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<p>Docente: Enfª Andrea Alves Rodrigues</p><p>Pós-graduada em Enfermagem em Cardiologia e Hemodinâmica</p><p>INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO (IAM)</p><p>DEFINIÇÃO</p><p>IAM é a necrose das células miocárdicas devido a oferta inadequada</p><p>de oxigênio ao músculo cardíaco. E causado pela redução do fluxo</p><p>sanguíneo coronariano de magnitude e duração suficiente para não ser</p><p>compensado pelas reservas orgânicas, levando a isquemia e por</p><p>consequências a necrose.</p><p>Isquemia cardíaca é caracterizada pela diminuição da passagem de</p><p>sangue pelas artérias coronárias. Geralmente, é causada pela presença de</p><p>placas de gordura em seu interior, que quando não são devidamente</p><p>tratadas, podem romper e obstruir o vaso, causando angina e infarto.</p><p>A isquemia cardíaca pode ser classificada como</p><p>sendo:</p><p>• Isquemia cardíaca crônica:</p><p>Caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura no interior das</p><p>artérias, cujo principal sintoma é a dor no peito que surge inicialmente,</p><p>durante esforços e, com o tempo, passa a surgir até mesmo em repouso;</p><p>• Isquemia cardíaca transitória:</p><p>Caracterizada pela dor no peito que surge quando o indivíduo encontra-</p><p>se sob estresse emocional ou estresse físico, e diminui em repouso;</p><p>Comum em mulheres jovens.</p><p>• Isquemia silenciosa:</p><p>Pode não gerar sintomas e afetar o indivíduo descansando, sentado, deitado</p><p>ou dormindo.</p><p>Geralmente é diagnosticado durante exames de rotina.</p><p>FISIOPATOLOGIA</p><p>• O IAM é resultante da ruptura ou erosão de uma placa</p><p>aterosclerótica, desencadeando um processo em cascata, o qual</p><p>reduz de forma critica o fluxo sanguíneo na artéria coronária por</p><p>espasmo coronário ou formação de trombo. Desencadeando</p><p>isquemia cardíaca e por fim necrose e fibrose do tecido.</p><p>IDADES AFETADAS</p><p>• 0-2 Muito raro</p><p>• 3-5 Muito raro</p><p>• 6-13 Muito raro</p><p>• 14-18 Muito raro</p><p>• 19-40 Raro</p><p>• 41-60 Comum</p><p>• 60+ Comum</p><p>CAUSAS</p><p>A presença de placas de gordura no sangue é chamada</p><p>de Aterosclerose (placa de colesterol). O paciente que possui placas de</p><p>aterosclerose com algum grau de obstrução na luz de uma artéria tem a</p><p>chamada Doença Arterial Coronariana (DAC).</p><p>Conforme a placa de gordura (ateroma) cresce, ela leva à</p><p>obstrução cada vez maior da coronária e pode levar ao sintoma de</p><p>dor no peito aos esforços (angina). Em geral, uma pessoa tem sintoma de</p><p>dor no peito aos esforços quando a obstrução é maior que 70%.</p><p>Antigamente acreditava-se que o infarto agudo do miocárdio ocorria</p><p>fechar quando estas placas cresciam progressivamente até</p><p>completamente o vaso. Hoje sabemos que não é isso que ocorre. O</p><p>fechamento do vaso ocorre devido a uma ruptura na parede da placa de</p><p>gordura, levando à formação de um coágulo que obstrui a artéria e</p><p>ocasiona o IAM.</p><p>O termo aterosclerose pode ser descrito como um</p><p>depósito irregularmente distribuído de gordura</p><p>(lipídeos) na parede de artérias de calibre médio</p><p>ou grande, causando um estreitamento da luz</p><p>arterial. Esse termo não deve ser confundido</p><p>com arteriosclerose, que significa simplesmente</p><p>um endurecimento da parede da artéria.</p><p>Aterosclerose e Arteriosclerose</p><p>FATORES DE RISCO</p><p>Fatores de risco de infarto incluem:</p><p>Idade: homens acima dos 45 anos e mulheres com 55 anos ou mais tem</p><p>maior propensão ao infarto</p><p>• Tabagismo;</p><p>• Idade;</p><p>• Hipertensão;</p><p>• Colesterol elevado;</p><p>• Diabetes;</p><p>• Histórico familiar de infarto;</p><p>• Sedentarismo;</p><p>• Obesidade;</p><p>• Estresse;</p><p>• Alcoolismo;</p><p>• Uso de drogas ilegais estimulantes, como cocaína.