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sae-xx-2024-af-06-v2-ldida-pf-por-pg24lp262sdp0 (1) (1)

Livro do professor de Língua Portuguesa — 6.º ano (Livro 2). Contém dados editoriais e ISBN e descreve as seções e ícones do livro do aluno (Conexão, Atividades, Para saber mais, Interação, Ter atitude, Colocando em prática, Em tempo) e indicação de objetos digitais/QR.

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Prévia do material em texto

LIVRO DO PROFESSOR
LÍNGUA PORTUGUESA
6.° ANO - LIVRO 2
ENSINO FUNDAMENTAL
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Catalogação na Publicação (CIP)
Ensino Fundamental : Língua Portuguesa : 6.o ano: livro 2 : professor – 1. ed. – 
Curitiba, PR : SAE Digital S/A, 2024.
72 p.
ISBN: 978-85-535-1668-1
1. Ensino Fundamental. 2. Língua Portuguesa. 3. Educação. 
I. Título.
 CDD: 469
  CDU: 373.5:371.1
Gerência Executiva Rita Egashira Vanzela
Coordenação Editorial Tatiana Maria Couto Carvalho
Edição Andressa Maira Pinto Parra, Caroline Zem Ercole, Climene de Moraes Favero, Fernanda Ramos Crevelin, Jéssica 
Gonçalves de Lima, Victor Truccolo
Coordenação de Cotejo e Revisão Fabiana Teixeira Lima
Cotejo e Revisão Anna Karolina de Souza, Brunno Freire, Camille Chiquetti, Gabriele Varão, Henrique Luiz Fendrich, Igor Spisila, 
Juliana Basichetti Martins, Kelly Cristina Miranda, Ludmilla Borinelli, Marcela Batista Martinhão, Marilene 
Wojslaw Pereira Dias, Priscila Sousa, Rafaella Ravedutti, Thainara Gabardo
Gerência de Design Tassiane Aparecida Sauerbier
Arte da Capa Cinthia Satoko Fujii de Siqueira, Deny Mayer Machado, Scarllet Gabardo Anderson, Wagner de Oliveira Ramari
Especialista em Ilustrações Wagner de Oliveira Ramari
Ilustrações Cinthia Satoko Fujii de Siqueira, Deny Mayer Machado, Scarllet Gabardo Anderson
Projeto Gráfico Evandro Pissaia, Fernanda Angeli Andreazzi, Gustavo Ribeiro Vieira
Iconografia Ana Paula de Jesus Gonçalves Cruz
Coordenação de Produção Visual Marina Prado Pereira de Mello
Diagramação André Lima, Bruna Aparecida de Andrade, Bruno Gogolla, Diego Vinicius Kloss, Fernanda Wolf, Flávia Sousa 
Gonçalves, Gustavo Ribeiro Vieira, Jéssica Suelen de Morais, Luana Santos, Luciana Nesello Künzel, Luisa Piechnik 
Souza, Maisa Leepkaln, Nadiny da Silva, Ralph Glauber Barbosa, Raphaela Candido, Silvia Santos, Tarliny Silva, 
Thiago Figueiredo Venâncio, Vanessa Trevisan Marcon
Supervisão de Processos e Qualidade Raul Jungles
Processos e Qualidade Bianca Borba, Camila Radulski, Sara Scepanik, Sheila Roman
Colaboração externa Carlos Eduardo da Silva (Preparação de Texto), Edição e Revisão Texto Finito (Análise de Linguagem), 
Estevam Cezar Maia Goulart (Diagramação), Melanie Beretta Blitzkow (Análise de Linguagem), Muse Design 
(Diagramação), Solange Camillo Cohen da Silva (Análise de Linguagem) 
Autoria Daniela Buscaretti de Souza Tantarin, Tainá Siqueira Thies, Vera Ferronato
Todos os direitos reservados.
SAE DIGITAL S/A. 
R. João Domachoski, 5. CEP: 81200-150 
Mossunguê – Curitiba – PR 
0800 725 9797 | Site: sae.digital 
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Língua Portuguesa
Acesse aqui a proposta 
pedagógica da disciplina.
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Conheça as seções, os boxes e os ícones 
que fazem parte do livro do aluno.
CONEXÃO
 
Este é um espaço que apresenta texto 
e atividades que fazem a articulação 
entre diversos conteúdos.
ATIVIDADES
 
Geralmente, esta seção está no final 
de cada capítulo. Seu objetivo é levá -
-lo a rever os conteúdos estudados. 
PARA SABER MAIS
 Indica o momento de aprofundar ou 
ampliar algum aspecto do conteúdo que 
você está estudando no capítulo.
INTERAÇÃO
 Quando aparecer esta seção, será proposto 
um trabalho em grupo, como debate, 
pesquisa e elaboração de painel.
TER ATITUDE
 
Esta seção apresenta uma proposta 
para um trabalho prático.
PARA IR ALÉM
 Aqui são apresentadas dicas de 
leitura, músicas ou vídeos para 
aprofundar o seu conhecimento.
COLOCANDO EM PRÁTICA
 
É um espaço que apresenta exercícios resolvidos 
para você compreender a sua sistematização.
DESENVOLVER E APLICAR
 Esta seção propõe atividades investigativas e 
motivadoras para você resolver individualmente. 
DE OLHO NA PROVA
 
É uma seção exclusiva para o 9.º ano e 
apresenta questões de provas para auxiliar 
você a ingressar no Ensino Médio.
EM TEMPO
É o momento de recordar uma ideia ou uma 
fórmula já estudada. Pode apresentar, também, 
uma explicação ou significado de um termo 
ou de um conteúdo apresentado no texto.
LÍNGUA PORTUGUESA E TECNOLOGIAA
 
