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Arte: José Pinheiro Júnior 
 
 
 
 
Dê um like pra Saúde 
 
 
 
 
TÍTULO 
Dê um like pra Saúde 
PROPONENTE 
Equipe ProBNCC – GT Eletiva 
 
RESUMO 
Na sociedade contemporânea há a necessidade de um ensino que proporcione ao estudante uma articulação 
de saberes e conhecimentos espontâneos que eles possuem e os chamados “saberes científicos” que se deseja 
veicular por meio de um ambiente escolar inovador, buscando por uma visão mais abrangente da realidade 
que vivenciam. 
 A busca da aprendizagem significativa depende da participação ativa do estudante, desse modo ele 
pode construir e reconstruir seu conhecimento. Neste cenário, é importante que ele seja protagonista de sua 
aprendizagem, levando-se em conta os conhecimentos que já possui. Assim, por meio de aspectos lúdicos e 
práticos, e levando-se em conta as vivências em que os mesmos já possuem, é possível se discutir os conceitos 
e fenômenos decorrentes das ciências naturais, buscando-se tais conceitos no cotidiano deles. Nessa ótica, 
atribui-se ao professor um papel de mediador e facilitador da aprendizagem do estudante e aconselha-se que 
o aluno seja orientado no sentido de exprimir as suas ideias, planejar, prever, executar e rever procedimentos, 
dinamizando assim seu raciocínio. 
Como preceitua as DCNEM,2018, Art. 6°, VIII: Diversificação: articulação dos saberes com o contexto 
histórico, econômico, social, ambiental, cultural local e do mundo do trabalho, contextualizando os conteúdos 
a cada situação, escola, município, estado, cultura, valores, articulando as dimensões do trabalho, da ciência, 
da tecnologia e da cultura”. 
Desta forma a Eletiva Dê um like pra Saúde vem com uma proposta que integra um tema atual e de grande 
relevância para a sociedade, congregando três grandes áreas do conhecimento, Ciências da Natureza e suas 
tecnologias, Ciências humanas e suas tecnologias, Linguagens e suas tecnologias. Em que são desenvolvidos 
produtos e conhecimentos relacionados à saúde e o bem estar de uma forma muito abrangente, onde a 
linguagem do corpo, através do esporte possui seu papel de suma importância. Assim como, as práticas 
esportivas mostram a sua importância para a construção da cidadania e a promoção de pessoas mais saudáveis, 
também há os aspectos culturais, históricos e geográficos que podem serem trabalhadas pelos estudantes, 
guiados pelo meio ambiente e os locais em que vivem e convivem. 
Serão discutidos temas sobre alimentos ou ingredientes que produzem efeitos benéficos à saúde, além de suas 
funções nutricionais básicas, aliado a isso estão as práticas de treinamentos funcionais e seus benefícios. A 
atividade de pesquisa em saúde concentra-se no campo da história das ciências e da saúde. A investigação de 
temas relativos à implementação da ciência e da saúde no país, assim como práticas, produção de 
conhecimentos e políticas públicas na história brasileira. 
A Eletiva Dê um like pra Saúde tem, portanto, o objetivo de debater temas focados em saúde e dessa forma 
os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) contextualizam as áreas do conhecimento (e seus respectivos 
componentes) tornando significativa a aprendizagem dos estudantes. Assim, esta eletiva concebe à sua 
proposta, enquanto unidade curricular, um caráter prático, lúdico e pedagógico, pois visa desenvolver 
competências e habilidades em que os estudantes irão viver a prática, contextualizando o aprendizado escolar 
com sua realidade de vida, reconhecendo nos temas trabalhados a relevância para a sociedade em que ele está 
inserido no âmbito da escola, da família, da comunidade, município e/ou região. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROFESSORES RESPONSÁVEIS 
Ana Cleia Silva ferreira 
Izael Araujo Lima 
José Pinheiro Júnior 
José Roberto Nunes Soares 
Josinaldo Oliveira dos Santos 
Lucélia Nárjera de Araújo 
Maria Rosemary de Jesus Pinto 
Rosângela Maria Duarte Batista 
Rosangela Monteiro da Silva Ramos 
 
Importante ressaltar que o corpo docente responsável pelo planejamento e desenvolvimento da referida 
Eletiva, compreenda a importância da alimentação na saúde e da atividade física como ponto chave para uma 
sociedade mais saudável. Outrossim, que seja capaz de discutir os aspectos regionais e potencialidades, além 
do empreender pessoal e profissional do estudante. Compreender seus códigos, dominar as diversas 
possibilidades de expressão, usufruir junto com os estudantes das várias formas de captar e mostrar o mesmo 
objeto do conhecimento. 
 
ÁREAS DO CONHECIMENTO 
Ciências da Natureza e suas Tecnologias. 
Ciências Humanas e suas Tecnologias. 
Linguagens e suas Tecnologias. 
TEMAS INTEGRADORES 
 
1. Ciência e tecnologia 
2. Ética 
3. Meio Ambiente 
4. Pluralidade Cultural 
5. Trabalho e Consumo 
6. Saúde 
 
OBJETOS DO CONHECIMENTO 
 
Ciências da Natureza e suas Tecnologias 
1. Alimentação e saúde 
2. Alimentos funcionais 
 
Ciências Humanas e suas Tecnologias 
Dimensão sociocultural da Alimentação 
Coletânea histórica sobre alimentação e a evolução da culinária e dos hábitos alimentares de uma região. 
 
 
 
 
Linguagens e suas Tecnologias 
Atividade física e alimentação: hábitos importantes para a uma melhor qualidade de vida e bem-estar do 
indivíduo. 
Atividades Física direcionada à melhoria e manutenção das condições de saúde, preparação para um futuro 
responsável de cidadãos atuantes na sociedade. 
Conhecimentos e uso de Suplementos Alimentares. 
 
OBJETIVOS 
✔ Reconhecer os novos problemas impostos pelo desenvolvimento tecnológico, para em vez de ter um 
viés mais tecnicista, trilhar por um caminho mais pautado pelo humanismo, superando a dicotomia entre os 
fatos explicáveis pela ciência e os valores estudados pela ética relacionados a temas como, alimentação, 
saúde; 
✔ Conhecer os alimentos funcionais, seus principais compostos bioativos, a história de seu surgimento, 
sua química e o potencial de seus benefícios; 
✔ Refletir sobre o corpo, o comer e a comida sob as premissas das tradições alimentares de cada 
região/local; 
✔ Promover e divulgar pesquisas e material acadêmico e informativo, assim como eventos sobre 
alimentação e hábitos alimentares regionais/locais; 
✔ Reconhecer a importância da adoção de modos saudáveis para a promoção da saúde e qualidade de 
vida; 
✔ Relacionar, atividade física, gasto energético, estilo de vida e saúde; 
✔ Refletir criticamente sobre o conhecimento e uso dos suplementos alimentares; 
✔ Desenvolver um projeto empreendedor, voltado à saúde e à alimentação; 
 
EIXOS ESTRUTURANTES 
1. Investigação Científica 
2. Processos Criativos 
3. Mediação e Intervenção Cultural e Ambiental 
4. Empreendedorismo 
 
UNIDADE CURRICULAR 
Oficinas, Laboratórios, Pátio da escola, Sala de aula. 
 
CARGA HORÁRIA 
EIXOS 
ESTRUTURANTES 
Investigação 
Científica: 10 h 
Processos 
Criativos: 10 h 
Mediação e Intervenção 
Sociocultural: 10 h 
Empreendedorismo 
10h 
Carga horária total:40 h 
 
PERFIL DOS PARTICIPANTES 
Estudantes, Jovens e Adultos, cursando quaisquer séries do Ensino Médio que mostrarem interesse em cursar 
a referida Eletiva; 
Sugere-se que as turmas sejam compostas por um número mínimo de 25 e máximo de 35 estudantes; 
Propõem-se que a eletiva seja coordenada por um mínimo de 2 professores. 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89tica
 
 
 
HABILIDADES DOS ITINERÁRIOS FORMATIVOS A SEREM DESENVOLVIDAS 
ASSOCIADAS ÀS COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC 
EIXOS ESTRUTURANTES 
Investigação Científica Processos Criativos 
Mediação e Intervenção 
Sociocultural 
Empreendedorismo 
Habilidades 
relacionadas ao pensar 
e fazer científico: 
 
(EMIFCG01) 
Identificar, selecionar, 
processar e analisar 
dados, fatos e 
evidências com 
curiosidade atenção, 
criticidade e ética, 
inclusive utilizando o 
apoio de tecnologias 
digitais. 
 
(EMIFCG02) 
Posicionar-se com base 
em critérios científicos, 
éticos e estéticos, 
utilizandodados, fatos e 
evidências para 
respaldar conclusões, 
opiniões e argumentos, 
por meio de afirmações 
claras, ordenadas, 
coerentes e 
compreensíveis, sempre 
respeitando valores 
universais, como 
liberdade, democracia, 
justiça social, 
pluralidade, 
solidariedade e 
sustentabilidade. 
 
(EMIFCG03) Utilizar 
informações, 
conhecimentos e ideais 
resultantes de 
investigações científicas 
para criar ou propor 
soluções para problemas 
diversos. 
Habilidades 
relacionadas ao 
pensar e fazer 
criativo: 
 
(EMIFCG04) 
Reconhecer e analisar 
diferentes 
manifestações 
criativas, artísticas e 
culturais, por meio de 
vivências presenciais e 
virtuais que ampliem a 
visão de mundo, 
sensibilidade, 
criticidade e 
criatividade. 
 
 (EMIFCG05) 
Questionar, modificar 
e adaptar ideais 
existentes e criar 
propostas, obras ou 
soluções criativas, 
originais ou 
inovadoras, avaliando 
e assumindo riscos 
para lidar com as 
incertezas e colocá-las 
em prática. 
 
 
 (EMIFCG06) 
Difundir novas ideias, 
propostas, obras ou 
soluções por meio de 
diferentes linguagens, 
mídias e plataformas, 
analógicas e digitais, 
com confiança e 
coragem, assegurando 
que alcancem os 
interlocutores 
pretendidos. 
Habilidades relacionadas 
à convivência e atuação 
sociocultural: 
 
(EMIFCG07) Reconhecer 
e analisar questões sociais, 
culturais e ambientais 
diversas, identificando e 
incorporando valores 
importantes para si e para o 
coletivo que assegurem a 
tomada de decisões 
conscientes, consequentes, 
colaborativas e 
responsáveis. 
 
(EMIFCG08) 
Compreender e considerar 
a situação, a opinião e o 
sentimento do outro, 
agindo com empatia, 
flexibilidade e resiliência 
para promover o diálogo, a 
colaboração, a mediação e 
resolução de conflitos, o 
combate ao preconceito e a 
valorização da diversidade. 
 
(EMIFCG09) Participar 
ativamente da proposição, 
implementação e avaliação 
de solução para problemas 
socioculturais e/ou 
ambientais em nível local, 
regional, nacional e/ou 
global, co - 
responsabilizando-se pela 
realização de ações e 
projetos voltados ao bem 
comum. 
Habilidades relacionadas 
ao Autoconhecimento, 
Empreendedorismo 
e Projeto de Vida: 
 
(EMIFCG10) Reconhecer 
e utilizar qualidades e 
fragilidades pessoais com 
confiança para superar 
desafios e alcançar 
objetivos pessoais e 
profissionais, agindo de 
forma proativa e 
empreendedora e 
perseverando em situações 
de estresse, frustração, 
fracasso e adversidade. 
 
(EMIFCG11) Utilizar 
estratégias de 
planejamento, organização 
e empreendedorismo para 
estabelecer e adaptar 
metas, identificar 
caminhos, mobilizar apoios 
e recursos, para realizar 
projetos pessoais e 
produtivos com foco, 
persistência e efetividade. 
 
 (EMIFCG12) Refletir 
continuamente sobre seu 
próprio desenvolvimento e 
sobre seus objetivos 
presentes e futuros, 
identificando aspirações e 
oportunidades, inclusive 
relacionadas ao mundo do 
trabalho, que orientem 
escolhas, esforços e ações 
em relação à sua vida 
pessoal, profissional e 
cidadã. 
 
 
 
METODOLOGIA 
 
A eletiva será desenvolvida em consonância com as novas vertentes contemporâneas, como as metodologias 
ativas, modelos de ensino que visam desenvolver a autonomia e a participação ativa dos estudantes de forma 
integral. 
1. Apresentação da Eletiva objetivando a relevância desta para o Projeto de Vida; 
2. Oficinas de comidas regionais; 
3. Palestras com convidados da área de saúde, de alimentos e/ou de educação física; 
4. Aulas expositivas/práticas; 
5. Aulas de campo (visita a uma academia ou cozinha de um restaurante); 
6. Auto avaliação ao final de cada aula; 
7. Exposição de alimentos (comidas) produzidas pelos estudantes, onde o professor e alunos da eletiva podem 
divulgar seus estudos para a comunidade escolar. 
8. Realização de atividades físicas como a dança que empolgue os estudantes, para então introduzir os 
conceitos das Ciências da natureza, como a relação das atividades físicas com o gasto energético; 
9. Oficinas de empreendedorismo pessoal e profissional, voltado à saúde e a alimentação. 
 
 
RECURSOS DIDÁTICOS NECESSÁRIOS 
Gêneros, potes de suplementos, vitaminas e proteínas (secos), Equipamento de som, etc. 
 
PROPOSTA PARA A CULMINÂNCIA 
Exposição e degustação de alimentos regionais visando informar a comunidade sobre os problemas de saúde 
e possíveis soluções. 
Apresentar folhetos com receitas da culinária local com aproveitamento nutritivo das frutas e verduras 
regionais. 
Apresentações de danças e atividades esportivas no pátio da unidade escolar. 
 
AVALIAÇÃO 
A avaliação será de forma processual e contínua, através de observações e registros diários e auto avaliação, 
verificando-se a qualidade naquilo que foi proposto como objetivo a ser a partir da temática escolhida sob o 
olhar e perspectivas dos componentes curriculares envolvidos, considerando os quatro pilares da educação: 
Aprender a conhecer, Aprender a fazer, Aprender a conviver e Aprender a ser. 
 
REFERÊNCIAS 
Alimentação e cultura. NUT/FS/UnB – ATAN/DAB/SPS. Disponível 
em:http://www.acomidaenossa.ufpr.br/portal/wp-content/uploads/2015/12/alimentacao_cultura.pdf. Acesso 
24 de setembro 2020. 
ALIMENTOS funcionais: o que são e para que servem? Pfizer, 2019. Disponível em: 
<https://www.pfizer.com.br/noticias/ultimas-noticias/alimentos-funcionais-o-que-sao-e-para-que-
servem#:~:text=Alimentos%20funcionais%20s%C3%A3o%20alimentos%20ou,c%C3%A2ncer%20e%20d
iabetes%2C%20entre%20outras>. Acesso em 24, set. 2020. 
 
http://www.acomidaenossa.ufpr.br/portal/wp-content/uploads/2015/12/alimentacao_cultura.pdf
https://www.pfizer.com.br/noticias/ultimas-noticias/alimentos-funcionais-o-que-sao-e-para-que-servem#:~:text=Alimentos%20funcionais%20s%C3%A3o%20alimentos%20ou,c%C3%A2ncer%20e%20diabetes%2C%20entre%20outras
https://www.pfizer.com.br/noticias/ultimas-noticias/alimentos-funcionais-o-que-sao-e-para-que-servem#:~:text=Alimentos%20funcionais%20s%C3%A3o%20alimentos%20ou,c%C3%A2ncer%20e%20diabetes%2C%20entre%20outras
https://www.pfizer.com.br/noticias/ultimas-noticias/alimentos-funcionais-o-que-sao-e-para-que-servem#:~:text=Alimentos%20funcionais%20s%C3%A3o%20alimentos%20ou,c%C3%A2ncer%20e%20diabetes%2C%20entre%20outras
 
 
 
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: apresentação dos 
Temas Contemporâneos Transversais, ética/Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 
1997. 
 
______, Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. MEC, 2017. Brasília, DF, (2017). 
Disponível em <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/download-da-bncc/>. 
 
______, Ministério da Educação. Temas Contemporâneos Transversais na BNCC – Contexto histórico e 
pressupostos pedagógicos. MEC, 2019. Brasília, DF, (2019). 
 
______, Ministério da Educação. Resolução Nº 3, de 21 de novembro de 2018. Atualiza as Diretrizes 
Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília: MEC, (2018). 
 
_____, Ministério da Educação. Resolução Nº 4, de 17 de dezembro de 2018 - Base Nacional Comum 
Curricular. Brasília: MEC, (2018). 
 
_____, Ministério da Educação. Referenciais Curriculares para Elaboração de itinerários Formativos, 
(2019). 
 
______, MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Portal do MEC: Esporte na Escola. Disponível em: 
<http://portal.mec.gov.br/component/tags/tag/33410-esporte-na-escola>. Acesso em 24, set.. de 2020. 
CARMO, N. et al. A importância da educação física escolar sobre aspectos de saúde: sedentarismo. Revista 
educare CEUNSP - Vol.1, nº.1, 2013. Disponível em: 48 Vol. 5, n.1, 2018 
 
COLETÂNEA DE MATERIAIS - Frente Currículo e Novo Ensino Médio/CONSED. Recomendações e 
Orientações para Elaboração e Arquitetura Curricular dos Itinerários Formativos, (Fev 2020). 
 
COMPANHIA ATHLETICA. Ciaathletica, 2017: O que é treinamento funcional e seus benefícios. 
Disponívelem: <https://ciaathletica.com.br/blog/a-cia-athletica/modalidades/os-beneficios-do-treinamento-
funcional/>. Acesso em 22, set. 2020. 
MATOS, M. T. et al. Educação física e os Temas transversais. RECH - Revista Ensino de Ciências e 
Humanidades – Cidadania, Diversidade e Bem Estar. Vol IV, Número 1, (2019). Disponível em: 
<https://www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/rech/article/view/5817/4538>. 
POPPI, A. C. Conscientização frente ao estilo de vida, comportamentos e atitudes saudáveis a partir da 
educação física – proposta de programa escolar. Curitiba: Caderno pedagógico SEED, 2009. 
PEREIRA, N. Panorama da alimentação indígena: comidas, bebidas e tóxicos na Amazônia brasileira. Rio 
de Janeiro: São José, 1974. 
RISSATTO, L. Prática de atividades físicas e alimentação saudável, uma proposta de reflexão no 8° ano do 
ensino fundamental. In: PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência de Educação. O 
http://portal.mec.gov.br/component/tags/tag/33410-esporte-na-escola
https://ciaathletica.com.br/blog/a-cia-athletica/modalidades/os-beneficios-do-treinamento-funcional/
https://ciaathletica.com.br/blog/a-cia-athletica/modalidades/os-beneficios-do-treinamento-funcional/
https://www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/rech/article/view/5817/4538
 
 
 
professor PDE e os desafios da escola pública paranaense: produção didático-pedagógica, 2014. Curitiba: 
SEED/PR., 2014. V.2. (Cadernos PDE). 
RIBEIRO, J. A história da alimentação no período colonial. Rio de Janeiro: SAPS, 1952. 
SERRA, H. et al. Ensino de Ciências e educação para a saúde : uma proposta de abordagem. Ed. UFGD, 
(2013). 
 
 
 
 
 
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 
 
INTEGRAÇÃO COM HUMANAS 
 
 
 
 
 
APOSTILA DA DISCIPLINA ELETIVA INTEGRADA 
 
DÊ UM LIKE PRA SAÚDE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12ª GERÊNCIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO-GRE 
SÃO JOÃO DO PIAUÍ-PI - 2022 
 
 
ORGANIZADORES 
 
❖ Equipe de Ensino da 12ª Gerência Regional de Educação – Piauí 
 
• MARIA DE JESUS DA SILVA COORDENADOR DE ENSINO 
• ISOLDA MÁRCIA BENEVIDES DE SOUSA COORDENADOR DE EJA 
• 
• IRLANDA BENEVIDES DE SOUSA 
SUPERVISOR DE EJA 
TÉC. EJA 
AUXILAR DE EJA 
• CLOTILDE GOMES RODRIGUES COIMBRA TÉC. EDUCAÇÃO ESPECIAL 
TÉC. PACTO DA APRENDIZAGEM 
• ALEXANDRE RODRIGUES DE MOURA 
 
TÉC. CHÃO DA ESCOLA 
TÉC. DO CANAL EDUCAÇÃO 
• MARIA ANGÉLICA FERREIRA TÉC. CURRICULO 
• MARIA CELINA RODRIGUES TÉC. EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 
• JOSEFINA FERREIRA GOMES DE LIMA TÉC. DE TEMPO INTEGRAL 
DIGITADOR 
• JOSILANE GOMES DE OLIVEIRA 
RODRIGUES 
ACG – TÉC. DE ENSINO 
• IVANETE NUNES MIRANDA ACG – TÉC. DE ENSINO 
• ABDALLAH BRAZ CARVALHO ACG – TÉC. DE ENSINO 
ACG – TÉC. DE ENSINO 
ACG – TÉC. DE ENSINO 
• LUZIA BARBOSA DA SILVA COORDENADOR REGIONAL DO 
PROALFABETIZAÇÃO 
• MARIA APARECIDA COELHO DE 
CARVALHO 
FORMADOR REGIONAL 
• ANA FERNANDA VIEIRA DA SILVA FORMADOR REGIONAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NOTA 
Este material é uma compilação de conteúdos de vários sites de credibilidade 
adaptados para fins pedagógicos. Seu uso é proibido para fins comerciais. Toda a 
Webgrafia utilizada está descrita no final do documento. 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
UNIDADE I: ALIMENTAÇÃO E SAÚDE----------------------------------------------------- 04 
Capítulo 01. Pirâmide Alimentar------------------------------------------------------------ 04 
Capítulo 02. Segurança Alimentar---------------------------------------------------------- 07 
Capítulo 03. Desnutrição e Transtornos Alimentares---------------------------------- 10 
UNIDADE II: ALIMENTOS FUNCIONAIS--------------------------------------------------- 21 
Capítulo 01: Alimentos funcionais e Nutracêuticos: Definições--------------------- 21 
Capítulo 02: Alimentos Funcionais: Legislação----------------------------------------- 23 
Capítulo 03: Classes De Compostos Funcionais e Nutracêuticos----------------- 26 
UNIDADE III: DIMENSÃO SOCIOCULTURAL DA ALIMENTAÇÃO---------------- 32 
Introdução: A Fome No Brasil--------------------------------------------------------------- 32 
Capítulo 01: A História da Comida e a Comida Fazendo História------------------ 32 
Capítulo 02: A Influência da Cultura na Alimentação---------------------------------- 35 
Capítulo 03: Influências na Alimentação Brasileira------------------------------------- 37 
UNIDADE IV: ATIVIDADE FÍSICA ALIADA À ALIMENTAÇÃO---------------------- 44 
UNIDADE V: CONHECIMENTOS E USO DE SUPLEMENTOS ALIMENTARES----- 50 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
UNIDADE I: ALIMENTAÇÃO E SAÚDE 
 
Capítulo 01. Pirâmide Alimentar 
 
A pirâmide alimentar foi desenvolvida 
para ensinar alimentação saudável a 
indivíduos e populações. Seu primeiro modelo 
foi criado em 1991 pela Agência 
Regulamentadora de Alimentos e 
Medicamentos do Estados Unidos da América 
(FDA); com base nos conceitos da pirâmide 
foram lançados vários modelos por diferentes 
instituições, cada uma com um propósito. 
Na pirâmide tradicional, a base é composta pelos alimentos energéticos (grãos 
como trigo, milho, arroz e tubérculos como batata, mandioca, cará e pão), que devem 
compor a maior parte de nossa alimentação e ser consumidos de 5 a 9 porções por dia. 
Logo acima dos alimentos energéticos devem estar os alimentos reguladores, que 
são os vegetais e as frutas; esses alimentos fornecem os micronutrientes necessários 
para o bom funcionamento do organismo. O consumo diário dos alimentos desse grupo 
deve ser de 4 a 5 porções de verduras e legumes e 3 a 5 porções de frutas. 
Acima dos vegetais e frutas estão os alimentos fontes de proteínas, eles são 
nutrientes construtores do nosso organismo, e fazem parte das estruturas musculares, 
vísceras, pele, enfim compõem o organismo de uma maneira geral. O consumo diário 
deve ser de 1 a 2 porções. 
No topo da pirâmide estão os alimentos fonte de gorduras, que devem ser 
ingeridos com cautela (não passar de 2 porções por dia), pois necessitamos de pouca 
quantidade deles. 
A ingestão de gorduras deve fazer parte de nossa dieta diária por nos fornecer as 
vitaminas A, D, E, K e os ácidos graxos essenciais. Devemos ficar atentos ao consumi-
las, pois necessitamos de pequenas quantidades e qualquer excesso nos fornecerá 
calorias a mais, aumentando nosso peso, pois as gorduras possuem mais que o dobro de 
calorias que os carboidratos. 
Dentre as gorduras, temos as gorduras saturadas, que são aquelas de origem 
animal. 
Essas devem ser consumidas com moderação, pois o consumo em excesso pode 
elevar o colesterol sanguíneo e causar problemas cardíacos. 
 
PIRÂMIDE FDA/2005 / FONTE: GOOGLE IMAGENS 
 
 
 
5 
As proteínas nos fornecem os aminoácidos, que são compostos necessários. 
Esses compostos são necessários para as reações químicas que ocorrem em nosso 
organismo. 
Como não produzimos alguns desses compostos, devemos ingeri-los através de 
certos alimentos. 
As proteínas que possuem todos ou a maioria dos aminoácidos essenciais para 
nosso organismo têm um alto valor biológico. Temos como exemplo as proteínas de 
origem animal: ovos, carnes, leite e derivados. Aquelas que não possuem a maioria dos 
aminoácidos essenciais são as de baixo valor biológico e comumente são as de origem 
vegetal. 
Os carboidratos são a principal fonte de energia que nosso corpo necessita, e 
somos programados para primeiramente utilizá-los. Caso tenhamos falta desse nutriente, 
o organismo lança mão das proteínas e por último das reservas de gordura. 
 
Outros Tipos de Pirâmides 
 
 
Pirâmide Adaptada para a População Brasileira 
PHILIPPI/1999 – Fonte: Google Imagens 
 
 
6 
 
Pirâmide de Harvard/2003 - Fonte: Google Imagens 
 
 
Em 2011, os Estados Unidos 
formularam uma nova proposta de 
infográfico para substituir a pirâmide 
funcional. O infográfico tem formato 
circular, como um prato, e não é tão 
detalhado quanto a pirâmide funcional. 
Também se concentra apenas nos 
hábitos alimentares, não mostrando a 
prática de atividade físicaou o consumo 
de água. 
 
 
 
 
 
7 
Capítulo 02. Segurança Alimentar 
 
Atualmente temos muitas 
informações disponíveis sobre a 
importância da alimentação e suas 
consequências na saúde. Entretanto, há 
muitas dúvidas a respeito da segurança 
dos alimentos que consumimos. 
Os produtos alimentícios de hoje 
são nutritivos? São seguros e livres de 
contaminação? Os aditivos usados pela 
indústria de alimentos não fazem mal à 
saúde? O que fazer para ter uma 
alimentação saudável e segura? 
São muitas as dúvidas que surgem cada vez que vemos e ouvimos uma nova 
reportagem sobre alimentação. 
As empresas que fabricam, transportam, armazenam, manipulam e comercializam 
alimentos também se preocupam com a qualidade dos produtos que chegam à mesa do 
consumidor. Essa preocupação também é justificada pela necessidade da redução de 
desperdícios, pelas exigências da legislação, pela satisfação dos consumidores. 
 
A responsabilidade de fornecer alimentos seguros cabe àqueles que participam 
de alguma forma na cadeia alimentar, desde os produtores rurais até as pessoas que 
preparam os alimentos, inclusive em nossa casa. 
A lista abaixo identifica alguns riscos potenciais à saúde relacionados aos 
alimentos: 
• Doença microbiana transmitida por alimento, 
• Toxinas naturalmente presentes nos alimentos, 
• Resíduos (contaminantes ambientais, pesticidas, drogas animais), 
• Aditivos e conservantes, 
• Outros. 
 
 
 
 
8 
A principal forma de fornecer alimentos seguros é evitar os PERIGOS que podem 
estar presentes. São eles: 
PERIGOS BIOLÓGICOS: os principais são aqueles causados por microrganismos 
(fungos, bactérias, vírus). Não podemos vê-los a olho nu, mas são a principal causa de 
contaminação em alimentos. 
PERIGOS QUÍMICOS: são provocados por substâncias químicas presentes em 
desinfetantes, detergentes, produtos para matar ratos, inseticidas, antibióticos, 
agrotóxicos, e outros venenos. 
PERIGOS FÍSICOS: geralmente são visíveis a olho nu, e são materiais que podem 
machucar quando ingeridos, como pregos, pedaços de plástico, de vidro ou de ossos, 
espinhas de peixe, etc. 
Os problemas mais comuns são aqueles causados por microrganismos que 
provocam intoxicações ou infecções alimentares. 
Os microrganismos são seres invisíveis a olho nu, e por não conseguirmos vê-los 
não sabemos em que quantidade eles estão presentes nos alimentos. Eles são visíveis ao 
microscópio, que aumenta seu tamanho até 1000 vezes, ou ainda, quando estão 
agrupados na forma de colônias (grande número de microrganismos juntos), sem auxílio 
desse equipamento. 
 
Água: quanto mais água tiver o alimento, mais facilmente os 
microrganismos conseguem se multiplicar; por isso, alimentos 
desidratados, como o leite em pó, duram mais do que os alimentos 
líquidos, quando estocados à temperatura ambiente. 
Temperatura: A maioria dos microrganismos se multiplica no nosso 
ambiente, em temperaturas entre 10 e 60ºC. Para controlar essa 
multiplicação, os alimentos devem ser guardados abaixo de 10ºC ou acima 
de 60ºC. A temperatura geralmente está relacionada ao tempo; assim, 
quanto mais tempo o alimento permanecer exposto a temperatura entre 10 
e 60ºC, mais a qualidade do produto está comprometida. 
Nutrientes: como qualquer ser vivo, os microrganismos precisam de 
alimento para sobreviver. Restos de comida são fontes muito importantes 
de alimento para os microrganismos. As bactérias têm preferência por 
 
 
9 
alimentos ricos em proteínas, como carnes, leite e derivados; os fungos 
preferem alimentos ricos em carboidratos, como massas e frutas. Os 
alimentos ricos em gorduras não favorecem o crescimento desses 
microrganismos, mas apenas de alguns grupos muito específicos. 
 
Outras condições importantes para o 
crescimento e multiplicação dos 
microrganismos são: a presença de oxigênio, a 
baixa acidez, e o pH. A maioria dos 
microrganismos necessita de ar para viver, e 
são chamados de aeróbios, mas alguns 
crescem bem na ausência de oxigênio, e são 
chamados de anaeróbios. Aqueles que 
conseguem sobreviver em qualquer uma 
dessas condições são chamados de 
facultativos. Os alimentos pouco ácidos, como 
leite, carnes, ovos, peixes, são preferidos pelos 
microrganismos, principalmente pelas 
bactérias. 
Para evitar sua multiplicação, esses alimentos devem ser guardados à 
temperatura de refrigeração. 
Os microrganismos estão presentes em todos os lugares: no ar, na água, nas 
superfícies, nos alimentos, nos animais, nos insetos, nas pessoas, etc. Porém, nem todos 
os microrganismos são perigosos à saúde. Há alguns que são utilizados no processo de 
fabricação de alimentos, como iogurte, queijo, salame, vinagre, cerveja, vinho e picles e, 
portanto, não fazem mal. 
Há ainda outros que estão naturalmente presentes no trato digestivo, e até 
ajudam no processo de digestão. Mas alguns são muito perigosos e nocivos à saúde, pois 
causam sérias infecções, intoxicações, e podem até levar à morte. 
Os microrganismos se desenvolvem muito rapidamente: a cada 15 minutos 
aproximadamente, cada 1 célula (microrganismo) dá origem a 2, cada 2 a 4, e cada 4 a 
16, e assim por diante. 
Para se ter uma ideia, uma célula após 2 horas já se multiplicou e formou 16 
novas células e, após 6 horas, formou 1.000.000 de células. Por isso devemos controlar 
 
 
 
10 
muito bem a contaminação inicial. Imagine um alimento que esteja com uma 
contaminação inicial de 100 células de microrganismo! Após 6 horas, essas 100 células 
teriam se multiplicado, chegando a um número de 100.000.000 (cem milhões), o que 
poderia causar males à saúde do consumidor. Os microrganismos mais perigosos à 
saúde são aqueles que conseguem se desenvolver muito bem à temperatura ambiente. 
A temperaturas muito baixas, abaixo de 5ºC, os microrganismos não conseguem 
se multiplicar. Por isso devemos conservar os alimentos sempre abaixo de 10ºC, para 
retardar seu desenvolvimento. Porém, as baixas temperaturas não matam os 
microrganismos. 
Quando esquecemos um alimento por muito tempo à temperatura ambiente, eles 
voltam a crescer e se multiplicar. 
A temperaturas muito altas (acima de 60ºC), uma grande parte dos 
microrganismos morre, diminuindo assim a contaminação do alimento. 
 
Capítulo 03. Desnutrição e Transtornos Alimentares 
 
A desnutrição energético-protéica 
é uma síndrome que compreende uma 
série de doenças, cada uma das quais 
tem uma causa específica relacionada 
com um ou mais nutrientes (por exemplo, 
deficiência de nutrientes que fornecem 
energia, ou proteínas, iodo, cálcio) e 
se caracteriza pela existência de um desequilíbrio celular entre o fornecimento de 
nutrientes e energia por um lado, e por outro, a necessidade do corpo para assegurar o 
crescimento, manutenção e funções específicas. Ocorre mais facilmente em crianças em 
fase de amamentação, e menores de 5 anos. A desnutrição é uma síndrome que tem 
como causas diversos fatores, normalmente associados à pobreza e a falta de alimentos 
dela decorrente. Está relacionada à falta das condições mínimas de existência, as 
chamadas CONDIÇÕES DE VIDA. 
Sua solução deve levar em consideração: 
• Renda que garanta a aquisição de comida para uma vida saudável 
e a compra de bens necessários para a existência social do 
indivíduo enquanto cidadão; 
 
 
 
11 
• Economia formal - que dá ao cidadão o acesso aos documentos 
necessários para que ele tenha uma identidade e possa trabalhar na 
sociedade em que vive; 
• Educação mínima que forneça formação e informação, criando 
oportunidades para uma vida melhor, o que ajuda os indivíduos a 
cuidar bem de seus filhos; 
• Escolaridade, que é cada vez mais fundamental para se ingressar 
no mercado de trabalho e viver numa sociedade desfrutando os 
direitos de cidadão. O analfabetismo é um dos mais potentes 
mecanismos de exclusão; 
• Higiene; 
• Moradias dignas, com vias pavimentadas, rede de esgoto,água 
potável e recolhimento de lixo, evitando a proliferação de doenças; 
• Serviço de saúde acessível com atendimento adequado por 
profissionais capacitados, aptos a orientar mães e pais para 
evitarem os males da desnutrição. 
No atendimento à saúde, o cidadão deve ter acesso a medicamentos - os altos 
preços dos medicamentos impossibilitam o acesso do cidadão aos mesmos, dificultando, 
ou mesmo impossibilitando, o tratamento de uma doença. Também a falta de 
medicamentos doados pela rede pública de saúde é outro agravante dessa situação. 
 
