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Tomada de decisões em grupo A crença na eficácia de duas cabeças pensando melhor do que uma é fundamental no sistema jurídico dos EUA e outros países, refletida nos tribunais de júri. Atualmente, muitas decisões organizacionais são tomadas por grupos ou equipes. Grupos versus indivíduos Os grupos de tomada de decisão evoluíram e são comuns nas organizações, mas a eficácia das decisões individuais depende de vários fatores. Prós e contras a serem considerados ao testar. Pontos Fortes da Tomada de Decisões em Grupo Os grupos são eficazes na criação de informações completas devido aos recursos de diversos indivíduos, que tem efeito em mais entradas no processo decisório e maior heterogeneidade. Isso cria variedades de pontos de vista e abordagens, tendo consequências a decisões de maior qualidade em comparação com as tomadas por indivíduos isolados. Além disso, as decisões em grupo tendem a ser mais aceitas, pois os participantes apoiam e incentivam os outros a aceitar a solução escolhida. Pontos Fracos da Tomada de Decisões em Grupo Apesar das vantagens das decisões em grupo, como a diversidade de opiniões, o processo também possui desvantagens. Consumindo muito tempo, as decisões tendem a demorar mais do que as tomadas individualmente. Pressões para conformidade podem sufocar discordâncias, com discussões dominadas por um único membro ou subgrupo. Se compostos por membros de baixa ou média capacitação, a eficácia do grupo é prejudicada. Por fim, a responsabilidade pelo resultado se torna ambígua, não podendo ser atribuída individualmente. Eficácia e Eficiência A eficácia dos grupos em relação aos indivíduos depende dos critérios utilizados para definir eficácia. Em exatidão, em grupo costumam ser mais precisas e de melhor qualidade que as individuais. Porém, em termos de rapidez, os indivíduos tendem a ser mais eficazes. Na criatividade, grupos se destacam. Além disso, se a eficácia for medida pela aceitação da solução final, os grupos também se mostram superiores. No entanto, é importante considerar a eficiência, pois em geral os grupos são menos eficientes do que os indivíduos. Entretanto, os grupos costumam precisar de mais horas de trabalho para resolver um problema. Portanto, ao escolher pelo uso de grupos no processo decisório, é essencial analisar se os benefícios em eficácia compensam as perdas de eficiência. Pensamento grupai e mudança de posição grupai Dois fenômenos da tomada de decisões em grupo, o pensamento grupai e a mudança de posição grupai, são importantes para avaliar objetivamente as alternativas e chegar a soluções de qualidade. O pensamento grupai ocorre quando a pressão por conformidade impede a avaliação crítica de propostas diferentes, enquanto a mudança de posição grupai acontece quando os membros exageram suas posições iniciais durante a discussão. O pensamento grupai pode levar à deterioração da eficiência mental e do senso de realidade dos indivíduos, resultando em decisões ruins. Já a mudança de posição grupai tende a extremar as posições originais dos membros, levando a posturas mais arriscadas. Esses fenômenos são evidentes em situações como os fiascos da Nasa e de empresas como British Airways e Marks & Spencer. Para minimizar o pensamento grupai, os executivos podem monitorar o tamanho do grupo, encorajar líderes imparciais, designar um advogado do diabo e estimular a discussão ativa de alternativas diferentes. Já para lidar com a mudança de posição grupai, é importante reconhecer que a discussão em grupo pode levar a extremos e que a direção da mudança (para cautela ou risco) depende das inclinações pessoais dos membros. Em resumo, as decisões em grupo podem influenciar as posições iniciais dos indivíduos e levar a posturas mais arriscadas. É crucial entender esses fenômenos e adotar estratégias para garantir que o grupo avalie objetivamente as alternativas e chegue a soluções de qualidade. Pensamento Grupal: · O pensamento grupal acontece quando as pressões para a conformidade dentro do grupo suprimem opiniões divergentes. Isso faz com que o grupo busque o consenso, mesmo que as alternativas não sejam avaliadas criticamente. · Sintomas do pensamento grupal incluem: · Racionalização de qualquer resistência às ideias do grupo, ignorando evidências contrárias. · Pressão sobre membros que questionam