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<p>TEORIA E PRÁTICA DA AVALIAÇÃO MORFOFUNCIONAL</p><p>Aula 6: Avaliação da aptidão cardiorrespiratória</p><p>Apresentação</p><p>Aprenderemos a realizar e a interpretar uma avaliação cardiorrespiratória, respeitando os procedimentos prévios ao teste,</p><p>adequando a seleção deste à necessidade do avaliado e aplicando corretamente a metodologia.</p><p>Relacionaremos a medida normativa da aptidão cardiorrespiratória, que é o consumo máximo de oxigênio (VO .), com</p><p>a prescrição do exercício aeróbico por meio de parâmetros como Frequência Cardíaca (FC) máxima e FC de reserva,</p><p>Medida de Equivalente metabólico (MET) e Escala de Percepção de Esforço (EPE).</p><p>2máx</p><p>Objetivos</p><p>Descrever os procedimentos necessários antes da realização de um teste cardiorrespiratório;</p><p>Explicar a diferença entre os testes máximos e submáximos, diretos e indiretos;</p><p>Interpretar os valores obtidos nos testes.</p><p>Aptidão cardiorrespiratória</p><p>A aptidão cardiorrespiratória é um componente da aptidão física relacionado à saúde que traduz a capacidade de realizar</p><p>exercícios dinâmicos com grandes grupos musculares em intensidade moderada a alta por períodos prolongados.</p><p>O VO2máx. é a medida normativa da aptidão cardiorrespiratória. Quando</p><p>elevado, relaciona-se com a boa forma física, porém, quando baixo, é</p><p>associado com maior risco de morte geral prematura.</p><p>A aptidão cardiorrespiratória pode ser medida de forma direta ou indireta, com protocolos máximos (> 90% frequência</p><p>cardíaca) ou submáximos, em laboratório ou em campo. Todos esses testes quanti�cam o consumo de oxigênio, e assim</p><p>podemos classi�car o nível de aptidão cardiorrespiratória do indivíduo.</p><p>O VO . pode ser absoluto ou relativo.2máx</p><p>Clique nos botões para ver as informações.</p><p>O VO absoluto é expresso em l/min ou ml/min e dever ser utilizado para atividades físicas que não envolvam a</p><p>sustentação do peso corporal.</p><p>VO absoluto2 </p><p>2</p><p>O VO relativo à massa corporal total é expresso em ml/kg/min. e é utilizado para estimar o custo energético de</p><p>atividades com sustentação da massa corporal. Com VO2 relativo é possível comparar a potência aeróbica entre pessoas</p><p>de diferentes pesos corporais.</p><p>VO relativo2 </p><p>2</p><p>Yazbek et al. (1998) e Weber e Janicki (1985) indicam alguns parâmetros gerais de saúde para a classi�cação VO . em</p><p>indivíduos adultos:</p><p>2máx</p><p> Fonte: (YAZBEK et al., 1998).</p><p> Fonte: (WEBER; JANICKI, 1985).</p><p> Procedimentos pré-testes</p><p> Clique no botão acima.</p><p>Para garantir a segurança do avaliado e a boa execução do teste de VO2 para obtenção do resultado, alguns</p><p>procedimentos são recomendados:</p><p>Anamnese completa;</p><p>PAR-Q+;</p><p>Estrati�cação de risco;</p><p>Observação às contraindicações para testes cardiorrespiratórios;</p><p>Preenchimento do termo de consentimento livre e esclarecido (consentimento informado);</p><p>Entrega de documento com as orientações para a realização do teste.