Tais ações contribuem de maneira significativa para a prevenção da desnutrição 
energético-protéica. 
A associação entre a desnutrição e doenças durante a infância, principalmente 
infecções, está comprovada através de inúmeros estudos científicos. As crianças que 
sofrem desnutrição ficam expostas a um risco maior de doenças devido ao 
comprometimento de seu sistema imunológico (de defesa e combate a doenças). 
 
 
12 
A desnutrição geralmente é o resultado da combinação de uma dieta inadequada 
com infecções. Em crianças, a desnutrição é sinônimo de crescimento deficiente. As 
crianças desnutridas são mais baixas e/ou pesam menos do que deveriam para a sua 
idade. A interação entre as duas causas mais importantes da desnutrição - a ingestão 
alimentar deficiente e as doenças infecciosas - tende a criar um círculo vicioso: 
• a criança não se alimenta de forma a ter suas necessidades supridas; 
• as defesas de seu organismo ficam enfraquecidas; 
• as doenças ocorrem mais vezes, por mais tempo e de forma mais 
grave; 
• as doenças aceleram a perda de nutrientes e provocam falta de 
apetite; a criança doente não se alimenta como deveria e o ciclo 
continua. 
 
Anorexia 
É uma desordem caracterizada 
por uma imagem distorcida do próprio 
corpo e um medo mórbido de engordar, 
o que leva à recusa de manter um peso 
minimamente normal. 
 
 
13 
Estima-se que atinge de 0,3 a 0,5% da população, e 90% dos casos ocorrem com 
mulheres. Geograficamente, os países em que mais ocorrem casos de anorexia são os da 
Europa e Estados Unidos, e raramente na Ásia e África. No Brasil não existem dados 
precisos, mas sabe-se que a maior incidência é entre as classes média-alta e alta. 
Os primeiros sintomas da anorexia surgem no início da adolescência, e se dão 
em duas fases: 13-14 anos, 16-17 anos. Os dois picos de maior incidência são aos 14 e 
16 anos. O índice de mortalidade é de 4% em anoréxicos tratados, e maior nos não 
tratados, 
chegando a 30%. 
Os sinais e sintomas são os seguintes: 
 
 
 
14 
 
 
 
 
 
15 
 
 
 
 
 
 
16 
 
 
 
 
 
17 
Bulimia 
A bulimia é um distúrbio grave da 
alimentação, muitas vezes confundida com a 
anorexia, mas sua origem e tratamento são 
bastante diferenciados. A bulimia é considerada 
uma faceta da depressão psíquica. Nesse caso, o 
indivíduo tem “fome” voraz, e compulsão ao se 
alimentar. 
Por isso, alimenta-se excessivamente, e, em seguida, tem episódios de culpa, 
remorso, arrependimento, e tenta “reparar” ou “desfazer” sua ação, provocando vômito, 
tomando laxante, por exemplo. A doença também atinge mais o sexo feminino de classe 
média-alta e alta, mas a incidência é maior entre 18 e 40 anos de idade, faixa etária 
superior à característica da anorexia. A incidência é grande em cursos secundários e 
universitários, e entre as pacientes existe forte presença de problemas afetivos, 
transtornos ansiosos, abuso e dependência de drogas. 
 
 
 
 
18 
 
 
 
 
19 
 
 
O primeiro objetivo do tratamento é acabar com o ciclo de ingestão compulsiva, 
seguida de indução de vômito ou de jejum prolongado, e estabelecimento de um padrão 
alimentar regular e disciplinado. O aconselhamento nutricional é essencial para que o 
doente saiba exatamente aquilo que deverá comer. 
Objetivos 
• Reconhecimento do verdadeiro valor dos nutrientes e da sua importância na 
alimentação, para um comportamento alimentar saudável; 
• Correção dos erros alimentares e introdução ou restabelecimento de padrões 
alimentares adequados, 
 
 
20 
• Ajuda no planejamento do guia de refeições, baseada no conhecimento da 
história dietética do bulímico, para obtenção de um padrão alimentar regular e 
disciplinado. 
O acompanhamento com psicólogo ou psiquiatra é essencial para o sucesso do 
tratamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
21 
UNIDADE II: ALIMENTOS FUNCIONAIS 
 
Capítulo 01: Alimentos funcionais e Nutracêuticos: Definições 
Um alimento pode ser considerado 
funcional se for demonstrado que o mesmo pode 
afetar beneficamente uma ou mais funções alvo 
no corpo, além de possuir os adequados efeitos 
nutricionais, de maneira que seja tanto relevante 
para o bem-estar e a saúde quanto para a 
redução do risco de uma doença. 
 Os alimentos funcionais são alimentos que provêm a oportunidade de combinar 
produtos comestíveis de alta flexibilidade com moléculas biologicamente ativas, como 
estratégia para consistentemente corrigir distúrbios metabólicos, resultando em redução 
dos riscos de doenças e manutenção da saúde. 
Os alimentos funcionais se caracterizam por oferecer vários benefícios à saúde, 
além do valor nutritivo inerente à sua composição química, podendo desempenhar um 
papel potencialmente benéfico na redução do risco de doenças crônico. 
Os alimentos e ingredientes funcionais podem ser classificados de dois modos: 
quanto à fonte, de origem vegetal ou animal, ou quanto aos benefícios que oferecem, 
atuando em seis áreas do organismo: no sistema gastrointestinal; no sistema 
cardiovascular; no metabolismo de substratos; no crescimento, no desenvolvimento e 
diferenciação celular; no comportamento das funções fisiológicas e como antioxidantes. 
Uma grande variedade de produtos tem sido caracterizada como alimentos 
funcionais, incluindo componentes que podem afetar inúmeras funções corpóreas, 
relevantes tanto para o estado de bem-estar e saúde como para a redução do risco de 
doenças. Esta classe de compostos pertence à nutrição e não à farmacologia, merecendo 
uma categoria própria, que não inclua suplementos alimentares, mas o seu papel em 
relação às doenças estará, na maioria dos casos, concentrado mais na redução dos 
riscos do que na prevenção. 
Os alimentos funcionais apresentam as seguintes características: 
a) devem ser alimentos convencionais e serem consumidos na dieta 
normal/usual; 
b) devem ser compostos por componentes naturais, algumas vezes, em 
elevada concentração ou presentes em alimentos que normalmente não os 
supririam; 
 
 
 
22 
c) devem ter efeitos positivos além do valor básico nutritivo, que pode aumentar 
o bem-estar e a saúde e/ou reduzir o risco de ocorrência de doenças, 
promovendo benefícios à saúde além de aumentar a qualidade de vida, 
incluindo os desempenhos físico, psicológico e comportamental; 
d) a alegação da propriedade funcional deve ter embasamento científico; 
e) pode ser um alimento natural ou um alimento no qual um componente tenha 
sido removido; 
g) pode ser um alimento onde a natureza de um ou mais componentes tenha 
sido modificada; 
h) pode ser um alimento no qual a bioatividade de um ou mais componentes 
tenha sido modificada. 
Por sua vez, o nutracêutico é um alimento ou parte de um alimento que 
proporciona benefícios médicos e de saúde, incluindo a prevenção e/ou tratamento da 
doença. Tais produtos podem abranger desde os nutrientes isolados, suplementos 
dietéticos na forma de cápsulas e dietas até os produtos beneficamente projetados, 
produtos herbais e alimentos processados tais como cereais, sopas e bebidas. 
Vários nutracêuticos podem ser produzidos através de métodos fermentativos 
com o uso de microrganismos considerados como GRAS (Generally Recognized as Safe). 
Os nutracêuticos podem ser classificados como fibras dietéticas, ácidos graxos 
poliinsaturados, proteínas, peptídios,aminoácidos ou cetoácidos, minerais, vitaminas 
antioxidantes e outros antioxidantes (glutationa, selênio). 
O alvo dos nutracêuticos é significativamente diferente dos alimentos funcionais, por 
várias razões: 
a) enquanto que a prevenção e o tratamento de doenças (apelo médico) são 
relevantes aos nutracêuticos, apenas a redução do risco da doença, e não a 
prevenção e tratamento da doença estão envolvidos com os alimentos 
funcionais; 
b) enquanto que os nutracêuticos incluem suplementos dietéticos e outros tipos 
de alimentos, os alimentos funcionais devem estar na forma de um alimento 
comum. 
Os ingredientes funcionais são um grupo de compostos que apresentam 
benefícios à saúde, tais como as alicinas presentes no alho, os carotenóides e 
flavonóides encontrados em frutas e vegetais, os glucosinolatos encontrados nos vegetais 
crucíferos os ácidos graxos poliinsaturados presentes em óleos vegetais e óleo de peixe. 
 
 
23 
Estes ingredientes podem ser consumidos juntamente com os alimentos dos quais são 
provenientes, sendo estes alimentos considerados alimentos funcionais, ou 
individualmente, como nutracêuticos. Devem ter adequado perfil de segurança, 
demonstrando a segurança para o consumo humano. Não devem apresentam risco de 
toxicidade ou efeitos adversos de drogas medicinais. 
 
Capítulo 02: Alimentos Funcionais: Legislação 
O termo “alimentos funcionais” foi 
primeiramente introduzido no Japão em meados dos 
anos 80 e se refere aos alimentos processados, 
contendo ingredientes que auxiliam funções específicas 
do corpo além de serem nutritivos, sendo estes 
alimentos definidos como “Alimentos para uso 
específico de saúde” (Foods for Specified Health Use-
FOSHU) em 1991. Estabelece-se que FOSHU são 
aqueles alimentos que têm efeito específico sobre a 
saúde devido a sua constituição química e que não 
devem expor ao risco de saúde ou higiênico. 
Nos Estados Unidos da América do Norte os termos alimentos funcionais e 
nutracêuticos têm sido usados conforme a definição estabelecida. No entanto, a 
dificuldade se encontra na regulamentação destes termos, pois deve haver uma 
diferenciação entre produtos que são vendidos e consumidos como alimentos (funcionais) 
e aqueles que um componente, em particular, foi isolado e é vendido na forma de barras, 
cápsulas, pós, entre outros (nutracêuticos). A separação desses produtos é necessária 
quando se estabelece limites de consumo. 
No Brasil, o Ministério da Saúde, através da 
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), 
regulamentou os Alimentos Funcionais através das 
seguintes resoluções: ANVISA/MS 16/99; ANVISA/MS 
17/99; ANVISA/MS 19/99, cuja essência é: 
a) Resolução da ANVISA/MS 16/99 - trata de Procedimentos para Registro de 
Alimentos e ou Novos Ingredientes, cuja característica é de não necessitar de 
um Padrão de Identidade e Qualidade (PIQ) para registrar um alimento, além de 
permitir o registro de novos produtos sem histórico de consumo no país e 
também novas formas de comercialização para produtos já consumidos 
(BRASIL, 1999a); 
b) Resolução da ANVISA/MS 17/99 - Aprova o Regulamento Técnico que 
estabelece as Diretrizes Básicas para Avaliação de Risco e Segurança de 
 
 
 
 
24 
Alimentos que prova, baseado em estudos e evidências científicas, se o produto 
é seguro sob o ponto de risco à saúde ou não (BRASIL, 1999b); 
c) Resolução ANVISA/MS 18/99 - Aprova o Regulamento Técnico que estabelece 
as Diretrizes Básicas para a Análise e Comprovação de Propriedades 
Funcionais e/ou de Saúde, alegadas em rotulagem de alimentos (BRASIL, 
1999c).Resolução ANVISA/MS 19/99 - Aprova o Regulamento Técnico de 
Procedimentos para Registro de Alimentos com Alegação de Propriedades 
Funcionais e ou de Saúde em sua Rotulagem (BRASIL, 1999d). 
As diretrizes para a utilização da alegação de propriedades funcionais e ou de 
saúde, segundo a ANVISA, são: 
a) A alegação de propriedades funcionais e ou de saúde é permitida em caráter 
opcional; 
b) O alimento ou ingrediente que alegar propriedades funcionais ou de saúde 
pode, além de funções nutricionais básicas, quando se tratar de nutriente, 
produzirem efeitos metabólicos e ou fisiológicos e ou efeitos benéficos à saúde, 
devendo ser seguro para consumo sem supervisão médica; 
c) São permitidas alegações de função ou conteúdo para nutrientes e não 
nutrientes, podendo ser aceitas aquelas que descrevem o papel fisiológico do 
nutriente ou não nutriente no crescimento, desenvolvimento e funções normais do 
organismo, mediante demonstração da eficácia. Para os nutrientes com funções 
plenamente reconhecidas pela comunidade científica não será necessária a 
demonstração de eficácia ou análise da mesma para alegação funcional na 
rotulagem (item 3.3 da Resolução ANVISA nº 18); 
d) No caso de uma nova propriedade funcional, há necessidade de 
comprovação científica da alegação de propriedades funcionais e ou de saúde e 
da segurança de uso, segundo as Diretrizes Básicas para avaliação de Risco e 
Segurança dos alimentos; 
e) as alegações podem fazer referências à manutenção geral da saúde, ao 
papel fisiológico dos nutrientes e não nutrientes e à redução de risco de doenças. 
Não são permitidas alegações de saúde que façam referência à cura ou 
prevenção de doenças (BRASIL, 1999c; BRASIL, 1999d). 
O registro de um alimento funcional só pode ser realizado após comprovada a 
alegação de propriedades funcionais ou de saúde com base no consumo previsto ou 
recomendado pelo fabricante, na finalidade, condições de uso e valor nutricional, quando 
 
 
25 
for o caso ou na evidência(s) científica(s): composição química ou caracterização 
molecular, quando for o caso, e ou formulação do produto; ensaios bioquímicos; ensaios 
nutricionais e ou fisiológicos e ou toxicológicos em animais de experimentação; estudos 
epidemiológicos; ensaios clínicos; evidências abrangentes da literatura científica, 
organismos internacionais de saúde e legislação internacionalmente reconhecidas sob 
propriedades e características do produto e comprovação de uso tradicional, observado 
na população, sem associação de danos à saúde. 
 
Capítulo 03: Classes De Compostos Funcionais e Nutracêuticos 
 
❖ Probióticos e prebióticos 
Os probióticos são microrganismos vivos 
que podem ser agregados como suplementos na 
dieta, afetando de forma benéfica o desenvolvimento 
da flora microbiana no intestino. São também 
conhecidos como bioterapêuticos, bioprotetores e 
bioprofiláticos e são utilizados para prevenir as 
infecções entéricas e gastrointestinais. 
 
A definição internacional atualmente aceita é de que os probióticos são 
microrganismos vivos, administrados em quantidades adequadas, que conferem 
benefícios à saúde do hospedeiro. 
Em um intestino adulto saudável, a microflora predominante se compõe de 
microrganismos promotores da saúde, em sua maioria pertencente aos gêneros 
Lactobacillus e Bifidobacterium. Os Lactobaccilus geralmente citados como probióticos 
são: L. casei, L. acidophilus, L.delbreuckii subsp. bulgaricus, L. brevis, L. cellibiosus, 
L.lactis, L. fermentum, L. plantarum e L. reuteri. As espécies de Bifidobacteria com 
atividade probiótica são: B. bifidum, B. longum, B. infantis, B. adolescentis, B. 
thermophilum e B. animalis. Outras bactérias ácido-láticas com propriedades probióticas 
são: Ent. faecalis, Ent. faecium e Sporolactobacillus inulinus, enquanto os microrganismos 
Bacillus cereus, Escherichia coli Nissle, Propionibacterium freudenreichii e 
Saccharomyces cerevisiae têm sido citados como microrganimos não láticos associados à 
atividades probióticas principalmente para uso farmacêutico ou em animais. 
 
 
 
26 
Os benefícios à saúde do hospedeiro atribuídos à ingestão de culturas probióticas 
são: controle da microbiota intestinal, estabilização da microbiota intestinal após o uso de 
antibióticos, promoção da resistência gastrintestinal à colonização por patógenos,diminuição da concentração dos ácidos acético e lático, de bacteriocinas e outros 
compostos antimicrobianos, promoção da digestão da lactose em indivíduos intolerantes à 
lactose, estimulação do sistema imune, alívio da constipação e aumento da absorção de 
minerais e vitaminas” (SAAD, 2006, p.5). 
Quadro 1. Causas e mecanismos dos efeitos benéficos atribuídos aos probióticos 
 
 
Os Prebióticos 
Os prebióticos são oligossacarídeos não digeríveis, porém fermentáveis cuja 
função é mudar a atividade e a composição da microbiota intestinal com a perspectiva de 
promover a saúde do hospedeiro. As fibras dietéticas e os oligossacarídeos não digeríveis 
são os principais substratos de crescimento dos microrganismos dos intestinos. Os 
prebióticos estimulam o crescimento dos grupos endógenos de população microbiana, 
tais como as Bifidobactérias e os Lactobacillos, que são ditos como benéficos para a 
saúde humana. Os prebióticos mais eficientes irão reduzir a atividade de organismos 
potencialmente patogênicos. 
Para que uma substância (ou grupo de substâncias) possa ser definida como tal, 
deve cumprir os seguintes requisitos: ser de origem vegetal; formar parte de um conjunto 
heterogêneo de moléculas complexas; não ser digerida por enzimas digestivas; ser 
parcialmente fermentada por uma colônia de bactérias e ser osmoticamente ativa. Por 
 
 
27 
exemplo, alguns oligossacarídeos como a oligofrutose e a inulina, conduzem a um 
aumento significativo do número de bifidobactérias. 
Um produto em que estão combinados um probiótico e um prebiótico é 
denominado simbiótico. A interação entre o probiótico e o prebiótico in vivo pode ser 
favorecida por uma adaptação do probiótico ao substrato prebiótico anterior ao consumo. 
Isto pode, em alguns casos, resultar em uma vantagem competitiva para o probiótico, se 
ele for consumido juntamente com o prebiótico. 
Alguns efeitos atribuídos aos prebióticos são: a modulação de funções fisiológicas 
chaves, como a absorção de cálcio, o metabolismo lipídico, a modulação da composição 
da microbiota intestinal, a qual exerce um papel primordial na fisiologia intestinal e a 
redução do risco de câncer de cólon. 
Os iogurtes e leites fermentados são os alimentos mais comuns a serem 
suplementados com probióticos. Os leites não fermentados, sucos e outros alimentos 
também podem ser suplementados com probióticos. 
 
Alimentos Sulfurados e Nitrogenados 
Os alimentos sulfurados e nitrogenados são compostos orgânicos usados na 
proteção contra a carcinogênese e mutagênese, sendo ativadores de enzimas na 
detoxificação do fígado. As propriedades anticarcinogênicas dos vegetais crucíferos como 
repolho, brócolis, rabanete, palmito e alcaparra são atribuídas ao seu conteúdo 
relativamente alto de glicosilatos. 
Os isotiacianatos e indóis são compostos antioxidantes que estão presentes em 
crucíferas, tais como brócolis, couve-flor, couve-de-bruxelas, couve e repolho. Esses 
compostos inibem a mutação do DNA, que predispõe algumas formas de câncer. 
 
Vitaminas Antioxidantes 
 A oxidação nos sistemas biológicos ocorre devido à ação dos radicais livres no 
organismo. Estas moléculas têm um elétron isolado, livre para se ligar a qualquer outro 
elétron, e por isso são extremamente reativas. Elas podem ser geradas por fontes 
endógenas ou exógenas. Por fontes endógenas, originam-se de processos biológicos que 
normalmente ocorrem no organismo, tais como: redução de flavinas e tióis; resultado da 
atividade de oxidases, cicloxigenases, lipoxigenases, desidrogenases e peroxidases; 
presença de metais de transição no interior da célula e de sistemas de transporte de 
elétrons. Esta geração de radicais livres envolve várias organelas celulares, como 
 
 
28 
mitocôndrias, lisossomos, peroxissomos, núcleo, retículo endoplasmático e membranas. 
As fontes exógenas geradoras de radicais livres incluem tabaco, poluição do ar, solventes 
orgânicos, anestésicos, pesticidas e radiações. 
Os carotenóides estão presentes em alimentos com pigmentação amarela, laranja 
ou vermelha (tomate, abóbora, pimentão, laranja). Seus principais representantes são os 
carotenos, precursores da vitamina A e o licopeno. As xantofilas são sintetizadas a partir 
dos carotenos, por meio de reações de hidroxilação e epoxidação. O β-caroteno e o 
licopeno são exemplos de carotenos, enquanto a luteína e a zeaxantina são xantofilas. 
Dos mais de 600 carotenóides conhecidos, aproximadamente 50 são precursores da 
vitamina A. O carotenóide precursor possui pelo menos um anel de β-ionona não 
substituído, com cadeia lateral poliênica com um mínimo de 11 carbonos. Entre os 
carotenóides, o β-caroteno é o mais abundante em alimentos e o que apresenta a maior 
atividade de vitamina A. 
A vitamina E é a principal vitamina antioxidante transportada na corrente 
sangüínea pela fase lipídica das partículas lipoprotéicas. Junto com o beta-caroteno e 
outros antioxidantes naturais, chamados ubiquinonas, a vitamina E protege os lipídios da 
peroxidação. A ingestão de vitamina E em quantidades acima das recomendações 
correntes pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares, melhorar a condição imune e 
modular condições degenerativas importantes associadas com envelhecimento. 
A vitamina C (ácido ascórbico) é, geralmente, consumida em grandes doses pelos 
seres humanos, sendo adicionada a muitos produtos alimentares para inibir a formação 
de metabólitos nitrosos carcinogênicos. Os benefícios obtidos na utilização terapêutica da 
vitamina C em ensaios biológicos com animais incluem o efeito protetor contra os danos 
causados pela exposição às radiações e medicamentos. Os estudos epidemiológicos 
também atribuem a essa vitamina um possível papel de proteção no desenvolvimento de 
tumores nos seres humanos. Contudo, a recomendação de suplementação dessa 
vitamina deve ser avaliada especificamente para cada caso, pois existem muitos 
componentes orgânicos e inorgânicos nas células que podem modular a atividade da 
vitamina C, afetando sua ação antioxidante. 
 
Compostos Fenólicos 
Os flavonóides compõem uma ampla classe de substâncias de origem natural, 
cuja síntese não ocorre na espécie humana. Entretanto, tais compostos possuem uma 
 
 
29 
série de propriedades farmacológicas que os fazem atuarem sobre os sistemas biológicos 
(LOPES, et al., 2003), por exemplo, como antioxidantes. 
A dieta mediterrânea, rica em frutas frescas e vegetais, tem sido associada com a 
baixa incidência de doenças cardiovasculares e câncer, principalmente devido à elevada 
proporção de compostos bioativos como vitaminas, flavonóides e polifenóis. Ainda há o 
conhecido “paradoxo francês”, uma aparente compatibilidade de uma dieta com alta 
ingestão de gordura e com uma baixa incidência de coronariopatia ateroesclerótica, 
atribuído à presença de compostos fenólicos no vinho tinto, com propriedades 
antioxidantes que inibem a oxidação das LDLs , evitando indiretamente os infiltrados de 
lipídios no interior das artérias. 
Uma subclasse dos flavonóides são as isoflavonas, as quais têm sido um 
componente da dieta de certas populações durante muitos séculos. O consumo da soja 
tem sido considerado benéfico, com um efeito potencialmente protetor contra um número 
de doenças crônicas. Não houve indicação de risco à saúde por causa do consumo de 
soja ou isoflavonas da soja como parte regular da dieta; ao contrário, os estudos 
epidemiológicos das últimas décadas sugeriram efeitos protetores destes compostos 
contra um número de doenças crônicas, incluindo doença cardíaca coronária, câncer de 
próstata, diabetes, osteoporose, deficiência cognitiva, doenças cardiovasculares e efeitos 
da menopausa.Apresenta estrutura e atividade semelhante ao estrógeno humano e são 
conhecidas como fitoestrógenos, podendo proteger o organismo contra doenças do 
coração e possivelmente contra câncer de mama pela ação de estrógenos bloqueadores. 
Nas culturasorientais, a soja é considerada tanto como um alimento nutritivo quanto 
como um agente medicinal. Pesquisas recentes têm mostrado que dietas ricas em soja 
ajudam a reduzir os níveis de colesterol (LDL) no sangue, de 12 a 15%, pois as 
isoflavonas da soja são convertidas, no intestino, a fitoestrógenos que podem ajudar a 
reduzir o LDL. 
As isoflavonas são encontradas em legumes, principalmente em grãos de soja. 
Embora haja uma grande variabilidade de composição de isoflavonas entre os grãos de 
soja e produtos alimentícios baseados em soja, a maioria das fontes dietéticas contém 
uma mistura de derivados, baseados em três isoflavonas agliconas: genisteína, daidzeína 
e gliciteína. 
 
 
 
 
 
30 
Ácidos Graxos Poliinsaturados 
Os ácidos graxos poliinsaturados, destacando as séries ômega 3 e 6, são 
encontrados em peixes de água fria (salmão, atum, sardinha, bacalhau), óleos vegetais, 
sementes de linhaça, nozes e alguns tipos de vegetais. Um ácido graxo é chamado de 
ômega 3 quando a primeira dupla ligação está localizada no carbono 3 a partir do radical 
metil (CH3), e ômega 6 quando a dupla ligação está no sexto carbono da cadeia a partir 
do mesmo radical. 
 Os principais ácidos graxos da família ômega 3 são o alfa-linolênico (C18:3 – 18 
carbonos e 3 insaturações), o eicosapentanóico-EPA (C20:5 – 20 carbonos e 5 
insaturações) e o docasahexanóico-DHA (C22:6 
– 22 carbonos e 6 insaturações). Os ácidos graxos da família ômega 6 mais 
importantes são o linoléico (C18:2 – dezoito carbono e 2 insaturações) e o araquidônico 
(C20:4 – 20 carbonos e 4 insaturações) (PIMENTEL, et al., 2005). 
Os ácidos graxos de cadeia longa da família ômega 3 (EPA e DHA) são 
sintetizados nos seres humanos a partir do ácido linolênico. Este ácido graxo é também o 
precursor primordial das prostaglandinas, leucotrienos e tromboxanos com atividade 
antiinflamatória, anticoagulante, vasodilatadora e antiagregante. Algas marinhas são 
capazes de sintetizar os ácidos graxos DHA e EPA, os quais entram na cadeia alimentar 
marinha. Apesar das controvérsias, o consumo adicional de ácidos graxos ômega 3 (DHA 
e EPA) na dieta está sendo discutido e recomendada. Estudos epidemiológicos têm 
demonstrado que a ingestão de peixes regularmente na dieta tem efeito favorável sobre 
os níveis de triglicerídeos, pressão sanguínea, mecanismo de coagulação e ritmo 
cardíaco, na prevenção do câncer (mama, próstata e cólon) e redução da incidência de 
arteriosclerose. Os ácidos graxos ômega 3 são também indispensáveis para os recém-
nascidos por representarem um terço da estrutura de lipídeos no cérebro, carências 
destas substâncias podem ocasionar redução da produção de enzimas relacionadas às 
funções do aprendizado. O suprimento adequado de DHA na alimentação dos bebês é 
fundamental para o desenvolvimento da retina. 
 
Fibras (Oligossacarídeos) 
A fibra dietética é uma substância indisponível como fonte de energia, pois não é 
passível de hidrólise pelas enzimas do intestino humano e que pode ser fermentada por 
algumas bactérias. A maior parte das substâncias classificadas como fibras são 
polissacarídios não amiláceos. As fibras são, portanto, substâncias com alto peso 
 
 
31 
molecular, encontradas nos vegetais, tais como os grãos (arroz, soja, trigo, aveia, feijão, 
ervilha), em verduras (alface, brócoli, couve, couve-flor, repolho), raízes (cenoura, 
rabanete) e outras hortaliças (chuchu, vagem, pepino). 
Pode-se classificar a fibra segundo o papel que elas cumprem nos vegetais em 
dois grupos: 
a) polissacarídeos estruturais: estão relacionados à estrutura da parede celular 
e incluem a celulose, as hemiceluloses, pectinas, gomas e mucilagens segregadas pelas 
células e polissacarídeos tais como o ágar e as carragenas produzidas pelas algas e 
liquens marinhos; 
b) polissacarídeos não estruturais: inclui a lignina (SALINAS, 2002). 
Outra classificação possível diferencia as fibras como fibras solúveis e insolúveis. 
As fibras solúveis são as pectinas e hemiceluloses. Estas tendem a formar géis em 
contato com água, aumentando a viscosidade dos alimentos parcialmente digeridos no 
estômago). As fibras solúveis diminuem a absorção de ácidos biliares e têm atividades 
hipocolesterolêmicas. Quanto ao metabolismo lipídico, parecem diminuir os níveis de 
triglicerídeos, colesterol e reduzir a insulinemia. Uma característica fundamental da fibra 
solúvel é sua capacidade para ser metabolizada por bactérias, com a conseguinte 
produção de gases. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
32 
UNIDADE III: DIMENSÃO SOCIOCULTURAL DA ALIMENTAÇÃO 
 
Introdução: A Fome No Brasil 
A fome será, provavelmente, o maior 
problema político e moral que as crianças 
deverão enfrentar como líderes de seus 
países no futu- ro. No Brasil, a fome é uma 
questão para ser discutida na escola. E a 
discussão começa pela situação de vida dos 
alunos e seus direitos e deveres como 
cidadãos. 
 
As crianças precisam conhecer a 
realidade da fome no Brasil e no mundo. 
Esse papel cabe aos educadores, que devem 
preparar seus alunos para a construção de 
uma sociedade mais igualitária, em que as 
pessoas tenham não apenas o direito, mas 
as condições neces- sárias para usufruir de 
uma alimentação equilibrada qualitativa e 
quantitativamente. Para isso, a escola 
precisa apresentar um currí- culo mais 
prático e objetivo, que dê prioridade a 
conhecimentos úteis e importantes para a 
vida do aluno, num compromisso social de 
formação de cidadania. 
■ Para despertar o interesse sobre 
alimentação e cultura, vamos tratar de 
temas como: 
■ A história da comida e a comida 
fazendo história: a alimentação na 
pré-história e sua evolução através 
dos tempos. 
■ Como a cultura influencia na 
alimentação: curiosidades sobre os 
hábitos alimentares dos diferentes 
povos relacionados à religião, crenças 
e tabus. 
■ Influências na alimentação brasileira: 
contribuições dos índios, portugueses, 
negros e influências atuais. 
■ Alimentação nas diferentes regiões do 
Brasil: considerando a colonização, 
fatores ambientais, pratos típicos e os 
diversos nomes existentes para um 
mesmo alimento (sinonímia 
brasileira). 
 
 
■ Os alimentos presentes na poesia, 
música e contos brasileiros: cultura! 
 
Capítulo 01: A História da Comida e a 
Comida Fazendo História 
 
A alimentação é essencial para o 
homem desde o nascimento. É da 
alimentação que ele retira os nutrientes 
necessários ao funcionamento do organismo, 
ou seja, à vida. Esses nutrientes estão nas 
carnes e nos vegetais e a química orgânica 
se encarrega de transformá-los e distribuí-los 
de maneira que eles sejam úteis ao nosso 
organismo. 
A história da alimentação é antiga. 
Acredita-se que o homem teria começado a 
se alimentar de frutos e raízes após observar 
o com- portamento de outros animais. 
Depois, teria passado a consumir carne crua 
e moluscos in natura. Mais tarde, aprendeu 
não se sabe como, a assar e cozinhar. 
Descobriu a cerâmica, terras e povos dis- 
 
 
 
33 
tintos e realizou inúmeras experiências com 
alimentação, até chegarmos aos dias de 
hoje, onde contamos com uma ciência 
especializada no assunto: a Nutrição. 
 
 
Pré-história 
A trajetória do homem apresenta 
muitos mistérios. Acontece o mesmo quando 
se trata de alimentação. Ninguém sabe de 
que fru tos e raízes o homem se alimentava 
nem de onde surgiu o instinto irracional que o 
fez consumir tais alimentos sem conhecer 
seus va- lores nutricionais. Os frutos parecem 
ter sido mesmo o cardápio inicial do homem 
e nenhum estudo arqueológico provou o 
contrário. É mais fácil, evidentemente, ver e 
colher um fruto maduro do que adivinhar uma 
raiz comestível enterrada. A ciência de 
procurar e encontrar raízes exigiria longos 
experimentos, técnica e paciência. Uma 
tarefa que caberia, provavelmente, ao sexo 
feminino, curioso e persistente por natureza.Teria sido o homem pré-histórico 
vegetariano? Não há provas. Estu- dos 
indicam que os chamados “infra-homens”, 
como o cro-magnon e o homo sapiens, dos 
quais o homem teria evoluído, se alimenta- 
vam da carne de caça que abatiam 
diariamente e assavam. O ho- mem de 
Neanderthal, segundo análise de fósseis, 
parece ter sido antropófago. A presença do 
fogo e os resíduos de alimentação car- nívora 
afastam a fase exclusiva de raízes e frutos. 
Além disso, pes- quisas arqueológicas 
encontraram pedras usadas pelo infra-
homem dispostas de maneira a abater 
animais e não a derrubar frutos. 
Acredita-se que a primeira 
“sobremesa” foi o mel de abelhas, que já 
existia no período Cretáceo (há 135 milhões 
de anos), quando as flores nasceram, 
milhares de séculos antes do homem. 
A agricultura 
No período Paleolítico (500.000 
a.C. a 1.000 a.C.), o homem ainda não 
conhecia a agricultura e a domesticação de 
animais e a subsis- tência era garantida com 
a coleta de frutos e raízes, além da pesca e 
da caça bastante diversificada de animais, 
tais como ursos, rino- cerontes elefantes, 
renas, cavalos, mamutes, entre outros. Para 
isso, empregavam-se instrumentos 
rudimentares, feitos de ossos, ma- deira ou 
lascas de pedra. 
A escassez de alimentos e a 
hostilidade do meio ambiente obriga- vam 
os grupos humanos a viver como nômades. 
A migração de animais e seres humanos 
também foi estimulada pelas profundas 
mudanças climáticas e ambientais que 
aconteceram naquele perío- do. Assim, os 
homens primitivos foram ocupando as 
diversas regi- ões do globo. Enquanto 
andavam de um lugar para outro, foram 
percebendo que as sementes que caíam 
sobre a terra multiplica- vam suas colheitas 
em poucos meses.Tornaram-se agricultores 
e, com isso, trocaram a vida nômade pela 
vida em pequenas aldeias. A abundância de 
cereais em algumas regiões, especialmente 
de aveia, trigo e cevada iniciou o processo de 
desenvolvimento agrícola pelos povos 
antigos. 
A invenção do arco e da flecha e do 
arremessador de lanças, nessa mesma 
época, foi outro marco importante. Os 
homens do período Paleolítico passaram a 
se organizar socialmente, chegando a 
consti- tuir vilas. 
 