É um espaço que apresenta relações entre o conteúdo que 
você está estudando e as tecnologias referentes a ele. 
Esta seção aparece quando há neces-
sidade de explicar os procedimentos 
para realização de uma atividade.
COMO FAZE
R
Indica o desenvolvimento 
da educação para o 
consumo consciente.
Este ícone indica que há um Objeto Digital 
na página. Utilize um aplicativo de leitura 
de QR Code ou aponte a câmera do celular 
para acessar o conteúdo interativo.
Quando aparecer este ícone, será 
a hora de exercitar a oralidade 
com os colegas de turma.
Este ícone indica que é o momento para 
ouvir os áudios de língua estrangeira.
LÍNGUA PORTUGUESAIV LÍNGUA PORTUGUESA
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LÍNGUA PORTUGUESA VLÍNGUA PORTUGUESA
Anotações
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LÍNGUA PORTUGUESAVI LÍNGUA PORTUGUESA
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Língua 
Portuguesa
Unidade 3 | Que som é esse?
Capítulo 1 | Som e letra ................................................................................................. 8
Capítulo 2 | Palavras que imitam sons ............................................................... 21
Unidade 4 | A força das palavras
Capítulo 1 | Palavras que sintetizam ................................................................... 35
Capítulo 2 | Palavras que rimam ............................................................................. 48
Capítulo 3 | Palavras que ensinam ....................................................................... 61
SAE_XX_2024_AF_06_V2_LDIDA_PF_POR_PG24LP262SDP0.indb 7SAE_XX_2024_AF_06_V2_LDIDA_PF_POR_PG24LP262SDP0.indb 7 15/08/2023 16:27:4615/08/2023 16:27:46
8 LÍNGUA PORTUGUESA
rodas de leitura, tecendo, quando possível, comentários de ordem estética e afetiva, 
justificando suas apreciações e escrevendo comentários e resenhas para jornais, blogs 
e redes sociais, bem como utilizando formas de expressão da cultura jovem: vlogs e 
podcasts culturais (literatura, cinema, teatro, música). 
Estimule os alunos a investigarem as ilustrações da imagem de abertura, instigan-
do-os a localizar como se processa o som, tanto dos instrumentos musicais quanto da 
voz humana. Que recursos são usados para o som ser mais audível? 
Comente com os alunos a importância da notação musical para o registro das 
melodias ou das canções, bem como da grafia das letras para os idiomas.
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1. Som e letra
Você já ouviu o som de guitarra e bateria? Como é o som desses instrumentos? Que outros instru-
mentos você já tocou ou gostaria de aprender a tocar?
O que aparece nessas imagens? Que recursos são usados para o som ser audível?
3
• Gênero (campos: artístico-
-literário, jornalístico-midiático, 
práticas de estudo e pesquisa)
• Letra de música ou canção
• Estudo linguístico
• Alfabeto
• Fonema e letra• Produção de texto
• Letra de música
• Podcast
Que som é esse?
Escola Digital
Objetivos do capítulo 
 • Conhecer aspectos da língua 
e suas possibilidades.
 • Explorar os significados 
das palavras em contextos 
variados.
 • Relembrar a variedade 
de letras do alfabeto, 
apresentando sua história e 
sua importância.
 • Investigar as relações entre 
fonema e letra e a maneira 
como se relacionam nas 
palavras.
 • Compreender a função, o 
contexto de produção e a 
importância do gênero letra de 
música.
 • Relacionar as linguagens 
verbal e musical na 
interpretação do gênero letra 
de música.
 • Perceber a importância 
dos sons para a comunicação 
humana.
 • Exercitar a criatividade na 
criação de novos vocábulos.
 • Produzir uma letra de 
música.
 • Apreciar e expressar 
opiniões sobre estilos musicais.
 • Produzir um podcast.
Realidade aumentada
 • Notação musical
 • Sons ou fonemas
Encaminhamento 
metodológico 
Neste capítulo, serão ana-
lisados o gênero canção ou letra 
de música e as relações entre le-
tras e fonemas. Os alunos serão 
sensibilizados para que perce-
bam a importância do som na 
comunicação. Como produção 
de texto, eles elaborarão uma 
letra de música e um roteiro de 
podcast.
O desenvolvimento deste 
trabalho contempla a habilida-
de EF69LP46 da Base Nacional 
Comum Curricular (BNCC), ao 
possibilitar práticas de compar-
tilhamento de manifestações 
artísticas, como apreciação de 
letras de música e canções em 
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 • www.letras.mus.br/
renato-teixeira/298328/ 
 • www.letras.mus.br/
almir-sater/44085/
Também seria oportuno 
ampliar o conhecimento dos 
alunos falando sobre a entre-
vista da cantora Elis Regina ao 
Diário de São Paulo, publicada 
em 20 de maio de 1979, quando 
disse: “Deus me deu um instru-
mento perfeito, que é a voz”. 
 • http://cadernodecinema.
com.br/blog/meu-
instrumento-e-a-minha-voz/
Dica para ampliar 
o trabalho
Para pensar o gênero letra 
de música, faz-se necessária a 
conjugação das competências 
verbal e musical, resultando na 
competência literomusical, que 
é a capacidade de significar as 
duas linguagens anteriores. A 
esse respeito, leia o trecho a 
seguir.
“É comum quando aborda-
mos o gênero canção expormos 
a letra da música e entrarmos 
em um debate sem fim sobre 
poesia ou texto, popular ou 
erudito, rimas, estrofes, coerên-
cia, música e tantos outros, no 
entanto, o que gostaríamos de 
esclarecer é que a necessidade 
de compreendermos a música é 
tão importante quanto com-
preendermos a letra (texto).
É necessário que o indiví-
duo ouvinte exercite sua per-
cepção auditiva e sensibilidade 
ainda que não tenha sido mu-
sicalizado em sua infância, para 
que possa perceber os efeitos 
acústicos e sonoros produzidos 
pela canção. Este exercício per-
mitirá que ele perceba as duas 
materialidades (texto e música) 
e as compreenda.”
MANZONI, Ahiranie Sales 
dos Santos. Gênero canção: 
possibilidades de interpretação. 
V Epeal: Encontro de Pesquisa 
em Educação em Alagoas, 2010, 
Maceió. Anais[...] Maceió: Ufal, 
2010.
Encaminhamento metodológico 
Explore com os alunos a música sertaneja, fazendo perguntas como: Vocês conhe-
cem canções sertanejas? Que compositores ou cantores já ouviram? Onde essa música 
é produzida? O que é “sertanejo universitário”? Diga-lhes que os cantores apresentados 
no livro – Renato Teixeira, Rolando Boldrin e Almir Sater – são representantes do que 
se costuma chamar de antiga moda de viola, música caipira ou sertaneja, composta e 
executada nas zonas rurais e no campo. Esse tipo de música, em sua origem, fazia uso 
da viola caipira, instrumento típico do Brasil. Você poderá encontrar mais informações 
sobre a história da música sertaneja em: 
 • http://dicionariompb.com.br/musica-sertaneja/dados-artisticosn
Se achar pertinente, acesse com os alunos, no link a seguir, as letras integrais das 
músicas, bem como o áudio das canções apresentadas no livro: 
 • www.letras.mus.br/rolando-boldrin/483665/
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Som de cada um 
Há, na imagem de abertura, meninos e meninas emitindo sons. Alguns desses sons aludem à voz 
de uma menina, que está cantando acompanhada por uma banda composta de instrumentos acústicos 
e eletrônicos. Elis Regina foi uma grande cantora da música popular brasileira. A cantora disse uma vez 
em uma entrevista: “Deus me deu um instrumento perfeito, que é a voz”. Logo, a voz também pode 
ser considerada um instrumento musical. Muitos de nossos cantores são intérpretes e compositores e 
entoam suas vozes em canções. 
Leia os trechos das canções a seguir e observe o que há de comum entre elas.
Seresta
Meu violão em seresta à luz de um luar
A natureza em festa, tudo parece cantar
Só eu tristonho na rua, sozinho, sem ninguém
Vivo cantando pra Lua a canção que é só tua, meu querido bem
Vivo cantando pra Lua a canção que é só tua, meu querido bem
Rolando Boldrin
Um violeiro toca
Tudo é sertão, tudo é paixão, se o violeiro toca
A viola, o violeiro e o amor se tocam... 
Almir Sater
Amanheceu, peguei a viola
Sou cantador e tudo nesse mundo
Vale pra que eu cante e possa praticar
A minha arte sapateia as cordas
E esse povo gosta de me ouvir cantar
Amanheceu, peguei a viola
Botei na sacola e fui viajar
Renato Teixeira
As canções têm em comum o fato de serem canções sertanejas, um gênero da música popular 
brasileira, produzido por compositores urbanos e rurais, em que predomina o som da viola. O gênero 
sertanejo é, atualmente, o estilo musical mais popular do Brasil.
GÊNERO TEXTUAL
Letra de música (ou canção) é um gênero textual de curta extensão que, embora seja escrito em forma de poema, 
só tem sua função estabelecida quando está junto ao seu respectivo aparato musical. Tal como o gênero poema, pode 
apresentar rimas e ritmo em seus versos, além de outros recursos, como as figuras de linguagem. 
Também denominada canção, a letra de música é um gênero híbrido, pois se comunica por meio de duas lingua-
gens: a verbal e a musical. Seu principal meio de execução é a voz, com ou sem acompanhamento instrumental. 
Exige, portanto, a presença de uma melodia e de um texto. Esse tipo de texto pode se originar tanto de um poema 
já existente quanto de um texto criado pelo músico.
É um gênero importantíssimo, pois está presente no cotidiano da maioria dos indivíduos, por isso influi não apenas 
no contexto privado, mas também no âmbito coletivo. Muitas músicas remetem a períodos históricos de um país e 
a momentos marcantes na vida das pessoas.
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Resposta
1. Ele canta para a Lua.
2. Pode assumir o sentido 
de tocar ou executar uma 
melodia em um instrumento 
musical e de sensibilizar, pegar 
ou encostar. O violeiro toca 
um instrumento e, ao mesmo 
tempo, a viola, o violeiro e o 
amor se tocam, “se aproximam”, 
“acarinham-se”.
3. Ele canta sobre qualquer 
assunto: “tudo nesse mundo”.
4. Na primeira, o cantor toca 
violão. Na segunda e terceira, os 
cantores usam a viola. 
5. São instrumentos de corda.
Encaminhamento 
metodológico
Na seção Conexão, é citado 
um levantamento realizado pela 
Folha de S.Paulo dos gêneros 
mais escutados no Brasil. 
 • https://arte.folha.uol.com.
br/ilustrada/2017/musica-
muito-popular-brasileira/
entenda/
Mostre a pesquisa aos 
alunos, para que tenham uma 
visão geral dos diferentes gê-
neros musicais mais tocados no 
país.Em seguida, discuta com 
eles quais são os artistas mais 
ouvidos no momento e peça a 
eles que selecionem as letras 
mais polêmicas.
No dia da apresentação, 
organize uma roda com todos 
os alunos e estimule a partici-
pação deles para que opinem 
quanto a seus gostos musicais. 
Solicite que sejam respeitosos 
quanto aos diferentes gostos e 
que justifiquem a própria opi-
nião a respeito, dizendo por que 
gostam de determinado gênero 
ou não.
O trabalho desenvolvi-
do pelos alunos na roda de 
apreciação vai ao encontro da 
habilidade de leitura EF69LP46, 
ao promover a participação 
em práticas de compartilha-
mento de leitura/recepção de 
apresentações musicais, te-
cendo comentários de ordem 
estética e afetiva e justificando 
apreciações.
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1. Na primeira canção, para quem o violeiro canta?
2. Na segunda canção, há um trocadilho com a palavra “tocar”. Que sentidos essa palavra pode ter?
3. Na terceira canção, o que inspira o cantador ou que temas ele gosta de cantar?
4. Que instrumentos os cantadores usam nas canções?
5. O que há em comum entre esses instrumentos?
TEXTO E CONTEXTOC
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Observe as imagens a seguir.
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Essas imagens representam alguns dos estilos musicais mais escutados no momento. De 
acordo com levantamento realizado em 2017 pelo jornal Folha de S.Paulo, entre os estilos mais 
ouvidos no último ano pelos brasileiros estão o funk, o sertanejo e o gospel.
A música sempre foi um veículo para expressar emoções e criticar falhas da sociedade. Podemos 
identificar essas duas funções nos gêneros citados acima. O funk se destaca muitas vezes com 
CONEXÃO
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11LÍNGUA PORTUGUESA
confortável gravando o clipe de 
áudio.
O objetivo da atividade, 
além de colocar os alunos em 
contato com a escrita do gênero 
letra de música, é fazer com que 
eles analisem a estrutura de 
músicas e que participem de 
práticas de compartilhamento 
de expressão artística.
Caso os alunos tenham 
conhecimento, poderão utilizar 
softwares de edição de áudio 
para criar melodias e gravar suas 
composições.
O desenvolvimento da 
seção Interação aborda a habi-
lidade EF69LP54, ao analisar e 
produzir os efeitos de sentido 
decorrentes da interação entre 
os elementos linguísticos e 
os recursos paralinguísticos e 
cinésicos, como as variações no 
ritmo, as modulações no tom 
de voz, as pausas e as mani-
pulações do estrato sonoro da 
linguagem obtidos por meio 
da estrofação, das rimas e de 
figuras de linguagem como 
as aliterações, as assonâncias, 
dentre outras.
Orientação para RA
Acesse a Realidade aumentada Notação musical e explique aos alunos que a nota-
ção musical moderna (com pentagrama, claves de Sol, Fá e Ré) e a escrita alfabética são 
sistemas notacionais. Nesses sistemas, tem-se um conjunto de “caracteres” ou símbolos 
(notas musicais e letras) e cada conjunto tem “regras” que definem rigidamente como 
os símbolos funcionam. Da mesma forma, a escrita do português é regida por uma con-
venção, um acordo ortográfico oficial, que define a escrita correta das palavras.
Após assistirem à animação, procure saber se algum dos alunos toca algum instru-
mento e se poderia tocar algo para a turma. 
Encaminhamento metodológico
Na seção Interação, o importante é que os alunos se disponham a escrever a 
letra e a gravar as músicas. Garanta que todos trabalhem em duplas ou trios para 
que possam cantar em coro ou ter maior liberdade de escolher quem se sentirá mais 
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 letras que reivindicam o espaço de determinadas camadas na sociedade, já o 
sertanejo e o gospel trabalham com a emoção e com a adoração, respectivamente.
Pensando na música como expressão de ideias e sentimentos, em duplas, se-
lecionem uma música nacional muito ouvida por vocês no momento e interpretem 
a letra e as referências contidas nela.
Em seguida, façam uma roda de apreciação. Em sala, cada dupla deverá apresentar a música 
que escolheu e discorrer sobre os possíveis sentidos que a letra da música pode conter. Por 
fim, todos devem participar dizendo o que acham da música, se gostam ou não gostam dela. 
Ponto importante: você deve justificar seu posicionamento valendo-se de argumentos.
Objeto Digital
Agora é hora de praticar novas habilidades! Que tal escrever uma letra de música? 
Em duplas, selecionem uma melodia que conheçam e criem uma letra para ela. Para facilitar 
esse trabalho, sigam as dicas abaixo.
 • Selecionem um gênero musical.
 • Escutem algumas músicas e definam uma melodia para que possam se basear nela.
 • Leiam algumas letras do gênero musical escolhido analisando a estrutura utilizada pelo 
compositor. Qual a extensão da música? Como era o refrão e quantas vezes se repetia? 
Como o compositor estruturou as rimas?
 • Em seguida, produzam a letra de música, lembrando-se de usar rimas, estrofes e refrão.
 • Por fim, gravem um clipe de áudio com a música produzida por vocês.
INTERAÇÃO
Pergunte aos colegas de sala se som e letra são a mesma coisa. Qual é a relação entre eles?
Se você teve dificuldade em responder, precisa estudar fonologia, que é a parte da gramática que 
se dedica ao estudo dos sons da língua. 
Sons e letras são coisas diferentes. Ouvimos os sons e vemos as letras. As letras existem para 
representar os sons ou fonemas. Quando somos alfabetizados, aprendemos a relacioná-los às letras. 
Passamos da linguagem oral para a linguagem escrita.
Alfabeto 
O alfabeto da língua portuguesa é composto de 26 letras. Relembre a seguir.
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z 
Com essas letras, representamos todos os fonemas da língua portuguesa, palavras estrangeiras, 
nomes próprios e algumas abreviaturas.
Lembre-se: o fonema é o som da voz ou a menor unidade sonora estudada pela fonologia. Um 
fonema é o que estabelece diferença de significado entre uma palavra e outra. Por exemplo: mala/bala. 
As palavras se diferenciam pelo uso do fonema /m/ e /b/.
Algumas letras representam apenas um fonema. É o caso das letras B, D e F, por exemplo. Porém, 
algumas vezes a relação entre os fonemas e as letras é um pouco mais complicada. É por isso que, em 
algumas situações, erramos a grafia de certas palavras. Veremos a seguir alguns desses casos.
ESTUDO LINGUÍSTICO
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12 LÍNGUA PORTUGUESA
Dica para ampliar 
o trabalho
A respeito da questão 
abordada no ícone Oralidade, 
leia o texto a seguir, de Evanildo 
Bechara.
“Fonemas – Chamam-se 
fonemas os sons elementares e 
distintivos que o homem pro-
duz quando, pela voz, exprime 
seus pensamentos e emoções.
Fonemas não são letras – 
Desde logo uma distinção se 
impõe: não se há de confundir 
fonema com letra. Fonema é 
uma realidade acústica, realida-
de que nosso ouvido registra, 
enquanto que a letra é o sinal 
empregado para representar 
na escrita o sistema sonoro de 
uma língua. Não há identidade 
perfeita, muitas vezes, entre os 
fonemas e a maneira de repre-
sentá-los na escrita, o que nos 
leva facilmente a perceber a im-
possibilidade de uma ortografia 
ideal. Temos [...] sete vogais 
orais tônicas, mas apenas cinco 
símbolos gráficos (letras): a, e, i, 
o, u. [...]. Há letras que se escre-
vem por várias razões, mas que 
não se pronunciam, e portanto 
não representam a vestimenta 
gráfica do fonema; é o caso 
do ‘h’ em homem ou ‘oh!’. Por 
outro lado, há fonemas que 
se ouvem e que não se acham 
registrados na escrita; assim, no 
final de ‘cantavam’, ouvimos um 
ditongo em -am cuja semivogal 
não vem assinalada /amávãw/. 
A escrita, graças ao seu con-
vencionalismo tradicional, nemsempre espelha a evolução 
fonética.” 
BECHARA, Evanildo. Moderna 
gramática portuguesa. 37. ed. 
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 
2009.
12 LÍNGUA PORTUGUESA
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01
Palavra
A unidade básica da comunicação é a palavra. Ela pode ser dividida em unidades menores, que são 
as sílabas, compostas de uma ou mais letras. Para relembrar: sílaba é um fonema ou grupo de fonemas 
que são pronunciados por uma única emissão de voz.
Letras que representam um fonema 
Quando falamos “Ai!”, emitimos dois sons diferentes. Podemos representá-los por duas letras, A e I. 
Nesse caso, cada letra representa um som ou fonema.
Letras que representam mais de um fonema 
Observe as palavras saca e casa. Se pensarmos na letra S, veremos que ela representa dois sons 
diferentes. Esse exemplo mostra que existem letras com mais de um fonema.
Fonemas representados por mais de uma letra
Existem também casos de sons representados por mais de uma letra. Nas palavras poço e osso, 
tanto o Ç quanto os SS representam exatamente o mesmo som.
Letras que não representam nenhum fonema 
Há casos ainda mais curiosos. Existem letras que não representam nenhum som nas palavras, 
como é o caso da letra H.
Letras que representam vários fonemas 
O X pode ser encontrado representando vários fonemas diferentes. Compare as palavras no 
quadro a seguir.
Xícara
Xote
Exato
Êxtase
Táxi
Mexer
Exame
Extremo
Em quais dessas palavras o X representa o mesmo fonema? Converse com os colegas e organize-as 
em grupos de sons parecidos.
Em cada uma das palavras do quadro, sons diferentes estão representados pela mesma letra. É por 
causa dessas diferenças de sons e semelhanças nas letras que algumas palavras com X são difíceis de 
escrever. Dúvidas em saber, por exemplo, se determinada palavra se escreve com X ou com CH surgem 
porque o mesmo fonema pode aparecer representado por letras diferentes, ou a mesma letra pode 
apresentar diferentes fonemas.
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13LÍNGUA PORTUGUESA
Orientação para RA
Trabalhe com a Realidade aumentada Sons ou fonemas e diga aos alunos que, 
ao usarmos o conjunto de símbolos que chamamos de letras ou grafemas, podemos 
escrever o que quisermos. As letras representam os sons da fala, que são chamados 
fonemas. Sabemos que um mesmo símbolo escrito pode representar diferentes sons 
dependendo do contexto em que se encontra (pense por um momento no exemplo 
do S em casa e em sapo). Além disso, pessoas de regiões ou de faixas etárias diferentes 
podem pronunciar uma mesma palavra de formas diferentes. Por isso, é necessário o 
estudo cuidadoso da ortografia.
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01
EM TEMPO
Aparelho fonador é o conjunto de órgãos envolvidos na fala. Fazem parte dele o pulmão, a laringe 
(onde estão as pregas vocais), a faringe, a boca, os lábios e as cavidades nasais.
Fonemas: chamam-se fonemas os sons elementares e distintivos que o ser humano produz 
quando, pela voz, exprime seus pensamentos e suas emoções.
Veja, a seguir, duas razões para a dificuldade em grafar determinadas palavras.
1.ª razão
Muitas vezes um mesmo fonema é representado por diferentes letras.
a) O fonema /x/:
X: enxada, caixa
CH: chulé, chocolate
b) O fonema /z/:
Z: cozido, dízimo
S: casa, braseiro
X: exagero, exame
c) O fonema /s/:
S: sacola, conversa
C: centímetro
Ç: poço, maçã
SS: posso, falasse
SC: nascer, descer
SÇ: cresça
XC: exceção
2.ª razão
Em alguns casos, é necessária a união de duas letras (dígrafos) para representar um fonema. Por 
exemplo: vermelho, sonho, carro, passo.
Por esses motivos, em uma palavra, o número de letras e o número de fonemas nem sempre 
correspondem.
Veja alguns exemplos:
Sonho – 5 letras e 4 fonemas (NH representa um fonema)
Carro – 5 letras e 4 fonemas (RR representa um fonema)
Vermelho – 8 letras e 7 fonemas (LH representa um fonema)
Passo – 5 letras e 4 fonemas (SS representa um fonema)
SA
E 
D
IG
IT
A
L 
S/
A
Posição da boca na emissão de alguns fonemas.
Objeto Digital
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14 LÍNGUA PORTUGUESA
Resposta
1. C.
2. Outrossim.
3. Além disso.
4. 10 letras e 9 fonemas.
5. /s/
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EM TEMPO
Para contar os fonemas de uma palavra, deve-se ficar atento a dois detalhes:
 • H inicial não produz som.
 • Dígrafos representam apenas um fonema. Exemplos: CH, NH, LH, RR, SS, GU, QU, SC, SÇ 
e XC.
Leia o texto para responder às questões a seguir.
Maria José casou com José Maria, que também era de Itumbiara e também gostava 
de excursionismo; mas não foram as coincidências que a atraíram: foi uma certa fascina-
ção intelectual. José Maria foi o primeiro homem que Maria José conheceu que usava 
“outrossim”. Usava errado, mas isto Maria José nunca descobriu, e foram muito felizes.
VERISSIMO, Luis Fernando. Comédias da vida privada. Porto Alegre: L&PM, 1996. p. 309.
1. Assinale a alternativa que apresenta a ideia central do texto.
a) Ter nomes parecidos ajuda no bom relacionamento do casal.
b) Quando marido e mulher nascem na mesma cidade, há um melhor relacionamento entre o casal.
c) Falar difícil é capaz de impressionar as pessoas e causar nelas uma sensação de intelectualidade.
d) Conhecer palavras difíceis compromete o relacionamento de um casal.
2. A palavra usada por José Maria e que impressionou Maria José foi:
 ) ( excursionismo.
 ) ( fascinação.
 ) ( outrossim.
 ) ( intelectual.
3. Pesquise a palavra outrossim e marque a alternativa que informa adequadamente seu 
significado.
 ) ( Além disso.
 ) ( Outro assim.
 ) ( Outro não.
 ) ( Apesar disso. 
4. Marque a alternativa que informa corretamente a quantidade de letras e fonemas da palavra 
fascinação.
 ) ( 10 letras e 9 fonemas.
 ) ( 8 letras e 7 fonemas.
 ) ( 10 letras e 6 fonemas.
 ) ( 8 letras e 8 fonemas.
5. Na palavra excursionismo, a letra X tem som de:
 ) ( /ch/
 ) ( /r/
 ) ( /s/
 ) ( /ks/
 ) ( /z/
ATIVIDADES
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15LÍNGUA PORTUGUESA
11. V, V, F, F, V.
Sugestão de atividade
Complete o quadro 
escrevendo quantos fonemas 
e quantas letras existem nas 
palavras abaixo.
Palavras Letras Fonemas
mala 4 4
cola 4 4
exame 5 5
galo 4 4
agora 5 5
hera 4 3
minha 5 4
mina 4 4
rapto 5 5
xá 2 2
queda 5 4
azedo 5 5
galho 5 4
água 4 4
erra 4 3
pressa 6 5
poça 4 4
lã 2 2
abaixo 6 6
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 6. A palavra errado tem quantas letras e fonemas?
 ) ( 5 letras e 6 fonemas.
 ) ( 6 letras e 5 fonemas.
 ) ( 7 letras e 6 fonemas.
 ) ( 6 letras e 6 fonemas.
7. Em todas as palavras a seguir, ocorre o fonema /z/. Circule as letras que representam esse 
fonema.
leveza beleza casa
exagerar exame asa
8. Leia as palavras a seguir.
sapo crescer desça passado
palácio texto capaz açougue
Reescreva-as e destaque, em cada uma delas, as letras que representam o som de “sê”.
9. Nas palavras xadrez, chocolate, chuva e enxame, que letras representam o som de “chê”?
10. Sobre as palavras a seguir, informe o que se pede.
Tóxico Táxi Máximo Exame
Extraordinário Deixar Mexilhão Exato
Em quais dessas palavras a letra X corresponde
a) aos fonemas:
 • /x/? 
 • /s/? 
 • /z/? 
b) aos fonemas /ks/? 
11. Desses exercícios, podemos tirar conclusões a respeito da relação entre os fonemas e as letras. 
Marque verdadeiro (V) ou falso (F) com base nas afirmações a seguir.
a) ( ) Um fonema pode ser representado na escrita por uma ou várias letras.
b) ( ) Uma única letra pode representar diferentes fonemas.
c) ( ) Um fonemaserá sempre representado por uma única letra.
d) ( ) Uma única letra poderá representar somente um fonema.
e) ( ) A letra X pode representar dois fonemas: /ks/.
Resposta
6. 6 letras e 5 fonemas.
7. leveza, beleza, casa, exagerar, exame, asa.
8. sapo, palácio, crescer, passado, açougue, capaz, texto, desça.
9. x, ch.
10. 
a) 
 • deixar, mexilhão.
 • máximo, extraordinário.
 • exato, exame.
b) tóxico, táxi.
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16 LÍNGUA PORTUGUESA
Resposta
12. C. Na palavra “táxi”, o X 
equivale aos fonemas /ks/.
13. C.
14. V, V, F, V.
15. C.
16. B.
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01
 12. Em qual das palavras a seguir a letra X apresenta dois fonemas? Explique. 
a) Exercício.
b) Exceção.
c) Táxi.
d) Chuchu.
e) Caixa.
13. Sobre a palavra nhoque, pode-se afirmar que ela tem:
a) 6 fonemas e 4 letras.
c) 4 fonemas e 6 letras.
e) 6 fonemas e 5 letras.
b) 6 fonemas e 6 letras. 
d) 5 fonemas e 6 letras.
14. Coloque verdadeiro (V) ou falso (F) com base no que cada alternativa informa sobre o número 
de letras e fonemas das palavras a seguir.
a) ( ) Chimarrão: 9 letras e 7 fonemas.
b) ( ) Hospital: 8 letras e 7 fonemas.
c) ( ) Prometido: 8 letras e 7 fonemas.
d) ( ) Osso: 4 letras e 3 fonemas.
15. Que palavra tem mais letras do que fonemas?
a) Cálculo.
c) Churrasco.
e) Floral.
b) Palavra.
d) Família.
16. Indique a palavra que tem 5 fonemas.
a) Fechado.
c) Rolha.
e) Seguinte.
b) Flecha.
d) Missa.
17. Leia o texto a seguir.
Palavras-relâmpago
[...]
Membros da tribo africana Kung San, do Deserto Kalahari, em Botswana, por exemplo, 
estão mais preocupados em ensinar seus bebês a ficarem sentados do que em ensiná-los 
a falar. Nas ilhas de Papua Nova Guiné, os falantes de Kaluli acham que seus filhos não 
são capazes de conversar. Já os Inuit, esquimós do Canadá, raramente fazem perguntas às 
crianças, que só são consideradas inteligentes se ficarem caladas. (A antropóloga e lin-
guista canadense Martha Crago, da Universidade McGill, relata como suas crianças, muito 
tagarelas, devem ter parecido pouco inteligentes aos Inuit.)
SZCZESNIAK, Konrad. Palavras-relâmpago. Ciência Hoje, Rio de Janeiro, ago. 2004. Disponível em: 
http://cienciahoje.org.br/revista/materia/id/34/n/palavras-relampago. Acesso em: 27 set. 2019.
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17LÍNGUA PORTUGUESA
19. B.
20. 
a) /s/
b) /z/
c) /ks/
d) /x/
e) /s/
f ) /x/
g) /ks/
h) /ks/
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01
 
Das palavras em destaque no texto, identifique:
a) três palavras que tenham números diferentes de letras e fonemas (informe quantidade de 
letras e fonemas).
b) duas palavras com o mesmo número de letras e fonemas (informe quantidade de letras e 
fonemas).
18. Complete as palavras com X ou CH.
Eram dois irmãos. Um se amava Charles, e o outro, Xavier. arles não gostava 
de á, mas en ia a barriga quando havia u u e ovos me idos no 
lan e. Xavier brincava dizendo que Charles parecia um sapo in ado de tanto comer.
Charles a ava Xavier muito amigo e, como não sabia jogar adrez, sempre convidava 
o irmão para jogar futebol.
Ao utar a bola, Xavier batia o dedão no ão e saía ingando, mancando. 
 arles morria de rir e dizia:
Se eu sou um sapo eio, você é o Saci-Pererê!
19. Qual das alternativas a seguir tem o mesmo número de letras e o mesmo número de fonemas?
a) Charles.
c) Inchado.
e) Cheio.
b) Xavier. 
d) Barriga. 
20. Escreva nos espaços os fonemas da letra X de acordo com uma das opções a seguir: /x/, /s/,
/ks/ ou /z/.
a) texto 
b) exercício 
c) oxítono 
d) vexame 
e) trouxe 
f) coxa 
g) maxilar 
h) axila 
Resposta
17. 
a) ilhas: 5 letras/4 fonemas; Guiné: 5 letras/4 fonemas; filhos: 6 letras/5 fonemas.
b) caladas: 7 letras/7 fonemas; mais: 4 letras/4 fonemas.
18. Eram dois irmãos. Um se chamava Charles, e o outro, Xavier. Charles não gostava 
de chá, mas enchia a barriga quando havia chuchu e ovos mexidos no lanche. Xavier 
brincava dizendo que Charles parecia um sapo inchado de tanto comer.
Charles achava Xavier muito amigo e, como não sabia jogar xadrez, sempre convi-
dava o irmão para jogar futebol.
Ao chutar a bola, Xavier batia o dedão no chão e saía xingando, mancando. 
Charles morria de rir e dizia:
Se eu sou um sapo cheio, você é o Saci-Pererê!
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18 LÍNGUA PORTUGUESA
18 LÍNGUA PORTUGUESA
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01
 
A cada ano há novas tecnologias surgindo, bem 
como novas formas de comunicar e trabalhar 
com informações. Uma dessas novas formas 
é o podcast.
De modo geral, o podcast é um programa 
disponibilizado no meio digital que permite às 
pessoas acompanharem e terem atualizações 
ao mesmo tempo em que o conteúdo é lançado 
no site.
Tais programas, embora possam ser em 
formato de vídeo, são normalmente grava-
dos em áudio, como um programa de rádio 
digital. 
Os primeiros programas de podcasting 
no Brasil surgiram no ano de 2004, unicamente 
via computadores e iPods, um dispositivo da 
empresa Apple. Hoje, os podcasts podem ser 
utilizados em diferentes plataformas, como notebooks, 
tablets e smartphones.
Já os temas dos podcasts podem ser os 
mais variados, de quadrinhos a descobertas na 
medicina. 
Assim, em termos gerais, podemos dizer 
que um podcast é um texto feito para ser 
ouvido. Logo, é necessária uma estru-
tura com roteiro e pesquisa prévia 
de informações a serem passadas 
aos internautas.
PARA SABER MAIS
Ba
ts
he
vs
/S
hu
tt
er
st
oc
k
Dica para ampliar 
o trabalho
Um dos sites mais antigos 
que se dedicam ao trabalho 
com podcasts é o Nerdcast. 
 • https://jovemnerd.com.br/
nerdcast/
Acesse o site com os alu-
nos e mostre a eles a estrutura 
de um podcast, explicando que, 
mesmo sendo um programa de 
áudio, segue um roteiro prévio 
e que é necessário ter informa-
ções relevantes para passar aos 
internautas.
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A
le
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Pu
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19LÍNGUA PORTUGUESA
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01
Um podcast tem a função de informar, porém, em muitas ocasiões, esses 
programas visam fornecer uma opinião a respeito de algum assunto, tendo 
muitas vezes o formato de entrevista ou diálogo.
Para a elaboração do texto que você vai produzir agora, 
será necessário o trabalho em duplas ou trios.
Vocês produzirão um podcast de comentários sobre gêneros 
musicais no formato de áudio. Sigam os passos a seguir.
 • Selecionem um gênero musical, antes de iniciar o trabalho.
 • Pesquisem informações sobre o gênero: histórico, onde surgiu, artistas 
famosos e curiosidades.
 • Escrevam a pauta ou o roteiro do que será gravado. Esse texto pode 
ser apresentado em forma de uma entrevista ou de trechos lidos pelos 
participantes do podcast. Importante: é necessária a apresentação pes-
soal dos integrantes, além da apresentação do tema, das informações 
pesquisadas, da opinião dos participantes e da finalização.
 • O podcast deve ter, aproximadamente, 2 minutos de gravação de áudio.
 • Após escreverem o roteiro e dividirem quem falará o quê, façam a 
gravação do áudio, com auxílio do celular.
 • Compartilhem o áudio com a turma, para que todos possam ouvir.
COMO FAZE
R
PRODUÇÃO DE TEXTO
Encaminhamento metodológico
Para compreender melhor a estrutura das pautas para a produção de um podcast, 
trabalhe com os alunos o tipo de programa que será gravado. No caso do formato 
comentários,que é solicitado na produção deste capítulo, é necessário pedir a eles que 
opinem e argumentem, além de informarem sobre o gênero musical escolhido.
O site Mundo Podcast tem uma matéria muito interessante sobre a construção de 
pautas. Caso sinta necessidade de maiores informações, você pode acessar a matéria 
pelo link: 
 • https://mundopodcast.com.br/podcasteando/pauta-criar-podcast/
Disponibilizamos, no Livro do aluno e do professor, QR Code com uma grade de 
correção para a elaboração de produção do gênero podcast.
O trabalho desenvolvido na seção Produção de texto vai ao encontro 
das habilidades EF67LP10, EF67LP11 e EF67LP12 da BNCC, ao produzir pod-
casts variados que apresentem/descrevam e/ou avaliem produções culturais.
 