</p><p>CLASSIFICAÇÃO</p><p>A dor do infarto pode ser atípica ou atípica.</p><p> Dor atípica podem ser mais difíceis de caracterizar. Em geral se diz</p><p>que a dor do infarto pode se alojar em qualquer local entre o lábio</p><p>inferior e a cicatriz umbilical.</p><p> Dor típica tem como características ser no meio do peito, em</p><p>aperto, espalhando para o braço esquerdo, acompanhada de</p><p>sudorese, náusea e palidez cutânea.</p><p>As características do infarto em mulheres são muito menos</p><p>típicas, com queixas de queimação ou agulhadas no peito ou</p><p>ainda falta de ar sem dor.</p><p>Qualquer dor nessas regiões que se mantêm por mais de 20 minutos</p><p>deve ser investigada e considerada doença grave, especialmente se</p><p>associada aos seguintes sintomas:</p><p>• Vômitos;</p><p>• Suor frio;</p><p>• Fraqueza Intensa;</p><p>• Palpitações;</p><p>• Falta de ar;</p><p>• Sensação de ansiedade;</p><p>• Fadiga;</p><p>• Sonolência;</p><p>• Tontura ou vertigem.</p><p>SINTOMAS</p><p>Estes exames incluem:</p><p>• Eletrocardiograma (ECG);</p><p>• Exames de sangue.</p><p>Você também pode passar por esses exames adicionais:</p><p>• Radiografia do tórax;</p><p>• Ecocardiograma;</p><p>• Cateterização coronariana (angiografia);</p><p>• Teste ergométrico, após o quadro estar estabilizado;</p><p>• Tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética.</p><p>TRATAMENTO</p><p>• Oxigenoterapia: melhora a oxigenação para o músculo</p><p>cardíaco isquêmico.</p><p>• Controle da dor:</p><p>Terapia analgésica por opiáceo;</p><p>Terapia vasodilatadora;</p><p>Terapia ansiolítica</p><p>Terapia Farmacológica – trombolíticos</p><p>- anti- trombínicos</p><p>- antiplaquetários</p><p>- Anti-isquemicos</p><p>• Angioplastia Coronariana</p><p>PROCEDIMENTOS</p><p>Além de medicamentos, você pode passar por um dos</p><p>procedimentos para o tratamento de seu ataque cardíaco:</p><p>seguintes</p><p>Angioplastia coronária com implante de stent .</p><p>CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO MIOCÁRDICA</p><p>• Nos casos mais graves, pode ser necessária a realização da</p><p>cirurgia de ponte de safena, que normalmente é feita cerca de 3 a</p><p>7 dias após o ataque cardíaco.</p><p>• Essa cirurgia consiste na retirada de um pedaço da veia safena,</p><p>localizada na perna, para substituir a parte obstruída da artéria do</p><p>coração, reativando o fluxo sanguíneo normal para o órgão.</p><p>Dieta Equilibrada Exercícios Físicos Manter o Peso Ideal</p><p>Níveis de Colesterol e Triglicérides Acompanhar a Glicemia Aferir Pressão Arterial</p><p>Abandonar o Cigarro Reduzir o Estresse</p><p>COMO PREVINIR O IAM</p><p>Assistência de enfermagem após angioplastia:</p><p>• Orientar o paciente quanto ao repouso, cuidados com o curativo e dieta;</p><p>• Quando o procedimento for realizado pela via radial deve-se retirar o</p><p>introdutor assim que finalizado o procedimento e realizar curativo</p><p>compressivo mantendo-o por duas horas. Em seguida desapertá-lo e</p><p>verificar perfusão e pulso;</p><p>• Quando o procedimento for realizado por via femoral, o introdutor será</p><p>retirado após cinco horas, o paciente deve ser orientado quanto ao</p><p>repouso e manter restrição do membro durante esse período;</p><p>• Após cinco horas, retirar o introdutor e manter compressão manual por</p><p>aproximadamente vinte minutos para hemostasia, logo após, realizar</p><p>curativo compressivo em região inguinal, orientando o paciente à retirá-lo</p><p>no dia seguinte.</p><p>ANGINA PECTÓRIS</p><p>A angina, angina de peito, angina pectoris ou angor pectoris não é</p><p>uma doença, mas um conjunto de sintomas (uma síndrome) que</p><p>ocorre devido ao baixo suprimento de oxigênio ao musculo cardíaco</p><p>em razão de obstruções ou espasmos das artérias coronarianas.