Idade dos metais 
No período Neolítico (10.000 a.C. a 4.000 
a.C.) aconteceram gran- des 
transformações, como o desenvolvimento 
da agricultura e a criação de animais. A 
caça já era de animais menores, 
característi- cos da fauna atual: javalis, lebres, 
pássaros, além da criação de bovi- nos, 
ovinos, caprinos e suínos. No final desse 
período, chamado de Idade dos Metais, a 
ação do homem sobre a natureza tornou-se 
mais intensa e as colheitas mais abundantes 
favoreceram o aumen- to da população. 
Assim, formaram-se grupos familiares 
maiores — as tribos. É nessa época que se 
inicia a base de nossa alimentação 
 
 
34 
tradicional, que é a cultura de cereais, e 
principalmente de trigo e centeio, usados na 
fabricação de pães. Também começam a 
ser produzidas bebidas e alimentos líquidos 
com o emprego de cereais: raízes, caules, 
grãos, vagens, brotos, cozidos, ensopados 
e condi- mentos. 
 
 
Antigo Egito 
Nos tempos antigos, as elites 
tinham uma comida farta e variada. As 
tumbas do antigo Egito, a partir do quarto 
milênio a. C., mostram os alimentos 
consumidos pelos faraós: massas, carnes, 
peixes, lati- cínios, frutas, legumes, cereais, 
condimentos, especiarias, mel e bebidas. 
Mais difícil é saber como se alimentava o 
homem comum, nesse mesmo período. As 
fontes escritas e figurativas do Egito an- tigo 
apontam a agricultura, criação de animais, 
caça e pesca como modalidades de 
produção alimentar. 
Para os egípcios, a saúde e a 
longevidade dependiam dos prazeres da 
mesa. A inapetência era considerada sinal de 
doença. Eram gran- des conhecedores dos 
segredos da farmacopéia e das proprieda- 
des das ervas medicinais, e já relacionavam 
a alimentação com a cura de moléstias. 
Trigo e arroz 
Cereais como trigo, milho, arroz e 
cevada foram os primeiros grãos cultivados 
pelos povos antigos. Descobertas 
comprovaram que, mesmo em tempos pré-
históricos, o trigo era o alimento básico do 
homem e no antigo Egito já era cultivado 
3.000 anos a.C. Os faraós usavam o trigo 
como forma de pagamento e já fabricavam 
o pão. Ainda antes da era cristã, gregos e 
romanos produziram trigo e o levaram para 
o resto da Europa. Tratava-se de um cereal 
nobre, pre- ferido pelos ricos, enquanto a 
plebe e os escravos consumiam a cevada. 
Hoje o trigo é uma planta cultivada no 
mundo todo e cons- titui a base da 
alimentação de muitos povos. 
Quanto ao arroz, não se tem 
certeza se é originário da Índia ou da China. 
Mas sabe-se que, por volta de 2.800 anos 
a.C., ele era a planta sagrada do imperador 
da China. Do Oriente, o arroz se espa- lhou 
para outras regiões e hoje alimenta mais da 
metade da humani- dade. 
 
Antiguidade 
Os médicos da Antigüidade 
(séculos V a X d. C.), em geral, conheci- am 
os efeitos preventivos e terapêuticos da 
alimentação. Textos de Hipócrates, célebre 
médico da Grécia antiga, revelam alguns 
produ- tos alimentícios consumidos pelos 
gregos e também a associação entre 
alimentos e o combate a doenças. São 
citados o cultivo de cevada, trigo, favas, 
grão-de-bico, lentilhas, gergelim; a criação 
de bovinos, suínos, ovinos e de cães (para 
consumo); a caça de javalis, lebres, raposas 
e aves; a pesca de peixes e moluscos; 
destaca-se o consumo de queijos, frutas 
secas e frescas, hortaliças como alho, 
cebola e agrião e condimentos como poejo, 
manjericão e tomilho. A principal bebida era 
o vinho. A alimentação na Roma antiga era 
bas- tante parecida com a alimentação na 
Grécia. 
Idade Média 
As cozinhas da Idade Média 
(séculos X a XV d. C.) destacavam três 
sabores fundamentais: o forte, devido às 
especiarias (ou tempe- ros); o doce, graças 
ao uso do açúcar; e o ácido, referente ao 
vina- gre, ao vinho e aos sucos de frutas 
cítricas. Mas as pessoas dessa época 
preocupavam-se mais com a aparência do 
que com o sabor dos pratos. 
Idade Moderna 
Na Idade Moderna (séculos XV a 
XVIII), a agricultura que antes era de 
subsistência, passa a ter fins comerciais. 
Produtos como toma- te, batata, milho, 
 
 
35 
arroz e outras espécies alimentares tornam-
se importantes na alimentação ocidental. O 
pão era bastante consumi- do por todas as 
classes sociais e as crises na produção de 
cereais durante esse período tiveram 
impacto direto sobre a mortalidade. 
Idade Contemporânea 
A agricultura de mercado continuou 
crescendo na Idade Contem- porânea 
(séculos XIX a XX) e, com isso, passou a 
ser cultivada e consumida uma variedade 
cada vez maior de frutas e verduras. O 
consumo do açúcar, até então restrito às 
elites sociais, difundiu-se na alimentação 
popular. Houve aumento no consumo de 
ovos e especialmente de gorduras, tanto de 
origem vegetal quanto animal. 
Em todos os períodos, o homem 
usa determinados conhecimentos e hábitos 
adquiridos em tempos remotos. Algumas 
técnicas ante- riores ao uso da cerâmica, 
mas que persistiram até a Idade Contem- 
porânea foram: 
■ Aquecer a água com pedras 
quentes. No Brasil, essa técnica era 
empregada no preparo do café do 
comboieiro ou café de pedra, na qual se 
misturava o pó do café na água fria e se 
jogava uma pedra aquecida no recipiente. 
 ■ Assar pelo calor, ao serem 
retiradas as pedras aquecidas, num forno 
subterrâneo. Ou acender o fogo sobre a 
panela enterrada, uma técnica comum no 
Brasil do século XVI. 
■ Assar ao calor das brasas, o 
que deu origem ao atual churrasco. 
■ Cozinhar nas cinzas. Em 
meados do século XVII, os indígenas do 
Brasil preparavam peixes embrulhados em 
folhas e os colo- cavam debaixo de cinzas 
para ficarem cozidos ou assados. 
Atualmente, o homem contar com 
uma variedade enorme de pro- dutos 
alimentícios. As novidadessurgem 
diariamente e acompa- nhar as mudanças 
na área de alimentos tornou-se um desafio. 
Até mesmo produtos como alface ou tomate 
podem ser modificados através de 
processos sofisticados como cultivos em 
condições es- peciais e até mesmo 
mudanças genéticas. Crescem cada vez 
mais as alternativas nas indústrias de 
alimentos e nos serviços de ali- mentação. 
Alguns exemplos são os alimentos 
congelados e pré- cozidos, enlatados, 
conservas, drive-thru, fast-food, delivery e 
self- service, entre muitos outros. 
Os tipos de alimentos consumidos 
nos diferentes países tendem a ser cada 
vez mais semelhantes. Mas essa 
homogeneidade é relati- va e mais aparente 
do que real, uma vez que os 
comportamentos alimentares são adaptados 
à cultura de cada povo e país, em estru- 
turas fortemente marcadas pelas 
particularidades locais, com um forte apego 
à sua própria identidade. 
 
Capítulo 02: A Influência da Cultura na 
Alimentação 
 
A nossa cultura – nossas crenças, 
tabus, religião, entre outros fato- res – 
influencia diretamente a escolha dos nossos 
alimentos diári- os. Desse modo, a 
alimentação humana parece estar muito mais 
vinculada a fatores espirituais e exigências 
tradicionais do que às próprias necessidades 
fisiológicos. 
O homem pré-histórico era onívoro, 
ou seja, comia de tudo. Com o homem 
contemporâneo, já é bem diferente. Nem 
todos os animais e vegetais presentes na 
região fazem parte da sua cozinha. Muitos 
preceitos religiosos e culturais determinaram 
os costumes existen- tes nos dias de hoje. 
A ligação entre a alimentação e a 
 
 
36 
religião está presente na Bíblia e começa 
pela história de Adão e Eva, os primeiros 
homens criados pelo Deus dos cristãos. 
Segundo o Antigo Testamento, Iavé criou no 
Paraíso a árvore do Bem e do Mal e também 
a árvore da Vida. A primeira era proibida ao 
homem, mas Adão, convencido por Eva, 
desobedeceu Iavé e comeu o fruto daquela 
árvore. Conseguiram, com isso, o 
conhecimento entre o Bem e o Mal e, para 
que não tivessem a imortalidade, foram 
expulsos do Paraíso e condenados a 
procurar e produzir seus próprios alimentos. 
O maior exemplo dessa influência 
do plano espiritual está na frase de Jesus 
Cristo: “aquele que come da minha carne e 
bebe do meu sangue tem a vida eterna”. 
A religião dos israelitas permitia o 
consumo de gafanhotos e estes ainda são 
saboreados em toda a África do Norte, 
especial- mente em Marrocos e no Saara. 
Um prato de gafanhotos assados, bem como 
larvas, ratos e lagartos, vale para a 
população tanto quanto uma salada de 
camarões para um ocidental. 
Os sertanejos do Nordeste do Brasil 
comem preás e camaleões, insuportáveis 
para qualquer homem das cidades litorâneas. 
Os macacos da Amazônia assados são 
manjares para a população nati- va, mas 
causam náuseas aos brasileiros em geral. 
Em compensa- ção, o sertanejo que ama o 
peixe de água doce não admite os crus- 
táceos e menos ainda verduras. Diz que não 
é “lagarta para comer folha” e se alimenta de 
raiz de umbuzeiro e de farinhas de 
macambira, mandioca e xique-xique. Tais 
alimentos, produtos da flora nativa dos 
sertões do Nordeste, são apontados como a 
explicação para a ex- traordinária resistência 
orgânica do sertanejo. 
Os budistas não matam o peixe 
pescado; deixam-no morrer na praia para ser 
comido depois. 
Os hindus não comem carne de 
gado porque acreditam que ela é sagrada. 
Muitos deles morrem de fome, mas 
respeitam esses ani- mais, que pastam e 
dormem no meio das ruas. 
Na África Central, a maioria dos 
rebanhos não é aproveitada pelos negros. 
Constituem riqueza, elemento de venda, 
ostentação de pros- peridade. Para muitos 
africanos, a galinha e o galo são animais 
para o sacrifício, oferendas aos deuses, e 
não para alimentação regular. Essas 
atribuições já podiam ser observadas no 
século XV, com in- tenções sempre 
religiosas, e estão presentes atualmente, de 
forma semelhante, nos candomblés, 
macumbas, xangôs etc. 
A carne de gado também é 
raramente consumida na Ásia e pouco 
apreciada na Oceania. Para o europeu e 
seus descendentes na América, esse tipo de 
carne é indispensável na mesa. 
A carne de porco foi proibida por 
muitos líderes religiosos e era abominada no 
Egito. O africano adorava o porco assado 
como refei- ção tanto quanto o romano, que o 
indicava para fortalecer os atle- tas. Com 
relação aos bois, não se permitia abatê-los 
quando fossem do trabalho rural, assim como 
ocorre na África, Índia, China e Ásia Menor. 
No tempo do imperador Calígula, a proibição 
era formal e matar um desses animais era 
considerado um crime tão grave quanto tirar 
a vida de um homem. O profeta Isaías 
afirmava quase o mes- mo: “quem mata um 
boi é como o que fere um homem”. 
As religiões proíbem o consumo de 
certos alimentos, mas também torna outros 
sagrados, tendo como cerimônia 
indispensável um ritual com banquete. 
Assim, nenhum orixá pode existir sem suas 
comidas privativas, a exemplo de Ogun com 
a galinha d’angola. Os velhos deuses 
olímpicos possuíam animais que lhes seriam 
sacrificados como oferenda. Iavé deixou sua 
pragmática, instruções e pormeno- res sobre 
animais dedicados em holocausto. 
Há mais de dois mil anos o pão se 
tornou o alimento típico dos mais diferentes 
povos. Significa o sustento, alimentação 
cotidiana, clás- sica. Pão de cada dia. 
Ganhar o pão com o suor do rosto. “Eu sou o 
pão da vida” declarava Jesus Cristo. 
Na Roma antiga, o leite de vaca era 
 
 
37 
incluído nos sacrifícios fúnebres e nas 
oferendas aos deuses. Tratava-se de um 
alimento proibido aos budistas e considerado 
um produto do paraíso para os muçul- 
manos. Gregos e romanos incluíam tal 
bebida às estórias de suas figuras 
mitológicas. O leite das burras animava 
crianças doentes e os tuberculosos, crença 
mantida nos sertões do nosso país. O ser- 
tanejo vivia no meio das vacas, mas não lhe 
bebia o leite a não ser o da cabra. 
O comportamento à mesa também 
apresenta certas particularida- des. Os 
orientais não admitem a possibilidade de 
comer na mesma sala com um inimigo e 
servem-se em silêncio. O mesmo acontecia 
com os indígenas. Hoje o indígena conversa 
enquanto come por influência do homem 
branco. Nos antigos banquetes ingleses, con- 
versava-se depois do brinde ao Rei. Nas 
refeições do velho sertão brasileiro, rezava-
se antes e depois de comer. 
 
Capítulo 03: Influências na Alimentação 
Brasileira 
 
A cozinha brasileira tem por base a 
cozinha portuguesa, com outras duas 
grandes influências: a indígena e a africana. 
Mas houve inú- meras variações, desde os 
ingredientes a nomes e combinações, como 
pode ser visto, por exemplo, no caso do 
cozido, que em Por- tugal é riquíssimo em 
derivados de porco e, no Brasil, farto em le- 
gumes e carne de vaca. 
 A alimentação sempre esteve e 
ainda está bastante relacionada à história 
dos diferentes povos. Assim, para se 
caracterizar e compre- ender as origens de 
nossos hábitos alimentares, é preciso 
recordar o passado, os costumes indígenas, 
a colonização, os efeitos da es- cravidão e a 
evolução da sociedade como um todo até se 
chegar ao período atual. 
A Cintribuição Indígena 
O primeiro depoimento sobre a 
alimentação indígena é a carta de Pero Vaz 
de Caminha, o escrivão da frota de Cabral, 
501 anos atrás. O capitão da embarcação e 
também responsável pela descoberta do 
Brasil, Pedro Álvares Cabral, relata o 
comportamento dos ameríndios: “deram-lhes 
ali de comer: pão e peixe cozido, mel e fogos 
passados. Não quiseram comer quase nada 
daquilo; se algu- ma coisa provaram, logo a 
lançavam fora”. O mesmo ocorreu com a 
água e com o vinho, mas apenas a princípio, 
pois foram se acostu- mando aos poucos 
com o que os europeus lhes ofereciam. 
Antes do início da colonização, os 
indígenas apresentavam, no que diz respeito 
à forma de economiaalimentar, um aspecto 
geral co- mum: a atividade coletora. Nossos 
índios viviam às custas da natu- reza, 
coletando plantas, animais da terra, do mar 
ou dos rios. 
A alimentação vegetariana teve, 
sem dúvida, um enorme papel e foi da coleta 
de frutos que alguns índios, dentre os quais 
os tupis- guaranis, passaram à arboricultura 
e, mais tarde, a uma agricultura rudimentar. 
Essa incipiente agricultura exigia que eles 
estivesse sempre mudando de terra. Daí o 
nomadismo tupi, sempre emigran- te à 
procura de terras férteis. 
Mas os índios não viviam apenas de 
vegetai. A caça e a pesca eram importantes 
atividades de subsistência. Os antigos tupis 
eram con- siderados exímios caçadores e 
pescadores e possuíam significativo 
equipamento para tais atividades, 
principalmente o arco e flecha. 
Os homens caçavam e pescavam e 
as mulheres realizavam as ativi- dades 
coletoras e os trabalhos agrícolas. Além 
disso, os homens assavam e as mulheres 
cozinhavam, e, justamente pela necessida- 
de de equipamento para a realização de suas 
atividades, foram elas as inventoras da 
cerâmica, das vasilhas, panelas de barro, 
pratos etc. 
O índio não conhecia a cana de 
açúcar, que só veio com a coloniza- ção, mas 
 
 
38 
usava o mel de abelhas, que existia em 
abundância em nossas matas. Com o mel, o 
índio também fazia bebidas. 
 O sal era retirado da vegetação e 
não da água do mar. Os índios queimavam 
os troncos das palmeiras até se 
transformarem em cin- zas, que então eram 
fervidas para obter o sal, de cor parda. 
Em 1549, o padre Manoel da 
Nóbrega, guia dos primeiros jesuítas que 
vieram ao Brasil, afirmava que “o mantimento 
comum da terra é uma raiz de pau que 
chamam mandioca”. Caminha cita, erronea- 
mente, o inhame como alimento nativo. 
Tratava-se, na verdade, da nossa mandioca. 
O inhame foi trazido ao Brasil só mais tarde, 
pelos africanos. 
Os alimentos mais importantes para 
os índios eram produzidos pela terra, como 
raízes, folhas, legumes e frutos. São citados: 
abacaxi, jabuticaba, caju, cajá, araçá, goiaba, 
maracujá, mamão, laranja, li- mão, 
castanhas, milho, mandioca, cará (e não 
inhame), feijões, fa- vas, amendoim... 
Muitos dos alimentos consumidos 
pelos aborígenes foram trazidos por colonos 
europeus de seus países de origem ou de 
outras colôni- as. É o caso da batata doce, 
introduzida com os escravos africanos, e dos 
mamoeiros, trazidos às roças indígenas 
pelos lusitanos. 
Os índios preparavam bebidas 
fermentadas, assim como o europeu 
produzia o vinho. O preparo ficava a cargo da 
mulher indígena, que usava os mais 
diferentes recursos: milho, mandioca, cacau, 
cupuaçu, caju, açaí, buriti etc. Os cronistas 
dos séculos XVI e XVII descreviam tais 
bebidas como fortificantes e deliciosas, 
apesar da repugnância instintiva, já que 
algumas sofriam mastigação prévia para 
ativar a fermentação. 
O indígena não tinha provisão de 
água nas ocas. Quando tinha sede, bebia 
fora, direto da fonte. O português foi quem 
deu a sugestão de ter água em casa. 
As carnes consumidas pelos 
nativos, algumas incompatíveis com o nosso 
paladar, eram as mais variadas: macacos, 
antas, peixes, pacas, cotias, gaviões, 
lagartos, porcos e até mesmo cobra 
cascavel. Pa- dre Anchieta descreve 
textualmente esses hábitos: “quase todos os 
índios tomam ao fogo e comem dessas 
cobras e de outras, de- pois de lhe tirarem a 
cabeça; assim como não poupam os sapos, 
lagartos, ratos e outros animais desse 
gênero”. 
Dentre os diversos peixes que 
comiam, podem ser citados a pesca- da, o 
mandubi, o mapará, o acará, o surubim, o 
tucunaré, as raias, o pirarucu, o peixe-boi, o 
pacu etc. Os crustáceos e moluscos tam- 
bém eram apreciados pelos aborígenes. 
O apetite singular dos tupis também 
pode ser observado através da prática da 
antropofagia. A carne humana era um prato 
festivo, que ele apreciavam após os 
combates. Mas está comprovado que a 
antropofagia era um ritual, uma prática de 
exceção. Nossos índios só comiam carne 
humana do prisioneiro de guerra de 
comprovado heroísmo, mediante 
determinadas cerimônias, julgando, desse 
modo, assimilar as qualidades heróicas do 
inimigo. 
O índio não praticava a agricultura e 
sua sustentação se baseava no que a terra 
tinha para oferecer. Não havia escassez 
porque, sempre que havia ameaça de fome, 
a tribo emigrava em busca de terras mais 
férteis, mais abundantes e de regiões que 
apresentassem numerosas caças. Essa 
mobilidade garantia o equilíbrio alimentar 
para o grupo e pode explicar a força e a 
resistência físicas dessa população. 
 
Exemplos da contribuição indígena 
A contribuição dos costumes 
indígenas na alimentação atual é, sem 
dúvida, imensa.Citamos alguns exemplos: 
■ O uso da polpa do buriti no 
preparo de refrescos e outros ali- mentos. 
■ O uso da mandioca na 
produção dos mais variados alimentos: 
tapioca, farinhas, cauim (vinho indígena). 
■ Refresco de guaraná. Os 
aborígenes costumavam tomar essa bebida 
 
 
39 
para ter disposição para caçar. Acreditavam 
também que o guaraná curava febres, dores 
de cabeça e cãibras. O seu efei- to diurético 
já era conhecido. 
■ A paçoca, alimento preparado 
com carne assada e farinha de mandioca 
esmagados numa espécie de pilão. Tornou-
se o farnel dos bandeirantes por ser próprio 
para as viagens pelo sertão. 
■ O hábito de comer camarão, 
lagosta e caranguejo com molho seco de 
pimenta. Tal costume foi herdado tanto dos 
índios quanto dos africanos. 
■ A moqueca. Para os índios 
referia-se unicamente ao modo de preparo 
dos peixes, feitos então no moquém 
(utensílio para co- zinhar peixe). Hoje em dia, 
tem grande variedade de ingredien- tes, seja 
no tipo de molho, tempero ou carne utilizada. 
■ O caruru, um prato à base de 
vegetais como o quiabo, mostarda ou taioba, 
que acompanha os mais diferentes tipos de 
carne, como peixe, cozidos, charque, 
galinha, siri etc. 
■ Mingau, pirão, beiju, pimenta 
(amarela e vermelha), chimarrão. 
A cozinha brasileira sofreu uma 
série de influências, mas a culinária indígena 
não se dissolveu na aculturação, como a 
culinária negra, hoje dificilmente legítima. A 
comida indígena permaneceu relativa- mente 
fiel aos modelos quinhentistas e aos padrões 
da própria ela- boração das farinhas, 
assados de carne e peixe, bebidas de frutas. 
 
A Contribuição dos Portugueses 
Não se sabe quando exatamente 
surgiu a verdadeira comida brasilei- ra. 
Muitas vezes não se tem certeza nem 
mesmo se certas plantas são brasileiras ou 
não. Dá para imaginar um Brasil sem 
mangueira, sem jaqueira, sem fruta-do-
conde? Pois o Brasil era assim antes dos 
portugueses. Eles é que trouxeram esses 
produtos para plantar. 
Quem primeiro comeu comida 
brasileira foram os tripulantes da fro- ta de 
Pedro Álvares Cabral, o descobridor do 
Brasil. Eles relataram a existência de 
produtos como palmito, inhame e camarão. 
Com relação ao palmito, Pero Vaz 
de Caminha, o escrivão da frota de Cabral, 
em geral tão minucioso, não conta na sua 
carta como a palmeira foi derrubada para 
extrair o coração vegetal. Ele diz ape- nas: 
“Há muitas palmeiras, não muito altas; e 
muito bons palmitos. Colhemos e comemos 
muitos deles.” Essa descrição tão 
simplificada fez com que alguns estudiosos 
pensassem que se tratavam de ba- nanas e 
não de palmitos. A dúvida ainda continua... 
O inhame também não era inhame, 
que veio depois, das ilhas de Cabo Verde e 
da Ásia. Tratava-se do aipim. 
Caminha fala em outras sementes, 
raízes e frutas, que não enume- ra, e louva o 
estado de saúde dos índios, que não 
gostaram nem um pouco das iguarias 
portuguesas. Ao provarem o vinho, mal lhe 
pu- seram a boca; pão e peixe cozidos, 
confeitos, mel e figos secos mal 
experimentaram. Com o tempo, foram agindo 
de modo diferente: comeram, entre outras 
coisas, presunto cozido e arroz e beberamvinho. 
Índio, como cita Caminha em sua 
carta, desconfiou de galinha: “qua- se tinham 
medo dela, e não lhe queriam pôr a mão; e 
depois a to- maram como espantados”. O 
primeiro tabu dos índios foi, ao que parece, a 
galinha. Um dos primeiros navegadores 
estrangeiros con- ta que, antes de 1550, 
havia muitos desses animais, mas os nativos 
não os consumiam. 
A partir do momento em que 
chegaram ao Brasil, os colonos euro- peus 
se viram “obrigados” a se ajustar ao tipo de 
economia alimen- tar. Organizavam as suas 
roças à maneira dos índios e promoviam, 
com a ajuda destes, a caça e a pesca. As 
peixadas tornaram-se in- dispensáveis para 
os banquetes e festanças. Mas essa 
adaptação aos costumes alimentares da 
colônia não impediu que os portugue- ses 
procurassem introduzir produtos do além-
mar, como gado, ce- reais, trigo, aves, 
couves, alfaces, pepinos, abóboras, lentilhas 
etc. Alho, cebola, cominho, coentro e 
 
 
40 
gengibre são heranças das primei- ras hortas 
lusitanas em terras tupiniquins. 
 Os portugueses estavam 
habituados a tomar vinho e encontraram um 
sucedâneo nas bebidas indígenas: milho 
cozido em água com mel. 
Nos primeiros tempos, houve, de 
fato, fartura. Mas essa fartura durou pouco 
por dois motivos: o aumento da população e 
o advento da monocultura da cana de 
açúcar. A cultura desse produto estimulou a 
produção de doces e de cachaça e essa 
bebida passou a fazer estragos sobretudo 
entre as populações ameríndias, 
prejudicando a saúde dos antigos habitantes 
de nossa terra. 
A produção de gêneros alimentícios 
passou a ser pequena demais, acentuando a 
divisão da sociedade em classe dominante e 
domina- da. É nessa época que começa a 
haver deficiência de vitaminas, 
principalmente da vitamina A, no Brasil. A 
situação se agrava ainda mais quando os 
bandeirantes descobrem as minas de ouro, 
provo- cando êxodo da população costeira 
para a região das minas. Todos queriam 
garimpar. Ninguém plantava. No meio de 
tanto ouro, mor- ria-se de fome. Quem tinha 
alimentos para vender enriquecia facil- 
mente. É, talvez, o começo da história da 
fome e da exploração no país... 
O costume de comer carne de gado 
começou com a vinda dos re- banhos para o 
continente americano no século XVI. Assim, 
sarapatel, panelada, buchada, entre outros, 
não foram técnicas africanas, mas processos 
europeus. O sarapatel ou sarrabulho, 
alimento preparado com sangue e vísceras 
de porco e carneiro, o português aprendeu 
na Índia. A panelada e a buchada, 
preparadas com vísceras assadas em grelha 
ou chapa do fogão, têm origem castelhana e 
entraram no país por influência da vizinhança 
e contato espanhol. Os indígenas nem 
conheciam o consumo de carne bovina e os 
africanos nunca tiveram tal costume. Em 
períodos de escassez, o negro africano 
vendia boi para adquirir comida no comércio. 
O português também trouxe as 
festas tradicionais – Páscoa, São João, Natal 
–, com seus cantos, danças e comidas 
típicas. Trouxe o pão, feito com quase todos 
os cereais: cevada, centeio, aveia e prin- 
cipalmente trigo. Vieram ainda com os 
portugueses, trazidas de outras colônias, 
especialmente as africanas, novas frutas: 
uva, figo, maçã, marmelo, pêssego, romã, 
cidra, tâmaras, melão, melancia. Foi o 
português que plantou o coqueiro, semeou o 
arroz, trouxe o pepino, a mostarda e diversos 
condimentos e ervas. O prato mais 
gloriosamente nacional do país, a feijoada 
completa, é um modelo aculturado do cozido 
português com feijão e carne seca. 
Além de todas essas contribuições à 
nossa culinária, os portugue- ses 
introduziram hábitos que marcaram 
definitivamente nosso pala- dar: valorizaram 
o uso do sal e revelaram o açúcar aos 
africanos e índios do Brasil. A partir daí, 
nossa cozinha adotou os doces de ovos e 
das mais diversas frutas. Surgiram a 
goiabada, a marmelada, a cajuada e todas as 
outras “adas” que constituem o arsenal 
energético de nossas sobremesas. 
A impressão popular instintiva 
reconhece o poder corrosivo do sal. Foi 
preciso algum tempo para que as pessoas 
passassem a tolerar o presunto, o chouriço e 
as salsichas com sal e pimenta. Os serta- 
nejos já acusavam o sal de fazer mal aos 
rins. O açúcar, entretanto, conquistou a todos 
imediatamente. Comia-se até farinha de 
mandi- oca com açúcar e recomendava-se 
comer de boca fechada porque, do contrário, 
iria mais farinha para o rosto dos vizinhos do 
que para o próprio estômago. Com a 
indústria do açúcar, surgiu a fabricação do 
álcool, ou melhor, da cachaça, conquistando 
indígenas e africa- nos. 
Os nativos e os africanos não 
usavam óleos vegetais e muito me- nos 
gorduras animais para preparar os alimentos. 
Não conheciam a fritura. Outra revelação 
portuguesa. 
Existem registros sobre a 
alimentação dos portugueses durante o 
período colonial, especialmente da Corte 
 
 
41 
vinda para o Brasil. São referências às 
adaptações à nova terra, povos e costumes. 
A seguir, comentamos algumas delas: 
■ A canção popular dizia que D. 
João VI fazia o que lhe mandavam e comia o 
que lhe davam, mas seus pratos prediletos 
eram frangos, galinhas, capões e o arroz 
com chouriço. 
■ O prato principal do almoço de 
D. Pedro I (filho de D. João VI) e de sua 
esposa, a Princesa Maria da Glória, era o 
toucinho, geral- mente servido com arroz, 
couve, batatas, inglesa ou doce, pepi- nos 
cozidos e um pedaço de carne assada. Tudo 
isso era fervido numa espécie de sopa, 
adicionando-se alho, pimenta e verdu- ras. 
Depois comiam massas, acompanhadas de 
carnes. 
■ O prato predileto de D. Pedro 
II, filho de D. Pedro I, era a canja, embora 
comesse depressa apenas para satisfazer a 
fome. 
■ Campos Sales, presidente do 
Brasil de 1898 a 1902, tinha pai- xão por 
maracujás, enquanto Rui Barbosa preferia 
moela e fígado. 
 
A Contribuição dos Africanos 
Antes dos escravos africanos 
chegarem ao Brasil, eles já haviam recebido 
uma espécie de “curso prévio de alimentação 
local” . Ti- nham comido o milho americano, 
farinha de mandioca, aipim e dife- rentes 
tipos de feijões, além de tomarem cachaça, 
em vez do vinho da palmeira dendê. 
Os portugueses distribuíram diversas 
espécies de alimentos com surpreendente 
eficiência. De suas mais distantes colônias 
orientais e africanas trouxeram para o Brasil 
sementes, raízes, “mudas” e bulbos. A 
disseminação da mandioca, do milho, da 
batata e do amen- doim brasileiros tiveram 
uma intensidade, rapidez e precisão incom- 
paráveis. O café, o açúcar, o cacau e o fumo 
também se expandi- ram, ainda que mais 
lentamente. 
Os negros faziam farinha, já 
conhecida pelos tupis brasileiros. Co- miam o 
milho sempre cozido, em forma de papa, 
angu ou fervido com leite de vaca, em 
preparo semelhante ao atual mungunzá. 
A banana foi herança africana no 
século XVI e tornou-se inseparável das 
plantações brasileiras, cercando as casas 
dos povoados e as ocas das malocas 
indígenas, e decorando a paisagem com o 
lento agitar de suas folhas. Nenhuma fruta 
teve popularidade tão fulmi- nante e decisiva, 
juntamente com o amendoim. A banana foi a 
mai- or contribuição africana para a 
alimentação do Brasil, em quantida- de, 
distribuição e consumo. 
Da África vieram ainda a manga, a 
jaca, o arroz, a cana de açúcar. Em troca, os 
africanos levaram mandioca, caju, abacaxis, 
mamão, abacate, batatas, cajá, goiaba e 
araçá. O coqueiro e o leite de coco, 
aparentemente tão brasileiros, também 
vieram do continente afri- cano, bem como o 
azeite de dendê. 
A palmeira do dendê foi cultivada ao 
redor da cidade de Salvador, o maior centro 
demográfico da época, onde a presença 
africana tornou-se marcante. O uso do dendê 
era transmitido pelos escravos e as negras 
que serviam nas residências dos brancos. 
Eles impunham o azeite-de-dendê como a 
cozinheira portuguesa impunha o uso do 
azeite de oliva.Quando o Rio de Janeiro se 
tornou capital do Brasil (1763) e a população 
aumentou, exigindo maior número de escra- 
vos para os serviços domésticos e plantio de 
açúcar, algodão e café nas regiões vizinhas, 
o azeite-de-dendê acompanhou o negro, seja 
nas frituras de peixe, ensopados, 
escabeches ou nos refogados. 
As extensas plantações de açúcar, o 
ciclo do ouro e dos diamantes e o surto 
cafeeiro fizeram com que grande parte da 
população negra se deslocasse em direção a 
Pernambuco, Minas Gerais e São Pau- lo, 
respectivamente. Mas nessas regiões, a 
culinária africana não conseguiu se impor 
com a mesma força. Em parte alguma a cozi- 
nha africana conservou a cor e o sabor que 
se mantiveram na Bahia. 
A intensificação do tráfico de 
escravos, da segunda metade do sé- culo 
 
 
42 
XVIII à primeira metade do século seguinte, 
facilitou a ida e a vinda de várias espécies de 
plantas alimentares entre Brasil e África. A 
população negra que vivia no Brasil plantou 
inúmeros vege- tais que logo se tornaram 
populares, tais como: quiabo, caruru, inhame, 
erva-doce, gengibre, açafrão, gergelim, 
amendoim africano e melancia, entre outros. 
Os negros trouxeram para o país a 
pimenta africana, cujo nome lo- calizava a 
origem, Malagueta. A malagueta apenas 
aumentou o pres- tígio das pimentas 
brasileiras, que também dominaram o 
continen- te africano. Quanto às carnes, o 
único animal africano que continua 
colaborando no cardápio brasileiro é a 
galinha-d’angola. 
O cardápio do escravo de uma 
propriedade abastada consistia em farinha de 
mandioca, feijão preto, toucinho, carne-seca, 
laranjas, bananas e canjica. Para o negro de 
propriedades mais humildes, a alimentação 
se resumia a um pouco de farinha, laranjas e 
bananas. Angu de milho também fazia parte 
da dieta do escravo em Minas Gerais, Goiás 
e Mato Grosso, além da caça e pesca 
ocasionais. Nas fazendas do Norte, eram 
consumidos alguns tipos de peixe e fazia- se 
uma espécie de “bucha” com a carne de 
carneiro, como a atual buchada de bode. Às 
vezes os escravos comiam pirão, prato mais 
bem aceito, provavelmente por ser mais fácil 
de engolir, pois não havia tempo para comer. 
O negro criou um jeito de fazer render 
a pouca comida que recebia: inventou o pirão 
escaldado chamado massapê, feito com 
farinha de mandioca e água fervente, 
acrescido de pimenta malagueta. O massapê 
ainda é usado em nosso meio rural. 
O escravo dos engenhos de açúcar 
se alimentava de mel com fari- nha. Bebia 
caldo de cana, cachaça, mel com água, 
sucos e café. 
Exemplos de pratos brasileiros de 
origem africana 
Citamos, a seguir, alguns pratos 
brasileiros de origem africana com os 
respectivos ingredientes (há variações 
regionais): 
■ Abará ou abalá: bolo de feijão 
fradinho cozido com sal, pimenta, azeite de 
dendê e camarão seco. É enrolado em folhas 
de bana- neira e cozido no vapor. 
■ Aberém: massa de milho 
cozida em banho-maria, sem levar tem- pero. 
Acompanha vatapá, caruru. 
■ Acarajé: massa de feijão 
fradinho, com condimentos. Forma uma 
espécie de bolinho e é frito no azeite de 
dendê. Serve-se com camarão, pimenta etc. 
 ■ Bobó: massa que pode ser de 
feijão mulatinho, inhame, aipim etc. É cozida 
e temperada com azeite de dendê, camarão 
e con- dimentos. Come-se puro ou com 
carne ou pescado. 
■ Cuscuz: massa de milho 
pilada, cozida e umedecida com leite de coco 
(o original africano era feito com arroz e com 
outros condimentos ao invés do leite de 
coco). 
■ Cuxá: diz-se no Maranhão do 
arroz cozido, temperado com fo- lhas de 
vinagreira, quiabo, gergelim torrado e farinha 
de mandi- oca. 
■ Mungunzá: milho cozido com 
leite de vaca ou de coco. 
■ Quibebe: sopa de abóbora 
com leite de vaca ou coco. Há varia- ções 
com carne seca, toucinho, quiabo, maxixe 
etc. 
■ Vatapá: um tipo de caldo 
grosso feito de pão dormido, farinha de trigo 
e camarões, servido com peixe, bacalhau ou 
galinha, acres- cido de pimenta, azeite de 
dendê, leite de coco e condimentos. 
Na cidade de Salvador houve uma 
concentração negra mais homo- gênea, o 
que possibilitou a defesa das velhas comidas 
africanas, ao contrário das demais regiões. 
Foi ao redor das crenças, em especial do 
candomblé, que a cozinha africana manteve 
os elementos pri- mários de sua 
sobrevivência. 
 
