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Laboratório de Química e Bioquímica Vegetal - LQBV Método adaptado em 20/08/2017 UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS Departamento de Química e Bioquímica Análises Químicas e Bioquímicas em vegetais Eng. Agrônomo Me. Gean Charles Monteiro Profᵃ. Drᵃ. Giuseppina Pace Pereira Lima Atividade da Polifenoloxidase (PPO) 1. INTRODUÇÃO As polifenoloxidases (PPO ou PFO – EC 1.10.3.1) são enzimas que promovem a oxidação enzimática de compostos fenólicos, produzindo, inicialmente, quinona que rapidamente se condensa, formando pigmentos insolúveis e escuros, denominada melanina, ou reagem não-enzimaticamente com aminoácidos, proteínas ou outros compostos. A polifenoloxidase, geralmente é elevada em tecidos infectados ou com danos, apresentando grande importância para as plantas, com envolvimento nos mecanismos de defesa e/ou senescência. A determinação da atividade dessa enzima também tem importância para a tecnologia de alimentos, uma vez que a continuidade da atividade enzimática pode ocasionar mudança na qualidade do produto, geralmente essa enzima é conhecida, juntamente com a Peroxidase (POD), como enzima do escurecimento enzimático. 2. MÉTODO 2.1. Reagentes e soluções A) Solução extratora: Tampão fosfato de potássio pH 6,7 a 0,2M 1° - KH2PO4 monobásico (solução ácida); Peso molecular: 136,09 g pH 5 1 molar → 136,09 g 0,2 M → X X = 27,218 g para 1.000 mL de água deionizada Para preparar 100 mL: 27,218 g → 1.000 mL X → 100 mL X = 2,72 g para 100 mL de água deionizada 2° - K2HPO4 dibásico (solução básica): Peso molecular: 174,18 g pH 9 1 molar → 174,18 g 0,2 M → X X = 34,836 g para 1.000 mL de água deionizada Para preparar 100 mL: 34,836 g → 1.000 mL X → 100 mL X = 3,4836 g para 100 mL de água deionizada Laboratório de Química e Bioquímica Vegetal - LQBV Método adaptado em 20/08/2017 ✓ Para ajustar a solução a um pH mais ácido, coloca-se solução básica sobre a solução ácida, ajustando assim, o pH ácido; ✓ Para ajustar a solução a um pH mais básico, coloca-se solução ácida sobre a solução básica, ajustando assim, o pH para básico; ✓ Para ajustar o pH a 6,7 coloca a solução ácida (monobásico) em béquer e acerta o pH com a solução básica (dibásico) até chegar ao valor 6,7; ✓ Guardar em ambiente refrigerado. B) Catecol a 0,1M - Catecol (Pirocatecol); - Solução tampão de potássio pH 6,7 a 0,2M. Obs: O Pirocatecol se guarda refrigerado (durabilidade de 48 horas). 1 molar → 110 g 0,1 M → X X = 11 g para 1.000 mL de solução tampão de potássio pH 6,7 a 0,2M Para preparar 50 mL: 11 g → 1.000 mL X → 50 mL X = 0,55 g para 50 mL de solução tampão de potássio pH 6,7 a 0,2M C) Ácido perclórico - Ácido perclórico (HClO4) 2N. Coloque primeiramente boa parte da água deionizada e após lentamente o ácido perclórico, após complete com água deionizada. Não é necessária a refrigeração. Obs: Ácido perclórico (HClO4) pode causar queimações na pele, se recomenda o uso de luvas e jaleco (Fazer o procedimento em capela). C1 . V1 = C2 . V2 2N . 100mL = 11,7N . X X = 170,94 mL para 1 L de água deionizada 170,94 mL → 1000 mL X → 100 mL X = 17,094 mL para 100 mL de água deionizada 2.2. Ensaio Extração: Para a extração recomenda-se a utilização de material fresco e congelado com nitrogênio líquido. - Macerar a amostra em nitrogênio líquido; - Pesar 500 mg da amostra e anotar o peso; - Colocar em tubo de plástico para centrifugar e adicionar 5 mL da solução tampão de fosfato de potássio pH 6,7 a 0,2M; - Centrifugar a 6.000 a 10.000 rpm por 5-10 minutos em centrífuga refrigerada a 5 °C; Laboratório de Química e Bioquímica Vegetal - LQBV Método adaptado em 20/08/2017 - Retirar o sobrenadante e adicionar em vidros pequenos e manter a amostra gelada. - Recomenda-se fazer todo processo da metodologia no escuro ou com luzes especiais, para que não aja perda de atividade enzimática. Obs: O mesmo extrato pode ser usado para analisar a atividade enzimática da Peroxidase (POD) e proteína solúvel, para isso aumente de 5 para 8 mL do extrator (tampão de fosfato de potássio pH 6,7 a 0,2M) no momento da extração. Reação: Em tubos de ensaio pipetar da seguinte maneira: - Levar os tubos de ensaio para o banho-maria a 30 °C por 30 minutos; - Ao final desse tempo, adicionar 0,8 mL de ácido perclórico para parar a reação e agitar; - Leitura a 395 nm (Espectrofotômetro). - Se a leitura for negativa no Branco da Amostra não é necessário fazer o mesmo. Obs: Leitura em cubetas de vidro (G). 2.3. Cálculo PPO =_____(Leitura/30)*1000____ Peso do volume da amostra Onde: - Leitura: (Leitura amostra – Leitura do branco da amostra) – Leitura do branco da solução; - 30: tempo de atividade. Transformação do peso da amostra: 500 mg → 5 mL X → 0,3 mL X = 30 mg em 0,3 mL de amostra Unidade: μmol catecol transformado.min-1.g-1 massa fresca Bibliografia KAR, Manoranjan; MISHRA, Dinabandhu. Catalase, peroxidase, and polyphenoloxidase activities during rice leaf senescence. Plant physiology, v. 57, n. 2, p. 315-319, 1976. Branco da solução - 0,3 mL solução tampão - 1,85 mL catecol 0,1M Branco da Amostra - 0,3 mL da amostra - 1,85 mL de água deionizada Amostra - 0,3 da amostra - 1,85 mL catecol 0,1M