 
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20 LÍNGUA PORTUGUESA
20 LÍNGUA PORTUGUESA
Som e letra – Relacionando conceitos
Ai!Ex.
letras que 
representam 
um fonema
 
 
Exs. poço e osso
fonemas 
representados por 
mais de uma letra
 
 
duas linguagens
principal meio 
de execução
 
verbal musical
voz
estar com ou sem 
acompanhamento 
instrumental
ou
pode
possui
áudio e vídeo
LETRAS E FONEMAS
letras que 
representam mais 
de um fonema
Exs.
apresentam
letras que não 
representam 
fonema
Ex.
letras que 
representam 
vários fonemas
letra Xcomo
Exs.
é um
 
 
viabilizado por
apresenta
isso significa 
que
apresenta
CANÇÃO PODCAST
 
 
 
cada letra tem 
um som
mesmo som para 
letras diferentes
letra de música
verbal musical
saca e casa
homem
xícara, táxi, 
exato, êxtase
programa 
de mídia
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21LÍNGUA PORTUGUESA
Realidade aumentada
 • Histórias em quadrinhos
 • Onomatopeias
Encaminhamento 
metodológico
Neste capítulo, será 
estudado o uso de onomato-
peias presentes nas histórias 
em quadrinhos e em poemas. 
Este trabalho vai ao encontro da 
habilidade EF67LP28 ao selecio-
nar procedimentos e estratégias 
de leitura, levando em conta 
características dos gêneros e 
suportes. Chame a atenção dos 
alunos para a abertura do capí-
tulo, explorando os significados 
e o gênero em que normal-
mente as onomatopeias ocor-
rem. Diga aos alunos que esse 
gênero textual é o processo de 
formação de palavras que imita 
um som ou a voz natural dos 
seres. Para colocar em prática 
o uso da onomatopeia, ao final 
do capítulo será solicitado ao 
aluno que crie uma história em 
quadrinhos.
Fourleafl over/Shutterstock
un
idade
21
2. Palavras que imitam sons
Você já viu as palavras acima? Onde?
O que elas representam? Designam algum sentimento, um ser ou alguma outra coisa?
Converse com os colegas e indique, para cada uma dessas palavras, um significado.
3
• Gênero textual (Campo 
artístico-literário)
• História em quadrinhos
• Poema
• Estudo linguístico
• Onomatopeia
• Produção de texto
• História em quadrinhos
Que som é esse?
Escola Digital
Objetivos do capítulo 
 • Conhecer aspectos da língua e suas possibilidades.
 • Explorar os significados das onomatopeias em poemas e HQs.
 • Compreender a função, o contexto de produção e a importância do gênero história 
em quadrinhos.
 • Explorar e analisar os recursos verbais e não verbais utilizados nos balões de 
onomatopeias.
 • Exercitar a criatividade na criação de argumentos para histórias em quadrinhos.
 • Produzir uma história em quadrinhos.
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22 LÍNGUA PORTUGUESA
Orientação para RA
Apresente a Realidade 
aumentada Histórias em qua-
drinhos e explique aos alunos 
que essas histórias fazem uso 
de linhas que dão movimento 
às HQs (linhas cinéticas), assim 
como as escolhas dos diversos 
balões e metáforas visuais. Esses 
recursos tornam a leitura mais 
dinâmica. 
Depois da observação dos 
quadrinhos, peça aos alunos 
que produzam uma HQ utilizan-
do os recursos trabalhados.
22 LÍNGUA PORTUGUESA
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02
Histórias em quadrinhos
Você sabia que as histórias em quadrinhos (HQs) são muito antigas? Elas sur-
giram no século passado e eram publicadas principalmente em jornais. Depois, 
passaram a aparecer em gibis, que são coletâneas de histórias em quadrinhos.
Os desenhistas se utilizam de vários recursos para dar vida aos personagens. Um deles é o balão, 
usado para delimitar o texto da fala, do pensamento, do cochicho, do berro ou até de determinados 
sentimentos dos personagens. Os autores aliam texto e imagem (texto verbal e não verbal) e publicam 
em revistas em quadrinhos, jornais e até mesmo na internet.
Leia a HQ a seguir e preste atenção nas palavras presentes na história.
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 M
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So
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Ed
ito
ra
 L
td
a.
Disponível em: http://turmadamonica.uol.com.br/historia/cebolinha-01-2/. Acesso em: 24 out. 2019.
GÊNERO TEXTUAL
O gênero história em quadrinhos, encontrado em revistas e livros, consiste em 
histórias contadas por meio de quadros sequenciais nos quais são utilizadas a 
linguagem verbal e a não verbal. Esse gênero está presente no mundo inteiro, e a 
variedade de histórias permite que ele seja lido por pessoas de diferentes idades. 
Objeto Digital
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23LÍNGUA PORTUGUESA
Resposta
1. Cebolinha está sendo 
perseguido pela Mônica.
2. O Cebolinha ficou assustado 
e parou de correr de repente.
3. No desenho, há a 
representação do som de 
derrapagem, feita pela 
onomatopeia “SCRIIISH”, além 
de desenhos de fumaça e linhas 
perto dos sapatos do Cebolinha.
4. Ele pintou uma porta ou 
passagem na parede.
5. Está representado pela 
onomatopeia “GRRR”.
6. Ela bate contra a parede. Está 
representado pela onomatopeia 
“POF”.
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1. O que os personagens da HQ anterior estão fazendo?
2. No primeiro quadro, qual foi a reação do Cebolinha ao perceber que estava sem saída?
3. Como é possível perceber que o Cebolinha parou de repente? Informe todos os elementos utilizados.
4. Que recurso o Cebolinha utilizou para fugir da Mônica?
5. Como está representado o som de raiva no 4.º quadrinho?
6. O que ocorre quando a Mônica tenta entrar pela passagem pintada pelo Cebolinha? Como esse 
acontecimento é representado? Explique.
Agora, leia estas tiras bem-humoradas de Luis Fernando Verissimo.
VERISSIMO, Luis Fernando. As cobras: antologia 
definitiva. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010. p. 32.
Tira 1
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TEXTO E CONTEXTOC
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Dica para ampliar o trabalho 
Você sabe de onde vem a palavra gibi?
Esse termo significa moleque, garoto. Em 1939, foi lançada uma revista em qua-
drinhos chamada Gibi, e o nome generalizou-se de tal forma que, atualmente, abrange 
qualquer revista em quadrinhos, ganhando espaço até mesmo no dicionário.
Além de contar histórias em quadros sequenciais e utilizar palavras que imitam 
sons (onomatopeias), outra característica do gênero HQ é a utilização de balões de 
fala. Esse recurso organiza a fala dos personagens e, em virtude de seu formato, reforça 
dramaticamente a narrativa. 
Os balões foram surgindo à medida que as HQs foram se aperfeiçoando. 
Atualmente, o público em geral já se habituou a eles e sabe o que significam.
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24 LÍNGUA PORTUGUESA
Resposta
7. Imagens e diálogo entre os 
personagens.
8. Não, uma está 
complementando a outra 
dentro da história, que não 
fará sentido se tomarmos cada 
linguagem isoladamente. 
9. 
a) Encontrões, esbarrões e 
faltasem jogo de futebol.
b) Apito do juiz.
c) Som de trovão.
10. O ponto de exclamação.
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VERISSIMO, Luis Fernando. As cobras: antologia 
definitiva. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010. p. 42.
Tira 2
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VERISSIMO, Luis Fernando. As cobras: antologia 
definitiva. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010. p. 57.
Tira 3
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 V
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o
7. As histórias são narradas por meio de:
 ) ( imagens e diálogo entre os personagens.
 ) ( um narrador, que nos conta a história.
 ) ( sequência de imagens, apenas.
 ) ( sequência de parágrafos, somente.
8. Geralmente, as HQs trabalham com duas linguagens: a verbal (escrita) e a visual (imagem), mas 
podem fazer uso somente da linguagem visual. Nas tiras lidas anteriormente, a história faria sentido 
sem uma dessas linguagens? Explique.
9. Que sentidos as palavras a seguir, presentes nas tiras, tentam expressar?
a) PAF, POF
b) PRIII!
c) CRAC!
10. Volte às imagens na abertura deste capítulo e responda: Que sinal de pontuação costuma acom-
panhar essas palavras?
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25LÍNGUA PORTUGUESA
13. 
a) Um dos jogadores cometeu 
falta. 
b) O juiz puxou um “cartão 
preto”, que significa, na tira, a 
expulsão do país.
14. Está se referindo ao ruído 
do trovão, como se este fosse 
uma forma de Deus (interpelado 
no primeiro quadro) se 
comunicar com as duas 
personagens da tirinha. Fica 
subentendido, portanto, que 
esse ruído é a voz de Deus, mas 
que não é compreensível para 
as cobras.
Encaminhamento 
metodológico
Ao analisar o sinal de 
exclamação, comum às onoma-
topeias, retome com os alunos 
que esse sinal também é co-
mum às interjeições. Recupere 
o conceito dessa classe gra-
matical: palavra invariável que 
exprime emoções, sensações, 
estados de espírito, ou que 
procura agir sobre o interlocu-
tor, levando-o a adotar certo 
comportamento sem que, para 
isso, seja necessário fazer uso 
de estruturas linguísticas mais 
elaboradas. Por exemplo: Bravo! 
Bis! Ai! Ai! Ai! Ah! Hum!
Na seção Interação, 
estimule os alunos a criarem 
palavras somente com base 
no som, sem copiar as onoma-
topeias presentes no capítulo. 
Possibilite a eles fugir do usual. 
Por exemplo, na primeira 
imagem, ao invés de utilizarem 
“PIUÍ!”, instigue-os a descobrir 
outras possibilidades.
Depois de concluídas as 
escolhas, finalizando com a 
definição da palavra que será 
desenhada, organize uma 
exposição em cartolinas ou em 
outros materiais que possam ser 
expostos em murais.
Resposta
11. Essas palavras permitem aproximar o leitor da ação da história, pois, por meio 
delas, uma ação pode ser expressa sem necessitar de descrições mais longas ou de 
outros recursos. Ao explorar esse recurso, os criadores de HQs podem fazer com que 
seus leitores imaginem sons e ruídos no ambiente em que se passa a história, gerando, 
assim, sensações e estímulos auditivos.
12. 
a) São cobras pequenas que não têm nome nas histórias. Na tira 1, a cobra usa um 
boné, pois representa um treinador. Na 2, apenas um apito é utilizado para caracterizar 
o juiz.
b) Nas tiras 1 e 2, a história se passa durante o dia. Na 3, durante a noite.
c) Nas tiras 1 e 2, em um campo de futebol. Na 3, em um espaço aberto.
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11. Por que palavras como “CRAC!” e “POF” são importantes para as histórias em quadrinhos? Explique.
12. As tirinhas de Luis Fernando Verissimo, assim como a história em quadrinhos do Cebolinha, são 
narrativas ficcionais; portanto, envolvem fatos, personagens, tempo e espaço. Com base nelas, 
informe os elementos solicitados a seguir.
a) Personagens: 
b) Tempo: 
c) Espaço: 
13. Na tira 2, a ação representada no primeiro quadro gera uma consequência. 
a) Que ação foi essa?
b) Qual foi a consequência?
14. Na tira 3, a que a cobra está se referindo quando diz que precisarão de intérprete?
 
1. Com os colegas, crie palavras que representem o som que cada elemento ilustrado poderia 
gerar.
Ts
ho
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co
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INTERAÇÃO
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26 LÍNGUA PORTUGUESA
Dica para ampliar 
o trabalho 
Você sabia que as ono-
matopeias de outros países 
são diferentes das nossas? Leia 
algumas delas:
Cachorro
Wou-ou-ouuuu – francês.
Vau-ou-oouu – russo.
Au-au-au – português brasileiro.
Gato
Miau – português brasileiro.
Miaou – francês.
Nyaa – japonês.
Myau – russo.
Ñav – ucraniano.
Porco
Oinc oinc – português brasileiro.
Grunz – alemão.
Röf röf – húngaro.
Jryu – russo.
Buu – japonês.
Oin oin – francês.
Telefone
Drin drin – italiano.
Ring ring – inglês.
Trim trim – português brasileiro.
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Onomatopeia
Palavras que tentam imitar sons do nosso cotidiano são chamadas onomatopeias. As vozes dos 
animais e os barulhos dos fenômenos da natureza, os diversos sons dos instrumentos musicais etc. 
podem ser transmitidos por meio de algumas letras.
Algumas onomatopeias são tão frequentes que já se estabeleceram como a representação con-
vencional de determinados sons. Observe:
Tic-tac
(relógio)
Miau
(gato)
Tchibum
(mergulho)
Atchim
(espirro)
Vrum
(carro)
No dia a dia, criamos onomatopeias a todo instante e nem nos damos conta disso. Se estiver 
falando sobre uma bomba e quiser representá-la, você não terá dificuldade em inventar uma palavra 
que simule o som de um estouro.
ESTUDO LINGUÍSTICO
 
Bl
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Agora selecione uma das palavras inventadas por você para criar um desenho que a represente, 
como as imagens que encontramos em histórias em quadrinhos. Depois de concluído o desenho, 
faça uma exposição em sala.
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27LÍNGUA PORTUGUESA
Orientação para RA
Peça aos alunos que desenvolvam a atividade solicitada pela Realidade aumenta-
da Onomatopeias e reitere que essas fazem parte da linguagem verbal utilizada nas his-
tórias em quadrinhos, principalmente nos balões de ruído. Neles, ocorre uma comple-
mentação dessas palavras quando se unem a recursos visuais, auxiliando na informação 
sonora que se pretende transmitir.
Para mais sugestões de atividades que podem ser desenvolvidas com os alunos 
na criação de onomatopeias, acesse os sites:
 • http://meganakas.blogspot.com.br/2011/04/o-que-e-onomatopeia.html
 • http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=53718
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Veja, a seguir, alguns exemplos de frases em que foram usadas onomatopeias.
— Ouço todos os dias o sino da igreja fazendo blem, blem, blem.
O “blem, blem, blem” imita o som que cada badalada do sino produz.
O garoto apressado apertava a campainha: dim, dom, dim, dom!
O “dim, dom, dim, dom” lembra o som específico da campainha da casa do garoto.
Os noivos brindaram à própria felicidade improvisando um tim-tim com 
taças de plástico!
Nas reuniões com amigos ou nas festas, o “tim-tim” é um som que costumamos imitar quando 
brindamos.
A onomatopeia é um dos processos de formação de palavras e não é exclusiva da língua portu-
guesa. Há exemplos em todos os idiomas. Leia os exemplos de onomatopeias para o som que o porco 
faz: buu (japonês), röf röf (húngaro), oinc oinc (português brasileiro).
Onomatopeias nas HQs
As onomatopeias fazem parte da linguagem verbal utilizada nas histórias em quadrinhos, princi-
palmente nos balões de ruído. Neles, ocorre uma complementaçãodessas palavras quando se unem 
a recursos visuais, auxiliando na informação sonora que se pretende transmitir.
Na abertura deste capítulo você viu alguns deles. Esses recursos são utilizados para mostrar ao 
leitor o que aconteceu, sem a utilização de um narrador. São várias as ações e as opções representadas.
Veja estes dois exemplos:
ts
ch
its
ch
er
in
/S
hu
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st
oc
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 • Explosão
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 • Desaparecimento
Nas imagens acima, além de letras maiúsculas, procurou-se chamar a atenção por meio do visual 
do balão, com cores fortes e chamativas, com fumaça, raios, linhas, pontas, entre outros recursos.
Nas HQs, os balões que apresentam onomatopeias utilizam grafia grande, colorida e com formatos 
variados.
Objeto Digital
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28 LÍNGUA PORTUGUESA
Resposta
1. 
a) dim-dom
b) cocoricó
c) piu-piu
d) tic-tac
2. Tic tac e tac tic. O autor 
representa a ida com tic tac 
e a volta com a inversão da 
onomatopeia, tac tic.
3. 
a) Sim, falam sobre o relógio. A 
onomatopeia é a mesma: tic-tac.
b) Não, no segundo texto não é 
feita a brincadeira. No primeiro 
poema o autor inverte a grafia 
da palavra tic tac, ficando tac tic.
Encaminhamento 
metodológico 
Se possível, leve a música 
para que todos possam ouvi-la 
e cantá-la.
Vinicius de Moraes tam-
bém escreveu poemas para 
crianças. Ele foi o criador de um 
dos clássicos da música infantil, 
o disco A Arca de Noé. As crian-
ças ganharam dele belos versos 
e músicas, pois além de escritor, 
foi compositor.
Vinicius é um dos poetas 
mais populares da literatura 
brasileira e, sem ele, a música 
popular brasileira não seria a 
mesma, pois foi um dos compo-
sitores que mais contribuiu para 
a Bossa Nova.
 