</p><p>Essa insuficiência quase sempre é</p><p>transitória e se verifica naquelas</p><p>condições em que o coração exige um</p><p>desgaste maior de oxigênio como esforços</p><p>físicos ou excitações emocionais intensas e</p><p>geralmente cede em poucos minutos,</p><p>sem deixar sequelas. Quase sempre é</p><p>indicativa de uma doença coronariana.</p><p>Um de seus principais componentes é</p><p>uma dor no peito e o termo “angor</p><p>pectoris” significa algo como</p><p>"estrangulamento do peito", que é a</p><p>forma</p><p>característica como essa dor é</p><p>sentida.</p><p>CAUSAS</p><p>• A angina ocorre quando as artérias coronárias ficam demasiado</p><p>estreitas</p><p>principal</p><p>causas</p><p>das</p><p>mesmas,</p><p>para fornecerem sangue suficiente ao coração. A sua</p><p>causa é a aterosclerose das artérias cardíacas. Outras</p><p>menos comuns são, por exemplo, a compressão</p><p>por artérias</p><p>inflamações ou</p><p>algo próximo</p><p>das</p><p>às</p><p>doenças nas infecções artérias e</p><p>válvulas cardíacas.</p><p>• Os fumantes, os obesos, os sedentários e as pessoas</p><p>com colesterol ou pressão arterial alta têm mais probabilidade de</p><p>ter angina que as demais pessoas.</p><p>CLASSIFICAÇÃO DA DOR</p><p>A dor torácica pode ser classificada em 4 categorias a partir das suas</p><p>características clínicas, independente dos exames complementares.</p><p>Dor anginosa típica (tipo A):</p><p>Há características de angina do peito</p><p>típica e evidente, levando ao</p><p>diagnóstico de doença arterial</p><p>coronariana (angina do peito ou</p><p>infarto do miocárdio), mesmo sem o</p><p>resultado de qualquer exame</p><p>complementar.</p><p>Dor provavelmente anginosa</p><p>(tipo B):</p><p>Esse tipo de dor não possui</p><p>todas as características de uma</p><p>angina do peito típica, mas a</p><p>doença coronariana é a</p><p>principal suspeita diagnóstica.</p><p>Dor provavelmente não-anginosa</p><p>(tipo C):</p><p>É uma dor atípica, mas não é</p><p>o possível</p><p>diagnóstico</p><p>excluir totalmente</p><p>de doença arterial</p><p>coronariana sem a realização de</p><p>exames complementares.</p><p>Dor não-anginosa (tipo D):</p><p>É um tipo de dor com</p><p>características de origem não-</p><p>coronariana,</p><p>diagnóstico</p><p>claramente</p><p>onde</p><p>se</p><p>outro</p><p>sobrepõe</p><p>à hipótese de</p><p>doença arterial coronariana.</p><p>SINTOMAS</p><p>• O sintoma principal da angina é a dor no peito. Na maioria das</p><p>pessoas ela é referida como um desconforto no peito, habitualmente</p><p>descrito como pressão, peso, aperto, ardor ou sensação de choque,</p><p>localizado principalmente no centro do peito, nas costas ou</p><p>no pescoço, no queixo ou nos ombros, com frequentes irradiações</p><p>para os braços (esquerdo principalmente).</p><p>• Em geral, é exacerbada pelo excesso de estresse emocional, pelo</p><p>esforço físico, pela digestão depois de uma refeição farta e por</p><p>temperaturas frias.</p><p>• Essa dor dura de um a cinco minutos e pode ser acompanhada por</p><p>suor e náuseas em alguns casos e é aliviada pelo repouso ou por</p><p>medicação específica.</p><p>DIAGNÓTICO</p><p>Nas anginas em que não haja dores no peito e em que não tenham</p><p>ocorrido problemas cardíacos anteriores, o eletrocardiograma é</p><p>tipicamente normal, mas modificações dele podem ser observadas</p><p>durante os episódios de dor.</p><p>Para se detectar eventuais deficiências circulatórias, usa-se fazer um</p><p>teste ergométrico tomando-se o eletrocardiograma enquanto o</p><p>paciente corre em uma esteira.</p><p>Em casos específicos, é necessária a realização de uma angiografia</p><p>coronariana a qual sugerirá o tratamento a ser seguido, inclusive</p><p>cirúrgico.</p><p>TRATAMENTO</p><p>O tratamento principal da angina deve visar três fatores:</p><p>• Aliviar os sintomas.</p><p>• Diminuir o ritmo de progressão da doença.