as ideias dominantes. · Os membros com dúvidas ou visões diferentes tendem a se silenciar para evitar desavenças. · Uma "ilusão de unanimidade", onde o silêncio é interpretado como concordância. · Esse fenômeno prejudica a tomada de decisão, levando a escolhas erradas ou mal fundamentadas, como aconteceu em eventos históricos como o desastre do Challenger e falhas na política externa dos EUA. Mudança de Posição Grupal: · Esse fenômeno se refere à tendência dos grupos de exagerar suas posições iniciais ao discutir alternativas. Após a discussão, os membros tendem a adotar posturas mais extremas do que fariam individualmente. · Normalmente, o grupo acaba assumindo mais riscos, pois a discussão reforça as tendências individuais e as responsabilidades são diluídas entre os membros. Assim, os membros se sentem menos culpados caso a decisão falhe. · Essa mudança pode resultar em decisões mais ousadas, já que os membros buscam se alinhar com as expectativas ou atitudes dos outros. Técnicas de tomada de decisões em grupos Nos grupos de interação, a tomada de decisões é comum. No entanto, a autocensura e pressão por conformidade podem ocorrer. Sugere-se alternativas para minimizar esses problemas. O brainstorming é uma técnica para estimular a geração de ideias sem críticas, permitindo que os participantes pensem de forma criativa. Na técnica de grupo nominal, os membros do grupo apresentam suas ideias por escrito, sem discussão inicial, e depois as discutem e classificam individualmente. Já a técnica de grupo apoiada por computador, ou reunião eletrônica, permite que os participantes expressem anonimamente suas opiniões e votos, aumentando a honestidade e a velocidade do processo. No entanto, estudos mostram que as reuniões eletrônicas podem reduzir a eficácia do grupo e diminuir a satisfação dos membros. Cada técnica de decisão em grupo tem seus pontos fortes e fracos, e a escolha da mais adequada depende dos critérios e análise de custo-benefício. O grupo de interação é útil para obter comprometimento com uma solução, o brainstorming promove a coesão do grupo, a técnica de grupo nominal é barata para gerar ideias e as reuniões eletrônicas minimizam a pressão social e conflitos. Apesar dos possíveis problemas das reuniões eletrônicas, a tendência é que essa tecnologia se torne mais popular no futuro. Em resumo, as técnicas de decisão em grupo apresentadas visam estimular a criatividade, a eficiência e a participação de todos os membros, cada uma com suas vantagens e desvantagens. A escolha da técnica mais apropriada dependerá dos objetivos do grupo e das circunstâncias em questão. Resumo e implicações para os executivos Desempenho Vários fatores estruturais, como percepção do papel, normas, injustiças de status, tamanho do grupo e tarefa, afetam o desempenho de um grupo. A percepção do papel influencia a avaliação de desempenho do funcionário, enquanto a congruência entre chefe e subordinado nessa percepção também é importante. Normas do grupo controlam comportamentos e podem influenciar os resultados individuais. Injustiças de status podem reduzir a motivação e levar à busca por justiça. Diferenças de status no grupo podem inibir a participação e prejudicar o desempenho. É essencial para os executivos entenderem e gerenciarem esses fatores estruturais para promover um melhor desempenho do grupo e garantir a satisfação e produtividade dos funcionários. O tamanho do grupo afeta o desempenho, sendo grupos maiores mais eficazes para levantar informações e menores para implementar ações. A ociosidade social sugere estabelecer medidas para o desempenho individual em grupos grandes. A coesão influencia a produtividade, dependendo das normas do grupo em relação ao desempenho.Satisfação A alta congruência entre chefe e funcionário na percepção do trabalho está relacionada à satisfação do funcionário, assim como conflitos de papéis levam a tensões e insatisfação. Muitas pessoas preferem se comunicar com indivíduos do mesmo nível de status ou superior. Os funcionários cujas funções minimizam a interação com pessoas de status inferior tendem a ter maior satisfação. Grupos maiores geralmente levam a menor satisfação, devido à redução de oportunidades de participação, interação social e identificação com as conquistas do grupo, além de aumentar dissidências, conflitos e formação de subgrupos.