28 LÍNGUA PORTUGUESA
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Ida e volta
Para quem vai
O relógio faz
Tic tac.
Mas para quem vem
(ouça, verifique)
o relógio faz
tac tic.
1. Você já estudou que onomatopeia é a palavra que reproduz sons. Escreva as onomatopeias 
referentes ao
a) som da campainha: 
b) canto de um galo: 
c) pio de um pássaro: 
d) som de um relógio: 
2. Leia o poema a seguir com muita atenção.
ATIVIDADES
cherezoff /
Sh
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rs
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ck
 
Encontre a onomatopeia usada nesse texto e explique a brincadeira que o autor faz com as 
ideias de ida e volta.
3. Agora, leia a letra da música a seguir.
O relógio
Passa, tempo, tic-tac
Tic-tac, passa, hora
Chega logo, tic-tac
Tic-tac, e vai-te embora
Passa, tempo
Bem depressa
Não atrasa
Não demora
Que já estou
Muito cansado
Já perdi
Toda a alegria
De fazer
Meu tic-tac
Dia e noite
Noite e dia
Tic-tac
Tic-tac
Dia e noite
Noite e dia
MORAES, Vinicius de; SOLEDADE, Paulo. Arca de Noé. In: Intérprete: Walter Franco. 1 CD.
a) No poema O relógio e no poema do exercício anterior, os autores discorrem sobre o mesmo 
assunto e usam a mesma onomatopeia? Explique.
b) No texto de José Paulo Paes o autor faz uma brincadeira com as onomatopeias. E o autor do 
segundo texto, brinca com a onomatopeia? Explique.
PAES, José Paulo. Lé com cré. São Paulo: Ática, 1994.
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Resposta
4. e – h – g – a – i – b – f – c – j – d 
5. A e C.
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 4. Associe as duas colunas, ligando as onomatopeias às palavras que representam.
a) Espirro
b) Telefone 
c) Grilo 
d) Trovão 
e) Soluço 
f ) Gota 
g) Buzina 
h) Tiro 
i) Cabrito 
j) Tapa
 ) ( hic
 ) ( bang
 ) ( fom-fom
 ) ( atchimm
 ) ( bééééé
 ) ( trimm
 ) ( ping
 ) ( cri-cri
 ) ( paf
 ) ( cabrum
5. Marque a(s) alternativa(s) em que aparece(m) onomatopeias.
a) Conheciam-no pelo toque-toque da perna de pau.
b) Fiquei esperando na parada do ônibus, pregada no chão 
feito pedra.
c) O cocoricó do galo interrompeu os sonhos da noite.
6. Leia os poemas a seguir e atente para as onomatopeias 
utilizadas.
A língua do nhem
Havia uma velhinha
que andava aborrecida
pois dava a sua vida
para falar com alguém.
E estava sempre em casa
a boa velhinha
resmungando sozinha:
nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem...
O gato que dormia
no canto da cozinha
escutando a velhinha,
principiou também
a miar nessa língua
e se ela resmungava,
o gatinho a acompanhava:
nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem...
Depois veio o cachorro
da casa da vizinha,
pato, cabra e galinha
de cá, de lá, de além,
e todos aprenderam
a falar noite e dia
naquela melodia
 nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem...
De modo que a velhinha
que muito padecia
por não ter companhia
nem falar com ninguém,
ficou toda contente,
pois mal a boca abria
tudo lhe respondia:
 nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem...
MEIRELES, Cecília. A língua do nhem. In: PAES, José Paulo. Lé com cré. São Paulo: Ática, 1994.
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 Chuva
Cai a chuva, ploc, ploc
corre a chuva ploc, ploc
como um cavalo a galope.
Enche a rua, plás, plás
esconde a lua, plás, plás
e leva as folhas atrás.
Risca os vidros, truz, truz
molha os gatos, truz, truz
e até apaga a luz.
Parte as flores, plim, plim
molha a gente, plim, plim
parece não ter mais fim.
SOARES, Luísa Ducla. Chuva. In: PAES, José Paulo. Lé com cré. São Paulo: Ática, 1994.
a) Nos dois poemas há onomatopeias. Circule-as.
b) Com base na leitura e no contexto do poema A língua do nhem, explique que sentido pode 
ter a onomatopeia “nhem-nhem-nhem-nhem-nhem-nhem...”. Que sentimento pode estar 
sendo expresso pelo eu lírico?
c) Considerando o verso “parece não ter mais fim”, do poema Chuva, é possível afirmar que 
essa chuva se tornou ou não um problema? Explique. 
7. Observe as imagens dos quadrinhos a seguir e escreva um diálogo entre os personagens, 
inserindo textos nos balões. Preste atenção às onomatopeias que já pertencem aos quadri-
nhos para você criar sua história. Lembre-se de que o texto dos balões que você criar deve ser 
compatível com as onomatopeias.
ba
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17
8/
Sh
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Resposta
6. 
a) Nhem, ploc, plás, truz, plim.
b) Há vários significados, 
como resmungo e lamento 
em consequência de uma 
situação ruim. O sentimento 
expresso é de desânimo, 
descontentamento, mau humor.
c) Não se está considerando 
a chuva como uma coisa boa, 
o que pode ser percebido em 
versos como “esconde a lua, 
plás, plás”, “e até apaga a luz”, 
“parte as flores, plim, plim”, 
“molha a gente, plim, plim”.
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31LÍNGUA PORTUGUESA
Resposta
7. Resposta pessoal.
8. 
a) gluglurejar 
b) tapetapear
c) currupacopapacoar
d) catimpimbar
e) cofecofear
Encaminhamento metodológico 
Após as atividades desenvolvidas com o uso da onomatopeia, proponha aos 
alunos que criem frases com os verbos sugeridos na atividade 8, assim poderão 
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Co
he
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2/
Sh
ut
te
rs
to
ck
ALIENS Breakfast. Dreamstime. Disponível em: https://www.dreamstime.com/stock-
illustration-aliens-breakfast-two-speak-eat-image54254759. Acesso em: 4 dez. 2019.
8. Crie verbos e frases para as onomatopeias a seguir. Siga o modelo do quadro.
Pingue-pongue = pingueponguear
Jonas e Lucas pingueponguearam durante toda a tarde.
a) Glub-glub
b) Tap-tap
c) Currupaco papaco
d) Catapimba
e) Cof-cof
 
conjugá-los criando outros 
neologismos. 
Os verbos criados nessa 
atividadefazem parte de um 
grupo de palavras chamadas 
onomatopaicas. Um dos pri-
meiros registros desses verbos 
onomatopaicos de que se tem 
notícia se apresenta em um dos 
poemas de Quinto Ênio, que 
viveu entre os séculos III e II 
a.C. Leia o texto a seguir a esse 
respeito.
“Quinto Ênio, poeta latino 
da fase arcaica, inventou o vo-
cábulo taratantara, para fingir o 
toque insistente e pausado das 
trombetas:
“Cum tuba terribili sonitu 
taratantara dixit.”
Assim imita Gil Vicente o 
tinir de copos de cristal: tirintin-
tim. Para o cantarolar de uma 
pessoa, Castilho forjou: larilá-
ra. Em ‘Val de lírios’, B. Lopes 
empregou o verbo flaflar, para 
reproduzir o barulho de bandei-
ra ao vento, desfraldando-se ou 
chocando-se.”
LIMA, Rocha. Gramática 
Normativa da Língua 
Portuguesa. 49. ed. Rio de 
Janeiro: José Olympio, 2011. p. 
576.
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32 LÍNGUA PORTUGUESA
Encaminhamento 
metodológico 
Ao criar essa sequência, os 
alunos podem escolher pensar 
primeiro na onomatopeia que 
pretendem contextualizar, mas 
é importante não exagerar no 
uso dessas palavras. Ressalte 
que as onomatopeias são ape-
nas mais um recurso do gênero 
história em quadrinhos, não seu 
principal elemento.
Além disso, nesse mo-
mento o interessante é aplicar o 
conhecimento sobre os vocá-
bulos onomatopaicos em uma 
situação real e divertida.
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02
 
Com base nas onomatopeias inventadas em equipe na seção Interação, crie individualmente 
pequenas situações em formato tirinha. Escolha a técnica do desenho, o conflito e o enredo da 
história. Os balões de ruído, em que aparecerão as onomatopeias, devem ser chamativos, coloridos 
e precisam demonstrar visualmente o significado do som que será representado.
Utilize os quadros a seguir para sua criação.
DESENVOLVER E APLICAR
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33LÍNGUA PORTUGUESA
Encaminhamento metodológico
O trabalho com a produção de texto deste capítulo aborda a habilidade EF67LP30 
ao criar narrativas ficcionais, como histórias em quadrinhos, observando os elementos 
da estrutura narrativa próprios ao gênero pretendido.
Disponibilizamos, no Livro do aluno e do professor, QR Code com 
uma grade de correção para a elaboração de produção e possível reescrita 
do gênero HQ.
El
en
a 
St
eb
ak
ov
a,
 u
va
ro
vs
/S
hu
tt
er
st
oc
k
VAMOS 
LÁ!
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02
O argumento de uma história em quadrinhos é a ideia geral da história, com começo, meio e fim. 
Quando é desenvolvido, dá origem ao roteiro, que é como será desenhada a história quadro a quadro.
Que tal ser autor de um livro de histórias em quadrinhos? Depois de pronto, você pode doá-lo à 
biblioteca da escola.
PRODUÇÃO DE TEXTO
Para isso, siga as orientações a seguir.
 • Pense no argumento: uma história com começo, meio e fim.
 • Crie o roteiro: organize a história quadro a quadro.
 • Escolha os personagens: nomes, características e seus papéis na história.
 • Pense no cenário: onde se passará a história.
 • Desenhe os balões de acordo com a situação: balões de pensamento, de fala, com onomato-
peias etc.
 • Mostre sua história aos colegas para que deem sugestões.
 • Peça ao professor para revisar o texto com você.
 • Reescreva o que for necessário.
 • Pinte os quadrinhos, mas, se preferir, faça colagens.
 • Junte sua história com a de outros colegas para montar o livro.
 • Escolham um título para essa coletânea.
 • Criem uma capa.
 • Montem o livro, exponham-no na escola e, depois, levem-no até a biblioteca.
COMO FAZE
R
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34 LÍNGUA PORTUGUESA
 
34 LÍNGUA PORTUGUESA
Palavras que imitam sons – Relacionando conceitos 
são
que imitam 
oco
rre
m
 em
ocorrem em
re
la
tiv
o 
a
re
la
tiv
o 
a
re
la
tiv
o 
a re
la
tiv
o 
a
re
la
tiv
o 
a
histórias em quadrinhos poemaspalavras
tic-tac
gato mergulho
espirro
 
vrum 
Ex. Ex.
Ex. Ex.
Ex.
carro
ONOMATOPEIAS
tchibummiau
relógio
atchim
um som ou a voz natural dos 
seres
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35LÍNGUA PORTUGUESA
Objetivos do capítulo 
 • Analisar a estrutura de esquemas.
 • Compreender a função, o contexto de produção e a importância do gênero 
esquema.
 • Explorar os encontros consonantais e vocálicos.
 • Conhecer os dígrafos.
 • Conhecer diferentes representações de esquema.
 • Produzir um esquema com base em um texto ou vice-versa.
Realidade aumentada
 • Esquema
 • Encontros vocálicos e consonantais
Encaminhamento 
metodológico 
Neste capítulo serão 
 abordados alguns tipos de 
esquemas. Esse é um bom 
momento para ajudar os alunos 
a desenvolverem habilidades de 
estudo. Também serão traba-
lhados os encontros consonan-
tais, o dígrafo e os encontros 
vocálicos.
Leia com os alunos a ima-
gem de abertura do capítulo. Ela 
mostra uma visão descomplica-
da da vida para se ter felicidade. 
A imagem tem o objetivo de 
sensibilizar os alunos para o tra-
balho com esquemas, que será 
desenvolvido no capítulo e que 
vai ao encontro da habilidade 
de leitura EF69LP29 ao refletir 
sobre a relação entre os contex-
tos de produção dos gêneros de 
divulgação científica, a exemplo 
do esquema, bem como sobre 
os aspectos relativos à constru-
ção composicional e às marcas 
linguísticas, características desse 
gênero, de forma a ampliar suas 
possibilidades de compreensão 
e produção textual.
VOCÊ É 
FELIZ?
QUER SER 
FELIZ?
MUDE 
ALGUMA 
COISA EM 
SUA VIDA
FAÇA TUDO 
COMO 
SEMPRE FEZ
NÃO
NÃO
SIM
SIM
VOCÊ É 
FELIZ?
QUER SER 
FELIZ?
MUDE 
ALGUMA 
COISA EM 
SUA VIDA
FAÇA TUDO 
COMO 
SEMPRE FEZ
NÃO
NÃO
SIM
SIM
Paladin12/Shutterstock
un
idade
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1. Palavras que sintetizam
Você seguiria o conselho que está sendo veiculado pela imagem da página de abertura? Conhece 
alguém que possa usar esse simples conselho? Concorda com ele? Justifique sua resposta.
4
• Gênero (Campo das práticas 
de estudo e pesquisa)
• Esquema
• Estudo linguístico
• Encontro consonantal
• Dígrafo
• Encontro vocálico
• Produção de texto
• Esquema
A força das palavras
Escola Digital
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36 LÍNGUA PORTUGUESA
Encaminhamento 
metodológico
Focaremos no trabalho de 
esquemas com base no organo-
grama, para que o aluno consi-
ga sintetizar as ideias principais 
de um texto. A exemplificação 
desse organograma se dá com 
base em perguntas relativas 
a um artigo de Moacyr Scliar, 
publicado no portal Carta Maior. 
A orientação para elaboração de 
esquemas aborda a habilidade 
EF69LP33 ao articular a (re)cons-
trução dos sentidos dos textos 
e a retextualização do discursivo 
para o esquemático.
Orientação para RA
Reitere o conteúdo traba-
lhado mostrando a Realidade 
aumentada Esquema, que traz 
informações sobre esse gênero 
textual.
Resposta
1. A infância.
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01
O texto da página de abertura deste capítulo pode ser considerado um esque-
ma, pois sintetiza ideias de como ser feliz. Um esquema, além de sintetizar ideias, 
pode organizar os itens de uma apresentação de seminário ou palestra e esboçar o 
esqueleto de um texto a ser redigido ou resumido, bem como auxiliar nos estudos 
e relembrar tópicos relevantes do conteúdo trabalhado. 
Leia o texto a seguir e verifique como é possível elaborar um esquema com base nele.
Reinventando a infância
Por Moacyr ScliarA invenção da infância é uma coisa relativamente recente na história da humanidade. 
Enquanto a expectativa de vida manteve-se baixa, com as pessoas morrendo precocemente, 
era necessário passar à fase adulta o mais cedo possível. Na cultura judaica, por exemplo, isto 
ocorria aos 13 anos, quando, depois da cerimônia de bar mitzvah, o menino podia participar 
de certas cerimônias religiosas. Uma vez estabelecida, porém, a infância foi de novo abreviada, 
desta vez por causa do estilo de vida que caracteriza a nossa época. As crianças são, através da 
mídia, sobretudo a televisiva, precocemente expostas ao sexo e à violência; e de forma igual-
mente precoce são iniciadas na tecnologia, na moda e no consumo. Mas, diferentemente do 
passado, isto não as torna adultas. As pessoas continuam adolescentes, mesmo depois dos 20, 
dos 30 anos.
Essas coisas não representariam um problema muito grande se não fosse o reflexo na vida 
familiar. Os mesmos fatores que mudaram a infância alteram a relação com pais e mães, que é 
uma relação muito confusa, na qual afeto não raro confunde-se com permissividade. Crianças, 
sobretudo as de classe média alta, têm tudo, podem tudo, uma situação que inquieta educadores: 
estabelecer limites passou a ser uma expressão-chave. 
Expressão necessária, porém não suficiente. Porque ela não resolve o problema fundamental, 
que é o de estabelecer uma boa relação entre pais e filhos. Para isto, proibir não chega, ao contrá-
rio, pode até ser um obstáculo. Há outras coisas a serem feitas. Quais? Uma propaganda na tevê 
dá uma boa sugestão: é sobre um pai que ensina o filho a consertar um motor, a restabelecer a 
energia elétrica, tudo mediante o exemplo. Isto é ótimo, mas levanta um problema: quantos pais, 
ou mães, sabem consertar coisas? Não muitos. Existe, contudo, algo que pais e mães podem fazer, 
algo muito antigo e até um pouco esquecido: contar histórias. Isto mesmo. Histórias infantis são 
importantes: neutralizam aquela ansiedade que frequentemente assalta a criança à noite, desen-
volvem a imaginação, estabelecem um elo com o pai e a mãe. E é coisa fácil de fazer, desde que 
a gente vença a inércia que nos mantém afundados na poltrona depois do jantar. Presente do 
Dia da Criança? Aqui está um, útil, barato, acessível: conte uma história para seu filho ou sua filha. 
Se você não lembra de nenhuma história, leia um livro. Se você não tem livro, conte sua própria 
história. Reinvente a infância. Para este 12 de outubro, não há dica melhor.
SCLIAR, Moacyr. Reinventando a infância. Carta Maior. 12 out. 2006. Disponível em: www.cartamaior.com.br/?/
Editoria/Midia-e-Redes-Sociais/Reinventando-a-infancia/12/11523. Acesso em: 17 set. 2019.
1. Qual o assunto principal do texto?
TEXTO E CONTEXTOC
T
Objeto Digital
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Ande pela sala para checar 
se conseguiram elaborar os 
esquemas.
Mais um possível exemplo:
1. Infância
1.1 Invenção recente
2. Exposição da mídia
2.1 Ao sexo, à violência
2.2 À moda, à tecnologia, 
ao consumo
3. Problemas de relação 
com os pais
3.1 Permissividade
4. Solução
4.1 Exemplo de trabalhos
4.2 Leitura de livros
Este trabalho contempla a 
habilidade EF69LP35 ao planejar 
textos com base na elaboração 
de esquema que considere no-
tas e sínteses de pesquisas feitas 
anteriormente.
Resposta
2. A infância é uma invenção recente.
3. Há no textos alguns exemplos, como o estabelecimento da infância pelos judeus, 
que marcam a passagem para a maioridade com 13 anos, e o fato de a mídia explorar 
a infância. Há também dificuldade nas relações entre pais e filhos, o que caracteriza a 
permissividade. 
4. A infância é exposta pela mídia ao sexo, à violência, à moda, à tecnologia e ao 
consumo.
5. Pelo ato de contar histórias.
Auxilie o aluno na elaboração dos esquemas com base na escolha de um dos 
exemplos. Se preferir, você poderá solicitar aos alunos uma pesquisa de textos para que 
façam um novo esquema.
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2. A que se refere assunto principal?
3. O que se diz sobre o fato de a infância ser uma invenção recente?
4. Ao que a infância é exposta?
5. De que maneira a dificuldade na relação entre pais e filhos pode ser sanada?
Note que as respostas às questões anteriores podem ser organizadas em forma de esquema, con-
sistindo no esqueleto do texto:
Infância invenção 
recente
13 anos (cultura judaica)
exposição da mídia
ao sexo e à violência
à tecnologia, à moda e ao consumo
permissividade resolvida pelo ato 
de contar histórias
dificuldade de relação 
entre pais e filhos
GÊNERO TEXTUAL
Um esquema é uma síntese do texto ou uma representação visual dele com base em elementos gráficos. Podemos 
associar esse tipo de representação a um esqueleto do texto. A elaboração de um esquema pede que sejam identifica-
das as ideias principais e as secundárias, apresentadas em uma disposição gráfica. Podem ser apresentadas em tópicos 
ou frases curtas, dispostas em tópicos, por meio de setas, colchetes, retângulos ou subordinação (enumeração das 
ideias diferenciando as principais das secundárias por uma sequência numérica, por exemplo: 1.; 1.1.; 1.2.; 2.; 2.1 etc.).
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Veja a seguir várias representações gráficas de um esquema.
1. Organograma
3. Misto
5. Setas
7. Balões
2. Mapa de ideias
4. Subordinação
6. Chaves
8. Vetores
MATTOS, Sandra. Como elaborar um Esquema de textos. Disponivel em: http://unesav.com.br/ckfinder/
userfiles/files/Como%20elaborar%20Esquema%20de%20Textos.pdf. Acesso em: 17 set. 2019. Adaptado.
O esquema que usamos para sintetizar as ideias do texto Reinventando a infância foi o orga-
nograma. Agora, escolha outra representação gráfica e a preencha com outros ou com os mesmos 
tópicos que levantamos com base no texto lido no capítulo. Lembre-se de adaptar os campos das 
representações para os tópicos que sintetizam o texto.
CONEXÃO
Texto 
Texto 
Texto 
Texto 
Texto Texto 
Texto Texto 
Texto 
1. Texto
 1.1. Texto
 1.2. Texto 
2. Texto
 2.1. Texto 
 2.2. Texto
3. Texto
Texto 
Texto 
Texto 
Texto 
Texto 
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Encontros consonantais e vocálicos 
Leia a seguinte frase retirada do texto:
"As crianças são, através da mídia, sobretudo a televisiva, precoce-
mente expostas ao sexo e à violência; e de forma igualmente precoce 
são iniciadas na tecnologia, na moda e no consumo."
Nas palavras crianças, através, sobretudo, precocemente, as letras cr, tr, br e pr aparecem juntas 
em uma mesma sílaba. 
Esse encontro é chamado encontro consonantal.
Encontro consonantal 
É o agrupamento de consoantes na mesma sílaba ou em sílabas diferentes.
Leia este exemplo:
A vida agora transcorre sob o signo da adolescência, porque, 
no outro extremo, a velhice e a morte também foram adiadas.
Nesse exemplo, há os seguintes encontros consonantais: TR, GN, RQ, XT, RT. Cada uma dessas letras 
representa um som.
Os encontros consonantais podem aparecer na mesma sílaba ou não. Lembre-se de que encontro 
consonantal é o encontro de duas consoantes, com dois sons diferentes. Exemplo: PLA-NO.
Dígrafo 
É a união de duas letras, representando um único fonema.
Observe as letras que compõem a palavra adolescência e sua pronúncia.
Letras: a, d, o, l, e, s, c, ê, n, c, i, a
Fonemas: /a/ /d/ /o/ /l/ /e/ /∫/ /ẽ/ /∫/ /i/ /a/
As letras s e c juntas representam um único fonema, ou seja, são denominadas dígrafo.
Os dígrafos podem ser consonantais ou vocálicos.Dígrafo consonantal 
Ocorre quando a união das letras representa um fonema consonantal, ou seja, consoantes. 
Exemplos:
ch ficha
lh velhice
nh unha
rr transcorre
ss pássaro
sc florescer
sç desça
xc exceção
gu guerra
qu porque
ESTUDO LINGUÍSTICO
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40 LÍNGUA PORTUGUESA
Orientação para RA
Após o trabalho com o 
conteúdo do capítulo, propo-
nha aos alunos que acessem a 
Realidade aumentada Encontros 
vocálicos e consonantais.
Explique a eles que apren-
der esse conteúdo vai ajudá-los 
na divisão de sílabas. Retome 
com eles o conceito de letras 
(sinais gráficos) que represen-
tam os sons, isto é, os fonemas, 
vistos anteriormente. Portanto, 
é importante dizer que não 
devem confundir letras com fo-
nemas, pois, como já vimos, um 
fonema pode ser representado 
por duas letras ou uma letra 
pode representar dois fonemas.
Retome as nomenclaturas 
estudadas e veja se não apre-
sentam dúvidas sobre:
 • encontro consonantal;
 • dígrafo consonantal;
 • dígrafo vocálico;
 • ditongo;
 • tritongo;
 • hiato.
A cada explicação solicite 
aos alunos exemplos e anote-os 
no quadro, a fim de permitir a 
visualização do que cada termo 
significa.
Oriente o grupo, então, a 
fazer a atividade da Realidade 
aumentada. Após todos ter-
minarem, pergunte à turma o 
que eles acharam mais difícil na 
atividade e de quais palavras 
erraram a classificação.
Uma possibilidade de des-
dobramento da atividade seria 
dividir a turma em grupos e 
fazer uma disputa, na qual cada 
equipe desafia a outra apre-
sentando palavras para serem 
classificadas. Ganha a equipe 
que conseguir mais pontos. A 
equipe que acerta uma classifi-
cação ganha 2 pontos, e quando 
não há acerto, a que apresentou 
a palavra ganha 1 ponto, desde 
que apresente a resposta corre-
ta ao time desafiado.
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Dígrafo vocálico
Ocorre quando a união das letras representa um fonema vocálico nasal, ou 
seja, vogais nasais.
Letras Fonemas Exemplos
am, an /ã/ tampo, pranto, também
em, en /ẽ/ tempo, sento
im, in /ĩ/ limbo, lindo
om, on /õ/ pombo, tonto
um, un /ũ/ comum, mundo
Encontro vocálico 
É a união de fonemas vocálicos em uma mesma sílaba ou em sílabas diferentes. As palavras não, noite, 
preocupada e demais, por exemplo, apresentam o encontro de vogais e de semivogais na mesma sílaba.
Há três tipos de encontro vocálico: ditongo, tritongo e hiato.
Ditongo 
É o encontro de uma vogal e uma semivogal. Como uma semivogal não pode constituir sílaba, não 
se pode dividir o ditongo silabicamente. Veja, a seguir, como são formadas as sílabas destas palavras:
doi – do
cai – ça – ra
vogal o + semivogal i
vogal a + semivogal i
Os ditongos podem ser classificados em:
a) Crescentes – quando pronunciamos primeiro a semivogal e, depois, a vogal (do som mais fraco 
para o mais forte): água = semivogal /w/ + vogal /a/.
b) Decrescentes – quando pronunciamos primeiro a vogal e, depois, a semivogal (do som mais 
forte para o mais fraco): ouro = vogal /o/ + semivogal /w/.
Tritongo 
É o encontro de uma semivogal + uma vogal + uma semivogal, sempre nessa ordem. Por conter 
uma única vogal, o tritongo é “invisível” silabicamente. 
aguei
semivogal u + vogal e + semivogal i 
Paraguai
semivogal u + vogal a + semivogal i
Hiato
É o encontro de duas vogais. Como só pode haver uma vogal em cada sílaba, as vogais dos hiatos 
ficam sempre em sílabas diferentes.
saída
vogal a + vogal i
cooperar
vogal o + vogal o
Objeto Digital
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Resposta
1. 
a) Brás, Brigite, Bruno, Cristina, Frederico, Graziela, Gregório, Priscila.
b) Adriana, Andressa, Fabrício, Gabriel, Ibraim, Ingrid, Patrícia, Patrick, Rodrigo.
2. Lista 1: esfregar. Nessa lista deve haver somente palavras com encontro consonantal tr.
Lista 2: gritar. Nessa lista deve haver somente palavras com encontro consonantal pr.
Lista 3: grande. Nessa lista deve haver somente palavras com encontro consonantal br.
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1. A seguir, há uma lista dos nomes de alunos de uma turma.
Adriana Cristina Ibraim
Alexandre Evandro Ingrid
André Fabrício Patrícia
Andressa Frederico Patrick
Brás Gabriel Priscila
Brigite Graziela Rodrigo
Bruno Gregório Sandra
Identifique, observando as letras e as sílabas dos nomes, os encontros consonantais e os vo-
cálicos. Registre, a seguir, dois nomes com encontros consonantais para cada um dos casos.
a) início da palavra:
b) meio da palavra:
2. As listas abaixo foram organizadas de acordo com o que se sabe sobre os encontros conso-
nantais e vocálicos. Entretanto, em cada lista há uma palavra colocada de forma equivocada. 
Explique a razão nas linhas que seguem.
Lista 1 Lista 2 Lista 3
atrapalhar preparar grande
estragar presente branco
esfregar primo abrir
encontrar compromisso brincar
maestro gritar bravo
ostra depressa brigadeiro
ATIVIDADES
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3. Circule, no quadro a seguir, palavras com encontros consonantais que ocorrem na mesma 
sílaba e sublinhe aquelas em que eles ocorrem em sílabas diferentes.
plantar – pneu – garfo – verniz – casca – grave –
ignorar – perto – clínica – glicose – vista – claro
4. Identifique se as letras destacadas nas palavras a seguir correspondem a um dígrafo ou a um 
encontro consonantal. Depois, copie as palavras na coluna correspondente conforme cada caso.
plano – exceção – cascavel – faísca – perder – carroça – três – discípulo – palha
Encontro consonantal Dígrafo
5. Leia um trecho do texto As aventuras de Pinóquio.
Um pedaço de madeira falante aparece na oficina de mestre Cereja. Assustado, ele 
decide se livrar daquela assombração e presenteia o amigo Gepeto com a peça de madeira 
viva. Gepeto tem um plano: construir uma marionete que dê pulos e cambalhotas mor-
tais, e correr mundo com a atração. Pelas mãos cuidadosas de um marceneiro sonhador, 
Pinóquio ganha vida [...].
COLLODI, C. As aventuras de Pinóquio: história de uma marionete. Tradução de: 
Marina Colasanti. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2002.
Agora, encontre palavras que preencham adequadamente cada uma das colunas a seguir.
Encontro consonantal Dígrafo
Encaminhamento 
metodológico 
O livro As aventuras de 
Pinóquio foi lançado em capí-
tulos entre 1881 e 1883, em um 
jornal italiano, dirigido a crian-
ças. A primeira edição em livro 
apareceu em 1883. Desde então, 
a obra tornou-se uma referência 
para gerações de crianças no 
mundo inteiro.
Resposta
3. As respostas estão no Livro 
do aluno.
4. As respostas estão no Livro 
do aluno.
5. As respostas estão no Livro 
do aluno.
mestre, construir, mortais assustado, cambalhotas, sonhador
livrar, presenteia, atração, marceneiro daquela, correr, ganha
plano assombração
plano, três discípulo, palha
cascavel, faísca carroça
perder exceção
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 6. Nas palavras seguintes, ao separar as sílabas, o encontro consonantal deve ficar em sílabas 
diferentes. Registre como elas devem ficar.
a) Ritmo: 
b) Advogado: 
c) Digno: 
d) Absoluto: 
e) Advertir: 
f) Optar:g) Adjetivo: 
h) Técnico: 
7. Marque (1) para as palavras em que a letra m ou n representa um fonema e (2) para as palavras 
em que a letra m ou n indica a nasalização da vogal.
a) ( ) macaco
c) ( ) camada
e) ( ) pudim
g) ( ) dente
i) ( ) banana
k) ( ) conto
m) ( ) ponto
o) ( ) amarela
b) ( ) canto
d) ( ) bonito 
f) ( ) cama 
h) ( ) pombo
j) ( ) hífen
l) ( ) lâmpada
n) ( ) caneca
8. Circule os dígrafos consonantais nas palavras do quadro.
forte – tempo – pimenta – estilingue – exceção – quero – vontade – 
mentira – bomba – aquele – quilo – rampa – jantar – ficha – 
comum – pássaro – seguir – fraquinho – tanque – guerra – bombom
9. Complete as palavras com os devidos encontros consonantais.
a) a icultor 
c) ele icidade
e) esente
g) em egado
i) oresta
k) iga
m) pala a
o) co a
b) inquedo 
d) som a
f) avura 
h) com etar
j) anela 
l) amática
n) ego 
p) or
Resposta
6. 
a) rit/mo
b) ad/vo/ga/do
c) dig/no
d) ab/so/lu/to
e) ad/ver/tir
f ) op/tar
g) ad/je/ti/vo
h) téc/ni/co 
7. 
a) (1) 
b) (2) 
c) (1) 
d) (1) 
e) (2) 
f ) (1) 
g) (2) 
h) (2) 
i) (1) 
j) (2) 
k) (2) 
l) (2) 
m) (2)
n) (1) 
o) (1) 
8. aquele, seguir, estilingue, 
quilo, fraquinho, quero, guerra, 
tanque, pássaro, exceção, ficha.
9. 
a) agricultor
b) brinquedo
c) eletricidade
d) sombra
e) presente
f ) bravura
g) empregado
h) completar
i) floresta
j) flanela
k) briga
l) gramática
m) palavra
n) prego
o) cobra
p) flor
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 10. Separe, no seu caderno, as palavras que têm ditongo daquelas que têm hiato.
suam – embaixo – silenciosa – voltou – vazio – dois – jeito – 
misteriosa – cair – cadeado – lição – duas – ameaça – 
anão – tédio – clarão – país – biscoito – rapaziada
11. Circule, no quadro a seguir, os nomes que contenham hiato.
Jaime – Claudete – Heloísa – Luís – Paulo – 
Sebastiana – Aurora – Manuel – Moisés – Tiago – Aloísio – 
Beatriz – Cleide – Eliana – Juliana – Edileusa – Márcio 
12. Organize adequadamente as palavras do quadro nas colunas correspondentes.
sou – canário – arrogância – vitória – louro – água – 
mau – embaixo – égua – série – dois – anéis
Ditongo crescente Ditongo decrescente
13. Separe as sílabas das palavras, sublinhe os ditongos e classifique-os em crescentes ou 
decrescentes.
a) Água: 
b) Quando: 
c) Réu: 
d) Perdão: 
e) Saudade: 
f) Doido: 
g) Mãe: 
h) Igual: 
i) Leite: 
Resposta
10. Ditongos
voltou
dois
jeito
lição
anão
biscoito
clarão
embaixo
Hiatos
suam
cair
silenciosa
duas
vazio
rapaziada
misteriosa
cadeado
país
ameaça
11. Juliana
Sebastiana
Tiago
Heloísa
Aloísio
Luís 
Manuel
Eliana
Beatriz
12. As respostas estão no Livro 
do aluno.
13. 
a) Á-gua, crescente
b) Quan-do, crescente
c) Réu, decrescente
d) Per-dão, decrescente
e) Sau-da-de, decrescente
f ) Doi-do, decrescente
g) Mãe, decrescente
h) I-gual, crescente
i) Lei-te, decrescente
Vitória Sou
Arrogância Louro
Canário Dois
Água Embaixo
Série Anéis
Égua Mau
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 14. Separe as sílabas e sublinhe os tritongos das palavras que seguem.
a) Quaisquer: 
b) Aguei: 
c) Saguão: 
d) Enxaguou: 
e) Quão: 
f) Paraguai: 
g) Enxaguei: 
h) Averiguei: 
i) Iguaizinhos: 
 
