo sem supervisão médica; c) São permitidas alegações de função ou conteúdo para nutrientes e não nutrientes, podendo ser aceitas aquelas que descrevem o papel fisiológico do nutriente ou não nutriente no crescimento, desenvolvimento e funções normais do organismo, mediante demonstração da eficácia. Para os nutrientes com funções plenamente reconhecidas pela comunidade científica não será necessária a demonstração de eficácia ou análise da mesma para alegação funcional na rotulagem (item 3.3 da Resolução ANVISA nº 18); d) No caso de uma nova propriedade funcional, há necessidade de comprovação científica da alegação de propriedades funcionais e ou de saúde e da segurança de uso, segundo as Diretrizes Básicas para avaliação de Risco e Segurança dos alimentos; e) as alegações podem fazer referências à manutenção geral da saúde, ao papel fisiológico dos nutrientes e não nutrientes e à redução de risco de doenças. Não são permitidas alegações de saúde que façam referência à cura ou prevenção de doenças (BRASIL, 1999c; BRASIL, 1999d). O registro de um alimento funcional só pode ser realizado após comprovada a alegação de propriedades funcionais ou de saúde com base no consumo previsto ou recomendado pelo fabricante, na finalidade, condições de uso e valor nutricional, quando 25 for o caso ou na evidência(s) científica(s): composição química ou caracterização molecular, quando for o caso, e ou formulação do produto; ensaios bioquímicos; ensaios nutricionais e ou fisiológicos e ou toxicológicos em animais de experimentação; estudos epidemiológicos; ensaios clínicos; evidências abrangentes da literatura científica, organismos internacionais de saúde e legislação internacionalmente reconhecidas sob propriedades e características do produto e comprovação de uso tradicional, observado na população, sem associação de danos à saúde. Capítulo 03: Classes De Compostos Funcionais e Nutracêuticos ❖ Probióticos e prebióticos Os probióticos são microrganismos vivos que podem ser agregados como suplementos na dieta, afetando de forma benéfica o desenvolvimento da flora microbiana no intestino. São também conhecidos como bioterapêuticos, bioprotetores e bioprofiláticos e são utilizados para prevenir as infecções entéricas e gastrointestinais. A definição internacional atualmente aceita é de que os probióticos são microrganismos vivos, administrados em quantidades adequadas, que conferem benefícios à saúde do hospedeiro. Em um intestino adulto saudável, a microflora predominante se compõe de microrganismos promotores da saúde, em sua maioria pertencente aos gêneros Lactobacillus e Bifidobacterium. Os Lactobaccilus geralmente citados como probióticos são: L. casei, L. acidophilus, L.delbreuckii subsp. bulgaricus, L. brevis, L. cellibiosus, L.lactis, L. fermentum, L. plantarum e L. reuteri. As espécies de Bifidobacteria com atividade probiótica são: B. bifidum, B. longum, B. infantis, B. adolescentis, B. thermophilum e B. animalis. Outras bactérias ácido-láticas com propriedades probióticas são: Ent. faecalis, Ent. faecium e Sporolactobacillus inulinus, enquanto os microrganismos Bacillus cereus, Escherichia coli Nissle, Propionibacterium freudenreichii e Saccharomyces cerevisiae têm sido citados como microrganimos não láticos associados à atividades probióticas principalmente para uso farmacêutico ou em animais. 26 Os benefícios à saúde do hospedeiro atribuídos à ingestão de culturas probióticas são: controle da microbiota intestinal, estabilização da microbiota intestinal após o uso de antibióticos, promoção da resistência gastrintestinal à colonização por patógenos,diminuição da concentração dos ácidos acético e lático, de bacteriocinas e outros compostos antimicrobianos, promoção da digestão da lactose em indivíduos intolerantes à lactose, estimulação do sistema imune, alívio da constipação e aumento da absorção de minerais e vitaminas” (SAAD, 2006, p.5). Quadro 1. Causas e mecanismos dos efeitos benéficos atribuídos aos probióticos Os Prebióticos Os prebióticos são oligossacarídeos não digeríveis, porém fermentáveis cuja função é mudar a atividade e a composição da microbiota intestinal com a perspectiva de promover a saúde do hospedeiro. As fibras dietéticas e os oligossacarídeos não digeríveis são os principais substratos de crescimento dos microrganismos dos intestinos. Os prebióticos estimulam o crescimento dos grupos endógenos de população microbiana, tais como as Bifidobactérias e os Lactobacillos, que são ditos como benéficos para a saúde humana. Os prebióticos mais eficientes irão reduzir a atividade de organismos potencialmente patogênicos. Para que uma substância (ou grupo de substâncias) possa ser definida como tal, deve cumprir os seguintes requisitos: ser de origem vegetal; formar parte de um conjunto heterogêneo de moléculas complexas; não ser digerida por enzimas digestivas; ser parcialmente fermentada por uma colônia de bactérias e ser osmoticamente ativa. Por 27 exemplo, alguns oligossacarídeos como a oligofrutose e a inulina, conduzem a um aumento significativo do número de bifidobactérias. Um produto em que estão combinados um probiótico e um prebiótico é denominado simbiótico. A interação entre o probiótico e o prebiótico in vivo pode ser favorecida por uma adaptação do probiótico ao substrato prebiótico anterior ao consumo. Isto pode, em alguns casos, resultar em uma vantagem competitiva para o probiótico, se ele for consumido juntamente com o prebiótico. Alguns efeitos atribuídos aos prebióticos são: a modulação de funções fisiológicas chaves, como a absorção de cálcio, o metabolismo lipídico, a modulação da composição da microbiota intestinal, a qual exerce um papel primordial na fisiologia intestinal e a redução do risco de câncer de cólon. Os iogurtes e leites fermentados são os alimentos mais comuns a serem suplementados com probióticos. Os leites não fermentados, sucos e outros alimentos também podem ser suplementados com probióticos. Alimentos Sulfurados e Nitrogenados Os alimentos sulfurados e nitrogenados são compostos orgânicos usados na proteção contra a carcinogênese e mutagênese, sendo ativadores de enzimas na detoxificação do fígado. As propriedades anticarcinogênicas dos vegetais crucíferos como repolho, brócolis, rabanete, palmito e alcaparra são atribuídas ao seu conteúdo relativamente alto de glicosilatos. Os isotiacianatos e indóis são compostos antioxidantes que estão presentes em crucíferas, tais como brócolis, couve-flor, couve-de-bruxelas, couve e repolho. Esses compostos inibem a mutação do DNA, que predispõe algumas formas de câncer. Vitaminas Antioxidantes A oxidação nos sistemas biológicos ocorre devido à ação dos radicais livres no organismo. Estas moléculas têm um elétron isolado, livre para se ligar a qualquer outro elétron, e por isso são extremamente reativas. Elas podem ser geradas por fontes endógenas ou exógenas. Por fontes endógenas, originam-se de processos biológicos que normalmente ocorrem no organismo, tais como: redução de flavinas e tióis; resultado da atividade de oxidases, cicloxigenases, lipoxigenases, desidrogenases e peroxidases; presença de metais de transição no interior da célula e de sistemas de transporte de elétrons. Esta geração de radicais livres envolve várias organelas celulares, como 28 mitocôndrias, lisossomos, peroxissomos, núcleo, retículo endoplasmático e membranas. As fontes exógenas geradoras de radicais livres incluem tabaco, poluição do ar, solventes orgânicos, anestésicos, pesticidas e radiações. Os carotenóides estão presentes em alimentos com pigmentação amarela, laranja ou vermelha (tomate, abóbora, pimentão, laranja). Seus principais representantes são os carotenos, precursores da vitamina A e o licopeno. As xantofilas são sintetizadas a partir dos carotenos, por meio de reações de hidroxilação e epoxidação. O β-caroteno e o licopeno são exemplos de carotenos, enquanto a luteína e a zeaxantina são xantofilas. Dos mais de 600 carotenóides conhecidos, aproximadamente 50 são precursores da vitamina A. O carotenóide precursor possui pelo menos um anel de β-ionona não substituído, com cadeia lateral poliênica com um mínimo de 11 carbonos. Entre os carotenóides, o β-caroteno é o mais abundante em alimentos e o que apresenta a maior atividade de vitamina A. A vitamina E é a principal vitamina antioxidante transportada na corrente sangüínea pela fase lipídica das partículas lipoprotéicas. Junto com o beta-caroteno e outros antioxidantes naturais, chamados ubiquinonas, a vitamina E protege os lipídios da peroxidação. A ingestão de vitamina E em quantidades acima das recomendações correntes pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares, melhorar a condição imune e modular condições degenerativas importantes associadas com envelhecimento. A vitamina C (ácido ascórbico) é, geralmente, consumida em grandes doses pelos seres humanos, sendo adicionada a muitos produtos alimentares para inibir a formação de metabólitos nitrosos carcinogênicos. Os benefícios obtidos na utilização terapêutica da vitamina C em ensaios biológicos com animais incluem o efeito protetor contra os danos causados pela exposição às radiações e medicamentos. Os estudos epidemiológicos também atribuem a essa vitamina um possível papel de proteção no desenvolvimento de tumores nos seres humanos. Contudo, a recomendação de suplementação dessa vitamina deve ser avaliada especificamente para cada caso, pois existem muitos componentes orgânicos e inorgânicos nas células que podem modular a atividade da vitamina C, afetando sua ação antioxidante. Compostos Fenólicos Os flavonóides compõem uma ampla classe de substâncias de origem natural, cuja síntese não ocorre na espécie humana. Entretanto, tais compostos possuem uma 29 série de propriedades farmacológicas que os fazem atuarem sobre os sistemas biológicos (LOPES, et al., 2003), por exemplo, como antioxidantes. A dieta mediterrânea, rica em frutas frescas e vegetais, tem sido associada com a baixa incidência de doenças cardiovasculares e câncer, principalmente devido à elevada proporção de compostos bioativos como vitaminas, flavonóides e polifenóis. Ainda há o conhecido “paradoxo francês”, uma aparente compatibilidade de uma dieta com alta ingestão de gordura e com uma baixa incidência de coronariopatia ateroesclerótica, atribuído à presença de compostos fenólicos no vinho tinto, com propriedades antioxidantes que inibem a oxidação das LDLs , evitando indiretamente os infiltrados de lipídios no interior das artérias. Uma subclasse dos flavonóides são as isoflavonas, as quais têm sido um componente da dieta de certas populações durante muitos séculos. O consumo da soja tem sido considerado benéfico, com um efeito potencialmente protetor contra um número de doenças crônicas. Não houve indicação de risco à saúde por causa do consumo de soja ou isoflavonas da soja como parte regular da dieta; ao contrário, os estudos epidemiológicos das últimas décadas sugeriram efeitos protetores destes compostos contra um número de doenças crônicas, incluindo doença cardíaca coronária, câncer de próstata, diabetes, osteoporose, deficiência cognitiva, doenças cardiovasculares e efeitos da menopausa.Apresenta estrutura e atividade semelhante ao estrógeno humano e são conhecidas como fitoestrógenos, podendo proteger o organismo contra doenças do coração e possivelmente contra câncer de mama pela ação de estrógenos bloqueadores. Nas culturasorientais, a soja é considerada tanto como um alimento nutritivo quanto como um agente medicinal. Pesquisas recentes têm mostrado que dietas ricas em soja ajudam a reduzir os níveis de colesterol (LDL) no sangue, de 12 a 15%, pois as isoflavonas da soja são convertidas, no intestino, a fitoestrógenos que podem ajudar a reduzir o LDL. As isoflavonas são encontradas em legumes, principalmente em grãos de soja. Embora haja uma grande variabilidade de composição de isoflavonas entre os grãos de soja e produtos alimentícios baseados em soja, a maioria das fontes dietéticas contém uma mistura de derivados, baseados em três isoflavonas agliconas: genisteína, daidzeína e gliciteína. 30 Ácidos Graxos Poliinsaturados Os ácidos graxos poliinsaturados, destacando as séries ômega 3 e 6, são encontrados em peixes de água fria (salmão, atum, sardinha, bacalhau), óleos vegetais, sementes de linhaça, nozes e alguns tipos de vegetais. Um ácido graxo é chamado de ômega 3 quando a primeira dupla ligação está localizada no carbono 3 a partir do radical metil (CH3), e ômega 6 quando a dupla ligação está no sexto carbono da cadeia a partir do mesmo radical. Os principais ácidos graxos da família ômega 3 são o alfa-linolênico (C18:3 – 18 carbonos e 3 insaturações), o eicosapentanóico-EPA (C20:5 – 20 carbonos e 5 insaturações) e o docasahexanóico-DHA (C22:6 – 22 carbonos e 6 insaturações). Os ácidos graxos da família ômega 6 mais importantes são o linoléico (C18:2 – dezoito carbono e 2 insaturações) e o araquidônico (C20:4 – 20 carbonos e 4 insaturações) (PIMENTEL, et al., 2005). Os ácidos graxos de cadeia longa da família ômega 3 (EPA e DHA) são sintetizados nos seres humanos a partir do ácido linolênico. Este ácido graxo é também o precursor primordial das prostaglandinas, leucotrienos e tromboxanos com atividade antiinflamatória, anticoagulante, vasodilatadora e antiagregante. Algas marinhas são capazes de sintetizar os ácidos graxos DHA e EPA, os quais entram na cadeia alimentar marinha. Apesar das controvérsias, o consumo adicional de ácidos graxos ômega 3 (DHA e EPA) na dieta está sendo discutido e recomendada. Estudos epidemiológicos têm demonstrado que a ingestão de peixes regularmente na dieta tem efeito favorável sobre os níveis de triglicerídeos, pressão sanguínea, mecanismo de coagulação e ritmo cardíaco, na prevenção do câncer (mama, próstata e cólon) e redução da incidência de arteriosclerose. Os ácidos graxos ômega 3 são também indispensáveis para os recém- nascidos por representarem um terço da estrutura de lipídeos no cérebro, carências destas substâncias podem ocasionar redução da produção de enzimas relacionadas às funções do aprendizado. O suprimento adequado de DHA na alimentação dos bebês é fundamental para o desenvolvimento da retina. Fibras (Oligossacarídeos) A fibra dietética é uma substância indisponível como fonte de energia, pois não é passível de hidrólise pelas enzimas do intestino humano e que pode ser fermentada por algumas bactérias. A maior parte das substâncias classificadas como fibras são polissacarídios não amiláceos. As fibras são, portanto, substâncias com alto peso 31 molecular, encontradas nos vegetais, tais como os grãos (arroz, soja, trigo, aveia, feijão, ervilha), em verduras (alface, brócoli, couve, couve-flor, repolho), raízes (cenoura, rabanete) e outras hortaliças (chuchu, vagem, pepino). Pode-se classificar a fibra segundo o papel que elas cumprem nos vegetais em dois grupos: a) polissacarídeos estruturais: estão relacionados à estrutura da parede celular e incluem a celulose, as hemiceluloses, pectinas, gomas e mucilagens segregadas pelas células e polissacarídeos tais como o ágar e as carragenas produzidas pelas algas e liquens marinhos; b) polissacarídeos não estruturais: inclui a lignina (SALINAS, 2002). Outra classificação possível diferencia as fibras como fibras solúveis e insolúveis. As fibras solúveis são as pectinas e hemiceluloses. Estas tendem a formar géis em contato com água, aumentando a viscosidade dos alimentos parcialmente digeridos no estômago). As fibras solúveis diminuem a absorção de ácidos biliares e têm atividades hipocolesterolêmicas. Quanto ao metabolismo lipídico, parecem diminuir os níveis de triglicerídeos, colesterol e reduzir a insulinemia. Uma característica fundamental da fibra solúvel é sua capacidade para ser metabolizada por bactérias, com a conseguinte produção de gases. 32 UNIDADE III: DIMENSÃO SOCIOCULTURAL DA ALIMENTAÇÃO Introdução: A Fome No Brasil A fome será, provavelmente, o maior problema político e moral que as crianças deverão enfrentar como líderes de seus países no futu- ro. No Brasil, a fome é uma questão para ser discutida na escola. E a discussão começa pela situação de vida dos alunos e seus direitos e deveres como cidadãos. As crianças precisam conhecer a realidade da fome no Brasil e no mundo. Esse papel cabe aos educadores, que devem preparar seus alunos para a construção de uma sociedade mais igualitária, em que as pessoas tenham não apenas o direito, mas as condições neces- sárias para usufruir de uma alimentação equilibrada qualitativa e quantitativamente. Para isso, a escola precisa apresentar um currí- culo mais prático e objetivo, que dê prioridade a conhecimentos úteis e importantes para a vida do aluno, num compromisso social de formação de cidadania. ■ Para despertar o interesse sobre alimentação e cultura, vamos tratar de temas como: ■ A história da comida e a comida fazendo história: a alimentação na pré-história e sua evolução através dos tempos. ■ Como a cultura influencia na alimentação: curiosidades sobre os hábitos alimentares dos diferentes povos relacionados à religião, crenças e tabus. ■ Influências na alimentação brasileira: contribuições dos índios, portugueses, negros e influências atuais. ■ Alimentação nas diferentes regiões do Brasil: considerando a colonização, fatores ambientais, pratos típicos e os diversos nomes existentes para um mesmo alimento (sinonímia brasileira). ■ Os alimentos presentes na poesia, música e contos brasileiros: cultura! Capítulo 01: A História da Comida e a Comida Fazendo História A alimentação é essencial para o homem desde o nascimento. É da alimentação que ele retira os nutrientes necessários ao funcionamento do organismo, ou seja, à vida. Esses nutrientes estão nas carnes e nos vegetais e a química orgânica se encarrega de transformá-los e distribuí-los de maneira que eles sejam úteis ao nosso organismo. A história da alimentação é antiga. Acredita-se que o homem teria começado a se alimentar de frutos e raízes após observar o com- portamento de outros animais. Depois, teria passado a consumir carne crua e moluscos in natura. Mais tarde, aprendeu não se sabe como, a assar e cozinhar. Descobriu a cerâmica, terras e povos dis- 33 tintos e realizou inúmeras experiências com alimentação, até chegarmos aos dias de hoje, onde contamos com uma ciência especializada no assunto: a Nutrição. Pré-história A trajetória do homem apresenta muitos mistérios. Acontece o mesmo quando se trata de alimentação. Ninguém sabe de que fru tos e raízes o homem se alimentava nem de onde surgiu o instinto irracional que o fez consumir tais alimentos sem conhecer seus va- lores nutricionais. Os frutos parecem ter sido mesmo o cardápio inicial do homem e nenhum estudo arqueológico provou o contrário. É mais fácil, evidentemente, ver e colher um fruto maduro do que adivinhar uma raiz comestível enterrada. A ciência de procurar e encontrar raízes exigiria longos experimentos, técnica e paciência. Uma tarefa que caberia, provavelmente, ao sexo feminino, curioso e persistente por natureza.Teria sido o homem pré-histórico vegetariano? Não há provas. Estu- dos indicam que os chamados “infra-homens”, como o cro-magnon e o homo sapiens, dos quais o homem teria evoluído, se alimenta- vam da carne de caça que abatiam diariamente e assavam. O ho- mem de Neanderthal, segundo análise de fósseis, parece ter sido antropófago. A presença do fogo e os resíduos de alimentação car- nívora afastam a fase exclusiva de raízes e frutos. Além disso, pes- quisas arqueológicas encontraram pedras usadas pelo infra- homem dispostas de maneira a abater animais e não a derrubar frutos. Acredita-se que a primeira “sobremesa” foi o mel de abelhas, que já existia no período Cretáceo (há 135 milhões de anos), quando as flores nasceram, milhares de séculos antes do homem. A agricultura No período Paleolítico (500.000 a.C. a 1.000 a.C.), o homem ainda não conhecia a agricultura e a domesticação de animais e a subsis- tência era garantida com a coleta de frutos e raízes, além da pesca e da caça bastante diversificada de animais, tais como ursos, rino- cerontes elefantes, renas, cavalos, mamutes, entre outros. Para isso, empregavam-se instrumentos rudimentares, feitos de ossos, ma- deira ou lascas de pedra. A escassez de alimentos e a hostilidade do meio ambiente obriga- vam os grupos humanos a viver como nômades. A migração de animais e seres humanos também foi estimulada pelas profundas mudanças climáticas e ambientais que aconteceram naquele perío- do. Assim, os homens primitivos foram ocupando as diversas regi- ões do globo. Enquanto andavam de um lugar para outro, foram percebendo que as sementes que caíam sobre a terra multiplica- vam suas colheitas em poucos meses.Tornaram-se agricultores e, com isso, trocaram a vida nômade pela vida em pequenas aldeias. A abundância de cereais em algumas regiões, especialmente de aveia, trigo e cevada iniciou o processo de desenvolvimento agrícola pelos povos antigos. A invenção do arco e da flecha e do arremessador de lanças, nessa mesma época, foi outro marco importante. Os homens do período Paleolítico passaram a se organizar socialmente, chegando a consti- tuir vilas. Idade dos metais No período Neolítico (10.000 a.C. a 4.000 a.C.) aconteceram gran- des transformações, como o desenvolvimento da agricultura e a criação de animais. A caça já era de animais menores, característi- cos da fauna atual: javalis, lebres, pássaros, além da criação de bovi- nos, ovinos, caprinos e suínos. No final desse período, chamado de Idade dos Metais, a ação do homem sobre a natureza tornou-se mais intensa e as colheitas mais abundantes favoreceram o aumen- to da população. Assim, formaram-se grupos familiares maiores — as tribos. É nessa época que se inicia a base de nossa alimentação 34 tradicional, que é a cultura de cereais, e principalmente de trigo e centeio, usados na fabricação de pães. Também começam a ser produzidas bebidas e alimentos líquidos com o emprego de cereais: raízes, caules, grãos, vagens, brotos, cozidos, ensopados e condi- mentos. Antigo Egito Nos tempos antigos, as elites tinham uma comida farta e variada. As tumbas do antigo Egito, a partir do quarto milênio a. C., mostram os alimentos consumidos pelos faraós: massas, carnes, peixes, lati- cínios, frutas, legumes, cereais, condimentos, especiarias, mel e bebidas. Mais difícil é saber como se alimentava o homem comum, nesse mesmo período. As fontes escritas e figurativas do Egito an- tigo apontam a agricultura, criação de animais, caça e pesca como modalidades de produção alimentar. Para os egípcios, a saúde e a longevidade dependiam dos prazeres da mesa. A inapetência era considerada sinal de doença. Eram gran- des conhecedores dos segredos da farmacopéia e das proprieda- des das ervas medicinais, e já relacionavam a alimentação com a cura de moléstias. Trigo e arroz Cereais como trigo, milho, arroz e cevada foram os primeiros grãos cultivados pelos povos antigos. Descobertas comprovaram que, mesmo em tempos pré- históricos, o trigo era o alimento básico do homem e no antigo Egito já era cultivado 3.000 anos a.C. Os faraós usavam o trigo como forma de pagamento e já fabricavam o pão. Ainda antes da era cristã, gregos e romanos produziram trigo e o levaram para o resto da Europa. Tratava-se de um cereal nobre, pre- ferido pelos ricos, enquanto a plebe e os escravos consumiam a cevada. Hoje o trigo é uma planta cultivada no mundo todo e cons- titui a base da alimentação de muitos povos. Quanto ao arroz, não se tem certeza se é originário da Índia ou da China. Mas sabe-se que, por volta de 2.800 anos a.C., ele era a planta sagrada do imperador da China. Do Oriente, o arroz se espa- lhou para outras regiões e hoje alimenta mais da metade da humani- dade. Antiguidade Os médicos da Antigüidade (séculos V a X d. C.), em geral, conheci- am os efeitos preventivos e terapêuticos da alimentação. Textos de Hipócrates, célebre médico da Grécia antiga, revelam alguns produ- tos alimentícios consumidos pelos gregos e também a associação entre alimentos e o combate a doenças. São citados o cultivo de cevada, trigo, favas, grão-de-bico, lentilhas, gergelim; a criação de bovinos, suínos, ovinos e de cães (para consumo); a caça de javalis, lebres, raposas e aves; a pesca de peixes e moluscos; destaca-se o consumo de queijos, frutas secas e frescas, hortaliças como alho, cebola e agrião e condimentos como poejo, manjericão e tomilho. A principal bebida era o vinho. A alimentação na Roma antiga era bas- tante parecida com a alimentação na Grécia. Idade Média As cozinhas da Idade Média (séculos X a XV d. C.) destacavam três sabores fundamentais: o forte, devido às especiarias (ou tempe- ros); o doce, graças ao uso do açúcar; e o ácido, referente ao vina- gre, ao vinho e aos sucos de frutas cítricas. Mas as pessoas dessa época preocupavam-se mais com a aparência do que com o sabor dos pratos. Idade Moderna Na Idade Moderna (séculos XV a XVIII), a agricultura que antes era de subsistência, passa a ter fins comerciais. Produtos como toma- te, batata, milho, 35 arroz e outras espécies alimentares tornam- se importantes na alimentação ocidental. O pão era bastante consumi- do por todas as classes sociais e as crises na produção de cereais durante esse período tiveram impacto direto sobre a mortalidade. Idade Contemporânea A agricultura de mercado continuou crescendo na Idade Contem- porânea (séculos XIX a XX) e, com isso, passou a ser cultivada e consumida uma variedade cada vez maior de frutas e verduras. O consumo do açúcar, até então restrito às elites sociais, difundiu-se na alimentação popular. Houve aumento no consumo de ovos e especialmente de gorduras, tanto de origem vegetal quanto animal. Em todos os períodos, o homem usa determinados conhecimentos e hábitos adquiridos em tempos remotos. Algumas técnicas ante- riores ao uso da cerâmica, mas que persistiram até a Idade Contem- porânea