As Influências Atuais 
Nas últimas três décadas, ocorreram 
importantes mudanças nos hábitos 
alimentares dos brasileiros: redução no 
consumo do arroz, feijão e farinha de trigo; 
maior consumo de carnes em geral, ovos, 
laticínios e açúcar; substituição da gordura 
animal por óleos vege- tais, manteiga por 
margarina e aumento nos gastos com 
alimentos industrializados. 
 
 
43 
O ritmo agitado imposto pelo 
mercado de trabalho deixa cada vez menos 
tempo livre para alimentação e lazer. Os 
intervalos precisam ser bem aproveitados e o 
horário das refeições, em especial o do 
almoço, acaba servindo para várias 
atividades. Começam a surgir alternativas 
nas indústrias de alimentos e dos serviços de 
alimenta- ção: alimentos congelados e pré-
cozidos, drive-thru, fast-food, delivery, e self-
service traduzem a importação do novo estilo 
do padrão alimentar brasileiro. 
Os profissionais de saúde e 
educação devem se questionar e avali- ar se 
há perdas importantes dos nossos hábitos 
alimentares cultu- rais devido à 
“globalização” da forma de nos alimentarmos, 
ou se existem aspectos da evolução 
tecnológica na área alimentícia que merecem 
ser incorporados à nossa cultura. 
A orientação e educação alimentar, 
através dos modernos meios de 
comunicação, aliadas à preservação dos 
bons hábitos alimentares e de salários 
compatíveis com o direito de alimentar, são 
fundamen- tais para se vencer a luta contra a 
má nutrição do brasileiro. 
 
Os estudos sobre essa temática podem ser ampliados pesquisando a temática A 
ALIMENTAÇÃO NAS DIFERENTES REGIÕES DO BRASIL e CULINÁRIO LOCAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE IV: ATIVIDADE FÍSICA ALIADA À ALIMENTAÇÃO 
 
 
 
44 
Atualmente vivemos em um mundo 
onde todos almejam a famosa qualidade de 
vida. Está mais do que bem estabelecido 
que para que tenhamos saúde, é 
necessário um equilíbrio entre a prática de 
atividade física e uma alimentação 
adequada. 
Porém, por mais que o desejo das 
pessoas seja de ter uma vida saudável, 
pouco se faz para ter de fato saúde e bem 
estar. O que torna esse desejo quase que 
utópico. 
As justificativas são diversas, como falta de tempo, maior praticidade em consumir 
produtos industrializados, não gostar de treinar, etc. Porém, devemos ter a consciência de 
que ao praticarmos exercício físico, ter uma vida fisicamente ativa e uma alimentação 
saudável, estamos na verdade praticando saúde! 
O excesso do consumo de alimentos ricos em sódio, corantes, açúcares e 
conservantes, aliados ao sedentarismo é o grande responsável por diversas doenças 
como hipertensão, diabetes, obesidade, colesterol alto, entre outras. E esses fatores 
quando associados a um histórico familiar, faz com que a pessoa seja ainda mais 
suscetível a essas doenças. 
Portando temos nessas duas variáveis, a solução para uma vida mais saudável, 
prevenindo e auxiliando no controle de doenças. 
 
A Importância da Alimentação na Atividade Física 
É muito comum as pessoas associarem uma boa forma física somente ao 
exercício físico. Mas, a verdade é que uma boa forma física e a saúde estão associadas 
não só com o exercício físico, mas também com bons hábitos alimentares. 
Com um plano alimentar adequado as suas necessidades, nós fornecemos para 
nosso corpo a energia necessária para realizar nossas tarefas diárias, além de suprir as 
necessidades energéticas do exercício físico. O que nos deixa mais perto do nosso 
objetivo, seja ele estético (emagrecimento ou hipertrofia), saúde (na prevenção e no 
controle de doenças como no caso da diabetes e hipertensão) ou para manteruma boa 
qualidade de vida. 
Por isso é imprescindível ter uma alimentação adequada e equilibrada associada 
com o exercício físico, pois não se trata de mera estética, mas sim, de saúde e qualidade 
de vida. 
 
Alimentação Saudável e Exercício Físico Para Qualidade de Vida 
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para uma boa qualidade 
de vida devemos ser fisicamente ativos, que quando quantificado em números, gira em 
torno de 150 minutos de exercícios físicos semanais. Esses minutos podem ser 
distribuídos de forma conveniente para o praticante. 
Mas, o mais importante é ter uma vida ativa. De pouco adianta realizar exercícios 
durante uma hora por dia e passar grande parte da sua rotina diária de modo sedentário. 
 
 
 
45 
Ou seja, suba escadas ao invés de pegar o elevador, vá à padaria a pé ao invés de ir de 
carro. Torne o seu dia mais ativo! 
Em contra partida temos a alimentação. É de praxe as pessoas se preocuparem 
com o que vão ingerir antes e depois do treino e se “esquecerem” das outras refeições. 
Para ter uma boa qualidade de vida, a gente precisa manter o equilíbrio entre as fontes de 
energia em todas as refeições e em todos os dias da semana. 
Obviamente, que é praticamente impossível, manter-se totalmente regrado 
sempre, porém é importante ressaltar que somos o resultado de nossos hábitos. Logo, se 
temos hábitos saudáveis, seremos pessoas saudáveis. 
A seguir nos separamos para você algumas dicas de como devemos fazer a 
ingestão energética antes, durante e após o seu treino, para que seus resultados sejam 
mais eficientes e que você consiga fornecer a energia necessária para seu corpo. 
 
Montando Uma Alimentação Saudável Para Atividade Física 
O único profissional apto para 
descrever com propriedade o que devemos 
ou não comer e as quantidades adequadas 
é o nutricionista. Porém, há alguns 
consensos em relação a hábitos saudáveis 
que se colocarmos em prática já teremos 
uma grande melhora na nossa saúde. 
Lembrando que assim como o treino, o plano alimentar, para uma melhor 
eficiência deve ser individualizado. Assim, os resultados são mais eficazes e em um 
tempo mais curto. 
Mais uma justificativa para que aquelas dietas genéricas que todos fazem 
produzem um efeito sanfona ou simplesmente não possuem nenhum efeito. Somos todos 
diferentes, com necessidades diferentes e devemos respeitar o nosso corpo e seus 
limites. 
 
Como Deve Ser a Alimentação Antes do Exercício Físico? 
A dieta mais adequada antes de realizar o exercício físico precisa conter 
substratos suficientes para ser fonte de energia alternativa. Ou seja, ser capaz de ter 
energia para manter o nível de intensidade do treino. Assim, essas fontes armazenadas, 
farão com que as reservas sejam preservadas tendo como consequência o aumento do 
fluxo sanguíneo. 
O exercício físico é uma atividade muito intensa para nosso corpo e demanda um 
gasto energético bem elevado. Por isso é necessário que antes da atividade a gente 
ingira uma quantidade importante de carboidratos. Assim, o organismo tem suporte para 
manter a queima calórica utilizando a gordura como substrato energético, pois haverá 
mais oxigênio disponível. 
É necessário ressaltar que não devemos exagerar na quantidade de carboidrato, 
uma vez que podemos desviar o fluxo sanguíneo para o intestino (para fins de digestão) o 
que pode gerar uma queda na performance no exercício. Alguns alimentos como arroz, 
lentilha, feijão e massas são ricas fontes de carboidratos. 
 
 
 
46 
A proteína também é muito indicada por especialistas para ser consumida antes 
do treino. 
Isso se dá pelo fato de a proteína ingerida antes do treino ser responsável por 
aumentar o fluxo sanguíneo nos músculos, o que traz mais benefícios tanto para quem 
faz treino de força quanto para quem faz treino aeróbio, pois a proteína fará com que um 
grande número de aminoácidos seja fornecido, ajudando no fortalecimento da 
musculatura utilizada para realizar a atividade escolhida. 
 
Como Deve Ser a Alimentação Depois do Exercício Físico? 
Muitas pessoas, comumente comentem o erro de fazer uma má alimentação após 
o treino. 
Isso pode afetar tanto os resultados para quem quer ganhos em hipertrofia como 
quem quer emagrecer. E isso é ruim, porque se o corpo não recebe os nutrientes 
adequados após o treino, a recuperação (ressíntese) acontece de forma prejudicada, 
atrapalhando nos resultados. 
Alguns especialistas recomendam a ingestão de proteínas após o treino, devido a 
uma “janela” nos primeiros 30 minutos após o treino (de força) onde há maior utilização 
desse substrato para a síntese proteica, aumentado assim o volume muscular. 
 
Cuidados Que Devem Ser Tomados Para Uma Alimentação Equilibrada 
Devemos ter um bom senso na hora de escolher os alimentos que vamos ingerir. 
O equilíbrio é fundamental. Isso quer dizer, quantidades adequadas de proteínas, 
carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais. Quando ingerimos em excesso, 
estocamos essas substâncias que geralmente assumem a forma de gordura, o que pode 
ser prejudicial para nossa saúde, em casos extremos, podendo gerar quadros 
patológicos, como a síndrome metabólica. 
Por outro lado, a deficiência pela falta de ingestão dessas substâncias pode gerar, 
por exemplo, e depleção de proteínas, que é extremamente prejudicial para a estrutura do 
nosso corpo. 
Outro fator é o consumo excessivo de alimentos industrializados. Com a evolução 
industrial e tecnológica, fica cada vez mais fácil consumirmos produtos quimicamente 
feitos para nos satisfazer. Acontece que quanto mais ingerimos esses conservantes e 
corantes e essa alta quantidade de gorduras ruins, mais estaremos prejudicando nossa 
saúde e qualidade de vida. 
Logo, a seleção adequada do que comemos, irá influenciar diretamente na nossa 
qualidade de vida. 
 
Alimentação o Atividades Físicas – Tipos De Nutrientes Necessários Para o Corpo 
Humano 
O nosso corpo é um maquinário 
muito complexo e necessita de várias 
fontes de energia para sobreviver. Dentre 
todas as fontes de energia temos três 
macro nutrientes fundamentais para o 
 
 
 
47 
corpo humano, são eles: Carboidratos, 
proteínas e gorduras. 
Seguidos pelos macro nutrientes temos as vitaminas e minerais que são os 
micronutrientes essenciais para nosso organismo. Um desequilíbrio entre os macro e 
micronutrientes ou até a falta de um desses, pode vir a desencadear sérios problemas 
como a desnutrição, assim como a ingestão desenfreada pode vir a causar a obesidade e 
desencadeando um quadro de outras doenças. 
Sendo assim a nutrição de consciente um importante fator não só para fins 
estéticos como para a qualidade de vida. 
A seguir nós exemplificaremos para você os macros e micronutrientes, explicando 
a composição, função e a forma em que podemos encontra-los nos alimentos. A partir 
disso, você poderá ter mais autonomia no momento em que escolher a sua refeição, em 
relação a qualidade daquilo que você consome. 
 
Carboidratos 
O carboidrato é um macro nutriente 
composto por moléculas de carbono, hidrogênio e 
oxigênio. Também são comumente chamados de 
glicídios e açúcares e temos nele a principal fonte 
de energia do nosso corpo que é utilizada durante 
o exercício, uma vez que quando ingerido e 
absorvido é responsável por liberar glicose, que 
fornece energia para as células e faz a manutenção 
metabólica glicêmica. 
Basicamente, os carboidratos podem ser divididos em três grupos, de acordo com 
a quantidade de átomos carbono que eles possuem em sua composição. São eles: 
▪ Monossacarídeos: De composição menos complexa, possuem de 3 a 7 carbonos 
em sua estrutura. Alguns exemplos desse tipo de carboidrato são: Galactose, 
glicose e frutose. 
▪ Dissacarídeos: Um pouco mais complexos em relação ao grupo anterior, os 
dissacarídeos nada mais são do que a ligação de dois monossacarídeos. São 
exemplos desta categoria a sacarose, maltose e lactose.▪ Sacarose: São exemplos da sacarose o extrato da cana de açúcar, da beterraba, 
uva e mel. Além do açúcar comum que utilizamos em casa ser exemplo dessa 
classe de carboidratos. 
▪ Maltose: Esse tipo de dissacarídeo não é encontrado naturalmente na natureza, 
sendo assim obtido pela indústria através da fermentação de cereais, como por 
exemplo, a cevada. 
▪ Lactose: É o açúcar do leite. Sintetizado nas glândulas mamarias dos mamíferos. 
▪ Polissacarídeos: São moléculas complexas formadas pela união de diversos 
monossacarídeos, são exemplos o amido e a celulose. 
▪ Amido: Ele é a reserva energética dos vegetais. Estão presentes nos grãos e 
cereais como trigo, aveia, centeio, cevada, milho, arroz, raízes e tubérculos como 
mandioca e batatas. 
 
 
 
48 
▪ Celulose: A celulose está presente nas frutas, hortaliças, legumes, grãos, nozes e 
cascas de sementes. 
 
 
 
 
A Importância da Hidratação 
A hidratação é um fator muito 
importante para a nossa qualidade de vida. 
Nosso corpo é composto em sua maioria por 
água e precisamos dela para manter as 
reações em nosso corpo de modo 
equilibrado. 
Existem pessoas que se esquecem de beber água ou até mesmo que dizem que 
não gostam de beber água. Mas manter a frequência da ingestão desse líquido tão 
precioso vai além de manter a pele hidratada e bonita. Porém levando em consideração 
esse aspecto, a água é responsável por revitalizar as células e mucosas, o que significa 
uma hidratação de dentro para fora, sendo o jeito mais prático e barato de evitar 
ressecamentos e descamações. 
Listaremos abaixo mais benefícios que tornam a ingestão de água tão importante 
como já foi dito. 
Regula a temperatura do corpo durante as atividades físicas ou quando o clima 
está muito quente. A água é liberada pela transpiração para ajustar a temperatura e evitar 
que nosso organismo esquente excessivamente ou sofra mudanças térmicas bruscas. Por 
isso se faz necessária a ingestão de água durante os exercícios físicos a fim de evitar que 
nosso corpo desidrate. 
Desintoxicação – A ingestão frequente de água, nos estimula a ir mais ou 
banheiro, pelo aumento da diurese, ou seja, a água auxilia na limpeza do trato urinário 
fazendo com que haja a prevenção de infecções nessa região ou até mesmo o tratamento 
da mesma. 
Absorção e transporte de nutrientes e glicose, além de ajudar na condução 
dessas substâncias pela corrente sanguínea e no envio delas para as diversas áreas do 
organismo. 
Perda de peso – Por meio da diminuição da retenção de líquidos, uma vez que o 
trabalho renal é estimulado; proporcionando assim, sensação de saciedade (beber dois 
ou três copos de água antes da refeição ajuda a controlar o apetite). Outro fator positivo é 
que água não possui calorias, sendo mais um motivo para tê-la como uma aliada. 
E ainda: em ação conjunta com as fibras alimentares, o líquido participa da 
formação e hidratação do bolo fecal. Com isso, evita o ressecamento dele e a constipação 
intestinal. 
A respiração facilita seu funcionamento, pois há uma diluição do muco que ajuda 
a expectorar os resíduos pulmonares, ou seja, da próxima vez que você achar que beber 
água é besteira, repense e relembre de todos esses benefícios que ela proporciona, a 
 
 
 
49 
água é uma substância essencial para a nossa existência, pois resistimos muito mais 
tempo na privação de comida do que de água. 
Hidrate-se e se mantenha saudável! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIDADE V: CONHECIMENTOS E USO DE SUPLEMENTOS ALIMENTARES 
 
Breve Histórico Sobre Os Suplementos Alimentares 
 
 
 
50 
A preocupação do homem pelo 
padrão estético e a alimentação diferenciada 
tiveram sua origem na antiguidade, quando 
os atletas gregos se preparavam diariamente 
para as competições da época, a fim de 
vencerem os jogos olímpicos. 
A origem do uso de suplementos ocorreu na Antiguidade e baseou-se no 
comportamento supersticioso dos atletas e soldados. Estes eram orientados a consumir 
partes específicas de animais, de forma a obter bravura, habilidade, velocidade ou força, 
características inerentes a esses animais. 
Algumas manias dietéticas são conhecidas desde os anos de 400 a 500 a.C., 
quando atletas e guerreiros ingeriam fígado de veado e coração de leões. A dieta dos 
atletas Gregos e Romanos era basicamente vegetariana, contendo vegetais, legumes, 
frutas, cereais e vinho diluído em água. Não se pode afirmar quando a carne passou a ser 
o maior componente da dieta dos atletas. 
Acredita-se que a carne tenha sido introduzida por um corredor de longa distância 
em meados do século V. Porém conta-se que outro corredor consumiu carne por 
indicação do seu treinador, um filósofo. 
Os gregos iniciaram a era da alimentação rica em carne animal em vez da dieta 
lacto-ovívora para atletas de elite. Onde um relato afirma que um renomado e vitorioso 
lutador grego, consumiu até 9kg de carne, 9kg de pão e 8,5L de vinho por dia, nos Jogos 
Olímpicos da Antiguidade. Um verdadeiro festival para honrar os Deuses. 
Assim sendo, o homem empenhou-se em melhorar o desempenho esportivo por 
meio de alterações dietéticas. O conhecimento da fisiologia e da nutrição humana 
aumentou enormemente a partir de então. 
 
Classificação dos Suplementos Alimentares 
Com o objetivo de melhorar o desempenho em 
atividades físicas, as pessoas vêm buscando cada vez mais 
saber sobre os suplementos alimentares. É importante saber 
que apenas suplementos não garantem total sucesso 
juntamente com uma atividade física, afinal a alimentação 
deve seguir uma dieta apropriada para tais suplementos 
terem seu lugar durante essa reposição de energia e força. 
A American Dietetic Association (ADA), a Canadian Dietetic Association (CDA) e o 
American Colllege of Sports Medicine (ACSM) em 2009, citado por Goston e Correia 
(2009) assumiram que a segurança dos recursos ergogênicos relacionados à nutrição 
permanecem em questão e destacaram a classificação desses produtos em quatro 
categorias: 
1. Aqueles que podem funcionar conforme o alegado. Ex: creatina, cafeína, isotônicos, 
barras e géis esportivos, suplementos à base de aminoácidos e proteínas e bicarbonato 
de sódio. 
 
 
 
 
51 
2. Aqueles que podem funcionar conforme o alegado, porém com evidências insuficientes 
no momento da sua eficácia, no que tange ao aumento do desempenho esportivo e 
melhora da saúde geral. Ex: glutamina, HMB, colostro e ribose. 
3. Aqueles que não desempenham funções como alegam e aqui está incluída a maioria 
dos suplementos comercializados atualmente. Ex: aminoácidos de cadeia ramificada 
(BCAA), carnitina, picolinato de cromo, coenzima Q10, ácido linoleico conjugado (CLA), 
triglicerídeo de cadeia média (TCM), entre outros. 
4. Aqueles que são perigosos, banidos pelo COI ou ilegais e, portanto, não devem ser 
usados. Ex: esteroides anabólicos, tríbulus terrestres, efedrina, hormônio do crescimento 
(GH). 
A grande quantidade de produtos é um fator que dificulta o entendimento 
adequado sobre os reais benefícios dos suplementos alimentares. 
 
Os Suplementos Alimentares e a Atividade Física 
Os suplementos alimentares são amplamente 
divulgados e vendidos na Internet, televisão e 
academias pelo país, afirmando que melhoram o 
desempenho, encurtam o tempo de recuperação 
muscular, em paralelo com a cultura estética, de um 
corpo musculoso, beleza e saúde. Muitos são 
consumidos, sem qualquer indicação médica ou 
acompanhamento. Prometem a melhoria do 
rendimento, emagrecimento e recomposição de 
vitaminas, no entanto, quase nunca apresentam 
respaldo científico. 
A abundância do consumo e venda desses suplementos fazem com que a 
comprovação de sua eficácia seja prejudicada. Muitos pesquisadores afirmam que a 
suplementação alimentar é benéfica para pessoas que não apresentam uma dieta 
balanceada, sendo necessária,nesses casos, a complementação de algum nutriente que 
esteja em falta no organismo. Entretanto, seu uso frequente e sem nenhuma prescrição 
médica ou aconselhamento de um nutricionista pode constituir um grave problema de 
saúde. 
Alguns pesquisadores ainda alertam para o perigo do excesso de proteínas 
causado pela complementação. Entre os principais problemas, podem ser citados o 
aumento da produção de ureia, cólicas abdominais e diarreias. Além disso, existe um 
grande risco de surgimento de problemas hepáticos e renais. 
Diversas pesquisas ainda devem ser realizadas a fim de se conhecer o papel dos 
suplementos para atletas. Porém, o que se percebe hoje é que a grande maioria desses 
produtos ainda não mostraram o resultado pretendido. Sendo que hábitos alimentares 
adequados, mantidos por meio de uma dieta equilibrada, pode-se amplamente beneficiar 
os indivíduos fisicamente ativos, seja como forma de promoção da qualidade de vida e 
saúde ou com o intuito de melhora do desempenho esportivo. 
Vale destacar ainda que muitos suplementos alimentares apresentam esteroides 
em sua composição sem indicação no rótulo. Portanto, o uso dessas substâncias por 
atletas pode ser considerado doping. 
 
 
 
52 
Como também é perigoso comprar suplementos por conta própria e sair utilizando 
vários produtos juntos sem nenhuma orientação profissional. Suplementos parecem ser 
inofensivos, mas dependendo da quantidade ou do componente podem ter 
consequências desagradáveis. 
 
A Influência da Mídia no Corpo dos Jovens e Adolescentes 
Segundo os autores VILELA 
(2004), com uma amostra de 1807 
indivíduos entre 7 e 19 anos, verificaram 
que 59% destes estão insatisfeitos com 
a imagem corporal, 40% utilizam-se de 
dietas para emagrecer e 56% praticam 
atividade física com a finalidade de 
perda de peso. 
Através de pesquisas como está surgem inúmeras dúvidas em relação até que 
ponto a mídia influencia na imagem e na vida do adolescente. 
Para Olmos (2003), o bom uso da TV pode potencializar as funções linguísticas e 
cognitivas de crianças e adolescentes, podendo, ainda, ser utilizada como recurso 
complementar à educação. 
Porém sabe-se que devido à grande penetração das diversas formas de mídia na 
maioria dos lares de nosso país, as escolhas de crianças e adolescentes são cada vez 
mais influenciadas por comerciais, sejam eles televisivos ou até em forma de pequenos 
jogos na internet. 
O mundo da publicidade parece-se com a vida cotidiana, ainda que sempre feliz: 
compõe-se de prazer e desfrute absoluto. Principalmente nesta fase de adaptações e 
mudanças, padrões prédefinidos podem afetar negativamente o desenvolvimento 
emocional e o comportamento-relacionamento intra e interpessoal. 
O que vemos atualmente, são padrões de beleza midiáticos (alta-magra-loira para 
as meninas ou o alto forte e loiro para os meninos) na maioria das novelas ou chamadas 
comerciais. 
Aspectos negativos dos meios de comunicação são nocivos ao desenvolvimento 
do adolescente, pois não estimula a capacidade de pensar, de estabelecer relações e 
fazer deduções; apenas vende produtos, ideias e atitudes, criando uma dependência 
baseada no consumo e na violência. 
Este bombardeio de informações acaba criando, não exclusivamente, nas 
meninas transtornos dismórficos como a anorexia e bulimia. Nos meninos, normalmente 
nos anos finais da adolescência, está busca pelo ideal criado, acaba se caracterizando 
pela utilização de suplementos alimentares, esteróides anabólicos, como também criando 
o transtorno dismórfico vigorexia. 
O computador, com os recursos disponíveis pelo uso da Internet, é a preferência 
dos adolescentes. Horas seguidas em frente à máquina, falta de sono, queda no 
 
 
 
53 
rendimento escolar, pouco relacionamento “real” com os amigos são apenas alguns 
sintomas alarmantes do uso abusivo do computador. 
Como afirma Marin (2010) em seu artigo, na internet, estão disponíveis sites que 
ensinam desde como fazer e como não deixar os pais perceberem os transtornos, bem 
como também, quais os produtos e métodos de utilização de fármacos para perda de 
peso ou ganho de massa muscular. 
E além do mais entrando em sites de buscas e digitando o nome de um hormônio 
ou suplemento alimentar, encontram-se desde artigos científicos até como se toma e faz 
mais “efeito” combinado com tais outras substâncias. 
Normalmente, para não dizer todas as vezes, as informações estão erradas e são 
dadas por pessoas leigas e sem formação alguma, que tentam vender seu produto. Como 
a explosão do uso das tecnologias em colégios e escolas, vemos que segundo 
Strasburger (1999), a utilização da Internet no ensino é reconhecida e positiva, 
provocando mudanças nos sistemas pedagógicos e nos processos de aprendizagem. 
Pois, ao contrário da televisão, cuja comunicação é de um para todos ou do telefone, que 
é de um para um, na Internet a comunicação é de todos para todos, expandindo o saber. 
Porém o mesmo autor, também, indica no seu estudo, que os meios de 
comunicação transmitem informações e moldam as atitudes sociais, pois influenciam as 
percepções do comportamento e da realidade social do espectador, ditando regras de 
comportamento sexual aos adolescentes, os quais veem a si mesmos de maneira 
egocêntrica, como atores em sua própria “novela”. 
 
Riscos da Suplementação Inadequada e a Indução ao Uso de Anabolizantes 
O uso de suplementos alimentares tem 
crescido no País. Nas academias e nas redes sociais, 
o tema é discutido diariamente. O consumo sem 
orientação especializada, porém, pode provocar 
doenças e levar até a morte. 
 Atualmente, os suplementos vêm sendo cada vez mais utilizados muitas vez de 
forma errada, em excesso ou sem necessidade, e sem o auxílio e acompanhamento do 
profissional especializado. 
Em vez de serem usados para suprir as necessidades fisiológicas quando não 
alcançadas na alimentação, os suplementos passaram a substituir refeições. Uma 
alimentação balanceada não deve ser trocada por suplementos. O uso deve ser feito de 
forma a não trazer riscos à saúde e somente um nutricionista pode recomendá-lo. 
Nas academias, quadras esportivas, praças onde ocorrem aulas de corrida, 
treinamento funcional ou outras atividades físicas fala-se muito de suplementos 
alimentares. Mas engana-se que pensa que os suplementos alimentares são totalmente 
inofensivos. 
 O uso de suplementos alimentares é indicado para quem sofre de déficit 
nutricional. Quando consumido por quem não sofre desse mal, os suplementos acabam 
 
 
 
54 
provocando uma sobrecarga dos órgãos responsáveis pelo metabolismo, como fígado e 
rins, podendo provocar doenças e a falência desses órgãos, dependendo da quantidade 
utilizada. 
Além de causar danos no fígado e rins, os suplementos ainda podem causar 
câncer de testículo quando dois ou mais produtos, como creatina, whey protein e BCAA 
são combinados. Além do risco aumentado de câncer, de acordo com o site da CCM 
SAÚDE, foi realizada uma pesquisa nos Estados Unidos, o uso de suplementos 
alimentares não é recomendado para jovens que ainda não chegaram ao fim do seu 
crescimento (18 anos para mulheres e 21 para homens). 
Se os suplementos alimentares por si só trazem riscos para a saúde, a presença 
de anabolizantes, substâncias proibidas, eleva ainda mais o perigo. Estima-se que um em 
cada três suplementos seja combinado com alguma forma de anabolizante, responsável 
por problemas hormonais, psicológicos, doenças cardiovasculares e câncer. 
Por conta disso, é importante só fazer uso de suplementos prescritos por um 
nutricionista e comprados em lojas confiáveis. Além dos danos citados pelos suplementos 
alimentares ainda existe a possibilidade de que algumas substancias presentes em 
suplementos alimentares serem consideradas doping em competições esportivas. Com 
isso, o uso de suplementos por atletas deve ser feito com ainda mais rigor eacompanhamento aproximado de pessoal especializado para evitar a ingestão de 
substâncias proibidas pelas autoridades antidoping. 
 
WEBGRAFIA PESQUISADA 
 
O conhecimento e o uso de suplementos alimentares por jovens escolares. Disponível 
em: 
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/201
6/2016_artigo_edfis_uem_silviacarlaferreiragomes.pdf. Acesso em: 09/02/2022. 
 
Alimentação saudável e atividade física para a qualidade de vida / Roberto Vilarta 
(organizador); Roberto Vilarta et. al. - Campinas, IPES Editorial, 2007. 
 
CASCUDO, L.C. História da alimentação no Brasil. V. 1. São Paulo: USP, 1983. 
 
OLIVEIRA, J.E.D. et al. A desnutrição dos pobres e dos ricos: dados sobre a alimentação 
no Brasil. São Paulo: Sarvier, 1996. 
 
Disciplina: cozinha brasileira / Organizado por André Luis de Souza – Belo Horizonte : 
Faculdade Promove, 2014. 
 
CANESQUI, AM., and GARCIA, RWD., orgs. Antropologia e nutrição: um diálogo possível 
[online]. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2005. 
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2016/2016_artigo_edfis_uem_silviacarlaferreiragomes.pdf
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2016/2016_artigo_edfis_uem_silviacarlaferreiragomes.pdf
 
 
 
 
 
A cultura afro-brasileira pela arte de comer 
 
 Fonte:http://sossegodaflora.blogspot.com/2016/02/tempero-do-quilombo-descubra-os.html acesso: 25/09/2022. 
 
 
PROPONENTES COMPONENTES CURRICULARES/ÁREA: 
Equipe NEEIQ 
(Núcleo de Educação 
Escolar Indígena e 
Quilombola). 
 
▪ Ciências Humanas e Sociais Aplicada 
 
▪ Linguagens e suas Tecnologias 
RESUMO/JUSTIFICATIVA 
Para compreender o surgimento das comunidades quilombolas no Piauí e seu enfrentamento das 
desigualdades sociais, é importante desenvolver na educação formal uma contextualização 
histórica a partir do período escravista aos dias atuais. Nas últimas décadas verifica-se um maior 
empenho do governo federal na efetivação e implantação de políticas públicas voltadas para 
combater o racismo e efetivação de direitos específicos para as populações tradicionais. O 
resgate desta questão no governo gerou debates relevantes no processo de atualização da questão 
dos quilombolas (SOARES, 2012). Nesse sentido, com a efetivação da Secretaria de Políticas 
de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR culminou na criação de políticas públicas de 
promoção racial que estão fundamentadas no Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial 
(PLANAPIR). A unidade curricular eletiva será ofertada por meio de oficinas e aulas de campo 
e é fundamenta na Lei Nº 11.645/2008, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional 
para obrigatoriedade da oferta da temática “História e cultura afro-brasileira e indígena” e tem 
como foco desenvolver um estudo sobre as práticas alimentar e culinária afro-brasileira a partir 
dos quilombolas, no momento em que se compartilha a alimentação em volta de uma mesa, além 
de se alimentar para satisfazer necessidades biológicas, está-se compondo e recompondo a sua 
cultura. 
 
 
 
 
OBJETOS DO 
CONHECIMENTO 
OBJETIVOS 
 
➢ História dos quilombolas no 
Piauí. 
✓ Compreender o processo histórico dos remanescentes 
de quilombos no Piauí. 
✓ Reconhecer os elementos próprios da identidade 
cultural afro-brasileira a partir culinária. 
 
TÍTULO 
A cultura afro-brasileira pela arte de comer 
 
➢ Cultura e culinária afro-
brasileira. 
➢ Segurança alimentar dos 
remanescentes de 
quilombos. 
➢ Identidade cultural. 
 
 
✓ Identificar as características da cultura alimentar 
quilombola 
✓ Desenvolver habilidades de degustação de alimentos 
afro-brasileiros. 
✓ Conhecer o processo de construção de políticas de 
segurança alimentar e nutricional no Piauí. 
TEMAS 
INTEGRADORES 
EIXOS 
ESTRUTURANTES 
HABILIDADES DOS ITINERÁRIOS 
FORMATIVOS A SEREM 
DESENVOLVIDAS ASSOCIADAS ÀS 
COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC 
 
 
 
➢ Diversidade 
Cultural. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Processos Criativos 
 
 
 
(EM13CNT207) Identificar e analisar 
vulnerabilidades vinculadas aos 
desafios 
contemporâneos aos quais as 
juventudes estão expostas, 
considerando as dimensões 
física, psicoemocional e social, a fim de 
desenvolver e divulgar ações de 
prevenção e de 
promoção da saúde e do bem-estar. 
(EM13CHS104) Analisar objetos da 
cultura material e imaterial como 
suporte de 
conhecimentos, valores, crenças e 
práticas que singularizam diferentes 
sociedades 
inseridas no tempo e no espaço. 
(EMIFCG04) Reconhecer e analisar 
diferentes manifestações criativas, 
artísticas e culturais, por meio de 
vivências presenciais e virtuais que 
ampliem a visão de mundo, 
sensibilidade, criticidade e 
criatividade. 
 
 
➢ Educação para 
valorização do 
multiculturalis
mo nas 
matrizes 
históricas e 
culturais 
Brasileiras. 
 