Há diversas palavras divertidas na língua portuguesa, especialmente quando há repetições 
de encontros consonantais e vocálicos, deixando a pronúncia engraçada. As palavras se tornam 
mais divertidas quando faladas com ênfase. Veja a seguir algumas dessas palavras:
Mequetrefe
me·que·tre·fe 
(origem controversa, talvez do espanhol mequetrefe)
substantivo de dois gêneros
1. [Informal] Pessoa reles, sem caráter = BILTRE, PATIFE, PATIFÓRIO
2. [Informal] Pessoa intrujona = PANTOMINEIRO, TRAPACEIRO
3. [Informal] Pessoa intrometida = ABELHUDO, METEDIÇO
4. [Informal] Pessoa sem importância = BORRA-BOTAS, ZÉ-NINGUÉM
Salamaleque
sa·la·ma·le·que 
(árabe salam'alaik, a paz esteja convosco [fórmula de saudação])
substantivo masculino
1. Saudação entre os muçulmanos.
2. [Informal] Cumprimento afetado ou exagerado; grande reverência ou mesura. = RAPAPÉ
Borogodó
bo·ro·go·dó
(origem expressiva)
substantivo masculino
1. [Brasil, Informal] Grande atração pessoal (ex.: seu borogodó faz com que todos gostem dela).
2. [Brasil, Informal] Carinho, afeto, mimo.
DICIONÁRIO Priberam da Língua Portuguesa. 2008-2013. Disponível em: www.priberam.pt/dlpo/. Acesso em: 17 set. 2019.
PARA SABER MAIS
Resposta 
14. 
a) Quais-quer
b) A-guei
c) Sa-guão
d) En-xa-guou
e) Quão
f ) Pa-ra-guai
g) En-xa-guei
h) A-ve-ri-guei
i) I-guai-zi-nhos
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Você terá duas opções de trabalho com o gênero esquema.
Opção 1
Sua tarefa será escolher um texto e fazer um esquema. O texto pode ser de seu livro 
didático de Língua Portuguesa ou de outro componente curricular, como História, Ciências e Filosofia, 
ou pode, ainda, ser uma matéria de jornal ou revista. Faça de conta que precisa estudar para uma 
prova e, para isso, é necessário sintetizar as principais ideias do texto escolhido.
Ao elaborar o esquema, lembre-se de:
 • sintetizar as ideias principais, organizando-as com base em palavras-chave;
 • propiciar uma visualização que remeta o leitor aos pontos tidos como mais importantes;
 • usar um dos modelos que você viu na seção Conexão; 
 • usar linguagem clara, concisa e objetiva.
Opção 2 
Se preferir fazer o contrário, você pode redigir um texto com base em tópicos. Para 
isso, retome o esquema que foi mostrado na página de abertura do capítulo e elabore um 
texto baseando-se nele.
Ao elaborar o texto, leve em consideração as dicas a seguir.
 • Atente para o teor das informações contidas no esquema, que pergunta se somos felizes e 
como fazer para vivermos felizes.
 • Escreva um texto opinativo respondendo à pergunta-chave do esquema: você é feliz? 
 • De acordo com o esquema apresentado, você poderá desenvolver, entre outras ideias, o con-
selho de mudar algo na vida para ser feliz. Que conselho seria esse? Pode também defender a 
posição de que é necessário parar de se preocupar com a felicidade e, em vez disso, valorizar 
as coisas simples, sugerindo, por exemplo, algumas dessas coisas simples.
COMO FAZE
R
Como dissemos, um esquema serve tanto para 
sintetizar as ideias de um texto já escrito quanto 
para fazer um levantamento dos tópicos para redi-
gir um novo texto. Repare, também, que os mapas 
conceituais podem ser esquematizados com base 
em sínteses. Um exemplo são os mapas conceituais 
encontrados nos finais dos capítulos de nosso ma-
terial de Língua Portuguesa.
EM TEMPO
O mapa conceitual é uma representação gráfica 
mais elaborada que o organograma. Nele, os con-
ceitos aparecemem caixas ligadas por meio de 
palavras, frases ou verbos nos arcos ou setas que 
unem os conceitos.
PRODUÇÃO DE TEXTO
são
que imitam 
oco
rre
m
 em ocorrem em
re
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tiv
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a
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a
um som ou a voz 
natural dos seres
histórias em quadrinhos poemas
palavras
tic-tac
relógio
gato
carro
mergulho
espirro
miau
atchim 
tchibum
vrum 
ONOMATOPEIAS
Ex. Ex.
Ex. Ex.
Ex.
Palavras que imitam sons – Relacionando conceitosEncaminhamento 
metodológico 
Ao trabalhar as solicitações 
da seção Produção de texto, 
lembre os alunos dos mapas 
conceituais encontrados no 
material.
Ajude-os a ler os mapas, 
que seguem o mesmo raciocí-
nio lógico ao exigirem a iden-
tificação das ideias principais 
e secundárias de um texto, 
mas que fazem uso de frases 
e palavras entre os quadros 
desenhados. É provável que os 
alunos demonstrem alguma 
dificuldade em fazer as relações 
entre os conceitos nos mapas 
conceituais. Tal dificuldade, 
contudo, pode ser trabalhada 
com questionamentos a respei-
to de cada tópico inserido no 
mapa, especialmente o de como 
o tópico se liga ao anterior. Para 
isso, retome com eles o mapa 
conceitual do último capítulo, 
Palavras que imitam sons – 
Relacionando conceitos.
A seção Produção de 
texto contempla a habilidade 
EF69LP36 ao produzir, revisar 
e editar textos voltados para 
resultados de pesquisa, conside-
rando as regularidades do gêne-
ro esquema em termos de suas 
construções composicionais.
Disponibilizamos, no 
Livro do aluno e do professor, 
QR Codes com uma grade de 
correção para a elaboração das 
produções textuais sugeridas 
neste capítulo, esquema ou 
texto opinativo, e possíveis 
reescritas.
Opção 1:
Opção 2:
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48 LÍNGUA PORTUGUESA
Objetivos do capítulo 
 • Aprofundar conhecimentos 
a respeito do gênero poema.
 • Explorar as características e a 
classificação das palavras con-
forme a quantidade de sílabas.
 • Exercitar a divisão silábica.
 • Relembrar regras de acen-
tuação gráfica.
 • Desenvolver a criatividade 
por meio da criação de um 
poema.
Realidade aumentada
 • Divisão silábica
 • Regras das paroxítonas
Encaminhamento 
metodológico
Neste capítulo, serão 
trabalhados aspectos do poema 
indo ao encontro da habilidade 
EF67LP28, que aborda a leitura 
e a compreensão de poemas de 
forma livre e fixa; serão revisa-
dos conteúdos a respeito de 
divisão e quantidade silábica; 
regras de acentuação gráfica e, 
como produção textual, o aluno 
produzirá um poema.
Converse com os alunos a 
respeito da imagem de abertu-
ra, em que aparece um trecho 
do poema Guardador de reba-
nhos, de Alberto Caeiro, hete-
rônimo de Fernando Pessoa. 
Se possível, aproveite para 
explicar aos alunos o conceito 
de heteronímia. Ajude os alunos 
a interpretarem o sentido do 
texto. Sensibilize--os à leitura, 
trazendo informações, como o 
fato de o eu lírico jogar Cinco 
Marias com o menino Jesus. A 
despeito de convicções reli-
giosas, o poeta cita a figura de 
uma divindade em seu poema. 
Comente a magnitude das obras 
divinas fazerem parte de um 
jogo ou brincadeira, como se 
tudo fosse muito simples, assim 
como é a realidade vista sob o 
olhar de uma criança. Essa pode 
ser uma leitura. Abstraia outros 
sentidos com os alunos, a exem-
plo de um poeta criar obras tão 
especiais, como seriam as de um 
deus etc.
Sotnikov Ivan/Shutterstock
un
idade
48
2. Palavras que rimam
Repare que o poema acima não tem um sentido literal ou de dicionário. Nele, as palavras são usadas 
para criar imagens, que sugerem situações e emoções. 
Com base nisso, converse com seu colega, respondendo às seguintes questões: Com quem o poeta 
conversa? Com quem ele joga? Por que joga? O que representam as pedrinhas? O que você sentiu ao ter 
contato com esse texto? 
4
• Gênero (Campo artístico-literário)
• Poema
• Estudo linguístico
• Divisão silábica
• Classificação quanto ao 
 número de sílabas
• Regras de acentuação
• Produção de texto
• Poema
A força das palavras
[...]
Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas 
No degrau da porta de casa, 
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra 
Fosse todo um universo 
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão. 
[...]
CAEIRO, Alberto. O Guardador de rebanhos. Disponível 
em: www.dominiopublico.gov.br/download/texto/
pe000001.pdf. Acesso em: 10 out. 2019.
Escola Digital
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49LÍNGUA PORTUGUESA
Segunda: [...] o verso (e 
tudo que ele implica) não deve 
ser tomado como recurso 
exclusivo e caracterizador da 
poesia; do contrário, sempre 
que estivéssemos perante um 
texto em verso, teríamos poesia, 
e vice-versa, a poesia sempre (e 
unicamente) se expressaria em 
versos; a experiência acumulada 
ao longo dos séculos desmente 
a ligação causal entre verso e 
poesia, pois encontramos o 
primeiro sem a segunda, e esta, 
sem aquele. [...]
Terceira: a diferença entre 
a poesia e a prosa reside na 
expressão de um conteúdo, ou 
seja, mostra-se não só no plano 
semântico, senão também do 
significante, mas considerados 
ambos de forma solidária; um 
tipo de linguagem para expres-
sar um tipo de conteúdo. [...]
Quarta: a Literatura deve 
ser entendida como a expressão 
dos conteúdos da imaginação 
por meio de metáforas, ou pala-
vras polivalentes.
Quinta: [...] A poesia cor-
responderia à expressão do ‘eu’ 
por intermédio de metáforas, ou 
vocábulos polivalentes: o ‘eu’ do 
poeta, matriz de seu comporta-
mento como artista da palavra, 
volta-se para si próprio, adota 
não só a categoria ‘sujeito’ que 
lhe é inerente, mas também 
a de ‘objeto’; portanto, intro-
verte-se, autoanalisa-se, faz-se 
espetáculo e espectador ao 
mesmo tempo, como se perante 
um espelho”.
MOISÉS, Massaud. Dicionário 
de termos literários. 12. ed. São 
Paulo: Cultrix, 2004. p. 360.
Resposta 
1. Espera-se que os alunos 
compreendam que o poeta 
usou a separação silábica para 
sugerir o movimento vagaroso 
da fumaça.
2. V, V, V, F.
Encaminhamento metodológico 
É importante comentar com os alunos que não é a presença de características 
estruturais, como as estrofes, os versos e a métrica, que faz de um texto uma poesia, 
pois há poesias em prosa. Mário Quintana, inclusive, escreveu algumas. Não se pode 
afirmar categoricamente que toda poesia é escrita em versos e que onde há versos 
estarão textos aos quais poderemos dar o nome de poesias. Então, os limites da poesia 
são flexíveis.
A esse respeito, leia o que Massaud Moisés afirma.
“A poesia é assuntoque suscita inumeráveis postulações teóricas.
Um ensaio de esclarecimento do problema teria de começar por algumas 
premissas:
Primeira: a poesia pode e deve ser conceituada, mas seu entendimento pleno 
somente se atende quando a confrontamos com a prosa [...].
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49LÍNGUA PORTUGUESA
Unidas pelo som 
Agora que você já fez um exercício de sensibilidade em relação à leitura de um poema, vamos 
analisar mais um, dessa vez de Mario Quintana. O poema, diferentemente do de Fernando Pessoa, 
apresenta-se com rimas e recursos gráficos. Verifique. Relembre com os colegas o que você sabe sobre 
rima, recurso que aparece no texto a seguir. Fique atento ao tema do texto e às palavras que se unem 
pelo som.
O dia abriu seu para-sol bordado
para Erico Verissimo
O dia abriu seu para-sol bordado
De nuvens e de verde ramaria.
E estava até um fumo, que subia,
Mi-nu-ci-o-sa-men-te desenhado.
Depois surgiu, no céu azul arqueado,
A Lua – a Lua! – em pleno meio-dia.
Na rua, um menininho que seguia
Parou, ficou a olhá-la admirado...
Pus meus sapatos na janela alta,
Sobre o rebordo... Céu é que lhes falta
Pra suportarem a existência rude!
E eles sonham, imóveis, deslumbrados,
Que são dois velhos barcos, encalhados
Sobre a margem tranquila de um açude...
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QUINTANA, Mario. O dia abriu seu para-sol bordado. In: QUINTANA, 
Mario. Melhores poemas – Mario Quintana. São Paulo: Global, 2013.
GÊNERO TEXTUAL
O gênero poema busca despertar 
vários sentimentos no leitor e pode 
apresentar versos organizados em 
estrofes. No caso do poema de Mario 
Quintana, temos um soneto. 
Um soneto apresenta 4 estrofes, as 
duas primeiras com 4 versos e as duas 
últimas, com 3. Os versos são as linhas 
de um poema. As estrofes são como 
os parágrafos dele. 
O Poema O dia abriu seu para-sol 
bordado apresenta rimas em todas as 
estrofes. Nas duas primeiras estrofes, 
as rimas ocorrem no final do 1.º e 4.º 
versos (linhas 1 e 4; 5 e 8) e no 2.º e 3.º 
versos (linhas 2 e 3; 6 e 7). Nas duas 
últimas estrofes, as rimas ocorrem nos 
1.º e 2.º versos (linhas 9 e 10; 12 e 13) 
e entre as estrofes nos últimos versos 
(linhas 11 e 14). 
Além desses detalhes, um poema po-
derá apresentar em sua composição 
ritmo definido e a presença marcante 
de figuras de linguagem, como metá-
fora e personificação.
EM TEMPO
Fumo: a fumaça.
Minuciosamente: cuidadosamente.
1. Na primeira estrofe do poema, o que Mario Quintana quis sugerir ao separar as sílabas da palavra 
“minuciosamente”?
2. Julgue as afirmativas a seguir, assinalando verdadeiro (V) ou falso (F).
 ) ( O ponto de exclamação é utilizado em dois momentos. Em um deles exprime surpresa; no 
outro, lástima.
 ) ( No quarto verso do soneto a palavra "minuciosamente" aparece com hífen com intuito de 
produzir a pronúncia sílaba por sílaba.
 ) ( A forma gráfica “mi-nu-ci-o-sa-men-te” representa o significado dessa palavra no poema.
 ) ( Na terceira estrofe, as reticências indicam a supressão de parte do verso do terceto.
TEXTO E CONTEXTOC
T
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50 LÍNGUA PORTUGUESA
Resposta 
3. O eu lírico se manifesta na 
figura dos sapatos.
4. A imagem do para-sol 
sugere o céu curvo, onde 
estão “bordadas” as nuvens, 
as ramagens e uma fumaça 
(“fumo”) que subia lentamente.
Encaminhamento 
metodológico
A poesia está presente em 
diversas artes. Converse com os 
alunos a respeito de outras artes 
que podem apresentar poesia, 
além da literatura. Eles podem 
fazer uma pesquisa na internet 
com as palavras-chave “pintura 
poética”; “narrativa poética”; 
“filme poético”.
No ícone Oralidade, esti-
mule-os a enxergar momentos 
poéticos, de inspiração e beleza 
no dia a dia. É um bom exer-
cício de contemplação, além 
de desenvolver habilidades 
socioemocionais.
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3. O eu lírico no poema se manifesta por meio de um objeto, como se estivesse personificado nele. 
Que objeto é esse?
4. O título do poema remete a que imagens? O que o "para-sol bordado" sugere?
Você concorda com a afirmação acima de que o pôr do sol pode ser poético? Comente com os 
colegas momentos da vida diária em que você encontra a poesia.
Sílabas 
Você sabia que, conforme o número de sílabas, a palavra recebe uma classificação? E mais, que 
sem vogal não há sílaba?
Releia o trecho a seguir, do poema de Mario Quintana.
O dia abriu seu para-sol bordado
De nuvens e de verde ramaria.
E estava até um fumo, que subia,
Mi-nu-ci-o-sa-men-te desenhado.
A palavra minuciosamente é formada por segmentos, compostos de um ou mais fonemas, pronun-
ciados em uma única emissão de voz. A cada um desses segmentos, dá-se o nome de sílaba.
ESTUDO LINGUÍSTICO
 