foram: ■ Aquecer a água com pedras quentes. No Brasil, essa técnica era empregada no preparo do café do comboieiro ou café de pedra, na qual se misturava o pó do café na água fria e se jogava uma pedra aquecida no recipiente. ■ Assar pelo calor, ao serem retiradas as pedras aquecidas, num forno subterrâneo. Ou acender o fogo sobre a panela enterrada, uma técnica comum no Brasil do século XVI. ■ Assar ao calor das brasas, o que deu origem ao atual churrasco. ■ Cozinhar nas cinzas. Em meados do século XVII, os indígenas do Brasil preparavam peixes embrulhados em folhas e os colo- cavam debaixo de cinzas para ficarem cozidos ou assados. Atualmente, o homem contar com uma variedade enorme de pro- dutos alimentícios. As novidadessurgem diariamente e acompa- nhar as mudanças na área de alimentos tornou-se um desafio. Até mesmo produtos como alface ou tomate podem ser modificados através de processos sofisticados como cultivos em condições es- peciais e até mesmo mudanças genéticas. Crescem cada vez mais as alternativas nas indústrias de alimentos e nos serviços de ali- mentação. Alguns exemplos são os alimentos congelados e pré- cozidos, enlatados, conservas, drive-thru, fast-food, delivery e self- service, entre muitos outros. Os tipos de alimentos consumidos nos diferentes países tendem a ser cada vez mais semelhantes. Mas essa homogeneidade é relati- va e mais aparente do que real, uma vez que os comportamentos alimentares são adaptados à cultura de cada povo e país, em estru- turas fortemente marcadas pelas particularidades locais, com um forte apego à sua própria identidade. Capítulo 02: A Influência da Cultura na Alimentação A nossa cultura – nossas crenças, tabus, religião, entre outros fato- res – influencia diretamente a escolha dos nossos alimentos diári- os. Desse modo, a alimentação humana parece estar muito mais vinculada a fatores espirituais e exigências tradicionais do que às próprias necessidades fisiológicos. O homem pré-histórico era onívoro, ou seja, comia de tudo. Com o homem contemporâneo, já é bem diferente. Nem todos os animais e vegetais presentes na região fazem parte da sua cozinha. Muitos preceitos religiosos e culturais determinaram os costumes existen- tes nos dias de hoje. A ligação entre a alimentação e a 36 religião está presente na Bíblia e começa pela história de Adão e Eva, os primeiros homens criados pelo Deus dos cristãos. Segundo o Antigo Testamento, Iavé criou no Paraíso a árvore do Bem e do Mal e também a árvore da Vida. A primeira era proibida ao homem, mas Adão, convencido por Eva, desobedeceu Iavé e comeu o fruto daquela árvore. Conseguiram, com isso, o conhecimento entre o Bem e o Mal e, para que não tivessem a imortalidade, foram expulsos do Paraíso e condenados a procurar e produzir seus próprios alimentos. O maior exemplo dessa influência do plano espiritual está na frase de Jesus Cristo: “aquele que come da minha carne e bebe do meu sangue tem a vida eterna”. A religião dos israelitas permitia o consumo de gafanhotos e estes ainda são saboreados em toda a África do Norte, especial- mente em Marrocos e no Saara. Um prato de gafanhotos assados, bem como larvas, ratos e lagartos, vale para a população tanto quanto uma salada de camarões para um ocidental. Os sertanejos do Nordeste do Brasil comem preás e camaleões, insuportáveis para qualquer homem das cidades litorâneas. Os macacos da Amazônia assados são manjares para a população nati- va, mas causam náuseas aos brasileiros em geral. Em compensa- ção, o sertanejo que ama o peixe de água doce não admite os crus- táceos e menos ainda verduras. Diz que não é “lagarta para comer folha” e se alimenta de raiz de umbuzeiro e de farinhas de macambira, mandioca e xique-xique. Tais alimentos, produtos da flora nativa dos sertões do Nordeste, são apontados como a explicação para a ex- traordinária resistência orgânica do sertanejo. Os budistas não matam o peixe pescado; deixam-no morrer na praia para ser comido depois. Os hindus não comem carne de gado porque acreditam que ela é sagrada. Muitos deles morrem de fome, mas respeitam esses ani- mais, que pastam e dormem no meio das ruas. Na África Central, a maioria dos rebanhos não é aproveitada pelos negros. Constituem riqueza, elemento de venda, ostentação de pros- peridade. Para muitos africanos, a galinha e o galo são animais para o sacrifício, oferendas aos deuses, e não para alimentação regular. Essas atribuições já podiam ser observadas no século XV, com in- tenções sempre religiosas, e estão presentes atualmente, de forma semelhante, nos candomblés, macumbas, xangôs etc. A carne de gado também é raramente consumida na Ásia e pouco apreciada na Oceania. Para o europeu e seus descendentes na América, esse tipo de carne é indispensável na mesa. A carne de porco foi proibida por muitos líderes religiosos e era abominada no Egito. O africano adorava o porco assado como refei- ção tanto quanto o romano, que o indicava para fortalecer os atle- tas. Com relação aos bois, não se permitia abatê-los quando fossem do trabalho rural, assim como ocorre na África, Índia, China e Ásia Menor. No tempo do imperador Calígula, a proibição era formal e matar um desses animais era considerado um crime tão grave quanto tirar a vida de um homem. O profeta Isaías afirmava quase o mes- mo: “quem mata um boi é como o que fere um homem”. As religiões proíbem o consumo de certos alimentos, mas também torna outros sagrados, tendo como cerimônia indispensável um ritual com banquete. Assim, nenhum orixá pode existir sem suas comidas privativas, a exemplo de Ogun com a galinha d’angola. Os velhos deuses olímpicos possuíam animais que lhes seriam sacrificados como oferenda. Iavé deixou sua pragmática, instruções e pormeno- res sobre animais dedicados em holocausto. Há mais de dois mil anos o pão se tornou o alimento típico dos mais diferentes povos. Significa o sustento, alimentação cotidiana, clás- sica. Pão de cada dia. Ganhar o pão com o suor do rosto. “Eu sou o pão da vida” declarava Jesus Cristo. Na Roma antiga, o leite de vaca era 37 incluído nos sacrifícios fúnebres e nas oferendas aos deuses. Tratava-se de um alimento proibido aos budistas e considerado um produto do paraíso para os muçul- manos. Gregos e romanos incluíam tal bebida às estórias de suas figuras mitológicas. O leite das burras animava crianças doentes e os tuberculosos, crença mantida nos sertões do nosso país. O ser- tanejo vivia no meio das vacas, mas não lhe bebia o leite a não ser o da cabra. O comportamento à mesa também apresenta certas particularida- des. Os orientais não admitem a possibilidade de comer na mesma sala com um inimigo e servem-se em silêncio. O mesmo acontecia com os indígenas. Hoje o indígena conversa enquanto come por influência do homem branco. Nos antigos banquetes ingleses, con- versava-se depois do brinde ao Rei. Nas refeições do velho sertão brasileiro, rezava- se antes e depois de comer. Capítulo 03: Influências na Alimentação Brasileira A cozinha brasileira tem por base a cozinha portuguesa, com outras duas grandes influências: a indígena e a africana. Mas houve inú- meras variações, desde os ingredientes a nomes e combinações, como pode ser visto, por exemplo, no caso do cozido, que em Por- tugal é riquíssimo em derivados de porco e, no Brasil, farto em le- gumes e carne de vaca. A alimentação sempre esteve e ainda está bastante relacionada à história dos diferentes povos. Assim, para se caracterizar e compre- ender as origens de nossos hábitos alimentares, é preciso recordar o passado, os costumes indígenas, a colonização, os efeitos da es- cravidão e a evolução da sociedade como um todo até se chegar ao período atual. A Cintribuição Indígena O primeiro depoimento sobre a alimentação indígena é a carta de Pero Vaz de Caminha, o escrivão da frota de Cabral, 501 anos atrás. O capitão da embarcação e também responsável pela descoberta do Brasil, Pedro Álvares Cabral, relata o comportamento dos ameríndios: “deram-lhes ali de comer: pão e peixe cozido, mel e fogos passados. Não quiseram comer quase nada daquilo; se algu- ma coisa provaram, logo a lançavam fora”. O mesmo ocorreu com a água e com o vinho, mas apenas a princípio, pois foram se acostu- mando aos poucos com o que os europeus lhes ofereciam. Antes do início da colonização, os indígenas apresentavam, no que diz respeito à forma de economiaalimentar, um aspecto geral co- mum: a atividade coletora. Nossos índios viviam às custas da natu- reza, coletando plantas, animais da terra, do mar ou dos rios. A alimentação vegetariana teve, sem dúvida, um enorme papel e foi da coleta de frutos que alguns índios, dentre os quais os tupis- guaranis, passaram à arboricultura e, mais tarde, a uma agricultura rudimentar. Essa incipiente agricultura exigia que eles estivesse sempre mudando de terra. Daí o nomadismo tupi, sempre emigran- te à procura de terras férteis. Mas os índios não viviam apenas de vegetai. A caça e a pesca eram importantes atividades de subsistência. Os antigos tupis eram con- siderados exímios caçadores e pescadores e possuíam significativo equipamento para tais atividades, principalmente o arco e flecha. Os homens caçavam e pescavam e as mulheres realizavam as ativi- dades coletoras e os trabalhos agrícolas. Além disso, os homens assavam e as mulheres cozinhavam, e, justamente pela necessida- de de equipamento para a realização de suas atividades, foram elas as inventoras da cerâmica, das vasilhas, panelas de barro, pratos etc. O índio não conhecia a cana de açúcar, que só veio com a coloniza- ção, mas 38 usava o mel de abelhas, que existia em abundância em nossas matas. Com o mel, o índio também fazia bebidas. O sal era retirado da vegetação e não da água do mar. Os índios queimavam os troncos das palmeiras até se transformarem em cin- zas, que então eram fervidas para obter o sal, de cor parda. Em 1549, o padre Manoel da Nóbrega, guia dos primeiros jesuítas que vieram ao Brasil, afirmava que “o mantimento comum da terra é uma raiz de pau que chamam mandioca”. Caminha cita, erronea- mente, o inhame como alimento nativo. Tratava-se, na verdade, da nossa mandioca. O inhame foi trazido ao Brasil só mais tarde, pelos africanos. Os alimentos mais importantes para os índios eram produzidos pela terra, como raízes, folhas, legumes e frutos. São citados: abacaxi, jabuticaba, caju, cajá, araçá, goiaba, maracujá, mamão, laranja, li- mão, castanhas, milho, mandioca, cará (e não inhame), feijões, fa- vas, amendoim... Muitos dos alimentos consumidos pelos aborígenes foram trazidos por colonos europeus de seus países de origem ou de outras colôni- as. É o caso da batata doce, introduzida com os escravos africanos, e dos mamoeiros, trazidos às roças indígenas pelos lusitanos. Os índios preparavam bebidas fermentadas, assim como o europeu produzia o vinho. O preparo ficava a cargo da mulher indígena, que usava os mais diferentes recursos: milho, mandioca, cacau, cupuaçu, caju, açaí, buriti etc. Os cronistas dos séculos XVI e XVII descreviam tais bebidas como fortificantes e deliciosas, apesar da repugnância instintiva, já que algumas sofriam mastigação prévia para ativar a fermentação. O indígena não tinha provisão de água nas ocas. Quando tinha sede, bebia fora, direto da fonte. O português foi quem deu a sugestão de ter água em casa. As carnes consumidas pelos nativos, algumas incompatíveis com o nosso paladar, eram as mais variadas: macacos, antas, peixes, pacas, cotias, gaviões, lagartos, porcos e até mesmo cobra cascavel. Pa- dre Anchieta descreve textualmente esses hábitos: “quase todos os índios tomam ao fogo e comem dessas cobras e de outras, de- pois de lhe tirarem a cabeça; assim como não poupam os sapos, lagartos, ratos e outros animais desse gênero”. Dentre os diversos peixes que comiam, podem ser citados a pesca- da, o mandubi, o mapará, o acará, o surubim, o tucunaré, as raias, o pirarucu, o peixe-boi, o pacu etc. Os crustáceos e moluscos tam- bém eram apreciados pelos aborígenes. O apetite singular dos tupis também pode ser observado através da prática da antropofagia. A carne humana era um prato festivo, que ele apreciavam após os combates. Mas está comprovado que a antropofagia era um ritual, uma prática de exceção. Nossos índios só comiam carne humana do prisioneiro de guerra de comprovado heroísmo, mediante determinadas cerimônias, julgando, desse modo, assimilar as qualidades heróicas do inimigo. O índio não praticava a agricultura e sua sustentação se baseava no que a terra tinha para oferecer. Não havia escassez porque, sempre que havia ameaça de fome, a tribo emigrava em busca de terras mais férteis, mais abundantes e de regiões que apresentassem numerosas caças. Essa mobilidade garantia o equilíbrio alimentar para o grupo e pode explicar a força e a resistência físicas dessa população. Exemplos da contribuição indígena A contribuição dos costumes indígenas na alimentação atual é, sem dúvida, imensa.Citamos alguns exemplos: ■ O uso da polpa do buriti no preparo de refrescos e outros ali- mentos. ■ O uso da mandioca na produção dos mais variados alimentos: tapioca, farinhas, cauim (vinho indígena). ■ Refresco de guaraná. Os aborígenes costumavam tomar essa bebida 39 para ter disposição para caçar. Acreditavam também que o guaraná curava febres, dores de cabeça e cãibras. O seu efei- to diurético já era conhecido. ■ A paçoca, alimento preparado com carne assada e farinha de mandioca esmagados numa espécie de pilão. Tornou- se o farnel dos bandeirantes por ser próprio para as viagens pelo sertão. ■ O hábito de comer camarão, lagosta e caranguejo com molho seco de pimenta. Tal costume foi herdado tanto dos índios quanto dos africanos. ■ A moqueca. Para os índios referia-se unicamente ao modo de preparo dos peixes, feitos então no moquém (utensílio para co- zinhar peixe). Hoje em dia, tem grande variedade de ingredien- tes, seja no tipo de molho, tempero ou carne utilizada. ■ O caruru, um prato à base de vegetais como o quiabo, mostarda ou taioba, que acompanha os mais diferentes tipos de carne, como peixe, cozidos, charque, galinha, siri etc. ■ Mingau, pirão, beiju, pimenta (amarela e vermelha), chimarrão. A cozinha brasileira sofreu uma série de influências, mas a culinária indígena não se dissolveu na aculturação, como a culinária negra, hoje dificilmente legítima. A comida indígena permaneceu relativa- mente fiel aos modelos quinhentistas e aos padrões da própria ela- boração das farinhas, assados de carne e peixe, bebidas de frutas. A Contribuição dos Portugueses Não se sabe quando exatamente surgiu a verdadeira comida brasilei- ra. Muitas vezes não se tem certeza nem mesmo se certas plantas são brasileiras ou não. Dá para imaginar um Brasil sem mangueira, sem jaqueira, sem fruta-do- conde? Pois o Brasil era assim antes dos portugueses. Eles é que trouxeram esses produtos para plantar. Quem primeiro comeu comida brasileira foram os tripulantes da fro- ta de Pedro Álvares Cabral, o descobridor do Brasil. Eles relataram a existência de produtos como palmito, inhame e camarão. Com relação ao palmito, Pero Vaz de Caminha, o escrivão da frota de Cabral, em geral tão minucioso, não conta na sua carta como a palmeira foi derrubada para extrair o coração vegetal. Ele diz ape- nas: “Há muitas palmeiras, não muito altas; e muito bons palmitos. Colhemos e comemos muitos deles.” Essa descrição tão simplificada fez com que alguns estudiosos pensassem que se tratavam de ba- nanas e não de palmitos. A dúvida ainda continua... O inhame também não era inhame, que veio depois, das ilhas de Cabo Verde e da Ásia. Tratava-se do aipim. Caminha fala em outras sementes, raízes e frutas, que não enume- ra, e louva o estado de saúde dos índios, que não gostaram nem um pouco das iguarias portuguesas. Ao provarem o vinho, mal lhe pu- seram a boca; pão e peixe cozidos, confeitos, mel e figos secos mal experimentaram. Com o tempo, foram agindo de modo diferente: comeram, entre outras coisas, presunto cozido e arroz e beberamvinho. Índio, como cita Caminha em sua carta, desconfiou de galinha: “qua- se tinham medo dela, e não lhe queriam pôr a mão; e depois a to- maram como espantados”. O primeiro tabu dos índios foi, ao que parece, a galinha. Um dos primeiros navegadores estrangeiros con- ta que, antes de 1550, havia muitos desses animais, mas os nativos não os consumiam. A partir do momento em que chegaram ao Brasil, os colonos euro- peus se viram “obrigados” a se ajustar ao tipo de economia alimen- tar. Organizavam as suas roças à maneira dos índios e promoviam, com a ajuda destes, a caça e a pesca. As peixadas tornaram-se in- dispensáveis para os banquetes e festanças. Mas essa adaptação aos costumes alimentares da colônia não impediu que os portugue- ses procurassem introduzir produtos do além- mar, como gado, ce- reais, trigo, aves, couves, alfaces, pepinos, abóboras, lentilhas etc. Alho, cebola, cominho, coentro e 40 gengibre são heranças das primei- ras hortas lusitanas em terras tupiniquins. Os portugueses estavam habituados a tomar vinho e encontraram um sucedâneo nas bebidas indígenas: milho cozido em água com mel. Nos primeiros tempos, houve, de fato, fartura. Mas essa fartura durou pouco por dois motivos: o aumento da população e o advento da monocultura da cana de açúcar. A cultura desse produto estimulou a produção de doces e de cachaça e essa bebida passou a fazer estragos sobretudo entre as populações ameríndias, prejudicando a saúde dos antigos habitantes de nossa terra. A produção de gêneros alimentícios passou a ser pequena demais, acentuando a divisão da sociedade em classe dominante e domina- da. É nessa época que começa a haver deficiência de vitaminas, principalmente da vitamina A, no Brasil. A situação se agrava ainda mais quando os bandeirantes descobrem as minas de ouro, provo- cando êxodo da população costeira para a região das minas. Todos queriam garimpar. Ninguém plantava. No meio de tanto ouro, mor- ria-se de fome. Quem tinha alimentos para vender enriquecia facil- mente. É, talvez, o começo da história da fome e da exploração no país... O costume de comer carne de gado começou com a vinda dos re- banhos para o continente americano no século XVI. Assim, sarapatel, panelada, buchada, entre outros, não foram técnicas africanas, mas processos europeus. O sarapatel ou sarrabulho, alimento preparado com sangue e vísceras de porco e carneiro, o português aprendeu na Índia. A panelada e a buchada, preparadas com vísceras assadas em grelha ou chapa do fogão, têm origem castelhana e entraram no país por influência da vizinhança e contato espanhol. Os indígenas nem conheciam o consumo de carne bovina e os africanos nunca tiveram tal costume. Em períodos de escassez, o negro africano vendia boi para adquirir comida no comércio. O português também trouxe as festas tradicionais – Páscoa, São João, Natal –, com seus cantos, danças e comidas típicas. Trouxe o pão, feito com quase todos os cereais: cevada, centeio, aveia e prin- cipalmente trigo. Vieram ainda com os portugueses, trazidas de outras colônias, especialmente as africanas, novas frutas: uva, figo, maçã, marmelo, pêssego, romã, cidra, tâmaras, melão, melancia. Foi o português que plantou o coqueiro, semeou o arroz, trouxe o pepino, a mostarda e diversos condimentos e ervas. O prato mais gloriosamente nacional do país, a feijoada completa, é um modelo aculturado do cozido português com feijão e carne seca. Além de todas essas contribuições à nossa culinária, os portugue- ses introduziram hábitos que marcaram definitivamente nosso pala- dar: valorizaram o uso do sal e revelaram o açúcar aos africanos e índios do Brasil. A partir daí, nossa cozinha adotou os doces de ovos e das mais diversas frutas. Surgiram a goiabada, a marmelada, a cajuada e todas as outras “adas” que constituem o arsenal energético de nossas sobremesas. A impressão popular instintiva reconhece o poder corrosivo do sal. Foi preciso algum tempo para que as pessoas passassem a tolerar o presunto, o chouriço e as salsichas com sal e pimenta. Os serta- nejos já acusavam o sal de fazer mal aos rins. O açúcar, entretanto, conquistou a todos imediatamente. Comia-se até farinha de mandi- oca com açúcar e recomendava-se comer de boca fechada porque, do contrário, iria mais farinha para o rosto dos vizinhos do que para o próprio estômago. Com a indústria do açúcar, surgiu a fabricação do álcool, ou melhor, da cachaça, conquistando indígenas e africa- nos. Os nativos e os africanos não usavam óleos vegetais e muito me- nos gorduras animais para preparar os alimentos. Não conheciam a fritura. Outra revelação portuguesa. Existem registros sobre a alimentação dos portugueses durante o período colonial, especialmente da Corte 41 vinda para o Brasil. São referências às adaptações à nova terra, povos e costumes. A seguir, comentamos algumas delas: ■ A canção popular dizia que D. João VI fazia o que lhe mandavam e comia o que lhe davam, mas seus pratos prediletos eram frangos, galinhas, capões e o arroz com chouriço. ■ O prato principal do almoço de D. Pedro I (filho de D. João VI) e de sua esposa, a Princesa Maria da Glória, era o toucinho, geral- mente servido com arroz, couve, batatas, inglesa ou doce, pepi- nos cozidos e um pedaço de carne assada. Tudo isso era fervido numa espécie de sopa, adicionando-se alho, pimenta e verdu- ras. Depois comiam massas, acompanhadas de carnes. ■ O prato predileto de D. Pedro II, filho de D. Pedro I, era a canja, embora comesse depressa apenas para satisfazer a fome. ■ Campos Sales, presidente do Brasil de 1898 a 1902, tinha pai- xão por maracujás, enquanto Rui Barbosa preferia moela e fígado. A Contribuição dos Africanos Antes dos escravos africanos chegarem ao Brasil, eles já haviam recebido uma espécie de “curso prévio de alimentação local” . Ti- nham comido o milho americano, farinha de mandioca, aipim e dife- rentes tipos de feijões, além de tomarem cachaça, em vez do vinho da palmeira dendê. Os portugueses distribuíram diversas espécies de alimentos com surpreendente eficiência. De suas mais distantes colônias orientais e africanas trouxeram para o Brasil sementes, raízes, “mudas” e bulbos. A disseminação da mandioca, do milho, da batata e do amen- doim brasileiros tiveram uma intensidade, rapidez e precisão incom- paráveis. O café, o açúcar, o cacau e o fumo também se expandi- ram, ainda que mais lentamente. Os negros faziam farinha, já conhecida pelos tupis brasileiros. Co- miam o milho sempre cozido, em forma de papa, angu ou fervido com leite de vaca, em preparo semelhante ao atual mungunzá. A banana foi herança africana no século XVI e tornou-se inseparável das plantações brasileiras, cercando as casas dos povoados e as ocas das malocas indígenas, e decorando a paisagem com o lento agitar de suas folhas. Nenhuma fruta teve popularidade tão fulmi- nante e decisiva, juntamente com o amendoim. A banana foi a mai- or contribuição africana para a alimentação do Brasil, em quantida- de, distribuição e consumo. Da África vieram ainda a manga, a jaca, o arroz, a cana de açúcar. Em troca, os africanos levaram mandioca, caju, abacaxis, mamão, abacate, batatas, cajá, goiaba e araçá. O coqueiro e o leite de coco, aparentemente tão brasileiros, também vieram do continente afri- cano, bem como o azeite de dendê. A palmeira do dendê foi cultivada ao redor da cidade de Salvador, o maior centro demográfico da época, onde a presença africana tornou-se marcante. O uso do dendê era transmitido pelos escravos e as negras que serviam nas residências dos brancos. Eles impunham o azeite-de-dendê como a cozinheira portuguesa impunha o uso do azeite de oliva.Quando o Rio de Janeiro se tornou capital do Brasil (1763) e a população aumentou, exigindo maior número de escra- vos para os serviços domésticos e plantio de açúcar, algodão e café nas regiões vizinhas, o azeite-de-dendê acompanhou o negro, seja nas frituras de peixe, ensopados, escabeches ou nos refogados. As extensas plantações de açúcar, o ciclo do ouro e dos diamantes e o surto cafeeiro fizeram com que grande parte da população negra se deslocasse em direção a Pernambuco, Minas Gerais e São Pau- lo, respectivamente. Mas nessas regiões, a culinária africana não conseguiu se impor com a mesma força. Em parte alguma a cozi- nha africana conservou a cor e o sabor que se mantiveram na Bahia. A intensificação do tráfico de escravos, da segunda metade do sé- culo 42 XVIII à primeira metade do século seguinte, facilitou a ida e a vinda de várias espécies de plantas alimentares entre Brasil e África. A população negra que vivia no Brasil plantou inúmeros vege- tais que logo se tornaram populares, tais como: quiabo, caruru, inhame, erva-doce, gengibre, açafrão, gergelim, amendoim africano e melancia, entre outros. Os negros trouxeram para o país a pimenta africana, cujo nome lo- calizava a origem, Malagueta. A malagueta apenas aumentou o pres- tígio das pimentas brasileiras, que também dominaram o continen- te africano. Quanto às carnes, o único animal africano que continua colaborando no cardápio brasileiro é a galinha-d’angola. O cardápio do escravo de uma propriedade abastada consistia em farinha de mandioca, feijão preto, toucinho, carne-seca, laranjas, bananas e canjica. Para o negro de propriedades mais humildes, a alimentação se resumia a um pouco de farinha, laranjas e bananas. Angu de milho também fazia parte da dieta do escravo em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, além da caça e pesca ocasionais. Nas fazendas do Norte, eram consumidos alguns tipos de peixe e fazia- se uma espécie de “bucha” com a carne de carneiro, como a atual buchada de bode. Às vezes os escravos comiam pirão, prato mais bem aceito, provavelmente por ser mais fácil de engolir, pois não havia tempo para comer. O negro criou um jeito de fazer render a pouca comida que recebia: inventou o pirão escaldado chamado massapê, feito com farinha de mandioca e água fervente, acrescido de pimenta malagueta. O massapê ainda é usado em nosso meio rural. O escravo dos engenhos de açúcar se alimentava de mel com fari- nha. Bebia caldo de cana, cachaça, mel com água, sucos e café. Exemplos de pratos brasileiros de origem africana Citamos, a seguir, alguns pratos brasileiros de origem africana com os respectivos ingredientes (há variações regionais): ■ Abará ou abalá: bolo de feijão fradinho cozido com sal, pimenta, azeite de dendê e camarão seco. É enrolado em folhas de bana- neira e cozido no vapor. ■ Aberém: massa de milho cozida em banho-maria, sem levar tem- pero. Acompanha vatapá, caruru. ■ Acarajé: massa de feijão fradinho, com condimentos. Forma uma espécie de bolinho e é frito no azeite de dendê. Serve-se com camarão, pimenta etc. ■ Bobó: massa que pode ser de feijão mulatinho, inhame, aipim etc. É cozida e temperada com azeite de dendê, camarão e con- dimentos. Come-se puro ou com carne ou pescado. ■ Cuscuz: massa de milho pilada, cozida e umedecida com leite de coco (o original africano era feito com arroz e com outros condimentos ao invés do leite de coco). ■ Cuxá: diz-se no Maranhão do arroz cozido, temperado com fo- lhas de vinagreira, quiabo, gergelim torrado e farinha de mandi- oca. ■ Mungunzá: milho cozido com leite de vaca ou de coco. ■ Quibebe: sopa de abóbora com leite de vaca ou coco. Há varia- ções com carne seca, toucinho, quiabo, maxixe etc. ■ Vatapá: um tipo de caldo grosso feito de pão dormido, farinha de trigo e camarões, servido com peixe, bacalhau ou galinha, acres- cido de pimenta, azeite de dendê, leite de coco e condimentos. Na cidade de Salvador houve uma concentração negra mais homo- gênea, o que possibilitou a defesa das velhas comidas africanas, ao contrário das demais regiões. Foi ao redor das crenças, em especial do candomblé, que a cozinha africana manteve os elementos pri- mários de sua sobrevivência. As Influências Atuais Nas últimas três décadas, ocorreram importantes mudanças nos hábitos alimentares dos brasileiros: redução no consumo do arroz, feijão e farinha de trigo; maior consumo de carnes em geral, ovos, laticínios e açúcar; substituição da gordura animal por óleos vege- tais, manteiga por margarina e aumento nos gastos com alimentos industrializados. 