</p><p>De forma geral, as orientações para o indivíduo realizar o teste cardiorrespiratório são (ACSM, 2018):</p><p>Evitar ingerir comida, álcool, cafeína ou fumar 3 horas antes do teste;</p><p>Evitar esforço signi�cativo ou exercício no dia da avaliação;</p><p>Vestir roupa que permita liberdade de movimento e calçar tênis;</p><p>Levar, se possível, um acompanhante, pois o teste poderá ser cansativo e o indivíduo talvez queira alguém que o</p><p>leve de volta para casa;</p><p>Levar uma lista com os medicamentos que utiliza;</p><p>Interromper medicação APENAS por solicitação médica.</p><p>Testes de campo versus laboratório</p><p>Os testes de campo são realizados em pistas, quadras e piscinas por meio de testes de corrida (ou nado) de forma contínua ou</p><p>intervalada com espaço demarcado e tempo cronometrado. Esse tipo de teste permite a avaliação de um número grande de</p><p>pessoas simultaneamente.</p><p>Já os testes realizados em laboratório necessitam de instrumentos especí�cos, os ergômetros (esteira rolante,</p><p>cicloergômetro/bicicleta e banco) que identi�cam a capacidade do indivíduo em gerar trabalho mecânico por unidade de</p><p>tempo.</p><p> Comparação entre os ergômetros (banco, bicicleta e esteira)</p><p>Legenda: PA – Pressão Arterial;</p><p>FC – Frequência Cardíaca;</p><p>ECG – Eletrocardiograma;</p><p>VO máx – Consumo Máximo de Oxigênio. +, ++, +++ = do melhor para o pior.</p><p>Fonte: (HESPANHA, 2004).</p><p>2</p><p>Testes máximos versus submáximos</p><p>Os testes máximos levam o indivíduo a um esforço máximo, ou seja, a frequência cardíaca ultrapassa 90% da frequência</p><p>cardíaca máxima e, por isso, permitem o diagnóstico médico de eventuais distúrbios coronarianos. Porém, esses testes</p><p>expõem o indivíduo a maiores riscos cardíacos e musculoesqueléticos. Não são recomendados para indivíduos sintomáticos</p><p>para doenças cardíacas, pulmonares, renais e metabólicas, caracterizados como risco alto na estrati�cação de risco (ACSM,</p><p>2014).</p><p>Saiba mais</p><p>Os testes submáximos oferecem menores riscos e geralmente requerem menor tempo para �nalização, favorecendo, assim, uma</p><p>melhor organização operacional da avaliação física. Além disso, podem ser utilizados para a maioria dos indivíduos que</p><p>apresentam uma estrati�cação de risco leve e moderada para doenças cardíacas. Quando comparados com os testes máximos,</p><p>não têm a mesma precisão, podendo superestimar ou subestimar o consumo de oxigênio, dependendo do protocolo utilizado e</p><p>do nível de aptidão física do avaliado (ACSM, 2014).</p><p>Por motivo de segurança, os testes máximos e submáximos poderão ser interrompidos antes que o indivíduo atinja o VO2máx.,</p><p>a fadiga voluntária ou o �nal do teste pode ser determinado por meio das variáveis tempo, FC máxima para idade, distância etc.</p><p>Veja quais são as recomendações para a interrupção de teste de esforço segundo o Colégio Americano de Medicina do Esporte</p><p>(2018):</p><p>Início de angina ou sintomas</p><p>semelhantes à angina;</p><p>Diminuição (≥10 mmHg) na PAS</p><p>com aumento de carga de</p><p>trabalho, ou �car abaixo do valor</p><p>obtido antes do teste;</p><p>Aumento excessivo da PA: PAS ></p><p>250 mmHg e ou PAD > 115</p><p>mmHg;</p><p>Falta de ar, sibilância (chiados no</p><p>peito), cãibras nas pernas ou</p><p>claudicação;</p><p>Sinais de perfusão fraca: Tontura,</p><p>confusão, ataxia, palidez,</p><p>cianose, náuseas, pele gelada e</p><p>úmida;</p><p>Sem resposta da FC com</p><p>incremento de carga;</p><p>Mudança do ritmo cardíaco</p><p>percebido por palpação ou</p><p>ausculta;</p><p>Solicitação de interrupção por</p><p>parte do cliente;</p><p>Manifestações físicas ou verbais</p><p>de fadiga grave;</p><p>Falha no equipamento do teste e</p><p>ou tênis desamarrado.