O que é a poesia? Ela pode ser apresentada em forma de um poema, com versos, estrofes e 
rimas, mas também está presente na prosa e em diversas artes. 
A poesia, segundo o dicionário Houaiss, além de ser a arte de compor ou escrever versos, 
consiste no poder criativo; na inspiração, no que desperta o sentimento do belo ou naquilo que 
há de elevado ou comovente nas pessoas ou nas coisas. Sendo assim, a poesia poderia estar em 
qualquer lugar, até mesmo em um pôr do sol.
PARA SABER MAIS
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51LÍNGUA PORTUGUESA
Para ampliar o conheci-
mento sobre esse assunto, se-
pare a turma em grupos e diga 
algumas palavras para que cada 
grupo faça a divisão silábica no 
quadro. A cada acerto, o grupo 
ganha um ponto, e a cada erro, 
perde um ponto.
Resposta 
1. 
a) can-sa-do 
b) fe-liz-men-te
c) tra-tor 
d) sa-ir
Encaminhamento metodológico
Veja, a seguir, a identificação de cada sílaba conforme sua intensidade.
Café – ca (sílaba átona) – fé (sílaba tônica).
Pedras – pe (sílaba tônica) – dras (sílaba átona).
Lâmpada – lâm (sílaba tônica) – pa (sílaba átona) – da (sílaba átona).
Quatro – qua (sílaba tônica) – tro (sílaba átona).
Cálculo – cál (sílaba tônica) – cu (sílaba átona) – lo (sílaba átona).
Orientação para RA
Após apresentar aos alunos o conteúdo sobre a classificação das palavras quanto 
ao número de sílabas, trabalhe a Realidade aumentada Divisão silábica e explique a eles 
que ao se produzir um texto manuscrito, quando uma palavra não couber na linha que 
lhe é destinada, é preciso separá-la de acordo com a convenção estabelecida. 
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A palavra “mi-nu-ci-o-sa-men-te” tem 7 sílabas. Quanto à quantidade de 
sílabas, você sabe
como essa palavra é classificada?
As sílabas formam os vocábulos, ou seja, as palavras. Elas podem ser assim 
classificadas:
 • monossílabas – uma só sílaba: lar, fé, som.
 • dissílabas – duas sílabas: amor, lua, praça.
 • trissílabas – três sílabas: viagem, açúcar.
 • polissílabas – quatro ou mais sílabas: almanaque, sociedade.
A palavra “minuciosamente”, portanto, é uma palavra polissílaba, porque tem mais de 4 sílabas.
Divisão silábica
Na divisão silábica há determinadas regras a serem seguidas:
1) Não se separam as vogais de ditongos e tritongos. Exemplos: pai-xão, i-guais.
2) Separa-se o ditongo do hiato quando aparecem juntos. Exemplos: mei-a, boi-a, sa-iu.
3) Separam-se as vogais dos hiatos. Exemplos: mo-í-do, ba-ú.
4) Separam-se as consoantes dos dígrafos rr, ss, sc, sç, xc. Exemplos: bar-ro, pas-so, as-cen-
-der, des-ço, ex-ce-len-te.
5) Não se separam as consoantes dos dígrafos lh, nh, ch, gu, qu. Exemplos: ga-lho, vi-nho, cha-ma, 
guer-ra, bos-que.
6) Não se separam da sílaba anterior as consoantes que não forem seguidas de vogal. Exemplos: 
ap-to, fleug-ma, ad-mis-são.
7) Não se separam os encontros consonantais que iniciam palavras. Exemplos: gno-mo, 
pneu-má-ti-co.
Sílaba átona e sílaba tônica
A sílaba mais forte de uma palavra chama-se sílaba tônica,ou seja, é a sílaba pronunciada com 
maior intensidade. As mais fracas são chamadas de sílabas átonas.
Leia, em voz alta, as palavras a seguir e identifique a sílaba pronunciada com maior intensidade.
café – pedras – lâmpada – quatro – cálculo
Objeto Digital
 
1. Separe em sílabas as palavras e destaque a sílaba tônica.
a) Cansado: 
b) Felizmente: 
c) Trator: 
d) Sair: 
ATIVIDADES
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Resposta
1. 
e) ca-lor 
f ) fa-ma
g) mé-di-co 
h) me-sa
i) ór-fão 
j) fei-jão
k) ca-paz 
l) pe-sa-do
2. 
a) de/sa/bri/ga/dos – 5 sílabas
b) ca/sa – 2 sílabas
c) ja/ne/la – 3 sílabas
d) só – não se divide, 1 sílaba
e) dor – não se divide, 1 sílaba
f ) e/le/fan/te – 4 sílabas
g) li/vro – 2 sílabas
3. 
a) só, dor
b) casa, livro
c) janela
d) desabrigados, elefante
4. 
a) ca/be/lei/rei/ro – polissílaba
b) es/tou/ro – trissílaba
c) mais – monossílaba
d) i/guais – dissílaba
e) sa/iu – dissílaba
f ) i/de/al – trissílaba
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 e) Calor: 
f) Fama: 
g) Médico: 
h) Mesa: 
i) Órfão: 
j) Feijão: 
k) Capaz: 
l) Pesado: 
2. Divida as palavras, quando possível, e indique o número de sílabas. Observe os exemplos no 
quadro a seguir.
Começo: co-me-ço – três sílabas
Lar: não se divide – uma sílaba
a) Desabrigados: 
b) Casa: 
c) Janela: 
d) Só: 
e) Dor: 
f) Elefante: 
g) Livro: 
3. Copie as palavras do exercício anterior e classifique-as em monossílabas, dissílabas, trissílabas 
ou polissílabas.
a) Monossílabas: 
b) Dissílabas: 
c) Trissílabas: 
d) Polissílabas: 
4. Faça a separação silábica das palavras a seguir e classifique-as quanto ao número de sílabas.
a) Cabeleireiro: 
b) Estouro: 
c) Mais: 
d) Iguais: 
e) Saiu: 
f) Ideal: 
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Resposta
5. 
a) brin/car – átona/tônica
b) la/ran/ja – átona/tônica/átona
c) a/zul – átona/tônica
d) sa/bi/á – átona/átona/tônica
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5. Classifique as sílabas das palavras a seguir em átonas ou tônicas.
brin cara)
a zulc)
la ran jab)
sa bi ád)
Você já deve ter percebido que nem todas as palavras da língua portuguesa são acentuadas, 
embora todas tenham sílaba tônica – aquela pronunciada com maior intensidade – com exceção dos 
monossílabos, que só têm uma sílaba, a qual nem sempre é tônica.
O conhecimento das regras de acentuação gráfica é importante para entendermos por que certas 
palavras são acentuadas e outras não. As regras foram criadas para que a gente consiga saber, de forma 
rápida e prática, se o acento existe ou não em determinada palavra.
Monossílabos tônicos 
Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si são nomes de notas musicais. Todas elas são palavras monossílabas tôni-
cas, isto é, apresentam uma única sílaba que é pronunciada com intensidade. Você deve ter observado 
que algumas são acentuadas e outras não. Veja, a seguir, o porquê.
São acentuados os monossílabos tônicos terminados em -a, -e, -o, seguidos ou não de s. Exemplos: 
já, lá, pás.
 • Os verbos ter e vir, apresentados a seguir, são monossílabos tônicos terminados em -em. Pela 
regra dos monossílabos, não deveriam ser acentuados. Entretanto, acentua-se a forma da 3.ª 
pessoa do plural para diferenciá-la do singular.
ele tem | ele vem
eles têm | eles vêm
Oxítonas 
Observe a seguir a acentuação das palavras em 
um bilhete entre colegas de classe.
Nesse bilhete há palavras oxítonas: Maju, Miraci, 
amanhã, avó e está. Algumas palavras são acentuadas 
e outras não. 
São acentuadas as oxítonas terminadas em -a, -e, 
-o (seguidas ou não de s), -em, -ens.
Portanto, Maju e Miraci são oxítonas não 
acentuadas.
Lembre-se: as palavras oxítonas são aquelas em 
que a última sílaba é a tônica.
 
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54 LÍNGUA PORTUGUESA
Encaminhamento 
metodológico 
Há outra maneira de 
transmitir a regra de acentuação 
gráfica das paroxítonas. No Livro 
do aluno encontra-se a mais 
tradicional, por meio das termi-
nações, que devem ser decora-
das. Outra forma mais simples, 
entretanto, é a que segue.
Paroxítonas terminadas 
em -a(s), -e(s), -o(s), -em, -ens 
e -am NÃO devem ser acentua-
das. Acentuam-se, porém, as 
demais palavras.
Algumas observações 
quanto a essa regra são 
importantes.
1. Palavras como “família” ou 
“órfão” são acentuadas, pois 
não se separa semivogal de 
vogal. Portanto, “família” não é 
terminada em -a nem “órfão” 
em -o, mas em ditongo.
2. A terminação -ã não é -a. Por 
isso, palavras como “ímã” são 
acentuadas.
3. A terminação -en não é -ens. 
Por isso, a palavra “hífen” é 
acentuada, enquanto o seu 
plural “hifens” não, pois termi-
na em -ens.
Orientação para RA
Trabalhe a Realidade au-
mentada Regras das paroxítonas. 
Explique aos alunos que o maior 
número de palavras de nossa 
língua é o de paroxítonas, e que 
as regras são feitas para marcar 
as exceções. Portanto, as regras 
de acentuação foram criadas 
para ajudar o usuário de língua 
portuguesa a auxiliar o interlo-
cutor a compreender melhor 
o texto, oral ou escrito, e suas 
intenções. 
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Exemplos de oxítonas acentuadas:
vatapá cajás café pajés 
avô bisavós armazém parabéns
 • Os verbos derivados de ter, como conter, deter e reter, apresentam formas oxítonas e acentuadas 
na 3.ª pessoa do presente do indicativo: acento agudo no singular e acento circunflexo no plural.
ele contém | ele detém | ele mantém | ele retém
eles contêm | eles detêm | eles mantêm | eles retêm
Paroxítonas
As palavras paroxítonas são aquelas que têm a penúltima sílaba tônica. A maioria das palavras 
desse grupo não é acentuada. São acentuadas as paroxítonas terminadas em -l, -n, -r, -x, -ã, -ãs, -ão, 
-ãos, -i, -is, -um, -uns, -us, -ps e ditongo.
Eis alguns exemplos para cada uma das terminações.
-l, -n, -r, -x: amável, pólen, dólar, tórax.
-ã, -ãs: ímã, órfãs.
-ão, -ãos: bênção, órgãos.
-i, -is: júri, lápis.
-um, -uns: fórum, álbuns.
-us: vírus.
-ps: bíceps.
Ditongo: infância, fáceis, história, mágoa.
Não se acentuam
 • Os ditongos abertos ei e oi das palavras paroxítonas. Exemplos: ideia, epopeia, jiboia, huma-
noide e heroico.
 • As palavras paroxítonas que apresentem i ou u tônicos depois de um ditongo. Exemplos: taois-
mo e feiura.
 • Os encontros vocálicos fechados. Exemplos: 
-ee – creem, leem, veem
-eu – teu, judeu, camafeu
-oo – voo, enjoo, perdoo, coroo
Proparoxítonas 
Leia as palavras a seguir, observando a sílaba tônica em destaque.
último ânimo triângulo sábado círculo próximo
Objeto Digital
EM TEMPO
A regra das paroxítonas é válida tam-
bém para os plurais, com exceção da 
terminação n. As terminadas em n não 
levam acento quando estão no plural. 
Exemplo: hífen – hifens.
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Resposta
1. 
a) quem, eu, Rui, vai, sim, não, vou, já, sei, Gal, são, seis, é, ir, Deus, já, viu, Sol, pôs.
b) me, mas, a, te, que, de, por, o, se.
2. 
a) paroxítona terminada em l.
b) paroxítona terminada em n.
c) monossílabo tônico terminado em o.
d) proparoxítona.
e) oxítona terminada em e.
f ) paroxítona terminada em ditongo.
3. 
Rússia, Sérvia, Bulgária, Ucrânia, 
Grécia, aniversário.
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Observe que todas essas palavras proparoxítonas estão acentuadas. As palavras proparoxítonas são 
aquelas que têm o acento tônico na antepenúltima sílaba e,por convenção, são todas acentuadas.
1. Classifique os monossílabos do diálogo a seguir em tônicos ou átonos.
— Quem me chama?
— Eu. Rui. Você vai passear?
— Sim, mas não vou já.
— A Gal te espera.
— Sei. Que horas são?
— Seis. É hora de ir.
— Por Deus! Já?
— Viu? O Sol se pôs. 
a) Tônicos:
b) Átonos:
2. Justifique o acento gráfico de cada palavra.
a) têxtil, fácil: 
b) abdômen, cânon: 
c) só, pó: 
d) médico, gramática: 
e) café, boné: 
f) vôlei, úteis: 
3. Nos trechos a seguir, os acentos foram retirados das palavras. Identifique as oxítonas, as paro-
xítonas e as proparoxítonas e verifique se devem ser acentuadas. Corrija, reescrevendo cada 
palavra nas linhas.
Veja como são algumas festas em outros países.
Muitas festas
Na Russia, na Servia, na Bulgaria, na Ucrania e na Grecia, muitas pessoas batizadas na 
Igreja Ortodoxa recebem nomes de santos e festejam seu aniversario no dia consagrado a 
eles. Atualmente os costumes estão mudando e os mais animados comemoram o aniver-
sario duas vezes: uma na data de nascimento e outra no dia do santo.
Recreio, São Paulo, n. 192, ano 4, 13 nov. 2003.
 