43 O ritmo agitado imposto pelo mercado de trabalho deixa cada vez menos tempo livre para alimentação e lazer. Os intervalos precisam ser bem aproveitados e o horário das refeições, em especial o do almoço, acaba servindo para várias atividades. Começam a surgir alternativas nas indústrias de alimentos e dos serviços de alimenta- ção: alimentos congelados e pré- cozidos, drive-thru, fast-food, delivery, e self- service traduzem a importação do novo estilo do padrão alimentar brasileiro. Os profissionais de saúde e educação devem se questionar e avali- ar se há perdas importantes dos nossos hábitos alimentares cultu- rais devido à “globalização” da forma de nos alimentarmos, ou se existem aspectos da evolução tecnológica na área alimentícia que merecem ser incorporados à nossa cultura. A orientação e educação alimentar, através dos modernos meios de comunicação, aliadas à preservação dos bons hábitos alimentares e de salários compatíveis com o direito de alimentar, são fundamen- tais para se vencer a luta contra a má nutrição do brasileiro. Os estudos sobre essa temática podem ser ampliados pesquisando a temática A ALIMENTAÇÃO NAS DIFERENTES REGIÕES DO BRASIL e CULINÁRIO LOCAL UNIDADE IV: ATIVIDADE FÍSICA ALIADA À ALIMENTAÇÃO 44 Atualmente vivemos em um mundo onde todos almejam a famosa qualidade de vida. Está mais do que bem estabelecido que para que tenhamos saúde, é necessário um equilíbrio entre a prática de atividade física e uma alimentação adequada. Porém, por mais que o desejo das pessoas seja de ter uma vida saudável, pouco se faz para ter de fato saúde e bem estar. O que torna esse desejo quase que utópico. As justificativas são diversas, como falta de tempo, maior praticidade em consumir produtos industrializados, não gostar de treinar, etc. Porém, devemos ter a consciência de que ao praticarmos exercício físico, ter uma vida fisicamente ativa e uma alimentação saudável, estamos na verdade praticando saúde! O excesso do consumo de alimentos ricos em sódio, corantes, açúcares e conservantes, aliados ao sedentarismo é o grande responsável por diversas doenças como hipertensão, diabetes, obesidade, colesterol alto, entre outras. E esses fatores quando associados a um histórico familiar, faz com que a pessoa seja ainda mais suscetível a essas doenças. Portando temos nessas duas variáveis, a solução para uma vida mais saudável, prevenindo e auxiliando no controle de doenças. A Importância da Alimentação na Atividade Física É muito comum as pessoas associarem uma boa forma física somente ao exercício físico. Mas, a verdade é que uma boa forma física e a saúde estão associadas não só com o exercício físico, mas também com bons hábitos alimentares. Com um plano alimentar adequado as suas necessidades, nós fornecemos para nosso corpo a energia necessária para realizar nossas tarefas diárias, além de suprir as necessidades energéticas do exercício físico. O que nos deixa mais perto do nosso objetivo, seja ele estético (emagrecimento ou hipertrofia), saúde (na prevenção e no controle de doenças como no caso da diabetes e hipertensão) ou para manteruma boa qualidade de vida. Por isso é imprescindível ter uma alimentação adequada e equilibrada associada com o exercício físico, pois não se trata de mera estética, mas sim, de saúde e qualidade de vida. Alimentação Saudável e Exercício Físico Para Qualidade de Vida De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para uma boa qualidade de vida devemos ser fisicamente ativos, que quando quantificado em números, gira em torno de 150 minutos de exercícios físicos semanais. Esses minutos podem ser distribuídos de forma conveniente para o praticante. Mas, o mais importante é ter uma vida ativa. De pouco adianta realizar exercícios durante uma hora por dia e passar grande parte da sua rotina diária de modo sedentário. 45 Ou seja, suba escadas ao invés de pegar o elevador, vá à padaria a pé ao invés de ir de carro. Torne o seu dia mais ativo! Em contra partida temos a alimentação. É de praxe as pessoas se preocuparem com o que vão ingerir antes e depois do treino e se “esquecerem” das outras refeições. Para ter uma boa qualidade de vida, a gente precisa manter o equilíbrio entre as fontes de energia em todas as refeições e em todos os dias da semana. Obviamente, que é praticamente impossível, manter-se totalmente regrado sempre, porém é importante ressaltar que somos o resultado de nossos hábitos. Logo, se temos hábitos saudáveis, seremos pessoas saudáveis. A seguir nos separamos para você algumas dicas de como devemos fazer a ingestão energética antes, durante e após o seu treino, para que seus resultados sejam mais eficientes e que você consiga fornecer a energia necessária para seu corpo. Montando Uma Alimentação Saudável Para Atividade Física O único profissional apto para descrever com propriedade o que devemos ou não comer e as quantidades adequadas é o nutricionista. Porém, há alguns consensos em relação a hábitos saudáveis que se colocarmos em prática já teremos uma grande melhora na nossa saúde. Lembrando que assim como o treino, o plano alimentar, para uma melhor eficiência deve ser individualizado. Assim, os resultados são mais eficazes e em um tempo mais curto. Mais uma justificativa para que aquelas dietas genéricas que todos fazem produzem um efeito sanfona ou simplesmente não possuem nenhum efeito. Somos todos diferentes, com necessidades diferentes e devemos respeitar o nosso corpo e seus limites. Como Deve Ser a Alimentação Antes do Exercício Físico? A dieta mais adequada antes de realizar o exercício físico precisa conter substratos suficientes para ser fonte de energia alternativa. Ou seja, ser capaz de ter energia para manter o nível de intensidade do treino. Assim, essas fontes armazenadas, farão com que as reservas sejam preservadas tendo como consequência o aumento do fluxo sanguíneo. O exercício físico é uma atividade muito intensa para nosso corpo e demanda um gasto energético bem elevado. Por isso é necessário que antes da atividade a gente ingira uma quantidade importante de carboidratos. Assim, o organismo tem suporte para manter a queima calórica utilizando a gordura como substrato energético, pois haverá mais oxigênio disponível. É necessário ressaltar que não devemos exagerar na quantidade de carboidrato, uma vez que podemos desviar o fluxo sanguíneo para o intestino (para fins de digestão) o que pode gerar uma queda na performance no exercício. Alguns alimentos como arroz, lentilha, feijão e massas são ricas fontes de carboidratos. 46 A proteína também é muito indicada por especialistas para ser consumida antes do treino. Isso se dá pelo fato de a proteína ingerida antes do treino ser responsável por aumentar o fluxo sanguíneo nos músculos, o que traz mais benefícios tanto para quem faz treino de força quanto para quem faz treino aeróbio, pois a proteína fará com que um grande número de aminoácidos seja fornecido, ajudando no fortalecimento da musculatura utilizada para realizar a atividade escolhida. Como Deve Ser a Alimentação Depois do Exercício Físico? Muitas pessoas, comumente comentem o erro de fazer uma má alimentação após o treino. Isso pode afetar tanto os resultados para quem quer ganhos em hipertrofia como quem quer emagrecer. E isso é ruim, porque se o corpo não recebe os nutrientes adequados após o treino, a recuperação (ressíntese) acontece de forma prejudicada, atrapalhando nos resultados. Alguns especialistas recomendam a ingestão de proteínas após o treino, devido a uma “janela” nos primeiros 30 minutos após o treino (de força) onde há maior utilização desse substrato para a síntese proteica, aumentado assim o volume muscular. Cuidados Que Devem Ser Tomados Para Uma Alimentação Equilibrada Devemos ter um bom senso na hora de escolher os alimentos que vamos ingerir. O equilíbrio é fundamental. Isso quer dizer, quantidades adequadas de proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais. Quando ingerimos em excesso, estocamos essas substâncias que geralmente assumem a forma de gordura, o que pode ser prejudicial para nossa saúde, em casos extremos, podendo gerar quadros patológicos, como a síndrome metabólica. Por outro lado, a deficiência pela falta de ingestão dessas substâncias pode gerar, por exemplo, e depleção de proteínas, que é extremamente prejudicial para a estrutura do nosso corpo. Outro fator é o consumo excessivo de alimentos industrializados. Com a evolução industrial e tecnológica, fica cada vez mais fácil consumirmos produtos quimicamente feitos para nos satisfazer. Acontece que quanto mais ingerimos esses conservantes e corantes e essa alta quantidade de gorduras ruins, mais estaremos prejudicando nossa saúde e qualidade de vida. Logo, a seleção adequada do que comemos, irá influenciar diretamente na nossa qualidade de vida. Alimentação o Atividades Físicas – Tipos De Nutrientes Necessários Para o Corpo Humano O nosso corpo é um maquinário muito complexo e necessita de várias fontes de energia para sobreviver. Dentre todas as fontes de energia temos três macro nutrientes fundamentais para o 47 corpo humano, são eles: Carboidratos, proteínas e gorduras. Seguidos pelos macro nutrientes temos as vitaminas e minerais que são os micronutrientes essenciais para nosso organismo. Um desequilíbrio entre os macro e micronutrientes ou até a falta de um desses, pode vir a desencadear sérios problemas como a desnutrição, assim como a ingestão desenfreada pode vir a causar a obesidade e desencadeando um quadro de outras doenças. Sendo assim a nutrição de consciente um importante fator não só para fins estéticos como para a qualidade de vida. A seguir nós exemplificaremos para você os macros e micronutrientes, explicando a composição, função e a forma em que podemos encontra-los nos alimentos. A partir disso, você poderá ter mais autonomia no momento em que escolher a sua refeição, em relação a qualidade daquilo que você consome. Carboidratos O carboidrato é um macro nutriente composto por moléculas de carbono, hidrogênio e oxigênio. Também são comumente chamados de glicídios e açúcares e temos nele a principal fonte de energia do nosso corpo que é utilizada durante o exercício, uma vez que quando ingerido e absorvido é responsável por liberar glicose, que fornece energia para as células e faz a manutenção metabólica glicêmica. Basicamente, os carboidratos podem ser divididos em três grupos, de acordo com a quantidade de átomos carbono que eles possuem em sua composição. São eles: ▪ Monossacarídeos: De composição menos complexa, possuem de 3 a 7 carbonos em sua estrutura. Alguns exemplos desse tipo de carboidrato são: Galactose, glicose e frutose. ▪ Dissacarídeos: Um pouco mais complexos em relação ao grupo anterior, os dissacarídeos nada mais são do que a ligação de dois monossacarídeos. São exemplos desta categoria a sacarose, maltose e lactose.▪ Sacarose: São exemplos da sacarose o extrato da cana de açúcar, da beterraba, uva e mel. Além do açúcar comum que utilizamos em casa ser exemplo dessa classe de carboidratos. ▪ Maltose: Esse tipo de dissacarídeo não é encontrado naturalmente na natureza, sendo assim obtido pela indústria através da fermentação de cereais, como por exemplo, a cevada. ▪ Lactose: É o açúcar do leite. Sintetizado nas glândulas mamarias dos mamíferos. ▪ Polissacarídeos: São moléculas complexas formadas pela união de diversos monossacarídeos, são exemplos o amido e a celulose. ▪ Amido: Ele é a reserva energética dos vegetais. Estão presentes nos grãos e cereais como trigo, aveia, centeio, cevada, milho, arroz, raízes e tubérculos como mandioca e batatas. 48 ▪ Celulose: A celulose está presente nas frutas, hortaliças, legumes, grãos, nozes e cascas de sementes. A Importância da Hidratação A hidratação é um fator muito importante para a nossa qualidade de vida. Nosso corpo é composto em sua maioria por água e precisamos dela para manter as reações em nosso corpo de modo equilibrado. Existem pessoas que se esquecem de beber água ou até mesmo que dizem que não gostam de beber água. Mas manter a frequência da ingestão desse líquido tão precioso vai além de manter a pele hidratada e bonita. Porém levando em consideração esse aspecto, a água é responsável por revitalizar as células e mucosas, o que significa uma hidratação de dentro para fora, sendo o jeito mais prático e barato de evitar ressecamentos e descamações. Listaremos abaixo mais benefícios que tornam a ingestão de água tão importante como já foi dito. Regula a temperatura do corpo durante as atividades físicas ou quando o clima está muito quente. A água é liberada pela transpiração para ajustar a temperatura e evitar que nosso organismo esquente excessivamente ou sofra mudanças térmicas bruscas. Por isso se faz necessária a ingestão de água durante os exercícios físicos a fim de evitar que nosso corpo desidrate. Desintoxicação – A ingestão frequente de água, nos estimula a ir mais ou banheiro, pelo aumento da diurese, ou seja, a água auxilia na limpeza do trato urinário fazendo com que haja a prevenção de infecções nessa região ou até mesmo o tratamento da mesma. Absorção e transporte de nutrientes e glicose, além de ajudar na condução dessas substâncias pela corrente sanguínea e no envio delas para as diversas áreas do organismo. Perda de peso – Por meio da diminuição da retenção de líquidos, uma vez que o trabalho renal é estimulado; proporcionando assim, sensação de saciedade (beber dois ou três copos de água antes da refeição ajuda a controlar o apetite). Outro fator positivo é que água não possui calorias, sendo mais um motivo para tê-la como uma aliada. E ainda: em ação conjunta com as fibras alimentares, o líquido participa da formação e hidratação do bolo fecal. Com isso, evita o ressecamento dele e a constipação intestinal. A respiração facilita seu funcionamento, pois há uma diluição do muco que ajuda a expectorar os resíduos pulmonares, ou seja, da próxima vez que você achar que beber água é besteira, repense e relembre de todos esses benefícios que ela proporciona, a 49 água é uma substância essencial para a nossa existência, pois resistimos muito mais tempo na privação de comida do que de água. Hidrate-se e se mantenha saudável! UNIDADE V: CONHECIMENTOS E USO DE SUPLEMENTOS ALIMENTARES Breve Histórico Sobre Os Suplementos Alimentares 50 A preocupação do homem pelo padrão estético e a alimentação diferenciada tiveram sua origem na antiguidade, quando os atletas gregos se preparavam diariamente para as competições da época, a fim de vencerem os jogos olímpicos. A origem do uso de suplementos ocorreu na Antiguidade e baseou-se no comportamento supersticioso dos atletas e soldados. Estes eram orientados a consumir partes específicas de animais, de forma a obter bravura, habilidade, velocidade ou força, características inerentes a esses animais. Algumas manias dietéticas são conhecidas desde os anos de 400 a 500 a.C., quando atletas e guerreiros ingeriam fígado de veado e coração de leões. A dieta dos atletas Gregos e Romanos era basicamente vegetariana, contendo vegetais, legumes, frutas, cereais e vinho diluído em água. Não se pode afirmar quando a carne passou a ser o maior componente da dieta dos atletas. Acredita-se que a carne tenha sido introduzida por um corredor de longa distância em meados do século V. Porém conta-se que outro corredor consumiu carne por indicação do seu treinador, um filósofo. Os gregos iniciaram a era da alimentação rica em carne animal em vez da dieta lacto-ovívora para atletas de elite. Onde um relato afirma que um renomado e vitorioso lutador grego, consumiu até 9kg de carne, 9kg de pão e 8,5L de vinho por dia, nos Jogos Olímpicos da Antiguidade. Um verdadeiro festival para honrar os Deuses. Assim sendo, o homem empenhou-se em melhorar o desempenho esportivo por meio de alterações dietéticas. O conhecimento da fisiologia e da nutrição humana aumentou enormemente a partir de então. Classificação dos Suplementos Alimentares Com o objetivo de melhorar o desempenho em atividades físicas, as pessoas vêm buscando cada vez mais saber sobre os suplementos alimentares. É importante saber que apenas suplementos não garantem total sucesso juntamente com uma atividade física, afinal a alimentação deve seguir uma dieta apropriada para tais suplementos terem seu lugar durante essa reposição de energia e força. A American Dietetic Association (ADA), a Canadian Dietetic Association (CDA) e o American Colllege of Sports Medicine (ACSM) em 2009, citado por Goston e Correia (2009) assumiram que a segurança dos recursos ergogênicos relacionados à nutrição permanecem em questão e destacaram a classificação desses produtos em quatro categorias: 1. Aqueles que podem funcionar conforme o alegado. Ex: creatina, cafeína, isotônicos, barras e géis esportivos, suplementos à base de aminoácidos e proteínas e bicarbonato de sódio. 51 2. Aqueles que podem funcionar conforme o alegado, porém com evidências insuficientes no momento da sua eficácia, no que tange ao aumento do desempenho esportivo e melhora da saúde geral. Ex: glutamina, HMB, colostro e ribose. 3. Aqueles que não desempenham funções como alegam e aqui está incluída a maioria dos suplementos comercializados atualmente. Ex: aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA), carnitina, picolinato de cromo, coenzima Q10, ácido linoleico conjugado (CLA), triglicerídeo de cadeia média (TCM), entre outros. 4. Aqueles que são perigosos, banidos pelo COI ou ilegais e, portanto, não devem ser usados. Ex: esteroides anabólicos, tríbulus terrestres, efedrina, hormônio do crescimento (GH). A grande quantidade de produtos é um fator que dificulta o entendimento adequado sobre os reais benefícios dos suplementos alimentares. Os Suplementos Alimentares e a Atividade Física Os suplementos alimentares são amplamente divulgados e vendidos na Internet, televisão e academias pelo país, afirmando que melhoram o desempenho, encurtam o tempo de recuperação muscular, em paralelo com a cultura estética, de um corpo musculoso, beleza e saúde. Muitos são consumidos, sem qualquer indicação médica ou acompanhamento. Prometem a melhoria do rendimento, emagrecimento e recomposição de vitaminas, no entanto, quase nunca apresentam respaldo científico. A abundância do consumo e venda desses suplementos fazem com que a comprovação de sua eficácia seja prejudicada. Muitos pesquisadores afirmam que a suplementação alimentar é benéfica para pessoas que não apresentam uma dieta balanceada, sendo necessária,nesses casos, a complementação de algum nutriente que esteja em falta no organismo. Entretanto, seu uso frequente e sem nenhuma prescrição médica ou aconselhamento de um nutricionista pode constituir um grave problema de saúde. Alguns pesquisadores ainda alertam para o perigo do excesso de proteínas causado pela complementação. Entre os principais problemas, podem ser citados o aumento da produção de ureia, cólicas abdominais e diarreias. Além disso, existe um grande risco de surgimento de problemas hepáticos e renais. Diversas pesquisas ainda devem ser realizadas a fim de se conhecer o papel dos suplementos para atletas. Porém, o que se percebe hoje é que a grande maioria desses produtos ainda não mostraram o resultado pretendido. Sendo que hábitos alimentares adequados, mantidos por meio de uma dieta equilibrada, pode-se amplamente beneficiar os indivíduos fisicamente ativos, seja como forma de promoção da qualidade de vida e saúde ou com o intuito de melhora do desempenho esportivo. Vale destacar ainda que muitos suplementos alimentares apresentam esteroides em sua composição sem indicação no rótulo. Portanto, o uso dessas substâncias por atletas pode ser considerado doping. 52 Como também é perigoso comprar suplementos por conta própria e sair utilizando vários produtos juntos sem nenhuma orientação profissional. Suplementos parecem ser inofensivos, mas dependendo da quantidade ou do componente podem ter consequências desagradáveis. A Influência da Mídia no Corpo dos Jovens e Adolescentes Segundo os autores VILELA (2004), com uma amostra de 1807 indivíduos entre 7 e 19 anos, verificaram que 59% destes estão insatisfeitos com a imagem corporal, 40% utilizam-se de dietas para emagrecer e 56% praticam atividade física com a finalidade de perda de peso. Através de pesquisas como está surgem inúmeras dúvidas em relação até que ponto a mídia influencia na imagem e na vida do adolescente. Para Olmos (2003), o bom uso da TV pode potencializar as funções linguísticas e cognitivas de crianças e adolescentes, podendo, ainda, ser utilizada como recurso complementar à educação. Porém sabe-se que devido à grande penetração das diversas formas de mídia na maioria dos lares de nosso país, as escolhas de crianças e adolescentes são cada vez mais influenciadas por comerciais, sejam eles televisivos ou até em forma de pequenos jogos na internet. O mundo da publicidade parece-se com a vida cotidiana, ainda que sempre feliz: compõe-se de prazer e desfrute absoluto. Principalmente nesta fase de adaptações e mudanças, padrões prédefinidos podem afetar negativamente o desenvolvimento emocional e o comportamento-relacionamento intra e interpessoal. O que vemos atualmente, são padrões de beleza midiáticos (alta-magra-loira para as meninas ou o alto forte e loiro para os meninos) na maioria das novelas ou chamadas comerciais. Aspectos negativos dos meios de comunicação são nocivos ao desenvolvimento do adolescente, pois não estimula a capacidade de pensar, de estabelecer relações e fazer deduções; apenas vende produtos, ideias e atitudes, criando uma dependência baseada no consumo e na violência. Este bombardeio de informações acaba criando, não exclusivamente, nas meninas transtornos dismórficos como a anorexia e bulimia. Nos meninos, normalmente nos anos finais da adolescência, está busca pelo ideal criado, acaba se caracterizando pela utilização de suplementos alimentares, esteróides anabólicos, como também criando o transtorno dismórfico vigorexia. O computador, com os recursos disponíveis pelo uso da Internet, é a preferência dos adolescentes. Horas seguidas em frente à máquina, falta de sono, queda no 53 rendimento escolar, pouco relacionamento “real” com os amigos são apenas alguns sintomas alarmantes do uso abusivo do computador. Como afirma Marin (2010) em seu artigo, na internet, estão disponíveis sites que ensinam desde como fazer e como não deixar os pais perceberem os transtornos, bem como também, quais os produtos e métodos de utilização de fármacos para perda de peso ou ganho de massa muscular. E além do mais entrando em sites de buscas e digitando o nome de um hormônio ou suplemento alimentar, encontram-se desde artigos científicos até como se toma e faz mais “efeito” combinado com tais outras substâncias. Normalmente, para não dizer todas as vezes, as informações estão erradas e são dadas por pessoas leigas e sem formação alguma, que tentam vender seu produto. Como a explosão do uso das tecnologias em colégios e escolas, vemos que segundo Strasburger (1999), a utilização da Internet no ensino é reconhecida e positiva, provocando mudanças nos sistemas pedagógicos e nos processos de aprendizagem. Pois, ao contrário da televisão, cuja comunicação é de um para todos ou do telefone, que é de um para um, na Internet a comunicação é de todos para todos, expandindo o saber. Porém o mesmo autor, também, indica no seu estudo, que os meios de comunicação transmitem informações e moldam as atitudes sociais, pois influenciam as percepções do comportamento e da realidade social do espectador, ditando regras de comportamento sexual aos adolescentes, os quais veem a si mesmos de maneira egocêntrica, como atores em sua própria “novela”. Riscos da Suplementação Inadequada e a Indução ao Uso de Anabolizantes O uso de suplementos alimentares tem crescido no País. Nas academias e nas redes sociais, o tema é discutido diariamente. O consumo sem orientação especializada, porém, pode provocar doenças e levar até a morte. Atualmente, os suplementos vêm sendo cada vez mais utilizados muitas vez de forma errada, em excesso ou sem necessidade, e sem o auxílio e acompanhamento do profissional especializado. Em vez de serem usados para suprir as necessidades fisiológicas quando não alcançadas na alimentação, os suplementos passaram a substituir refeições. Uma alimentação balanceada não deve ser trocada por suplementos. O uso deve ser feito de forma a não trazer riscos à saúde e somente um nutricionista pode recomendá-lo. Nas academias, quadras esportivas, praças onde ocorrem aulas de corrida, treinamento funcional ou outras atividades físicas fala-se muito de suplementos alimentares. Mas engana-se que pensa que os suplementos alimentares são totalmente inofensivos. O uso de suplementos alimentares é indicado para quem sofre de déficit nutricional. Quando consumido por quem não sofre desse mal, os suplementos acabam 54 provocando uma sobrecarga dos órgãos responsáveis pelo metabolismo, como fígado e rins, podendo provocar doenças e a falência desses órgãos, dependendo da quantidade utilizada. Além de causar danos no fígado e rins, os suplementos ainda podem causar câncer de testículo quando dois ou mais produtos, como creatina, whey protein e BCAA são combinados. Além do risco aumentado de câncer, de acordo com o site da CCM SAÚDE, foi realizada uma pesquisa nos Estados Unidos, o uso de suplementos alimentares não é recomendado para jovens que ainda não chegaram ao fim do seu crescimento (18 anos para mulheres e 21 para homens). Se os suplementos alimentares por si só trazem riscos para a saúde, a presença de anabolizantes, substâncias proibidas, eleva ainda mais o perigo. Estima-se que um em cada três suplementos seja combinado com alguma forma de anabolizante, responsável por problemas hormonais, psicológicos, doenças cardiovasculares e câncer. Por conta disso, é importante só fazer uso de suplementos prescritos por um nutricionista e comprados em lojas confiáveis. Além dos danos citados pelos suplementos alimentares ainda existe a possibilidade de que algumas substancias presentes em suplementos alimentares serem consideradas doping em competições esportivas. Com isso, o uso de suplementos por atletas deve ser feito com ainda mais rigor eacompanhamento aproximado de pessoal especializado para evitar a ingestão de substâncias proibidas pelas autoridades antidoping. WEBGRAFIA PESQUISADA O conhecimento e o uso de suplementos alimentares por jovens escolares. Disponível em: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/201 6/2016_artigo_edfis_uem_silviacarlaferreiragomes.pdf. Acesso em: 09/02/2022. Alimentação saudável e atividade física para a qualidade de vida / Roberto Vilarta (organizador); Roberto Vilarta et. al. - Campinas, IPES Editorial, 2007. CASCUDO, L.C. História da alimentação no Brasil. V. 1. São Paulo: USP, 1983. OLIVEIRA, J.E.D. et al. A desnutrição dos pobres e dos ricos: dados sobre a alimentação no Brasil. São Paulo: Sarvier, 1996. Disciplina: cozinha brasileira / Organizado por André Luis de Souza – Belo Horizonte : Faculdade Promove, 2014. CANESQUI, AM., and GARCIA, RWD., orgs. Antropologia e nutrição: um diálogo possível [online]. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2005. http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2016/2016_artigo_edfis_uem_silviacarlaferreiragomes.pdf http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2016/2016_artigo_edfis_uem_silviacarlaferreiragomes.pdf A cultura afro-brasileira pela arte de comer Fonte:http://sossegodaflora.blogspot.com/2016/02/tempero-do-quilombo-descubra-os.html acesso: 25/09/2022. PROPONENTES COMPONENTES CURRICULARES/ÁREA: Equipe NEEIQ (Núcleo de Educação Escolar Indígena e Quilombola). ▪ Ciências Humanas e Sociais Aplicada ▪ Linguagens e suas Tecnologias RESUMO/JUSTIFICATIVA Para compreender o surgimento das comunidades quilombolas no Piauí e seu enfrentamento das desigualdades sociais, é importante desenvolver na educação formal uma contextualização histórica a partir do período escravista aos dias atuais. Nas últimas décadas verifica-se um maior empenho do governo federal na efetivação e implantação de políticas públicas voltadas para combater o racismo e efetivação de direitos específicos para as populações tradicionais. O resgate desta questão no governo gerou debates relevantes no processo de atualização da questão dos quilombolas (SOARES, 2012). Nesse sentido, com a efetivação da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR culminou na criação de políticas públicas de promoção racial que estão fundamentadas no Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial (PLANAPIR). A unidade curricular eletiva será ofertada por meio de oficinas e aulas de campo e é fundamenta na Lei Nº 11.645/2008, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional para obrigatoriedade da oferta da temática “História e cultura afro-brasileira e indígena” e tem como foco desenvolver um estudo sobre as práticas alimentar e culinária afro-brasileira a partir dos quilombolas, no momento em que se compartilha a alimentação em volta de uma mesa, além de se alimentar para satisfazer necessidades biológicas, está-se compondo e recompondo a sua cultura. OBJETOS DO CONHECIMENTO OBJETIVOS ➢ História dos quilombolas no Piauí. ✓ Compreender o processo histórico dos remanescentes de quilombos no Piauí. ✓ Reconhecer os elementos próprios da identidade cultural afro-brasileira a partir culinária. TÍTULO A cultura afro-brasileira pela arte de comer ➢ Cultura e culinária afro- brasileira. ➢ Segurança alimentar dos remanescentes de quilombos. ➢ Identidade cultural. ✓ Identificar as características da cultura alimentar quilombola ✓ Desenvolver habilidades de degustação de alimentos afro-brasileiros. ✓ Conhecer o processo de construção de políticas de segurança alimentar e nutricional no Piauí. TEMAS INTEGRADORES EIXOS ESTRUTURANTES HABILIDADES DOS ITINERÁRIOS FORMATIVOS A SEREM DESENVOLVIDAS ASSOCIADAS ÀS COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC ➢ Diversidade Cultural. 1. Processos Criativos (EM13CNT207) Identificar e analisar vulnerabilidades vinculadas aos desafios contemporâneos aos quais as juventudes estão expostas, considerando as dimensões física, psicoemocional e social, a fim de desenvolver e divulgar ações de prevenção e de promoção da saúde e do bem-estar. (EM13CHS104) Analisar objetos da cultura material e imaterial como suporte de conhecimentos, valores, crenças e práticas que singularizam diferentes sociedades inseridas no tempo e no espaço. (EMIFCG04) Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, artísticas e culturais, por meio de vivências presenciais e virtuais que ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade. ➢ Educação para valorização do multiculturalis mo nas matrizes históricas e culturais Brasileiras. 2. Mediação e Intervenção Sociocultural (EMIFCG07) Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes, colaborativas e responsáveis. (EM13CHS501) Compreender e analisar os fundamentos da ética em diferentes culturas, identificando processos que contribuem para a formação de sujeitos éticos que valorizem a liberdade, a autonomia e o poder de decisão (vontade). (EM13CHS502) Analisar situações da vida cotidiana (estilos de vida, valores, condutas etc.), desnaturalizando e problematizando formas de desigualdade e preconceito, e propor ações que promovam os Direitos Humanos, a solidariedade e o respeito às diferenças e às escolhas individuais. Educação em Direitos Humanos. 3. Investigação Científica (EMIFCG01) Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade atenção, criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais. (EMIFCG02) Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e estéticos, utilizando dados, fatos e evidências para respaldar conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas, coerentes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia, justiça social, pluralidade, solidariedade e sustentabilidade. (EMIFCG03) Utilizar informações, conhecimentos e ideais resultantes de investigações científicas para criar ou propor soluções para problemas diversos. UNIDADE CURRICULAR: Oficinas e aulas de campo que serão desenvolvidas de acordo com os componentes curriculares das Áreas de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas e Linguagens e Suas Tecnologias SEQUÊNCIA DE SITUAÇÕES/ATIVIDADES EDUCATIVAS/ METODOLOGIA C H RECURSOS A eletiva será desenvolvida através de uma aula de campo, sendo seguida por uma oficina, onde os alunos terão contato com uma comunidade quilombola para observar a forma de preparo das refeições e identificar possíveis identidades culturais e será organizada na seguinte forma; 1.Apresentação da Emenda 2. Pesquisa bibliográfica 3. Aula de Campo 4.Oficina 5.Culminância 40H 1.Materiais de mídia: celular, computador, internet, projetor de imagem, som, impressora, Datashow, fotografias, filmes, livros, revistas. PROPOSTA PARA CULMINÂNCIA Organização de uma feira nutricional para preparar, degustar e divulgar as comidas observadas na aula de campo e compreender a influência desses alimentos na cultura piauiense e brasileira. PERFIL DOS PARTICIPANTES Estudantes das três séries/etapas/segmentos do Ensino Médio que se interessem por história, cultura e segurança alimentar afro-brasileira, ou que queira aprofundar o Itinerário da área de Ciências Humanas e da natureza.AVALIAÇÃO: A avaliação será qualitativa, e será levado em conta o processo de trabalho em grupo, freqüência, desempenho de envolvimento nas atividades propostas. REFERÊNCIAS ANJOS, Rafael Sanzio Araújo dos. Quilombos: tradições e cultura da resistência. São Paulo: Aori comunicação,2006. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular-BNCC,2018.Disponível em:http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em 10 Outubro 2022. CARNEIRO, Henrique; MENESES, Ulpiano T. Bezerra. A História da Alimetação: balizas historiográficas.Anais do Museu Paulista.São Paulo N.Sér, v.5, p.9-91 – jan./dez. 1997. CASCUDO, Luís da Câmara. Antologia da Alimentação no Brasil. São Paulo: Editora Global. 2014 NADALINI, Ana Paula. Comida de Santo na Cozinha dos Homens: um Estudo da Ponte entre Alimentação e Religião. 2009. Dissertação (Mestrado em História) – Programa de Pós-Graduação, Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Paraná. Curitiba, 2009. SANCHO, Andréia Oliveira. Perfil Alimentar da Comunidade Quilombola João Surá: Um Estudo Etnográfico. Universidade Federal do Paraná. Curitiba. 2006. SOARES, Gilvânia Luiz. Associação Quilombola Baú: Apoio e Resgate da História e Cultura. Universidade Federal de Minas Gerais. Ouro Preto. 2012. http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf DIVINA ÁFRICA: CULTURA RELIGIOSA AFROBRASILEIRA https://www.geledes.org.br/guia-sobre-religioes-afro-brasileiras/. Acesso em:31/10/22 https://www.geledes.org.br/guia-sobre-religioes-afro-brasileiras/ PROPONENTES COMPONENTES CURRICULARES/ÁREA: Equipe NEEIQ (Núcleo de Educação Escolar Indígena e Quilombola). ▪ Ciências Humanas e Sociais Aplicada ▪ Linguagens e suas Tecnologias RESUMO/JUSTIFICATIVA A seguinte disciplina será ofertada por meio de oficinas e aulas de campo e é fundamenta na Lei Nº 11.645/2008, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional para obrigatoriedade da oferta da temática “História e cultura afro-brasileira e indígena” e tem como foco desenvolver um estudo sobre as práticas religiosas de matrizes africanas e sua influência na cultura brasileira, principalmente na região nordeste. OBJETOS DO CONHECIMENTO OBJETIVOS ➢ História das religiões de origem africana. ➢ Cultura religiosa afro- brasileira. ➢ Identidade Cultural. ➢ Os ritos religiosos de matrizes africanas. ✓ Compreender os processos ritualísticos de religiões afro-brasileiras. ✓ Reconhecer os elementos próprios da identidade cultural afro-brasileira a partir das religiões. ✓ Identificar as características culturais de religiões como umbanda, candomblé etc. ✓ Desenvolver tolerância, compreensão e aceitação de diversas religiões. ✓ Conhecer o processo ritualístico e sua importância para grupos afrodescendentes. TEMAS INTEGRADORES EIXOS ESTRUTURANTES HABILIDADES DOS ITINERÁRIOS FORMATIVOS A SEREM TÍTULO DIVINA ÁFRICA: CULTURA RELIGIOSA AFROBRASILEIRA DESENVOLVIDAS ASSOCIADAS ÀS COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC ➢ Diversidade Cultural. 1. Processos Criativos (EM13CNT207) Identificar e analisar vulnerabilidades vinculadas aos desafios contemporâneos aos quais as juventudes estão expostas, considerando as dimensões física, psicoemocional e social, a fim de desenvolver e divulgar ações de prevenção e de promoção da saúde e do bem-estar. (EM13CHS104) Analisar objetos da cultura material e imaterial como suporte de conhecimentos, valores, crenças e práticas que singularizam diferentes sociedades inseridas no tempo e no espaço. (EMIFCG04) Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, artísticas e culturais, por meio de vivências presenciais e virtuais que ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade. ➢ Educação para valorização do multiculturalis mo nas matrizes históricas e culturais Brasileiras. 2. Mediação e Intervenção Sociocultural (EMIFCG07) Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes, colaborativas e responsáveis. (EM13CHS501) Compreender e analisar os fundamentos da ética em diferentes culturas, identificando processos que contribuem para a formação de sujeitos éticos que valorizem a liberdade, a autonomia e o poder de decisão (vontade). (EM13CHS502) Analisar situações da vida cotidiana (estilos de vida, valores, condutas etc.), desnaturalizando e problematizando formas de desigualdade e preconceito, e propor ações que promovam os Direitos Humanos, a solidariedade e o respeito às diferenças e às escolhas individuais. ▪ Educação em Direitos Humanos. 3. Investigação Científica (EMIFCG01) Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade atenção, criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais. (EMIFCG02) Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e estéticos, utilizando dados, fatos e evidências para respaldar conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas, coerentes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia, justiça social, pluralidade, solidariedade e sustentabilidade. (EMIFCG03) Utilizar informações, conhecimentos e ideais resultantes de investigações científicas para criar ou propor soluções para problemas diversos. UNIDADE CURRICULAR: Oficinas e aulas de campo que serão desenvolvidas de acordo com os componentes curriculares da Área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas e Linguagens e suas Tecnologias. SEQUÊNCIA DE SITUAÇÕES/ATIVIDADES EDUCATIVAS/ METODOLOGIA C H RECURSOS As eletivas serão desenvolvidas através de uma aula de campo, sendo seguida por uma oficina, onde os alunos terão contato com práticas religiosas de uma comunidade afrodescendente para observar os principais rituais e identificar possíveis identidades culturais e será organizada na seguinte forma; 1.Apresentação da Emenda 2. Aula de Campo 3.Oficina 4.Culminância 40H 1.Materiais de mídia: celular, computador, internet, projetor de imagem, som, impressora, Datashow, fotografias, filmes, livros, revistas. PROPOSTA PARA CULMINÂNCIA Organização de palestras onde os alunos deverão apresentar suas principais observações e inquietações sobre o tema religião de matrizes africanas. PERFIL DOS PARTICIPANTES Estudantes das três séries/etapas/segmentos do Ensino Médio que se interessem por história, cultura e manifestações religiosas afro-brasileiras, ou que queira aprofundar o Itinerário da área de Ciências Humanas. AVALIAÇÃO: A avaliação será qualitativa, e será levando em conta o processo de trabalho em grupo, freqüência, desempenho de envolvimento nas atividades propostas. REFERÊNCIAS BASTIDE, Roger. As religiões africanas no Brasil. 3 ed. São Paulo, 1989. ______. O candomblé da Bahia. 3 ed. São Paulo, 1978. BERKENBROCK, Volney. A experiência dos orixás: um estudo sobre a experiência religiosa no candomblé. Petrópolis: Vozes, 1998. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular-BNCC,2018.Disponível em:http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. Acesso em 10 Outubro 2022. DANTAS, Beatriz G. Vovó nagô e papai branco: usos e abusos da África no Brasil. Rio de Janeiro: Graal. 1988. HEYWOOD, Linda. (org.) Diáspora negra noBrasil. São Paulo: Contexto, 2008. RAMOS, Arthur. As culturas negras no novo mundo: o negro brasileiro. São Paulo, 1946. SOARES, Gilvânia Luiz. Associação Quilombola Baú: Apoio e Resgate da História e Cultura. Universidade Federal de Minas Gerais. Ouro Preto. 2012. http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf 2 TÍTULO Moda na Escola: #Sigaatendência PROPONENTE Equipe ProBNCC RESUMO “Abriram-se os olhos de ambos; e percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueiras, e fizeram cintas para si.” (Gênesis, Cap. 3, Vers. 7) A vestimenta humana está associada a necessidade de cobrir o corpo, seja pelo pudor, conforme retratado no Antigo Testamento; por uma necessidade de proteção contra as intempéries, ou pelo caráter de adorno. Seja qual for a necessidade, a vestimenta está presente na sociedade desde o surgimento do homem, desde folhas e peles de animais aos tecidos tecnológicos. As vestimentas tem uma relação com aprimoramento de técnicas ao longo da história que foi favorecendo a evolução dos materiais usados para produção das vestimentas e indumentárias. É, portanto, um elemento rico da cultura material. O vestuário é um elemento presente na maioria das culturas e sociedades. Dessa forma, suas origens, funções e estilos, representados através da moda, configura-se como o tema desta eletiva, apresentada como uma alternativa leve e atrativa de aprofundamento de conhecimentos relacionados à história dos costumes, a cultura, diferenças sociais, elementos de expressividade artística, padrões de estética corporal, relações de produção e consumo e elementos de identidades. A moda, seus estilos relacionados aos contextos de cada época e suas relações com o mercado é uma temática que exerce forte atração ao público jovem do Ensino Médio, tendo em vista abranger uma faixa etária sob forte influência no seu modo de vestir, resultado das relações sociais inerentes à idade e convívio entre seus pares, bem como a influência da indústria cultural e sociedade de consumo. Nesta perspectiva, a eletiva a “A Escola tá na moda!!” oferece aos estudantes um passeio pelas passarelas da moda, mostrando a importância que o vestuário assumiu ao longo dos séculos e dos papéis representados pela moda na cultura e nos valores predominantes em cada momento. Tal abordagem visa mostrar aos estudantes a amplitude do mundo da moda que envolve fotógrafos, estilistas, produtores, modelos e diversos outros profissionais e despertá-los para as múltiplas oportunidades de mercado que a área oferece, de forma a contribuir para o desenvolvimento da criatividade e do empreendedorismo. Servindo, assim para agregar a formação dos estudantes, a integração entre educação e as dimensões do trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura. PROFESSORES RESPONSÁVEIS Ciências Humanas e Sociais Aplicadas: Lucélia Nárjera de Araújo e José Pinheiro Júnior Linguagens e suas Tecnologias: Ana Cléia Silva Ferreira – Josinaldo Oliveira dos Santos – Maria Rosemary de Jesus Pinto – Rosângela Maria Duarte e Rosângela Monteiro da Silva Ramos. Matemática e suas tecnologias: Antonia Celene Pinheiro Lima ÁREAS DO CONHECIMENTO 3 Ciências Humanas e Sociais Aplicadas Linguagens e suas tecnologias Matemática e suas Tecnologias TEMAS INTEGRADORES Ciência e Tecnologia; Diversidade Cultural; Educação Financeira; Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileira; Educação para o Consumo; Trabalho. OBJETOS DO CONHECIMENTO Ciências Humanas: As origens do vestuário Origens da moda A moda no mundo contemporâneo, seus valores estéticos e identidades culturais; Concepções de arte (estilo e tendências); Influencias da moda no comportamento e o papel social da moda; Indústria cultural: moda, comunicação e mercado; Moda, indústria e tecnologia; Vestuário e diferenças sociais; Padrões estéticos ocidentais e trajes típicos brasileiros. Linguagens Semiologia da moda; A estética corporal e a ditadura da moda e da beleza Beleza corporal e mídia. Evolução da moda como linguagem; Moda como objeto de informação e comunicação visual; Moda como forma de interpretações do cotidianoe materialização de ideias visuais; Design; Moda e Sustentabilidade Matemática Operação com medidas e ângulos OBJETIVOS 4 Compreender as origens históricas do vestuário, caracterizando as diversas funções ou finalidades que as roupas foram adquirindo ao longo do tempo de acordo como o processo de desenvolvimento social, econômico e cultural das sociedades ocidentais. Refletir sobre os padrões sociais e estéticos estabelecidos a partir dos elementos da moda vigente em determinadas épocas. Refletir sobre o papel da moda como reflexo e construção de identidades juvenis. Identificar a influência da indústria cultural na sociedade de consumo. Compreender a moda como formas de expressão de cultura; Relacionar a moda aos padrões estéticos das sociedades; Identificar os meios de comunicação como influenciadores de estilos e a moda; Identificar a contribuição das tecnologias nos materiais usados na produção da moda; Compreender a moda como uma forma de expressão de ideias e manifestação artística; Desenvolver a criatividade e empreendedorismo e sustentabilidade no âmbito da moda; Refletir sobre sujeição dos sujeitos aos padrões de medidas do corpo como “mito de beleza”; Analisar os reflexos das redes sociais (veiculação de padrõesestéticos) no desenvolvimento de distúrbios emocionais relacionados à aparência; Identificar como a moda e o corpo são instrumentos de representação dos papéis sociais; Compreender quais conceitos matemáticos precisam ser envolvidos na confecção de uma blusa a partir do corte no molde; Observar os cálculos das medidas necessárias para o corte de uma roupa de boneca; Compreender através da prática (corte no molde) o que é necessário para adaptar a roupa ao corpo da pessoa. EIXOS ESTRUTURANTES ▪ Investigação Científica ▪ Processos Criativos ▪ Empreendedorismo UNIDADE CURRICULAR A estrutura da eletiva poderá ser organizada em módulo (envolvendo componentes curriculares da área de Ciências Humanas e Sociais aplicadas), bem como grupo de pesquisa e oficinas de criação artística. CARGA HORÁRIA A eletiva tem uma carga horária de 40 horas PERFIL DOS PARTICIPANTES 5 A proposta de eletiva é alinhada ao público jovem, das três séries do Ensino Médio, com interesse em aspectos como: criatividade, fotografia, design, vestuário e moda. A turma deve ser composta de no mínimo 25 e máximo 35 estudantes. HABILIDADES DOS ITINERÁRIOS FORMATIVOS A SEREM DESENVOLVIDAS ASSOCIADAS ÀS COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC EIXOS ESTRUTURANTES: 1. INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA - Habilidades relacionadas ao pensar e fazer científico: (EMIFCG01) Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade atenção, criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais. (EMIFCG03) Utilizar informações, conhecimentos e ideais resultantes deinvestigações científicas para criar ou propor soluções para problemas diversos. 2. PROCESSOS CRIATIVOS - Habilidades relacionadas ao pensar e fazer criativo: (EMIFCG05) Questionar, modificar e adaptar ideais existentes e criar propostas, obras ou soluções criativas, originais ou inovadoras, avaliando e assumindo riscos para lidar com as incertezas e colocá- las em prática. (EMIFCG06) Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por meio de diferentes linguagens, mídias e plataformas, analógicas e digitais, com confiança e coragem, assegurando que alcancem os interlocutores pretendidos. 3. EMPREENDEDORISMO - Habilidades relacionadas ao Autoconhecimento,Empreendedorismo e Projeto de Vida: (EMIFCG11) Utilizar estratégias de planejamento, organização e empreendedorismo para estabelecer e adaptar metas, identificar caminhos, mobilizar apoios e recursos, para realizar projetos pessoais e produtivos com foco, persistência e efetividade. METODOLOGIA A eletiva será desenvolvida em consonância com as novas vertentes contemporâneas, como as metodologias ativas, modelos de ensino que visam desenvolver a autonomia e a participação ativa dos estudantes de forma integral. 1. Apresentação da Eletiva (Objetivos e relevância para o Projeto de Vida); 2. Aulas expositivas com direcionamentos de leituras de textos para pesquisa relacionados a temática da moda para apropriação dos conceitos e compreensão da história da moda. 3. Uso de revistas, filmes e documentários sobre moda (projeção e comentários acompanhados de questões norteadoras). 4. Formação de grupos para direcionamento dos trabalhos de pesquisa; 6 5. Pesquisa de campo com levantamento de dados como materiais usados para confecção de roupas e acessórios; e pesquisa de que tipo de confecção é produzida no Piauí. 6. Desenvolvimento de oficinas voltados para compreensão do processo de produção da moda, desde a produção dos tecidos e materiais tecnológicos até o produto final (trabalho que pode ser realizado em equipe). OBS: Nos municípios com a presença de instituições como SENAC, Universidade, Faculdade ou Instituto Federal com oferta do curso de moda ou de corte e costura, a escola poderá buscar o estabelecimento de parcerias com foco na promoção de palestras ou visitas aos laboratórios de corte e costura. 