</p><p> Ergoespirometria. Fonte: (NASSAR, 2020).</p><p>Testes diretos versus indiretos</p><p>Os testes diretos medem diretamente o VO2máx. por meio</p><p>da análise de gases expirados (ergoespirometria) utilizando</p><p>um equipamento especí�co, por exemplo, Vo2 1000, Quark</p><p>CPET (K5) e recentemente o PNOÉ, ainda em processo de</p><p>validação. Assista ao vídeo indicado no Explore+.</p><p>Os testes indiretos estimam o VO2máx. por meio de</p><p>equações especí�cas que utilizam, como variável de</p><p>medida, a distância percorrida, o tempo e a frequência</p><p>cardíaca alcançada.</p><p>Agora conheceremos os protocolos comumente utilizados</p><p>para medir ou estimar o VO .2máx</p><p>Protocolo de campo máximo: Teste de 12 minutos de Cooper</p><p>Identi�ca a distância (metros) máxima percorrida em 12 minutos. Após a estimativa do VO . utilizando a equação</p><p>matemática a seguir, podemos classi�car a aptidão cardiorrespiratória de acordo com o sexo e a idade (QUEIROGA, 2005;</p><p>HESPANHA, 2004):</p><p>2máx</p><p> Classificação da aptidão cardiorrespiratória: Teste de 12 minutos de Cooper</p><p>Fonte: (HESPANHA, 2004, adaptada).</p><p>Protocolo de campo máximo: Teste de corrida/caminhada de 2400</p><p>metros de Cooper</p><p>Identi�ca o tempo gasto para percorrer 2400 m e classi�ca a aptidão aeróbia do indivíduo de acordo com a idade e o sexo.</p><p> Classificação da aptidão aeróbia: Tempo gasto para percorrer 2400 metros</p><p>Fonte: (HESPANHA, 2004).</p><p>Para esse teste, o consumo máximo de oxigênio pode ser estimado pela equação do American College of Sports Medicine</p><p>(HESPANHA, 2004):</p><p>Protocolo de campo máximo:</p><p>Teste de corrida vaivém (20</p><p>metros) – YOYO TEST</p><p>Esse teste é muito utilizado nas modalidades esportivas</p><p>competitivas, pois a metragem de 20 metros permite que</p><p>ele seja realizado dentro do ginásio, utilizando apenas a</p><p>lateral da quadra e</p><p>com vários indivíduos ao mesmo tempo.</p><p>Duarte e Duarte (2001) validaram o protocolo original de</p><p>Léger e Lambert (1982) em uma amostra composta de 42</p><p>adultos jovens, saudáveis e de ambos os sexos.</p><p>Na tabela a seguir podemos ver a velocidade de cada</p><p>estágio de 1 minuto, o tempo previsto para percorrer cada</p><p>20 metros e o número de voltas de cada estágio. Conforme</p><p>o indivíduo avança em relação aos estágios, a intensidade</p><p>do teste aumenta.</p><p> (Fonte: DUARTE, 2001).</p><p>Após a identi�cação da velocidade em km/h podemos estimar o VO . pelas seguintes equações:</p><p>Indivíduos entre 6 e 18 anos:</p><p>2máx</p><p>y = 31,025 + 3,238 X – 3,248 A + 0,1536 AX</p><p>Indivíduos com 18 anos ou mais:</p><p>y = – 24,4 + 6,0 X</p><p>sendo y= V02 em ml/kg/min.; X = velocidade em km/h (no estágio atingido); A= idade em anos.</p><p>Protocolo de laboratório máximo: Esteira – Teste de Bruce</p><p>Protocolo progressivo utilizado para homens e mulheres saudáveis. O tempo de cada estágio é de 3 minutos, havendo</p><p>incremento de inclinação e velocidade conforme a tabela a seguir.