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<p>Insuficiência Respiratória</p><p>Definição</p><p>Tipos</p><p>Fisiopatologia</p><p>Distúrbios Ventilatórios</p><p>Interpretação Gasometria</p><p>Modos de Ventilação Mecânica</p><p>Casos Clínicos</p><p>Prof . David Tozetto</p><p>UEPA</p><p>Insuficiência Respiratória Aguda</p><p>Definição: insuficiência respiratória é uma síndrome caracterizada pela incapacidade do sistema respiratório de realizar adequadamente a troca gasosa, isto é, a captação de oxigênio e a eliminação de dióxido de carbono , ou seja, é uma disfunção súbita da ventilação (PaCo2) e ou oxigenação do organismo(PaO2), podendo estar associada a alterações pulmonares , cardiocirculatórias e ou neuromusculares</p><p>PaO2< 50/60 mmHg, relação PaO2/FiO2 anormal (<400)</p><p>Pa CO2> 50 mmHg com Ph sangue < 7,35</p><p>Tipos I , II , mista</p><p>PaCO2=pressão parcial de CO2 no sangue</p><p>PaO2 = pressão parcial de oxigênio no sangue</p><p>FiO2 = Fração inspirada de oxigênio</p><p>Gasometria arterial</p><p>O termo gasometria arterial refere-se a um tipo de exame de sangue colhido de uma artéria e que possui por objetivo a avaliação de gases (oxigênio e gás carbônico) distribuídos no sangue, do pH e do equilíbrio ácido-básico.</p><p>Os parâmetros mais comumente avaliados na gasometria arterial são:</p><p>pH : 7,35 a 7,45</p><p>pO2 (pressão parcial de oxigênio) : 80 a 100 mmHg</p><p>pCO2 (pressão parcial de gás carbônico) : 35 a 45 mmHg</p><p>HCO3 – Bicarbonato : 22 a 26 mEq/L</p><p>BE : -2 a +2</p><p>SaO2 Saturação de oxigênio (arterial) : 95 A 100 %</p><p>Efeito Shunt Ex: pneumonia, edema agudo pulmão</p><p>Efeito Espaço Morto Ex: embolia pulmonar , hipovolemia</p><p>FISIOPATOLOGIA</p><p>Modos ventilatórios básicos:</p><p>Com base nos tipos de ciclos respiratórios que são ofertados ao paciente, 3 modos ventilatórios considerados básicos podem ser reconhecidos, são eles o Assistido/Controlado (A/C, do inglês assist/control), a ventilação com pressão de suporte (PSV) e a ventilação mandatória intermitente sincronizada com PS, modo híbrido entre os dois primeiros (SIMV, do inglês Synchronized Intermitent Mandatory Ventilation).</p><p>Modos A/C-VCV e A/C-PCV</p><p>O modo A/C se caracteriza por ofertar ciclos controlados e/ou assistidos a depender dos ajustes de frequência respiratória mínima programada e da frequência do paciente. Por sua vez, o modo A/C pode ofertar ciclos em VCV ou em PCV. Assim existem os modos A/C-VCV e A/C-PCV.</p><p>Modo A/C-PCV:</p><p>Ajustes: f prog:15 rpm, Δpressão acima da PEEP de 20cmH2O, Ti:1s, f total entre 16 a 20 irpm, sensibilidade a pressão, -2cmH2O. Neste caso específico o ventilador é “obrigado” a ofertar no mínimo 15 ciclos por minuto que podem ser controlados ou assistidos. Caso o paciente não faça esforço muscular algum, todos os ciclos serão controlados e terão a duração total de 4 segundos (60s/15 rpm), sendo o Ti programado de 1s, a relação I:E caso todos os ciclos fossem controlados seria de 1:3. Contudo, como o paciente realiza uma frequência respiratória superior a programada o tempo expiratório é variável. Note que o antepenúltimo ciclo foi assistido. Como o paciente não realizou esforço dentro das janelas de 4 segundos subsequentes o ventilador ofertou dois ciclos controlados em sequência. Observar o aumento do VC e a modificação da onda de fluxo em resposta a demanda do paciente nos ciclos assistidos.</p><p>Modo A/C-VCV:</p><p>Ajustes: f prog:15 rpm, VC:500ml, Fluxo 30l/mi, Ti:1s, f total 22 irpm. Neste caso específico o ventilador é “obrigado” a ofertar, no mínimo, 15 ciclos por minuto, que podem ser controlados ou assistidos. Caso o paciente não faça esforço muscular algum, todos os ciclos serão controlados e terão a duração total de 4 segundos (60s/15rpm), sendo o Ti programado de 1s, a relação I:E caso todos os ciclos fossem controlados seria de 1:3. Contudo, como o paciente realiza uma frequência respiratória superior a programada, o tempo expiratório é variável. Note que o penúltimo ciclo foi assistido. Após o mesmo, como o paciente não realizou esforço muscular dentro da janela de 4 segundos, o ventilador ofertou um ciclo controlado.