7. Organização de oficinas de corte e costura com costureira local(confecção de roupas de bonecas). 8. Planejamento e organização de materiais para exposição de um painel com fotografias e imagens da moda de diferentes épocas e com exposição de moda desenhada e/ou confeccionadas pelos estudantes, apresentada por meio de desfile. SEQUÊNCIA DE SITUAÇÕES/ATIVIDADES EDUCATIVAS O desenvolvimento da eletiva pode ser estruturado em três etapas: ● Pesquisa teórica Organização e orientação dos estudantes para a realização de pesquisa bibliográfica relacionada às origens do vestuário, dos conceitos de moda e dos estilos contemporâneos. ● Oficinas práticas Desenvolvimento de atividades de produção de materiais relacionados à moda e suas finalidades. (Nessa etapa a escola pode desenvolver convênios com o SENAI, instituições de Ensino Superior ou Instituto Federal que tenha curso de moda e levar os alunos a conhecer atelier de moda, laboratório de corte e costura), ou pode solicitar participação de costureiras locais para demonstração de manuseio de tecidos. ● Apresentações ou Culminâncias. RECURSOS DIDÁTICOS NECESSÁRIOS Revistas; Livros; Filmes e documentários no Youtube; Equipamentos audiovisuais (Datashow, computador, caixa de som, celular, TV, etc.); Material de consumo (papel, tintas, canetas, régua, fitas adesivas, cola, TNT, etc.); Tecidos, tesoura, linhas, agulhas e tintas para tecido; Espaço escolar (pátio). PROPOSTA PARA A CULMINÂNCIA 7 Sugere-se algumas possibilidades: ❖ Exposição de fotografias e imagens da moda em diferentes épocas e desfile com roupas e/ou acessórios confeccionados pelos estudantes; ❖ Exposição visual (imagens ou fotos) de trajes de determinadas épocas; ❖ Exposição com desfile da moda de diferentes épocas; ❖ Confecção de roupas a partir de materiais recicláveis; ❖ Desenvolvimento de um ambiente virtual de dicas de moda e vestuário (blog, site, canal de vídeo). AVALIAÇÃO Considerando o caráter prático proposto nas eletivas, o processo avaliativo deve considerar a participação individual e coletiva dos alunos nas etapas propostas da eletiva, bem como considerar o envolvimento do estudante na realização da atividade de culminância. Com observação dos seus avanços e autoavaliação de desempenho (adaptadas conforme o perfil docente e discente da escola). REFERÊNCIAS ANGEL, Fernandez. Desenho para Designers de Moda. Lisboa: Ed. Estampa, 2007. ARGAN, G.C. Arte Moderna: Do Iluminismo aos Movimentos Contemporâneos. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. BRAGA, João. História da Moda. São Paulo: Anhembi Morumbi, 2009. BRASIL. Ministério da Educação. Resolução Nº 3, de 21 de novembro de 2018. Atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília: MEC, 2018. ________. Ministério da Educação. Resolução Nº 4, de 17 de dezembro de 2018 - Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. ________. Ministério da Educação. Referenciais Curriculares para Elaboração de itinerários Formativos,2019. BERNARD,Malcom. Moda e Comunicação. Rio deJaneiro:Rocco, 2003. CARDOSO, Rafael. Uma Introdução à História do Design. São Paulo: Edgard Blucher, 2010. CASTILHO, Kathia. Discursos da Moda: Semiótica, Design e Corpo. São Paulo: Anhembi Morumbi, 2008. CASTILHO, Kathia. Moda e Linguagem. 2.ed. São Paulo: Anhembi Morumbi, 2009. CASTRO, M.; ANDRADE, T.; MULLER, M. Conceito mente e corpo através da história. Estudos Psicológicos, Maringá, v.11, n.1, p.39-43. 2006. 8 CERETTA, S., Froemming, L. M. (2011). GERAÇAO Z: Compreendendo os Hábitos de Consumo da Geração Z. Revista Eletrônica Mestrado em Administração, v. -, p. 15-24, 2011. COBRA, M. (2010). O valor percebido pelo consumidor de moda. In M. Cobra, Marketing &Moda (pp. 57-66). São Paulo: Senac. CRANE, Diana (Org.). A moda e seu papel social. São Paulo: Senac, 2009. DORNELAS, J. C. A. Empreendedorismo: transformando ideias em negócios. 3ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. FLUSSER,Vilém. O mundocodificado:por uma filosofia do design e da comunicação. In: RAFAEL Cardoso (Org.). Tradução Raquel Abi-Sâmara.São Paulo: Cosac Naify, 2007. GARCIA, Clarice Carvalho. A Cor na Moda Contemporânea: contribuições acerca das pesquisas de tendências de cores na indústria de moda. Estudos de Tendências e Branding de Moda V.11, N.22 – 2018. Disponível em: file:///C:/Users/lunar/Downloads/10384-Texto%20do%20artigo-43534-3-10- 20180828.pdf. Acesso 14 ago. 2020. GAYA, A. Será o corpo humano obsoleto? Sociologias, Porto Alegre, n.13, p.324-37, 2005. KÖHLER, Carol. História do Vestuário. São Paulo, Martins Fontes, 1993. LAVER, James. PROBERT, Christina. A roupa e a moda – uma história concisa. Trad. Glória Maria de Mello Carvalho. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. LIPOVETSKY, G. O império do efêmero: a moda e o seu destino nas sociedades modernas. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1989. MELLO E SOUZA, G. de. O espírito das roupas: a moda no século XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 1987. SUASSUNA, A. Iniciação à estética. 7.ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2005. Filmes: 1. Unzipped. Direção Douglas Keeve, 1995. 2. O diabo veste Prada. Direção David Frankel, 2006. 3. Coco antes de Chanel. Direção Anne Fountaine, 2009. 4. The SeptemberIssue. Direção R.J. Cutler, 2009. 5. Dior e Eu. Direção Frédéric Tcheng, 2014. 6. Saint Laurent. Direção Bertrand Bonello, 2014. 7. Iris, Uma vida de Estilo. Direção Albert Maysles, 2014. 8. Jeremy Scott: The People's Designer. Direção VladYudin, 2015. 9. Franca: ChaosandCreation. Direção Francesco Carrozzini, 2016. http://../lunar/Downloads/10384-Texto%20do%20artigo-43534-3-10-20180828.pdf http://../lunar/Downloads/10384-Texto%20do%20artigo-43534-3-10-20180828.pdf http://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-67945/ Arte: José Pinheiro Júnior TÍTULO SOUFAN.zine PROPONENTE Equipe ProBNCC – GT Eletivas RESUMO O sistema escolar vem sendo provocado diariamente a encontrar novas maneiras de educar que extrapolem as formas tradicionais de transmissão de conteúdo, o grande desafio consiste em conseguirplanejar, desenvolver uma prática, em que ocorra uma correspondência entre as diversas culturas que transitam pela escola e o conteúdo programático dos currículos. Neste sentido, apresentamos o Fanzine, um recurso pedagógico, que pode possibilitar aos os alunos assimilar e compreender os conteúdos de uma forma divertida e também reflexiva, levando em consideração que os temas trabalhados nos fanzines estarão diretamente ligados aos seus cotidianos, com objetivo de promover o encontro entre conhecimentos sistematizado nos currículos escolares do ensino médio e o cotidiano dos estudantes buscando desta forma, transcender o senso comum e a simples reprodução de conteúdo. Assim, a confecção dos fanzines, entendido a “priori” e pensado para ser uma publicação impressa, ganhou outros formatos com o advento das mídias tecnológicas através de textos autorais ou não, recortes de jornais, revistas, livros e imagens diversas, tem a função de explorar temáticas diversas de acordo com o imaginário do autor. É uma publicação não profissional e não oficial que surgiu no Brasil em 1965 quando o desenhista paraibano Edson Rontani criou o primeiro fanzine para dedicado a nona arte. A importância do fanzine na comunidade escolar evidencia-se através do resgate da memória familiar, social, cultural, histórica e o gosto pessoal por compartilhamento de pesquisas, ideais, invenções, além de potencializar a criatividade e imersões pessoais através dessa linguagem artística e comunicativa de experimentar e explorar as riquezas do universo construindo-se como sujeito ativo. Essa proposta metodológica tem como propósito incluir a ludicidade e criatividade nas atividades desenvolvidas pelos estudantes uma vez que são necessárias pesquisas e tomadas de decisões até a confecção final do material a partir do tema selecionado. Na construção dos fanzines, professores das diversas áreas podem estabelecer um diálogo fazendo emergir a interdisciplinaridade, o aprofundamento de conceitos científicos ressignificando o fazer escolar, e contemplando a escola como espaço multicultural formador de cidadãos conscientes. Para nortear esse fantástico processo de fazer Fanzine, começaremos pela busca de informações do que queremos pesquisar para produzir, seja artigo, entrevista, matéria jornalística, personalidades, a própria família e até sua autobiografia. No contexto juvenil o FANZINE cria corpo ao potencializar as abordagens que podem ser tanto do passado, como do presente em diferentes linguagens e áreas do conhecimento em uma dinâmica criativa e diversificada de diferentes gostos pessoais ou coletivos, de livre criação, fora de padrões estéticos e normativos. PROFESSORES RESPONSÁVEIS Ana Cleia Silva Ferreira Antônia Celene Pinheiro Lima Josinaldo Oliveira dos Santos Maria Rosemary de Jesus Pinto Rosângela Maria Duarte Batista Rosangela Monteiro da Silva Ramos IzaelAraujo Lima (CNT) José Roberto Nunes Soares (CNT) Importante ressaltar que o corpo docente responsável pelo planejamento e desenvolvimento da referida eletiva, compreender a linguagem seus códigos, dominar as diversas possibilidades de expressão, usufruir junto com os estudantes das várias formas de captar e mostrar o mesmo objeto do conhecimento. ÁREAS DO CONHECIMENTO Linguagem e suas Tecnologias Ciências da Natureza e suas tecnologias. Matemática e suas Tecnologias TEMAS INTEGRADORES 1. Ciência e Tecnologia; 2. Diversidade Cultural; 3. Educação em Direitos Humanos; 4 Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras. 5..Vida Familiar e Social. OBJETOS DO CONHECIMENTO OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM Área de linguagens 1.Fanzine e comunicação; 2.Fanzine e produção de texto; 3.Fanzine reflexo da realidade e produção de cultura. 4. Sobre fanzine, 5.Criatividade em contexto de produção artística do zine: Um olhar histórico 6.Formação de novas platéias/zineiros/fãs; 7.Influência do zine na música (rap, reggae, rock, punk) e os movimentos de contracultura. Área de linguagens 1.Utilizar o fanzine como ferramenta de comunicação e diálogo; 2.Reconhecer o fanzine como nova linguagem e ferramenta para a produção de texto e incentivo à livre expressão. 3. Reconhecer o fanzine como um recorte que reflete a realidade social contemporânea na transmissão de informações e produção de cultura. 4.Realizar pesquisa sobre o zine, para compreender, ser capaz de interpretar a mistura de vozes: textos (imagens) do autor das obras artísticas incluídas, textos de outros autores e textos dos autores do zine em formatos físicos e digitais, livres de padrões estéticos e normativos; 5.Proporcionar a criatividade na confecção de fanzine desde a capa, resenha, obras ou objetos artísticos e páginas nas quais os editores do fanzine expressam artisticamente suas opiniões sobre temáticas tanto do passado como do presente; 6. Possibilitar ao educando a iniciativa e o gosto pelo fanzine, oportunizando a produção de um zine atrativo, capaz de impactar o seu próprio fazer, interesse e formação de novos leitores/fãs; 7.Favorecer formas de produções em contextos de músicas que os educandos possam desenvolver e viverem, independentemente da indústria cultural. 8. Papéis sociais existente nos diversos contextos em que o Rap, Reggae, e Hiphop se manifestam. 9. Personagens artísticos e literários de países hispano-americanos. Área de Matemática 1.A matemática está em toda parte? Área de Ciências da Natureza 1.Fanzine: Homem e natureza, como anda esta relação? 2.Fanzines com o uso de software 8. Saber quais as apropriações que os alunos fazem do Rap, Reggae e Hip-hop no sentido de desmistificar certos preconceitos e ampliar o conhecimento sobre esta manifestação dançante. 9. Elaborar fanzine com personalidades literárias e artísticas de países hispano-americanos em espanhol. 10. Oportunizar aos educandos formas de produção do zine de modo livre de padrões estéticos e normativos, de acordo com seu gosto pessoal ou colaborativo em processos artísticos em diversas linguagens e áreas do conhecimento; 11. Proporcionar a mobilização da capacidade criativa dos alunos na perspectiva de uma atuação social e de uma exibição individual/autoral que muito oferece à construção de uma identidade autônoma; 12. Aferir as perspectivas de se estimular a leitura e produção textual a partir de uma atividade que explore recursos externos aos da tradicional sala de aula, visando, além da pesquisa e reprodução de textos, também à formulação de texto novo e ressignificado por parte dos educandos; 13. Verificar o quanto a oferta de um espaço para livre expressão e criação pode agir na formação de um aluno capaz de resolver desafios de aprendizagem e de comunicação no contexto de uma sociedade que exige atualização, sendo capaz de transformar a realidade, por meio de proposta de soluções para problemas práticos; Área da Matemática 1. Realizar uma roda de conversa sobre a presença da matemática nos diversos espaço e dimensões. 2. Construir um painel coletivo com representações da matemática em toda parte destacando as que aparecem a sequência Fibonacci e a Simetria. 3. Dividir a turma em grupos para as pesquisas de objetos uni, bi, tri ou multidimensionais). 4. Construir um painel expositivo com todas as descobertas sobre a matemática e suas utilidades através dos fanzines. Área de Ciências da Natureza 1. Utilizar o fanzine para discutir ideias que estimulem o pensamento sobre a influência humana e o impacto no meio ambiente. 2 Uso de ferramentas e recursos tecnológicos para a criação de fanzines; EIXOS ESTRUTURANTES 1. Investigação Científica 2. Processos Criativos 3.Mediação e Intervenção Cultural e Ambiental 4. Empreendedorismo UNIDADE CURRICULAR Oficinas, laboratórios, núcleo de estudos, núcleos de criação artística. CARGA HORÁRIA EIXOS ESTRUTURANTES Investigação Científica: 10 H Processos Criativos: 10H Mediação e Intervenção Sociocultural: 10H Empreendedorismo: 10H CH TOTAL:40 H PERFIL DOS PARTICIPANTES Estudantes na faixa etária de 15 a 18 anos e/ou Jovens e Adultos, cursando a 1ª Série do Ensino Médio que mostrarem interesse de cursar a referida eletiva. Sugere-se que as turmas sejam compostas por um número mínimo de 25 e máximo de 35 estudantes. HABILIDADES DOS ITINERÁRIOS FORMATIVOS A SEREM DESENVOLVIDAS ASSOCIADAS ÀS COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC EIXOS ESTRUTURANTES 1. INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA - Habilidades relacionadas ao pensar e fazer científico: (EMIFCG01) Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade atenção, criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais. (EMIFCG02) Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e estéticos, utilizando dados, fatos e evidências para respaldar conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas, coerentes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia, justiça social, pluralidade, solidariedade e sustentabilidade. (EMIFCG03) Utilizar informações, conhecimentos e ideais resultantes deinvestigações científicas para criar ou propor soluções para problemas diversos. 2. PROCESSOS CRIATIVOS - Habilidades relacionadas ao pensar e fazer criativo: (EMIFCG04) Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, artísticas e culturais, por meio de vivências presenciais e virtuais que ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade. (EMIFCG05) Questionar, modificar e adaptar ideais existentes e criar propostas, obras ou soluções criativas, originais ou inovadoras, avaliando e assumindo riscos para lidar com as incertezas e colocá-las em prática. (EMIFCG06) Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por meio de diferentes linguagens, mídias e plataformas, analógicas e digitais, com confiança e coragem, assegurando que alcancem os interlocutores pretendidos. 3. MEDIAÇÃO E INTERVENÇÃO SOCIOCULTURAL – Habilidades relacionadas à convivência e atuação sociocultural: (EMIFCG07) Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes, colaborativas e responsáveis. (EMIFCG08) Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia, flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o combate ao preconceito e a valorização da diversidade. (EMIFCG09) Participar ativamente da proposição, implementação e avaliação de solução para problemas socioculturais e/ou ambientais em nível local, regional, nacional e/ou global, co - responsabilizando-se pela realização de ações e projetos voltados ao bem comum. 4. EMPREENDEDORISMO - Habilidades relacionadas ao Autoconhecimento, Empreendedorismo e Projeto de Vida: (EMIFCG10) Reconhecer e utilizar qualidades e fragilidades pessoais com confiança para superar desafios e alcançar objetivos pessoais e profissionais, agindo de forma proativa e empreendedora e perseverando em situações de estresse, frustração, fracasso e adversidade. (EMIFCG11) Utilizar estratégias de planejamento, organização e empreendedorismo para estabelecer e adaptar metas, identificar caminhos, mobilizar apoios e recursos, para realizar projetos pessoais e produtivos com foco, persistência e efetividade. (EMIFCG12) Refletir continuamente sobre seu próprio desenvolvimento e sobre seus objetivos presentes e futuros, identificando aspirações e oportunidades, inclusive relacionadas ao mundo do trabalho, que orientem escolhas, esforços e ações em relação à sua vida pessoal, profissional e cidadã METODOLOGIA A eletiva será desenvolvida em consonância com as novas vertentes contemporâneas, como as metodologias ativas, modelos de ensino que visam desenvolver o protagonismo juvenil, a autonomia e a participação ativa dos estudantes de forma integral. Isso exige seleção de informações, análises, conhecimentos e metodologias adequadas que levem o aluno a ter uma visão de totalidade sobre os fenômenos sociais, culturais estudados. SEQUÊNCIA DE SITUAÇÕES/ATIVIDADES EDUCATIVAS 1. Apresentação da Eletiva (Expectativas, Objetivos, relevância Engajamento). 2. Realização do Contrato de Aprendizagem em que aluno e professor responsabilizam-se pelo processo de ensino-aprendizagem. 3. Aulas expositivas e dialogadas para análise e discussão de textos compartilhados relacionados ao tema em pauta, visando aprofundamento de conceitos, peculiaridades e finalidades. • Dinâmicas de sensibilização. • Aulas práticas contemplando o protagonismo do educando. • Exibição Fanzines. . Organização dos alunos por grupos de interesse para aprofundamento de temas relacionados aos componentes curriculares integrados no trabalho com a eletiva; • Planejamento e confecção de Fanzines. RECURSOS DIDÁTICOS NECESSÁRIOS Sala de aula, laboratório de informática, celulares, Textos impressos; Equipamentos de som e imagem (Datashow); papel, revistas, jornal, cola tesoura, pinceis, tinta. PROPOSTA PARA A CULMINÂNCIA Construção e comunicação de Fanzines através de ambientes físicos e colaborativos como (Google Fotos, Padlet, Slides, Powerpoint ou qualquer outro), gerando um ambiente propício de expressões culturais e ideológicas variadas, através de exposição coletiva dos zines produzidos na Eletiva. AVALIAÇÃO A avaliação será de forma processual e contínua, através de observações e registros diários, autoavaliação verificando-se a qualidade naquilo que foi proposto como objetivo a ser alcançados, como aprendizagens esperadas a partir da temática escolhida sob o olhar e perspectivas dos componentes curriculares envolvidos considerando os quatro pilares da educação: Aprender a conhecer, Aprender a fazer, Aprender a conviver e aprender a ser. REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. ____, Ministério da Educação. Referenciais Curriculares para Elaboração de itinerários Formativos. 2019 ____, Ministério da Educação. Resolução Nº 3, de 21 de novembro de 2018. Atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. _____. Ministério da Educação. Resolução Nº 3, de 21 de novembro de 2018. Atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília: MEC, 2018. ____, Ministério da Educação. Resolução Nº 4, de 17 de dezembro de 2018 - Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. ____, Ministério da Educação. Referenciais Curriculares para Elaboração de itinerários Formativos. 2019 COLETÂNEA DE MATERIAIS - Frente Currículo e Novo Ensino Médio/CONSED. Recomendações e Orientações para Elaboração e Arquitetura Curricular dos Itinerários Formativos. Fev. 2020. DAYRELL,JuarezTarcisio. O rap e o funk na socialização da juventude Educ.Pesqui. vol.28 no.1 São Paulo Jan./jun. 2002 MAGALHÃES, Henrique. A Mutação Radical dos Fanzines. In: SANTOS, Dionys Morais dos. O fanzine como recurso didático pedagógico no ensino de geografia. 2013. Disponível em: http://professorvirtual.org/site/wp-content/uploads/sites/2/2013/12/ Fanzine-como-Recurso- Did%C3%A1tico-Pedag%C3%B3gico-no-Ensino-de-Geografia.pdf. Acesso em 19 de setembro de 2020. http://www.rededosaber.sp.gov.br/contents/seguranca/GestaoPesquisa/main/file_dmp/PraticasPedag2009/LP_EM_E.pdf.Acesso em 21 de setembro de 2020 http://pibideducarcomarte.blogspot.com/2014/06/oficina-fanzine-arte-educacao.html. Acesso em 20 de setembro de 2020 http://nehte.com.br/hipertexto2009/anais/b-f/fanzine.pdf RIBEIRO, W. G. “Nós estamos aqui!”: o hip-hop e a construção de identidades em um espaço de produção de sentidos e leituras de mundo. 2008. 214 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2008. http://www.rededosaber.sp.gov.br/contents/seguranca/GestaoPesquisa/main/file_dmp/PraticasPedag2009/LP_EM_E.pdf.Acesso http://www.rededosaber.sp.gov.br/contents/seguranca/GestaoPesquisa/main/file_dmp/PraticasPedag2009/LP_EM_E.pdf.Acesso http://pibideducarcomarte.blogspot.com/2014/06/oficina-fanzine-arte-educacao.html http://nehte.com.br/hipertexto2009/anais/b-f/fanzine.pdf Arte: José Pinheiro Júnior TÍTULO COZIMÁTICA - A Matemática da Cozinha PROPONENTE Equipe ProBNCC – GT Eletivas RESUMO A Matemática é uma linguagem universal e está presente em tudo que vemos, e perceber essa mágica em toda parte é perceber que saber matemática vai além de decifrar símbolos e somar números. É na cozinha onde a matemática é menos observada e é lá onde sua presença é essencial para termos uma alimentação balanceada e saudável. Matemática, física e química na cozinha o que elas têm em comum? Enquanto a primeira contabiliza quantidades para evitar desperdícios a segunda vai levar o estudante a perceber transformações importantes a partir da mistura de ingredientes, pois cozinhar nada mais é que aplicar fórmulas e ajustar proporções e a terceira vai nos mostrando que a física estudada na escola tem aplicação nos uso dos equipamentos da cozinha. Pretende- se com esta eletiva mostrar à comunidade escolar que tudo que é estudado na sala de aula tem aplicação no cotidiano a começar pela cozinha de nossa casa e que o desperdício de alimentos representados pelas sobras ou cascas pode ser utilizado e passar a fazer parte de uma alimentação saudável. PROFESSORES RESPONSÁVEIS Antonia Celene Pinheiro Lima Izael Araújo Lima José Roberto Nunes Soares Ana Cleia Ferreira da Silva ÁREAS DO CONHECIMENTO Matemática e suas tecnologias Ciências da Natureza e suas Tecnologias TEMAS INTEGRADORES Temas Contemporâneos Transversais: 1. Ciência e Tecnologia; 2. Diversidade Cultural; 3. Educação Alimentar e Nutricional; 4. Educação Financeira; 5. Educação para o Consumo; 6. Saúde OBJETOS DO CONHECIMENTO Matemática e suas tecnologias: Proporção Medidas de massa e suas equivalências Fração e números decimais Sistema Monetário Grandezas e medidas Ciências da Natureza e suas tecnologias Química: Por que precisamos ingerir o sal? De que forma sentimos o sabor salgado Transformações químicas dos alimentos Física: Dilatação térmica e temperatura. Transferência de calor na cozinha Experiência com micro-ondas Linguagens Espanhol: Culinária de países de língua espanhola. Vocabulário relativo à culinária (utensílios) OBJETIVOS ✔ Aplicar na cozinha os conceitos matemáticos demonstrando-os com a prática através do preparo de alimentos que a matemática está em toda parte. Observar os diferentes aspectos culinários do Brasil e no mundo. ✔ Compreender proporção a partir das medidas ou quantidades usadas no preparo dos alimentos; ✔ Estimar e medir capacidade e massa utilizando unidades de medidas padronizadas e não padronizadas mais usuais (litro, mililitro, quilograma, grama e miligrama) ✔ Relacionar números fracionários com o preparo dos alimentos na cozinha; ✔ Reconhecer o sistema monetário como de fundamental importância para a economia na compra do material utilizado para a cozinha; ✔ Estabelecer relações de medidas fazendo estimativas simples dos produtos a serem utilizados; ✔ Contabilizar o consumo de energia a partir da realização dos experimentos levando o estudante a evitar o desperdício. ✔ Realizar experimentos para coletar evidências de transformações químicas e identificar na cozinha as transformações que resultam na formação de novas substâncias. ✔ Analisar quais os malefícios e benefícios que o sal pode proporcionar na fisiologia do corpo humano e como ele é auxiliar no processo de ingestão do iodo. ✔ Compreender como os sabores são percebidos pela língua, pela epiglote e pelo palato. ✔ Entender como ocorrem os processos químicos de conservação. ✔ Compreender o papel contemporâneo dos alimentos funcionais. ✔ Ofertar ao estudante conhecimentos de física existentes no cotidiano da própria cozinha, fazendo com que se perceba que a termodinâmica e as trocas de calor estão presentes em situações do dia a dia. ✔ Realizar práticas com equipamentos de uma cozinha: micro-ondas, panela de pressão e geladeira, analisando os processos físicos nestes equipamentos. ✔ Conhecer a cultura dos países de língua espanhola por meio da sua culinária ✔ Construir vocabulário relativo à culinária (utensílios de cozinha e mesa) em Espanhol. EIXOS ESTRUTURANTES 1. Investigação Científica 2. Processos Criativos 3. Empreendedorismo UNIDADE CURRICULAR A Eletiva poderá ser organizada em módulo ou sequência didática. CARGA HORÁRIA A carga horária da Eletiva deverá ser de 40h PERFIL DOS PARTICIPANTES A proposta de eletiva é alinhada ao público do Ensino Médio com um mínimo de 25 alunos e o máximo de 35 por turma. HABILIDADES DOS ITINERÁRIOS FORMATIVOS A SEREM DESENVOLVIDAS ASSOCIADAS ÀS COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC Investigação Cientifica (EMIFCG01) identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos evidencias com curiosidade, atenção, criticidade e etica, inclusive utilisando o apoio de tecnologias digitais. (EMIFCG02) Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e estéticos, utilizando dados, fatos e evidencias para respaldar conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas, coerentes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia, justiça social, pluralidade, solidariedade e sustentabilidade. Processos Criativos (EMIFCG04) Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, artísticas e culturais, por meio de vivencias presenciais e virtuais que ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade. (EMIFCG06) Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções criativas, originais ou inovadoras, avaliando e assumindo riscos para lidar com as incertezas e colocá-las em prática. (EMIFCG10) Reconhecer e utilizar qualidades e fragilidades pessoais com confiança para superar desafios e alcançar objetivos pessoais e profissionais, Empreendedorismo agindo de forma proativa e empreendedora e perseverando em situações de estresses, frustração, fracasso e adversidade. Utilizar estratégias de planejamento, organização e empreendedorismo para estabelecer e adaptar metas, identificar caminhos, mobilizar apoio e recursos, para realizar projetos pessoais e produtivos com foco, persistência e efetividade. METODOLOGIA As eletivas serão desenvolvidas através de experimentos práticos onde o estudante terá oportunidade de associar o conhecimento da escola à vivência diária. 