2. Mediação e Intervenção 
Sociocultural 
 
 
 
 
 
 
 
(EMIFCG07) Reconhecer e analisar 
questões sociais, culturais e ambientais 
diversas, identificando e incorporando 
valores importantes para si e para o 
coletivo que assegurem a tomada de 
decisões conscientes, consequentes, 
colaborativas e responsáveis. 
(EM13CHS501) Compreender e 
analisar os fundamentos da ética em 
diferentes culturas, 
identificando processos que 
contribuem para a formação de sujeitos 
éticos que 
valorizem a liberdade, a autonomia e o 
poder de decisão (vontade). 
(EM13CHS502) Analisar situações da 
vida cotidiana (estilos de vida, valores, 
condutas 
etc.), desnaturalizando e 
problematizando formas de 
desigualdade e preconceito, e 
propor ações que promovam os 
Direitos Humanos, a solidariedade e o 
respeito às 
diferenças e às escolhas individuais. 
 
Educação em 
Direitos 
Humanos. 
3. Investigação Científica 
(EMIFCG01) Identificar, selecionar, 
processar e analisar dados, fatos e 
evidências com curiosidade atenção, 
criticidade e ética, inclusive utilizando 
o apoio de tecnologias digitais. 
(EMIFCG02) Posicionar-se com base 
em critérios científicos, éticos e 
estéticos, utilizando dados, fatos e 
evidências para respaldar conclusões, 
opiniões e argumentos, por meio de 
afirmações claras, ordenadas, coerentes 
e compreensíveis, sempre respeitando 
valores universais, como liberdade, 
democracia, justiça social, pluralidade, 
solidariedade e sustentabilidade. 
 
(EMIFCG03) Utilizar informações, 
conhecimentos e ideais resultantes de 
investigações científicas para criar ou 
propor soluções para problemas 
diversos. 
UNIDADE CURRICULAR: 
Oficinas e aulas de campo que serão desenvolvidas de acordo com os componentes 
curriculares das Áreas de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas e Linguagens e Suas 
Tecnologias 
SEQUÊNCIA DE SITUAÇÕES/ATIVIDADES 
EDUCATIVAS/ METODOLOGIA 
C H RECURSOS 
 
A eletiva será desenvolvida 
 através de uma aula de campo, sendo seguida por 
uma oficina, onde os alunos terão contato com uma 
comunidade quilombola para observar a forma de 
preparo das refeições e identificar possíveis 
identidades culturais e será organizada na seguinte 
forma; 
1.Apresentação da Emenda 
2. Pesquisa bibliográfica 
3. Aula de Campo 
4.Oficina 
5.Culminância 
 
 
40H 
 
1.Materiais de mídia: celular, 
computador, internet, projetor de 
imagem, som, impressora, 
Datashow, fotografias, filmes, 
livros, revistas. 
 
PROPOSTA PARA CULMINÂNCIA 
 
Organização de uma feira nutricional para preparar, degustar e divulgar as comidas 
observadas na aula de campo e compreender a influência desses alimentos na cultura piauiense 
e brasileira. 
PERFIL DOS PARTICIPANTES 
 
 
Estudantes das três séries/etapas/segmentos do Ensino Médio que se interessem por 
história, cultura e segurança alimentar afro-brasileira, ou que queira aprofundar o Itinerário da 
área de Ciências Humanas e da natureza.AVALIAÇÃO: 
 
A avaliação será qualitativa, e será levado em conta o processo de trabalho em grupo, 
freqüência, desempenho de envolvimento nas atividades propostas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
ANJOS, Rafael Sanzio Araújo dos. Quilombos: tradições e cultura da resistência. São Paulo: 
Aori comunicação,2006. 
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular-BNCC,2018.Disponível 
em:http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. 
Acesso em 10 Outubro 2022. 
CARNEIRO, Henrique; MENESES, Ulpiano T. Bezerra. A História da Alimetação: balizas 
historiográficas.Anais do Museu Paulista.São Paulo N.Sér, v.5, p.9-91 – jan./dez. 1997. 
CASCUDO, Luís da Câmara. Antologia da Alimentação no Brasil. São Paulo: Editora Global. 
2014 
NADALINI, Ana Paula. Comida de Santo na Cozinha dos Homens: 
um Estudo da Ponte entre Alimentação e Religião. 2009. Dissertação (Mestrado em História) 
– Programa de Pós-Graduação, 
Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade 
Federal do Paraná. Curitiba, 2009. 
SANCHO, Andréia Oliveira. Perfil Alimentar da Comunidade Quilombola João Surá: Um 
Estudo Etnográfico. Universidade Federal do Paraná. Curitiba. 2006. 
SOARES, Gilvânia Luiz. Associação Quilombola Baú: Apoio e Resgate da História 
e Cultura. Universidade Federal de Minas Gerais. Ouro Preto. 2012. 
 
 
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf
 
 
 DIVINA ÁFRICA: CULTURA RELIGIOSA AFROBRASILEIRA 
 
https://www.geledes.org.br/guia-sobre-religioes-afro-brasileiras/. Acesso em:31/10/22 
 
 
 
 
 
https://www.geledes.org.br/guia-sobre-religioes-afro-brasileiras/
 
PROPONENTES COMPONENTES CURRICULARES/ÁREA: 
Equipe NEEIQ 
(Núcleo de Educação 
Escolar Indígena e 
Quilombola). 
 
▪ Ciências Humanas e Sociais Aplicada 
▪ Linguagens e suas Tecnologias 
RESUMO/JUSTIFICATIVA 
A seguinte disciplina será ofertada por meio de oficinas e aulas de campo e é fundamenta na Lei 
Nº 11.645/2008, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional para obrigatoriedade 
da oferta da temática “História e cultura afro-brasileira e indígena” e tem como foco desenvolver 
um estudo sobre as práticas religiosas de matrizes africanas e sua influência na cultura brasileira, 
principalmente na região nordeste. 
 
 
 
 
OBJETOS DO 
CONHECIMENTO 
OBJETIVOS 
 
➢ História das religiões de 
origem africana. 
➢ Cultura religiosa afro-
brasileira. 
➢ Identidade Cultural. 
➢ Os ritos religiosos de 
matrizes africanas. 
 
 
✓ Compreender os processos ritualísticos de religiões 
afro-brasileiras. 
✓ Reconhecer os elementos próprios da identidade 
cultural afro-brasileira a partir das religiões. 
 
✓ Identificar as características culturais de religiões 
como umbanda, candomblé etc. 
✓ Desenvolver tolerância, compreensão e aceitação de 
diversas religiões. 
✓ Conhecer o processo ritualístico e sua importância 
para grupos afrodescendentes. 
TEMAS 
INTEGRADORES 
EIXOS 
ESTRUTURANTES 
HABILIDADES DOS ITINERÁRIOS 
FORMATIVOS A SEREM 
TÍTULO 
DIVINA ÁFRICA: CULTURA RELIGIOSA AFROBRASILEIRA 
 
DESENVOLVIDAS ASSOCIADAS ÀS 
COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC 
 
 
 
➢ Diversidade 
Cultural. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Processos Criativos 
 
 
 
(EM13CNT207) Identificar e analisar 
vulnerabilidades vinculadas aos 
desafios 
contemporâneos aos quais as 
juventudes estão expostas, 
considerando as dimensões 
física, psicoemocional e social, a fim de 
desenvolver e divulgar ações de 
prevenção e de 
promoção da saúde e do bem-estar. 
(EM13CHS104) Analisar objetos da 
cultura material e imaterial como 
suporte de 
conhecimentos, valores, crenças e 
práticas que singularizam diferentes 
sociedades 
inseridas no tempo e no espaço. 
(EMIFCG04) Reconhecer e analisar 
diferentes manifestações criativas, 
artísticas e culturais, por meio de 
vivências presenciais e virtuais que 
ampliem a visão de mundo, 
sensibilidade, criticidade e 
criatividade. 
 
➢ Educação para 
valorização do 
multiculturalis
mo nas 
matrizes 
históricas e 
culturais 
Brasileiras. 
 
2. Mediação e Intervenção 
Sociocultural 
 
 
 
 
 
 
 
(EMIFCG07) Reconhecer e analisar 
questões sociais, culturais e ambientais 
diversas, identificando e incorporando 
valores importantes para si e para o 
coletivo que assegurem a tomada de 
decisões conscientes, consequentes, 
colaborativas e responsáveis. 
(EM13CHS501) Compreender e 
analisar os fundamentos da ética em 
diferentes culturas, 
identificando processos que 
contribuem para a formação de sujeitos 
éticos que 
 
valorizem a liberdade, a autonomia e o 
poder de decisão (vontade). 
(EM13CHS502) Analisar situações da 
vida cotidiana (estilos de vida, valores, 
condutas 
etc.), desnaturalizando e 
problematizando formas de 
desigualdade e preconceito, e 
propor ações que promovam os 
Direitos Humanos, a solidariedade e o 
respeito às 
diferenças e às escolhas individuais. 
 
▪ Educação em 
Direitos 
Humanos. 
3. Investigação Científica 
(EMIFCG01) Identificar, selecionar, 
processar e analisar dados, fatos e 
evidências com curiosidade atenção, 
criticidade e ética, inclusive utilizando 
o apoio de tecnologias digitais. 
(EMIFCG02) Posicionar-se com base 
em critérios científicos, éticos e 
estéticos, utilizando dados, fatos e 
evidências para respaldar conclusões, 
opiniões e argumentos, por meio de 
afirmações claras, ordenadas, coerentes 
e compreensíveis, sempre respeitando 
valores universais, como liberdade, 
democracia, justiça social, pluralidade, 
solidariedade e sustentabilidade. 
(EMIFCG03) Utilizar informações, 
conhecimentos e ideais resultantes de 
investigações científicas para criar ou 
propor soluções para problemas 
diversos. 
UNIDADE CURRICULAR: 
Oficinas e aulas de campo que serão desenvolvidas de acordo com os componentes 
curriculares da Área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas e Linguagens e suas Tecnologias. 
SEQUÊNCIA DE SITUAÇÕES/ATIVIDADES 
EDUCATIVAS/ METODOLOGIA 
C H RECURSOS 
 
 
As eletivas serão desenvolvidas através de uma 
aula de campo, sendo seguida por uma oficina, onde 
os alunos terão contato com práticas religiosas de 
uma comunidade afrodescendente para observar os 
principais rituais e identificar possíveis identidades 
culturais e será organizada na seguinte forma; 
1.Apresentação da Emenda 
2. Aula de Campo 
3.Oficina 
4.Culminância 
 
 
40H 
 
1.Materiais de mídia: celular, 
computador, internet, projetor de 
imagem, som, impressora, 
Datashow, fotografias, filmes, 
livros, revistas. 
 
PROPOSTA PARA CULMINÂNCIA 
 
Organização de palestras onde os alunos deverão apresentar suas principais observações 
e inquietações sobre o tema religião de matrizes africanas. 
PERFIL DOS PARTICIPANTES 
 
Estudantes das três séries/etapas/segmentos do Ensino Médio que se interessem por 
história, cultura e manifestações religiosas afro-brasileiras, ou que queira aprofundar o Itinerário 
da área de Ciências Humanas. 
AVALIAÇÃO: 
 
A avaliação será qualitativa, e será levando em conta o processo de trabalho em grupo, 
freqüência, desempenho de envolvimento nas atividades propostas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
BASTIDE, Roger. As religiões africanas no Brasil. 3 ed. São Paulo, 1989. 
______. O candomblé da Bahia. 3 ed. São Paulo, 1978. 
 
BERKENBROCK, Volney. A experiência dos orixás: um estudo sobre a experiência religiosa 
no candomblé. Petrópolis: Vozes, 1998. 
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular-BNCC,2018.Disponível 
em:http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf. 
Acesso em 10 Outubro 2022. 
DANTAS, Beatriz G. Vovó nagô e papai branco: usos e abusos da África no Brasil. Rio de 
Janeiro: 
Graal. 1988. 
HEYWOOD, Linda. (org.) Diáspora negra noBrasil. São Paulo: Contexto, 2008. 
RAMOS, Arthur. As culturas negras no novo mundo: o negro brasileiro. São Paulo, 1946. 
SOARES, Gilvânia Luiz. Associação Quilombola Baú: Apoio e Resgate da História 
e Cultura. Universidade Federal de Minas Gerais. Ouro Preto. 2012. 
 
 
 
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf
 
 
 
2 
 
TÍTULO 
Moda na Escola: #Sigaatendência 
 
PROPONENTE 
Equipe ProBNCC 
RESUMO 
 
“Abriram-se os olhos de ambos; e percebendo que estavam nus, coseram 
folhas de figueiras, e fizeram cintas para si.” (Gênesis, Cap. 3, Vers. 7) 
A vestimenta humana está associada a necessidade de cobrir o corpo, seja pelo pudor, 
conforme retratado no Antigo Testamento; por uma necessidade de proteção contra as intempéries, ou 
pelo caráter de adorno. Seja qual for a necessidade, a vestimenta está presente na sociedade desde o 
surgimento do homem, desde folhas e peles de animais aos tecidos tecnológicos. As vestimentas tem 
uma relação com aprimoramento de técnicas ao longo da história que foi favorecendo a evolução dos 
materiais usados para produção das vestimentas e indumentárias. É, portanto, um elemento rico da 
cultura material. 
O vestuário é um elemento presente na maioria das culturas e sociedades. Dessa forma, suas 
origens, funções e estilos, representados através da moda, configura-se como o tema desta eletiva, 
apresentada como uma alternativa leve e atrativa de aprofundamento de conhecimentos relacionados 
à história dos costumes, a cultura, diferenças sociais, elementos de expressividade artística, padrões 
de estética corporal, relações de produção e consumo e elementos de identidades. 
A moda, seus estilos relacionados aos contextos de cada época e suas relações com o mercado 
é uma temática que exerce forte atração ao público jovem do Ensino Médio, tendo em vista abranger 
uma faixa etária sob forte influência no seu modo de vestir, resultado das relações sociais inerentes à 
idade e convívio entre seus pares, bem como a influência da indústria cultural e sociedade de consumo. 
Nesta perspectiva, a eletiva a “A Escola tá na moda!!” oferece aos estudantes um passeio pelas 
passarelas da moda, mostrando a importância que o vestuário assumiu ao longo dos séculos e dos 
papéis representados pela moda na cultura e nos valores predominantes em cada momento. Tal 
abordagem visa mostrar aos estudantes a amplitude do mundo da moda que envolve fotógrafos, 
estilistas, produtores, modelos e diversos outros profissionais e despertá-los para as múltiplas 
oportunidades de mercado que a área oferece, de forma a contribuir para o desenvolvimento da 
criatividade e do empreendedorismo. Servindo, assim para agregar a formação dos estudantes, a 
integração entre educação e as dimensões do trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura. 
PROFESSORES RESPONSÁVEIS 
Ciências Humanas e Sociais Aplicadas: Lucélia Nárjera de Araújo e José Pinheiro Júnior 
Linguagens e suas Tecnologias: Ana Cléia Silva Ferreira – Josinaldo Oliveira dos Santos – Maria 
Rosemary de Jesus Pinto – Rosângela Maria Duarte e Rosângela Monteiro da Silva Ramos. 
Matemática e suas tecnologias: Antonia Celene Pinheiro Lima 
ÁREAS DO CONHECIMENTO 
 
 
3 
 
Ciências Humanas e Sociais Aplicadas 
Linguagens e suas tecnologias 
Matemática e suas Tecnologias 
TEMAS INTEGRADORES 
 Ciência e Tecnologia; 
 Diversidade Cultural; 
 Educação Financeira; 
 Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileira; 
 Educação para o Consumo; 
 Trabalho. 
OBJETOS DO CONHECIMENTO 
Ciências Humanas: 
 As origens do vestuário 
 Origens da moda 
 A moda no mundo contemporâneo, seus valores estéticos e identidades culturais; 
 Concepções de arte (estilo e tendências); 
 Influencias da moda no comportamento e o papel social da moda; 
 Indústria cultural: moda, comunicação e mercado; 
 Moda, indústria e tecnologia; 
 Vestuário e diferenças sociais; 
 Padrões estéticos ocidentais e trajes típicos brasileiros. 
Linguagens 
 Semiologia da moda; 
 A estética corporal e a ditadura da moda e da beleza 
 Beleza corporal e mídia. 
 Evolução da moda como linguagem; 
 Moda como objeto de informação e comunicação visual; 
 Moda como forma de interpretações do cotidianoe materialização de ideias visuais; 
 Design; 
 Moda e Sustentabilidade 
Matemática 
 Operação com medidas e ângulos 
OBJETIVOS 
 
4 
 
 Compreender as origens históricas do vestuário, caracterizando as diversas funções ou finalidades 
que as roupas foram adquirindo ao longo do tempo de acordo como o processo de desenvolvimento 
social, econômico e cultural das sociedades ocidentais. 
 Refletir sobre os padrões sociais e estéticos estabelecidos a partir dos elementos da moda vigente 
em determinadas épocas. 
 Refletir sobre o papel da moda como reflexo e construção de identidades juvenis. 
 Identificar a influência da indústria cultural na sociedade de consumo. 
 Compreender a moda como formas de expressão de cultura; 
 Relacionar a moda aos padrões estéticos das sociedades; 
 Identificar os meios de comunicação como influenciadores de estilos e a moda; 
 Identificar a contribuição das tecnologias nos materiais usados na produção da moda; 
 Compreender a moda como uma forma de expressão de ideias e manifestação artística; 
 Desenvolver a criatividade e empreendedorismo e sustentabilidade no âmbito da moda; 
 Refletir sobre sujeição dos sujeitos aos padrões de medidas do corpo como “mito de beleza”; 
 Analisar os reflexos das redes sociais (veiculação de padrõesestéticos) no desenvolvimento de 
distúrbios emocionais relacionados à aparência; 
 Identificar como a moda e o corpo são instrumentos de representação dos papéis sociais; 
 Compreender quais conceitos matemáticos precisam ser envolvidos na confecção de uma blusa a 
partir do corte no molde; 
 Observar os cálculos das medidas necessárias para o corte de uma roupa de boneca; 
 Compreender através da prática (corte no molde) o que é necessário para adaptar a roupa ao corpo 
da pessoa. 
EIXOS ESTRUTURANTES 
▪ Investigação Científica 
▪ Processos Criativos 
▪ Empreendedorismo 
UNIDADE CURRICULAR 
A estrutura da eletiva poderá ser organizada em módulo (envolvendo componentes curriculares 
da área de Ciências Humanas e Sociais aplicadas), bem como grupo de pesquisa e oficinas de criação 
artística. 
CARGA HORÁRIA 
A eletiva tem uma carga horária de 40 horas 
 
PERFIL DOS PARTICIPANTES 
 
5 
 
A proposta de eletiva é alinhada ao público jovem, das três séries do Ensino Médio, com 
interesse em aspectos como: criatividade, fotografia, design, vestuário e moda. 
A turma deve ser composta de no mínimo 25 e máximo 35 estudantes. 
 
HABILIDADES DOS ITINERÁRIOS FORMATIVOS A SEREM DESENVOLVIDAS 
ASSOCIADAS ÀS COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC 
 
EIXOS ESTRUTURANTES: 
1. INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA - Habilidades relacionadas ao pensar e fazer científico: 
 
(EMIFCG01) Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade 
atenção, criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais. 
 
(EMIFCG03) Utilizar informações, conhecimentos e ideais resultantes deinvestigações científicas 
para criar ou propor soluções para problemas diversos. 
 
2. PROCESSOS CRIATIVOS - Habilidades relacionadas ao pensar e fazer criativo: 
 
 (EMIFCG05) Questionar, modificar e adaptar ideais existentes e criar propostas, obras ou soluções 
criativas, originais ou inovadoras, avaliando e assumindo riscos para lidar com as incertezas e colocá-
las em prática. 
 
(EMIFCG06) Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por meio de diferentes linguagens, 
mídias e plataformas, analógicas e digitais, com confiança e coragem, assegurando que alcancem os 
interlocutores pretendidos. 
 
3. EMPREENDEDORISMO - Habilidades relacionadas ao Autoconhecimento,Empreendedorismo e Projeto de Vida: 
 
(EMIFCG11) Utilizar estratégias de planejamento, organização e empreendedorismo para estabelecer 
e adaptar metas, identificar caminhos, mobilizar apoios e recursos, para realizar projetos pessoais e 
produtivos com foco, persistência e efetividade. 
 
METODOLOGIA 
A eletiva será desenvolvida em consonância com as novas vertentes contemporâneas, como as 
metodologias ativas, modelos de ensino que visam desenvolver a autonomia e a participação ativa dos 
estudantes de forma integral. 
1. Apresentação da Eletiva (Objetivos e relevância para o Projeto de Vida); 
2. Aulas expositivas com direcionamentos de leituras de textos para pesquisa relacionados a 
temática da moda para apropriação dos conceitos e compreensão da história da moda. 
3. Uso de revistas, filmes e documentários sobre moda (projeção e comentários acompanhados 
de questões norteadoras). 
4. Formação de grupos para direcionamento dos trabalhos de pesquisa; 
 
6 
 
5. Pesquisa de campo com levantamento de dados como materiais usados para confecção de 
roupas e acessórios; e pesquisa de que tipo de confecção é produzida no Piauí. 
6. Desenvolvimento de oficinas voltados para compreensão do processo de produção da moda, 
desde a produção dos tecidos e materiais tecnológicos até o produto final (trabalho que pode 
ser realizado em equipe). 
OBS: Nos municípios com a presença de instituições como SENAC, Universidade, Faculdade 
ou Instituto Federal com oferta do curso de moda ou de corte e costura, a escola poderá buscar 
o estabelecimento de parcerias com foco na promoção de palestras ou visitas aos laboratórios 
de corte e costura. 
7. Organização de oficinas de corte e costura com costureira local(confecção de roupas de 
bonecas). 
8. Planejamento e organização de materiais para exposição de um painel com fotografias e 
imagens da moda de diferentes épocas e com exposição de moda desenhada e/ou 
confeccionadas pelos estudantes, apresentada por meio de desfile. 
 
SEQUÊNCIA DE SITUAÇÕES/ATIVIDADES EDUCATIVAS 
O desenvolvimento da eletiva pode ser estruturado em três etapas: 
● Pesquisa teórica 
Organização e orientação dos estudantes para a realização de pesquisa bibliográfica relacionada às 
origens do vestuário, dos conceitos de moda e dos estilos contemporâneos. 
● Oficinas práticas 
Desenvolvimento de atividades de produção de materiais relacionados à moda e suas finalidades. 
(Nessa etapa a escola pode desenvolver convênios com o SENAI, instituições de Ensino Superior 
ou Instituto Federal que tenha curso de moda e levar os alunos a conhecer atelier de moda, 
laboratório de corte e costura), ou pode solicitar participação de costureiras locais para 
demonstração de manuseio de tecidos. 
● Apresentações ou Culminâncias. 
 
RECURSOS DIDÁTICOS NECESSÁRIOS 
Revistas; Livros; Filmes e documentários no Youtube; Equipamentos audiovisuais (Datashow, 
computador, caixa de som, celular, TV, etc.); Material de consumo (papel, tintas, canetas, régua, fitas 
adesivas, cola, TNT, etc.); Tecidos, tesoura, linhas, agulhas e tintas para tecido; Espaço escolar (pátio). 
 
PROPOSTA PARA A CULMINÂNCIA 
 
7 
 
Sugere-se algumas possibilidades: 
❖ Exposição de fotografias e imagens da moda em diferentes épocas e desfile com roupas e/ou 
acessórios confeccionados pelos estudantes; 
❖ Exposição visual (imagens ou fotos) de trajes de determinadas épocas; 
❖ Exposição com desfile da moda de diferentes épocas; 
❖ Confecção de roupas a partir de materiais recicláveis; 
❖ Desenvolvimento de um ambiente virtual de dicas de moda e vestuário (blog, site, canal de vídeo). 
AVALIAÇÃO 
Considerando o caráter prático proposto nas eletivas, o processo avaliativo deve considerar a 
participação individual e coletiva dos alunos nas etapas propostas da eletiva, bem como considerar o 
envolvimento do estudante na realização da atividade de culminância. Com observação dos seus 
avanços e autoavaliação de desempenho (adaptadas conforme o perfil docente e discente da escola). 
REFERÊNCIAS 
ANGEL, Fernandez. Desenho para Designers de Moda. Lisboa: Ed. Estampa, 2007. 
 
ARGAN, G.C. Arte Moderna: Do Iluminismo aos Movimentos Contemporâneos. São Paulo: 
Companhia das Letras, 2008. 
 
BRAGA, João. História da Moda. São Paulo: Anhembi Morumbi, 2009. 
 
BRASIL. Ministério da Educação. Resolução Nº 3, de 21 de novembro de 2018. Atualiza as 
Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília: MEC, 2018. 
 
________. Ministério da Educação. Resolução Nº 4, de 17 de dezembro de 2018 - Base Nacional 
Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. 
 
________. Ministério da Educação. Referenciais Curriculares para Elaboração de itinerários 
Formativos,2019. 
 
BERNARD,Malcom. Moda e Comunicação. Rio deJaneiro:Rocco, 2003. 
 
CARDOSO, Rafael. Uma Introdução à História do Design. São Paulo: Edgard Blucher, 2010. 
 
CASTILHO, Kathia. Discursos da Moda: Semiótica, Design e Corpo. São Paulo: Anhembi Morumbi, 
2008. 
 
CASTILHO, Kathia. Moda e Linguagem. 2.ed. São Paulo: Anhembi Morumbi, 2009. 
 
CASTRO, M.; ANDRADE, T.; MULLER, M. Conceito mente e corpo através da história. Estudos 
Psicológicos, Maringá, v.11, n.1, p.39-43. 2006. 
 
 
8 
 
CERETTA, S., Froemming, L. M. (2011). GERAÇAO Z: Compreendendo os Hábitos de Consumo 
da Geração Z. Revista Eletrônica Mestrado em Administração, v. -, p. 15-24, 2011. 
 
COBRA, M. (2010). O valor percebido pelo consumidor de moda. In M. Cobra, Marketing &Moda 
(pp. 57-66). São Paulo: Senac. 
 
CRANE, Diana (Org.). A moda e seu papel social. São Paulo: Senac, 2009. 
 
DORNELAS, J. C. A. Empreendedorismo: transformando ideias em negócios. 3ª ed. Rio de Janeiro: 
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FLUSSER,Vilém. O mundocodificado:por uma filosofia do design e da comunicação. In: RAFAEL 
Cardoso (Org.). Tradução Raquel Abi-Sâmara.São Paulo: Cosac Naify, 2007. 
 
GARCIA, Clarice Carvalho. A Cor na Moda Contemporânea: contribuições acerca das pesquisas 
de tendências de cores na indústria de moda. Estudos de Tendências e Branding de Moda V.11, N.22 
– 2018. Disponível em: file:///C:/Users/lunar/Downloads/10384-Texto%20do%20artigo-43534-3-10-
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KÖHLER, Carol. História do Vestuário. São Paulo, Martins Fontes, 1993. 
 
LAVER, James. PROBERT, Christina. A roupa e a moda – uma história concisa. Trad. Glória Maria 
de Mello Carvalho. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. 
 
LIPOVETSKY, G. O império do efêmero: a moda e o seu destino nas sociedades modernas. Lisboa: 
Publicações Dom Quixote, 1989. 
 
MELLO E SOUZA, G. de. O espírito das roupas: a moda no século XIX. São Paulo: Companhia 
das Letras, 1987. 
 
SUASSUNA, A. Iniciação à estética. 7.ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2005. 
 
 
 
Filmes: 
1. Unzipped. Direção Douglas Keeve, 1995. 
2. O diabo veste Prada. Direção David Frankel, 2006. 
3. Coco antes de Chanel. Direção Anne Fountaine, 2009. 
4. The SeptemberIssue. Direção R.J. Cutler, 2009. 
5. Dior e Eu. Direção Frédéric Tcheng, 2014. 
6. Saint Laurent. Direção Bertrand Bonello, 2014. 
7. Iris, Uma vida de Estilo. Direção Albert Maysles, 2014. 
8. Jeremy Scott: The People's Designer. Direção VladYudin, 2015. 
9. Franca: ChaosandCreation. Direção Francesco Carrozzini, 2016. 
 
http://../lunar/Downloads/10384-Texto%20do%20artigo-43534-3-10-20180828.pdf
http://../lunar/Downloads/10384-Texto%20do%20artigo-43534-3-10-20180828.pdf
http://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-67945/
 
 
 
 
 
 
Arte: José Pinheiro Júnior 
 
 
 
 
TÍTULO 
SOUFAN.zine 
PROPONENTE 
Equipe ProBNCC – GT Eletivas 
 
RESUMO 
 
 O sistema escolar vem sendo provocado diariamente a encontrar novas maneiras de educar que 
extrapolem as formas tradicionais de transmissão de conteúdo, o grande desafio consiste em conseguirplanejar, desenvolver uma prática, em que ocorra uma correspondência entre as diversas culturas que 
transitam pela escola e o conteúdo programático dos currículos. Neste sentido, apresentamos o Fanzine, um 
recurso pedagógico, que pode possibilitar aos os alunos assimilar e compreender os conteúdos de uma forma 
divertida e também reflexiva, levando em consideração que os temas trabalhados nos fanzines estarão 
diretamente ligados aos seus cotidianos, com objetivo de promover o encontro entre conhecimentos 
sistematizado nos currículos escolares do ensino médio e o cotidiano dos estudantes buscando desta forma, 
transcender o senso comum e a simples reprodução de conteúdo. 
 Assim, a confecção dos fanzines, entendido a “priori” e pensado para ser uma publicação impressa, 
ganhou outros formatos com o advento das mídias tecnológicas através de textos autorais ou não, recortes de 
jornais, revistas, livros e imagens diversas, tem a função de explorar temáticas diversas de acordo com o 
imaginário do autor. É uma publicação não profissional e não oficial que surgiu no Brasil em 1965 quando o 
desenhista paraibano Edson Rontani criou o primeiro fanzine para dedicado a nona arte. A importância do 
fanzine na comunidade escolar evidencia-se através do resgate da memória familiar, social, cultural, histórica 
e o gosto pessoal por compartilhamento de pesquisas, ideais, invenções, além de potencializar a criatividade 
e imersões pessoais através dessa linguagem artística e comunicativa de experimentar e explorar as riquezas 
do universo construindo-se como sujeito ativo. Essa proposta metodológica tem como propósito incluir a 
ludicidade e criatividade nas atividades desenvolvidas pelos estudantes uma vez que são necessárias pesquisas 
e tomadas de decisões até a confecção final do material a partir do tema selecionado. 
 Na construção dos fanzines, professores das diversas áreas podem estabelecer um diálogo fazendo 
emergir a interdisciplinaridade, o aprofundamento de conceitos científicos ressignificando o fazer escolar, e 
contemplando a escola como espaço multicultural formador de cidadãos conscientes. Para nortear esse 
fantástico processo de fazer Fanzine, começaremos pela busca de informações do que queremos pesquisar 
para produzir, seja artigo, entrevista, matéria jornalística, personalidades, a própria família e até sua 
autobiografia. No contexto juvenil o FANZINE cria corpo ao potencializar as abordagens que podem ser tanto 
do passado, como do presente em diferentes linguagens e áreas do conhecimento em uma dinâmica criativa e 
diversificada de diferentes gostos pessoais ou coletivos, de livre criação, fora de padrões estéticos e 
normativos. 
PROFESSORES RESPONSÁVEIS 
 Ana Cleia Silva Ferreira 
 Antônia Celene Pinheiro Lima 
 Josinaldo Oliveira dos Santos 
 Maria Rosemary de Jesus Pinto 
 Rosângela Maria Duarte Batista 
 Rosangela Monteiro da Silva Ramos 
 IzaelAraujo Lima (CNT) 
 José Roberto Nunes Soares (CNT) 
 
 
 
Importante ressaltar que o corpo docente responsável pelo planejamento e desenvolvimento da referida 
eletiva, compreender a linguagem seus códigos, dominar as diversas possibilidades de expressão, usufruir 
junto com os estudantes das várias formas de captar e mostrar o mesmo objeto do conhecimento. 
 
ÁREAS DO CONHECIMENTO 
Linguagem e suas Tecnologias 
Ciências da Natureza e suas tecnologias. 
Matemática e suas Tecnologias 
TEMAS INTEGRADORES 
 
1. Ciência e Tecnologia; 
2. Diversidade Cultural; 
3. Educação em Direitos Humanos; 
4 Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras. 
5..Vida Familiar e Social. 
 
OBJETOS DO CONHECIMENTO OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM 
 
Área de linguagens 
1.Fanzine e comunicação; 
 
2.Fanzine e produção de texto; 
 
3.Fanzine reflexo da realidade e produção de 
cultura. 
 
4. Sobre fanzine, 
 
5.Criatividade em contexto de produção 
artística do zine: Um olhar histórico 
 
 
6.Formação de novas platéias/zineiros/fãs; 
 
7.Influência do zine na música (rap, reggae, 
rock, punk) e os movimentos de 
contracultura. 
 
 
Área de linguagens 
1.Utilizar o fanzine como ferramenta de comunicação e 
diálogo; 
2.Reconhecer o fanzine como nova linguagem e ferramenta 
para a produção de texto e incentivo à livre expressão. 
3. Reconhecer o fanzine como um recorte que reflete a 
realidade social contemporânea na transmissão de 
informações e produção de cultura. 
4.Realizar pesquisa sobre o zine, para compreender, ser 
capaz de interpretar a mistura de vozes: textos (imagens) do 
autor das obras artísticas incluídas, textos de outros autores e 
textos dos autores do zine em formatos físicos e digitais, 
livres de padrões estéticos e normativos; 
5.Proporcionar a criatividade na confecção de fanzine desde 
a capa, resenha, obras ou objetos artísticos e páginas nas 
quais os editores do fanzine expressam artisticamente suas 
opiniões sobre temáticas tanto do passado como do presente; 
6. Possibilitar ao educando a iniciativa e o gosto pelo 
fanzine, oportunizando a produção de um zine atrativo, 
capaz de impactar o seu próprio fazer, interesse e formação 
de novos leitores/fãs; 
7.Favorecer formas de produções em contextos de músicas 
que os educandos possam desenvolver e viverem, 
independentemente da indústria cultural. 
 
 
8. Papéis sociais existente nos diversos 
contextos em que o Rap, Reggae, e Hiphop se 
manifestam. 
 
9. Personagens artísticos e literários de países 
hispano-americanos. 
 
 
Área de Matemática 
 
1.A matemática está em toda parte? 
 
 
 
 
 
 
Área de Ciências da Natureza 
1.Fanzine: Homem e natureza, como anda 
esta relação? 
2.Fanzines com o uso de software 
 
 
8. Saber quais as apropriações que os alunos fazem do Rap, 
Reggae e Hip-hop no sentido de desmistificar certos 
preconceitos e ampliar o conhecimento sobre esta 
manifestação dançante. 
9. Elaborar fanzine com personalidades literárias e artísticas 
de países hispano-americanos em espanhol. 
10. Oportunizar aos educandos formas de produção do zine 
de modo livre de padrões estéticos e normativos, de acordo 
com seu gosto pessoal ou colaborativo em processos artísticos 
em diversas linguagens e áreas do conhecimento; 
 
11. Proporcionar a mobilização da capacidade criativa dos 
alunos na perspectiva de uma atuação social e de uma 
exibição individual/autoral que muito oferece à construção de 
uma identidade autônoma; 
 
12. Aferir as perspectivas de se estimular a leitura e produção 
textual a partir de uma atividade que explore recursos 
externos aos da tradicional sala de aula, visando, além da 
pesquisa e reprodução de textos, também à formulação de 
texto novo e ressignificado por parte dos educandos; 
 
13. Verificar o quanto a oferta de um espaço para livre 
expressão e criação pode agir na formação de um aluno capaz 
de resolver desafios de aprendizagem e de comunicação no 
contexto de uma sociedade que exige atualização, sendo 
capaz de transformar a realidade, por meio de proposta de 
soluções para problemas práticos; 
 
 
Área da Matemática 
1. Realizar uma roda de conversa sobre a presença da 
matemática nos diversos espaço e dimensões. 
2. Construir um painel coletivo com representações da 
matemática em toda parte destacando as que aparecem a 
sequência Fibonacci e a Simetria. 
3. Dividir a turma em grupos para as pesquisas de objetos uni, 
bi, tri ou multidimensionais). 
4. Construir um painel expositivo com todas as descobertas 
sobre a matemática e suas utilidades através dos fanzines. 
 