</p><p> Teste de Bruce Fonte: (QUEIROGA, 2005, adaptada).</p><p>O VO é determinado de acordo com as equações para sexo e nível de condicionamento, conforme o quadro a seguir.2máx</p><p> Cálculo do VO a partir do Teste de Bruce Fonte: (QUEIROGA, 2005).2máx</p><p>Protocolo de laboratório máximo: Esteira – Protocolo de rampa</p><p>Permite a individualização do teste de esforço com aumento de carga ocorrendo de forma contínua. Nesse protocolo existe um</p><p>estágio inicial de carga baixa para aquecimento com duração entre 1 a 3 minutos e depois a carga é aumentada de forma</p><p>progressiva de acordo com a capacidade individual estimada previamente, com o objetivo de alcançar o VO2máx entre 8 a 12</p><p>minutos de teste (HESPANHA, 2004). Para esse protocolo, o VO2máx pode ser estimado a partir da equação:</p><p>Protocolo de laboratório máximo: Esteira – Protocolo de Ellestad</p><p>Incrementos de trabalho realizados em 8 estágios de acordo com a tabela a seguir e o VO calculado a partir da equação do</p><p>ACSM.</p><p>2máx</p><p> – Protocolo de Ellestad Fonte: (HESPANHA, 2004).</p><p> Cálculo do VO pela inclinação atingida2máx</p><p>Protocolo de laboratório máximo: Bicicleta – Protocolo de Balke</p><p>Teste escalonado sem intervalos que pode alcançar vários estágios para homens e mulheres. Em ambos os casos se inicia</p><p>com uma carga de 25 watts (0,5 kg) e ocorre aumento de carga em 25 watts a cada 2 minutos até a exaustão. A velocidade de</p><p>pedalada é constante a 60 rpm (rotações por minuto) equivalentes a 21,6 km/h. A carga �nal do teste é então utilizada na</p><p>equação para estimativa do VO2máx (QUEIROGA, 2005).</p><p>Protocolo de laboratório submáximo: Bicicleta – Protocolo de</p><p>Åstrand e Rhyming (1954)</p><p>Teste submáximo com utilização de carga única de trabalho para homens e mulheres. Após aquecimento, o avaliado pedala</p><p>durante 6 minutos em uma velocidade de 50-60 rpm. A carga é ajustada entre 100-150 watts para homens e 50-100 watts para</p><p>mulheres. A frequência cardíaca é aferida no 5º e 6º minuto e calculada a média (FC média). Esse valor deverá estar entre 120-</p><p>170 bpm e preferencialmente acima de 140 para jovens (HESPANHA, 2004; MONTEIRO; LOPES, 2009). Calcula-se então o VO2</p><p>de carga para poder calcular o VO em l.min. Nesse momento, o VO (l.min) deverá ser corrigido multiplicando pelo valor</p><p>tabelado.</p><p>Por exemplo, indivíduos abaixo de 25 e acima de 35 anos precisam utilizar o fator de correção para ajuste conforme o quadro a</p><p>seguir.</p><p>2máx 2máx</p><p> Fator de correção do VO de acordo com a idade em anos Fonte: (ACSM, 2018)2máx</p><p>Agora podemos converter o VO de l.min. para ml.kg.min. pela fórmula:</p><p>VO . (ml.kg.min.) = 1000 x VO . (l. min) ÷ peso (kg)</p><p>2máx</p><p>2máx 2máx</p><p>Protocolo de laboratório submáximo: Banco – Protocolo de Katch e</p><p>McArdle (1984)</p><p>Constituído de carga única com banco de 40,6 cm de altura e duração de 3 minutos com frequência de passada determinada</p><p>por sexo. Após 5 segundos (e no máximo 20) de término de teste, a frequência cardíaca (FC) é aferida com o avaliado ainda de</p><p>pé e então calculado o VO2máx de acordo com as equações a seguir (ACSM, 2018).