1. Orientações e direcionamento sobre as pesquisas. 2. Pesquisa sobre a diversidade da culinária no Brasil e no mundo. 3. Oficinas para observação da física utilizada no funcionamento do micro-ondas e do forno elétrico. 4. Oficinas para o preparo de pães, observando o formato do pão em várias partes do mundo (pão francês, sírio etc). Oficinas para preparo de alimentos recicláveis. (feitos a partir de cascas de frutas e/ou vegetais. 5.Divisão de grupos para elaboração de pratos de acordo com o local/região escolhido. 6 Organização de uma oficina de pão para os pais/responsáveis dos alunos envolvidos. SEQUÊNCIA DE SITUAÇÕES/ATIVIDADES EDUCATIVAS 1. Apresentação da Ementa 2. Pesquisas 3. Realização das oficinas 4. Culminância RECURSOS DIDÁTICOS NECESSÁRIOS Forno micro-ondas Forno elétrico e/ou a gás Mantimentos de acordo com as receitas planejadas e estabelecidas entre professores e estudantes Equipamentos de cozinha (assadeiras, tigelas, formas etc) Equipamentos audiovisuais (Datashow, computador, caixa de som, celular, TV, etc.) Material de consumo (papel, tintas, canetas, régua, fitas adesivas, cola, etc) PROPOSTA PARA A CULMINÂNCIA Feira gastronômica ofertada para a comunidade apresentando pratos típicos e pratos preparados a partir de sobras de alimentos como cascas de frutas e/ou legumes. Oficina de pães para a comunidade orientadas pelos estudantes envolvidos na Eletiva, sendo o professor orientador da equipe. AVALIAÇÃO O processo avaliativo será contínuo e auto avaliativo. Cada estudante deverá atribuir para si e com a validação da equipe e do professor, um qualitativo, de acordo com o seu desempenho dentro do grupo, com seu envolvimento nas atividades executadas na eletiva, bem como em relação à efetiva contribuição do aprendizado da Eletiva no desenvolvimento do seu projeto de vida. REFERÊNCIAS A QUÍMICA na cozinha. Telecurso 2000. Aula 48 – Ciências Ensino Fundamental. Disponível em: . Acesso em: 16 de setembro de 2020. BRASIL. Ministério da Educação. Resolução Nº 3, de 21 de novembro de 2018. Atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília: MEC, 2018. ______, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: apresentação dos Temas Contemporâneos Transversais, ética/Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997. ____, Ministério da Educação. Resolução Nº 4, de 17 de dezembro de 2018 - Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. ____, Ministério da Educação. Referenciais Curriculares para Elaboração de Itinerários Formativos. 2019. COLETÂNEA DE MATERIAIS - Frente Currículo e Novo Ensino Médio/CONSED. Recomendações e Orientações para Elaboração e Arquitetura Curricular dos Itinerários Formativos. Fev 2020. D´AMBROSIO, U. Etnomatemática: elo entre as tradições e a modernidade. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2005. FREIRE, P. Conscientização: teoria e prática da libertação: uma Introdução ao pensamento de Paulo Freire. 3. ed., São Paulo: Moraes, 1980. GONÇALVES, L. J. Física térmica está disponível em: < http://www.if.ufrgs.br/cref/leila/>. Acesso em: 15 de setembro de 2020 Física na cozinha / LairaneRekovvky – Porto Alegre: UFRGS, Instituto de Física, 2012. 63 p.; il. (Textos de apoio ao professor de física / Marco Antonio Moreira, Eliane AngelaVeit, ISSN 1807-2763; v. 24 , n. 6) 1. RAMOS, L. F. Frações sem mistérios. São Paulo: Ática, 1998. SELLANES, Rosana Beatriz Garrasini. "La Culinaria en Español"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/espanhol/vocabulario-culinario.htm. Acesso em 24 de setembro de 2020. Fonte: Mapa cedido pelo GT “Os indígenas na História” da ANPUH-PI. TÍTULO O PIAUÍ INDÍGENA PROPONENTE Equipe do Núcleo de Educação Escolar Indígena e Quilombola/NEEIQ/SEDUC RESUMO O Piauí tem, atualmente, 27 comunidades indígenas, de 8 etnias/povos (Tabajara/Tapuio, Tabajara Ypy, Guajajara, Warao, Kariri, Gamela, Caboclo Gamela e Guegue), distribuídos em 10 municípios, totalizando 1.476 famílias, 4.200 pessoas/habitantes. Nesse sentido, é imprescindível que os estudantes conheçam esses povos, suas culturas e histórias com o objetivo de combater o preconceito e apagamento social que essas comunidades sofrem. Esta disciplina será ofertada no formato de Oficinas e se ampara na Lei Nº 11.645/2008, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional para a obrigatoriedade da oferta da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. Também cabe citar o Art. 11, § 4º das DCNEM/2018 que prevê que nas estruturas curriculares devem ser contemplados, sem prejuízo da integração e articulação das diferentes áreas do conhecimento, estudos e práticas de: I - língua portuguesa, assegurada às comunidades indígenas, também, a utilização das respectivas línguas maternas. PROFESSORES RESPONSÁVEIS ÁREAS DO CONHECIMENTO Ciências Humanas e Sociais Aplicadas Linguagem e suas Tecnologias TEMA INTEGRADOR Interculturalidade OBJETOS DO CONHECIMENTO OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM 1. Os povos indígenas no Piauí; 2. Histórias dos povos indígenas no Piauí; 3. Memória e oralidade nas comunidades indígenas; 4. Cultura material dos povos indígenas. 1. Conhecer quem são e onde se encontram os povos indígenas no Piauí; 2. Conhecer as histórias das etnias/povos indígenas no Piauí n presente e no passado; 3. Conhecer lideranças (homens e mulheres) indígenas e suas histórias; 4. Conhecer a produção material das culturas indígenas no Piauí. EIXOS ESTRUTURANTES Processos Criativos Mediação e Intervenção Sociocultural Investigação Científica UNIDADE CURRICULAR A Eletiva deve envolver componentes curriculares das áreas de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas e Linguagem e suas Tecnologias e será ofertada através de oficinas. CARGA HORÁRIA A eletiva tem uma carga horária de 40 horas. PERFIL DOS PARTICIPANTES A proposta da eletiva é alinhada à etapa Ensino Médio, com interesse em conhecer e aprender sobre os povos indígenas no Piauí, principalmente nos municípios onde tenham comunidades indígenas. A turma deve ser composta de no mínimo 25 e máximo 35 estudantes. HABILIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS DE ACORDO COM A FORMAÇÃO GERAL BÁSICA/BNCC Processos Criativos (EMIFCG04) Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, artísticas e culturais, por meio de vivencias presenciais e virtuais que ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade. (EMIFCG06) Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por meio de diferentes linguagens, mídias e plataformas, analógicas e digitais, com confiança e coragem, assegurando que alcancem os interlocutores pretendidos. Mediação e Intervenção Sociocultural (EMIFCG08) Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia, flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o combate ao preconceito e a valorização da diversidade. Investigação Científica (EMIFCG01) Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade atenção, criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais. (EMIFCG02) Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e estéticos, utilizando dados, fatos e evidências para respaldar conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas, coerentes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia, justiça social, pluralidade, solidariedade e sustentabilidade. (EMIFCG03) Utilizar informações, conhecimentos e ideais resultantes de investigações científicas para criar ou propor soluções para problemas diversos. METODOLOGIA A eletiva será desenvolvida através de uma oficina, onde o aluno terá a oportunidade de ter contanto com a as culturas e histórias dos povos indígenas no Piauí por meio de duas etapas: 1- Leitura dos textos da bibliografia; 2- Visita a alguma comunidade indígena para escuta; 3- Produção de um acervo fotográfico e textual com informações sobre as etnias/povos indígenas no Piauí. SEQUÊNCIA DE SITUAÇÕES/ATIVIDADES EDUCATIVASO desenvolvimento da eletiva pode ser estruturada em três etapas: 1. Apresentação da Ementa 2. Leitura dos Textos 3. Visita às Comunidades indígenas 4. Culminância RECURSOS DIDÁTICOS NECESSÁRIOS Sala de aula, livros, artigos, internet, vídeos, músicas, celular, computador, notebook, quadro, pinceis, caderno, lápis, borracha, dicionário. PROPOSTA PARA A CULMINÂNCIA Divisão dos alunos por equipes. Será sorteado para cada equipe uma etnia/povo indígena do Piauí para eles contarem a história. As equipes apresentarão os textos e fotografias sobre as 8 etnias/povos indígenas que vivem no Piauí contemporaneamente. AVALIAÇÃO O processo avaliativo será contínuo através da participação, assiduidade e frequência, assim comoseu envolvimento nas atividades durante o desenvolvimento do componente curricular. REFERÊNCIAS BOTTESI, A. O museu indígena “Anízia Maria”. Etnicidade, território e patrimonialização. Confluenze. Rivista di Studi Iberoamericani, [S. l.], v. 13, n. 2, p. 201–225, 2021. DOI: 10.6092/issn.2036-0967/12333. Disponível em: https://confluenze.unibo.it/article/view/12333 . Acesso em: 23 set. 2022. COSTA, João Paulo Peixoto. "A farsa do extermínio": contribuições para uma nova história dos índios no Piauí. In: PINHEIRO, Áurea; GONÇALVES, Luís Jorge; CALADO, Manuel. (Org.). Patrimônio arqueológico e cultura indígena. Teresina: Editora da Universidade Federal do Piauí, 2011, v. 1, p. 139-161. Disponível em: https://gt-indios- na-historia--anpuh-secao-piaui.webnode.page/producao/ . Acesso em: 23 set. 2022. COSTA, João Paulo Peixoto; LUZ, Hilda Helena Silva Alencar; SANTOS, Matheus Expedito de Assis; LIMA, Henrique Gabriel Alves . Lutas de sangue: dona Deusa e a mobilização indígena no Piauí 2020 (Os Brasis e suas Memórias - Memórias Indígenas). Disponível em: https://osbrasisesuasmemorias.com.br/biografias/?nome=&autor=&biografado=&etnia=guegue&estado= . Acesso em: 23 set. 2022. GOMES, Alexandre Oliveira; SILVA, Ianaely Ingrid Alves e LOPES, Rebeca Freitas. “Conflitos sociais, vacinação e estratégias de enfrentamento na pandemia de COVID-19: os casos dos Gueguê do Sangue e dos Caboclos da Baixa https://confluenze.unibo.it/article/view/12333 https://gt-indios-na-historia--anpuh-secao-piaui.webnode.page/producao/ https://gt-indios-na-historia--anpuh-secao-piaui.webnode.page/producao/ https://osbrasisesuasmemorias.com.br/biografias/?nome=&autor=&biografado=&etnia=guegue&estado= Funda (PI)”. Plataforma de Antropologia e Respostas Indígenas à COVID-19, vol. 1, n. 9, out. 2021. Disponível em www.pari-c.org . Acesso em: 23 set. 2022. LIMA, Carmen Lúcia Silva; NASCIMENTO, R. N. F. (Org.). Gamela, Akroá Gamella: etnicidade, conflito, resistência e defesa do território. 1. ed. São Luís - MA: Editora UEMA/PNCSA, 2022. v. 1. 299p. Disponível em pdf: http://novacartografiasocial.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Gamela-Akro%C3%A1-Gamella-etnicidade- conflito-resist%C3%AAncia.pdf . Acesso em: 23 set. 2022. LIMA, Carmen Lúcia Silva. “Os Warao: vulnerabilização imposta e violação de direitos; em defesa da interculturalidade nas relações”. In: CIRINO, Carlos Alberto Marinho; LIMA, Carmen Lúcia Silva; MUÑOZ, Jenny González. (Org.). Os Warao no Brasil: diáspora, políticas e direitos indígenas. 1ed.Boa Vista - Roraima: EDUFRR, 2022, v. 1, p. 89-114. LIMA, Carmen Lúcia Silva; NASCIMENTO, R. N. F. ; ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno de . Indígenas Gamela no Cerrado piauiense. N. 1. São Luís: UEA Edições, 2020 (Boletim). Disponível em: http://novacartografiasocial.com.br/download/01-indigenas-gamela-no-cerrado-piauiense/ . Acesso em: 23 set. 2022. http://www.pari-c.org/ http://novacartografiasocial.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Gamela-Akro%C3%A1-Gamella-etnicidade-conflito-resist%C3%AAncia.pdf http://novacartografiasocial.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Gamela-Akro%C3%A1-Gamella-etnicidade-conflito-resist%C3%AAncia.pdf http://novacartografiasocial.com.br/download/01-indigenas-gamela-no-cerrado-piauiense/ VEREDAS LITERÁRIAS: ENCANTOS E CONTOS INDÍGENAS PROPONENTE Equipe NEEIQ (Núcleo de Educação Escolar Indígena e Quilombola). A discipliana VEREDAS LITERÁRIAS: CANTOS, ENCANTOS E CONTOS INDÍGENAS apresenta-se como uma das possibilidades de produção da literatura no território piauiense no que tange a temática literária. O contexto histórico atual no Piaui desvela a presença signifcativa de povos indígenas silenciados pela história oficial. Como uma superação dessa condição de invisibilidade imposta aos indigenas, o Estado assume atualmente, mediante reivindicação das etnias indigenas, o comprometimento em possibilitar o acesso dos mesmos a escolarização. Visibilizar essas populações é provocar para criação de políticas públicas efetivas e qualitativas que atendam as demandas dos indigenas levando em consideração suas especificadades. O piauí possui 08 etnias indígenas reconhecidas. A invisibilidade dos indígenas piauienses revela, além de outros aspectos, uma fragil produção literária sistematizada, o que justifica a propositura da disciplina: VEREDAS LITERÁRIAS:ENCANTOS E CONTOS INDIGENAS. Reconhecer, considerar a produção literária indígena pode representar o reconhecimento da relevancia histórica, cultural,política e social desses povos. O desafio, contudo está posto na transposição da oralidade, comum nas etnias indígenas, para sistematização literária. Nesse sentido, Eliana Potiguara em podcast (rádio Brasil de fato) realizada no dia 12 de março de 2022, revela que “É um ato de resistencia quando nós, povos indígenas, saimos da oralidade e entramos na escrita.”Ainda segue chamando atenção para “ Nós, autores indígenas, trazemos, ao escrever, a verdadeira história dos povos étnicos do país. Estamos dizendo nas nossas obras que existimos, que temos culturas, tradições e territórios. Cada livro escrito é um sangue derramado. A nossa literatura é uma flecha”. A discipliana eletiva, ora proposta, possibilita aos estudantes indígenas e nao indígenas a obtenção do conhecimento e produção de saberes acerca da cultura, tradições e narrativas indígenas sob tudo das etnias piauienses. Impretativo ressaltar que a eletiva possui caráter obrigatório, embora os estudantes tenham relativa autonomia na escolha das disciplinas. Sua inportancia está no fato de complementariedade da carga hosrária do curso. As Diretrizes Pedagógicas 2022/Unidades Eletivas realçam como objetivo: Aprofundar, ampliar e enriquecer o aprendizado nas áreas da Formação Geral Básica e/ou nos Itinerários Formativos, possibilitando aos estudantes as aprendizagens sobre diferentes temas que ampliem o seu repertório de conhecimentos, vivências culturais, artísticas, esportivas, científicas, estéticas e lingüísticas, despertando o prazer de seguir em busca de mais aprendizado, conforme seus interesses, suas necessidades e o seu Projeto de Vida. Tem, portanto, o propósito de oportunizar o protagonismo dos estudantes. A interdiciplinaridade é o elemento crucial para realização qualitativa da eletiva. PROFESSORES RESPONSÁVEIS Professores da educação Básica ÁREAS DO CONHECIMENTO Linguagens e suas tecnologias, Ciências Humanas e sociais Aplicadas TEMAS INTEGRADORES Temas Contemporâneos Transversais: 1. Oralidades e ancestralidade; 2. Identidade Cultural; 3. Educação e saúde; 4. Agroecologia e Sustentabilidade; 6. Expressões artisticas. OBJETOS DO CONHECIMENTO Desenvolver aproximações significativas com obras literárias indígenas existentes; Despertar o interesse dos educandos/educandas para a função social da literatura; Introduzir no ambiente escolar, através da literatura, os saberes e vivências dos povos indígenas; Investigação Científica Processos Criativos Mediação e Intervenção Sociocultural Oportunizar produções discursivas acerca literatura indígena OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM • Provocar tempo/espaços de socializaçãoda literatura indígena existente no território brasileiro; • Compreender as trilhas liteárias dos povos indígenas piauienses desde de processo de oralidade as possibilidades de escrita; • Reconhecer a relevancia da produção literária indígena como ato político de visibilização da memória, costumes, crenças, cultura entre outros elementos para os povos indigenas do Piauí; • Produzir sistematização sobre narrativas e oralidade dos povos indígenas do Estado. EIXOS ESTRUTURANTES UNIDADE CURRICULAR • 03 OFICINAS (contação de história – protagonizadas pelas/pelos indígenas); • 03 NÚCLEOS DE CRIAÇÃO ARTÍSTICA (criação artística) • PROJETO – Vivência na Aldeia (produção do caderno da literança indígena – produção literária a partir das narrativas indígenas) CARGA HORÁRIA • Investigação científica – 10 horas (PROJETO) • Processos Criativos – 20 horas (03 NÚCLEOS DE CRIAÇÃO ARTÍSTICA (LUA NEGRA – criação artística) • Mediação e Intervenção Cultural e Ambiental (agroecologia e sustentabilidade) – 10 horas (03 OFICINAS (contação de história – protagonizadas pelas/pelos indígenas) PERFIL DOS PARTICIPANTES A disciplina se destinará aos educandos/educandas das do 1º,2º e 3º do Ensino Médio HABILIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS DE ACORDO COM A FORMAÇÃO GERAL BÁSICA/BNCC Eixo estruturante: Investigação Científica (EMIF CG03) Utilizar informações, conhecimentos e ideias resultantes de investigações científicas para criar ou propor soluções para problemas diversos. (EMIF CG02) Posicionar-se com base em critérios cientí fi cos, éticos e est éticos, utilizando dados, fa tos e evidências para respaldar conclusões, opiniões e argumen tos, por meio de a firmações claras, ordenadas, coeren tes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia, justiça social, pluralidade, solidariedade e sustentabilidade. Eixo estruturante: Processos Criativos (EMIF CG04) Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, artísticas e culturais, por meio de vivências presenciais e virtuais que ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade. (EMIF CG06) Difundir no vas ideias, propostas, obras ou soluções por meio de diferen tes linguagens, mídias e plata formas, analógicas e digitais, com con fiança e coragem, assegurando que alcancem os in terlocutores pr e tendidos. Eixo estruturante: Mediação e Intervenção Sociocultural (EMIF CG07) Reconhecer analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes, colaborativas e responsáveis. METODOLOGIA A eletiva Veredas Literárias: encantos e contos indígenas parte do princípio inerente as eletivas, ou seja, interdisciplinaridade, transversalidade, integração temática e metodologias ativas inovadoras e diversificadas. Ação realizada em torno do favorecimento da sistematização e consolidação do aspecto da literança indígena no Estado Piauí. A práxis é o caminho a ser efetivado, devido a as possibilidades que essa práxis na perpestiva emancipatória potencilaiza: protagonismo e transformação social afundamentados pela participação efetiva e significativa que a literatura indígena favorece. A trajetória metodológica: Sensibilização acerca da eletiva Veredas Literárias: encantos e contos indígenas e sua relevancia interdisciplinar e interativa no processo de desenvolvimento da aprendizagem dos estudantes indígenas; SEQUÊNCIA DE SITUAÇÕES/ATIVIDADES EDUCATIVAS • Sensibilização acerca da eletiva Veredas Literárias: encantos e contos indígenas e sua relevancia interdisciplinar e interativa no processo de desenvolvimento da aprendizagem dos estudantes indígenas; • A proposta é a realização de 03 oficinas, sendo as oficinas voltadas para facilitação teórico/prática/metodológica sobre a habilidade de contação de histórias com intencionalidade pedagógica; • A atividade criativa denominada de Núcleo de criação artística será voltada para ação didático/pedagógica Lua negra desenvolvida pelos Tabajaras (Akair) e/ou outros povos. • O projeto enquanto proposta de unidade curricular terá como função básica a produção e sistematização Caderno da literança indígena. • Processos constantes dialógicos. RECURSOS DIDÁTICOS NECESSÁRIOS Espaços da escola; Espaços externos; Caixa de som; Cartolinas; condição dos espaços, equipamentos e materiais necessários, sem jamais esquecer-se de um recurso precioso: a criatividade do estudante. PROPOSTA PARA A CULMINÂNCIA • VISITA – Sopro da literança viva - a aldeia indígena • Caderno da literança AVALIAÇÃO O processo de avaliação deve ser dialógico e por conseguinte, processual, tendo em vista, o desenvolvimento de modo integral dos sujeitos envolvidos na ação educativa. REFERÊNCIAS MUNDURUKU, Daniel. Nós: uma antologia de literatura indígena. Edição Companhia das Letrinhas, 2019. __________________. Vozes ancestrais: dez contos indígenas. Editora FTD, 2016. POTYGUARA, Eliana. A cura da Terra. Editora do Brasil, 2015. KRENAC, Ailton. O lugar onde a Terra descança. Editora/Núcleo de cultura indígena, 2000. JEKUPE, Olívio. Xerokó Arandu: a morte de Kretã. Editora Peirópolis, 2003. Arte: José Pinheiro Júnior TÍTULO UM CLOSE NA BELEZA: A Matemática na Fotografia PROPONENTE Equipe ProBNCC RESUMO A humanidade sempre encontrou uma forma para se comunicar, seja através da escrita formal ou da fala e com a fotografia não é diferente. Segundo o fotografo Paulo Sallorenzo, fotografar é escrever com a luz. Mas para que essa escrita aconteça é preciso alguns conhecimentos dentre eles os matemáticos. Por trás de toda fotografia de qualidade existe muita matemática, mesmo quando o fotógrafo não tenha essa noção. A eletiva um “Close na Beleza” traz a perspectiva de fazer uma retomada de conceitos matemáticos como o cálculo de razão e proporção do círculo, a progressão geométrica e a geometria, para que os alunos percebam que a matemática é utilizada em toda parte, desde a antiguidade. E que a geometria, presente na fotografia, é a mesma cujos registros mais antigos podem ser atribuídos aos povos primitivos conforme a matemática babilônica, sendo que as origens da Geometria (do grego medir a terra) parecem coincidir com as necessidades do dia-a-dia. Medir terras às margens dos rios, construir casas, ter controle sobre a quantidade de animais, prever os astros e a influência que esses tinham sobre os acontecimentos. Nos dias atuais essa aplicabilidade continua em tudo que vemos, inclusive, nos registros fotográficos que fazemos a partir de nosso aparelho celular,que no advento das novas mídias tecnológicas ganhou um novo formato: Mobgrafia (foto do celular) . Nesta eletiva pretende-se levar o estudante a observar e reconhecer, também, as transformações dos espaços por meio do estudo e observação de fotografias antigas da sua escola, seu bairro, sua cidade, sua região e/ou outros locais de interesse da pesquisa, impulsionando a aprendizagem da matemática na escola, como uma prática pedagógica de valorização da cultura local. PROFESSORES RESPONSÁVEIS Antonia Celene Pinheiro Lima Maria Rosemary de Jesus Pinto ÁREAS DO CONHECIMENTO Matemática e suas tecnologias Linguagens e suas tecnologias TEMAS INTEGRADORES 1. Direitos da Criança e do Adolescente; 2. Diversidade Cultural; 3. Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras 4. Processo de Envelhecimento, respeito e valorização do Idoso; 5. Trabalho; 6. Vida Familiar e Social. OBJETOS DO CONHECIMENTO ● Geometria ● Simetria ● Razão e proporção ● Progressão geométrica ● Área do círculo ● Regra dos terços ou espiral de ouro ● Regras de fotografiacom o celular ● Transformação da paisagem ● História da fotografia ● Aplicativos para edição de fotos ● Desenho em perspectiva ● Mobgrafia (fotografia de celular) ● Leitura de imagens fotográficas ● Estética na fotografia ● Estudo da geometria na obra de Pablo Picasso. OBJETIVOS ● Despertar, através da fotografia, para a matemática que existe em toda parte; ● Observar as formas geométricas existentes em fotografias antigas; ● Usar a Regra dos Terços (espiral de ouro) como composição para uma boa fotografia; ● Compreender a área do círculo como necessário ao resultado de uma boa fotografia; ● Reconhecer a transformação dos espaços a partir das mudanças nas paisagens; ● Compreender como surgiu a fotografia; ● Pesquisar os diversos tipos de máquina fotográfica; ● Realizar exposição de fotografias antigas que mostre a transformação do espaço onde a escola está inserida, bem como do seu bairro, cidade, região e/ou outros locais de interesse de pesquisa. ● Reconhecer a influência da matemática na arte, principalmente na fotografia, com a descoberta da perspectiva no Período do Renascimento, mudando assim, a forma de representar dos artistas; ● Impulsionar a percepção dos educandos quanto ao uso do celular(mobgrafia) no estudo da matemática; ● Contextualizar a fotografia do passado com incentivo do estudo matemático com análise e interpretação de imagens e teoria semiótica. ● Favorecer um olhar fotográfico em processo de contemplação da beleza, da harmonia e das cores possibilitando a criação de uma fotografia com um bom impacto visual; ● Potencializar a criatividade através do desenho de figuras geométricas já conhecidas, como retângulo, triângulo e trapézio, e a partir delas mostrar o processo de ampliação e redução, contextualizadas na obra do pintor Pablo Picasso. EIXOS ESTRUTURANTES ● Investigação Científica ● Processos Criativos ● Empreendedorismo UNIDADE CURRICULAR A Eletiva deve envolver componentes curriculares da área de Matemática e suas Tecnologias, Ciências humanas e Linguagens através de oficinas, laboratórios e pesquisas. CARGA HORÁRIA A eletiva tem uma carga horária de 40 horas PERFIL DOS PARTICIPANTES A proposta de eletiva é alinhada ao público jovem, das três séries do Ensino Médio, com interesse em fotografia a partir da lente do celular (Mobgrafia). A turma deve ser composta de no mínimo 25 e máximo 35 estudantes. HABILIDADES DOS ITINERÁRIOS FORMATIVOS A SEREM DESENVOLVIDAS ASSOCIADAS ÀS COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC Investigação Cientifica (EMIFCG01) identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos evidências com curiosidade, atenção, criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais. (EMIFCG02) Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e estéticos, utilizando dados, fatos e evidencias para respaldar conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas, coerentes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia, justiça social, pluralidade, solidariedade e sustentabilidade. Processos Criativos (EMIFCG04) Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, artísticas e culturais, por meio de vivências presenciais e virtuais que ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade. (EMIFCG06) Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por meio de diferentes linguagens, mídias e plataformas, analógicas e digitais, com confiança e coragem, assegurando que alcancem os interlocutores pretendidos. Mediação e Intervenção Sociocultural (EMIFCG07) Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes, colaborativas e responsáveis. METODOLOGIA 1. Apresentação das eletivas 2. Aulas expositivas com direcionamento para a organização de grupos de trabalho e sugestões de links e textos para pesquisas. 3. Formação de grupos e distribuição de temas para direcionar as pesquisas. 4. Pesquisa de campo com levantamento de fotografias antigas que mostrem a transformação do espaço em que a escola está inserida destacando a mudança nas formas geométricas de acordo com a modificação desse espaço. 5. Oficinas para trabalhar a matemática na fotografia 6. Oficinas para estudar técnicas de fotografias a partir do celular (Mobgrafia). 7. Selecionar situações para serem fotografadas. (crianças brincando, pés de trabalhadores, mulheres com seus filhos). etc 8. Encontro dos grupos para estudos das leis de direitos de imagem. 9. Produção de um documentário a partir das fotografias selecionadas. 10. Culminância do projeto. SEQUÊNCIA DE SITUAÇÕES/ATIVIDADES EDUCATIVAS O desenvolvimento da eletiva, pode ser estruturada em três etapas: ● Pesquisa teórica Organização e orientação dos estudantes para a realização de pesquisas voltadas para a matemática por traz das fotografias. ● Oficinas práticas Desenvolvimento de atividades de produção de materiais relacionados à fotografia a partir da lente do aparelho celular (mobgrafia). ● Culminâncias. RECURSOS DIDÁTICOS NECESSÁRIOS Livros; Equipamentos audiovisuais (Datashow, computador, caixa de som, celular, TV, etc.); Material de consumo (papel, tintas, canetas, régua, etc.); Espaço escolar (pátio). PROPOSTA PARA A CULMINÂNCIA Sugere-se algumas possibilidades: Exposição de fotografias impressas e expostas em cordas e/ou cavaletes (todas feitas a partir do aparelho celular (Mobgrafia); Exposição representando ilusão de ótica; Documentário produzido a partir da impressão das fotografias. AVALIAÇÃO O processo avaliativo será contínuo, incluindo a autoavaliação. Mediante definição de critérios e ações, cada estudante deverá atribuir para si e com a validação da equipe e do professor, um qualitativo, de acordo com o seu desempenho dentro do grupo, como seu envolvimento nas atividades executadas na eletiva, bem como em relação à efetiva contribuição do aprendizado da Eletiva no desenvolvimento do seu projeto de vida. REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Educação. Resolução Nº 3, de 21 de novembro de 2018. Atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília: MEC, 2018. ________, Ministério da Educação. Resolução Nº 4, de 17 de dezembro de 2018 - Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. ________, Ministério da Educação. Referenciais Curriculares para Elaboração de itinerários Formativos. Brasília: MEC, 2019. CARDOSO, Rafael. Uma Introdução à História do Design. São Paulo: Edgard Blucher, 2010. COLETÂNEA DE MATERIAIS - Frente Currículo e Novo Ensino Médio/CONSED. Recomendações e Orientações para Elaboração e Arquitetura Curricular dos Itinerários Formativos.Fev 2020. DORNELAS, J. C. A. Empreendedorismo: transformando ideias em negócios. 3ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. FLORES, C. R.; MORETTI, M. T. Olhar em perspectiva: Análise da representação do espaço e suas implicações na visualização de figuras tridimensionais no ensino de geometria. Contrapontos, Revista de Educação da Universidade do Vale do Itajaí, Santa Catarina, v. 1, n. 3, p. 119-127, jul/dez. 2001. [1] Matemática Ensino Médio V1 – StoccoSmole e Diniz MARTINS, José de Souza. Sociologia da Fotografia e da Imagem. 2 ed. São Paulo: Editora Contexto, 2011. NETO, Antonio Rodrigues. A Matemática da Câmera Fotográfica. Encontrado em: (https://educacao.uol.com.br/planos-de-aula/medio/matematica-a-fotografia-e-a-geometria.htm. Acesso em: 17 de setembro de 2020. https://educacao.uol.com.br/planos-de-aula/medio/matematica-a-fotografia-e-a-geometria.htm TÍTULO PIAUÍ HABLA ESPAÑOL PROPONENTE Equipe ProBNCC RESUMO Aprendera língua espanhola propicia a criação de novas formas de engajamento e participação dos alunos em um mundo social cada vez mais globalizado e plural, em que as fronteiras entre países e interesses pessoais, locais, regionais, nacionais e transnacionais estão cada vez mais difusas e contraditórias. Assim, o estudo da Língua Espanhola possibilita aos alunos ampliar horizontes de comunicação e de intercâmbio cultural, científico e acadêmico. Nesse sentido, abre novos percursos de acesso, construção de conhecimentos e participação social. É esse caráter formativo que inscreve a aprendizagem de espanhol em uma perspectiva de educação linguística, consciente e crítica, na qual as dimensões pedagógicas e políticas são intrinsecamente ligadas. PROFESSORES RESPONSÁVEIS ANA CLÉIA SILVA FERREIRA JOSINALDO OLIVEIRA DOS SANOS ÁREAS DO CONHECIMENTO Linguagens e suas tecnologias TEMA INTEGRADOR Pluralidade cultural OBJETOS DO CONHECIMENTO OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM 1. Países que hablan español; 2. El alfabeto: letras y sonidos; 3. Saludos, presentaciones y despedidas; 4. Uso de Tú/Vos y Usted; 5. La familia – grados de parentesco; 6. Aspectos físico y de personalidadde alguien; 7. En la escuela - objetos escolares, asignaturas, profesionales e instalaciones; 8. Artículos definidos, indefinidos – género y número; 9. Las contracciones; 10. Los numerales cardinales y ordinales; 11. La rutina - verbos regulares e irregulares en Presente de Indicativo; Conhecer os países que falam espanhol como língua oficial, assim como suas principais atrações turísticas; Aprender asletras e os sons do alfabeto da língua espanhola; Saudar, apresentar-se e despedir-se em Espanhol; Usar corretamente a língua em situações de formalidade e informalidade; Reconhecer a relação entre membros familiares em Espanhol; Descrever os aspectos físicos de uma pessoa em língua espanhola Falar sobre a rotina escolar e dos aspectos relacionados à escola. 12. Las comidas; 13. Fiestas culturales Aprender o uso dos artigos e contrações da língua espanhola, explorando gênero e número dos substantivos; Conhecer a escrita e pronúncia dos numerais cardinais e ordinais; Relatar sobre sua rotina com o emprego de verbos regulares e irregulares em Espanhol; Conhecer as principais comidas típicas dos países de língua espanhola; Visibilizar as festas populares/folclóricas dos países que falam espanhol como língua oficial. EIXOS ESTRUTURANTES Processos Criativos Mediação e Intervenção Sociocultural UNIDADE CURRICULAR A Eletiva deve envolver componentes curriculares da área de Linguagens e suas tecnologias e poderá ser ofertada através de oficinas. CARGA HORÁRIA A eletiva tem uma carga horária de 40 horas PERFIL DOS PARTICIPANTES A proposta de eletiva é alinhada ao público jovem, das três séries do Ensino Médio, com interesse em em conhecer e aprender a língua estrangeira moderna – Espanhol A turma deve ser composta de no mínimo 25 e máximo 35 estudantes. HABILIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS DE ACORDO COM A FORMAÇÃO GERAL BÁSICA/BNCC Processos Criativos (EMIFCG04) Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, artísticas e culturais, por meio de vivencias presenciais e virtuais que ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade. (EMIFCG06) Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por meio de diferentes linguagens, mídias e plataformas, analógicas e digitais, com confiança e coragem, assegurando que alcancem os interlocutores pretendidos. Mediação e Intervenção Sociocultural (EMIFCG07) Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes, colaborativas e responsáveis. METODOLOGIA A eletiva será desenvolvida através de uma oficina, onde o aluno terá a oportunidade de ter contanto com a língua espanhola através de: Leituras de textos (diversos gêneros) Músicas Vídeos com temas relativos aos temas propostos Filmes e curta-metragem Gravação de áudios e vídeos referente aos temas abordados Jogos educativos Aplicativos e plataformas de aprendizagem dentre outros recursos midiáticos Organização e divisão em equipes para culminância da eletiva sobre a culinária e principais festas populares dos países hispano falantes. SEQUÊNCIA DE SITUAÇÕES/ATIVIDADES EDUCATIVAS O desenvolvimento da eletiva, pode ser estruturada em três etapas: 1. Apresentação da Ementa 2. Realização das oficinas 3. Culminância RECURSOS DIDÁTICOS NECESSÁRIOS Sala de aula, livros de espanhol, apostilas, internet, vídeos, músicas, celular, computador, notebook, quadro, pinceis, caderno, lápis, borracha, dicionário. PROPOSTA PARA A CULMINÂNCIA Divisão dos alunos por equipes. Será sorteado para cada equipe um país de língua espanhola. As equipes apresentarão as comidas mais conhecidas de seus respectivos países, mostrando a cultura gastronômica mais representativa de cada lugar. A apresentação será em Espanhol. AVALIAÇÃO O processo avaliativo será contínuo através da participação, assiduidade e frequência, assim comoseu envolvimento nas atividades durante o desenvolvimento do componente curricular. REFERÊNCIAS ALONSO DE SUDEA, Isabel Et alii. Ánimo. Vol. 1, 2 y 3. Oxford. 2010. BRASIL. Ministério da Educação. Resolução Nº 3, de 21 de novembro de 2018. Atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília: MEC, 2018. ________, Ministério da Educação. Resolução Nº 4, de 17 de dezembro de 2018 - Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. ________, Ministério da Educação. Referenciais Curriculares para Elaboração de itinerários Formativos. Brasília: MEC, 2019. ________, Ministério da Educação. Temas Contemporâneos Transversais na BNCC. Propostas de Praticas de implementação. Brasília: MEC, 2019. COLETÂNEA DE MATERIAIS - Frente Currículo e Novo Ensino Médio/CONSED. Recomendações e Orientações para Elaboração e Arquitetura Curricular dos Itinerários Formativos.Fev 2020. DE LOS ÁNGELES J. GARCIA, Maria et alii. Español sin fronteras: curso de lengua española. Vol. 1, 2, 3 y 4. São Paulo. Scipione, 2007. MÁRTIN, Ivan. Síntesis – Curso de lengua española.SãoPaulo.Editora Ática, 2009. MILANI, Esther Maria. Gramática de Espanhol para Brasileiros: volume único. 4ª edição. São Paulo:Saraiva, 2011. GUERVOS, Javier de Santiago. Aprender Espãnol Jugando. São Paulo: Moderna, 2005. TORREGO, Leonardo Gómez. Gramática didáctica del español. Vol. Único. São Paulo: Edições SM, 2005. Internet: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/contextualizacao_temas_contemporaneos.pdf http://www.babbel.com. Acesso em: 22/09/2020 http://www.bomespanhol.com.br. Acesso em: 22/09//2020 http://cvc.cervantes.es. Acesso em: 25/09/2020 http://www.espanholgratis.net. Acesso em: 25/09/2020 http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/contextualizacao_temas_contemporaneos.pdf http://www.babbel.com/ http://www.bomespanhol.com.br/frases/motivacao http://cvc.cervantes.es/ http://www.espanholgratis.net/download/ Arte: José Pinheiro Júnior TÍTULO Siga as PEGADAS@.com.PI PROPONENTE Equipe ProBNCC – GT Eletiva RESUMO O Parque Nacional da Serra da Capivara, declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, criado para preservar um dos maiores tesouros arqueológicos do mundo, está localizado no Piauí. Conhecer as pinturas rupestres, a fauna, a flora, será como uma imersão pela história natural do planeta, desde o surgimento da vida até os dias atuais, passando pelas transformaçõesdo meio ambiente e tendo as mudanças climáticas como protagonistas dos acontecimentos, uma experiência única, fascinante, divertida, com um referencial teórico que nos convida a refletir sobre uma profunda exigência antropológica de realizarmos, como humanidade, um salto qualitativo, de perseguir uma continua superação de si mesma. Assim, torna-se proeminente conhecer a historia do surgimento dos nossos antepassados, fazendo uma conexão para o contemporâneo através do processo de pesquisa e produção de Memes, que emerge como uma inovação em mídia digital e se configura como um meio importante para valorizar, preservar e divulgar este maravilhoso acervo natural de culturas diversas. Percebe-se, desde os tempos remotos a necessidade que o homem tem de expressar-se através de ilustrações, de desenhos, mesmo com o advento da escrita, comunicar-se através de imagens ainda é um recurso muito utilizado, e os Memes, este gênero textual midiático, tem como objetivo não só o humor, mas informar de maneira crítica fatos contemporâneos sociais, econômicos e culturais. Este tipo de texto está cada dia mais perto do jovem e já adentrando a sala de aula. PROFESSORES RESPONSÁVEIS Ana Cleia Silva ferreira Lucélia Nárjera de Araújo José Pinheiro Júnior Júnior Josinaldo Oliveira dos Santos Maria Rosemary de Jesus Pinto Rosângela Maria Duarte Batista Rosangela Monteiro da Silva Ramos Importante ressaltar que o corpo docente responsável pelo planejamento e desenvolvimento da referida eletiva, compreendam a importância da educação para as mídias. Compreender seus códigos, dominar as diversas possibilidades de expressão, usufruir junto com os estudantes das várias formas de captar e mostrar o mesmo objeto do conhecimento. ÁREAS DO CONHECIMENTO Linguagem e suas Tecnologias Ciências Humanas e suas tecnologias. TEMAS INTEGRADORES 1. Ciência e Tecnologia; 2. Diversidade Cultural; 3. Educação Ambiental; 4. Educação em Direitos Humanos; 5 Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras. OBJETIVOS: Apresentar os Memes como uma ferramenta educacional útil para promover o letramento digital e aprofundar temas contemporâneos através de uma linguagem articulada com elevado potencial de promover uma comunicação sintética, memorável, com toque de humor que atrai atenção; Possibilitar que através de Memes um conjunto de conteúdos e demandas sociais, ambientais possa a circular pelas redes sociais evidenciando a necessidade de se articular o bem comum; Aproveitar a cultura digital para dar visibilidade ao Museu arqueológico da Serra da Capivara no estado do Piauí, criada para garantir a preservação do patrimônio cultural e natural local com lema à proposta de “Suba até nós”: uma aventura cultural e arqueológica no Parque Arqueológico da Serra da Capivara. OBJETOS DO CONHECIMENTO OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM Linguagens e Suas tecnologias Memes: Um Mundo de Informações 1. Interrogando um meme; 2. Anatomia do meme; 3. Leitura crítica- Memes pontos positivos e pontos de atenção; 4. Laboratório de memes; 4.1 Criações de memes com texto escrito em espanhol; 4.2 Usos de imagens de personalidades hispânicas para criação de memes. 5. Esporte de aventura e sua relação com atividades físicas na sociedade primitiva. 6.Contribuição dos memes para ações comunicativas dos sujeitos, considerando a diversidade de linguagens; 7. Memes como gêneros discursivos que aparecem nas esferas públicas digitais, que podem fortalecer o trabalho com texto nas aulas de Língua Portuguesa; 8. Memes como reprodução e disseminação de aspectos comunicacionais; Promover uma discussão a partir das perguntas: O que você vê? Qual contexto esse meme pode ter emergido? Qual mensagem quer passar? Discutir a linguagem dos memes: sua Criação, publicação, a síntese das informações e opiniões, e uma reflexão sobre seu conteúdo e impacto; Solicitar dos estudantes exemplo de memes para reflexão, conclusões e explicações éticas de Pontos como: potencial de alcance; responsabilidade na criação e compartilhamento; os riscos de invasão de privacidade ou de espalhar desinformação; destacar o aspecto positivo humorístico e satíricos presente nos memes. Cuidados com exposição de imagem de forma desrespeitosa de pessoa pública, de uma marca ou mesmo de um cidadão comum. Construção de Memes pelos estudantes a partir do tema sugerido a partir das orientações: Criar um texto externando uma finalidade (divulgação, opinião, critica... sobre o tema; Comunicar-se essa mesma mensagem na forma de meme; Adicionar o meme a um ambiente colaborativo (Google Fotos, Padlet, Slides, Powerpoint ou qualquer outro). Expandir os estudos sobre a relação do esporte de aventura com atividades físicas na sociedade primitiva, a fim de compreender novas nuances e possíveis diálogos com as práticas corporais de aventura, reaproximação do binômio homem-natureza buscando sua preservação. Compreender as funções e importância do Parque Nacional Serra da Capivara para o Piauí, Brasil e mundo; 9. Memes para descrever a propagação de uma ideia particular apresentada com um texto, imagem, linguagem e movimento; 10. Gravuras e pinturas rupestres. 11. Paisagem e sítios arqueológicos pré- históricos, pintados ou gravados sobre as paredes e rochas; 12.Registros rupestres: formas gráficas de comunicação utilizadas pelos grupos que habitavam a região; 13. Símbolos na Pré história. Ciências Humanas 1. Patrimônio Histórico e natural: função e importância; 2. Pré-História do Piauí; 3. Arte Rupestre: Identidades gráficas das pinturas; 4. Clima e a biodiversidade do Parque e suas perspectivas de coexistência com a comunidade local; 5. Geologia e geomorfologia do Parque Nacional da Serra da Capivara. Compreender a organização das sociedades humanas na pré- história da Região do Parque Nacional Serra da Capivara; Identificar as pinturas rupestres como signos de comunicação e representações identitárias gráficas; Analisar a biodiversidade do parque e os modos de adaptação da comunidade local, bem como a necessidade de preservá-lo. Reconhecer as diferentes formas de linguagem e seus vários modos de veiculação, quais sejam: redes sociais, multimeios (vídeos, música, televisão, cinema) linguagem corporal, gestual, imagens e outros. Conhecer as estratégias de compreensão e produção de textos orais e escritos de diferentes tipos e gêneros. Desenvolver nos estudantes, competências e habilidades que favoreçam a capacidade de construir uma argumentação acerca de diferentes temas que possam abranger os campos da cultura de forma crítica e reflexiva; Entender as distinções entre gravura e pintura rupestre; Conhecer as características das pinturas rupestres do Brasil; Reconhecer a arte rupestre como representação das atividades humanas pré-históricas; Identificar elementos que possibilitou o ser humano a capacidade intelectual e artística para criar símbolos e pintura rupestre; Promover aos estudantes momentos de análise crítica acerca do contexto cultural e patrimonial da Região do Parque Nacional da Serra da Capivara e sua relevância. Incentivar a escola a criar Memes abordando o fenômeno cultural e turístico da Região do Parque Nacional da Serra da Capivara. Apresentar o Meme como uma ferramenta educacional útil para promover o letramento digital e trabalhar temas contemporâneos através de uma linguagem articulada com elevado potencial de promover uma comunicação sintética, memorável, com toque de humor que atrai atenção; Possibilitar que um conjunto de conteúdos e demandassociais, ambientais possa a circular pelas redes sociais evidenciando a necessidade de se articular o bem comum; Aproveitar a cultura digital para dar visibilidade ao Museu arqueológico da Serra da Capivara no estado do Piauí, criada para garantir a preservação do patrimônio cultural e natural local com lema à proposta de “Suba até nós”: uma aventura cultural e arqueológica no Parque Arqueológico da Serra da Capivara. EIXOS ESTRUTURANTES 1. Investigação Científica 2. Processos Criativos 3. Mediação e Intervenção Cultural e Ambiental UNIDADE CURRICULAR Oficinas, laboratórios, observatórios, incubadoras, núcleo de estudos, núcleos de criação artística. CARGA HORÁRIA EIXOS ESTRUTURANTES Investigação Científica: 10 H Processos Criativos: 20H Mediação e Intervenção Sociocultural: 10H CH TOTAL: 40 H PERFIL DOS PARTICIPANTES Estudantes na faixa etária de 15 a 18 anos e/ou Jovens e Adultos, cursando a 1ª Serie do Ensino Médio que mostrarem interesse de cursar a referida eletiva. Sugere-se que as turmas sejam compostas por um número mínimo de 20 e máximo de 35 estudantes. HABILIDADES DOS ITINERÁRIOS FORMATIVOS A SEREM DESENVOLVIDAS ASSOCIADAS ÀS COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC EIXOS ESTRUTURANTES: 1.Investigação Científica - Habilidades relacionadas ao pensar e fazer científico: (EMIFCG01) Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade atenção, criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais. (EMIFCG02) Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e estéticos, utilizando dados, fatos e evidências para respaldar conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas, coerentes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia, justiça social, pluralidade, solidariedade e sustentabilidade. (EMIFCG03) Utilizar informações, conhecimentos e ideias resultantes de investigações científicas para criar ou propor soluções para problemas diversos. 2.Processos Criativos - Habilidades relacionadas ao pensar e fazer criativo: (EMIFCG04) Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, artísticas e culturais, por meio de vivências presenciais e virtuais que ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade. (EMIFCG05) Questionar, modificar e adaptar ideias existentes e criar propostas, obras ou soluções criativas, originais ou inovadoras, avaliando e assumindo riscos para lidar com as incertezas e colocá-las em prática. (EMIFCG06) Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por meio de diferentes linguagens, mídias e plataformas, analógicas e digitais, com confiança e coragem, assegurando que alcancem os interlocutores pretendidos. 3. Mediação e Intervenção Sociocultural – Habilidades relacionadas à convivência e atuação sociocultural: (EMIFCG07) Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes, colaborativas e responsáveis. (EMIFCG08) Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia, flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o combate ao preconceito e a valorização da diversidade. (EMIFCG09) Participar ativamente da proposição, implementação e avaliação de solução para problemas socioculturais e/ou ambientais em nível local, regional, nacional e/ou global, corresponsabilizando-se pela realização de ações e projetos voltados ao bem comum. METODOLOGIA As eletivas serão desenvolvidas em consonância com as novas vertentes contemporâneas, como as metodologias ativas, modelos de ensino que visam desenvolver o protagonismo juvenil, a autonomia e a participação ativa dos estudantes de forma integral. SEQUÊNCIA DE SITUAÇÕES/ATIVIDADES EDUCATIVAS 1. Apresentação da Eletiva (Expectativas, Objetivos, relevância Engajamento). 2. Realização do Contrato de Aprendizagem em que aluno e professor responsabilizam-se pelo processo de ensino-aprendizagem. 