</p><p>• Reduzir a ocorrência de complicações cardíacas futuras.</p><p>A nitroglicerina (potente vasodilatador) é usada comumente para tratar as dores</p><p>agudas da angina.</p><p>Doses baixas diárias de aspirina usadas por pacientes que não tenham problemas</p><p>com o seu uso são bastante úteis em pacientes com angina estável.</p><p>Algumas medicações com diferentes mecanismos de ação, à base</p><p>de nitrato, betabloqueadores, bloqueadores do canal de cálcio e</p><p>antiagregantes plaquetários são usados para aliviar</p><p>os sintomas da angina.</p><p>Torna-se ainda mais importante manter controle sobre os fatores de</p><p>risco para doenças cardíacas, como parar de fumar, perder peso,</p><p>fazer exames para o colesterol alto, controlar o diabetes e a</p><p>pressão alta, etc.</p><p>Diversas técnicas cirúrgicas, como a angioplastia, com ou sem a</p><p>colocação de stent ou uma revascularização cardíaca, podem estar</p><p>indicadas.</p><p>A IC consiste na incapacidade do coração para bombear sangue</p><p>suficiente para atender as necessidades teciduais de oxigênio e</p><p>nutrientes.</p><p>No passado a IC era frequentemente referida como Insuficiência</p><p>Cardíaca Congestiva (ICC), porque muitos pacientes experimentam</p><p>congestão pulmonar ou periférica.</p><p>Atualmente a IC é reconhecida como uma síndrome clínica</p><p>caracterizada por sinais e sintomas de sobrecarga hídrica ou da</p><p>perfusão tissular inadequada. Com isso o coração não pode gerar um</p><p>DC suficiente para atender as demandas do organismo.</p><p>O termo IC indica a doença miocárdica em que existe um problema</p><p>com a contração do coração (disfunção sistólica) ou com o</p><p>enchimento do coração (disfunção diastólica) que pode ou não</p><p>causar a congestão pulmonar ou sistêmica.</p><p>INSUFICIÊNCIA CARDÍACA</p><p>Fisiopatologia:</p><p>• A IC resulta de varias condições cardiovasculares, incluindo HAS,</p><p>doença da artéria coronária e doença valvular.</p><p>• Resulta em contração diminuída (sístole) e/ou enchimento</p><p>diminuído (diástole).</p><p>• A diminuição do debito cardíaco ativa múltiplos mecanismos</p><p>neuro-hormonais que, por fim resultam nos sinais e sintomas da</p><p>IC.</p><p>INSUFICIÊNCIA CARDÍACA</p><p>Manifestações Clínicas</p><p> Sinais e sintomas:</p><p>- Pele pálida e cianótica (perfusão diminuída para os membros)</p><p>- Edema</p><p>- Tolerância diminuída a atividade</p><p>- Confusão inexplicável ou alteração do estado mental</p><p>- Tontura, vertigem, confusão</p><p>- Náuseas e anorexia</p><p>- Fígado aumentado</p><p>- Ascite</p><p>- Frequência urinária diminuída durante o dia</p><p>- Noctúria</p><p>- Dispnéia paroxística noturna</p><p>- Estertoras bilaterais que não depuram com a tosse</p><p>- Tosse aos esforços ou quando em decúbito dorsal</p><p>INSUFICIÊNCIA CARDÍACA</p><p> Diagnóstico:</p><p>- Ecocardiograma</p><p>- Radiografia de tórax</p><p>- Eletrocardiograma (ECG)</p><p>- Exames laboratoriais</p><p> Tratamento:</p><p>- Alívio dos sintomas do paciente</p><p>- Melhorar o estado funcional e a qualidade de vida e estender a</p><p>sobrevida</p><p>- Eliminar ou reduzir fatores etiológicos, principalmente aqueles</p><p>que podem ser reversíveis</p><p>- Reduzir a carga de trabalho sobre o coração</p><p>- Otimizar os regimes terapêuticos</p><p>- Evitar as exacerbações da IC</p><p>INSUFICIÊNCIA CARDÍACA</p><p> Tratamento:</p><p>- Alterações no estilo de vida;</p><p>- Controle farmacológico;</p><p>- Oxigênio suplementar;</p><p>- Implante de dispositivos de assistência;</p><p>- Condutas Cirúrgicas;</p><p>- Transplante cardíaco;</p><p>- Educação e aconselhamento do paciente e da família;</p><p>- Restrição do sódio na dieta;</p><p>- Prevenção da ingesta de líquidos, álcool e cigarro;</p><p>- Redução do peso e exercício regular.</p><p>O paciente deve saber como reconhecer sinais e sintomas que</p><p>precisam ser relatados ao profissional de saúde.