Área de Ciências da Natureza 
 
 
1. Utilizar o fanzine para discutir ideias que estimulem o 
pensamento sobre a influência humana e o impacto no meio 
ambiente. 
2 Uso de ferramentas e recursos tecnológicos para a criação 
de fanzines; 
EIXOS ESTRUTURANTES 
1. Investigação Científica 
2. Processos Criativos 
3.Mediação e Intervenção Cultural e Ambiental 
4. Empreendedorismo 
 
UNIDADE CURRICULAR 
Oficinas, laboratórios, núcleo de estudos, núcleos de criação artística. 
 
CARGA HORÁRIA 
EIXOS 
ESTRUTURANTES 
Investigação 
Científica: 10 H 
Processos 
Criativos: 10H 
Mediação e Intervenção 
Sociocultural: 10H 
Empreendedorismo: 
10H 
CH TOTAL:40 H 
PERFIL DOS PARTICIPANTES 
Estudantes na faixa etária de 15 a 18 anos e/ou Jovens e Adultos, cursando a 1ª Série do Ensino Médio que 
mostrarem interesse de cursar a referida eletiva. 
Sugere-se que as turmas sejam compostas por um número mínimo de 25 e máximo de 35 estudantes. 
 
HABILIDADES DOS ITINERÁRIOS FORMATIVOS A SEREM DESENVOLVIDAS 
ASSOCIADAS ÀS COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC 
EIXOS ESTRUTURANTES 
 
1. INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA - Habilidades relacionadas ao pensar e fazer científico: 
 
(EMIFCG01) Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade atenção, 
criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais. 
 
(EMIFCG02) Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e estéticos, utilizando dados, fatos e 
evidências para respaldar conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas, 
coerentes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia, justiça 
social, pluralidade, solidariedade e sustentabilidade. 
 
(EMIFCG03) Utilizar informações, conhecimentos e ideais resultantes deinvestigações científicas para criar 
ou propor soluções para problemas diversos. 
 
 
2. PROCESSOS CRIATIVOS - Habilidades relacionadas ao pensar e fazer criativo: 
 
(EMIFCG04) Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, artísticas e culturais, por meio de 
vivências presenciais e virtuais que ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade. 
 
 (EMIFCG05) Questionar, modificar e adaptar ideais existentes e criar propostas, obras ou soluções criativas, 
originais ou inovadoras, avaliando e assumindo riscos para lidar com as incertezas e colocá-las em prática. 
 
 
 
 (EMIFCG06) Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por meio de diferentes linguagens, mídias 
e plataformas, analógicas e digitais, com confiança e coragem, assegurando que alcancem os interlocutores 
pretendidos. 
 
3. MEDIAÇÃO E INTERVENÇÃO SOCIOCULTURAL – Habilidades relacionadas à 
convivência e atuação sociocultural: 
 
(EMIFCG07) Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e 
incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, 
consequentes, colaborativas e responsáveis. 
 
(EMIFCG08) Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia, 
flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o 
combate ao preconceito e a valorização da diversidade. 
 
(EMIFCG09) Participar ativamente da proposição, implementação e avaliação de solução para problemas 
socioculturais e/ou ambientais em nível local, regional, nacional e/ou global, co - responsabilizando-se pela 
realização de ações e projetos voltados ao bem comum. 
 
 
4. EMPREENDEDORISMO - Habilidades relacionadas ao Autoconhecimento, 
Empreendedorismo 
e Projeto de Vida: 
 
(EMIFCG10) Reconhecer e utilizar qualidades e fragilidades pessoais com confiança para superar desafios 
e alcançar objetivos pessoais e profissionais, agindo de forma proativa e empreendedora e perseverando em 
situações de estresse, frustração, fracasso e adversidade. 
 
(EMIFCG11) Utilizar estratégias de planejamento, organização e empreendedorismo para estabelecer e 
adaptar metas, identificar caminhos, mobilizar apoios e recursos, para realizar projetos pessoais e produtivos 
com foco, persistência e efetividade. 
 
 (EMIFCG12) Refletir continuamente sobre seu próprio desenvolvimento e sobre seus objetivos presentes e 
futuros, identificando aspirações e oportunidades, inclusive relacionadas ao mundo do trabalho, que orientem 
escolhas, esforços e ações em relação à sua vida pessoal, profissional e cidadã 
 
METODOLOGIA 
 
A eletiva será desenvolvida em consonância com as novas vertentes contemporâneas, como as metodologias 
ativas, modelos de ensino que visam desenvolver o protagonismo juvenil, a autonomia e a participação ativa 
dos estudantes de forma integral. Isso exige seleção de informações, análises, conhecimentos e metodologias 
adequadas que levem o aluno a ter uma visão de totalidade sobre os fenômenos sociais, culturais estudados. 
 
 
 
 
SEQUÊNCIA DE SITUAÇÕES/ATIVIDADES EDUCATIVAS 
1. Apresentação da Eletiva (Expectativas, Objetivos, relevância Engajamento). 
 
 
2. Realização do Contrato de Aprendizagem em que aluno e professor responsabilizam-se pelo processo de 
ensino-aprendizagem. 
3. Aulas expositivas e dialogadas para análise e discussão de textos compartilhados relacionados ao tema em 
pauta, visando aprofundamento de conceitos, peculiaridades e finalidades. 
• Dinâmicas de sensibilização. 
• Aulas práticas contemplando o protagonismo do educando. 
• Exibição Fanzines. 
. Organização dos alunos por grupos de interesse para aprofundamento de temas relacionados aos 
componentes curriculares integrados no trabalho com a eletiva; 
• Planejamento e confecção de Fanzines. 
 
RECURSOS DIDÁTICOS NECESSÁRIOS 
Sala de aula, laboratório de informática, celulares, Textos impressos; Equipamentos de som e imagem 
(Datashow); papel, revistas, jornal, cola tesoura, pinceis, tinta. 
 
PROPOSTA PARA A CULMINÂNCIA 
Construção e comunicação de Fanzines através de ambientes físicos e colaborativos como (Google Fotos, 
Padlet, Slides, Powerpoint ou qualquer outro), gerando um ambiente propício de expressões culturais e 
ideológicas variadas, através de exposição coletiva dos zines produzidos na Eletiva. 
 
AVALIAÇÃO 
A avaliação será de forma processual e contínua, através de observações e registros diários, autoavaliação 
verificando-se a qualidade naquilo que foi proposto como objetivo a ser alcançados, como aprendizagens 
esperadas a partir da temática escolhida sob o olhar e perspectivas dos componentes curriculares envolvidos 
considerando os quatro pilares da educação: Aprender a conhecer, Aprender a fazer, Aprender a conviver e 
aprender a ser. 
 
REFERÊNCIAS 
 
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. 
 
____, Ministério da Educação. Referenciais Curriculares para Elaboração de itinerários Formativos. 2019 
 
____, Ministério da Educação. Resolução Nº 3, de 21 de novembro de 2018. Atualiza as Diretrizes 
Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. 
 
_____. Ministério da Educação. Resolução Nº 3, de 21 de novembro de 2018. Atualiza as Diretrizes 
Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília: MEC, 2018. 
 
____, Ministério da Educação. Resolução Nº 4, de 17 de dezembro de 2018 - Base Nacional Comum 
Curricular. Brasília: MEC, 2018. 
 
 
 
____, Ministério da Educação. Referenciais Curriculares para Elaboração de itinerários Formativos. 2019 
 
COLETÂNEA DE MATERIAIS - Frente Currículo e Novo Ensino Médio/CONSED. Recomendações e 
Orientações para Elaboração e Arquitetura Curricular dos Itinerários Formativos. Fev. 2020. 
 
DAYRELL,JuarezTarcisio. O rap e o funk na socialização da juventude Educ.Pesqui. vol.28 no.1 São 
Paulo Jan./jun. 2002 
 
 MAGALHÃES, Henrique. A Mutação Radical dos Fanzines. In: SANTOS, Dionys Morais dos. O fanzine 
como recurso didático pedagógico no ensino de geografia. 2013. Disponível em: 
http://professorvirtual.org/site/wp-content/uploads/sites/2/2013/12/ Fanzine-como-Recurso-
Did%C3%A1tico-Pedag%C3%B3gico-no-Ensino-de-Geografia.pdf. Acesso em 19 de setembro de 2020. 
 
http://www.rededosaber.sp.gov.br/contents/seguranca/GestaoPesquisa/main/file_dmp/PraticasPedag2009/LP_EM_E.pdf.Acesso em 21 de setembro de 2020 
 
http://pibideducarcomarte.blogspot.com/2014/06/oficina-fanzine-arte-educacao.html. Acesso em 20 de 
setembro de 2020 
 
http://nehte.com.br/hipertexto2009/anais/b-f/fanzine.pdf 
 
RIBEIRO, W. G. “Nós estamos aqui!”: o hip-hop e a construção de identidades em um espaço de 
produção de sentidos e leituras de mundo. 2008. 214 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – 
Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2008. 
 
 
http://www.rededosaber.sp.gov.br/contents/seguranca/GestaoPesquisa/main/file_dmp/PraticasPedag2009/LP_EM_E.pdf.Acesso
http://www.rededosaber.sp.gov.br/contents/seguranca/GestaoPesquisa/main/file_dmp/PraticasPedag2009/LP_EM_E.pdf.Acesso
http://pibideducarcomarte.blogspot.com/2014/06/oficina-fanzine-arte-educacao.html
http://nehte.com.br/hipertexto2009/anais/b-f/fanzine.pdf
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Arte: José Pinheiro Júnior 
 
 
 
 
 
 
TÍTULO 
COZIMÁTICA - A Matemática da Cozinha 
 
PROPONENTE 
Equipe ProBNCC – GT Eletivas 
 
RESUMO 
A Matemática é uma linguagem universal e está presente em tudo que vemos, e perceber essa mágica em toda 
parte é perceber que saber matemática vai além de decifrar símbolos e somar números. É na cozinha onde a 
matemática é menos observada e é lá onde sua presença é essencial para termos uma alimentação balanceada e 
saudável. Matemática, física e química na cozinha o que elas têm em comum? Enquanto a primeira contabiliza 
quantidades para evitar desperdícios a segunda vai levar o estudante a perceber transformações importantes a 
partir da mistura de ingredientes, pois cozinhar nada mais é que aplicar fórmulas e ajustar proporções e a terceira 
vai nos mostrando que a física estudada na escola tem aplicação nos uso dos equipamentos da cozinha. Pretende-
se com esta eletiva mostrar à comunidade escolar que tudo que é estudado na sala de aula tem aplicação no 
cotidiano a começar pela cozinha de nossa casa e que o desperdício de alimentos representados pelas sobras ou 
cascas pode ser utilizado e passar a fazer parte de uma alimentação saudável. 
 
 
PROFESSORES RESPONSÁVEIS 
Antonia Celene Pinheiro Lima 
Izael Araújo Lima 
José Roberto Nunes Soares 
Ana Cleia Ferreira da Silva 
 
ÁREAS DO CONHECIMENTO 
Matemática e suas tecnologias 
Ciências da Natureza e suas Tecnologias 
 
TEMAS INTEGRADORES 
Temas Contemporâneos Transversais: 
1. Ciência e Tecnologia; 
2. Diversidade Cultural; 
3. Educação Alimentar e Nutricional; 
4. Educação Financeira; 
5. Educação para o Consumo; 
6. Saúde 
 
OBJETOS DO CONHECIMENTO 
 
Matemática e suas tecnologias: 
Proporção 
Medidas de massa e suas equivalências 
Fração e números decimais 
Sistema Monetário 
Grandezas e medidas 
 
Ciências da Natureza e suas tecnologias 
Química: 
 
 
 
 
 
Por que precisamos ingerir o sal? 
De que forma sentimos o sabor salgado 
Transformações químicas dos alimentos 
 
 
 
Física: 
Dilatação térmica e temperatura. 
Transferência de calor na cozinha 
Experiência com micro-ondas 
 
Linguagens 
Espanhol: 
Culinária de países de língua espanhola. 
Vocabulário relativo à culinária (utensílios) 
 
 
OBJETIVOS 
 
✔ Aplicar na cozinha os conceitos matemáticos demonstrando-os com a prática através do preparo de 
alimentos que a matemática está em toda parte. Observar os diferentes aspectos culinários do Brasil e no 
mundo. 
 
✔ Compreender proporção a partir das medidas ou quantidades usadas no preparo dos alimentos; 
 
✔ Estimar e medir capacidade e massa utilizando unidades de medidas padronizadas e não padronizadas 
mais usuais (litro, mililitro, quilograma, grama e miligrama) 
 
✔ Relacionar números fracionários com o preparo dos alimentos na cozinha; 
 
✔ Reconhecer o sistema monetário como de fundamental importância para a economia na compra do 
material utilizado para a cozinha; 
 
✔ Estabelecer relações de medidas fazendo estimativas simples dos produtos a serem utilizados; 
 
✔ Contabilizar o consumo de energia a partir da realização dos experimentos levando o estudante a evitar 
o desperdício. 
 
✔ Realizar experimentos para coletar evidências de transformações químicas e identificar na cozinha as 
transformações que resultam na formação de novas substâncias. 
 
✔ Analisar quais os malefícios e benefícios que o sal pode proporcionar na fisiologia do corpo humano e 
como ele é auxiliar no processo de ingestão do iodo. 
 
✔ Compreender como os sabores são percebidos pela língua, pela epiglote e pelo palato. 
 
✔ Entender como ocorrem os processos químicos de conservação. 
 
✔ Compreender o papel contemporâneo dos alimentos funcionais. 
 
 
 
 
 
 
✔ Ofertar ao estudante conhecimentos de física existentes no cotidiano da própria cozinha, fazendo com 
que se perceba que a termodinâmica e as trocas de calor estão presentes em situações do dia a dia. 
 
✔ Realizar práticas com equipamentos de uma cozinha: micro-ondas, panela de pressão e geladeira, 
analisando os processos físicos nestes equipamentos. 
 
✔ Conhecer a cultura dos países de língua espanhola por meio da sua culinária 
✔ Construir vocabulário relativo à culinária (utensílios de cozinha e mesa) em Espanhol. 
 
EIXOS ESTRUTURANTES 
1. Investigação Científica 
2. Processos Criativos 
3. Empreendedorismo 
UNIDADE CURRICULAR 
A Eletiva poderá ser organizada em módulo ou sequência didática. 
 
CARGA HORÁRIA 
 
A carga horária da Eletiva deverá ser de 40h 
PERFIL DOS PARTICIPANTES 
A proposta de eletiva é alinhada ao público do Ensino Médio com um mínimo de 25 alunos e o máximo de 35 
por turma. 
 
HABILIDADES DOS ITINERÁRIOS FORMATIVOS A SEREM DESENVOLVIDAS ASSOCIADAS 
ÀS COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC 
 
 
 
Investigação Cientifica 
(EMIFCG01) identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos 
evidencias com curiosidade, atenção, criticidade e etica, inclusive utilisando 
o apoio de tecnologias digitais. 
(EMIFCG02) Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e 
estéticos, utilizando dados, fatos e evidencias para respaldar conclusões, 
opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas, coerentes 
e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, 
democracia, justiça social, pluralidade, solidariedade e sustentabilidade. 
 
Processos Criativos 
(EMIFCG04) Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, 
artísticas e culturais, por meio de vivencias presenciais e virtuais que 
ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade. 
(EMIFCG06) Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções criativas, 
originais ou inovadoras, avaliando e assumindo riscos para lidar com as 
incertezas e colocá-las em prática. 
 
 
 (EMIFCG10) Reconhecer e utilizar qualidades e fragilidades pessoais com 
confiança para superar desafios e alcançar objetivos pessoais e profissionais, 
 
 
 
 
 
 
 
 
Empreendedorismo 
agindo de forma proativa e empreendedora e perseverando em situações de 
estresses, frustração, fracasso e adversidade. 
Utilizar estratégias de planejamento, organização e empreendedorismo para 
estabelecer e adaptar metas, identificar caminhos, mobilizar apoio e recursos, 
para realizar projetos pessoais e produtivos com foco, persistência e 
efetividade. 
 
 
METODOLOGIA 
As eletivas serão desenvolvidas através de experimentos práticos onde o estudante terá oportunidade de associar 
o conhecimento da escola à vivência diária. 
 
1. Orientações e direcionamento sobre as pesquisas. 
 
2. Pesquisa sobre a diversidade da culinária no Brasil e no mundo. 
 
3. Oficinas para observação da física utilizada no funcionamento do micro-ondas e do forno elétrico. 
 
4. Oficinas para o preparo de pães, observando o formato do pão em várias partes do mundo (pão francês, sírio 
etc). 
 
Oficinas para preparo de alimentos recicláveis. (feitos a partir de cascas de frutas e/ou vegetais. 
 
5.Divisão de grupos para elaboração de pratos de acordo com o local/região escolhido. 
 
6 Organização de uma oficina de pão para os pais/responsáveis dos alunos envolvidos. 
 
SEQUÊNCIA DE SITUAÇÕES/ATIVIDADES EDUCATIVAS 
1. Apresentação da Ementa 
2. Pesquisas 
3. Realização das oficinas 
4. Culminância 
RECURSOS DIDÁTICOS NECESSÁRIOS 
Forno micro-ondas 
Forno elétrico e/ou a gás 
Mantimentos de acordo com as receitas planejadas e estabelecidas entre professores e estudantes 
Equipamentos de cozinha (assadeiras, tigelas, formas etc) 
Equipamentos audiovisuais (Datashow, computador, caixa de som, celular, TV, etc.) 
Material de consumo (papel, tintas, canetas, régua, fitas adesivas, cola, etc) 
 
PROPOSTA PARA A CULMINÂNCIA 
Feira gastronômica ofertada para a comunidade apresentando pratos típicos e pratos preparados a partir de sobras 
de alimentos como cascas de frutas e/ou legumes. 
 
 
 
 
 
Oficina de pães para a comunidade orientadas pelos estudantes envolvidos na Eletiva, sendo o professor 
orientador da equipe. 
 
AVALIAÇÃO 
O processo avaliativo será contínuo e auto avaliativo. Cada estudante deverá atribuir para si e com a validação 
da equipe e do professor, um qualitativo, de acordo com o seu desempenho dentro do grupo, com seu 
envolvimento nas atividades executadas na eletiva, bem como em relação à efetiva contribuição do aprendizado 
da Eletiva no desenvolvimento do seu projeto de vida. 
 
REFERÊNCIAS 
A QUÍMICA na cozinha. Telecurso 2000. Aula 48 – Ciências Ensino Fundamental. Disponível em: . Acesso 
em: 16 de setembro de 2020. 
 
BRASIL. Ministério da Educação. Resolução Nº 3, de 21 de novembro de 2018. Atualiza as Diretrizes 
Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília: MEC, 2018. 
 
______, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: apresentação dos Temas 
Contemporâneos Transversais, ética/Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997. 
 
____, Ministério da Educação. Resolução Nº 4, de 17 de dezembro de 2018 - Base Nacional Comum Curricular. 
Brasília: MEC, 2018. 
 
____, Ministério da Educação. Referenciais Curriculares para Elaboração de Itinerários Formativos. 2019. 
 
COLETÂNEA DE MATERIAIS - Frente Currículo e Novo Ensino Médio/CONSED. Recomendações e 
Orientações para Elaboração e Arquitetura Curricular dos Itinerários Formativos. Fev 2020. 
 
D´AMBROSIO, U. Etnomatemática: elo entre as tradições e a modernidade. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 
2005. 
 
FREIRE, P. Conscientização: teoria e prática da libertação: uma Introdução ao pensamento de Paulo Freire. 3. 
ed., São Paulo: Moraes, 1980. 
 
GONÇALVES, L. J. Física térmica está disponível em: < http://www.if.ufrgs.br/cref/leila/>. Acesso em: 15 de 
setembro de 2020 
 
 
Física na cozinha / LairaneRekovvky – Porto Alegre: UFRGS, Instituto de Física, 2012. 63 p.; il. (Textos de 
apoio ao professor de física / Marco Antonio Moreira, Eliane AngelaVeit, ISSN 1807-2763; v. 24 , n. 6) 1. 
 
RAMOS, L. F. Frações sem mistérios. São Paulo: Ática, 1998. 
 
SELLANES, Rosana Beatriz Garrasini. "La Culinaria en Español"; Brasil Escola. Disponível em: 
https://brasilescola.uol.com.br/espanhol/vocabulario-culinario.htm. Acesso em 24 de setembro de 2020. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Mapa cedido pelo GT “Os indígenas na História” da ANPUH-PI. 
 
 
 
 
 
 
TÍTULO 
O PIAUÍ INDÍGENA 
PROPONENTE 
Equipe do Núcleo de Educação Escolar Indígena e Quilombola/NEEIQ/SEDUC 
RESUMO 
 O Piauí tem, atualmente, 27 comunidades indígenas, de 8 etnias/povos (Tabajara/Tapuio, Tabajara Ypy, Guajajara, 
Warao, Kariri, Gamela, Caboclo Gamela e Guegue), distribuídos em 10 municípios, totalizando 1.476 famílias, 4.200 
pessoas/habitantes. Nesse sentido, é imprescindível que os estudantes conheçam esses povos, suas culturas e histórias 
com o objetivo de combater o preconceito e apagamento social que essas comunidades sofrem. Esta disciplina será 
ofertada no formato de Oficinas e se ampara na Lei Nº 11.645/2008, que estabelece as diretrizes e bases da educação 
nacional para a obrigatoriedade da oferta da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. Também cabe 
citar o Art. 11, § 4º das DCNEM/2018 que prevê que nas estruturas curriculares devem ser contemplados, sem prejuízo 
da integração e articulação das diferentes áreas do conhecimento, estudos e práticas de: I - língua portuguesa, 
assegurada às comunidades indígenas, também, a utilização das respectivas línguas maternas. 
PROFESSORES RESPONSÁVEIS 
 
ÁREAS DO CONHECIMENTO 
 
Ciências Humanas e Sociais Aplicadas 
Linguagem e suas Tecnologias 
TEMA INTEGRADOR 
Interculturalidade 
OBJETOS DO CONHECIMENTO OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM 
1. Os povos indígenas no Piauí; 
2. Histórias dos povos indígenas no Piauí; 
3. Memória e oralidade nas comunidades 
indígenas; 
4. Cultura material dos povos indígenas. 
1. Conhecer quem são e onde se encontram os povos 
indígenas no Piauí; 
2. Conhecer as histórias das etnias/povos indígenas no 
Piauí n presente e no passado; 
3. Conhecer lideranças (homens e mulheres) indígenas 
e suas histórias; 
4. Conhecer a produção material das culturas 
indígenas no Piauí. 
EIXOS ESTRUTURANTES 
Processos Criativos 
Mediação e Intervenção Sociocultural 
Investigação Científica 
UNIDADE CURRICULAR 
A Eletiva deve envolver componentes curriculares das áreas de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas e Linguagem 
e suas Tecnologias e será ofertada através de oficinas. 
CARGA HORÁRIA 
A eletiva tem uma carga horária de 40 horas. 
 
 
 
 
PERFIL DOS PARTICIPANTES 
A proposta da eletiva é alinhada à etapa Ensino Médio, com interesse em conhecer e aprender sobre os povos 
indígenas no Piauí, principalmente nos municípios onde tenham comunidades indígenas. 
A turma deve ser composta de no mínimo 25 e máximo 35 estudantes. 
 
HABILIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS DE ACORDO COM A FORMAÇÃO GERAL 
BÁSICA/BNCC 
 
 
 
Processos Criativos 
(EMIFCG04) Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, 
artísticas e culturais, por meio de vivencias presenciais e virtuais que 
ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade. 
 
(EMIFCG06) Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por meio 
de diferentes linguagens, mídias e plataformas, analógicas e digitais, com 
confiança e coragem, assegurando que alcancem os interlocutores 
pretendidos. 
 
Mediação e Intervenção 
Sociocultural 
(EMIFCG08) Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento 
do outro, agindo com empatia, flexibilidade e resiliência para promover o 
diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o combate ao 
preconceito e a valorização da diversidade. 
 
Investigação Científica (EMIFCG01) Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e 
evidências com curiosidade atenção, criticidade e ética, inclusive utilizando 
o apoio de tecnologias digitais. 
(EMIFCG02) Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e 
estéticos, utilizando dados, fatos e evidências para respaldar conclusões, 
opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas, coerentes 
e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, 
democracia, justiça social, pluralidade, solidariedade e sustentabilidade. 
(EMIFCG03) Utilizar informações, conhecimentos e ideais resultantes de 
investigações científicas para criar ou propor soluções para problemas 
diversos. 
 
 
METODOLOGIA 
 
A eletiva será desenvolvida através de uma oficina, onde o aluno terá a oportunidade de ter contanto com a as 
culturas e histórias dos povos indígenas no Piauí por meio de duas etapas: 
 
 
 
 
1- Leitura dos textos da bibliografia; 
2- Visita a alguma comunidade indígena para escuta; 
3- Produção de um acervo fotográfico e textual com informações sobre as etnias/povos indígenas no Piauí. 
SEQUÊNCIA DE SITUAÇÕES/ATIVIDADES EDUCATIVASO desenvolvimento da eletiva pode ser estruturada em três etapas: 
1. Apresentação da Ementa 
2. Leitura dos Textos 
3. Visita às Comunidades indígenas 
4. Culminância 
RECURSOS DIDÁTICOS NECESSÁRIOS 
Sala de aula, livros, artigos, internet, vídeos, músicas, celular, computador, notebook, quadro, pinceis, caderno, lápis, borracha, 
dicionário. 
PROPOSTA PARA A CULMINÂNCIA 
 
Divisão dos alunos por equipes. Será sorteado para cada equipe uma etnia/povo indígena do Piauí para eles contarem 
a história. As equipes apresentarão os textos e fotografias sobre as 8 etnias/povos indígenas que vivem no Piauí 
contemporaneamente. 
AVALIAÇÃO 
 
O processo avaliativo será contínuo através da participação, assiduidade e frequência, assim comoseu envolvimento 
nas atividades durante o desenvolvimento do componente curricular. 
 
REFERÊNCIAS 
BOTTESI, A. O museu indígena “Anízia Maria”. Etnicidade, território e patrimonialização. Confluenze. Rivista di 
Studi Iberoamericani, [S. l.], v. 13, n. 2, p. 201–225, 2021. DOI: 10.6092/issn.2036-0967/12333. Disponível em: 
https://confluenze.unibo.it/article/view/12333 . Acesso em: 23 set. 2022. 
COSTA, João Paulo Peixoto. "A farsa do extermínio": contribuições para uma nova história dos índios no Piauí. In: 
PINHEIRO, Áurea; GONÇALVES, Luís Jorge; CALADO, Manuel. (Org.). Patrimônio arqueológico e cultura 
indígena. Teresina: Editora da Universidade Federal do Piauí, 2011, v. 1, p. 139-161. Disponível em: https://gt-indios-
na-historia--anpuh-secao-piaui.webnode.page/producao/ . Acesso em: 23 set. 2022. 
COSTA, João Paulo Peixoto; LUZ, Hilda Helena Silva Alencar; SANTOS, Matheus Expedito de Assis; LIMA, 
Henrique Gabriel Alves . Lutas de sangue: dona Deusa e a mobilização indígena no Piauí 2020 (Os Brasis e suas 
Memórias - Memórias Indígenas). Disponível em: 
https://osbrasisesuasmemorias.com.br/biografias/?nome=&autor=&biografado=&etnia=guegue&estado= . Acesso 
em: 23 set. 2022. 
GOMES, Alexandre Oliveira; SILVA, Ianaely Ingrid Alves e LOPES, Rebeca Freitas. “Conflitos sociais, vacinação e 
estratégias de enfrentamento na pandemia de COVID-19: os casos dos Gueguê do Sangue e dos Caboclos da Baixa 
https://confluenze.unibo.it/article/view/12333
https://gt-indios-na-historia--anpuh-secao-piaui.webnode.page/producao/
https://gt-indios-na-historia--anpuh-secao-piaui.webnode.page/producao/
https://osbrasisesuasmemorias.com.br/biografias/?nome=&autor=&biografado=&etnia=guegue&estado=
 
 
 
 
Funda (PI)”. Plataforma de Antropologia e Respostas Indígenas à COVID-19, vol. 1, n. 9, out. 2021. Disponível 
em www.pari-c.org . Acesso em: 23 set. 2022. 
LIMA, Carmen Lúcia Silva; NASCIMENTO, R. N. F. (Org.). Gamela, Akroá Gamella: etnicidade, conflito, 
resistência e defesa do território. 1. ed. São Luís - MA: Editora UEMA/PNCSA, 2022. v. 1. 299p. Disponível em pdf: 
http://novacartografiasocial.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Gamela-Akro%C3%A1-Gamella-etnicidade-
conflito-resist%C3%AAncia.pdf . Acesso em: 23 set. 2022. 
LIMA, Carmen Lúcia Silva. “Os Warao: vulnerabilização imposta e violação de direitos; em defesa da 
interculturalidade nas relações”. In: CIRINO, Carlos Alberto Marinho; LIMA, Carmen Lúcia Silva; MUÑOZ, Jenny 
González. (Org.). Os Warao no Brasil: diáspora, políticas e direitos indígenas. 1ed.Boa Vista - Roraima: EDUFRR, 
2022, v. 1, p. 89-114. 
LIMA, Carmen Lúcia Silva; NASCIMENTO, R. N. F. ; ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno de . Indígenas Gamela 
no Cerrado piauiense. N. 1. São Luís: UEA Edições, 2020 (Boletim). Disponível em: 
http://novacartografiasocial.com.br/download/01-indigenas-gamela-no-cerrado-piauiense/ . Acesso em: 23 set. 2022. 
 
http://www.pari-c.org/
http://novacartografiasocial.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Gamela-Akro%C3%A1-Gamella-etnicidade-conflito-resist%C3%AAncia.pdf
http://novacartografiasocial.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Gamela-Akro%C3%A1-Gamella-etnicidade-conflito-resist%C3%AAncia.pdf
http://novacartografiasocial.com.br/download/01-indigenas-gamela-no-cerrado-piauiense/
 
 
 
VEREDAS LITERÁRIAS: ENCANTOS E CONTOS INDÍGENAS 
 
PROPONENTE 
Equipe NEEIQ (Núcleo de Educação Escolar Indígena e Quilombola). 
A discipliana VEREDAS LITERÁRIAS: CANTOS, ENCANTOS E CONTOS INDÍGENAS 
apresenta-se como uma das possibilidades de produção da literatura no território piauiense no 
que tange a temática literária. O contexto histórico atual no Piaui desvela a presença signifcativa 
de povos indígenas silenciados pela história oficial. Como uma superação dessa condição de 
invisibilidade imposta aos indigenas, o Estado assume atualmente, mediante reivindicação das 
etnias indigenas, o comprometimento em possibilitar o acesso dos mesmos a escolarização. 
Visibilizar essas populações é provocar para criação de políticas públicas efetivas e qualitativas 
que atendam as demandas dos indigenas levando em consideração suas especificadades. O piauí 
possui 08 etnias indígenas reconhecidas. A invisibilidade dos indígenas piauienses revela, além 
de outros aspectos, uma fragil produção literária sistematizada, o que justifica a propositura da 
disciplina: VEREDAS LITERÁRIAS:ENCANTOS E CONTOS INDIGENAS. Reconhecer, considerar a 
produção literária indígena pode representar o reconhecimento da relevancia histórica, 
cultural,política e social desses povos. O desafio, contudo está posto na transposição da 
oralidade, comum nas etnias indígenas, para sistematização literária. Nesse sentido, Eliana 
Potiguara em podcast (rádio Brasil de fato) realizada no dia 12 de março de 2022, revela que “É 
um ato de resistencia quando nós, povos indígenas, saimos da oralidade e entramos na 
escrita.”Ainda segue chamando atenção para “ Nós, autores indígenas, trazemos, ao escrever, 
a verdadeira história dos povos étnicos do país. Estamos dizendo nas nossas obras que existimos, 
que temos culturas, tradições e territórios. Cada livro escrito é um sangue derramado. A nossa 
literatura é uma flecha”. A discipliana eletiva, ora proposta, possibilita aos estudantes indígenas 
e nao indígenas a obtenção do conhecimento e produção de saberes acerca da cultura, tradições 
e narrativas indígenas sob tudo das etnias piauienses. Impretativo ressaltar que a eletiva possui 
caráter obrigatório, embora os estudantes tenham relativa autonomia na escolha das disciplinas. 
Sua inportancia está no fato de complementariedade da carga hosrária do curso. As Diretrizes 
Pedagógicas 2022/Unidades Eletivas realçam como objetivo: Aprofundar, ampliar e enriquecer o 
aprendizado nas áreas da Formação Geral Básica e/ou nos Itinerários Formativos, possibilitando 
 
aos estudantes as aprendizagens sobre diferentes temas que ampliem o seu repertório de 
conhecimentos, vivências culturais, artísticas, esportivas, científicas, estéticas e lingüísticas, 
despertando o prazer de seguir em busca de mais aprendizado, conforme seus interesses, suas 
necessidades e o seu Projeto de Vida. Tem, portanto, o propósito de oportunizar o protagonismo 
dos estudantes. A interdiciplinaridade é o elemento crucial para realização qualitativa da eletiva. 
 
PROFESSORES RESPONSÁVEIS 
Professores da educação Básica 
 
ÁREAS DO CONHECIMENTO 
Linguagens e suas tecnologias, 
Ciências Humanas e sociais Aplicadas 
 
TEMAS INTEGRADORES 
 
Temas Contemporâneos Transversais: 
1. Oralidades e ancestralidade; 
2. Identidade Cultural; 
3. Educação e saúde; 
4. Agroecologia e Sustentabilidade; 
6. Expressões artisticas. 
 
OBJETOS DO CONHECIMENTO 
 
Desenvolver aproximações significativas com obras literárias indígenas existentes; 
Despertar o interesse dos educandos/educandas para a função social da literatura; 
Introduzir no ambiente escolar, através da literatura, os saberes e vivências dos povos indígenas; 
 
Investigação Científica Processos Criativos Mediação e 
Intervenção 
Sociocultural 
Oportunizar produções discursivas acerca literatura indígena 
 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM 
• Provocar tempo/espaços de socializaçãoda literatura indígena existente no território brasileiro; 
• Compreender as trilhas liteárias dos povos indígenas piauienses desde de processo de oralidade 
as possibilidades de escrita; 
• Reconhecer a relevancia da produção literária indígena como ato político de visibilização da 
memória, costumes, crenças, cultura entre outros elementos para os povos indigenas do Piauí; 
• Produzir sistematização sobre narrativas e oralidade dos povos indígenas do Estado. 
 