3. Aulas expositivas e dialogadas para análise e discursão de textos compartilhados relacionados ao tema em pauta, visando aprofundamento de conceitos, peculiaridades (dos componentes curriculares), e finalidades. Para tanto serão formados grupos Interativos para investigação e produção textual de aspectos de seu interesse dentro do tema em questão. • Visitas externas para exploração do tema; • Dinâmicas de sensibilização. • Aulas práticas contemplando o protagonismo do educando. • Exibição de Memes. • Palestras com profissionais sobre o tema em questão. •Planejamento e confecção de Memes. RECURSOS DIDÁTICOS NECESSÁRIOS Sala de aula, laboratório de informática, celulares, Textos impressos; Equipamentos de som e imagem (Datashow); PROPOSTA PARA A CULMINÂNCIA Construção e comunicação de memes através de ambientes colaborativos como (Google Fotos, Padlet, Slides, Powerpoint ou qualquer outro) visando valorizar, preservar e divulgar o Museu Arqueológico do Piauí, este maravilhoso acervo natural de culturas diversas. AVALIAÇÃO A avaliação será de forma processual e contínua, através de observações e registros diários, auto avaliação verificando-se a qualidade naquilo que foi proposto como objetivos a serem alcançadas, como aprendizagens esperadas a partir da temática escolhida sob o olhar e perspectivas dos componentes curriculares envolvidos considerando os quatro pilares da educação: Aprender a conhecer Aprender a fazer, Aprender a conviver e aprender a ser. REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Educação. Resolução Nº 3, de 21 de novembro de 2018. Atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília: MEC, 2018. ________, Ministério da Educação. Resolução Nº 4, de 17 de dezembro de 2018 - Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. ________, Ministério da Educação. Referenciais Curriculares para Elaboração de itinerários Formativos. Brasília: MEC, 2019. ________, Ministério da Educação. Temas Contemporâneos Transversais na BNCC. Propostas de Práticas de implementação. Brasília: MEC, 2019. CISNEIROS, D. (2011) Grafismos de Contorno Aberto no Parque Nacional Serra da Capivara PI. Clio Arqueológica, v. 26, p. 6-20. COLETÂNEA DE MATERIAIS - Frente Currículo e Novo Ensino Médio/CONSED. Recomendações e Orientações para Elaboração e Arquitetura Curricular dos Itinerários Formativos. Fev 2020. FUNARI, Pedro Paulo Abreu. Patrimônio histórico e cultural. 2. Ed. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed, 2009. https://novaescola.org.br/conteudo/4629/o-que-e-um-meme. Acesso. 12/07/2020 https://www.museudememes@midia.uff.br/acesso. 12/07/2020 MARTIN, G. Pré-História do Nordeste do Brasil. 5ª. ed. Recife: Universitária da UFPE,. v. 1. 434p, 2008. https://novaescola.org.br/conteudo/4629/o-que-e-um-meme.%20Acesso.%2012/07/2020 https://www.museudememes@midia.uff.br/acesso.%2012/07/2020 Parque Nacional Serra da Capivara. Disponível em http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/42. Acesso 13 ago. 2020. PERIFERIA: Multimodalidade e efeitos de Sentido no Gênero MEME-UFMG/2019. V. 11, n. 2, p. 242- 267, maio/ago. 2019. _________, Memes de Internet nas Aulas de Língua Portuguesa-Ampliando o Estudo de Gêneros Discursivos na Sala de Aula – UFBA. V. 11, n. 2, p. 317-343, maio/ago. 2019 PESSIS, A.M.; CISNEIROS, D. MUTZENBERG, D. MEDEIROS, E. Modelos tridimensionais na análise de pinturas rupestres. In: Pessis, A.M.; Martin, G.; Guidon, N. (Orgs.) Os Biomas e as Sociedades Humanas na Pré-História da Região do Parque Nacional Serra da Capivara, Brasil. São Raimundo Nonato,A&A, 2014. PESSIS, A-M, CISNEIROS, D.; MUTZENBERG, D. Identidades Gráficas nos Registros Rupestres do Parque Nacional Serra da capivara, Piauí, Brasil. Disponível em:http://fumdham.org.br/wp- content/uploads/2019/03/fumdham-fumdhamentos-xv-2018-n-2-_706581.pdf. Acesso 13 ago. 2020. http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/42.%20Acesso%2013%20ago.%202020 http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/42.%20Acesso%2013%20ago.%202020 Arte: José Pinheiro Júnior TÍTULO Meu Pequeno Mundo PROPONENTE Equipe ProBNCC – GT Eletiva RESUMO Trabalhar os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) de forma contextualizada com as áreas do conhecimento (e seus respectivos componentes) visa a elevar e tornar significativa a aprendizagem dos estudantes, pois os permite associar o que é ensinado na sala de aula com a realidade vivida no dia a dia, aprendendo sobre temas relevantes para seu desenvolvimento e atuação como cidadãos, sujeitos de direito na sociedade. Neste sentido, a eletiva Meu Pequeno Mundo, tem o objetivo de trabalhar temas como o meio ambiente, saúde e bem-estar, utilizando a prática da área de física óptica, especificamente quanto ao uso de lentes para criar e montar equipamentos simples que possibilitem a observação de pequenas estruturas, podendo auxiliar os componentes como a Física, a Química e a Biologia. As lentes são exemplos da aplicação dos fenômenos da refração, em que são estudadas a formação de imagens e o cálculo dos parâmetros do sistema óptico, como o comprimento focal e o aumento. O microscópio óptico, também chamado de microscópio óptico composto, é um instrumento utilizado pelas Ciências da Natureza para examinar pequenos objetos, que podem variar de alguns milímetros até micrômetros, com aplicação prática na Medicina, Engenharia, Geologia e perícia criminal da Polícia, por exemplo. A utilização de microscópios ópticos compostos nas escolas esbarra em algumas dificuldades como: custo elevado de compra, manutenção, preparo de amostras e lâminas de vidro. Nem todas as escolas dispõem de tais equipamentos, condições de trabalho e local adequado. Diante disso, a aplicação de um microscópio caseiro vem suprir essa possível lacuna, cuja construção tem caráter de atividade didática prática e de trabalho coletivo, além de, desenvolver no jovem a capacidade de construir o seu próprio instrumento. Assim, a eletiva Meu Pequeno Mundo faz jus à sua proposta enquanto unidade curricular de caráter prático, lúdico e pedagógico, haja vista que as estratégias metodológicas buscam desenvolver competências e habilidade em que os estudantes irão “colocar a mão na massa”, contextualizando o aprendizado escolar com sua realidade de vida, reconhecendo nos temas trabalhados a relevância para a sociedade em que ele está inserido, tanto no âmbito da escola, da família, da comunidade, município e/ou região. PROFESSORES RESPONSÁVEIS Izael Araujo Lima José Roberto Nunes Soares Importante ressaltar que o corpo docente responsável pelo planejamento e desenvolvimento da referida Eletiva, compreendam a importância da educação para o reaproveitamento de materiais eletrônicos, além de poder usar smartphones para realizar experimentos de baixo custo. Compreender seus códigos, dominar as diversas possibilidades de expressão, usufruir junto com os estudantes das várias formas de captar e mostrar o mesmo objeto do conhecimento. ÁREAS DO CONHECIMENTO Ciências da Natureza e suas Tecnologias. TEMAS INTEGRADORES 1. Ciência e Tecnologia; 2. Educação Ambiental; 3. Educação para o Consumo; 4. Saúde; 5. Ética OBJETOS DO CONHECIMENTO 1. Microscópio de baixo custo 2. Óptica das lentes 3. Bioética 4. Estruturas microscópicas OBJETIVOS ✔ Discutir acerca dos novos problemas impostos pelo desenvolvimento tecnológico, partindo de um viés mais tecnicista para um caminho mais pautado pelo humanismo, superando a dicotomia entre os fatos explicáveis pela ciência e os valores estudados pela ética; ✔ Construir um microscópio caseiro, a partir de materiais que podem ser encontrados dentro de casa, de baixo custo, e de aplicações simples; ✔ Compreender o céu azul e o vermelho do pôr-do-sol; ✔ Conhecer os diferentes tipos de lentes para compreender elementos ópticos como distância focal e aumento; ✔ Entender o funcionamento de um microscópio convencional, inclusive como ocorre a combinação de lentes para obter maior resolução de uma estrutura. ✔ Analisar amostras de água da comunidade para verificar a sua qualidade; ✔ Analisar amostras de sangue para observação de sua estrutura celular; ✔ Conhecer a estrutura microscópica de plantas, folhas e flores, além de estruturas não vivas; ✔ Visualizar a estrutura de partes do corpo de animais, como pêlos, patas, etc. EIXOS ESTRUTURANTES 1. Investigação Científica 2. Processos Criativos 3. Mediação e Intervenção Cultural e Ambiental UNIDADE CURRICULAR Oficinas, Laboratórios, Núcleo de estudos, Clube de ciências. CARGA HORÁRIA EIXOS ESTRUTURAN TES Investigação Científica: 10 h Processos Criativos: 20 h Mediação e Intervenção Sociocultural: 10 h Carga horária total: 40 h PERFIL DOS PARTICIPANTES Estudantes, Jovens e Adultos, cursando a 1ª Série ou 2ª Série do Ensino Médio que mostrarem interesse em cursar a referida Eletiva. Sugere-se que as turmas sejam compostas por um número mínimo de 25 e máximo de 35 estudantes. HABILIDADES DOS ITINERÁRIOS FORMATIVOS A SEREM DESENVOLVIDAS ASSOCIADAS ÀS COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC https://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnol%C3%B3gico https://pt.wikipedia.org/wiki/Humanismo https://pt.wikipedia.org/wiki/Ci%C3%AAncia https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89tica EIXOS ESTRUTURANTES Investigação Científica Processos Criativos Mediação e Intervenção Sociocultural (EMIFCG01) Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. (EMIFCG02) Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas. (EMIFCG03) Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural. (EMIFCG04) Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, artísticas e culturais, por meio de vivências presenciais e virtuais que ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade. (EMIFCG05) Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva. (EMIFCG06). Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar- se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. EMIFCG07) Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes,colaborativas e responsáveis. (EMIFCG09) Participar ativamente da proposição, implementação e avaliação de solução para problemas socioculturais e/ou ambientais em nível local, regional, nacional e/ou global, corresponsabilizando-se pela realização de ações e projetos voltados ao bem comum. SEQUÊNCIA DE SITUAÇÕES/ATIVIDADES EDUCATIVAS/ METODOLOGIA A eletiva será desenvolvida em consonância com as novas vertentes contemporâneas, como as metodologias ativas, modelos de ensino que visam desenvolver a autonomia e a participação ativa dos estudantes de forma integral. 1. Apresentação da Eletiva objetivando a relevância desta para o Projeto de Vida; 2. Oficinas sobre a construção de microscópios de baixo custo, sempre dando ênfase a trabalhos em grupo; 3. Palestras com convidados da área (técnicos/profissionais que trabalham com construção de lentes); 4. Aulas expositivas/práticas (laboratório); 5. Aulas de campo (visita a um laboratório óptico, caso exista um na cidade, e coleta de pequenos animais e plantas na comunidade, além de amostras de água); 6. Autoavaliação ao final de cada aula; 7. Exposição dos materiais confeccionados pelos estudantes, onde o professor e alunos da eletiva podem divulgar seus estudos para a comunidade escolar. 8. Realização de uma demonstração, que visa explicar o céu azul e o vermelho do pôr-do-sol, utilizando um recipiente transparente com água e leite em pó; 9. Utilização de experimentos de baixo custo para medir o índice de refração da água RECURSOS DIDÁTICOS NECESSÁRIOS Smartphone; Projetor de vídeo (datashow); Quadro branco; Pincel; Leitor de DVD (usado); Embalagem plástica com pulverizador de líquidos; Fita “durex” transparente; Chave de fenda/estrela; Tesoura; Amostras a serem analisadas. PROPOSTA PARA A CULMINÂNCIA Exposição dos materiais confeccionados pelos estudantes, onde o professor e alunos da eletiva podem divulgar seus estudos para a comunidade escolar. Visando informar a comunidade sobre os problemas ambientais e de saúde e possíveis soluções. Além de, oportunizar que outras pessoas tenham acesso a visualizar o mundo microscópio. AVALIAÇÃO A avaliação será de forma processual e contínua, através de observações e registros diários e auto avaliação, verificando-se a qualidade naquilo que foi proposto como objetivo a ser alcançado, como aprendizagens esperadas a partir da temática escolhida sob o olhar e perspectivas dos componentes curriculares envolvidos considerando os quatro pilares da educação: Aprender a conhecer, Aprender a fazer, Aprender a conviver e aprender a ser. REFERÊNCIAS BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: apresentação dos Temas Contemporâneos Transversais, ética/Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, (1997). ____, Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica. Brasília, DF, (2013). Disponível em, <http://portal.mec.gov.br/docman/julho-2013-pdf/13677-diretrizes-educacao-basica- 2013-pdf/file/>. ____, Ministério da Educação. Temas Contemporâneos Transversais na BNCC – Contexto histórico e pressupostos pedagógicos. MEC, 2019. Brasília, DF, (2019). ____, Ministério da Educação. Resolução Nº 3, de 21 de novembro de 2018. Atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília: MEC, (2018). ____, Ministério da Educação. Resolução Nº 4, de 17 de dezembro de 2018 - Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, (2018). ____, Ministério da Educação. Referenciais Curriculares para Elaboração de itinerários Formativos, (2019). COLETÂNEA DE MATERIAIS - Frente Currículo e Novo Ensino Médio/CONSED. Recomendações e Orientações para Elaboração e Arquitetura Curricular dos Itinerários Formativos, (Fev 2020). CONHECIMENTO CIENTÍFICO. Portal r7: Vídeo, Aprenda a transformar seu celular em um microscópio caseiro, 2015. Disponível em, <https://conhecimentocientifico.r7.com/aprenda-transformar- seu-celular-em-um-microscopio-caseiro/> Diogo Soga et al. Um microscópio caseiro simplificado. Revista Brasileira de Ensino de Física, vol. 39, (2017). Disponível em: <https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-11172017000400605> Orth, A., Wilson, E.R., Thompson, J.G. et al. A dual-mode mobile phone microscope using the onboard camera flash and ambient light. Sci Rep 8, 3298 (2018). <https://doi.org/10.1038/s41598-018-21543-2> Projeto, Monte seu próprio microscópio de papel – que funciona de verdade. Revista Superinteressante, (2016). Disponível em: <https://super.abril.com.br/cultura/monte-seu-proprio-microscopio-de-papel-que- funciona-de-verdade/> https://conhecimentocientifico.r7.com/aprenda-transformar-seu-celular-em-um-microscopio-caseiro/ https://conhecimentocientifico.r7.com/aprenda-transformar-seu-celular-em-um-microscopio-caseiro/ https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-11172017000400605 https://doi.org/10.1038/s41598-018-21543-2 https://super.abril.com.br/cultura/monte-seu-proprio-microscopio-de-papel-que-funciona-de-verdade/ https://super.abril.com.br/cultura/monte-seu-proprio-microscopio-de-papel-que-funciona-de-verdade/ PROPONENTES COMPONENTES CURRICULARES/ÁREA: PROFESSORES: Equipe Pro BNCC – GT Eletiva Ciências Humanas e Sociais Aplicada Ciências da Natureza e suas tecnologias IzaelAraujo Lima José Roberto Nunes José Pinheiro Júnior Lucélia Nárjera de Araújo RESUMO/JUSTIFICATIVA A disciplina eletiva “Nas trilhas do Piauí” visa desenvolver no estudante o espírito empreendedor e criativo e levá-los a conhecer as potencialidades locais dos municípios e regiões piauienses. Pois um empreendedor é um difusor de inovações, desde que tenha perspicácia, imaginação, criatividade e que seja uma pessoa bem informada. Nesse sentido, propõe que os estudantes por meio de pesquisa e uso dastecnologias de informação e/ou comunicação conheçam a história do seu município, a geografia local, as atividades econômicas, cultura e valores da comunidade, e desenvolva um projeto empreender voltado para a divulgação do turismo local. O Piauí tem forte potencial para o turismo, com relevos, paisagens, um Parque Nacional que é Patrimônio da Humanidade e o único Delta em mar aberto das Américas, mas ainda pouco explorado.È portanto, um Estado com múltiplas possibilidades de turismo: de aventura;ecoturismo;turismo corporativo;festivais gastronômicos; religioso, etc. Considerando que o turismo é a atividade responsável não apenas pela geração de renda e empregos no setor econômico de uma sociedade, ele também está ligado a diversos segmentos na esfera social, ecológica e cultural. Segundo Beni (2001), O Turismo é um eficiente meio para: 1. Promover a difusão de informação sobre uma determinada região ou localidade, seus valores naturais, culturais e sociais; 2. Abrir novas perspectivas sociais como resultado do desenvolvimento econômico e cultural da região; 3. Integrar socialmente, incrementar... a consciência nacional; 4. Desenvolver a criatividade em vários campos (Beni, 2001). A busca por uma identificação potencialmente turística direcionará os estudantes a imergirem na cultura local, conhecer as potencialidades naturais do município e criar meios de preservação e valorização dos costumes, hábitos e tradições locais. Pois a “... a cultura de um TÍTULO Nas trilhas do Piauí: aventure-se! grupo é na verdade, uma de suas maiores riquezas [...] ela é uma das responsáveis pela diferença que cria e identifica um lugar [...] é justamente a ausência de todos os lugares num certo lugar que desperta, fascina e atrai” (CASTROGIOVANNI, 2003). O turismo cultural é composto de forma isolada ou em conjunto, pelo patrimônio material (monumentos, edifícios, casarões, etc.) e imaterial(idioma, folclore, culinária etc.). Nesse sentido, para propor e divulgar as potencialidades turísticas de um município ou região é preciso conhecer seus atrativos naturais, sua cultura e história. Para quem tem um perfil tecnológico, o desenvolvimento de aplicativos que facilitem a vida dos turistas é um negócio promissor. Diversas startups surgem para oferecer locação de casas, busca pelos melhores restaurantes, organização de passeios, entre outros. O propósito dessa eletiva é de aproximar o estudante de sua história e desenvolver habilidades por meio de ações empreendedoras e inovadoras capaz de interagir, integrar o humano e o tecnológico, o individual, o grupal e o social. OBJETOS DO CONHECIMENTO OBJETIVOS CIÊNCIAS HUMANAS: História do Piauí: processo de ocupação; Cultura e religiosidade piauiense; Patrimônio: arqueológico, artístico, histórico, etnológico, nacional, natural, imaterial. Identidade cultural. Geoturismo; Noções de empreendedorismo; Territórios piauienses; Tipos de turismo: Religioso, lazer, ecológico, histórico. Compreender o processo de ocupação do Piauí, a origem das cidades e a relação com a economia local; Reconhecer os elementos próprios da identidade cultural do município, cultura material e imaterial: aspectos linguísticos, religioso, culinária, lendas e etc.; Compreender o que é Patrimônio Histórico, como se constitui, e sua relação com a cultura e memória local. Identificar as características de cada município com potencialidades econômicas para o turismo. Desenvolver habilidades de empreendedorismo direcionadas às características particulares de cada cidade ou região do Piauí. Conhecer a história e dinâmica econômica: comércio, agricultura, turismo (lazer, religioso, histórico, ecoturismo). CIÊNCIAS DA NATUREZA Entender como ocorrem as relações entre os seres vivos numa determinada microrregião do Estado; Ecologia e ecossistemas piauienses; Conscientização ambiental. Identificar os ecossistemas existentes nas cidades onde reside o aluno, analisando os fatores abióticos que influenciam o ambiente (clima, solo, chuva, luminosidade, pressão e vento); Reconhecer como a interferência humana nos ambientes podem influenciar na degradação ambiental; Elaborar material de conscientização ambiental para os turistas e a população do município, como o tempo que cada material leva para se decompor e os impactos ambientais, assim como os riscos de queimadas. TEMAS INTEGRADORES EIXOS ESTRUTURANTES HABILIDADES DOS ITINERÁRIOS FORMATIVOS A SEREM DESENVOLVIDAS ASSOCIADAS ÀS COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC Ciência e tecnologia Educação Ambiental Diversidade Cultural Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileira. 1. INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA (EMIFCG01) Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. (EMIFCG02) Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas. (EMIFCG03) Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico- cultural. 2. PROCESSOS CRIATIVOS (EMIFCG04) Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, artísticas e culturais, por meio de vivências presenciais e virtuais que ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade. (EMIFCG05) Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva. (EMIFCG06). Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. 3. MEDIAÇÃO E INTERVENÇÃO SOCIOCULTURAL (EMIFCG07) Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes, colaborativas e responsáveis. (EMIFCG09) Participar ativamente da proposição, implementação e avaliação de solução para problemas socioculturais e/ou ambientais em nível local, regional, nacional e/ou global, corresponsabilizando-se pela realização de ações e projetos voltados ao bem comum. 4. EMPREENDEDORISMO (EMIFCG10) Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. (EMIFCG11) Utilizar estratégias de planejamento, organização e empreendedorismo para estabelecer e adaptar metas, identificar caminhos, mobilizar apoios e recursos, para realizar projetos pessoais e produtivos com foco, persistência e efetividade. UNIDADE CURRICULAR: Oficinas, núcleo de estudos, núcleos de criação artística, aulas de campo. SEQUÊNCIA DE SITUAÇÕES/ATIVIDADES EDUCATIVAS/ METODOLOGIA C H RECURSOS As eletivas serão desenvolvidas em consonância com as novas vertentes contemporâneas, como as metodologias ativas, modelos de ensino que visam desenvolver a autonomia e a participação ativa dos estudantes de forma integral. Pode ser estruturada em três etapas: 1. Pesquisa teórica a. Aulas expositivas e dialogadas para análise e discursão de textos relacionados a temática e aprofundamento de conceitos. b. Formação de grupos para direcionamento dos trabalhos de pesquisa; c. Pesquisa de campo com levantamento de dados; 2. Oficinas práticas 40H 1.Materiais de mídia: celular, computador, internet, projetor de imagem, som, impressora, Datashow. 2. Materiais de papelaria: cartolina, papel couche, tnt, tesoura, pincéis, canetas, papel A4, fita adesiva, cola, etc. a. Desenvolvimento do projeto de divulgação dos atrativos turísticos locais (trabalho que pode ser realizado em equipe); b. Planejamento e organização de materiais para exposição: folders, vídeos, aplicativo, blog, etc. c. Turismo escolar para os pontos com potencial turístico local ou regional. 3. Culminância a. Exposição de folders, vídeos ou de um aplicativo voltado a divulgação do turismo. PROPOSTA PARA CULMINÂNCIA Organização de exposição sobre os atrativos turísticos locais com uso de folders, vídeos, exposição fotográfica e criação de um aplicativo ou blog. PERFIL DOS PARTICIPANTES Estudantes das três séries do Ensino Médio que se interessem pela temática de empreendedorismo ou turismo, ou que queira aprofundar o Itinerário da área de Ciências Humanas: Revolução 4.0: Conecte-se. A turma deve ser composta de no mínimo 25 e máximo 35 estudantes. AVALIAÇÃO: A avaliação será procedimental e qualitativa, ocorrerá em todas as etapas da eletiva com acompanhamento da presença, participação, execução das atividadespráticas e teóricas propostas conforme a temática. considerando os quatro pilares da educação: Aprender a conhecer, prender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser. E ao final aplicação de questionário autoavaliativo aos estudantes, para aferir, qualitativamente, o seu envolvimento nas atividades executadas na eletiva e a efetiva contribuição desta no seu projeto de vida. REFERÊNCIAS BARRETTO, Margarita. Turismo e Legado Cultural: as possibilidades do planejamento. Campinas: Papirus, 2000. BENI, Mario C. Análise Estrutural do Turismo. São Paulo: Editora SENAC, 2001. BRASIL. Ministério da Educação. Resolução Nº 3, de 21 de novembro de 2018. Atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília: MEC, 2018. ________. Ministério da Educação. Resolução Nº 4, de 17 de dezembro de 2018 - Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. ________. Ministério da Educação. Referenciais Curriculares para Elaboração de itinerários Formativos. 2019 CARVALHO, Afonso Ligório Pires de. Terra do gado: a conquista da capitania do Piaui ́na pata do boi.Brasilia: Thesaurus Editora, 2007. CASTROGIOVANNI, Antonio (org). Turismo Urbano. São Paulo: Contexto, 2000. CASTELO BRANCO, Homero. História do Piauí: passageiros do passado. Nova Aliança, 2017. COLETÂNEA DE MATERIAIS - Frente Currículo e Novo Ensino Médio/CONSED. Recomendações e Orientações para Elaboração e Arquitetura Curricular dos Itinerários Formativos. Disponível em: http://www.consed.org.br/download/. Acesso 15 ago. 2020. CHUVA, M. Por uma história da noção de patrimônio cultural no Brasil. Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, n. 34, 2012, p. 147-165. FUNARI, Pedro & PINSKY, Jaime (orgs). Turismo e patrimônio cultural. São Paulo: Contexto, 2001. FUNARI, Pedro Paulo Abreu. Patrimônio histórico e cultural. 2. Ed. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed, 2009. PELLEGRINI, Américo F. Ecologia, cultura e turismo. Campinas, São Paulo: Papirus, 1993. PIRES, Mario Jorge. Lazer e Turismo Cultural. Barueri. Manole, 2001. SANTANA, R.N. Monteiro de (org.) Apontamentos para a História Cultural do Piauí. Teresina (PI): FUNDAPI, 2003. SANTOS, A. C. M. Memória cidadã: história e patrimônio cultural. In: A invenção do Brasil: ensaios de história e cultura. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2007, p. 117-135. VELOSO, M. O fetiche do patrimônio. Habitus, v. 4, n.1, 2006, p. 437-454. http://www.consed.org.br/download/ Arte: José Pinheiro Júnior Dê um like pra Saúde Arte: José Pinheiro Júnior COZIMÁTICA - A Matemática da Cozinha Fonte: Mapa cedido pelo GT “Os indígenas na História” da ANPUH-PI. Arte: José Pinheiro Júnior Meu Pequeno Mundo