</p><p>INSUFICIÊNCIA CARDÍACA</p><p>Cuidados da Enfermagem:</p><p>• Monitorar a pressão arterial, débito urinário e níveis de eletrólitos;</p><p>• Monitorar a creatina;</p><p>• Monitorar o desenvolvimento da tosse que é resistente aos</p><p>inibidores da tosse;</p><p>• Ensinar o paciente a mudar de posição gradualmente e a relatar</p><p>os sinais e sintomas do tontura ou letargia</p><p>• Instruir o paciente a se pesar e a relatar o ganho de peso rápido e</p><p>o edema nos pés e nas mãos.</p><p>INSUFICIÊNCIA CARDÍACA</p><p>O edema pulmonar é o acúmulo anormal de líquidos nos pulmões.</p><p>O líquido pode acumular-se nos espaços intersticiais e nos alvéolos.</p><p>Edema Agudo de Pulmão (EAP)</p><p>O edema agudo de pulmão (EAP) é um estado de intensa</p><p>congestão pulmonar, acarretando hipóxia severa, via de</p><p>regra, acompanhado de sinais de baixo débito cardíaco.</p><p>Edema Agudo de Pulmão (EAP)</p><p> Etiologia:</p><p>• IAM</p><p>• Miocardiopatias</p><p>• IC</p><p>• Insuficiência valvar aguda</p><p>• Arritmias</p><p>• Crise hipertensiva</p><p>• Hipervolemia</p><p>Edema Agudo de Pulmão (EAP)</p><p> Fisiopatologia:</p><p>- Aumento da pressão hidrostática capilar → com IC ou sem IC</p><p>- Diminuição da pressão oncótica → insuficiência hepática, sd nefrótica,</p><p>- Desnutrido grave</p><p>- Diminuição da pressão hidrostática intersticial → ocorre nos</p><p>esvaziamentos rápidos de derrame pleural, hemotórax ou ascite</p><p>- Aumento de permeabilidade da membrana alveolocapilar → infecção</p><p>pulmonar,SARA, vasculites, uremia, pancreatite, inalação de gases</p><p>tóxicos</p><p>- Diminuição drenagem linfática</p><p>Edema Agudo de Pulmão (EAP)</p><p> Causas mais frequentes:</p><p>- DAC</p><p>- IAM</p><p>- Arritmias (principalmente FA)</p><p>- PAS elevada (> 180 mmHg)</p><p>- Situação clínica decorrente da elevação aguda da PA</p><p>- Emergência hipertensiva</p><p>- Elevação súbita da PA com iminente risco de lesão em OA e/ou</p><p>risco de morte</p><p>- Infecção</p><p>- Anemia</p><p>- Sobrecarga de ingesta de sal</p><p>Edema Agudo de Pulmão (EAP)</p><p> Manifestações Clínicas:</p><p>- Em consequência da diminuição de O² cerebral, o paciente fica</p><p>cada vez mais inquieto e ansioso</p><p>- Inicio súbito de falta de ar e sensação de sufocamento</p><p>- Extremidades frias e úmidas</p><p>- Leitos ungueais cianóticos</p><p>- Pulso fraco e rápido</p><p>- Veias do pescoço distendidas</p><p>- Tosse incessante, produzindo quantidades crescentes de escarro</p><p>mucoide</p><p>- Confusão mental, devido a progressão do EAP</p><p>- Respiração rápida, ruidosa</p><p>- Saturação diminuída</p><p>- Paciente quase sufocado pelo liquido espumoso e tinto de sangue</p><p>que preenche os alvéolos</p><p>Edema Agudo de Pulmão (EAP)</p><p> Manifestações Clínicas:</p><p>- Dispneia</p><p>- Taquipneia</p><p>- Taquicardia</p><p>- Pele fria</p><p>- Hipertensão</p><p>- Diaforese (sudorese)</p><p>- Ausculta pulmonar → estertores crepitantes, sibilos, roncos, em</p><p>ambos os hemitórax</p><p>- Distensão venosa jugular</p><p>Edema Agudo de Pulmão (EAP)</p><p> Diagnóstico:</p><p>- Manifestação clínica resultante da congestão pulmonar;</p><p>- Radiografia de tórax</p><p>- Gasometria</p><p>- Exames laboratoriais</p><p>Edema Agudo de Pulmão (EAP)</p><p> Tratamento:</p><p>- Reduzir a sobrecarga de volume, melhorar a função cardíaca;</p><p>- Aumentar a troca respiratória, através de O² e suporte ventilatório;</p><p>- Medicamentos intravenosos</p><p>- Decúbito elevado</p><p>- Morfina → efeito venodilatador → diminui pré-carga; diminui</p><p>resposta adrenérgica</p><p>- Furosemida → efeito venodilatador e diurético</p><p>- Ventilação não invasiva</p><p>- Intervenções de enfermagem</p><p>Edema Agudo de Pulmão (EAP)</p><p>OBRIGADA!!</p>

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