EIXOS ESTRUTURANTES 
 
 
UNIDADE CURRICULAR 
• 03 OFICINAS (contação de história – protagonizadas pelas/pelos indígenas); 
• 03 NÚCLEOS DE CRIAÇÃO ARTÍSTICA (criação artística) 
• PROJETO – Vivência na Aldeia (produção do caderno da literança indígena – 
produção literária a partir das narrativas indígenas) 
 
CARGA HORÁRIA 
• Investigação científica – 10 horas (PROJETO) 
• Processos Criativos – 20 horas (03 NÚCLEOS DE CRIAÇÃO ARTÍSTICA (LUA 
NEGRA – criação artística) 
• Mediação e Intervenção Cultural e Ambiental (agroecologia e 
sustentabilidade) – 10 horas (03 OFICINAS (contação de história – 
protagonizadas pelas/pelos indígenas) 
 
PERFIL DOS PARTICIPANTES 
A disciplina se destinará aos educandos/educandas das do 1º,2º e 3º do Ensino Médio 
HABILIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS DE ACORDO COM A FORMAÇÃO GERAL 
BÁSICA/BNCC 
Eixo estruturante: Investigação Científica 
 
(EMIF CG03) Utilizar informações, conhecimentos e ideias resultantes de 
investigações científicas para criar ou propor soluções para problemas diversos. 
 
(EMIF CG02) Posicionar-se com base em critérios cientí fi cos, éticos e est 
éticos, utilizando dados, fa tos e evidências para respaldar conclusões, opiniões 
e argumen tos, por meio de a firmações claras, ordenadas, coeren tes e 
compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, 
democracia, justiça social, pluralidade, solidariedade e sustentabilidade. 
 
Eixo estruturante: Processos Criativos 
 
(EMIF CG04) Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, 
artísticas e culturais, por meio de vivências presenciais e virtuais que ampliem 
a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade. 
 
(EMIF CG06) Difundir no vas ideias, propostas, obras ou soluções por meio de 
diferen tes linguagens, mídias e plata formas, analógicas e digitais, com con 
fiança e coragem, assegurando que alcancem os in terlocutores pr e tendidos. 
 
Eixo estruturante: Mediação e Intervenção Sociocultural 
 
(EMIF CG07) Reconhecer analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, 
identificando e incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem 
a tomada de decisões conscientes, consequentes, colaborativas e responsáveis. 
 
METODOLOGIA 
A eletiva Veredas Literárias: encantos e contos indígenas parte do princípio inerente 
as eletivas, ou seja, interdisciplinaridade, transversalidade, integração temática e 
metodologias ativas inovadoras e diversificadas. Ação realizada em torno do 
favorecimento da sistematização e consolidação do aspecto da literança indígena no 
Estado Piauí. A práxis é o caminho a ser efetivado, devido a as possibilidades que essa 
práxis na perpestiva emancipatória potencilaiza: protagonismo e transformação social 
afundamentados pela participação efetiva e significativa que a literatura indígena 
favorece. 
 
 
A trajetória metodológica: 
Sensibilização acerca da eletiva Veredas Literárias: encantos e contos indígenas e sua 
relevancia interdisciplinar e interativa no processo de desenvolvimento da 
aprendizagem dos estudantes indígenas; 
 
SEQUÊNCIA DE SITUAÇÕES/ATIVIDADES EDUCATIVAS 
 
• Sensibilização acerca da eletiva Veredas Literárias: encantos e contos 
indígenas e sua relevancia interdisciplinar e interativa no processo de 
desenvolvimento da aprendizagem dos estudantes indígenas; 
• A proposta é a realização de 03 oficinas, sendo as oficinas voltadas para 
facilitação teórico/prática/metodológica sobre a habilidade de contação de 
histórias com intencionalidade pedagógica; 
• A atividade criativa denominada de Núcleo de criação artística será voltada 
para ação didático/pedagógica Lua negra desenvolvida pelos Tabajaras (Akair) 
e/ou outros povos. 
• O projeto enquanto proposta de unidade curricular terá como função básica a 
produção e sistematização Caderno da literança indígena. 
• Processos constantes dialógicos. 
RECURSOS DIDÁTICOS NECESSÁRIOS 
Espaços da escola; 
Espaços externos; 
Caixa de som; 
Cartolinas; 
condição dos espaços, equipamentos e materiais necessários, sem jamais esquecer-se 
de um recurso precioso: a criatividade do estudante. 
PROPOSTA PARA A CULMINÂNCIA 
• VISITA – Sopro da literança viva - a aldeia indígena 
• Caderno da literança 
AVALIAÇÃO 
O processo de avaliação deve ser dialógico e por conseguinte, processual, tendo em 
vista, o desenvolvimento de modo integral dos sujeitos envolvidos na ação educativa. 
REFERÊNCIAS 
 MUNDURUKU, Daniel. Nós: uma antologia de literatura indígena. Edição Companhia 
das Letrinhas, 2019. 
__________________. Vozes ancestrais: dez contos indígenas. Editora FTD, 2016. 
 
POTYGUARA, Eliana. A cura da Terra. Editora do Brasil, 2015. 
 
KRENAC, Ailton. O lugar onde a Terra descança. Editora/Núcleo de cultura indígena, 
2000. 
 
JEKUPE, Olívio. Xerokó Arandu: a morte de Kretã. Editora Peirópolis, 2003. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Arte: José Pinheiro Júnior 
 
 
 
 
TÍTULO 
UM CLOSE NA BELEZA: A Matemática na Fotografia 
PROPONENTE 
Equipe ProBNCC 
RESUMO 
 A humanidade sempre encontrou uma forma para se comunicar, seja através da escrita formal ou da fala e 
com a fotografia não é diferente. Segundo o fotografo Paulo Sallorenzo, fotografar é escrever com a luz. Mas 
para que essa escrita aconteça é preciso alguns conhecimentos dentre eles os matemáticos. Por trás de toda 
fotografia de qualidade existe muita matemática, mesmo quando o fotógrafo não tenha essa noção. A eletiva 
um “Close na Beleza” traz a perspectiva de fazer uma retomada de conceitos matemáticos como o cálculo de 
razão e proporção do círculo, a progressão geométrica e a geometria, para que os alunos percebam que a 
matemática é utilizada em toda parte, desde a antiguidade. E que a geometria, presente na fotografia, é a 
mesma cujos registros mais antigos podem ser atribuídos aos povos primitivos conforme a matemática 
babilônica, sendo que as origens da Geometria (do grego medir a terra) parecem coincidir com as 
necessidades do dia-a-dia. Medir terras às margens dos rios, construir casas, ter controle sobre a quantidade 
de animais, prever os astros e a influência que esses tinham sobre os acontecimentos. Nos dias atuais essa 
aplicabilidade continua em tudo que vemos, inclusive, nos registros fotográficos que fazemos a partir de nosso 
aparelho celular,que no advento das novas mídias tecnológicas ganhou um novo formato: Mobgrafia (foto do 
celular) . Nesta eletiva pretende-se levar o estudante a observar e reconhecer, também, as transformações dos 
espaços por meio do estudo e observação de fotografias antigas da sua escola, seu bairro, sua cidade, sua 
região e/ou outros locais de interesse da pesquisa, impulsionando a aprendizagem da matemática na escola, 
como uma prática pedagógica de valorização da cultura local. 
PROFESSORES RESPONSÁVEIS 
Antonia Celene Pinheiro Lima 
Maria Rosemary de Jesus Pinto 
ÁREAS DO CONHECIMENTO 
Matemática e suas tecnologias 
 
Linguagens e suas tecnologias 
 
 
TEMAS INTEGRADORES 
 
1. Direitos da Criança e do Adolescente; 
2. Diversidade Cultural; 
3. Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras 
4. Processo de Envelhecimento, respeito e valorização do Idoso; 
5. Trabalho; 
6. Vida Familiar e Social. 
 
 
 
 
OBJETOS DO CONHECIMENTO 
● Geometria 
● Simetria 
● Razão e proporção 
● Progressão geométrica 
● Área do círculo 
● Regra dos terços ou espiral de ouro 
● Regras de fotografiacom o celular 
● Transformação da paisagem 
● História da fotografia 
● Aplicativos para edição de fotos 
● Desenho em perspectiva 
● Mobgrafia (fotografia de celular) 
● Leitura de imagens fotográficas 
● Estética na fotografia 
● Estudo da geometria na obra de Pablo Picasso. 
OBJETIVOS 
● Despertar, através da fotografia, para a matemática que existe em toda parte; 
● Observar as formas geométricas existentes em fotografias antigas; 
● Usar a Regra dos Terços (espiral de ouro) como composição para uma boa fotografia; 
● Compreender a área do círculo como necessário ao resultado de uma boa fotografia; 
● Reconhecer a transformação dos espaços a partir das mudanças nas paisagens; 
● Compreender como surgiu a fotografia; 
● Pesquisar os diversos tipos de máquina fotográfica; 
● Realizar exposição de fotografias antigas que mostre a transformação do espaço onde a escola está 
inserida, bem como do seu bairro, cidade, região e/ou outros locais de interesse de pesquisa. 
● Reconhecer a influência da matemática na arte, principalmente na fotografia, com a descoberta da 
perspectiva no Período do Renascimento, mudando assim, a forma de representar dos artistas; 
● Impulsionar a percepção dos educandos quanto ao uso do celular(mobgrafia) no estudo da matemática; 
● Contextualizar a fotografia do passado com incentivo do estudo matemático com análise e interpretação 
de imagens e teoria semiótica. 
● Favorecer um olhar fotográfico em processo de contemplação da beleza, da harmonia e das cores 
 possibilitando a criação de uma fotografia com um bom impacto visual; 
 
 
● Potencializar a criatividade através do desenho de figuras geométricas já conhecidas, como retângulo, 
triângulo e trapézio, e a partir delas mostrar o processo de ampliação e redução, contextualizadas na obra 
do pintor Pablo Picasso. 
EIXOS ESTRUTURANTES 
● Investigação Científica 
● Processos Criativos 
● Empreendedorismo 
UNIDADE CURRICULAR 
A Eletiva deve envolver componentes curriculares da área de Matemática e suas Tecnologias, 
Ciências humanas e Linguagens através de oficinas, laboratórios e pesquisas. 
CARGA HORÁRIA 
A eletiva tem uma carga horária de 40 horas 
 
PERFIL DOS PARTICIPANTES 
A proposta de eletiva é alinhada ao público jovem, das três séries do Ensino Médio, com interesse em 
fotografia a partir da lente do celular (Mobgrafia). 
A turma deve ser composta de no mínimo 25 e máximo 35 estudantes. 
 
HABILIDADES DOS ITINERÁRIOS FORMATIVOS A SEREM DESENVOLVIDAS 
ASSOCIADAS ÀS COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC 
 
 
Investigação Cientifica 
(EMIFCG01) identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos 
evidências com curiosidade, atenção, criticidade e ética, inclusive utilizando 
o apoio de tecnologias digitais. 
(EMIFCG02) Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e 
estéticos, utilizando dados, fatos e evidencias para respaldar conclusões, 
opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas, coerentes 
e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, 
democracia, justiça social, pluralidade, solidariedade e sustentabilidade. 
 
Processos Criativos 
(EMIFCG04) Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, 
artísticas e culturais, por meio de vivências presenciais e virtuais que 
ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade. 
(EMIFCG06) Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por meio 
de diferentes linguagens, mídias e plataformas, analógicas e digitais, com 
confiança e coragem, assegurando que alcancem os interlocutores 
pretendidos. 
Mediação e Intervenção 
Sociocultural 
(EMIFCG07) Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais 
diversas, identificando e incorporando valores importantes para si e para o 
 
 
coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes, 
colaborativas e responsáveis. 
 
 
 
METODOLOGIA 
1. Apresentação das eletivas 
2. Aulas expositivas com direcionamento para a organização de grupos de trabalho e sugestões de links 
e textos para pesquisas. 
3. Formação de grupos e distribuição de temas para direcionar as pesquisas. 
4. Pesquisa de campo com levantamento de fotografias antigas que mostrem a transformação do espaço 
em que a escola está inserida destacando a mudança nas formas geométricas de acordo com a 
modificação desse espaço. 
5. Oficinas para trabalhar a matemática na fotografia 
6. Oficinas para estudar técnicas de fotografias a partir do celular (Mobgrafia). 
7. Selecionar situações para serem fotografadas. (crianças brincando, pés de trabalhadores, mulheres 
com seus filhos). etc 
8. Encontro dos grupos para estudos das leis de direitos de imagem. 
9. Produção de um documentário a partir das fotografias selecionadas. 
10. Culminância do projeto. 
 
SEQUÊNCIA DE SITUAÇÕES/ATIVIDADES EDUCATIVAS 
O desenvolvimento da eletiva, pode ser estruturada em três etapas: 
● Pesquisa teórica 
Organização e orientação dos estudantes para a realização de pesquisas voltadas para a matemática 
por traz das fotografias. 
● Oficinas práticas 
Desenvolvimento de atividades de produção de materiais relacionados à fotografia a partir da lente do 
aparelho celular (mobgrafia). 
● Culminâncias. 
RECURSOS DIDÁTICOS NECESSÁRIOS 
Livros; Equipamentos audiovisuais (Datashow, computador, caixa de som, celular, TV, etc.); Material de 
consumo (papel, tintas, canetas, régua, etc.); Espaço escolar (pátio). 
 
PROPOSTA PARA A CULMINÂNCIA 
Sugere-se algumas possibilidades: 
 Exposição de fotografias impressas e expostas em cordas e/ou cavaletes (todas feitas a partir do 
aparelho celular (Mobgrafia); 
 Exposição representando ilusão de ótica; 
 
 
 Documentário produzido a partir da impressão das fotografias. 
 
AVALIAÇÃO 
O processo avaliativo será contínuo, incluindo a autoavaliação. Mediante definição de critérios e 
ações, cada estudante deverá atribuir para si e com a validação da equipe e do professor, um qualitativo, de 
acordo com o seu desempenho dentro do grupo, como seu envolvimento nas atividades executadas na eletiva, 
bem como em relação à efetiva contribuição do aprendizado da Eletiva no desenvolvimento do seu projeto 
de vida. 
REFERÊNCIAS 
 
BRASIL. Ministério da Educação. Resolução Nº 3, de 21 de novembro de 2018. Atualiza as Diretrizes 
Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília: MEC, 2018. 
________, Ministério da Educação. Resolução Nº 4, de 17 de dezembro de 2018 - Base Nacional Comum 
Curricular. Brasília: MEC, 2018. 
________, Ministério da Educação. Referenciais Curriculares para Elaboração de itinerários 
Formativos. Brasília: MEC, 2019. 
 
CARDOSO, Rafael. Uma Introdução à História do Design. São Paulo: Edgard Blucher, 2010. 
 
 COLETÂNEA DE MATERIAIS - Frente Currículo e Novo Ensino Médio/CONSED. Recomendações e 
Orientações para Elaboração e Arquitetura Curricular dos Itinerários Formativos.Fev 2020. 
 
DORNELAS, J. C. A. Empreendedorismo: transformando ideias em negócios. 3ª ed. Rio de Janeiro: 
Elsevier, 2008. 
FLORES, C. R.; MORETTI, M. T. Olhar em perspectiva: Análise da representação do espaço e suas 
implicações na visualização de figuras tridimensionais no ensino de geometria. Contrapontos, Revista de 
Educação da Universidade do Vale do Itajaí, Santa Catarina, v. 1, n. 3, p. 119-127, jul/dez. 2001. 
[1] Matemática Ensino Médio V1 – StoccoSmole e Diniz 
MARTINS, José de Souza. Sociologia da Fotografia e da Imagem. 2 ed. São Paulo: Editora Contexto, 2011. 
NETO, Antonio Rodrigues. A Matemática da Câmera Fotográfica. Encontrado em: 
(https://educacao.uol.com.br/planos-de-aula/medio/matematica-a-fotografia-e-a-geometria.htm. Acesso em: 
17 de setembro de 2020. 
 
 
https://educacao.uol.com.br/planos-de-aula/medio/matematica-a-fotografia-e-a-geometria.htm
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 TÍTULO 
PIAUÍ HABLA ESPAÑOL 
PROPONENTE 
Equipe ProBNCC 
RESUMO 
 Aprendera língua espanhola propicia a criação de novas formas de engajamento e participação dos alunos 
em um mundo social cada vez mais globalizado e plural, em que as fronteiras entre países e interesses 
pessoais, locais, regionais, nacionais e transnacionais estão cada vez mais difusas e contraditórias. Assim, o 
estudo da Língua Espanhola possibilita aos alunos ampliar horizontes de comunicação e de intercâmbio 
cultural, científico e acadêmico. Nesse sentido, abre novos percursos de acesso, construção de conhecimentos 
e participação social. É esse caráter formativo que inscreve a aprendizagem de espanhol em uma perspectiva 
de educação linguística, consciente e crítica, na qual as dimensões pedagógicas e políticas são intrinsecamente 
ligadas. 
PROFESSORES RESPONSÁVEIS 
ANA CLÉIA SILVA FERREIRA 
JOSINALDO OLIVEIRA DOS SANOS 
ÁREAS DO CONHECIMENTO 
Linguagens e suas tecnologias 
 
TEMA INTEGRADOR 
Pluralidade cultural 
OBJETOS DO CONHECIMENTO OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM 
1. Países que hablan español; 
2. El alfabeto: letras y sonidos; 
3. Saludos, presentaciones y despedidas; 
4. Uso de Tú/Vos y Usted; 
5. La familia – grados de parentesco; 
6. Aspectos físico y de personalidadde 
alguien; 
7. En la escuela - objetos escolares, 
asignaturas, profesionales e instalaciones; 
8. Artículos definidos, indefinidos – 
género y número; 
9. Las contracciones; 
10. Los numerales cardinales y ordinales; 
11. La rutina - verbos regulares e irregulares 
en Presente de Indicativo; 
 Conhecer os países que falam espanhol como 
língua oficial, assim como suas principais 
atrações turísticas; Aprender asletras e os sons do 
alfabeto da língua espanhola; 
 Saudar, apresentar-se e despedir-se em Espanhol; 
 Usar corretamente a língua em situações de 
formalidade e informalidade; 
 Reconhecer a relação entre membros familiares 
em Espanhol; 
 Descrever os aspectos físicos de uma pessoa em 
língua espanhola 
 Falar sobre a rotina escolar e dos aspectos 
relacionados à escola. 
 
 
 
 12. Las comidas; 
13. Fiestas culturales 
 Aprender o uso dos artigos e contrações da língua 
espanhola, explorando gênero e número dos 
substantivos; 
 Conhecer a escrita e pronúncia dos numerais 
cardinais e ordinais; 
 Relatar sobre sua rotina com o emprego de verbos 
regulares e irregulares em Espanhol; 
 Conhecer as principais comidas típicas dos países 
de língua espanhola; 
 Visibilizar as festas populares/folclóricas dos 
países que falam espanhol como língua oficial. 
 
EIXOS ESTRUTURANTES 
 Processos Criativos 
 Mediação e Intervenção Sociocultural 
UNIDADE CURRICULAR 
A Eletiva deve envolver componentes curriculares da área de Linguagens e suas tecnologias e poderá ser 
ofertada através de oficinas. 
CARGA HORÁRIA 
A eletiva tem uma carga horária de 40 horas 
PERFIL DOS PARTICIPANTES 
A proposta de eletiva é alinhada ao público jovem, das três séries do Ensino Médio, com interesse em em 
conhecer e aprender a língua estrangeira moderna – Espanhol 
A turma deve ser composta de no mínimo 25 e máximo 35 estudantes. 
 
HABILIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS DE ACORDO COM A FORMAÇÃO GERAL 
BÁSICA/BNCC 
 
 
 
Processos Criativos 
(EMIFCG04) Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, 
artísticas e culturais, por meio de vivencias presenciais e virtuais que 
ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade. 
 
(EMIFCG06) Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por meio 
de diferentes linguagens, mídias e plataformas, analógicas e digitais, com 
confiança e coragem, assegurando que alcancem os interlocutores 
pretendidos. 
 
 
 
 
 
Mediação e Intervenção 
Sociocultural 
(EMIFCG07) Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais 
diversas, identificando e incorporando valores importantes para si e para o 
coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, consequentes, 
colaborativas e responsáveis. 
 
 
 
METODOLOGIA 
 
A eletiva será desenvolvida através de uma oficina, onde o aluno terá a oportunidade de ter contanto com a 
língua espanhola através de: 
 Leituras de textos (diversos gêneros) 
 Músicas 
 Vídeos com temas relativos aos temas propostos 
 Filmes e curta-metragem 
 Gravação de áudios e vídeos referente aos temas abordados 
 Jogos educativos 
 Aplicativos e plataformas de aprendizagem dentre outros recursos midiáticos 
 Organização e divisão em equipes para culminância da eletiva sobre a culinária e principais festas 
populares dos países hispano falantes. 
SEQUÊNCIA DE SITUAÇÕES/ATIVIDADES EDUCATIVAS 
O desenvolvimento da eletiva, pode ser estruturada em três etapas: 
1. Apresentação da Ementa 
2. Realização das oficinas 
3. Culminância 
RECURSOS DIDÁTICOS NECESSÁRIOS 
Sala de aula, livros de espanhol, apostilas, internet, vídeos, músicas, celular, computador, notebook, quadro, pinceis, 
caderno, lápis, borracha, dicionário. 
PROPOSTA PARA A CULMINÂNCIA 
 
Divisão dos alunos por equipes. Será sorteado para cada equipe um país de língua espanhola. As equipes apresentarão 
as comidas mais conhecidas de seus respectivos países, mostrando a cultura gastronômica mais representativa de cada 
lugar. A apresentação será em Espanhol. 
 
AVALIAÇÃO 
 
O processo avaliativo será contínuo através da participação, assiduidade e frequência, assim comoseu 
envolvimento nas atividades durante o desenvolvimento do componente curricular. 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
ALONSO DE SUDEA, Isabel Et alii. Ánimo. Vol. 1, 2 y 3. Oxford. 2010. 
 
BRASIL. Ministério da Educação. Resolução Nº 3, de 21 de novembro de 2018. Atualiza as Diretrizes 
Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília: MEC, 2018. 
 
________, Ministério da Educação. Resolução Nº 4, de 17 de dezembro de 2018 - Base Nacional Comum 
Curricular. Brasília: MEC, 2018. 
 
________, Ministério da Educação. Referenciais Curriculares para Elaboração de itinerários 
Formativos. Brasília: MEC, 2019. 
 
________, Ministério da Educação. Temas Contemporâneos Transversais na BNCC. Propostas de 
Praticas de implementação. Brasília: MEC, 2019. 
 
COLETÂNEA DE MATERIAIS - Frente Currículo e Novo Ensino Médio/CONSED. Recomendações e 
Orientações para Elaboração e Arquitetura Curricular dos Itinerários Formativos.Fev 2020. 
 
DE LOS ÁNGELES J. GARCIA, Maria et alii. Español sin fronteras: curso de lengua española. Vol. 1, 2, 
3 y 4. São Paulo. Scipione, 2007. 
 
MÁRTIN, Ivan. Síntesis – Curso de lengua española.SãoPaulo.Editora Ática, 2009. 
 
MILANI, Esther Maria. Gramática de Espanhol para Brasileiros: volume único. 4ª edição. São 
Paulo:Saraiva, 2011. 
 
GUERVOS, Javier de Santiago. Aprender Espãnol Jugando. São Paulo: Moderna, 2005. 
 
TORREGO, Leonardo Gómez. Gramática didáctica del español. Vol. Único. São Paulo: Edições SM, 
2005. 
 
Internet: 
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/contextualizacao_temas_contemporaneos.pdf 
 
http://www.babbel.com. Acesso em: 22/09/2020 
 
http://www.bomespanhol.com.br. Acesso em: 22/09//2020 
 
http://cvc.cervantes.es. Acesso em: 25/09/2020 
 
http://www.espanholgratis.net. Acesso em: 25/09/2020 
 
 
 
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/contextualizacao_temas_contemporaneos.pdf
http://www.babbel.com/
http://www.bomespanhol.com.br/frases/motivacao
http://cvc.cervantes.es/
http://www.espanholgratis.net/download/
 
 
 
 
 
 
 
Arte: José Pinheiro Júnior 
 
 
 
 
TÍTULO 
Siga as PEGADAS@.com.PI 
PROPONENTE 
 Equipe ProBNCC – GT Eletiva 
 
RESUMO 
O Parque Nacional da Serra da Capivara, declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela 
UNESCO, criado para preservar um dos maiores tesouros arqueológicos do mundo, está localizado no Piauí. 
Conhecer as pinturas rupestres, a fauna, a flora, será como uma imersão pela história natural do planeta, desde 
o surgimento da vida até os dias atuais, passando pelas transformaçõesdo meio ambiente e tendo as mudanças 
climáticas como protagonistas dos acontecimentos, uma experiência única, fascinante, divertida, com um 
referencial teórico que nos convida a refletir sobre uma profunda exigência antropológica de realizarmos, 
como humanidade, um salto qualitativo, de perseguir uma continua superação de si mesma. Assim, torna-se 
proeminente conhecer a historia do surgimento dos nossos antepassados, fazendo uma conexão para o 
contemporâneo através do processo de pesquisa e produção de Memes, que emerge como uma inovação em 
mídia digital e se configura como um meio importante para valorizar, preservar e divulgar este maravilhoso 
acervo natural de culturas diversas. Percebe-se, desde os tempos remotos a necessidade que o homem tem de 
expressar-se através de ilustrações, de desenhos, mesmo com o advento da escrita, comunicar-se através de 
imagens ainda é um recurso muito utilizado, e os Memes, este gênero textual midiático, tem como objetivo 
não só o humor, mas informar de maneira crítica fatos contemporâneos sociais, econômicos e culturais. Este 
tipo de texto está cada dia mais perto do jovem e já adentrando a sala de aula. 
PROFESSORES RESPONSÁVEIS 
 Ana Cleia Silva ferreira 
 Lucélia Nárjera de Araújo 
 José Pinheiro Júnior Júnior 
 Josinaldo Oliveira dos Santos 
 Maria Rosemary de Jesus Pinto 
 Rosângela Maria Duarte Batista 
 Rosangela Monteiro da Silva Ramos 
Importante ressaltar que o corpo docente responsável pelo planejamento e desenvolvimento da referida 
eletiva, compreendam a importância da educação para as mídias. Compreender seus códigos, dominar as 
diversas possibilidades de expressão, usufruir junto com os estudantes das várias formas de captar e mostrar 
o mesmo objeto do conhecimento. 
ÁREAS DO CONHECIMENTO 
Linguagem e suas Tecnologias 
Ciências Humanas e suas tecnologias. 
TEMAS INTEGRADORES 
 
1. Ciência e Tecnologia; 
2. Diversidade Cultural; 
3. Educação Ambiental; 
4. Educação em Direitos Humanos; 
5 Educação para valorização do multiculturalismo nas matrizes históricas e culturais brasileiras. 
 
 
 
OBJETIVOS: 
 
 
 
 Apresentar os Memes como uma ferramenta educacional útil para promover o letramento digital e 
aprofundar temas contemporâneos através de uma linguagem articulada com elevado potencial de 
promover uma comunicação sintética, memorável, com toque de humor que atrai atenção; 
 
 Possibilitar que através de Memes um conjunto de conteúdos e demandas sociais, ambientais 
possa a circular pelas redes sociais evidenciando a necessidade de se articular o bem comum; 
 
 Aproveitar a cultura digital para dar visibilidade ao Museu arqueológico da Serra da Capivara no 
estado do Piauí, criada para garantir a preservação do patrimônio cultural e natural local com lema 
à proposta de “Suba até nós”: uma aventura cultural e arqueológica no Parque Arqueológico da Serra 
da Capivara. 
 
OBJETOS DO CONHECIMENTO OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM 
 
Linguagens e Suas tecnologias 
Memes: Um Mundo de Informações 
 
1. Interrogando um meme; 
 
2. Anatomia do meme; 
 
3. Leitura crítica- Memes pontos positivos e 
pontos de atenção; 
 
4. Laboratório de memes; 
 
4.1 Criações de memes com texto escrito 
em espanhol; 
 
 4.2 Usos de imagens de personalidades 
hispânicas para criação de memes. 
 
5. Esporte de aventura e sua relação com 
atividades físicas na sociedade primitiva. 
 
6.Contribuição dos memes para ações 
comunicativas dos sujeitos, considerando a 
diversidade de linguagens; 
 
7. Memes como gêneros discursivos que 
aparecem nas esferas públicas digitais, que 
podem fortalecer o trabalho com texto nas 
aulas de Língua Portuguesa; 
 
8. Memes como reprodução e disseminação 
de aspectos comunicacionais; 
 
 Promover uma discussão a partir das perguntas: O que você 
vê? Qual contexto esse meme pode ter emergido? Qual 
mensagem quer passar? 
 
 Discutir a linguagem dos memes: sua Criação, publicação, a 
síntese das informações e opiniões, e uma reflexão sobre seu 
conteúdo e impacto; 
 
 Solicitar dos estudantes exemplo de memes para reflexão, 
conclusões e explicações éticas de Pontos como: potencial de 
alcance; responsabilidade na criação e compartilhamento; os 
riscos de invasão de privacidade ou de espalhar desinformação; 
destacar o aspecto positivo humorístico e satíricos presente 
nos memes. Cuidados com exposição de imagem de forma 
desrespeitosa de pessoa pública, de uma marca ou mesmo de 
um cidadão comum. 
 
 Construção de Memes pelos estudantes a partir do tema 
sugerido a partir das orientações: Criar um texto externando 
uma finalidade (divulgação, opinião, critica... sobre o tema; 
Comunicar-se essa mesma mensagem na forma de meme; 
Adicionar o meme a um ambiente colaborativo (Google Fotos, 
Padlet, Slides, Powerpoint ou qualquer outro). 
 
 Expandir os estudos sobre a relação do esporte de aventura 
com atividades físicas na sociedade primitiva, a fim de 
compreender novas nuances e possíveis diálogos com as 
práticas corporais de aventura, reaproximação do binômio 
homem-natureza buscando sua preservação. 
 
 Compreender as funções e importância do Parque Nacional 
Serra da Capivara para o Piauí, Brasil e mundo; 
 
 
 
9. Memes para descrever a propagação de 
uma ideia particular apresentada com um 
texto, imagem, linguagem e movimento; 
 
10. Gravuras e pinturas rupestres. 
 
11. Paisagem e sítios arqueológicos pré-
históricos, pintados ou gravados sobre as 
paredes e rochas; 
 
12.Registros rupestres: formas gráficas de 
comunicação utilizadas pelos grupos que 
habitavam a região; 
 
13. Símbolos na Pré história. 
 
 
 
Ciências Humanas 
1. Patrimônio Histórico e natural: função e 
importância; 
 
2. Pré-História do Piauí; 
 
3. Arte Rupestre: Identidades gráficas das 
pinturas; 
 
4. Clima e a biodiversidade do Parque e suas 
perspectivas de coexistência com a 
comunidade local; 
 
5. Geologia e geomorfologia do Parque 
Nacional da Serra da Capivara. 
 
 
 
 
 
 
 Compreender a organização das sociedades humanas na pré-
história da Região do Parque Nacional Serra da Capivara; 
 
 Identificar as pinturas rupestres como signos de comunicação 
e representações identitárias gráficas; 
 
 Analisar a biodiversidade do parque e os modos de adaptação 
da comunidade local, bem como a necessidade de preservá-lo. 
 
 Reconhecer as diferentes formas de linguagem e seus vários 
modos de veiculação, quais sejam: redes sociais, multimeios 
(vídeos, música, televisão, cinema) linguagem corporal, 
gestual, imagens e outros. 
 
 Conhecer as estratégias de compreensão e produção de textos 
orais e escritos de diferentes tipos e gêneros. 
 
 Desenvolver nos estudantes, competências e habilidades que 
favoreçam a capacidade de construir uma argumentação 
acerca de diferentes temas que possam abranger os campos 
da cultura de forma crítica e reflexiva; 
 
 Entender as distinções entre gravura e pintura rupestre; 
 
 Conhecer as características das pinturas rupestres do Brasil; 
 
 Reconhecer a arte rupestre como representação das 
atividades humanas pré-históricas; 
 
 Identificar elementos que possibilitou o ser humano a 
capacidade intelectual e artística para criar símbolos e pintura 
rupestre; 
 
 Promover aos estudantes momentos de análise crítica acerca 
do contexto cultural e patrimonial da Região do Parque 
Nacional da Serra da Capivara e sua relevância. 
 
 Incentivar a escola a criar Memes abordando o fenômeno 
cultural e turístico da Região do Parque Nacional da Serra da 
Capivara. 
 
 Apresentar o Meme como uma ferramenta educacional útil 
para promover o letramento digital e trabalhar temas 
contemporâneos através de uma linguagem articulada com 
elevado potencial de promover uma comunicação sintética, 
memorável, com toque de humor que atrai atenção; 
 Possibilitar que um conjunto de conteúdos e demandassociais, ambientais possa a circular pelas redes sociais 
evidenciando a necessidade de se articular o bem comum; 
 
 
 
 Aproveitar a cultura digital para dar visibilidade ao Museu 
arqueológico da Serra da Capivara no estado do Piauí, criada 
para garantir a preservação do patrimônio cultural e natural 
local com lema à proposta de “Suba até nós”: uma aventura 
cultural e arqueológica no Parque Arqueológico da Serra da 
Capivara. 
 
 
 
EIXOS ESTRUTURANTES 
1. Investigação Científica 
2. Processos Criativos 
3. Mediação e Intervenção Cultural e Ambiental 
 
UNIDADE CURRICULAR 
Oficinas, laboratórios, observatórios, incubadoras, núcleo de estudos, núcleos de criação artística. 
 
CARGA HORÁRIA 
EIXOS 
ESTRUTURANTES 
Investigação Científica: 
10 H 
Processos Criativos: 
20H 
Mediação e Intervenção 
Sociocultural: 10H 
CH TOTAL: 40 H 
 
PERFIL DOS PARTICIPANTES 
Estudantes na faixa etária de 15 a 18 anos e/ou Jovens e Adultos, cursando a 1ª Serie do Ensino Médio que 
mostrarem interesse de cursar a referida eletiva. 
Sugere-se que as turmas sejam compostas por um número mínimo de 20 e máximo de 35 estudantes. 
 
HABILIDADES DOS ITINERÁRIOS FORMATIVOS A SEREM DESENVOLVIDAS ASSOCIADAS ÀS 
COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC 
EIXOS ESTRUTURANTES: 
 
1.Investigação Científica - Habilidades relacionadas ao pensar e fazer científico: 
 
(EMIFCG01) Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosidade atenção, 
criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais. 
 
(EMIFCG02) Posicionar-se com base em critérios científicos, éticos e estéticos, utilizando dados, fatos e 
evidências para respaldar conclusões, opiniões e argumentos, por meio de afirmações claras, ordenadas, 
coerentes e compreensíveis, sempre respeitando valores universais, como liberdade, democracia, justiça 
social, pluralidade, solidariedade e sustentabilidade. 
 