</p><p> Cálculo do VO pela frequência cardíaca ao término do teste2máx</p><p> Como controlar a intensidade do teste cardiorrespiratório</p><p> Clique no botão acima.</p><p>A FC pode ser determinada pela técnica palpatória, por</p><p>meio da ausculta cardíaca com estetoscópio e ou com</p><p>monitores de pulso. Para o método de ausculta, o</p><p>diafragma do estetoscópio deve ser colocado à</p><p>esquerda do esterno logo acima do nível do mamilo.</p><p>Para melhor utilização do método, o tronco do avaliado</p><p>deverá estar estável.</p><p>Uma outra forma para controlar a intensidade é pela</p><p>Escala de percepção de esforço (EPE) ou Percepção</p><p>Subjetiva de Esforço (PSE). Foi desenvolvida por Gunnar</p><p>Borg (1974) para permitir ao indivíduo classi�car</p><p>subjetivamente as sensações durante o exercício,</p><p>levando em consideração o nível de aptidão, condições</p><p>ambientais e os níveis gerais de fadiga. A maioria dos</p><p>indivíduos alcança o limite subjetivo de fadiga com uma</p><p>EPE original de 18 a 19. Veja a escala a seguir. O</p><p>número 6 representa o repouso absoluto,</p><p>aproximadamente 60 bpm; e 20, o esforço máximo,</p><p>aproximadamente 200 bpm.</p><p>Posteriormente a escala foi adaptada e os valores passaram a variar de 0 a 10:</p><p>Agora que já sabemos como testar a aptidão cardiorrespiratória, aprenderemos a avaliar os resultados.</p><p> Escala de Borg Original.</p><p>Classi�cação do VO . segundo valores tabelados</p><p>Conheça a aptidão cardiorrespiratória com base nos valores tabelados do VO2 máx. (ml/kg.min) segundo o American Heart</p><p>Association (AHA), 1972:</p><p>2 máx</p><p> Aptidão cardiorrespiratória – VO2 máx. (ml/kg.min) Fonte: (HERDY; CAIXETA, 2016).</p><p>FAI – Dé�cit Aeróbico Funcional</p><p>É possível, a partir de equações, avaliar se o avaliado possui um dé�cit ou um superávit de capacidade aeróbia.</p><p>Para isso, utilizamos a equação proposta por Bruce (1992) para o cálculo do</p><p>VO previsto para a idade e, assim, para o cálculo do Dé�cit Aeróbio</p><p>Funcional (FAI).</p><p>2máx</p><p> Cálculo do VO previsto para a idade em anos Fonte: (ROCHA; GUEDES JUNIOR, 2013).2máx</p><p>Quando o indivíduo apresentar valores percentuais NEGATIVOS, quer dizer que ele superou a expectativa do VO2máx previsto</p><p>para a idade. Quando apresentar valores POSITIVOS:</p><p>Entre 0% e 26%, não apresenta dé�cit signi�cativo;</p><p>Entre 27% e 40%, dé�cit funcional leve;</p><p>Entre 41% e 54%, dé�cit funcional moderado;</p><p>Entre 55% e 68%, dé�cit funcional importante, ou seja, nível de reabilitação;</p><p>≥ 69%, dé�cit funcional extremo.</p><p>MET (Equivalente Metabólico da Tarefa)</p><p>Um MET corresponde a aproximadamente 3,5 ml de O2 consumidos por kg de massa corporal por minuto, em condições de</p><p>repouso com o indivíduo sentado. É utilizado para determinar o gasto calórico de uma atividade física e compreender, após a</p><p>estimativa do VO2máx, a intensidade do treinamento cardiorrespiratório especí�ca do sujeito avaliado. O valor de MET é</p><p>calculado segundo a equação:</p><p>MET = VO2máx. ÷ 3,5</p><p>Agora que você compreendeu vários conceitos, vamos veri�car como podemos determinar a ZONA DE TREINAMENTO</p><p>AERÓBICO em função do condicionamento cardiorrespiratório do avaliado por meio de vários parâmetros, FC máxima, FC</p><p>reserva, MET e EPE (ACSM, 2018).