ATIVIDADES
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56 LÍNGUA PORTUGUESA
 Ocasiões especiais
Para as familias mais tradicionais do Japão, algumas idades são especiais. Os meninos, 
por exemplo, festejam quando fazem cinco anos, pois, na epoca dos samurais, com essa 
idade eram apresentados como guerreiros.
Para muitas meninas, a festa de sete anos é a mais legal, já que recebem seu primeiro 
quimono. No dia 15 de novembro, as crianças que tem tres, cinco e sete anos são homena-
geadas nos templos, onde vão rezar com as familias e ganham doces.
Recreio, São Paulo, n. 192, ano 4, 13 nov. 2003.
Chame a vizinhança
No Senegal, um pais da Africa, a familia do aniversariante prepara varios tipos de carne 
para festejar e oferecer à vizinhança. Como a carne é um alimento caro, servido apenas em 
datas especiais, todo mundo aproveita e se delicia nessa ocasião.
Na festa, não podem faltar tambem muita musica e animação.
Recreio, São Paulo, n. 192, ano 4, 13 nov. 2003.
4. Todas as palavras a seguir são acentuadas pela mesma razão. Informe nas linhas que razão é essa.
catástrofe – bússola – fizéssemos – nômade – náutico
meritíssimo – depósito – econômico
5. Justifique o acento gráfico das seguintes palavras:
a) jacaré, após, vocês.
b) também, parabéns, alguém.
6. Organize as palavras do quadro nas duas colunas que seguem: à esquerda as que devem re-
ceber acento gráfico e, à direita, as que não devem. Acentue quando for o caso.
corriamos – cooperar – jovem – ama-lo – naufrago – alcool – lagoa
pirex – nu – constituinte – gratuito – voce – lotus – tainha
jiboia – ciume – portugues – sucuri – egoismo – poluido
chapeuzinho – bauru – uisque – moinho – urubu – onus – torax
Resposta
3. 
Famílias, época, têm, três.
País, África, família, vários, 
também, música.
4. São palavras proparoxítonas.
5. 
a) Palavras oxítonas terminadas 
em -a, -e, -o seguidas ou não 
de s.
b) Palavras oxítonas terminadas 
em -em e -ens.
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57LÍNGUA PORTUGUESA
 Devem ser acentuadas Não devem ser acentuadas
7. Copie, abaixo de cada grupo, a palavra que difere das demais quanto à tonicidade e classifique-a.
a) animal – fazer – urubu – panela – amanhã
b) amável – táxi – álbum – tórax – vovô
c) coluna – cama – jovem – raposa – máximo
d) estímulo – fábrica – revólver – análise – bárbaro
8. Explique o acento gráfico na palavra "abdômen" (singular) e a ausência do acento gráfico nessa 
mesma palavra, quando flexionada no plural (abdomens).
 
 
Os trava-línguas, assim como os poemas, também fazem uso de recursos expressivos da 
linguagem ao brincar com a pronúncia e com o ritmo na articulação das palavras. Entretanto, 
não revelam poesia. Verifique:
1. Pedro tem o peito preto. O peito de Pedro é preto. Quem disser que o peito de Pedro é preto 
tem o peito mais preto que o peito de Pedro.
2. Um ninho de mafagafos com cinco mafagafinhos. Quem desmafagafizar os mafagafos bom 
desmafagafizador será.
3. O princípio principal do príncipe principiava principalmente no princípio principesco da princesa.
4. Atrás da porta torta tem uma porca morta.
5. Três pratos de trigo para três tigres tristes.
GONÇALVES, Nelson. O lado sério da brincadeira. São Paulo: Cortez, 2014.
CONEXÃO
Resposta
6. As respostas estão no Livro do aluno.
7. 
a) Panela é paroxítona. As outras são oxítonas.
b) Vovô é oxítona. As outras são paroxítonas.
c) Máximo é proparoxítona. As outras são paroxítonas.
d) Revólver é paroxítona. As outras são proparoxítonas.
8. No singular é paroxítona terminada em -n, portanto leva acento. No plural é 
paroxítona terminada em -ens, portanto não leva acento.
Corríamos 
Ônus 
Álcool 
Amá-lo 
Você 
Náufrago 
Português 
Egoísmo 
Lótus 
Ciúme 
Poluído 
Uísque 
Tórax
Cooperar
Jovem
Lagoa 
Constituinte
Gratuito 
Tainha
Pirex
Sucuri
Nu
Chapeuzinho
Bauru
Moinho
Urubu
Jiboia
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58 LÍNGUA PORTUGUESA
 
Dica para ampliar 
o trabalho
“Os trava-línguas são 
frases folclóricas inventadas 
pelo povo com objetivo lúdico 
(brincadeira).
Apresentam-se como um 
desafio de pronúncia, ou seja, 
uma pessoa passa uma frase 
difícil para outra pessoa falar.
O nível de dificuldade das 
frases vai se tornando maior à 
medida que as sílabas vão fican-
do mais parecidas (exigem mo-
vimentos repetidos da língua) 
e sendo faladas rapidamente. 
Os trava-línguas fazem parte do 
folclore nacional, porém estão 
mais presentes no interior do 
Brasil. 
Devem ser falados rapida-
mente, sem pausas.”
GONÇALVES, Nelson. O lado sério 
da brincadeira. São Paulo: Cortez 
Editora, 2014.
Resposta
1. O fonema /p/.
2. São utilizadas palavras 
inventadas, longas e difíceis de 
pronunciar, como mafagafos, 
mafagafinhos.
3. Os trava-línguas, além de 
servirem como divertimento, 
desenvolvem a pronúncia das 
palavras de difícil articulação.
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58 LÍNGUA PORTUGUESA
Siga as dicas a seguir.
A princípio, não se preocupe com um texto pronto. Imagine-se fora da sala de aula, ou 
seja, qualquer outro lugar: na praia, no campo, na casa de alguém querido, em um lugar 
triste etc. Deve ser um lugar que considere belo ou no qual possa encontrar poesia.
Escolhido o lugar, deixe que venham sensações à sua cabeça. Escreva quais seriam essas sensações 
de acordo com as indicações a seguir.
 • Os aromas ou cheiros que você sente. 
COMO FAZE
R
 
6. O rato roeu a roupa do rei de Roma.
7. Pedro pereira pintor pinta prédios pretos.
8. Um tigre, dois tigres, três tigres.
ANTUNES, Celso. Jogos para bem falar. Campinas: Papirus, 2003. p. 66.
EM TEMPO
Trava-línguas são jogos de palavras criados para serem pronunciados o mais rápido possível. Sua caracterís-
tica principal consiste na dificuldade de articulação das palavras, pois os sons têm semelhanças e se repetem 
várias vezes na frase. Por isso, além de servirem como divertimento, desenvolvem a pronúncia. Sua origem é 
incerta, mas sabe-se que existem trava-línguas em outras línguas, além da língua portuguesa. 
1. Qual é o fonema mais utilizado nos trava-línguas lidos? 
2. Que recursos são utilizados para dificultar a pronúncia nos trava-línguas? Explique.
3. Qual é a finalidade dos trava-línguas?
Neste capítulo você se deparou com poemas de Fernando Pessoa e de Mario Quintana. Percebeu 
que um poema pode apresentar estrofes e versos rimados, mas, principalmente apresentar poesia, 
característica dos textos que revelam podercriativo, tocando nossos sentimentos e nossas emoções. 
Vamos fazer um exercício de poesia?
PRODUÇÃO DE TEXTO
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59LÍNGUA PORTUGUESA
Encaminhamento metodológico 
O exercício sugerido na seção Produção de texto tem por base a escrita automá-
tica, método de escrita criado pelos dadaístas, especificamente por André Breton, em 
1919, líder do movimento surrealista, e por Tristan Tzara. O método consiste em deixar 
que o fluxo do inconsciente venha à tona, evitando pensamentos conscientes.
A atividade dá alguns motes que sugerem percepções de sentidos para que esse 
fluxo inconsciente possa aflorar. 
O exemplo dado a seguir pode ser uma referência para elucidar o exercício. 
Sugerimos, no entanto, que você desenvolva o seu para dar como exemplo aos alunos.
Exemplo:
Escolhido o lugar, deixe que venham sensações a sua cabeça. Escreva quais seriam 
essas sensações de acordo com as linhas a seguir.
 • Lugar:
Cemitério.
 • Aromas ou cheiros que você 
sente:
Flores amanhecidas, carvalhos, 
limo, velas derretidas.
 • Sons que você escuta:
Passos, pássaros, silêncio, 
dobradiças de portão.
 • Imagens ou o que você vê:
Anjos em lápides, mármore, 
céu azul, sepulturas.
 • Temperatura que sente:
Calor.
 • Outras sensações:
Monotonia, eternidade.
Agora, escolha algumas 
das palavras que escreveu e 
monte frases ou versos aleato-
riamente. Você pode usar outras 
palavras, se desejar, para dar 
sentido aos versos. Tente fazer 
um poema com elas. Depois de 
escrito, releia-o, fazendo relação 
entre as frases.
Velas derretidas.
Calor, passos, pássaros.
Silêncio.
Céu azul, sepulturas.
Anjos em lápides.
Para sempre.
Esta atividade vai ao 
encontro da habilidade 
EF67LP31 ao criar poemas 
compostos de versos livres.
Disponibilizamos, no 
Livro do aluno e do professor, 
QR Code com uma 
grade de correção 
para a elaboração 
do poema sugerido 
neste capítulo.
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 • Os sons que você escuta.
 • As imagens ou o que você vê.
 • A temperatura que sente.
 • Outras sensações.
Agora, escolha algumas palavras que escreveu e monte frases ou versos aleatoriamente. Você 
poderá usar outras palavras, se desejar, para dar sentido aos versos. Tente fazer um poema com 
elas usando de sua sensibilidade e emoção. 
Depois de escrito, releia-o, fazendo relação entre as frases.
Assim que seu texto estiver pronto, mostre-o aos colegas. Vocês poderão montar um mural 
em sala de aula com as produções que foram feitas.
D
us
an
 P
av
lic
/S
hu
tt
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st
oc
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59LÍNGUA PORTUGUESA
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60 LÍNGUA PORTUGUESA
60 LÍNGUA PORTUGUESA
Palavras que rimam – Relacionando conceitos
são acentuadas
nos
PALAVRAS
poemas
versos
possuem
lá, lê, só
acentuam-se os 
terminadvos em:
 cajá, café, avô, 
armazém, parabéns
paroxítonas -l, -n, -r, -x: amável, pólen, dólar, tórax.
-ã, -ãs: ímã, órfãs.
-ão, -ãos: bênção, órgãos.
-i, -is: júri, lápis.
-um, -uns: fórum, álbuns.
-us: vírus.
-ps: bíceps.
Ditongo: infância, fáceis, história, mágoa.
proparoxítonas Exs.
quanto ao
na
número de sílabas
polissílabas
quatro ou mais sílabas
trissílabas
três sílabas
dissílabas
duas sílabas
monossílabas
uma só sílaba
almanaque, sociedadeviagem, açúcar.amor, lua, praçalar, fé, som.
Exs.
podem ser
DIVISÃO SILÁBICA
separam-senão se separam
 o ditongo do hiato
as vogais dos hiatos
 
as consoantes 
dos dígrafos
os encontros consonantais 
que iniciam palavras
pai-xão, i-guais 
 
ap-to, fleug-ma, 
ad-mis-são
 
gno-mo, pneu-
má-ti-co
monossílabos 
tônicos a(s), e(s), o(s)
oxítonas
que são Exs.
que são
que são
que são
Exs.
podem ser podem ser podem ser
Exs. Exs.
Exs.
Exs.
as consoantes dos dígrafos 
lh, nh, ch, gu, qu
ga-lho, vi-nho, 
cha-ma, guer-ra
Exs.
Exs.
Exs.
acentuam-se as 
terminadas em: 
acentuam-se as 
terminadas em: 
Exs. Exs. Exs.
rimas
estrofes
sábado, último
 