(EMIFCG03) Utilizar informações, conhecimentos e ideias resultantes de investigações científicas para criar 
ou propor soluções para problemas diversos. 
 
 
 
 
2.Processos Criativos - Habilidades relacionadas ao pensar e fazer criativo: 
 
 
 
(EMIFCG04) Reconhecer e analisar diferentes manifestações criativas, artísticas e culturais, por meio de 
vivências presenciais e virtuais que ampliem a visão de mundo, sensibilidade, criticidade e criatividade. 
 
(EMIFCG05) Questionar, modificar e adaptar ideias existentes e criar propostas, obras ou soluções criativas, 
originais ou inovadoras, avaliando e assumindo riscos para lidar com as incertezas e colocá-las em prática. 
 
(EMIFCG06) Difundir novas ideias, propostas, obras ou soluções por meio de diferentes linguagens, mídias 
e plataformas, analógicas e digitais, com confiança e coragem, assegurando que alcancem os interlocutores 
pretendidos. 
 
 
 
 
 
3. Mediação e Intervenção Sociocultural – Habilidades relacionadas à convivência e atuação 
sociocultural: 
 
(EMIFCG07) Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identificando e 
incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a tomada de decisões conscientes, 
consequentes, colaborativas e responsáveis. 
 
(EMIFCG08) Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia, 
flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a mediação e resolução de conflitos, o 
combate ao preconceito e a valorização da diversidade. 
 
(EMIFCG09) Participar ativamente da proposição, implementação e avaliação de solução para problemas 
socioculturais e/ou ambientais em nível local, regional, nacional e/ou global, corresponsabilizando-se pela 
realização de ações e projetos voltados ao bem comum. 
 
 
METODOLOGIA 
As eletivas serão desenvolvidas em consonância com as novas vertentes contemporâneas, como as 
metodologias ativas, modelos de ensino que visam desenvolver o protagonismo juvenil, a autonomia e a 
participação ativa dos estudantes de forma integral. 
 
SEQUÊNCIA DE SITUAÇÕES/ATIVIDADES EDUCATIVAS 
1. Apresentação da Eletiva (Expectativas, Objetivos, relevância Engajamento). 
2. Realização do Contrato de Aprendizagem em que aluno e professor responsabilizam-se pelo processo de 
ensino-aprendizagem. 
3. Aulas expositivas e dialogadas para análise e discursão de textos compartilhados relacionados ao tema em 
pauta, visando aprofundamento de conceitos, peculiaridades (dos componentes curriculares), e finalidades. 
Para tanto serão formados grupos Interativos para investigação e produção textual de aspectos de seu interesse 
dentro do tema em questão. 
• Visitas externas para exploração do tema; 
 
 
• Dinâmicas de sensibilização. 
• Aulas práticas contemplando o protagonismo do educando. 
• Exibição de Memes. 
• Palestras com profissionais sobre o tema em questão. 
•Planejamento e confecção de Memes. 
RECURSOS DIDÁTICOS NECESSÁRIOS 
Sala de aula, laboratório de informática, celulares, Textos impressos; Equipamentos de som e imagem 
(Datashow); 
PROPOSTA PARA A CULMINÂNCIA 
Construção e comunicação de memes através de ambientes colaborativos como (Google Fotos, Padlet, Slides, 
Powerpoint ou qualquer outro) visando valorizar, preservar e divulgar o Museu Arqueológico do Piauí, este 
maravilhoso acervo natural de culturas diversas. 
AVALIAÇÃO 
A avaliação será de forma processual e contínua, através de observações e registros diários, auto avaliação 
verificando-se a qualidade naquilo que foi proposto como objetivos a serem alcançadas, como aprendizagens 
esperadas a partir da temática escolhida sob o olhar e perspectivas dos componentes curriculares envolvidos 
considerando os quatro pilares da educação: Aprender a conhecer Aprender a fazer, Aprender a conviver e 
aprender a ser. 
 
REFERÊNCIAS 
 
BRASIL. Ministério da Educação. Resolução Nº 3, de 21 de novembro de 2018. Atualiza as Diretrizes 
Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília: MEC, 2018. 
 
________, Ministério da Educação. Resolução Nº 4, de 17 de dezembro de 2018 - Base Nacional Comum 
Curricular. Brasília: MEC, 2018. 
 
________, Ministério da Educação. Referenciais Curriculares para Elaboração de itinerários 
Formativos. Brasília: MEC, 2019. 
________, Ministério da Educação. Temas Contemporâneos Transversais na BNCC. Propostas de 
Práticas de implementação. Brasília: MEC, 2019. 
 
 
CISNEIROS, D. (2011) Grafismos de Contorno Aberto no Parque Nacional Serra da Capivara PI. Clio 
Arqueológica, v. 26, p. 6-20. 
 
COLETÂNEA DE MATERIAIS - Frente Currículo e Novo Ensino Médio/CONSED. Recomendações e 
Orientações para Elaboração e Arquitetura Curricular dos Itinerários Formativos. Fev 2020. 
 
 
FUNARI, Pedro Paulo Abreu. Patrimônio histórico e cultural. 2. Ed. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed, 2009. 
https://novaescola.org.br/conteudo/4629/o-que-e-um-meme. Acesso. 12/07/2020 
 
https://www.museudememes@midia.uff.br/acesso. 12/07/2020 
 
MARTIN, G. Pré-História do Nordeste do Brasil. 5ª. ed. Recife: Universitária da UFPE,. v. 1. 434p, 2008. 
https://novaescola.org.br/conteudo/4629/o-que-e-um-meme.%20Acesso.%2012/07/2020
https://www.museudememes@midia.uff.br/acesso.%2012/07/2020
 
 
 
Parque Nacional Serra da Capivara. Disponível em http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/42. Acesso 13 
ago. 2020. 
 
PERIFERIA: Multimodalidade e efeitos de Sentido no Gênero MEME-UFMG/2019. V. 11, n. 2, p. 242-
267, maio/ago. 2019. 
 
_________, Memes de Internet nas Aulas de Língua Portuguesa-Ampliando o Estudo de Gêneros 
Discursivos na Sala de Aula – UFBA. V. 11, n. 2, p. 317-343, maio/ago. 2019 
 
PESSIS, A.M.; CISNEIROS, D. MUTZENBERG, D. MEDEIROS, E. Modelos tridimensionais na análise 
de pinturas rupestres. In: Pessis, A.M.; Martin, G.; Guidon, N. (Orgs.) Os Biomas e as Sociedades Humanas 
na Pré-História da Região do Parque Nacional Serra da Capivara, Brasil. São Raimundo Nonato,A&A, 2014. 
 
PESSIS, A-M, CISNEIROS, D.; MUTZENBERG, D. Identidades Gráficas nos Registros Rupestres do 
Parque Nacional Serra da capivara, Piauí, Brasil. Disponível em:http://fumdham.org.br/wp-
content/uploads/2019/03/fumdham-fumdhamentos-xv-2018-n-2-_706581.pdf. Acesso 13 ago. 2020. 
 
 
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/42.%20Acesso%2013%20ago.%202020
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/42.%20Acesso%2013%20ago.%202020
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Arte: José Pinheiro Júnior 
 
 
 
 
 
TÍTULO 
Meu Pequeno Mundo 
PROPONENTE 
Equipe ProBNCC – GT Eletiva 
 
RESUMO 
 Trabalhar os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) de forma contextualizada com as áreas do 
conhecimento (e seus respectivos componentes) visa a elevar e tornar significativa a aprendizagem dos 
estudantes, pois os permite associar o que é ensinado na sala de aula com a realidade vivida no dia a dia, 
aprendendo sobre temas relevantes para seu desenvolvimento e atuação como cidadãos, sujeitos de direito na 
sociedade. 
Neste sentido, a eletiva Meu Pequeno Mundo, tem o objetivo de trabalhar temas como o meio ambiente, 
saúde e bem-estar, utilizando a prática da área de física óptica, especificamente quanto ao uso de lentes para 
criar e montar equipamentos simples que possibilitem a observação de pequenas estruturas, podendo auxiliar 
os componentes como a Física, a Química e a Biologia. As lentes são exemplos da aplicação dos fenômenos 
da refração, em que são estudadas a formação de imagens e o cálculo dos parâmetros do sistema óptico, como 
o comprimento focal e o aumento. O microscópio óptico, também chamado de microscópio óptico composto, 
é um instrumento utilizado pelas Ciências da Natureza para examinar pequenos objetos, que podem variar de 
alguns milímetros até micrômetros, com aplicação prática na Medicina, Engenharia, Geologia e perícia 
criminal da Polícia, por exemplo. 
 A utilização de microscópios ópticos compostos nas escolas esbarra em algumas dificuldades como: custo 
elevado de compra, manutenção, preparo de amostras e lâminas de vidro. Nem todas as escolas dispõem de 
tais equipamentos, condições de trabalho e local adequado. Diante disso, a aplicação de um microscópio 
caseiro vem suprir essa possível lacuna, cuja construção tem caráter de atividade didática prática e de trabalho 
coletivo, além de, desenvolver no jovem a capacidade de construir o seu próprio instrumento. Assim, a eletiva 
Meu Pequeno Mundo faz jus à sua proposta enquanto unidade curricular de caráter prático, lúdico e 
pedagógico, haja vista que as estratégias metodológicas buscam desenvolver competências e habilidade em 
que os estudantes irão “colocar a mão na massa”, contextualizando o aprendizado escolar com sua realidade 
de vida, reconhecendo nos temas trabalhados a relevância para a sociedade em que ele está inserido, tanto no 
âmbito da escola, da família, da comunidade, município e/ou região. 
 
PROFESSORES RESPONSÁVEIS 
Izael Araujo Lima 
José Roberto Nunes Soares 
 
 
Importante ressaltar que o corpo docente responsável pelo planejamento e desenvolvimento da referida 
Eletiva, compreendam a importância da educação para o reaproveitamento de materiais eletrônicos, além de 
poder usar smartphones para realizar experimentos de baixo custo. Compreender seus códigos, dominar as 
diversas possibilidades de expressão, usufruir junto com os estudantes das várias formas de captar e mostrar 
o mesmo objeto do conhecimento. 
 
 
ÁREAS DO CONHECIMENTO 
Ciências da Natureza e suas Tecnologias. 
 
TEMAS INTEGRADORES 
1. Ciência e Tecnologia; 
 
 
 
2. Educação Ambiental; 
3. Educação para o Consumo; 
4. Saúde; 
5. Ética 
 
OBJETOS DO CONHECIMENTO 
1. Microscópio de baixo custo 
2. Óptica das lentes 
3. Bioética 
4. Estruturas microscópicas 
 
OBJETIVOS 
✔ Discutir acerca dos novos problemas impostos pelo desenvolvimento tecnológico, partindo de um viés 
mais tecnicista para um caminho mais pautado pelo humanismo, superando a dicotomia entre os fatos 
explicáveis pela ciência e os valores estudados pela ética; 
✔ Construir um microscópio caseiro, a partir de materiais que podem ser encontrados dentro de casa, de 
baixo custo, e de aplicações simples; 
✔ Compreender o céu azul e o vermelho do pôr-do-sol; 
✔ Conhecer os diferentes tipos de lentes para compreender elementos ópticos como distância focal e 
aumento; 
✔ Entender o funcionamento de um microscópio convencional, inclusive como ocorre a combinação de 
lentes para obter maior resolução de uma estrutura. 
✔ Analisar amostras de água da comunidade para verificar a sua qualidade; 
✔ Analisar amostras de sangue para observação de sua estrutura celular; 
✔ Conhecer a estrutura microscópica de plantas, folhas e flores, além de estruturas não vivas; 
✔ Visualizar a estrutura de partes do corpo de animais, como pêlos, patas, etc. 
 
EIXOS ESTRUTURANTES 
1. Investigação Científica 
2. Processos Criativos 
3. Mediação e Intervenção Cultural e Ambiental 
 
UNIDADE CURRICULAR 
Oficinas, Laboratórios, Núcleo de estudos, Clube de ciências. 
 
CARGA HORÁRIA 
EIXOS 
ESTRUTURAN
TES 
Investigação Científica: 
10 h 
Processos 
Criativos: 20 h 
Mediação e Intervenção Sociocultural: 
10 h 
Carga horária total: 40 h 
 
PERFIL DOS PARTICIPANTES 
Estudantes, Jovens e Adultos, cursando a 1ª Série ou 2ª Série do Ensino Médio que mostrarem interesse em 
cursar a referida Eletiva. 
Sugere-se que as turmas sejam compostas por um número mínimo de 25 e máximo de 35 estudantes. 
 
 
HABILIDADES DOS ITINERÁRIOS FORMATIVOS A SEREM DESENVOLVIDAS 
ASSOCIADAS ÀS COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnol%C3%B3gico
https://pt.wikipedia.org/wiki/Humanismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ci%C3%AAncia
https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89tica
 
 
 
EIXOS ESTRUTURANTES 
Investigação Científica Processos Criativos 
Mediação e Intervenção 
Sociocultural 
(EMIFCG01) Valorizar e utilizar 
os conhecimentos historicamente 
construídos sobre o mundo físico, 
social, cultural e digital para 
entender e explicar a realidade, 
continuar aprendendo e colaborar 
para a construção de uma 
sociedade justa, democrática e 
inclusiva. 
(EMIFCG02) Exercitar a 
curiosidade intelectual e recorrer à 
abordagem própria das ciências, 
incluindo a investigação, a 
reflexão, a análise crítica, a 
imaginação e a criatividade, para 
investigar causas, elaborar e testar 
hipóteses, formular e resolver 
problemas e criar soluções 
(inclusive tecnológicas) com base 
nos conhecimentos das diferentes 
áreas. 
(EMIFCG03) Valorizar e fruir as 
diversas manifestações artísticas e 
culturais, das locais às mundiais, e 
também participar de práticas 
diversificadas da produção 
artístico-cultural. 
 
(EMIFCG04) Reconhecer e analisar 
diferentes manifestações criativas, 
artísticas e culturais, por meio de 
vivências presenciais e virtuais que 
ampliem a visão de mundo, 
sensibilidade, criticidade e criatividade. 
(EMIFCG05) Compreender, utilizar e 
criar tecnologias digitais de informação 
e comunicação de forma crítica, 
significativa, reflexiva e ética nas 
diversas práticas sociais (incluindo as 
escolares) para se comunicar, acessar e 
disseminar informações, produzir 
conhecimentos, resolver problemas e 
exercer protagonismo e autoria na vida 
pessoal e coletiva. 
(EMIFCG06). Valorizar a diversidade de 
saberes e vivências culturais e apropriar-
se de conhecimentos e experiências que 
lhe possibilitem entender as relações 
próprias do mundo do trabalho e fazer 
escolhas alinhadas ao exercício da 
cidadania e ao seu projeto de vida, com 
liberdade, autonomia, consciência crítica 
e responsabilidade. 
EMIFCG07) Reconhecer e 
analisar questões sociais, 
culturais e ambientais 
diversas, identificando e 
incorporando valores 
importantes para si e para o 
coletivo que assegurem a 
tomada de decisões 
conscientes, consequentes,colaborativas e 
responsáveis. 
(EMIFCG09) Participar 
ativamente da proposição, 
implementação e avaliação 
de solução para problemas 
socioculturais e/ou 
ambientais em nível local, 
regional, nacional e/ou 
global, 
corresponsabilizando-se 
pela realização de ações e 
projetos voltados ao bem 
comum. 
SEQUÊNCIA DE SITUAÇÕES/ATIVIDADES EDUCATIVAS/ METODOLOGIA 
A eletiva será desenvolvida em consonância com as novas vertentes contemporâneas, como as metodologias 
ativas, modelos de ensino que visam desenvolver a autonomia e a participação ativa dos estudantes de forma 
integral. 
1. Apresentação da Eletiva objetivando a relevância desta para o Projeto de Vida; 
2. Oficinas sobre a construção de microscópios de baixo custo, sempre dando ênfase a trabalhos em grupo; 
3. Palestras com convidados da área (técnicos/profissionais que trabalham com construção de lentes); 
4. Aulas expositivas/práticas (laboratório); 
5. Aulas de campo (visita a um laboratório óptico, caso exista um na cidade, e coleta de pequenos animais e 
plantas na comunidade, além de amostras de água); 
6. Autoavaliação ao final de cada aula; 
7. Exposição dos materiais confeccionados pelos estudantes, onde o professor e alunos da eletiva podem 
divulgar seus estudos para a comunidade escolar. 
8. Realização de uma demonstração, que visa explicar o céu azul e o vermelho do pôr-do-sol, utilizando um 
recipiente transparente com água e leite em pó; 
9. Utilização de experimentos de baixo custo para medir o índice de refração da água 
 
 
 
 
 
 
RECURSOS DIDÁTICOS NECESSÁRIOS 
Smartphone; 
Projetor de vídeo (datashow); 
Quadro branco; 
Pincel; 
Leitor de DVD (usado); 
Embalagem plástica com pulverizador de líquidos; 
Fita “durex” transparente; 
Chave de fenda/estrela; 
Tesoura; 
Amostras a serem analisadas. 
 
PROPOSTA PARA A CULMINÂNCIA 
Exposição dos materiais confeccionados pelos estudantes, onde o professor e alunos da eletiva podem 
divulgar seus estudos para a comunidade escolar. Visando informar a comunidade sobre os problemas 
ambientais e de saúde e possíveis soluções. Além de, oportunizar que outras pessoas tenham acesso a 
visualizar o mundo microscópio. 
 
AVALIAÇÃO 
A avaliação será de forma processual e contínua, através de observações e registros diários e auto avaliação, 
verificando-se a qualidade naquilo que foi proposto como objetivo a ser alcançado, como aprendizagens 
esperadas a partir da temática escolhida sob o olhar e perspectivas dos componentes curriculares envolvidos 
considerando os quatro pilares da educação: Aprender a conhecer, Aprender a fazer, Aprender a conviver e 
aprender a ser. 
 
REFERÊNCIAS 
 
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: apresentação dos 
Temas Contemporâneos Transversais, ética/Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 
(1997). 
 
 ____, Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica. Brasília, DF, 
(2013). Disponível em, <http://portal.mec.gov.br/docman/julho-2013-pdf/13677-diretrizes-educacao-basica-
2013-pdf/file/>. 
 
____, Ministério da Educação. Temas Contemporâneos Transversais na BNCC – Contexto histórico e 
pressupostos pedagógicos. MEC, 2019. Brasília, DF, (2019). 
 
____, Ministério da Educação. Resolução Nº 3, de 21 de novembro de 2018. Atualiza as Diretrizes 
Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília: MEC, (2018). 
 
____, Ministério da Educação. Resolução Nº 4, de 17 de dezembro de 2018 - Base Nacional Comum 
Curricular. Brasília: MEC, (2018). 
 
____, Ministério da Educação. Referenciais Curriculares para Elaboração de itinerários Formativos, 
(2019). 
 
 
 
 
COLETÂNEA DE MATERIAIS - Frente Currículo e Novo Ensino Médio/CONSED. Recomendações e 
Orientações para Elaboração e Arquitetura Curricular dos Itinerários Formativos, (Fev 2020). 
 
CONHECIMENTO CIENTÍFICO. Portal r7: Vídeo, Aprenda a transformar seu celular em um 
microscópio caseiro, 2015. Disponível em, <https://conhecimentocientifico.r7.com/aprenda-transformar-
seu-celular-em-um-microscopio-caseiro/> 
Diogo Soga et al. Um microscópio caseiro simplificado. Revista Brasileira de Ensino de Física, vol. 39, 
(2017). Disponível em: 
<https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-11172017000400605> 
 
Orth, A., Wilson, E.R., Thompson, J.G. et al. A dual-mode mobile phone microscope using the onboard 
camera flash and ambient light. Sci Rep 8, 3298 (2018). <https://doi.org/10.1038/s41598-018-21543-2> 
Projeto, Monte seu próprio microscópio de papel – que funciona de verdade. Revista Superinteressante, 
(2016). Disponível em: <https://super.abril.com.br/cultura/monte-seu-proprio-microscopio-de-papel-que-
funciona-de-verdade/> 
 
 
 
https://conhecimentocientifico.r7.com/aprenda-transformar-seu-celular-em-um-microscopio-caseiro/
https://conhecimentocientifico.r7.com/aprenda-transformar-seu-celular-em-um-microscopio-caseiro/
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-11172017000400605
https://doi.org/10.1038/s41598-018-21543-2
https://super.abril.com.br/cultura/monte-seu-proprio-microscopio-de-papel-que-funciona-de-verdade/
https://super.abril.com.br/cultura/monte-seu-proprio-microscopio-de-papel-que-funciona-de-verdade/
 
 
 
 
PROPONENTES COMPONENTES 
CURRICULARES/ÁREA: 
PROFESSORES: 
Equipe Pro BNCC – 
GT Eletiva 
 
 Ciências Humanas e 
Sociais Aplicada 
 
 Ciências da Natureza e 
suas tecnologias 
 IzaelAraujo Lima 
 José Roberto Nunes 
 José Pinheiro Júnior 
 Lucélia Nárjera de Araújo 
 
RESUMO/JUSTIFICATIVA 
A disciplina eletiva “Nas trilhas do Piauí” visa desenvolver no estudante o espírito 
empreendedor e criativo e levá-los a conhecer as potencialidades locais dos municípios e regiões 
piauienses. Pois um empreendedor é um difusor de inovações, desde que tenha perspicácia, 
imaginação, criatividade e que seja uma pessoa bem informada. Nesse sentido, propõe que os 
estudantes por meio de pesquisa e uso dastecnologias de informação e/ou comunicação 
conheçam a história do seu município, a geografia local, as atividades econômicas, cultura e 
valores da comunidade, e desenvolva um projeto empreender voltado para a divulgação do 
turismo local. 
O Piauí tem forte potencial para o turismo, com relevos, paisagens, um Parque Nacional 
que é Patrimônio da Humanidade e o único Delta em mar aberto das Américas, mas ainda pouco 
explorado.È portanto, um Estado com múltiplas possibilidades de turismo: de 
aventura;ecoturismo;turismo corporativo;festivais gastronômicos; religioso, etc. 
Considerando que o turismo é a atividade responsável não apenas pela geração de renda 
e empregos no setor econômico de uma sociedade, ele também está ligado a diversos segmentos 
na esfera social, ecológica e cultural. Segundo Beni (2001), 
O Turismo é um eficiente meio para: 1. Promover a difusão de 
informação sobre uma determinada região ou localidade, seus valores 
naturais, culturais e sociais; 2. Abrir novas perspectivas sociais como 
resultado do desenvolvimento econômico e cultural da região; 3. 
Integrar socialmente, incrementar... a consciência nacional; 4. 
Desenvolver a criatividade em vários campos (Beni, 2001). 
A busca por uma identificação potencialmente turística direcionará os estudantes a 
imergirem na cultura local, conhecer as potencialidades naturais do município e criar meios de 
preservação e valorização dos costumes, hábitos e tradições locais. Pois a “... a cultura de um 
TÍTULO 
Nas trilhas do Piauí: aventure-se! 
 
grupo é na verdade, uma de suas maiores riquezas [...] ela é uma das responsáveis pela diferença 
que cria e identifica um lugar [...] é justamente a ausência de todos os lugares num certo lugar 
que desperta, fascina e atrai” (CASTROGIOVANNI, 2003). 
O turismo cultural é composto de forma isolada ou em conjunto, pelo patrimônio 
material (monumentos, edifícios, casarões, etc.) e imaterial(idioma, folclore, culinária etc.). 
Nesse sentido, para propor e divulgar as potencialidades turísticas de um município ou região é 
preciso conhecer seus atrativos naturais, sua cultura e história. 
Para quem tem um perfil tecnológico, o desenvolvimento de aplicativos que facilitem a 
vida dos turistas é um negócio promissor. Diversas startups surgem para oferecer locação de 
casas, busca pelos melhores restaurantes, organização de passeios, entre outros. 
O propósito dessa eletiva é de aproximar o estudante de sua história e desenvolver 
habilidades por meio de ações empreendedoras e inovadoras capaz de interagir, integrar o 
humano e o tecnológico, o individual, o grupal e o social. 
OBJETOS DO 
CONHECIMENTO 
OBJETIVOS 
CIÊNCIAS HUMANAS: 
História do Piauí: processo de 
ocupação; 
Cultura e religiosidade 
piauiense; 
Patrimônio: arqueológico, 
artístico, histórico, etnológico, 
nacional, natural, imaterial. 
Identidade cultural. 
Geoturismo; 
Noções de empreendedorismo; 
Territórios piauienses; 
Tipos de turismo: Religioso, 
lazer, ecológico, histórico. 
 
 Compreender o processo de ocupação do Piauí, a 
origem das cidades e a relação com a economia local; 
 Reconhecer os elementos próprios da identidade 
cultural do município, cultura material e imaterial: 
aspectos linguísticos, religioso, culinária, lendas e 
etc.; 
 Compreender o que é Patrimônio Histórico, como se 
constitui, e sua relação com a cultura e memória local. 
 Identificar as características de cada município com 
potencialidades econômicas para o turismo. 
 Desenvolver habilidades de empreendedorismo 
direcionadas às características particulares de cada 
cidade ou região do Piauí. 
 Conhecer a história e dinâmica econômica: comércio, 
agricultura, turismo (lazer, religioso, histórico, 
ecoturismo). 
CIÊNCIAS DA NATUREZA 
 Entender como ocorrem as relações entre os seres 
vivos numa determinada microrregião do Estado; 
 
Ecologia e ecossistemas 
piauienses; 
Conscientização ambiental. 
 Identificar os ecossistemas existentes nas cidades 
onde reside o aluno, analisando os fatores abióticos 
que influenciam o ambiente (clima, solo, chuva, 
luminosidade, pressão e vento); 
 Reconhecer como a interferência humana nos 
ambientes podem influenciar na degradação 
ambiental; 
 Elaborar material de conscientização ambiental para 
os turistas e a população do município, como o tempo 
que cada material leva para se decompor e os impactos 
ambientais, assim como os riscos de queimadas. 
TEMAS 
INTEGRADORES 
EIXOS 
ESTRUTURANTES 
HABILIDADES DOS ITINERÁRIOS 
FORMATIVOS A SEREM 
DESENVOLVIDAS ASSOCIADAS ÀS 
COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC 
 Ciência e tecnologia 
 
 Educação Ambiental 
 
 Diversidade Cultural 
 
 Educação para 
valorização do 
multiculturalismo nas 
matrizes históricas e 
culturais brasileira. 
 
 
 
 
 
 
 
1. INVESTIGAÇÃO 
CIENTÍFICA 
 
 
(EMIFCG01) Valorizar e utilizar os 
conhecimentos historicamente 
construídos sobre o mundo físico, 
social, cultural e digital para entender e 
explicar a realidade, continuar 
aprendendo e colaborar para a 
construção de uma sociedade justa, 
democrática e inclusiva. 
(EMIFCG02) Exercitar a curiosidade 
intelectual e recorrer à abordagem 
própria das ciências, incluindo a 
investigação, a reflexão, a análise 
crítica, a imaginação e a criatividade, 
para investigar causas, elaborar e testar 
hipóteses, formular e resolver 
problemas e criar soluções (inclusive 
tecnológicas) com base nos 
conhecimentos das diferentes áreas. 
(EMIFCG03) Valorizar e fruir as 
diversas manifestações artísticas e 
culturais, das locais às mundiais, e 
também participar de práticas 
diversificadas da produção artístico-
cultural. 
 
 
 
 
 
 
2. PROCESSOS 
CRIATIVOS 
 
(EMIFCG04) Reconhecer e analisar 
diferentes manifestações criativas, 
artísticas e culturais, por meio de 
vivências presenciais e virtuais que 
ampliem a visão de mundo, 
sensibilidade, criticidade e 
criatividade. 
(EMIFCG05) Compreender, utilizar e 
criar tecnologias digitais de informação 
e comunicação de forma crítica, 
significativa, reflexiva e ética nas 
diversas práticas sociais (incluindo as 
escolares) para se comunicar, acessar e 
disseminar informações, produzir 
conhecimentos, resolver problemas e 
exercer protagonismo e autoria na vida 
pessoal e coletiva. 
(EMIFCG06). Valorizar a diversidade 
de saberes e vivências culturais e 
apropriar-se de conhecimentos e 
experiências que lhe possibilitem 
entender as relações próprias do mundo 
do trabalho e fazer escolhas alinhadas 
ao exercício da cidadania e ao seu 
projeto de vida, com liberdade, 
autonomia, consciência crítica e 
responsabilidade. 
 
 
 
 
 
3. MEDIAÇÃO E 
INTERVENÇÃO 
SOCIOCULTURAL 
 
(EMIFCG07) Reconhecer e analisar 
questões sociais, culturais e ambientais 
diversas, identificando e incorporando 
valores importantes para si e para o 
coletivo que assegurem a tomada de 
decisões conscientes, consequentes, 
colaborativas e responsáveis. 
(EMIFCG09) Participar ativamente da 
proposição, implementação e avaliação 
de solução para problemas 
socioculturais e/ou ambientais em nível 
local, regional, nacional e/ou global, 
corresponsabilizando-se pela 
 
realização de ações e projetos voltados 
ao bem comum. 
 
 
 
4. 
EMPREENDEDORISMO 
 
 
(EMIFCG10) Agir pessoal e 
coletivamente com autonomia, 
responsabilidade, flexibilidade, 
resiliência e determinação, tomando 
decisões com base em princípios éticos, 
democráticos, inclusivos, sustentáveis 
e solidários. 
(EMIFCG11) Utilizar estratégias de 
planejamento, organização e 
empreendedorismo para estabelecer e 
adaptar metas, identificar caminhos, 
mobilizar apoios e recursos, para 
realizar projetos pessoais e produtivos 
com foco, persistência e efetividade. 
UNIDADE CURRICULAR: 
Oficinas, núcleo de estudos, núcleos de criação artística, aulas de campo. 
SEQUÊNCIA DE SITUAÇÕES/ATIVIDADES 
EDUCATIVAS/ METODOLOGIA 
C H RECURSOS 
 
As eletivas serão desenvolvidas em consonância 
com as novas vertentes contemporâneas, como as 
metodologias ativas, modelos de ensino que visam 
desenvolver a autonomia e a participação ativa dos 
estudantes de forma integral. Pode ser estruturada em 
três etapas: 
1. Pesquisa teórica 
a. Aulas expositivas e dialogadas para análise e 
discursão de textos relacionados a temática e 
aprofundamento de conceitos. 
b. Formação de grupos para direcionamento dos 
trabalhos de pesquisa; 
c. Pesquisa de campo com levantamento de 
dados; 
2. Oficinas práticas 
 
40H 
 
1.Materiais de mídia: celular, 
computador, internet, projetor de 
imagem, som, impressora, 
Datashow. 
2. Materiais de papelaria: 
cartolina, papel couche, tnt, 
tesoura, pincéis, canetas, papel 
A4, fita adesiva, cola, etc. 
 
a. Desenvolvimento do projeto de divulgação 
dos atrativos turísticos locais (trabalho que 
pode ser realizado em equipe); 
b. Planejamento e organização de materiais para 
exposição: folders, vídeos, aplicativo, blog, 
etc. 
c. Turismo escolar para os pontos com potencial 
turístico local ou regional. 
3. Culminância 
a. Exposição de folders, vídeos ou de um 
aplicativo voltado a divulgação do turismo. 
PROPOSTA PARA CULMINÂNCIA 
 
Organização de exposição sobre os atrativos turísticos locais com uso de folders, vídeos, 
exposição fotográfica e criação de um aplicativo ou blog. 
PERFIL DOS PARTICIPANTES 
 
Estudantes das três séries do Ensino Médio que se interessem pela temática de 
empreendedorismo ou turismo, ou que queira aprofundar o Itinerário da área de Ciências 
Humanas: Revolução 4.0: Conecte-se. 
A turma deve ser composta de no mínimo 25 e máximo 35 estudantes. 
AVALIAÇÃO: 
 
A avaliação será procedimental e qualitativa, ocorrerá em todas as etapas da eletiva com 
acompanhamento da presença, participação, execução das atividadespráticas e teóricas 
propostas conforme a temática. considerando os quatro pilares da educação: Aprender a 
conhecer, prender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser. 
E ao final aplicação de questionário autoavaliativo aos estudantes, para aferir, 
qualitativamente, o seu envolvimento nas atividades executadas na eletiva e a efetiva 
contribuição desta no seu projeto de vida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
BARRETTO, Margarita. Turismo e Legado Cultural: as possibilidades do planejamento. 
Campinas: Papirus, 2000. 
BENI, Mario C. Análise Estrutural do Turismo. São Paulo: Editora SENAC, 2001. 
BRASIL. Ministério da Educação. Resolução Nº 3, de 21 de novembro de 2018. Atualiza as 
Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília: MEC, 2018. 
________. Ministério da Educação. Resolução Nº 4, de 17 de dezembro de 2018 - Base 
Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. 
________. Ministério da Educação. Referenciais Curriculares para Elaboração de 
itinerários Formativos. 2019 
CARVALHO, Afonso Ligório Pires de. Terra do gado: a conquista da capitania do Piaui ́na 
pata do boi.Brasilia: Thesaurus Editora, 2007. 
CASTROGIOVANNI, Antonio (org). Turismo Urbano. São Paulo: Contexto, 2000. 
CASTELO BRANCO, Homero. História do Piauí: passageiros do passado. Nova Aliança, 
2017. 
COLETÂNEA DE MATERIAIS - Frente Currículo e Novo Ensino Médio/CONSED. 
Recomendações e Orientações para Elaboração e Arquitetura Curricular dos Itinerários 
Formativos. Disponível em: http://www.consed.org.br/download/. Acesso 15 ago. 2020. 
CHUVA, M. Por uma história da noção de patrimônio cultural no Brasil. Revista do 
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, n. 34, 2012, p. 147-165. 
FUNARI, Pedro & PINSKY, Jaime (orgs). Turismo e patrimônio cultural. São Paulo: 
Contexto, 2001. 
FUNARI, Pedro Paulo Abreu. Patrimônio histórico e cultural. 2. Ed. Rio de Janeiro, Jorge 
Zahar Ed, 2009. 
PELLEGRINI, Américo F. Ecologia, cultura e turismo. Campinas, São Paulo: Papirus, 1993. 
PIRES, Mario Jorge. Lazer e Turismo Cultural. Barueri. Manole, 2001. 
SANTANA, R.N. Monteiro de (org.) Apontamentos para a História Cultural do Piauí. 
Teresina (PI): FUNDAPI, 2003. 
SANTOS, A. C. M. Memória cidadã: história e patrimônio cultural. In: A invenção do Brasil: 
ensaios de história e cultura. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2007, p. 117-135. 
VELOSO, M. O fetiche do patrimônio. Habitus, v. 4, n.1, 2006, p. 437-454. 
 
 
http://www.consed.org.br/download/
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	Dê um like pra Saúde
	Arte: José Pinheiro Júnior
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	Fonte: Mapa cedido pelo GT “Os indígenas na História” da ANPUH-PI.
	Arte: José Pinheiro Júnior
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