</p><p>Exemplo</p><p>Você estimou o VO de um indivíduo por meio do teste submáximo de banco e obteve um VO = 30ml.kg.min. Esse</p><p>indivíduo tem 35 anos de idade, é assintomático para doenças cardíacas e apresentou uma FC de repouso de 65 bpm. O MET dele</p><p>foi calculado da seguinte forma: VO de 30 (ml.kg.min) ÷ 3,5 = 8,6 METs. Nesse caso, o indivíduo poderá treinar na intensidade</p><p>vigorosa, pois o MET dele é > 6.</p><p>2máx 2máx</p><p>2máx</p><p>Na prescrição do exercício aeróbico, devemos monitorar a FC utilizando monitores cardíacos, tão importantes no controle da</p><p>intensidade do exercício. Para isso, devemos ter em mãos os limites mínimos e máximos da Zona de Treinamento Aeróbico</p><p>(ZTA).</p><p>No exemplo, vimos que a intensidade poderá ser vigorosa, então agora vamos relembrar como calcular a ZTA por meio da FC</p><p>máxima e da FC de reserva.</p><p>FC máxima</p><p>FC máxima = 220 – idade</p><p>FC máxima = 220 – 35</p><p>FC</p><p>máxima = 185</p><p>ZTA limite mínimo = 185 x (77% ÷ 100) = 185 x 0,77 = 142 bpm</p><p>ZTA limite máximo = 185 x (95% ÷ 100) = 185 x 0,95 = 178 bpm</p><p>ZTA vigorosa = 142 a 178 bpm</p><p>FC reserva (FCR) Karvonen</p><p>FCR = (FC máx. – FC repouso) x intensidade + FC repouso</p><p>FCR = (185 – 65) x (60% ÷ 100) + 65 = 120 x 0,60 + 65 = 72 + 65 = 137</p><p>FCR = (185 – 65) x (89% ÷ 100) + 65 = 120 x 0,89 + 65 = 107 + 65 = 172</p><p>ZTA vigorosa = 137 a 172 bpm</p><p>Caso seu cliente não tenha monitores cardíacos, a intensidade do treinamento aeróbico poderá ser controlada por meio da</p><p>escala de percepção de esforço (EPE). Nesse caso, deverá estar superior a 14 para caracterizar o treinamento vigoroso.</p><p>Atividade</p><p>1. Para garantir a segurança do avaliado e a boa execução do teste para a obtenção do resultado, alguns procedimentos são</p><p>recomendados. Cite quais são eles:</p><p>2. Diferencie a aplicabilidade do teste máximo da aplicabilidade do teste submáximo.</p><p>3. Diferencie a aplicabilidade do teste direto da aplicabilidade do teste indireto.</p><p>4. Calcule o VO . em ml.kg.min. estimado por meio do teste submáximo do cicloergômetro de Astrand de uma mulher de 45</p><p>anos de idade com peso corporal = 66 kg. Variáveis medidas: Carga = 50 watts, frequência cardíaca no 5º minuto = 130 bpm e</p><p>6º minuto = 136 bpm.</p><p>2máx</p><p> Fator de correção do VO de acordo com a idade em anos Fonte: (ACSM, 2018).2máx</p><p>5. Calcule o VO . em ml.kg.min., o FAI, o MET e determine a intensidade recomendada para a prescrição do treinamento</p><p>cardiorrespiratório para uma mulher sadia de 40 anos de idade. Seguem as informações necessárias:</p><p>1. Teste submáximo do banco: Frequência cardíaca alcançada ao �nal do teste = 150 bpm.</p><p>2. Fórmula para estimativa do VO . em ml.kg.min. = 65,81 - (0,1847 x FC)</p><p>3. Fórmula para VO previsto para a idade em anos = 42,9 – (0,312 x idade)</p><p>4. FAI = ((VO previsto para a idade - VO . obtido no teste) ÷ VO previsto para a idade) x 100</p><p>2máx</p><p>2máx</p><p>2máx</p><p>2máx 2máx 2máx</p><p>Referências</p><p>ACSM. Manual do ACSM para teste de esforço e prescrição de exercício. 9. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.</p><p>ACSM. Manual do ACSM para teste de esforço e prescrição de exercício. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018.</p><p>ANDRADE, L. J. et al. Avaliação da aptidão cardiorrespiratória em universitários do curso de Educação Física através do teste de</p><p>Ru�er. EF Deportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, v. 17, n. 178, mar. 2013. Disponível em: http://www.efdeportes.com/.</p><p>javascript:void(0);</p><p>NotasAcesso em: 22 jul. 2020.</p><p>DUARTE, M. F. S.; DUARTE, C. R. Validade do teste aeróbico de corrida de vai-e-vem de 20 metros. Rev. Bras. Ciên. e Mov.</p><p>Brasília, v. 9, n. 3, julho 2001.</p><p>ELLESTAD, M. H. Prova de esforço: princípios e aplicações práticas. 2. ed. Rio de Janeiro: Cultura Médica, 1984.</p><p>HERDY, A. H.; CAIXETA, A. Classi�cação nacional da aptidão cardiorrespiratória pelo consumo máximo de oxigênio. Arq Bras</p><p>Cardiol., v. 106, n. 5, p. 389-395, 2016.</p><p>HESPANHA, R. Medida e avaliação para o esporte e a saúde. Rio de Janeiro: Rubio, 2004.</p><p>HEYWARD, V. H. Avaliação física e prescrição de exercício: técnicas avançadas. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2004.</p><p>LÉGER, L. A.; LAMBERT, J. A. Maximal Multistage 20-m Shuttle Run Test to Predict VO2 max. Eur J Appl Physiol, v. 49, p. 1-12,</p><p>1982.</p><p>MONTEIRO, L. C.; LOPES, P. L. Avaliação física para atividades físicas. 2. ed. Jundiaí: Fontoura, 2009.</p><p>NSCA. Guia para avaliações do condicionamento físico. São Paulo: Manole, 2005.</p><p>QUEIROGA, M. R. Testes e medidas para avaliação da aptidão física relacionada à saúde em adultos. Rio de Janeiro:</p><p>Guanabara Koogan, 2005.</p><p>ROCHA; A. C.; GUEDES JUNIOR, D. P. Avaliação física para treinamento personalizado, academias e esportes: uma</p><p>abordagem didática, prática e atual. São Paulo: Phorte, 2013.</p><p>RODRIGUES, A. N. et al. The association between cardiorespiratory �tness and cardiovascular risk in adolescents. J Pediatr, v.</p><p>83, n. 5, p. 429-435, 2007.</p><p>SOUZA, E. C. M. S. et al. Teste cardiopulmonar do exercício na prática clínica. Rev Bras Med Esporte, v. 6, n. 6, p. 249-254,</p><p>nov/dez, 2000.</p><p>WEBER, K.; JANICKI J. S. - Cardiopulmonary exercise testing for evaluation of chronic heart failure. Am J. Cardiol., v. 55, p. 22A-</p><p>31A, 1985.</p><p>YAZBEK et al. Ergoespirometria. Teste de esforço cardiopulmonar, metodologia e interpretação. Arq Bras Cardiol, v. 71, n. 5,</p><p>1998.</p><p>Próxima aula</p><p>Testes para avaliação da força, da resistência e da potência muscular;</p><p>Diferença entre testes estáticos e dinâmicos e sua aplicabilidade na prescrição do exercício.</p><p>Explore mais</p><p>Leia os textos:</p><p>Teste cardiopulmonar do exercício na prática clínica .</p><p>Ergoespirometria. Teste de esforço cardiopulmonar, metodologia e interpretação .</p><p>7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial – 2016 .</p><p>Normatização de técnicas e equipamentos para realização de exames em ergometria e ergoespirometria .</p><p>Assista ao vídeo:</p><p>PNOĒ .</p><p>javascript:void(0);</p><p>javascript:void(0);</p><p>javascript:void(0);</p><p>javascript:void(0);</p><p>javascript:void(0);</p>