</p><p>Modo PSV:</p><p>Não há ciclos controlados, apenas assistidos. Ajustes: PS acima da PEEP: 20cmH2O nos dois primeiros ciclos, sendo reduzida para 15cmH2O nos demais. Observar que a redução da PS implica em mudanças na oferta de fluxo e VC, reduzindo ambos e “exigindo” adaptações por parte do paciente. Este passa a variar a Pmus, a depender da sua demanda por fluxo e VC. O Ti pode variar ciclo a ciclo.</p><p>O modo PSV costuma ser usado no desmame, onde se reduz a PS gradualmente avaliando-se a capacidade do paciente se adaptar a níveis cada vez mais baixos até que um valor mínimo seja atingido, habitualmente entre 7 a 10cmH2O. Como somente ciclos assistidos são ofertados o alarme de apnéia com ventilação de backup deve ser bem ajustado.</p><p>Modo SIMV-VCV com OS:</p><p>Ajustes: f:6 irpm, PS de 15cmH2O. O ventilador divide um minuto em 6 intervalos de tempo iguais de 10 segundos, sendo obrigado a ofertar um ciclo do tipo VCV em cada um deles. Este será do tipo assistido se o paciente fizer um esforço capaz de disparar um ciclo no intervalo de tempo da janela ou será controlado e ofertado no instante final da mesma, caso o paciente não o faça. Observar que, neste caso, o VC nos ciclos com PS são inferiores aos dos ciclos VCV marcados com um asterisco. O último ciclo é do tipo controlado devido a apneia que o paciente apresentou após a dose de um sedativo (seta).</p><p>Principais características dos modos ventilatórios básicos</p><p>Masculino, 65 anos, tabagista há 40 anos , dispneia há 5 dias,</p><p>com piora importante há 2 horas, fala com dificuldade,</p><p>utiliza musculatura acessória para respirar, FR-33 ipm, PA-120/70 mmHg, FC-120 bpm, Tax= 38,2°C, exame tórax- pectorilóquia e estertores crepitantes na base do pulmão direito, gasometria da</p><p>admissão (ar ambiente) evidenciou:</p><p>PaO2= 51 mmHg</p><p>PaCO2=58 mmHg</p><p>PH= 7,31</p><p>Sat O2= 86 %</p><p>Bic= 32 mEq/L</p><p>BE= +10</p><p>Paciente está em insuficiência respiratória?</p><p>Como você a classificaria ?</p><p>Quais seriam as causas?</p><p>Qual a conduta inicial?</p><p>1)Sim</p><p>2) Mista (tipo I e II)</p><p>3) DPOC exacerbado, pneumonia (abscesso) base D</p><p>4) Monitorização do paciente, medidas de suporte</p><p>de vida e reversão da causa base( antibiótico,</p><p>broncodilatadores, oxigenioterapia (VNI), corticoterapia)</p><p>Paciente 65 anos,pós IAM, FEVE- 15%, PA:70/40 mmHg, FC- 130 bpm, má perfusão distal, FR- 40 ipm, crepitações até ápice em ambos os pulmões, abdomem inocente, edema 2+/4+MMII, torporoso, uso de musculatura acessória e respiração paradoxal</p><p>Gasometria:</p><p>PH: 7,10</p><p>PO2: 60 mmHg</p><p>PCO2: 18 mmHg</p><p>Bic : 14 Meq/L</p><p>BE: - 18</p><p>Sat O2: 85%</p><p>1)Diagnóstico</p><p>2)Tipo de Disturbio ventilatório/acido básico</p><p>3) Medidas iniciais de tratamento</p><p>Paciente 35 anos, etilista , tabagista , melena volumosa há 3dias, PA:70/40 mmHg, FC- 140 bpm, má perfusão distal, FR- 38 ipm, pulmões limpos , abdomem globoso, piparote +, DB negativa , edema 2+/4+MMII, torporoso</p><p>Gasometria:</p><p>PH: 7, 25</p><p>PO2: 70 mmHg</p><p>PCO2: 20 mmHg</p><p>Bic : 18 Meq/L</p><p>BE: - 16</p><p>Sat O2- 89% ( ar ambiente )</p><p>Hb-6,0</p><p>1)Diagnóstico</p><p>2)Tipo de Disturbio ventilatório/acido básico</p><p>3) Medidas iniciais de tratamento</p><p>CRITÉRIOS PARA PREDIZER SUCESSO DESMAME</p><p>CRITÉRIOS FALHA DESMAME /REINTUBAÇÃO</p><p>image1.jpg</p><p>image2.png</p><p>image3.jpeg</p><p>image4.png</p><p>image5.png</p><p>image6.png</p><p>image7.gif</p><p>image8.png</p><p>image9.png</p><p>image10.png</p><p>image11.png</p><p>image12.png</p><p>image13.jpeg</p><p>image14.jpg</p><p>image15.png</p><p>image16.png</p><p>image17.png</p><p>image18.png</p><p>image19.png</p>