versos
a(s), e(s), o(s), 
em, ens
paroxítonas
são acentuadas
polissílabas
três sílabas
dissílabas
uma só sílaba
as vogais de diton-
gos e tritongos
da sílaba anterior as consoan-
tes não seguidas de vogal
mei-a, boi-a, sa-iu
ga-lho, vi-nho, 
cha-ma, guer-ra
mo-í-do, ba-ú
bar-ro, pas-so, 
as-cen-der
gno-mo, 
pneu-má-ti-co
a(s), e(s), o(s)
rimas
estrofes
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61LÍNGUA PORTUGUESA
Objetivos do capítulo
 • Conhecer aspectos da língua e suas possibilidades.
 • Explorar os significados das palavras em contextos variados.
 • Compreender a estrutura de leis.
 • Acessar projetos de lei e se posicionar.
 • Conhecer dicas para grafar algumas palavras que causam dificuldades.
 • Simular uma sessão plenária.
 • Produzir um projeto de lei.
Realidade aumentada
 • Leis e regimentos
 • Escrita de palavras
Encaminhamento 
metodológico
Neste capítulo será 
trabalhada a estrutura de 
regimento e de projeto de lei. 
Aprofundaremos o trabalho na 
emissão de opiniões com funda-
mento na argumentação. Será 
solicitado ao aluno que partici-
pe ativamente e que profunde 
conhecimentos relativos a sua 
participação social.
A imagem de abertura traz 
o Codex Runicus, um perga-
minho do século XIII no qual 
constam as leis da Dinamarca 
Medieval. É escrito em alfabeto 
rúnico, uma raridade.
Este trabalho abrange a 
habilidade EF67LP15 ao identi-
ficar a proibição imposta ou o 
direito garantido, bem como as 
circunstâncias de sua aplicação 
em artigos relativos a normas, 
regimentos escolares, regimen-
tos e estatutos da sociedade 
civil etc.
un
idade
61
3. Palavras que ensinam
A imagem acima traz diversos símbolos diferentes, nem mesmo parece um texto, mas é! Você consegue 
decifrar que língua é essa?
4
• Gênero (Campo de atuação 
na vida pública)
• Texto normativo
• Estudo linguístico
• Escrita das palavras
• Onde e aonde
• Mau e mal
• Mais e mas
• Cessão, sessão, seção
• Produção de texto
• Projeto de lei
A força das palavras
Escola Digital
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62 LÍNGUA PORTUGUESA
Orientação para RA
Mostre aos alunos a 
Realidade aumentada Leis e 
regimentos e reitere o conheci-
mento acerca da estrutura, do 
conteúdo e da circulação social 
das leis e regimentos.
Grupo Escoteiro Souza Lobo 150/RS
SL
150/RS
Grupo Escoteiro
Souza Lobo
EscoteirosdoBrasil
construindo um mundo melhor
SL
150/RS
Grupo Escoteiro
Souza Lobo
Grupo Escoteiro Souza Lobo 150/RS
SL
150/RS
Grupo Escoteiro
Souza Lobo
EscoteirosdoBrasil
construindo um mundo melhor
SL
150/RS
Grupo Escoteiro
Souza Lobo
62 LÍNGUA PORTUGUESA
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03
Palavra é lei
As palavras nos ensinam e também ditam leis. Você já ouviu falar de regimento 
interno? Esse é um documento que estabelece as normas de funcionamento e 
organização de uma instituição e que auxilia na regulamentação das relações entre 
seus membros, possibilitando a ela funcionar em harmonia e de forma justa. Veja a seguir um trecho 
de como se constitui o regimento interno de um grupo escoteiro.
UNIÃO DOS ESCOTEIROS DO BRASIL
REGIÃO DO RIO GRANDE DO SUL
REGIMENTO INTERNO DO GRUPO ESCOTEIRO SOUZA LOBO (GESL) – 150/RS
Art. 1º - HASTEAMENTO E ARRIAMENTO
§ 1º - Em horário normal, o hasteamento deve ocorrer às 14h e o arriamento às 17h.
 § 2º - O horário alternativo de verão terá início no segundo sábado de SETEMBRO e 
vai até o segundo sábado de ABRIL. Durante este período, tanto hasteamento, quan-
to arriamento devem ocorrer 30min após o horário normal, sendo respectivamente 
às 14h30min e 17h30min. Os jovens devem ser comunicadospor escrito 15 dias de 
antecedência.
 § 3º - Todas as seções presentes no GESL, bem como os escotistas responsáveis, devem 
participar das cerimônias de hasteamento e arriamento. O jovem que necessitar se 
ausentar da cerimônia deve avisar a chefia antecipadamente.
§ 4º - Não é permitido sair durante as cerimônias.
 § 5º - Eventualmente, por decisão do Conselho de Chefes, o horário das atividades 
poderá ser alterado com comunicação prévia de DUAS semanas.
 § 6º - Aos que chegarem durante a cerimônia, deverão solicitar e aguardar autorização 
para entrarem em forma.
§ 7º - As cerimônias devem ser breves para melhor aproveitamento do tempo.
Art. 2º - COMPROMETIMENTO DE PAIS/RESPONSÁVEIS
 § 1º - O Movimento Escoteiro é um “Movimento Educacional de Jovens“, não pode ser 
confundido com uma creche ou uma recreação.
 § 2º - Os jovens estão sob a responsabilidade do GESL com dias e horário de início e 
fim definidos e de conhecimento dos pais.
 § 3º - Os responsáveis devem respeitar o horário de término das atividades para buscar 
os jovens, pois a responsabilidade do GESL termina neste horário.
 § 4º - As atividades regulares ocorrem todos os sábados nos horários definidos no 
artigo 1º. Estas atividades não necessitam de autorização.
 § 5º - Qualquer atividade normal (aos sábados) que extrapole os horários inicial e/ou 
final acordados, REQUER AUTORIZAÇÃO formal do representante legal do jovem.
[...]
Objeto Digital
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63LÍNGUA PORTUGUESA
Encaminhamento metodológico
Faça a leitura do regimento com os alunos, auxiliando-os a reconhecer as 
marcações linguísticas e gráficas presentes no texto. Caso queira consultar como 
são estruturadas as leis, acesse o link https://wsaraiva.com/2013/06/17/artigos-
paragrafos-incisos-e-alineas-como-se-elaboram-as-leis/ e leia mais sobre os elementos 
constitutivos do gênero.
Após a leitura, instigue-os a refletir sobre o conteúdo do regimento no ícone 
Oralidade. Questione se eles já ouviram falar da União dos Escoteiros do Brasil, se há 
escoteiros em sala de aula, se, de fato, as regras do regimento são cumpridas.
Grupo Escoteiro Souza Lobo 150/RS
SL
150/RS
Grupo Escoteiro
Souza Lobo
EscoteirosdoBrasil
construindo um mundo melhor
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150/RS
Grupo Escoteiro
Souza Lobo
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Art. 16º - FREQUÊNCIA E POSTURA PESSOAL DE JOVENS 
 § 1º - Serão afastados os elementos que, sem qualquer justificativa aceita pelo Chefe 
de Seção ou superior hierárquico, faltar a TRÊS atividades consecutivas ou CINCO 
alternadas em 90 dias.
 § 2º - Estará sujeito às normas disciplinares da UEB o membro do GESL que não for 
cumpridor da Lei e Promessa Escoteira, assim como apresentar-se indesejavelmente 
e que por seus atos e atitudes firam nossos princípios escoteiros. 
Art. 17º - PONTUALIDADE E FREQUÊNCIA DE ESCOTISTAS 
 § 1º - Cabe aos Chefes, como exemplo maior, cumprirem rigorosamente seus compro-
missos, horários e frequência. 
 § 2º - Os Chefes responsáveis pelas seções devem estar na sede QUINZE minutos 
antes do horário marcado para sua seção e devem permanecer no local até horário 
combinado de término. 
Art. 18º - REGRAS DE BOAS MANEIRAS E EDUCAÇÃO 
 § 1º - Os Chefes de Seção são os responsáveis pelo comportamento e pela observân-
cia, por parte dos membros juvenis, de sua seção quanto às regras de boas maneiras 
e educação. 
 § 2º - Não devem ser tolerados insultos de qualquer natureza, palavras de baixo calão 
ou agressões. 
 § 3º - O Chefe de Seção deve resolver na primeira ocorrência e na reincidência deve 
encaminhar o(s) jovem(s) à Diretoria. 
Art. 19º - REGRAS DE SEGURANÇA 
 § 1º - É obrigatório serem previstas e observadas as regras de segurança necessárias 
para o desenvolvimento de toda e qualquer atividade. 
 § 2º - Cada seção deverá ter o seu estojo de primeiros socorros, que deverá ser levado 
em toda atividade externa.
 § 3º - A Diretoria deve possuir um estojo completo de primeiros socorros. 
 § 4º - Recomendável a consulta e utilização do manual de Padrões de Atividades 
Escoteiras da UEB.
Art. 20º - ROCA DE CONSELHO, CORTE DE HONRA E CONSELHO DE CLÃ
 § 1º - Os Chefes de Seção devem incentivar seus elementos a realizarem periodicamente 
a Roca de Conselho, a Corte de Honra e o Conselho de Clã, se possível ordinariamente 
uma vez por mês.
Art. 21º - MANUTENÇÃO E LIMPEZA DO PÁTIO
§ 1º - Cada seção é responsável pela manutenção e limpeza da sua sede.
 § 2º - Cada seção é responsável pela limpeza e manutenção de uma área do pátio, 
predeterminada pela diretoria.
[...]
Grupo Escoteiro Souza Lobo 150/RS
SL
150/RS
Grupo Escoteiro
Souza Lobo
EscoteirosdoBrasil
construindo um mundo melhor
SL
150/RS
Grupo Escoteiro
Souza Lobo
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64 LÍNGUA PORTUGUESA
Encaminhamento 
metodológico
O regimento pressupõe 
a conscientização acerca dos 
direitos e deveres do cidadão. 
Essa conscientização abran-
ge as habilidades EF67LP16 e 
EF67LP17 ao explorar e analisar 
temas que envolvam a comuni-
dade ou alguns de seus mem-
bros na busca de solução para 
problemas pessoais e coletivos.
Grupo Escoteiro Souza Lobo 150/RS
SL
150/RS
Grupo Escoteiro
Souza Lobo
SL
150/RS
Grupo Escoteiro
Souza Lobo
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Art. 25º - FOTOGRAFIA 
 § 1º - Dos membros adultos do GESL, somente os chefes de seção e os diretores (ou 
alguém indicado por eles) têm autorização para tirar fotografia dos jovens. 
 § 2º - Demais adultos somente poderão tirar fotografia dos jovens que possuam algum 
parentesco.
§ 3º - As fotografias tiradas devem seguir as seguintes regras:
I – Respeitar as diretrizes do ECA e do Programa de Proteção Infantojuvenil. 
 II – Evitar fotos de jovens sozinhos fazendo pose. Dar preferência para as fotos em 
grupo ou espontâneas. 
III – Optar por tirar fotos demonstrando uma ação, que contenha um contexto. 
Art. 26º - COBERTURA 
 § 1º - Após reunião entre as seções, optou-se pela padronização da cobertura entre 
os ramos da seguinte forma:
I – Alcateia: boné azul característico do ramo. 
II – Tropa Escoteira: boné bico de pato na cor caqui e o emblema da UEB.
II – Tropa Sênior: boina preta estilo “Montgomery“. 
IV – Clã: chapelão (chapéu marrom do tipo “escoteiro”, de abas largas e retas.
Porto Alegre, 11 de Abril de 2015.
Cristiano Leite da Silva
Presidente do Grupo
UNIÃO DOS ESCOTEIROS DO BRASIL (Rio Grande do Sul). Aprova o Regimento Interno do Grupo Escoteiro Souza Lobo (GESL). 
Disponível em: http://www.souzalobo150.com.br/images/Docs/GESL_Regimento20160708.pdf. Acesso em: 19 set. 2019.
Artigo
Parágrafo: 
§
Inciso: 
números 
romanos
GÊNERO TEXTUAL
Regimento é um texto pertencente ao domínio dos textos normativos, que têm por finalidade estabelecer regras e 
normas. O regimento é composto de artigos, parágrafos, incisos, alíneas e itens. Todos esses elementos se repartem 
em seções, títulos e capítulos que permitem a organização em temas. Cada um desses títulos trata de um assunto 
específico referente ao conteúdo do regimento.
 Você acha que, no regimento do gru-
po escoteiro, os itens que dizem 
respeito aos deveres são sempre 
cumpridos? E os direitos? Quais 
seriam os direitos dos escotei-
ros? Se você e seus colegas 
elaborassem um regimento 
em sala de aula, que direitos 
e deveres você acha que a 
escola prevê para seus alu-
nos? Discuta com os colegas 
as perguntas anteriores.
Syda Productions/Shutterstock
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65LÍNGUA PORTUGUESA
Resposta
1. Para que cada título expresse uma parte do assunto tratado, facilitando a 
compreensão. Esta questãoabrange a habilidade EF67LP37 ao analisar os efeitos 
de sentido decorrentes do uso de recursos linguístico-discursivos de prescrição, 
causalidade, sequências descritivas e expositivas, bem como a ordenação de eventos.
2. Resposta pessoal. Espera-se, contudo, que o aluno compreenda a necessidade de 
existir leis para uma boa convivência, de modo que todos conheçam e respeitem os 
diretos e deveres para se viver em sociedade.
3. Resposta pessoal.
4. Resposta pessoal.
5. Os três pontos entre colchetes indicam uma supressão do texto, isto é, algumas 
partes do texto foram deixadas de fora, o que significa que há mais a ser lido.
6. Apresenta artigos, parágrafos 
e incisos.
Artigo:
Art. 21º - MANUTENÇÃO E 
LIMPEZA DO PÁTIO
Parágrafo: § 2º - Não devem ser 
tolerados insultos de qualquer 
natureza, palavras de baixo 
calão ou agressões. 
Inciso: III - Optar por tirar fotos 
demonstrando uma ação, que 
contenha um contexto. 
65LÍNGUA PORTUGUESA
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1. O regimento é separado em artigos. Explique o motivo.
2. Por que você acha que é preciso um regimento ou regulamento?
3. Você acredita que os escoteiros atendam aos critérios que constam no regulamento apresentado 
neste capítulo? Justifique.
4. Você já conhecia um regimento escoteiro? Qual sua opinião a respeito dele?
5. Qual o motivo de haver três pontos entre colchetes ao longo do texto?
6. Como se apresenta o regimento? Quais são as suas partes? Cite um exemplo de cada.
TEXTO E CONTEXTOC
T
Grupo Escoteiro Souza Lobo 150/RS
SL
150/RS
Grupo Escoteiro
Souza Lobo
SL
150/RS
Grupo Escoteiro
Souza Lobo
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66 LÍNGUA PORTUGUESA
e-cidadania), serviços, portais e ferramentas de acompanhamentos do trabalho de 
políticos e de tramitação de leis, canais de educação política, bem como de propostas 
e proposições que circulam nesses canais, de forma a participar do debate de ideias e 
propostas na esfera social e a engajar-se com a busca de soluções para problemas ou 
questões que envolvam a vida da escola e da comunidade.
Encaminhamento 
metodológico
Acesse o site www.politize.
com.br/quem-pode-criar-leis/ e 
assista ao vídeo com os alunos. 
Ele mostra quem pode criar leis 
no país. É uma ótima informa-
ção para que eles entendam 
que também têm papel funda-
mental na cidadania, que consis-
te em votar nas propostas que 
julgarem pertinentes. Instigue-
os a acessar a plataforma e, 
se possível, cadastrarem-se e 
votarem em alguns dos projetos 
propostos.
É interessante, também, 
navegar pelo portal e-cidadania, 
sugerido aos alunos, para que 
eles tenham acesso a outras 
informações referentes à cida-
dania e como exercê-la.
Dica para ampliar 
o trabalho
Para ampliar o trabalho, 
faça a leitura da imagem que 
acompanha a seção Língua 
Portuguesa e Tecnologia. Para 
saber mais sobre imagens utili-
zadas pela justiça, acesse:
 • www.stf.jus.br/portal/cms/
verTexto.asp?servico=bibliote-
caConsultaProdutoBiblioteca-
SimboloJustica&pagina=inicial
Encaminhamento 
metodológico
Na seção Ter atitude os 
alunos devem ser capazes de 
construir argumentos a favor ou 
contra uma proposta. O debate 
deve acontecer somente após a 
leitura do projeto escolhido pela 
turma e subsequente pesquisa 
de mais dados sobre o assunto.
Escolha um projeto que 
seja de interesse e conhecimen-
to dos alunos, mas desafiador, 
para que eles possam tomar a 
decisão do voto.
O trabalho abrange a 
habilidade EF89LP18 ao explo-
rar e analisar instâncias e canais 
de participação disponíveis 
na comunidade (associações, 
coletivos, movimentos etc.), no 
munícipio ou no país, incluindo 
formas de participação digital, 
como canais e plataformas 
de participação (como portal 
66 LÍNGUA PORTUGUESA
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As leis também são textos normativos. Elas são elaboradas 
com base em projetos propostos pelos legisladores, isto é, 
pelos vereadores, deputados (estaduais e federais) e se-
nadores, também pelo Supremo Tribunal Federal e pela 
Procuradoria-Geral da República. O mais interessante, 
contudo, é que o povo também pode propor leis.
Entretanto, para que uma pessoa possa propor um projeto 
de lei, é preciso apoio de muitas pessoas. A Constituição prevê que, 
para conseguir levar um projeto para votação, o cidadão precisa 
conseguir assinaturas de 1% dos eleitores do país todo. 
Para que seja possível propor uma lei, há um portal do governo que 
possibilita aos cidadãos que façam propostas e colham assinaturas digitais. Essa iniciativa auxilia 
àqueles que gostariam de propor projetos de lei.
Acesse o portal https://www12.senado.leg.br/ecidadania e veja os projetos de lei propostos 
pelos cidadãos que estão em votação.
Você pode se cadastrar e votar naqueles que achar mais interessantes!
LÍNGUA PORTUGUESA E TECNOLOGIAA
sebra/Shutterstock.com
 
Em grupos, façam uma pesquisa sobre um dos tópicos a seguir.
 • Como são feitas as leis no Brasil?
 • Como é a estrutura educacional no Brasil?
 • Há órgãos que fiscalizam a educação? Quais são e o que fazem?
 • Que documentos regem a vida escolar? Qual a função de cada documento?
 • Há algum órgão que represente os estudantes? Qual e o que faz?
Após levantarem os dados, construam cartazes e apresentem as descobertas para a turma 
em uma seção de painel.
INTERAÇÃO
 
A Câmara de Deputados faz a votação de inú-
meras propostas de leis ou de alterações de leis. Há 
vários tipos de votação, e muitas vezes os deputados 
apenas votam a favor ou contra o projeto que está 
sendo proposto.
Porém, algumas situações pedem que haja a 
deliberação, ou seja, a discussão dos projetos, com 
apresentação do texto e com votos em que os deputa-
dos argumentam a favor ou contra, além de discussões da necessidade de tal lei.
Assim, vamos simular uma votação na Câmara de Deputados!
Em primeiro lugar, voltem ao portal e-cidadania e escolham, por meio de votação, um dos 
projetos de lei para ser discutido e votado.
TER ATITUDE
Vanessa Volk/Shutterstock
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Orientação para RA
Trabalhe com os alunos a Realidade aumentada Escrita de palavras junto à leitura 
da seção Estudo linguístico, em que é trabalhado o correto emprego das palavras onde 
e aonde; mau e mal; mais e mas; cessão, sessão e seção. Explique aos alunos que existem 
palavras que, ao pronunciarmos, o som é igual, mas, ao escrevermos, elas são grafadas 
de formas diferentes e, se escrevermos uma no lugar da outra, a compreensão é preju-
dicada, pois o significado também é outro. Essas palavras (mal e mau; mais e mas; seção, 
sessão e cessão; onde e aonde) sempre geram muitas dúvidas. Por isso, a necessidade de 
estudá-las; assim, evitamos problemas na comunicação escrita.
Após a aplicação do jogo com os alunos, cite algumas frases para que, em duplas, 
eles descubram as palavras corretas para cada caso.
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 Em seguida, façam a leitura do projeto e busquem mais dados sobre o as-
sunto para que cada um possa se decidir se é a favor ou contra o projeto.
Depois de lido o texto e de terem se aprofundado no assunto, a turma deve 
realizar uma votação em que cada aluno deve apresentar os argumentos contra 
ou a favor. No fim, o presidente da Câmara (nesse caso, o professor) fará o levantamento dos votos 
e dará o parecer final.
Reveja a seguir algumas palavras que apresentam certa dificuldade na hora de serem utilizadas.
Onde e aonde
As duas palavras se relacionam à ideia de lugar (espaço físico), mas de maneiras diferentes.
1) Onde exprime ideia de permanência. Refere-se a um lugar.
Ninguém do campo sabe onde eu moro, mas sabe onde você mora.
2) Aonde indica movimento.
O lugar aonde você foi caçar era uma chácara.
Mau e mal 
Existemuita confusão na hora de escolher qual a grafia adequada entre essas palavras. Uma das 
maneiras de resolver esse problema é recorrendo aos seus antônimos bom e bem. Assim, siga esta 
correlação: mau/bom e mal/bem.
O garoto da cidade não era mau/bom com seu amigo.
A comida do campo fazia bem/mal ao garoto da cidade.
Mais e mas 
Não é incomum encontrar o termo “mais” sendo usado como se fosse “mas” e vice-versa. Para não 
criar confusão na hora de escrever esses termos, lembre-se das seguintes dicas.
1) Mas é utilizado quando a ideia que segue é contrastante ou de limitação. Pode ser substituído 
por: entretanto, porém, contudo etc.
Mas algo veio interromper
a bela festa antes do fim.
2) Mais pode ser utilizado para dar intensidade a uma ação ou para transmitir ideia de acréscimo 
(adição).
E sobre um tapete do Oriente,
serviu-lhe a mais fina comida.
ESTUDO LINGUÍSTICO
Objeto Digital
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Resposta
Resposta da seção 
Atividades:
A, F, D, D, E, H, A, C, F, G, E, F, I.
Encaminhamento 
metodológico
Caso queira aprofundar 
a leitura do projeto de lei da 
seção Produção de texto, é 
necessário fazer o download do 
texto integral no site do Senado 
Federal. 
O trabalho com a produ-
ção textual contempla a habi-
lidade EF69LP23 ao solicitar a 
escrita de textos normativos, 
levando em conta o contexto de 
produção e as características de 
um projeto de lei.
Abrange também a 
habilidade EF67LP19 ao solicitar 
levantamento de questões ou 
problemas que requeiram a 
denúncia de desrespeito aos 
direitos, reivindicações, reclama-
ções, solicitações que contem-
plem a comunidade escolar ou 
algum de seus membros e 
examinar normas e legislações.
Disponibilizamos, no 
Livro do aluno e do professor, 
QR Code com uma 
grade de correção 
para a elaboração 
de um projeto 
de lei e possível 
reescrita.
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Cessão, sessão e seção 
Essas palavras são homônimas, ou seja, possuem os mesmos fonemas. Entretanto, são escritas de 
maneira diferente. A única maneira de saber qual utilizar é conhecendo o significado de cada uma delas.
 • Cessão: ato de ceder, transmissão de bem ou direito a um terceiro.
 • Sessão: tempo ou período de uma reunião, assembleia.
 • Seção: divisão de coisas da mesma espécie, parte, repartição, local de voto.
 
1. Informe nos parênteses, conforme a legenda, a palavra que preenche as frases de maneira 
adequada.
a) onde
d) mal
g) cessão
b) aonde
e) mais
h) sessão
c) mau
f) mas
i) seção
 ) ( A menina queria viver se sentisse mais feliz. (onde/aonde)
 ) ( A comida da cidade era boa, não era muito cara. (mas/mais)
 ) ( chegamos à cidade, já saímos para trabalhar. (mal/mau)
 ) ( Os móveis da sala estavam distribuídos. (mal/mau)
 ) ( No campo, havia espaço e conforto. (mas/mais)
 ) ( Os deputados realizaram uma ao ar livre. (cessão/sessão/seção)
 ) ( Não havia local as pessoas pudessem andar em segurança. (onde/aonde)
 ) ( A cidade não era um lugar, mas havia muito trânsito. (mal/mau)
 ) ( No campo, come-se bem, nem todas as pessoas ficam satisfeitas. (mas/mais)
 ) ( O vereador fez a de todos os os seus bens para se reeleger. (cessão/sessão/seção)
 ) ( A fábula do rato do campo e do rato da cidade ensina que devemos viver onde nos 
sentimos felizes. (mas/mais)
 ) ( Pessoas da cidade têm mais conforto, vivem estressadas. (mas/mais)
 ) ( A Câmara tem conhecida como escritório de vereadores. (cessão/sessão/seção)
ATIVIDADES
Neste capítulo você já discutiu e votou em propostas de lei. Agora é hora de exercitar sua cidadania. 
Selecione um tema que você acha que precisa de mais atenção em sua cidade ou no país e escreva um 
projeto de lei. Antes, leia um modelo de projeto de lei.
PRODUÇÃO DE TEXTO
PROJETO DE LEI DA CÂMARA
Nº 83, DE 2017
(nº 6.474/2009, na Câmara dos Deputados)
Institui o Programa Bicicleta Brasil (PBB) para incentivar o uso da bicicleta 
visando à melhoria das condições de mobilidade urbana.
O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Epígrafe
Ementa
Fórmula de 
promulgação
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Art. 1º Esta Lei institui o Programa Bicicleta Brasil (PBB) para incentivar a inserção da 
bicicleta como meio de transporte, com vistas à melhoria das condições de mobilidade 
urbana, e dispõe, para tanto, sobre as diretrizes que o nortearão, os seus objetivos, os agen-
tes públicos e privados relevantes para a sua implementação, as ações a serem realizadas 
e os recursos alocáveis. 
Art. 2º Fica instituído o Programa Bicicleta Brasil (PBB) para incentivar o uso da bicicle-
ta como meio de transporte, a ser implementado em todas as cidades com mais de vinte 
mil habitantes, visando a contribuir para a melhoria das condições de mobilidade urbana. 
Parágrafo único. São diretrizes do PBB: 
I – a criação de uma cultura favorável aos deslocamentos cicloviários como modalidade 
de deslocamento eficiente e saudável; 
II – a redução dos índices de emissão de poluentes; 
III – a melhoria da qualidade de vida nos centros urbanos e das condições de saúde 
da população; 
 [...]
Art. 4º O PBB integra a Política Nacional da Mobilidade Urbana e deve ser coordenado 
pelo órgão federal responsável pela referida política pública. 
§ 1º A implementação das ações do PBB será efetivada: 
I – pelos órgãos e entidades estaduais e municipais das áreas de desenvolvimento 
urbano, trânsito e mobilidade urbana;
[...]
§ 3º Deverá ser estabelecida em regulamento forma de acompanhamento e avaliação 
dos resultados do PBB, garantida a participação de representantes dos agentes relaciona-
dos nos incisos I, II e III do § 1º deste artigo e de representantes de instituições de ensino 
e pesquisa nas áreas de desenvolvimento urbano, trânsito e mobilidade urbana.
[...]
CÂMARA DOS DEPUTADOS, 08 de agosto de 2017.
RODRIGO MAIA
Presidente
BRASIL. Projeto de Lei nº 83/2017. Institui o Programa Bicicleta Brasil (PBB) para incentivar o 
uso da bicicleta visando à melhoria das condições de mobilidade urbana. Disponível em: https://
www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/130388. Acesso em: 19 set. 2019.
Texto
Fecho
O tema escolhido pode se enquadrar em uma das áreas: Educação/Cultura, Saúde, 
Segurança, Meio Ambiente, Transporte.
Para escrever o projeto de lei, siga a estrutura a seguir.
Epígrafe: Número do projeto e ano.
Ementa: Resumo sobre o que dispõe o projeto. Imagine uma maneira de resolver o problema 
que você identificou e crie uma regra para que seja solucionado.
Texto: O projeto em si. Utilize artigos, parágrafos e outros itens que achar necessários. Indique 
quais pessoas sua regra vai afetar e quem vai precisar cumpri-la, ou seja, quem é o público-alvo de 
seu projeto.
Em seguida, informe quem será responsável por fiscalizar e por fazer cumprir-se essa regra, isto 
é, como serão a fiscalização e a aplicação de sua ideia.
Escreva o que pode ser feito para que a regra seja cumprida, pode ser em forma de incentivos 
ou punições.
Fecho: Local e data.
Após a correção do texto, faça a reescrita, ajustando o que for necessário. Lembre-se de que em 
um projeto de lei é utilizada a linguagem formal.
COMO FAZE
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Palavras que ensinam
 – Relacionando conceitos
com
posto de
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Ex.
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indica
opõe-se
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reunião
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TEXTO
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ATIVO
PALAVRAS
artigos, pará-
grafos, incisos, 
alíneas e itens
perm
anência
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inguém
 conhe-
ce onde m
oro.
bem
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onde você vai?
contraste
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 rato fez a cessão 
dos queijos.
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a ses-
são de cinem
a.
Vivia em
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a se-
ção da fazenda.
bom
intensidade, adição
Serviu a m
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ida
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